Coletiva-Entrega da unidade de pesquisa clínica em oncologia do Icesp-20121001

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva da Entrega da Unidade de Pesquisa Clínica em Oncologia do Icesp

Local: Capital - Data: 10/01/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós estamos inaugurando hoje 34 leitos para o Hospital Dia. Então, é melhor para o paciente, porque ele dorme em casa, ele passa aqui 12 horas, uma transfusão de sangue, o tratamento, soro, enfim, que não precise internações mais longas, ele pode voltar para casa, depois ele retorna, e também o hospital ganha leitos. Então, são 34 leitos novos de Hospital Dia para câncer aqui, no ICESP, e 11 nos próximos meses. Nós teremos 45 leitos de Hospital Dia. E inaugurada um novo setor de pesquisa clínica para câncer, testando novos medicamentos, novas alternativas... Nós estamos aqui no topo da ciência, que é a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, então, um centro importantíssimo sob o ponto de pesquisa de novas alternativas no tratamento do câncer. Nós vamos ter no Brasil esse ano 520 mil novos casos de câncer. A boa notícia é que o câncer é uma doença curável, desde que tratada, diagnosticada corretamente e tratada corretamente. E o Instituto do Câncer, o ICESP, foi eleito pelos usuários o melhor hospital do SUS do Estado; 100% atendimento gratuito, através do SUS. Um orgulho de São Paulo aqui no topo da medicina.


REPÓRTER: Governador, eu tenho que perguntar sobre o CDHU. Como é que tá a situação lá de Ribeirão Preto, das casas desertas...


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, questões estritamente pontuais. Uma casa que possa ter dado algum problema, a construtora vai fazer o reparo sem nenhum custo nem para o governo e nem para o mutuário. Mas nós entregamos esse ano 16.000 unidades, são coisas estritamente pontuais.


REPÓRTER: E São Bernardo do Campo, governador?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: São Bernardo, os apartamentos estão prontos e à disposição dos mutuários. A Eletropaulo pediu uma alteração na questão de energia e resolvido isso, questão de dias, todos podem já assumir os apartamentos. Eles estão prontos, totalmente prontos.


REPÓRTER: Tem um prazo para isso, governador?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Só depende da Eletropaulo.


REPÓRTER: E no caso só de Ribeirão, só para voltar e para finalizar, vai ter mais rigor em fiscalização das construtoras?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós temos fiscalização e auditorias. Casos pontuais, as construtoras permanecem 90 dias depois da entrega dentro do canteiro e problema pontual será corrigido sem nenhum custo nem para o governo nem para o mutuário.


REPÓRTER: Governador eu queria que o senhor falasse agora da agressão do PM ao aluno da USP ontem. Já não é a primeira vez que os alunos da USP reclamam de uma forma agressiva que os policiais tratam aquele pessoal. Eu queria que o senhor comentasse sobre isso e se o Governo tem algum plano para mudanças.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, o Governo do Estado, os nossos policiais, soldados, antes de irem para o seu trabalho tem um ano de estudos. Então, passa no concurso que é difícil, apertado. Um ano de preparação, depois têm escola de sargento, escola de oficiais, que é a academia, então, há uma preparação enorme. Houve um erro, vai ser punido. A polícia tem uma corregedoria muito firme e punição. Nós não toleramos nenhum tipo de abuso. Mas isso nós temos 92 mil Policiais Militares, não é a regra. Caso excepcional que será punido.


REPÓRTER: Mas na USP não é a primeira vez que eles reclamam disso. Tem algum plano especifico ali, para a polícia da USP?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, a polícia...


REPÓRTER: Até porque os alunos que fizeram a greve, não é? Contra...


REPÓRTER: Parece está um clima de revanchismo.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, não, nenhum problema. O fato é que a polícia depois que foi para o campus, despencou roubo, despencou furto, não teve mais roubo de automóvel não, teve mais nenhum caso mais de homicídio, então, o resultado é extremamente positivo em termos de segurança.


REPÓRTER: Então vai continuar lá, a USP, a polícia?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Vai, claro, ela está lá para proteger os estudantes, funcionários, professores, está lá para levar segurança e proteger as pessoas que trabalham lá. Um caso como esse, ele vai ser punido. Mas não é a regra. Nós temos mais de 90 mil Policiais Militares.


REPÓRTER: É um abuso de poder, governador?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Óbvio que não pode cometer este tipo de procedimentos.


REPÓRTER: Qual garantia que o senhor vai dar que isso daí não pode acontecer de novo lá na USP?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não há nenhuma hipótese que você possa garantir que alguém não vai cometer um erro, mas eles são preparados, treinados para que isso não ocorra. Ninguém passa num concurso e vai trabalhar, um ano, soldado, depois foi sargento em escola de sargento, se for oficial tem academia militar. Nós temos a melhor polícia do Brasil. Quem vai preparar os policiais para a Copa do Mundo vai ser São Paulo, o policial errou vai responder por isso.


REPÓRTER: Governador, alguns especialistas dizem que a ação na Cracolândia foi feita meio “no afogadinho”. O que o senhor pensa sobre isso? A polícia tinha que ter entrado primeiro, primeiro tinha que ser os psicólogos?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, qual o balanço do trabalho? Primeiro não é um trabalho fácil, nós temos consciência que é um trabalho longo, difícil, mas o Governo não pode se omitir e não será omisso nessa questão. Então, nós já temos 28 pacientes internados, para tratamento, nenhum compulsório, todos, todos voluntários; temos 400 leitos, para tratamento de dependência química. Professor Giovani acabou de me dizer que tem mais 80 leitos contratados no Américo Bairral, um sistema de ponta aí para atendimento das pessoas. 788 abordagens sociais, psicólogos, assistentes sociais, agentes comunitários, aumentou muito a procura nas tendas, aumentou muito a procura nos abrigos, aumentaram pessoas que voltaram para suas famílias, tivemos 49 prisões, 26 condenados que foram recapturados. Então, um enfrentamento ao tráfico de drogas, estamos fazendo um trabalho grande de investigação, de laboratórios, porque o crack é resíduo de cocaína, então, isso é preparado, é borra de cocaína. Então, trabalhando também na investigação, para prender os traficantes, e prender também os que fazem através de laboratório, produzem as drogas. 42 toneladas de lixo retiradas da região, e esse trabalho continua, trabalho permanente, ele é primeiro de saúde, para preservar a vida das pessoas, ele é social, para amparar as pessoas que precisam e ele é policial, para prender quem comete crime. E isso vai continuar. É um trabalho permanente, quer dizer isso aí não resolve em 24 horas.


REPÓRTER: Governador, a gente tem a informação...


REPÓRTER: E a questão da imigração?


REPÓRTER: Exatamente, da migração.


REPÓRTER: Da migração.


REPÓRTER: Dos drogados para outros locais da capital paulista. A Polícia Militar pretende ir também atrás desses viciados em outros locais para fazer uma operação semelhante?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: É, exatamente. Esse trabalho, ele continua primeiro social. Então, as equipes, a abordagem social, as pessoas estão em outros locais, as equipes irão lá, no sentido do convencimento do tratamento. Há casos de tratamento ambulatorial, com equipes multiprofissionais, e há caso de ter que internação, e nós já estamos com 28 casos de internação voluntária, não é compulsória. De outro lado, prender criminoso, está certo? Quer dizer, é evidente que existe um tráfico de drogas e existe uma produção de craque a partir de cocaína.


REPÓRTER: Governador, uma questão política, essa tentativa do prefeito Kassab se aproximar do PT, é uma mostra que até agora ele não conseguiu qualquer negociação com a PSDB?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, eu não vou comentar aí, né, um assunto de aliança com o PT. Então o que depender do PSDB, nós queremos, estarmos todos juntos aí para servir à São Paulo, servir a população. Queria um cafezinho.


REPÓRTER: Governador, e o mínimo regional, já foi definido?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O mínimo regional. Acho que mais umas semanas, o salário mínimo regional, ele está retrocedendo a cada ano trinta dias, era a partir de primeiro de maio, agora será primeiro de abril, e o Secretário do Trabalho, Davi Zaia, já está em conversas com as centrais sindicais, sindicatos, trabalhadores, empresários, para poder definir as várias faixas, né, as várias faixas salariais. Tendo novidade a gente avisa.


REPÓRTER: E os leilões dos precatórios, quando começa?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Isto está sendo tratado pela Procuradoria Geral do Estado, e vai ser estabelecido com o Tribunal de Justiça, aliás, foi o objeto da conversa que tive a semana passada com o Dr. Ivan, o novo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Eu queria aproveitar essa oportunidade, eu fui abordado aqui por uma paciente que, aliás, foi homenageada, Dona Ana Cleta, 78 anos de idade, e que tem um precatório. Então, é importante às pessoas terem conhecimento que quem tiver doente ou idade, 78 anos, ela está super bem, mas 78 é uma idade importante, sai da fila, quer dizer, o poder judiciário, ele paga pessoas que estejam doentes ou idosas, sai da fila, entra uma fila especial e recebe o precatório na frente. Nós temos hoje quase um bilhão, mais de novecentos milhões depositados no poder judiciário, no Tribunal de Justiça. Não é o governo mais que paga, quem paga é o Tribunal de Justiça. Tem a ordem cronológica de precatório alimentares e não alimentares, e tem uma ordem que não é cronológica, que é exatamente para atender caso de doença ou casos de idade.

REPÓRTER: Obrigada!