Coletiva-Parceria com Sírio-Libanês-20122701

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Transcrição da coletiva da Parceria com Sírio-Libanês para o Hospital Grajaú

Local: Capital - Data: 27/01/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Hoje é um dia muito importante quando celebramos o convênio entre o nosso hospital SUS, hospital público aqui do Grajaú, com o Instituto de Responsabilidade Social do Sírio-Libanês. Um contrato por cinco anos. Então teremos aqui a expertise do Sírio-Libanês no hospital do Grajaú e no AME aqui de Interlagos. Esse é um grande hospital, com aproximadamente 300 leitos. O Hospital Geral do Grajaú fez 311 mil atendimentos o ano passado, 742 mil exames, quatro mil cirurgias, mais de dois mil partos. E temos o AME aqui também, que é muito importante para a região, com 25 especialidades. E a presença aqui do Sírio-Libanês, que é uma referência internacional no topo da medicina, vai trazer mais qualidade ainda, melhor expertise, melhor formação para os nossos profissionais e uma referência também para as demais OSs, à medida que nós teremos aqui uma consultoria, também contratada, acompanhando esse trabalho. Então eu queria aqui agradecer a Dra. Ivete Riscala. E agradecer a toda comunidade do Sírio-Libanês por esta boa parceria. E cumprimentar aqui população da região sul de São Paulo, especialmente aqui do Grajaú por essa conquista.


REPÓRTER: Governador, qual que é o papel do governo e o papel do Sírio nessa parceria?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, o hospital é 100% público, gratuidade: tudo de graça, equidade: todos tratados de forma igual, e universalidade: está aberto a todos. É um hospital público. Agora, a gestão a gente procura trazer bons parceiros, que tem boa expertise, excelência, responsabilidade social, para trabalhar junto conosco. Ao invés de o governo fazer a gestão de 100 hospitais, você traz um parceiro para se dedicar a esse hospital e à região. É um hospital, atendimento terciário e o AME, que é o atendimento secundário. É um grande ganho pra região.


REPÓRTER: É o contrário de OS, não é governador?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Exatamente. É um contrato de gestão 100% financiado com recursos públicos do estado, e onde o Sírio não vai ganhar nada, mas vai prestar, tenho certeza, um ótimo serviço e cumprir a sua responsabilidade social. Aliás, um serviço, um hospital que nasceu desse compromisso com a comunidade.


REPÓRTER: O que muda para quem vem aqui, na prática?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Na prática, qualidade do atendimento. O que nós queremos? Cada vez prestar um serviço com melhor qualidade pra atender a população. E uma boa referência entre o atendimento primário, o atendimento secundário e o atendimento terciário.


REPÓRTER: Governador, o Ministério Público sempre questiona esse modelo de OS. Quais são as experiências anteriores, os resultados que o governo está colhendo com esse sistema, outros hospitais sendo administrados por entidades?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós até estamos contratando uma consultoria para todas as OSs. Aqui vai ser uma coisa especial, mas nós estamos fazendo para todo o estado. A avaliação é muito positiva, por que você ganha em agilidade, ganha em qualidade, ganha em resultados. O hospital precisa ser público para a população: gratuito, equidade, universalidade, mas a gestão pode ser da sociedade civil organizada. Instituto de Responsabilidade Social, o Sírio‑Libanês; a fundação da Faculdade de Medicina da USP; a fundação da Unifesp, da escola paulista de medicina. Então, você se aproxima da universidade, dos melhores serviços de saúde do país, da sociedade civil organizada, do terceiro setor e sem fim lucrativo e comercial.


REPÓRTER: O que essa consultoria vai fazer nessas entidades?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Ela vai avaliar qualidade, resultados e custos.


REPÓRTER: Tem resultados negativos? Eu digo em valores. O governo repassa para as entidades um determinado valor que para elas administrem. Existem déficits?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não. Sempre a gente faz um contrato de gestão, onde você estabelece as metas e você acompanha. O primeiro contrato de gestão do Brasil eu fui o relator como Deputado Federal na década de 90, foi o Sarah Kubitschek, em Brasília. Esse foi o primeiro modelo de OS, de contrato de gestão. E foi o resultado, salvou o Sarah Kubitschek, que está entre as 10 melhores instituições em ortopedia, entre traumatologia, inclusive em pesquisas, ciência, tecnologia no mundo.


REPÓRTER: Governador, ontem teve um acidente grave na CPTM, lá em Itapevi, sete pessoas ficaram feridas. Acidentes na CPTM têm sido frequentes nos últimos tempos. O que o governo está fazendo para tentar mudar isso, pra garantir melhor a segurança dos passageiros?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: A CPTM é uma empresa que melhorou muito, quem lembrar da CPTM há 20 anos atrás, vai lembrar de uma empresa sucateada, onde morria todo dia pessoas que faziam surf em cima do trem, pessoas andando penduradas em janela, porta. Um caos verdadeiro. Hoje nós temos uma empresa que passou de 650 mil passageiros/dia para 2,5 milhões de passageiros/dia. O investimento esse ano, teremos 1,5 bilhão de investimento em manutenção, modernização. Já recebemos 25 novos trens e vamos receber mais 97, cada trem são oito carros, ar condicionado, motorização melhor, frenagem melhor, câmeras de vídeo, segurança, acessibilidade. O sistema Communication Based Train Control (CBTC), que é um sistema moderníssimo, para você poder aproximar um trem de outro com segurança, o metro também. CBTC, nós vamos ter uma diferença de 85 segundos entre um metro e outro. Então, tá tendo investimento, ela tá se modernizando, caminhando para ser um metro de superfície, para ter a qualidade do metro. População precisa do trem, gosta do trem. Passamos de 650 mil, para 2,5 milhões de passageiros/dia e grandes investimentos. Ferrovia, estações novas, acessibilidade, trens modernos e comunicação. Tudo isso traz segurança, é que nós transportamos todo dia 2,5 milhões de passageiros. Esse caso já está sendo verificado, graças a Deus não teve nenhum óbito, a empresa agiu também rápido. Acho que agora a tarde já está restabelecido o tráfego e já está apurando, para verificar se foi uma falha humana, se passou um farol, houve uma falha humana, ou se foi uma falha técnica, tecnológica. Então vamos ter cautela, mas a apuração imediata e nosso compromisso com o sistema metro ferroviário de São Paulo. Modernizar, investir, avançar. No trem, é qualidade. A rede já é grande, 260 quilômetros. Aqui no Grajaú não tem não tinha trem, o trem parava em Jurubatuba, nós fizemos mais três estações: Autódromo, Interlagos e Grajaú. E vamos continuar, vamos fazer mais duas estações para chegar até Varginha. Então, estamos expandindo a rede, mas já é uma rede grande, é melhorar a qualidade da rede.


REPÓRTER: Mas os acidentes não são mais frequentes do que desejavam? Já ocorreu três vezes.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O ideal é zero. E com isso, a apuração rigorosa. Vamos aguardar para ver qual foi à causa.


REPÓRTER: Governador a presidenta Dilma classificou como barbárie a ação no Pinheirinho. O senhor pessoalmente não acha que essa ação poderia ter sido feita diferente para não pegar tão mal pra opinião pública, governador?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, eu não vou fazer nenhum comentário, até porque não ouvi isso da presidenta. Mas eu quero dizer, primeiro com o nosso compromisso com as famílias. Todas elas receberam abrigamento, já assinamos ontem o convênio, todas vão participar do aluguel social, R$ 500 para cada família. Já vão para os imóveis alugados, pagos pelo governo e nós vamos fazer cinco mil unidades em São José Dos Campos. São Paulo é o único estado brasileiro que investe 1% do ICMS, não tem outro estado brasileiro que investe em habitação, 1%. Nós já fizemos 250 mil unidades habitacionais, e 80% delas para quem ganha um salário, dois salários e três salários. Então as famílias vão pra um aluguel social, receberão a chave da casa, saem de submoradias, barracos em situação muito difícil de submoradia, insegurança para habitações legalizadas, com escritura, com habitações novas... Agora, ordem judicial precisa ser cumprida. Quer dizer, o governo não tem essa liberalidade e dizer: Olha, aqui cumpro, a que eu não cumpro, Não! A justiça, ela requisita do governo, chama Polícia Judiciária, pra fazer cumprir determinação judicial.


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Governador, só uma pergunta: Sobre o Hospital de Parelheiros, o senhor tem alguma posição?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, o Hospital de Parelheiros, eu acho que é um estudo mais do município do que do estado. O estado, podendo, também ajudará. O que nós vamos levar para Varginha, e depois Parelheiros, é o trem. A escolha aqui da OS, tivemos a disposição do Sírio-Libanês, do seu Instituto de Responsabilidade Social, de ser parceiro, e para nós foi ótimo, porque assumiu, simultaneamente, o hospital e a AME, uma instituição de ponta que nós conseguimos trazer pra ser nossa parceira.


REPÓRTER: Ontem à tarde aconteceu na OAB um balanço sobre a Cracolândia. A secretária de justiça Eloísa Arruda foi taxativa e disse: “A Cracolândia não existe mais. Em São Paulo não existe mais Cracolândia”. Não existe?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, aquele local que era point, né, que quem queria vender droga ia para lá, quem queria comprar droga ia para lá, e cresceu de forma assustadora, a realidade é outra hoje. Nós já tivemos, nesses 20 dias, 24 dias, 137 pessoas internadas voluntariamente, mais de 400 encaminhadas pros Caps de atendimento ambulatorial, criminosos fugitivos da polícia, que se homiziavam lá, foram presos. Então, é uma outra realidade. Eu, a cada dois dias eu passo ali na região, percorro, ontem mesmo estive lá, porque nós vamos inaugurar, daqui 120 dias, um novo prédio, a Etec de Nova Luz, vamos ter duas mil pessoas ali na Nova Luz. É importante pra ajudar a revitalizar a região, escola de noite, você vai ter mais gente circulando. Vivemos uma outra realidade. Agora, nós temos que perseverar, esse é um trabalho permanente, de ajudar pessoas dependentes químicos, porque dependência química é doença, precisa ter tratamento, ajudar essas pessoas. E, de outro lado, combater crime. Como é que você fabrica crack? É resíduo de cocaína. Laboratórios, três laboratórios foram estourados aqui em São Paulo. Trabalho longo, difícil, mas que nós vamos perseverar, no sentido de oferecer tratamento pra quem precisa, abrigamento para quem precisa, e prender quem comete crime.


MESTRE DE CERIMÔNIA: A última, gente.


REPÓRTER: Governador, em relação aqui ao hospital. Então, eu vou mudar de assunto, se é a última... A Band fez uma reportagem especial o ano passado, de que os números divulgados sobre a criminalidade no estado estavam equivocados, porque o número de latrocínios, que tinha sido divulgado não constava latrocínio no 91º DP, no 93º e no 34º. E o delegado geral, Marcos Carneiro, disso que, realmente, eles seriam reanalisados, pAra que se divulgasse o número correto. Este não, foi divulgado ontem, novamente, e novamente esses três DPs não tinham registro de latrocínio, e a Band fez o ano passado reportagem sobre mortes seguidas de roubos nesses locais. Pode ter havido algum erro novamente na divulgação desses números, governador?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós somos talvez o único estado brasileiro que coloca todos os números na internet. Eles são todos, todos públicos. Aliás, todo dia 25 a gente pública do mês anterior. Era trimestral, nós passamos a divulgar mensalmente. Era só por cidade, nós estamos divulgando por região. Então, se quiser saber hoje o seu bairro e o mês anterior você tem lá. Se quiser o ano anterior você tem lá. Nós temos que reconhecer que melhorou muito. A gente sair no caso de homicídio de quase 13 mil por ano pra 4.180 o ano passado, isso é 71% a menos, oito mil vidas poupadas. O Estado de São Paulo que era o 5º estado mais violento do Brasil hoje é o 15º estado. Agora, não estamos satisfeitos. Tem que melhorar mais.


REPÓRTER: Mas governador, esses casos não foram registrados no índice.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Eu vou verificar com o Secretário da Segurança Pública pra que ele possa responder questões específicas, deste distrito, daquele. Transparência absoluta. Nós temos números bons, que eu acho que a gente deve enaltecer, porque é um estímulo também ao trabalho da polícia, da sociedade. E de outro lado, nós temos números que não são bons, que temos que trabalhar mais pra avançar.


REPÓRTER: Governador, sobre as casas entregues pelo CDHU em Ribeirão Preto. Ontem, o diretor regional disse que a culpa dos problemas seriam de ‘moradores de favela’ que não sabiam cuidar das casas.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, duas coisas sobre isso. Primeiro, são questões pontuais, um conjunto de 400, 500 unidades habitacionais que nós entregamos toda semana, teve uma reclamação aqui, ali. A construtora responde pela obra. Se teve um problema, ele é pontual, ele vai ser corrigido, o governo não vai gastar nada e a pessoa também não vai gastar nada.


REPÓRTER: E as declarações preconceituosas, governador?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Calma, eu vou chegar lá. São duas coisas. A primeira é essa. Então houve um problema, ele vai ser corrigido, ele é pontual. Nós temos hoje em construção quase 50 mil unidades habitacionais. E é para quem ganha um salário mínimo. Porque quem ganha um salário mínimo, não passa de 15% a prestação. A pessoa vai receber uma casa nova pagando R$ 90 e poucos por mês, sem entrada, com grande subsídio do estado...


REPÓRTER: Mas isso não justifica, não é?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Água, esgoto, luz, infraestrutura, novinha. A colocação dele, o governo entende que é errada, preconceituosa, tem que corrigir o problema específico que teve. Nós já mandamos chamá-lo em São Paulo para ele se explicar.