PANDEMIA - Mortes por coronavírus em SP crescem 81,7% em uma semana 20201504

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PANDEMIA - Mortes por coronavírus em SP crescem 81,7% em uma semana

Local: Capital - Data: Abril 15/04/2020

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JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito boa tarde, muito obrigado por vocês estarem aqui conosco, nessa segunda entrevista coletiva que nós estamos fazendo a respeito aqui do Covid, na sede aqui do complexo HC, Secretaria de Estado, e hoje nós vamos apresentar alguns dados de como está indo o crescimento da epidemia, e algumas das s uas características, e também a respeito do nosso projeto lá do Ibirapuera. David, por favor.

DAVID UIP, COORDENADOR-GERAL DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, eu vou apresentar inicialmente os dados atualizados do Estado de São Paulo, e na sequência o secretário apresentará o projeto do Ibirapuera. Próximo, por favor. Então, o número de casos em São Paulo, 11.043, óbitos 778, 463 do sexo masculino, 315 do sexo feminino. Então, nós tivemos novos casos, um aumento de 18% e, infelizmente, novos óbitos, um aumento de 12%, esses dados estão atualizados pro dia de hoje às 13 horas. Próximo. Capital , casos 7.764, com 558 óbitos, municípios já com diagnósticos de casos confirmados de coronavírus, 199, municípios com óbitos, 78, há uma clara interiorização do vírus, da mesma forma para o litoral. O próximo. Aqui, por faixa etária, repete o dia positivo de ontem, e eu reafirmo que esta é uma doença que pode pegar qualquer faixa etária, e pode ter gravidade também pra qualquer faixa etária. O próximo. Aqui, os óbitos, né, prevalecem os óbitos fundamentalmente acima dos 60 anos, há um pico entre os 70 e 79 anos, mas também atingindo a faixa de 50 a 59 anos. O próximo. As comorbidades, liderança das cardiopatias, na sequência diabetes, as pneumopatias, doença do pulmão, as doenças neurológicas, doença renal, imunodepressão e levando, é import ante esse dado, a obesidade como comorbidade isolada. Próximo. Internações, casos suspeitos em enfermaria, 2.287, casos suspeitos em UTI, 1.376, eu quero chamar atenção de vocês, que isto, praticamente, totaliza 3.600 casos suspeitos, casos confirmados em enfermaria, 1.200, casos confirmados em UTI, 1.132, então, nós temos um dado aqui de mais de 2.300 casos confirmados em enfermaria e confirmados em UTI. Próximo. Aqui, o nível médio de isolamento em São Paulo, tanto anteontem, como ontem, nós temos a mesma marca de 50%, o próximo. E aqui o impacto em alguns hospitais da cidade de São Paulo, e vizinhanças próximas, então, o Instituto Emílio Ribas já tem uma ocupação de enfermaria de 80%, e UTI 97%. Hospital das Clínicas, enfermaria uma ocupação de 73%, UTI 83%. Hospital Geral de Pedreira, 71% enfermaria, 87% UTI. Hospital Geral Vila Nova Cachoeirinha, enfermaria 86%, UTI 86%. Hospital Regional de Ferraz de Vasconcellos, 71% de enfermaria, 67% de UTI. Hospital São Paulo, 73% enfermaria, 62%. Esse dia positivo mostra claramente já a pressão no sistema público de saúde, através da observação de grandes hospitais da região aqui de São Paulo, hospitais de embate já com um número elevado de doentes, tanto em enfermaria, como nas unidades de terapia intensiva. O próximo. Agora, o secretário vai apresentar o projeto do Ibirapuera.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Então, isto está sendo feito na pista de atletismo lá do conjunto do Ibirapuera, nós já estamos com 80% das obras concluídas, e queremos colocar esses leitos a partir do dia primeiro de maio em operação, seguinte. São 268 leitos, sendo 240 leitos de baixa complexidade e 28 leitos de estabilização, tem todos os requisitos, né, para enfermagem, sala de descompressão, sala de equipamentos, etc. São 7.500 mil metros quadrados, em duas t endas, né, vocês viram da foto anterior, e 800 profissionais de saúde para atendimento, por meio de uma organização social de saúde. É isto. Só queria ressaltar que a questão do aumento do número de casos e número de óbitos, a gente tem uma forma de enxergar, que é assim, 33% de aumento por dia nos leva ao dobro do número de casos em três dias, abaixo disso, nós teremos em torno aí de 20%, o dobro em uma semana e, obviamente, que 100 por dia dobra a cada dia. Como aconteceu com o próprio Estados Unidos. Isso vale tanto pra óbitos, quanto para confirmação de casos, né? Paulo, você quer acrescentar alguma coisa? Tá ok. David, mais alguma coisa? Então, estamos abertos pras perguntas.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: A primeira pergunta é do SBT, Piero.

PIERO, REPÓRTER: Boa tarde, tudo bom? David Uip, você disse, acho que na outra coletiva, sobre o aumento da taxa de ocupação na grande São Paulo, se não me engano no ABC os hospitais já estão com mais de 70% de ocupação, eu queria só que vocês falassem um pouquinho mais sobre isso, acho que seguindo até aquele raciocínio de que já está chegando no interior, já está chegando nas regiões metropolitanas.

DAVID UIP, COORDENADOR-GERAL DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Hoje, na parte da manhã, na qualidade de reitor do centro universitário ABC, eu me reuni com os secretários municipais, com o presidente do consórcio, prefeito [ininteligível], pra estar discutindo onde o centro universitário pode estar ajudando as políticas públicas do ABC, realização de exames, e os secretários, eles afirmam que no grande ABC já há um índice de ocupação de leitos superando 70%, então, este número é o número do grande ABC, que eu tive hoje de manhã, nós estamos vendo a região metropolitana de São Paulo, da mesma forma há um aumento e há já uma pressão sobre o sistema público de saúde.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Segunda pergunta é uma pergunta online, vem da EPTV de Ribeirão Preto, Ícaro Ferratini. Só a região de Ribeirão Preto temos 23 municípios com casos confirmados, registrando 314 casos e 13 mortes, isso segundo um balanço das prefeituras, mas o balanço do estado constam menos municípios e um número menor de casos, diante disso, gostaria de saber como são computados e consolidados o número de casos confirmados em todo estado, entender o fluxo nisso e de outras regiões, se o Paulo Menezes...

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Bom, isso... Essa pergunta é muito boa pra que se possa entender como funciona o sistema de informação de vigilância e saúde, especialmente de vigilância epidemiológica, não só no Estado de São Paulo, mas no país, o sistema, ele tem entradas, quem entra a notificação de um caso suspeito no sistema é o serviço que atendeu a pessoa com sintomas, atualmente são os hospitais onde as pessoas suspeitas são internadas, essa notificação, então, ela entra no siste ma que tem acesso a vigilância do estado e a vigilância do país, do Ministério da Saúde, no momento da notificação, logicamente, o caso, ele é um caso suspeito, porque é colhido amostra, essa amostra segue pra laboratório, ou um laboratório privado, no caso de muitos serviços do setor privado, ou pra rede de laboratórios, atualmente a rede de laboratórios que cobre os leitos SUS, então, pra processamento de análise, então, no sistema é necessário ser feita a atualização da confirmação de caso através do sistema laboratorial, e pode acontecer nos municípios que existam situações que ou não entraram na notificação, por terem sido principalmente atendidas no setor privado, todos, todos os serviços são obrigados a fazer a notificação, mas ela pode demorar um dia, dois dias pra ocorrer, e também a confirmação do diagnóstico pode ser feita fora do sistema de vigilância e esse sistema de vigilância ainda não ter recebido isso. Além disso, existem óbitos, que são identificados através de declarações de óbitos fora do sistema de vigilância, e precisam ser inseridas no sistema de vigilância. Então, é esperada essa diferença entre o que, às vezes, o município comunica pra mídia e o que está constando no sistema de vigilância epidemiológica estadual.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Só completando, quem abastece os sistemas são as próprias prefeituras e serviços, é isso?

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: São serviços do município, né, não necessariamente serviços municipais, podem ser municipais ou estaduais, ou privados, que fazem o primeiro movimento de registro da notificação no sistema.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: A próxima pergunta é uma pergunta presencial, do Estadão, Bruno Ribeiro.

BRUNO RIBEIRO, REPÓRTER: Olá. Eu queria perguntar sobre os testes que chegaram, como é que tá a realização deles, já começou, se eles já começaram a ser usados.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Tem aqui os dados de hoje, novas amostras que entraram hoje, 1.319, foram processados e liberados 1.451, foram processados e estão a liberar em sistema de laudos, 2.370. Isso traz o saldo pra 13.397.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Esses números que estão sendo apresentados hoje, esses números de mortes e confirmações, já são...

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Tá junto.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Ok.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Próxima pergunta é uma pergunta, Online da CBN, Júlio Vieira.

JÚLIO VIEIRA, CBN: Levantamento da USP da sociedade Brasileira de Tecnologia apontam que nos próximos dias poderia ter um pico de falso, um pico falso de mortes e óbitos por causa de exames atrasados que estão em processamento e subnotificação, recentemente o secretário José Henrique Germann declarou que apenas casos leves estariam subnotificados, o que é contestado por pesquisadores. Esse cenário mudou desde a última declaração como foi a evolução dessas questões dos testes?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Veja, são duas questões, nós temos casos que são que não são notificados pela própria característica da doença pelos 80% que não têm sintomas e temos casos aqui no sistema de exames que ao serem realizados, aqueles que eram óbitos serão colocados na mesma, no mesmo gráfico e isso é colocar o gráfico acima, vai ter um degrau do número de casos. O comportamento da linha, vamos dizer assim, do não muda muito, mas el e muda de patamar.

DAVID UIP, CENTRO DE CONTIGÊNCIA DO COVID-19: Veja bem, os casos, quando o secretário fala que não há subnotificação o que não há é notificação porque o indivíduo assintomático ou oligosintomático, ele nem vai ao serviço de saúde isso representa 80%, isso é uma coisa, a outra é necessidade de fazer soro epidemiológicos, então, na hora que chegarem os exame o professor Paulo é especialista disso, a ideia é fazer inquéritos soro epidemiológicos, são tra balhos dirigidos para nós termos uma evolução melhor da epidemia, adicionalmente os centros de vigilância, o vírus influenza também estarão sendo envolvidos, então uma coisa é ter, outra coisa que o Paulo é o especialista, é a soro epidemiologia, a vigilância epidemiológica.

PAULO: Eu vou aproveitar para reforçar uma questão em relação aos testes que estavam acumulados e de fato como eles são de um período que se notificava principalmente síndrome gripal, então a maioria dos casos são casos leves mas isso não quer dizer que não tenham síndromes respiratórias agudas e óbitos no meio desses testes que estão sendo realizados que venham sendo acumulados e agora estão sendo realizados. Em relação ao teste rápido e ao teste chamado PCR real, eu acho fundamental a gent e esclarecer qual é a finalidade de cada um porque a população tem dificuldade de entender talvez porque seja complexo mesmo o teste PCR faz diagnóstico da presença do vírus, isso o Dr. David já falou ontem e eu vou reforçar aqui hoje, então ele indica que o vírus está circulando no organismo da pessoa com sintomas. O teste chamado teste rápido, ele não é um bom nome porque na verdade só é rápido para fazer o teste, leva dez minutos, mas ele só funciona depois de muito tempo que o indivíduo teve contato com o vírus, que foi infectado pelo vírus e o seu organismo já produziu a imunidade, os anticorpos para combater o vírus, então o teste não é um teste rápido, ele é um teste lento, a gente tem que ficar esperando pelo menos oito, dez dias para que ele possa dar algum resultado, por i sso que ele é um teste que ele possa ser útil para a gente fazer a avaliação de como está a imunidade populacional em determinados momentos e é nisso que a gente está trabalhando.

ORADOR: Próxima pergunta presencial da TV Cultura, Gerônimo Moraes.

GERÔNIMO MORAES, TV CULTURA: David Uip, boa tarde, eu queria que você falasse um pouquinho sobre comportamento específico nas UTIs com o Coronavírus, as pessoas ficam mais tempo internadas, a UTI demora mais tempo a ser liberada isso também ajuda digamos assim a encher mais rápido o hospital?

DAVID UIP, CENTRO DE CONTIGÊNCIA DO COVID-19: O diretor do Emílio Ribas do Instituto de Infectologia, Emílio Ribas, Dr. Luís Carlos acaba de informar que é 100% do ocupação dos leitos de UTI, 30 leitos de UTI no Emílio Ribas e 30 leitos ocupados e vão abrir mais 20 leitos no prazo a duas semanas, então Emílio Ribas tem hoje 30 leitos, em duas semanas terá 50 leitos os 30 estão hoje ocupados. A doença é isso mesmo, quando o indivíduo, ele vai para o ambiente de terapia intensiva, ele fica em média 14 dias, isso quando caminha para a cura, infelizmente quando ele não evolui bem, esse tempo é ainda maior e isso implica no resultado óbvio e permanência por mais tempo do que habitual de doente grave de UTI.

GERÔNIMO MORAES, TV CULTURA: Mais uma pergunta rápida a gente tem muito você fala do gargalo dos leitos, da superlotação de leitos, pode faltar também equipamentos, pessoas especializado com conhecimento protocolo o gargalo pode ser ainda maior?

DAVID UIP, CENTRO DE CONTIGÊNCIA DO COVID-19: É, quando você fala de UTI você fala de um contexto todo, implica na estrutura física, implica nos insumos que não só monitores, bombas de infusão, mas implica em equipe multidisciplinar treinada por isso que nós ressaltamos sempre a importância de nós tentarmos achatar a curva, do ponto de vista de profissionais da área de saúde, eu sempre cito como exemplo, eu fiquei afastado 14 dias e passa a ser um ativo importante que teoricamente eu estou protegido contra o vírus, então, é importantíssimo, eu insisto muito no isolamento, no distanciamento social para que nós consigamos achatar a curva e distribuir os casos nos próximos meses. Eu quero dizer mais uma coisa, aproveitando a tua pergunta, eu vejo de vez em quando notícias, vocês não conseguem prever com exatidão o pico, isso é boa notícia, isso significa que nós estamos conseguindo alargar e achatar a curva, quer dizer, quanto mais diluída essa curva for melhor para o sistema de saúde agora nós vamos ter o pico, nós estamos estar diante ou de uma montanha ou do pico do Everest, isso é algo que obviamente nós estamos vendo no decorrer do dia a dia.

ORADOR: Próxima pergunta é um pergunta online do El País da Marina Rossi, ela fala sobre taxa de ocupação e pergunta aqui, diz que ontem, a taxa de ocupação das Hospital das Clínicas estava por volta de 77%, como era antes da pandemia e se temos uma projeção de quanto tempo levará para que se chegue a 100%. Ela gostaria de entender um pouco melhor a previsão do secretário que diz na hora do almoço que se o isolamento social for mantido como está, a primeira reserva de leitos se esgotaria em maio e a segunda, uma segund a reservas em julho, ela gostaria de entender um pouco melhor o que o senhor quis dizer e os números quando surgir a primeira e segunda reservas de leitos.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Quando nós fizemos os cálculos a respeito de leitos, nós não tínhamos os leitos prontos, isso foi logo antes de aparecer os primeiros casos, né, a gente olhava para a China naquela ocasião, e nós consideramos um tempo de permanência de 15 dias como está colocado aqui e em função disso a necessidade de leitos para os quatro, cinco meses da epidemia que é o tempo médio que ela tem durado nos países todos. Nós estamos come çando, nós estamos ao fim do segundo mês, então, nesse sentido, nós fizemos os cálculos para os leitos que já estavam com todos os recursos alocados e aqueles que ainda não tinham todos os recursos alocados, é isso que eu chamei de primeira e segunda reservas, então, dentro dessa primeira reserva nós temos aí 2 mil e poucos leitos e na segunda reservas a mesma coisa só que desse da segunda nós estamos aprontando e só entrarão à medida da necessidade. Essa expectativa é de acordo com o pico da própria doença que nós estamos vendo que pode estar chegando a partir de maio, então nessa ocasião nós vamos ter o sistema estressado ao máximo dentro desse patamar, se ele se estender para mais um tempo, isso se dará em julho, então aí nós precisaríamos de mais leitos para fazer f rente a esse pico em julho.

DAVID UIP, CENTRO DE CONTIGÊNCIA DO COVID-19: Só respondendo a pergunta do Hospital das Clínicas, o Hospital das Clínicas tem vários institutos, ele designou o instituto central que é o maior dos seus prédios, totalmente para o atendimento do Coronavírus tanto em leitos de enfermaria como leitos de UTI, são 909 leitos que estão sendo disponibilizados para a população de São Paulo.

ORADOR: A última pergunta é da TV Globo, Patrícia Falcosi.

PATRÍCIA, TV GLOBO: Oi, boa tarde para todo mundo. Também em relação aos testes a gente queria saber se com essa chegada nova, novamente para ficar bem claro qual é a capacidade de processamento incluindo já mortes suspeitas e se em relação ao Adolfo Lutz já foram tomadas aquelas medidas necessárias apontadas pelo CREMESP, que denunciou o armazemamento inadequado das amostras.

PAULO: Eu vou começar pelas denúncias, elas foram denúncias colocadas para a mídia, e nós não recebemos nenhum documento oficial até o momento, então, são denúncias que inclusive, nós dissemos já que não correspondem à situação real do instituto Adolfo Lutz, as amostras estão bem acondicionadas e estão sendo processadas conforme o secretário falou, em relação aos testes você pergunta desses que chegaram agora? Então, a rede laboratorial está fazendo toda a p rogramação e logística para a distribuição desses testes entre os mais de 35 laboratórios já que compõem a rede para que eles possam continuar produzir os exames.

PATRÍCIA, TV GLOBO: Hoje qual seria a capacidade então, de processamento e de testes por dia?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Hoje nós estamos em torno de mil testes, isso deve chegar a cinco mil na próxima semana e oito mil na outra semana porque os laboratórios vão certificando os aparelhos tem toda uma estrutura que tem que ser montada além daquela existente no sentido de aumentar a produção de cada um deles.

PATRÍCIA, TV GLOBO: E aí isso até o fim do mês da proposta de zerar aqueles que já estavam.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Na semana do dia 24.

PATRÍCIA, TV GLOBO: Isso mantém?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Mantém.

ORADOR: Bom, muito obrigado a todos, estaremos aqui manhã de volta trazendo algumas outras informações novas para vocês. Eu agrido ao Paulo, agradeço ao professor Davi, a todos vocês aqui presentes. Muito obrigado.