Coletiva - Abertura da Campanha de Vacinação de atualização da Carteirinha - 20121808

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva de imprensa da Abertura da Campanha de Vacinação de atualização da Carteirinha

Local: Capital - Data: 18/08/2012


Parte 1


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, hoje começa uma importante campanha para a atualização da caderneta de vacinação. Então, todas as crianças com menos de cinco anos de idade devem ser levadas nos postos de vacinação. São 4 mil postos de vacinação no Estado, 36 mil funcionários do Estado e da Prefeitura, das prefeituras, estão trabalhando. A vacinação hoje, sábado, e recomeça na segunda-feira e vai até sexta-feira. Quem não acha a caderneta de vacinação, procura o último posto de saúde que a criança vacinou que eles têm o registro e refazem a caderneta. É porque são 15 tipos de doenças diferentes. A vacina, ela é muito eficiente, erradicou praticamente no Brasil. São Paulo há 24 anos não tem nenhum caso de poliomielite. Quantas crianças morreram, ficaram com sequelas pela poliomielite. Ainda precisa vacinar, porque há casos na Ásia e na África. O sarampo, quanta criança morreu de complicação de sarampo. Então a vacina é muito eficiente. Ela evita a criança ter doenças, e doenças graves. Uma novidade agora, que é a vacina pentavalente, a mesma vacina previne difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, que é uma hepatite mais grave, ou por transfusão de sangue ou contágio com sangue ou contágio sexual, e o haemophilus influenza. Uma pergunta aqui do vestibular. Essa vacina, do haemophilus influenza, evita que doença?


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Cadê os universitários?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Começa com a letra M. Meningite, meningite. Então, cinco, não é? Difteria, tétano, coqueluche, haemophilus influenza, que evita a meningite por haemophilus, e a hepatite B, que é a hepatite grave, porque é aquela por contaminação por sangue ou da mãe para o feto, ou por contágio de sangue, no caso dos dentistas, por isso eles precisam ser vacinados, e esperma ou secreção vaginal. Então, muito importante todos os pais, os avós trazerem as crianças até cinco anos de idade para a caderneta estar certinha, cada data ter uma vacina, com tantos meses, com tantos anos, dose de reforço. E vai preservar a saúde. A nossa expectativa é que 3 milhões de crianças sejam vacinadas nesse período.


REPÓRTER: A pentavalente, é a primeira vez que está sendo dada, não é? Primeiro ela é disponibilizada na rede particular. Essa disponibilização na rede pública também vai se tornar um hábito?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha. Tem aqui. Ela vai explicitar melhor. Mas, prefeito, queria destacar o Instituto Butantan na contribuição que ele dá ao Brasil. Praticamente 90% das vacinas e soros produzidas no Brasil são aqui em São Paulo, na capital, no Instituto Butantan. Então, aproveitar para destacar o bom trabalho feito pelo Butantan em benefício da saúde pública.


REPÓRTER: Sobre a questão da vacinação, os pais... Qual é o balanço do Estado de São Paulo? Tem alguma vacina que os pais não estão levando as crianças pra vacinar?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, o balanço é muito positivo, tanto é que no caso da poliomielite o último caso registrado no Estado de São Paulo foi em 1988. Quer dizer, há 24 anos nós não temos nenhum caso, pode-se dizer que está erradicada! Eu diria que dois casos assim de sucesso, que salvaram vidas e evitaram muitas sequelas, os dois casos mundiais é poliomielite e sarampo, né? Dois avanços impressionantes! Então a vacina é uma proteção muito grande. Veja que agora nessa campanha são quinze doenças que vão ser evitadas e preservando a saúde das crianças. Tudo gratuito. Quem não puder trazer hoje, ainda tem uma semana, até sexta-feira que vem.


REPÓRTER: Com relação à vacina aplicada, não é mais a gotinha para criança de 2 meses, agora é injetável para poliomielite. Isso vai ser uma realidade no futuro pra outras crianças, ou a gotinha sempre vai existir?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha tem... Ela vai explicar, eu estudei muito essa noite, mas faltaram algumas lições. Aí ela vai detalhar melhor, vão ser... Vão ter as duas: vai ter a gotinha e vai ter a injetável. Mas ela pode explicar qual a diferença aí das duas, tá bom! Pode ir aí, doutora!


HELENA SATO: Vamos lá! Está ocorrendo no Brasil uma mudança de estratégia para a manutenção da erradicação da paralisia infantil no Brasil. Então qual será essa mudança de estratégia? As primeiras duas doses serão substituídas por uma vacina inativada, que estamos chamando de VIP. As outras doses, terceira, primeira e segundo reforço será mantido a gotinha. Essa está sendo uma recomendação da própria Organização Mundial de Saúde para os países onde essa doença já foi erradicada. Essa mudança não está ocorrendo apenas no Brasil, isso já está ocorrendo em vários outros países no mundo. É uma ação adicional pra mantermos erradicada essa doença no mundo e no Brasil. E a mudança completa para VIP, ou vacina injetável, isso irá ocorrer de acordo com as orientações da Organização Mundial de Saúde, a partir do momento que essa doença for erradicada no mundo. Hoje no mundo nós temos três países onde essa doença continua ocorrendo: Nigéria, Afeganistão e Paquistão até o... O ano passado foram registrados cerca de 600 casos. É importante a gente contar uma história. A gotinha a vacina da paralisia infantil, ela tem uma história importante! No decorrer desses 20 anos, nós tínhamos cerca de 300 mil casos de paralisia infantil no mundo, o ano passado foram confirmados de 300 mil, houve uma queda para 600 casos de paralisia infantil no mundo! Até essa semana, no mundo, com esses três países foram confirmados 111 casos. Então, está se observando uma queda drástica e importante nesses casos. Então, a Organização Mundial de Saúde está coordenando todas essas ações e recomenda essa transição. Então neste momento serão as duas injetáveis, o restante será mantido gotinha. O ano que vem uma etapa só apenas de campanha para todo mundo, e só será mudado quando o mundo... Quando no mundo tiver erradicado todas as doenças, todos os casos de pólio, aí será para o mundo inteiro apenas a vacina injetável.


REPÓRTER: Por que da gotinha para a injetável?


HELENA SATO: É um reforço, é uma ação adicional para a manutenção da erradicação dessa doença no mundo, sabendo muito bem da gravidade que essa doença. E ninguém mais quer ver essa doença no mundo e muito menos aqui no Brasil.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Só uma última. Eu acho que a gente deve destacar os aspectos positivos! O Brasil, especialmente São Paulo pela sua boa estrutura tem um dos melhores esquemas de vacinação do mundo. Veja que o ano passado nós tivemos na Europa sarampo, epidemia praticamente de sarampo. Então nós temos um sistema gratuito, público de saúde pública de vacinação no Brasil e aqui em São Paulo com todo o empenho, com todo capricho, que é digno de exemplo na saúde pública mundial. O professor Marcos Boulos até pode dar mais informações aí.


Parte 2


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Mas ele provoca a reação porque tem as proteínas do vírus injetadas e provocam a reação que o anticorpo imuniza, e tem o vírus atenuado. O vírus está vivo, mas ele não é mais patogênico, não provoca mais a doença e gera o mesmo efeito, ele provoca a reação. Tem na vacina o vírus vivo atenuado, não é patogênico e provoca a reação e imuniza.


REPÓRTER: Mas se liberado no meio ambiente, ele pode trazer problemas?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: É... eu faltei nessa aula, eu preciso verificar. Mas é possível.


REPÓRTER: Não. Tranquilo. Não precisa.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Mas você tem vírus vivo e vírus que é o atenuado e o vírus morto, que é o mais? mas a eficiência é impressionante. Você vê o caso da poliomielite, praticamente em mais três países, ela não existe mais no mundo, uma doença que era grave, não é? Com sequelas graves e até óbito. Sarampo, complicação mata, não é? Então, a eficiência da imunologia, da imunização é fantástica. É o princípio do soro também, da cobra. Você pega o veneno da cobra, e com o veneno da cobra faz o soro, que atenua e salva a pessoa. Muito bonito. Mas o professor está aqui.


REPÓRTER: Obrigada.