Coletiva - Anúncio da retomada das obras da Linha 4-Amarela 20161208

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Anúncio da retomada das obras da Linha 4-Amarela

Local: [[]] - Data:Agosto 12/08/2016

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, cumprimentar o Dr. Clodoaldo Pelissioni, secretário de Estado e Transporte Metropolitano; Dr. Paulo Menezes, presidente do metrô; A Dra. Karla Bertocco, subsecretária de Parcerias e Inovações e Ações Estratégicas do Governo; O Harald Peter Zwetkoff, presidente da concessionária Via Quatro, é responsável pela operação da Linha 4 do metrô; O Ricardo Belon, representando o consórcio TC-Linha Quatro, responsável pelas obras aqui desta fase; O Márcio Jordão, gerente de contrato do consórcio TC-Linha Quatro. E em especial todos os trabalhadores, trabalhadoras que estão retomando aqui a obra da Linha 4. A Linha 4 é uma linha importantíssima. Ela sai da Luz e vai até Vila Sônia, até divisa com Taboão da Serra. Nosso projeto, inclusive, depois é sair de São Paulo indo até Taboão da Serra, na região metropolitana. Já temos já operando um grande número de estações, e faltam quatro estações. Aonde estamos? Higienópolis-Mackenzie, Oscar Freire, São Paulo-Morumbi e Vila Sônia, onde vai ser também o pátio. E terá um grande terminal de ônibus que vai chegar lá pra integrar o sistema de pneu, de ônibus, com o sistema metroferroviário. Lamentavelmente, o consórcio que venceu a construção das quatro estações abandonou a obra. Tentamos de todo jeito, mas não houve possibilidade. Essa é uma obra financiada pelo BIRD, pelo Banco Mundial. O consórcio tomou uma multa de R$ 23 milhões. Dois anos proibidos de participar de licitações com o Estado, e relicitamos a obra. A obra foi relicitada, lançamos de novo o edital, cumprimos todas as etapas, assinamos o contrato e hoje estamos retomando as quatro estações. Então, retoma simultaneamente esta estação, que é a mais adiantada, já está mais de 60% concluída, aqui Higienópolis-Mackenzie. O túnel sob a Consolação já está pronto. Terá dois acesso a essa estação, um aqui pela Rua Consolação, e outra do outro lado da avenida pela Rua Ouro Preto. Aquele prédio inacabado que a gente está vendo ali pertence também ao metrô. Então, terá uma estação, com túnel por baixo da Consolação, o acesso em instalações do metrô na rua Ouro Preto e outra aqui na própria Consolação. O prazo para entrega dessa obra é de 12 meses. O prazo de Oscar Freire é 15 meses. O prazo de São Paulo-Morumbi é 18 meses. E o prazo de Vila Sônia, tem dois prazos, 14 meses para o pátio e 36 meses para a estação e o terminal, também, de ônibus.

REPÓRTER: Qual que é a garantia, agora, de que essa segunda fase seja entregue?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ela está contratada. Então, ela já deveria estar pronta. Lamentavelmente, o consórcio abandonou a obra. Tomou todas as... Não há ninguém mais interessado do que nós em entregar o mais rápido possível. Infelizmente, quebrou, você tem que abrir nova licitação. Então fizemos todo o inventário do que estava pronto, tudo, tudo. Depois aprovação pelo Banco Mundial, porque ela é financiada. Uma boa notícia, tivemos um desconto de 32%, a obra... Quem ganhou o consórcio, que venceu, deu um desconto de 32%. O valor de tudo que está sendo contratado hoje é de R$ 858 milhões. E grande parte financiada pelo Banco Mundial. Então, aí nós concluímos aqui a Linha 4. Queria destacar também um outro aspecto importante nesse momento que o Brasil está atravessando, que é emprego na construção civil. Nós temos hoje 250 trabalhadores já aqui nessas quatro estações. Vamos terminar o ano com perto de 500 trabalhadores. E o ano que vem, no pico da obra, chegaremos a mil pessoas trabalhando só aqui na Linha 4. Na Linha 5, nós temos 5.600 pessoas trabalhando nos seis lotes, 5.600 empregos diretos. Na Linha 6, 1.400 pessoas trabalhando. Na linha nove, a menorzinha, 300 pessoas trabalhando. Na Linha 13, que vai para o aeroporto de Cumbica, Guarulhos, 2.300 pessoas trabalhando. Na Linha 15, que é o monotrilho que vai para São Mateus, zona Leste, 1.600 pessoas trabalhando. E a Linha 17, que é a Roberto Marinho, 800 pessoas trabalhando, porque retomamos um lote que tinha sido paralisado, mas ela deve subir também. Então, nós estamos falando de 13.500 empregos diretos, fora os empregos indiretos.

REPÓRTER: Como o senhor falou, foram R$ 858 milhões, o contrato anterior era de um valor inferior. Por que teve esse reajuste na relicitação?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: O Dr. Clodoaldo pode explicitar melhor. O importante é que do que foi licitado, do edital, 32% de desconto. Licitações internacionais. Infelizmente, como foi anteriormente, um consórcio espanhol veio aqui, ganhou a licitação, menor preço, depois não cumpre a obra. Tivemos que relicitar a obra.

REPÓRTER: O senhor acha que tem que ser reavaliado os processos de licitação pra evitar que isso aconteça no futuro?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não. É o momento também que nós estamos vivendo, né, no país dificulta. Você tem empresas com problema. O que nós tivemos na Linha 17? Uma das empresas teve problema. O que acontece? Prejudica todo o conjunto. Mas o fato é que estamos retomando a obra. Nós estamos simultaneamente em São Paulo, só no metrô, esta Linha 4 em obra, Linha 5, Linha 6, Linha 15 e Linha 17, então cinco obras simultâneas de metrô. E duas da CPTM. Linha nove, que é a que vai Grajaú até Varginha, na zona Sul de São Paulo, e Linha 13 que vai da zona Leste até Guarulhos, até Cumbica. Então, são sete obras sobre trilhos. Além de cinco estações em obra. Nós estamos também com mais de mil pessoas trabalhando nas estações. Estação de Poá, que vamos entregar o mês que vem, estação de Suzano, estação Quitaúna em Osasco, e duas estações em Barueri. Jardim Belval e Jardim Silveira. Então, cinco obras também de estação. E transportando hoje no metrô quase 4,8 milhões de passageiro viagem/dia. E, na CPTM, perto de três milhões de passageiros viagem/dia. E sete obras simultâneas, expandindo os serviços. Além de 65 trens novos pra CPTM, que vai melhorar muito o conforto, a qualidade e diminuir problema. Que nós ainda temos na CPTM trens da década de 50 circulando. Nós vamos substituir todos esses trens.

REPÓRTER: Governador, tem como tomar alguma precaução, ou ter alguma cláusula que impeça que aconteça uma desistência custosa para o Estado como o que ocorreu a última, porque a gente sabe que as empresas de construção civil vivem um momento delicado, tem toda a questão da Lava Jato e tudo mais, como é que é possível administrar, equacionar esse problema?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: O que que é importante: você tem que balizar o trabalho. De um lado, não pode fazer um edital que entre duas empresas, entre uma empresa, se é restringir, restringir de tal ordem que você diminui a disputa. De outro lado, se abre muito, empresa mergulha, depois não consegue entregar a obra. Você estabelece multa, garantias, elas apresentam.

REPÓRTER: Houve alguma mudança do último processo para essa relicitação, dessa indicativa?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Esses editais são muito cuidadosos, porque todos passam pelo não obsta do órgão financiador que é o Banco Mundial. Mas o Doutor Clodoaldo pode detalhar melhor, tá bom?

REPÓRTER: Governador, hoje faz um ano da chacina de Osasco, né? As famílias reclamam que um ano depois não receberam indenização, reclamam da impunidade. O senhor não acha que o processo está dentro do que estava previsto, punição aí aos policiais?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, primeiro nossa total solidariedade às familias e total compromisso com a apuração. Sete policiais militares foram presos e um guarda civil da região, da Prefeitura. Foi feito todo o trabalho de investigação, o Ministério Público pediu a denúncia dos oito, dos sete policiais militares e do guarda civil. A Justiça aceitou de quatro, então três policiais militares e o guarda já vão para júri popular, os demais, vamos aguardar a decisão da Justiça. Os sete policiais militares já estão com processo de expulsão, todos eles, independente da Justiça, é que você tem direito de defesa, então tem que cumprir todo um ritual. Nós queremos que termine isso o mais rapidamente possível. A defensoria entrou ontem com o pedido de indenização. Tá bom?

REPÓRTER: Obrigado, governador.

REPÓRTER: Governador, só uma perguntinha. Sobre aquele caso ontem do protesto ali na Praça Roosevelt, que os estudantes foram detidos, peço que o senhor fizesse um comentário sobre a atuação da Polícia Militar, por favor, Governador.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, toda a legitimidade, todo o protesto, crítica, movimento, isso tem que ser garantido, é constitucional. Agora, o que não pode, é fazer barricada, tocar fogo numa avenida, colocar em risco a vida dos transeuntes, depredar patrimônio público ou privado, como foi uma agência de banco. Aí é dever da polícia, ela não pode assistir isso passivamente. É dever da polícia agir e preservar o patrimônio público e privado e proteger as pessoas.

REPÓRTER: De uma maneira geral a Polícia Militar tem agido corretamente nesse tipo de situação?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tem agido corretamente, agora, toda ação da Polícia Militar é filmada, ela é filmada e avaliada. Se há algum tipo de abuso e de erro, é punido. Agora, não é possível a polícia não tomar medidas. Uma coisa é protesto, outra coisa é você interromper uma avenida, fazer barricada, tocar fogo, depredar agência bancária. Isso não é possível. Categoria 12 de agosto de 2016 [[]]