Coletiva - Aulas presenciais são retomadas em todo o Estado de SP 20210802

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Coletiva - Aulas presenciais são retomadas em todo o Estado de SP 20210802

Local: Capital - Data: Fevereiro 08/02/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado pela presença, obrigado aos jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos da imprensa, que comparecem a essa coletiva, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, obrigado também aos que nos acompanham ao vivo das suas casas. Hoje, participam da coletiva de imprensa Rossieli Soares, secretário de educação. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Patrícia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico, ciência e tecnologia. A Dra. Regiane de Paula, coordenadora-geral do programa estadual de imunização. Dr. Jean Gorinchteyn, secretário da saúde. Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional. Paulo Menezes, coordenador do centro de contingência do Covid-19. E João Gabardo, coordenador executivo do centro de contingência do Covid-19. Na coletiva de hoje, felizmente, boas notícias, mais uma vez, o que aumenta a nossa esperança, diante de um período tão duro, tão dramático, tão difícil da vida brasileira, São Paulo está oferecendo boas notícias aos brasileiros de São Paulo, e aos brasileiros de todo país. E hoje vamos seguir dentro dessa mesma linha, pouco a pouco voltando à normalidade, pouco a pouco retomando a vida e a alegria de viver. E, felizmente, mais vacinas chegando. Vamos começar com o tema da educação. São Paulo retomou hoje o seu calendário escolar, de volta gradual às aulas, na rede pública estadual de ensino e na rede privada também, sem adesão à greve proposta pelo Sindicato dos Professores, não impediu a volta às aulas na rede estadual de educação. A volta às aulas começou de maneira gradual e segura, volto a repetir, sem ser afetada pela paralisação anunciada pelo Sindicato dos Professores. Felizmente, a maioria absoluta dos professores da rede pública estadual de ensino entendeu a importância da retomada das aulas, e da segurança que eles, professores, têm, ao exercerem esse direito de praticarem e darem as aulas aos alunos da rede estadual de ensino. A partir de hoje, um total de três milhões de alunos da rede estadual de ensino retoma a volta às aulas, em 4.500 escolas autorizadas. O retorno, repito, gradual e seguro, está condicionado às autorizações das prefeituras do Estado de São Paulo. Secretário Rossieli Soares, secretário da educação, falará mais a este respeito, mas São Paulo defendeu e eu, como governador do Estado de São Paulo, defendi também, fundamentado em toda orientação do secretário de educação do Estado de São Paulo, Rossieli Soares, a importância da volta às aulas, pela estabilidade emocional das crianças, pelo ensino e a formação das crianças, pela alimentação das crianças, pela volta gradual à normalidade, para as crianças e professores. Segundo bom tema de hoje, informações positivas, a vacina, a vacina do Butantan será testada na cidade de Serrana, no interior do Estado de São Paulo, para provar que, além de eficaz e segura, que ela já é, e a própria Anvisa testemunhou isso, mas ela também pode reduzir o contágio, o Governo de São Paulo vai imunizar 30 mil moradores do município de Serrana, no interior do Estado de São Paulo, com a vacina do Butantan, a partir do dia 17 de fevereiro, exatamente para avaliar, além da eficácia e a segurança da vacina, a sua capacidade de reduzir o contágio. Mais detalhes sobre essa boa notícia serão dados pelo presidente do Instituto Butantan, o cientista Dimas Covas. Terceira boa notícia de hoje, economia, o Banco Desenvolve São Paulo começou hoje a concessão do crédito de 100 milhões de reais para micro e pequenas empresas no Estado de São Paulo, sem burocracia, de forma rápida e eficiente, mas evidentemente com os cuidados necessários, a concessão de crédito de mais de 100 milhões de reais começa hoje, oficialmente, no Banco Desenvolve São Paulo, para micro e pequenos empreendedores do nosso estado. O objetivo é reduzir os impactos econômicos causados pela pandemia, e a oferta de capital de giro a juros baixos, ajuda e contribui para que estas micro e pequenas empresas tenham condições de superar este período difícil da economia brasileira. Eu lembro que o Banco Desenvolve São Paulo já injetou, no ano passado, um bilhão e 800 milhões de reais na economia de São Paulo, para apoiar o micro e pequeno empreendedor, no total foram 3.583 empresas beneficiadas, repetindo, 3.583 empresas beneficiadas. E, agora, mais um grande e expressivo número de empresas, de micro e pequenas empresas, serão beneficiadas também com esse crédito. Quarta boa notícia, São Paulo já alcançou 900 mil pessoas vacinadas com a vacina do Butantan, a Dra. Regiane de Paula, coordenadora-geral do programa estadual de imunização, dará mais detalhes a respeito, estamos conseguindo imprimir mais velocidade no programa de vacinação no Estado de São Paulo, e quero registrar a minha emoção hoje, pela manhã, ao acompanhar a vacinação dos idosos com mais de 90 anos no Pacaembu, no sistema de drive thru, programa realizado em conjunto com a prefeitura da cidade de São Paulo, para vacinação destas pessoas, é emocionante o olhar, a expressão, a reação deles e delas, pessoas com mais de 90 anos, com alegria de viver, um exemplo de vida, de existência, de amor pela vida e de proteção à vida, fiquei emocionado. O quinto ponto, também boas notícias com o Dr. Jean Gorinchteyn, nosso secretário da saúde do Estado de São Paulo, com os dados da semana epidemiológica, e os bons resultados que estamos alcançando aqui em São Paulo, gradualmente e com muito cuidado, quero aproveitar pra recomendar, mais uma vez, às pessoas que estão nos acompanhando aqui, que tenham cuidado, tenham cautela, não saiam sem máscaras, usem o álcool em gel, façam distanciamento social e, por favor, durante o próximo feriado, lembrem-se, só teremos Carnaval em 2022, nada de festas, nada de celebrações, nada de aglomerações, nós estamos indo bem, por favor, nos ajudem a continuarmos bem, a não termos que recuar, a não termos que tomar medidas mais duras em São Paulo, se todos ajudarem, nós vamos salvar mais vidas, preservando a saúde de mais brasileiros em São Paulo. Na sequência dos temas que foram aqui apresentados, começamos com Rossieli Soares, secretário da educação do Estado de São Paulo. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos, governador, hoje é um dia que representa mais um passo, é um dia de esperança pras famílias, pras famílias que estão retornando, pras escolas que estão retornando com as suas crianças, desde o dia oito de setembro nós temos voltado, aqui no Estado de São Paulo, com atividades de contraturno, depois no dia sete de outubro, começamos aqui na capital também atividades de contraturno, novembro já autorizando volta às aulas, foi um processo gradual, onde movimentamos aí milhões de pessoas desde o ano passado. Durante o mês de janeiro, começamos com atividades de reforço para os alunos que não apresentaram nenhuma atividade durante o ano de 2020, foram 150 mil estudantes presencialmente nas nossas escolas durante o mês de janeiro, e hoje é um dia muito significativo, foi muito emocionante ver as nossas escolas abrindo, ver as nossas escolas recebendo estudantes num fluxo impressionante, com os cuidados, obedecendo e observando o planejamento que as escolas fizeram com as suas famílias. Apesar da tentativa do sindicato de proibir a educação e os professores de estarem trabalhando, nitidamente o sindicato fracassou nessa missão, porque os professores mostraram um compromisso absoluto, gigantesco, onde nós não tivemos nenhuma escola que tenha interrompido suas atividades por conta de adesão à greve, houve casos muito pontuais, em relação a isso, e para que esses casos, que por motivo de greve, nós vamos aplicar falta objetivamente, mas a gente tá muito feliz com o compromisso, com a organização feita pelas nossas escolas. Na sexta-feira, apesar da mudança aqui da capital e de algumas regiões para a fase amarela, nós decidimos manter no planejamento até 35% das redes estaduais por quê? Acho que é importante deixar muito claro, hoje, inclusive, pela manhã, professor Fernando, que é diretor da Escola Fragoso, onde a gente estava, ajudou a explicar isso muito bem, nós passamos duas semanas fazendo um planejamento muito importante

Não daria para ligar para as escolas para dizerem: "A partir de 14h da tarde, quando foi anunciado isso, mudem todo o seu planejamento de tudo que vocês discutiram com os professores, com as comunidades". A semana passada inteira as escolas chamaram os pais para as escolas, começaram a fazer as reuniões, e obviamente nós temos que ter esse prazo de transição, as escolas já vão nesse próximo ciclo planejar outras voltas. Lembrando que é até 70%. E por isso, inclusive para a comunicação, começamos com esses um terço, em média aí, dos nossos alunos participando nas escolas. Foi um passo muito importante, a adesão das famílias está muito alta, obviamente nós vamos estar fechando o balanço durante o dia, e durante os próximos dias, e vamos ter sempre um momento de prestação de contas. As escolas estão tomando sempre as ações preventivas, junto com a área da saúde, aliás, agradecer e reconhecer tanto a secretaria de estado, quanto as secretarias municipais, têm auxiliado fundamentalmente sempre que necessário, para as nossas escolas terem segurança, governador. E hoje, sem dúvida, é um passo muito grande, o Brasil é um dos países, na verdade, que mais tem demorado, já são mais de 43 semanas sem aula no nosso país. Nós estamos à frente de países da África, países da Oceania, países da Ásia, da Europa, da América do Norte, e não dá para a gente falar que a educação não é prioridade, de fato, para tornar a educação prioridade, governador, nós precisávamos reabrir as nossas escolas, e hoje foi um passo significativo. São mais de 4.500 escolas hoje que abriram suas portas e deram mais um pouco de esperança às nossas famílias, e é um dia muito emocionante para todos nós da educação. Muito obrigado a cada colaborador, a cada funcionário, a cada um deles que está lá hoje trabalhando e abrindo as escolas aos professores, aos agentes de organização, os diretores de escola os professores coordenadores, os pedagógicos, os vice-diretores, a todos que estão nesse momento dando uma contribuição insubstituível à nossa sociedade, que são as escolas paulistas. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli Soares. Agora vamos para o segundo tema da vacina do Butantã, para a redução do contágio no programa que será feito na cidade de Serrana, aqui no interior do estado de São Paulo, a partir do próximo dia 17 de fevereiro. Quem vai dar mais detalhes sobre isso é Dimas Covas, presidente do Butantã.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Obrigado, governador. Como pano de fundo, governador, vamos lembrar aqui que todos os estudos clínicos de fase três, que foram apresentados até o momento por todas as vacinas, foram estudos com o objetivo de avaliar a eficácia, a eficácia significa qual que é o nível de proteção que a doença tem em relação à doença, tá? À doença. As manifestações clínicas, a gravidade da doença, a internação. Quer dizer, nenhum desses estudos ele foi desenhado para se observar a eficiência da vacinação. Eficiência da vacinação, de uma forma bem simples, é determinar qual o efeito da vacinação em massa sobre à evolução da epidemia. Normalmente esses dados aparecem após os programas de vacinação, então no final do ano, no começo do ano que vem, meados do próximo ano, no começo do ano que vem, meados do próximo ano, nós teremos os dados de eficiência obtidos de forma indireta, de várias dessas vacinas. Bom, aqui não, quer dizer, desde sete meses atrás nós desenhamos além do estudo de eficácia, um estudo de eficiência, de que recebeu inicialmente o nome inicialmente de Projeto S. S porque ele era Secreto. E o objetivo inicial, e é o objetivo que vai se cumprir brevemente, é exatamente esse, qual é o efeito da vacinação em massa sobre o curso da epidemia. Todo mundo quer saber isso, todo mundo, todos os países querem saber o que vai acontecer com a epidemia na medida que a gente vai ter aí um grande número de pessoas vacinadas. O estudo que foi planejado vai responder isso muito rapidamente, não vamos ter que esperar o ano que vem para ter essa resposta, vamos ter essa resposta, vamos começar a ter essa resposta em três meses, e por isso já vai ser um grande passo. É o primeiro estudo dessa natureza que vai ser feito no mundo, primeiro estudo dessa natureza em que vai ser feito no mundo, é um estudo inovador, o nome do estudo oficial é até um pouco complicado, porque chama estudo escalonado por conglomerados. Vocês vão ter todos esses detalhes na quarta-feira, dia 17, mas eu só vou dar aqui um aperitivo. E que no fundo, no fundo, ele pretende avaliar a transmissão da infecção, a redução do uso do sistema de saúde, ao que nós chamamos de carga de doença, da epidemia, a imunidade de rebanho, se vai ocorrer ou não vai ocorrer, e outros efeitos indiretos da vacinação. O que a vacinação vai determinar em termos de efeitos indiretos? Na economia, na circulação de pessoas, na aceitação da vacinação. Na ocorrência de efeitos, porventura, que não tenham sido previstos anteriormente. Enfim, vai permitir acompanhar todos esses aspectos agora em nível populacional. Então esse é o objetivo principal. Onde aplicar esse estudo? Essa foi uma outra pergunta também que nós demoramos aí um tempo de análise, para escolher qual seria o município. Primeiro teria que ser um município pequeno, porque não dá para fazer isso em grandes municípios, dada aí a necessidade de um grande quantitativo de vacinas. Segundo, teria que ter uma taxa de infecção elevada, porque aí sim que nós vamos avaliar muito rapidamente o efeito da vacinação. Terceiro, teria que estar próximo ou conter um centro de pesquisa, de preferência um centro de pesquisa ligado ao estado, ao governo. Achamos essa cidade, a cidade de Serrana, cidade de 45 mil habitantes, dez quilômetros de Ribeirão Preto, com um Hospital Estadual, que já faz pesquisa, já faz avaliação, do ponto de vista acadêmico, e com a maior taxa de infecção quando nós iniciamos o estudo. Naquele momento ela era o dobro de Ribeirão Preto, o dobro de todos os municípios do entorno. Uma outra característica, a maior parte da população é a população que trabalha fora do município, ela reside, mas trabalha em outros municípios, principalmente em Ribeirão Preto. Então essas características permitiram escolher essa cidade e desenhar o estudo. A população adulta dessa cidade, entorno de 30 mil pessoas, com idade acima de 18 anos. Então essa é a população alvo a ser estudada. E a cidade foi dividida em regiões, em quatro regiões, e essas regiões foram subdivididas ainda. Então a ideia é começar a vacinação por regiões, então região um começa, sete tidas depois a região dois, sete dias depois a região três, sete dias depois a região quatro. E durante todo esse período vai se acompanhando a epidemia. Quer dizer, lá existe, foi montado um sistema de vigilância ativa, aonde todos os moradores foram submetidos a um censo, e a um processo de georeferenciamento. Então nós vamos, à medida prossegue a vacinação, controlando o que vai acontecendo com a epidemia, número de casos, número de exames positivos, número de internações, número de consultas médicas, e assim por diante, e vamos comparando uma região com a outra região, com a outra região, com a outra região, daí ser um estudo extremamente inovador e que vai nos permitir dar a resposta que todos queremos nesse momento, o que vai acontecer com a epidemia com a vacinação em massa. Vamos controlar? Não vamos controlar? Qual percentual de controle? E assim por diante. Então, é isso, governador, em linhas muito gerais, o projeto, cujos detalhes serão apresentados no dia 17, no dia que inicia-se, né, o projeto, nesse sábado foi feito a apresentação do projeto para a comunidade, e foi feito o sorteio dessas regiões, porque uma vai começar antes, né, da outra. Então, teve que ser um processo aleatório, processo controlado pela própria comunidade, e agora tem que se envolver no programa de vacinação, voluntariamente. É isso, governador, obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Agora, no terceiro tema, tema da economia, com o Banco Desenvolve São Paulo, liberando um crédito de 100 milhões de reais, adicional aos créditos que já foram concedidos o ano passado, chegamos a um bilhão e 800 milhões de reais para micro e pequenos empreendedores. Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, governador. Então, um momento de muita esperança e boas notícias, com esse momento de retorno, controle da pandemia do coronavírus, as empresas precisam, novamente, acelerar a retomada dos seus negócios, e o capital de giro pra manter os empregos, nesse momento, é fundamental, a Desenvolve São Paulo, seu presidente Nelson de Souza, que tem liderado todo esse processo, anunciou uma linha adicional de 100 milhões de reais, que está disponível a partir de hoje, após ouvirmos representantes de vários setores, lançamos essa linha emergencial com condições que atendem essa realidade, nós temos a taxa de juros de 0,8% ao mês, acrescida de Selic, temos também, para os setores mais afetados, eventos, turismo, bares, restaurantes, através do [ininteligível], a taxa de juros de 0,41% ao mês, o prazo de até 60 meses pra pagar, carência de até 12 meses, entendendo as principais dificuldades, inclusive de conseguir um avalista nesse momento tão crítico, nós também temos a opção do fundo garantidor de investimentos e o fundo de aval, que foram criados pelo governo durante a pandemia, pra quem não tem condições de ter um avalista na operação de crédito. Um outro ponto crítico, que foi uma demanda dos setores, em especial do setor de eventos, foi que tipicamente nós utilizamos o faturamento mais recente e, nesse caso, nós vamos utilizar também o faturamento de 2019, ou de 2020, o que for maior, portanto, mais benéfico, pra dar melhores condições pros empreendedores terem acesso a esse crédito, lembrando que o crédito disponível é pra empresas com faturamento de 81 mil reais até 4.8 milhões, então são micro e pequenas empresas, e todas as solicitações podem ser feitas 100% online, através do site desenvolvesp.com.br, esse crédito tá disponível imediatamente, é através de ordem de chegada dos pedidos, os fundos garantidores e o balanço de 2019 foram um pedido específico dos setores pra que eles possam ter acesso a esse crédito, o Governo de São Paulo, através da Desenvolve São Paulo, tece essa sensibilidade, está ouvindo os setores, e atendendo com linhas de acordo com a necessidade de cada um dos setores. Peço, então, aos empreendedores e empreendedoras que utilizem essa oportunidade, vamos seguir juntos, a vacina nos traz esperança, e também o caminho definitivo pra retomada econômica, mas enquanto estamos nessa fase de transição, vamos trabalhar juntos, controlando a pandemia, e também acolhendo os empreendedores, pra uma retomada econômica sustentável e com proteção dos empregos no Estado de São Paulo. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, secretária Patrícia Ellen, vamos agora com a quarta boa notícia, que é a vacinação, a evolução da vacinação aqui no Estado de São Paulo, com a Dra. Regiane de Paula, coordenadora-geral do programa estadual de imunização. Dra. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA-GERAL DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador, boa tarde a todos. Hoje é um dia muito especial pra todos nós, como o governador já disse, o secretário também deve dizer, estava conosco, foi um dia lindo poder ver aqueles idosos sendo vacinados, a emoção, a alegria no olhar de cada um deles, realmente, nos dá um ânimo e uma injeção de vida, o quanto isso nos traz alegria de fazermos aquilo que nós fazemos, com tanta dedicação e coordenados tanto pelo governador, como pelo nosso secretário. Então, eu hoje especialmente emocionada por aquilo que nós vivemos. O ritmo de vacinação no Estado de São Paulo está chegando a 900 mil vacinados, e o que nós gostaríamos também de colocar, a importância dos municípios, pra que eles registrem as doses vacinadas, nós temos um pré-cadastro, que é o vacina já, que facilita o tempo, diminui o tempo de espera pra vacinação de dez pra um minuto, mas, com isso, também é muito importante que os municípios, ao vacinarem, agilizem o registro das suas doses no sistema do VaciVida. Eu gostaria de ressaltar, governador, se o senhor me permite, que em números absolutos, o Estado de São Paulo é o primeiro estado do Brasil com maior número de registros de vacinados, chegando a um ritmo de quase 900 mil, o segundo estado tem em torno de 300 mil vacinados, então, isso mostra que, realmente, o comprometimento do estado e dos 645 municípios é muito grande, contamos com todos eles pra que a gente possa, realmente, aumentar a velocidade, não só da vacinação, que já é bastante eficiente, mas também a eficiência do registro das suas doses. Então, hoje é um dia de comemoração, governador, secretário Jean, obrigada, governador, muito obrigada por poder estar aqui e trazer essa mensagem de alegria e de esperança pra todos os paulistas e, sim, pra todos os brasileiros, como o senhor mesmo diz, de cada dez vacinas, nove são do Butantan. Então, isso nos traz uma alegria muito grande. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Dra. Regiane. Antes de passar para o Dr. Jean Gorinchteyn, que é a última intervenção, com os dados da semana epidemiológica, nós estamos dentro do ritmo e do volume de vacinas diários com absoluta segurança de ultrapassar os 900 mil vacinados hoje em São Paulo, até as 13 horas, 853 mil, mas ultrapassaremos até com razoável folga os 900 mil, portanto, a informação de hoje é uma informação precisa e amparada nos dados da Secretaria de Saúde, e do programa estadual de imunização. Vamos agora para os dados atualizados da pandemia em São Paulo com Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos, estamos na sexta semana epidemiológica do ano de 2021, continuamos em quarentena. A importância de se manter essas regras sanitárias seguramente foi decisivo pra que pudéssemos ter o controle da pandemia no nosso estado. As restrições em horários e serviços do Plano São Paulo foram importantes no controle da circulação das pessoas, e com elas o vírus, fazendo com que tivéssemos um impacto de redução, tanto em número de casos, quanto também do número de internações, fundamentalmente o número de internações. O comparativo com a semana epidemiológica anterior revelou uma queda de 8% no número de casos e uma queda no número de internações na cifra de 2%, já o comparativo entre a segunda e a quinta semana epidemiológica, revelou uma queda de 9% no número de casos, mas uma pronunciada queda de 13% no número de internação. Importante lembrar que também houveram queda nas taxas de internação nas unidades de terapia intensiva, no Estado de São Paulo revelou 66,9%, a grande São Paulo 65,7%, volto e reforço que há três semanas nós tínhamos mais de 70% na taxa de ocupação das unidades de terapia também na grande São Paulo. Hoje começou oficialmente a vacinação de idosos com idade superior a 90 anos em todo estado, esse é o momento que ele se divide com três sentimentos, uma é a segurança com a proteção que esses idosos vão ter, a esperança, mas também a liberdade, porque esses eram aquelas pessoas que nós falávamos fique em casa, se cuidem, sigam as regras sanitárias, e foi exatamente isso que essas pessoas fizeram. Então, esse é um momento muito especial, é a proteção, é a segurança, é esperança, mas também a liberdade. Importante lembrar que todas as regras sanitárias devem ser mantidas, mesmo aquelas pessoas que receberam a primeira dose da vacina devem manter todas as regras de distanciamento, uso de máscaras e também evitando as aglomerações. Nesse primeiro slide, nós temos que o número de casos no Estado de São Paulo já contabiliza 1.851.776 casos, infelizmente 54.663 pessoas perderam a sua vida em decorrente ao Covid-19. Próximo, por favor. Observem aqui uma queda, como eu havia dito, no número de casos em 8%, e é muito interessante nós observarmos que essas cifras, elas acabam revelando um pouquinho o que nós tínhamos em termos de número de casos, entre a 30ª e 31ª semana epidemiológica, lá no mês de julho. Próximo. E em termos de internação, uma queda de 2%, são números absolutos 1.513, a gente sempre reforça a importância desse dado ser um dado super atual e que revela o quanto nós temos de ocupação nos nossos leitos, seja de enfermaria e seja também de UTI, e na análise comparativa, ele acaba estando próximo, entre a 20ª e 21ª semana lá de maio, quer dizer, estamos evoluindo de uma forma importante, mas que merece ainda nossa atenção. Próximo. Número de óbitos, lembrem-se, ele ainda se mantém de forma elevada, esse incremento pode ser por dados que, eventualmente, possam ter ficado represados, mas, de toda forma, nós temos que manter as atenções e vigilância em todo o Estado de São Paulo. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Jean Gorinchteyn, secretário da saúde do Estado de São Paulo, agora, sim, já podemos iniciar as perguntas, eu vou aqui elencar os veículos de comunicação, pela ordem começaremos com Daniela Salerno, da Tv Record, na sequência online com o Carlo Cout, que é o presidente da Associação dos Correspondentes Estrangeiros aqui no Brasil, e também correspondente da Rádio TV Montecarlo. Na sequência TV Cultura, com Maria Manso. Rádio Jovem Pan, com Nanny Cox. Rede TV com Carolina Riguengo. Rádio e TV Bandeirantes com a Maira Di Giaimo. O Globo com Gustavo Shimidt. E TV Globo, Globo News, com Guilherme Balza. Vamos, então, com você, Daniela Salerno, boa tarde, bem-vinda, sua pergunta, por favor.

DANIELA SALERNO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Governador, semana passada, na sexta-feira, foi anunciado aqui uma tentativa de negociação, ou início de uma negociação pra aquela compra de 20 milhões de doses adicionais pra vacinar o Estado de São Paulo, o que eu gostaria de entender, se a vacinação do Estado de São Paulo, pra esse ano, realmente, depende disso, se teve algum avanço nessa tratativa, e quando a gente fala toda a população paulista, o que seria essa população, além dos idosos, quais grupos já estão nessa, englobado, né, nessa vacinação, a gente tem até 22 de março até 64 anos, então, eu imagina, talvez inclua aí adultos, né, pessoas na fase ativa, além dos grupos de risco, fica a pergunta. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela. Eu vou dividir a resposta com Jean Gorinchteyn, secretário da saúde do Estado de São Paulo. Sim, nós orientamos o presidente do Instituto Butantan a fazer uma encomenda adicional de mais 20 milhões de doses da vacina do Butantan, além das 100 milhões de doses contratadas pelo Ministério da Saúde, portanto, nenhuma interferência no contrato para o fornecimento das doses que vão para o Sistema Nacional de Imunização, mas com mais 20 milhões de doses, nós temos convicção de que conseguiremos vacinar completamente todos os brasileiros em São Paulo, que precisam receber a vacina até 31 de dezembro, ou seja, nenhum brasileiro residente em São Paulo ficará, que precisa receber a vacina, ficará sem a vacina até 31 de dezembro deste ano. Portanto, São Paulo garante que vai imunizar integralmente todos os brasileiros de São Paulo, pelo sistema nacional de imunização e, se necessário, pelo sistema estadual de imunização, mas todos serão vacinados. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: A importância de se manter o processo vacinal em massa, pegando desde os pacientes que são muito mais vulneráveis, aqueles que têm risco de desenvolver formas graves de doença, especialmente os idosos, pacientes que têm a comorbidade, são fundamentais, mas nós entendemos que a circulação do vírus, ela também deva ser bloqueada, e pra que isso possa, realmente, acontecer, o ideal que mesmo aquelas pessoas, os adultos, especialmente, uma vez que a vacinação é permitida apenas pra adultos, também devem receber, pra que nós, dessa maneira, estejamos diminuindo a incidência e a circulação do vírus na nossa população. Então, o objetivo do Governo do Estado de São Paulo sob a liderança do governador João Doria é, sim, poder estar com mais vacinas disponíveis pra que, dessa maneira, possamos atingir esse objetivo, diminuir número de mortes, diminuir número de internações por pacientes graves, mas também diminuir a circulação do vírus na nossa população.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn, Daniela Salerno, da TV Record, muito obrigado. Vamos agora, online, com Carlo Cout, o Carlo Cout é o presidente da Associação dos Correspondentes Estrangeiros no Brasil e também correspondente da Rádio TV Montecarlo. Carlo, boa tarde, sua pergunta, por favor.

CARLO COUT, REPÓRTER: Boa tarde, governador, obrigado, sempre um prazer voltar a falar com o senhor, governador, eu queria perguntar sobre a questão dos professores, em nenhum país do mundo, pelo menos os países, assim, da Europa, Estados Unidos, o sindicato dos professores está tendo o mesmo, os sindicatos dos professores estão tendo o mesmo posicionamento que o sindicato dos professores aqui em São Paulo, eu queria perguntar, caso esse enfrentamento com o sindicato continue, caso eles se recusem a voltar às aulas, quais medidas o Governo de São Paulo pretende adotar, além do corte de salário, que foi anunciado, eu queria saber, vai ser tomada, vão ser tomadas medidas mais duras? Pode se chegar também a demissão dos professores que se recusarem a respeitar a lei? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Carlo Cout, obrigado pela pergunta. Será respondida por Rossieli Soares, secretário da educação do Estado de São Paulo. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Carlos, boa tarde, bom, primeiro é importante separar o que tem sido a posição do sindicato, com a posição dos professores, os professores têm seus receios, tem seus medos, a gente compreende, mas voltaram pras escolas, estão trabalhando, estão lá, a adesão à greve, Carlos, foi muito baixa, muito baixa, nós não temos nenhuma escola hoje que deixou de abrir por conta disso. Nós estamos, nesse momento, a Procuradoria-Geral do Estado está avaliando outras medidas, se forem necessárias, nós, particularmente, entendemos, neste momento, que ainda não é necessário nenhuma outra medida, estamos colocando falta, sim, aos professores, e qualquer outra medida administrativa existe, obviamente, os trâmites, os ritos que a própria Procuradoria-Geral vai nos orientar nos próximos dias. Mas, hoje, não vemos necessidade de avançarmos pra além disso, o que é muito claro, assim como você destacou, nenhum outro lugar do mundo está condicionando, ainda mais uma vacinação completa para o retorno, obviamente os professores já estão no Plano Nacional de Imunização como uma das prioridades, e a medida que o país tiver mais vacinas, que São Paulo tiver mais vacinas, obviamente também é uma prioridade pra gente, mas nós temos que preservar as vidas e o cronograma do que tem sido feito e voltar com segurança, não dá pra atrelar à vacinação, mas nós não podemos abrir mão de termos as escolas fechadas e sempre que for qualquer medida necessária, nós tomaremos, se o sindicato quiser sentar pra conversar e negociar, deve ser numa base de como deve ser o retorno seguro, e não condicionado somente à vacinação.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Rossieli Soares. Carlo Cout, [outro idioma]. Estou aqui gastando o meu italiano, [outro idioma]. Bem, vamos agora com Maria Manso, da TV Cultura, e na sequência Nanny Cox, da Rádio Jovem Pan. Maria, boa tarde, sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde. Eu queria pedir uma concessão pra que vocês comentassem hoje duas questões que estão nas capas dos sites hoje, uma é sobre o uso das máscaras, autoridades europeias

Especialistas europeus estão voltando a recomendar que as pessoas usem máscaras profissionais, já que as máscaras de tecido não estariam dando a mesma proteção nessa segunda onda de contaminação. Como é que vocês veem essa recomendação? E caso seja realmente necessário, se o governo estuda alguma possibilidade de custear ou de distribuir essas máscaras profissionais para a população mais carente? E para o senhor, governador, é verdade que o senhor convidou o Rodrigo Maia para ingressar no PSDB? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Maria Manso. A primeira pergunta sobre as máscaras, e sobre a notícia que foi publicada nos jornais, dada a circunstância que você apresentou, será respondida pelo João Gabbardo, nosso coordenador executivo do centro de contingência do COVID-19. E na sequência, responderei a segunda pergunta. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Essa questão da máscara é muito complexa, o que está sendo recomendado em função de um risco maior de transmissibilidade dessa nossa variante, é o uso de máscara dupla, ou seja, em alguns locais a recomendação para que se utilize duas máscaras, para poder utilizar a máscara cirúrgica, a máscara descartável e uma máscara de pano, e ou o uso da máscara N-95. Essa máscara N-95 tem um custo elevado, tem uma dificuldade de acesso, porque ela tem que ser colocada prioritariamente para os profissionais da área da saúde, porque continua com a questão da máscara, que ela é muito mais para proteger o indivíduo que está contaminado, de transmitir para outras pessoas. Esse é o objetivo da máscara de pano, da máscara que a população usa na sua forma mais geral. Em relação aos profissionais de saúde, nós temos que ter uma outra preocupação, nós temos que ter a preocupação de que essa pessoa se proteja mais ela estar em contato com as pessoas que são transmissoras potências do vírus, e ela tem que se proteger. Por isso que a recomendação para os profissionais da área da saúde é a utilização da N-95, que aumenta a proteção, diminui a possibilidade de que o indivíduo em contato com alguém portador do vírus seja acometido, seja infectado. De qualquer maneira, esse tema tem que ser ainda discutido, os países tem muita dificuldade em fazer essa substituição, e cada país está estudando as suas formas de enfrentamento, que como eu falei inicialmente, pode variar entre a utilização de máscaras duplas, entre utilização de máscaras N-95, e a utilização de máscaras que hoje já existem no mercado, que além da proteção do tecido ela ainda tem um filtro adicional, que aumenta um pouco a segurança. Acho que é isso, governador. A gente pode, à medida que esse tema tiver uma evolução, trazer alguma novidade para as próximas coletivas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Maria Manso, em relação ao segundo tema, do deputado Rodrigo Maia, queria antes de responder, dizer que a nossa prioridade absoluta em São Paulo é continuar a ser o combate à pandemia, a proteção e a saúde dos brasileiros. Mas ao lado disso, a gestão pública do estado de São Paulo e também a gestão política. Confirmo que ontem, recebendo a visita do deputado Rodrigo Maia, em minha residência, eu o convidei para integrar o PSDB. Ele vai analisar, não é uma decisão que para mim ficou claro que ele vai tomar de imediato, mas vai analisar. O que ficou claro para mim, dadas as informações que ele colocou, e elas são públicas, portanto, aqui não estou fazendo nenhuma revelação de inconfidência, que ele deixará o DEM, o partido do qual já foi presidente. Então diante dessa manifestação pública dele, e reafirmada ontem, eu o convidei para integrar o PSDB. Nos próximos dias, ou nas próximas semanas teremos a posição do deputado Rodrigo Maia. Obrigado, Maria. Vamos agora para a Rádio Jovem Pan, com Nani Cox. Nani, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

NANI COX, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu queria voltar um pouquinho naquela questão dos leitos que foi falada bastante na semana passada. Hoje o consórcio da Amazônia fez uma carta à nação também pedindo que o ministério habilite imediatamente novos leitos, eu queria saber, o senhor tinha até comentado na semana passada que outros governadores também tinham essa mesma queixa, eu queria saber se existe algum tipo de conversa para que haja uma carta também semelhante à essa do consórcio, para que pressione o Ministério da Saúde, o Ministério da Economia, ou a instância que for necessária ali do Governo Federal. Então se existe essa conversa? E se existiu algum tipo de diálogo também com o Governo Federal nesse final de semana aí? Se eles deram algum retorno nesses últimos dias? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Nani. Muito oportuna a sua pergunta, porque, de fato, na semana passada, eu classifiquei inclusive como uma denúncia isso aqui aos jornalistas. Um absurdo de estarmos diante de uma pandemia com essa gravidade, na segunda onda da pandemia, e o Ministério da Saúde desabilitando leitos para atendimento de UTI no Brasil inteiro, em São Paulo e em todo o Brasil, sem exceção, é inacreditável até, que isso pudesse ocorrer. Mas ocorreu. Mas mais detalhes serão fornecidos a você e aos demais jornalistas pelo deputado Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo. Apenas lembrando que vários governadores, inclusive de consórcios, como esse que você acaba de mencionar, da região Norte do país, se manifestarem e protestarem também com a desabilitação de leitos. O Ministério da Saúde até onde eu pude ler, mas repito, quem mantém essa relação com o ministério é o Secretaria de Saúde, solicitou recursos adicionais ao Ministério da Economia, para habilitação de leitos. Ao meu ver, Nani, já devia ter feito isso, não era para aguardar a denúncia do governo de São Paulo para pedir. Mas ok, ainda que tardiamente, solicitou, a partir daí nós temos que ver e vamos pedir o tenho do doutor Jean Gorinchteyn, se o Ministério da Saúde tem a perspectiva de ter os recursos para reabilitar leitos não só em São Paulo, mas em todos os estados do país, que precisam.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Todos os estados estão sofrendo do mesmo mal, habilitação de leitos, o que faz com que o custeio seja tanto do estado, quanto do próprio município, onerando essas bases para o atendimento da própria COVID-19. Então dessa maneira nós estamos aguardando até hoje, hoje, exatamente nesse momento, nós ainda não tivemos nenhum parecer do ministério dando alguma resposta formal aos vários ofícios que para lá foram enviados. E dessa maneira estaremos junto com outros secretários através do Conselho Nacional de Secretários de Saúde - CONASS, fazendo exatamente uma reiteração para o Ministério da Saúde, no sentido de se colocar de uma forma definitiva, clara, no meio de uma pandemia que é devastadora, tanto nas vidas, como também no serviço de saúde de todo o país.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Jean Gorinchteyn. E ainda complementando, Nani, já autorizei o secretário da Saúde, e a Procuradoria Geral do estado, se não tivermos até o final do dia de hoje, conforme prometido, uma posição clara e objetiva do Ministério da Saúde, em relação a São Paulo, e espero que a mesma posição em relação aos demais estados brasileiros, confirmando que voltará a habilitar os leitos de UTI, que foram desabilitados em meio à pandemia, São Paulo judicializará essa medida imediatamente no Supremo Tribunal Federal. É um absurdo o Brasil enfrentando uma pandemia, mais de 230 mil óbitos, nós termos a desabilitação de leitos de UTI pelo Ministério da Saúde, que deveria se antecipar e manter os leitos disponíveis para as pessoas que precisam dos leitos de UTI para salvarem as suas vidas, e acontece exatamente o inverso, o ministério desabilita leitos em São Paulo e em todo o Brasil, como se nós não estivéssemos vivendo na pandemia, ou se já tivéssemos superado o período dessa segunda onda da pandemia. O CONASS - Conselho Nacional dos Secretários de Saúde, já se manifestou, fará uma nova manifestação hoje à tarde, eu suponho, e se nenhuma resposta vier, amanhã São Paulo toma essa iniciativa. Se outros estados quiserem seguir São Paulo, tanto que vem poderemos fazer isso conjuntamente, seja via CONASS, seja através do Fórum de governadores. A única atitude,

Nani Cox, o que nós não vamos ter é não fazer nada, diante de uma pandemia vamos reagir para proteger vidas. Quer falar alguma coisa?

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Eu quero complementar que já na semana passada para cobrança desses leitos de UTI que não foram habilitados, foi realizada pelo Ministério Público Federal, já uma ação para o Ministério Público Federal, que já foi ajuizada, no sentido de cobrar uma posição muito mais austera. Nós não podemos esperar, a pandemia ela é devastadora, e nós não podemos desassistir nenhum cidadão brasileiro.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Nani mais uma vez, obrigado. Vamos agora para a Rede TV, com você, Carolina Riguengo, a sua pergunta nessa tarde aqui na nossa coletiva. Boa tarde, bem-vinda. Sua pergunta, por favor.

CAROLINA RIGUENGO, REPÓRTER: Tudo bem? Boa tarde, a todos. Queria começar perguntando sobre vacina, um popular até me questionou, e como não sou cientista, tive dificuldade para fazer essa pessoa entender, a gente tem aí os números de diminuição de casos de internações e outros. Essa pessoa me perguntou assim: "Mas como pode ter essas diminuições sendo que a gente ainda vê tantas pessoas desobedecendo todas as regras de segurança recomendadas pelo governo? Pelos representantes da saúde?". E aí eu emendo com uma outra, como é que as fake news ainda tem atrapalhado a vacinação? Porque essa população idosa é muito bombardeada muitas vezes. Então se vocês conseguem mensurar de que maneira tem atrapalhado as vacinações? Ainda sobre vacinas. Vocês comentaram na semana passada sobre a compra de 20 milhões aqui pelo estado de São Paulo, existe algum risco ou possibilidade de o Governo Federal solicitar para o PNI? E uma última, eu prometo, tema da Patrícia Ellen, há muita ajuda aos empreendedores, mas e aqueles que tem vontade de empreender o que o governo tem feito para àquelas pessoas que, às vezes, não conseguem nem vender uma máscara? Digamos assim, que tem esse tipo de dificuldade, para até pensar como pode empreender, uma vez desempregado? Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Carolina. A Carolina hoje veio embalada, Patrícia Ellen, mandou logo quatro perguntas em uma toada só. A Patrícia Ellen vai responder a sua última pergunta, mas eu quero alertar também, Carolina, você e aos demais jornalistas, e aos que nos assistem em casa, a função de financiar o micro e pequeno empreendedor não é só do estado de São Paulo, é fundamentalmente do país, o Governo Federal tem recursos através do BNDES para essa finalidade. E por que não se manifesta? Por que não disponibiliza? Por que só São Paulo tem o cuidado, como já fizemos lá no passado, com mais de R$ 1,800 bilhão de financiar o micro e pequeno empreendedor? E o silêncio do Governo Federal absoluto em relação a isso. Cobrem também do Governo Federal através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social - BNDES, suas linhas de financiamento, para que possam disponibilizar, seja diretamente, seja através dos estados, para atender mais micro e pequenos empreendedores brasileiros. Em relação à fake news, a doutra Regiane vai lhe responder, mas eu quero aqui também registrar o meu protesto, vocês todos receberam na semana passada um vídeo de fake news com pessoas dizendo: "Não vou tomar a vacina". E ainda recomendando: "Não tomem a vacina". É um absurdo do absurdo, é o vídeo promovendo o suicídio coletivo das pessoas. Quero crer que isso não tenha partido de um gabinete no Palácio do Planalto, porque a execução, a qualidade da produção, o roteiro feito não me parece algo espontâneo, como muitas vezes, surgem nas redes sociais, condenavelmente, mas surgem naturalmente. De nada transparece naturalidade esse vídeo, o vídeo é uma cinte à vida e ao direito de viver, onde todas as pessoas têm o mesmo gesto, quase que o mesmo texto, defendendo a não vacinação. Lamentável que num Brasil com mais de 230 mil mortes, tenhamos um vídeo como esse circulando nas redes sociais do país. Mas vamos pela ordem, Carolina, com o Dimas Covas, Regiane, Jean, e a Patrícia Ellen. Vou pedir para sermos breves, porque ainda temos três perguntas no dia de hoje. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Obrigado, governador. De fato, quer dizer, nessa primeira fase da vacinação, os grupos já definidos pelo PNI, serão necessárias mais de 100 milhões de doses, e se nós tivermos essa vacinação até o meio do ano, estaremos cumprindo apenas a primeira etapa do PNI, ou seja, 50 milhões de pessoas sendo vacinadas. Vale lembrar que existem outros grupos previstos no próprio PNI, e aí a necessidade de se chegar a pelo menos, 150, ou 170 milhões de pessoas, de um país como o Brasil, com 212 milhões de habitantes. Então obviamente que as vacinas que estão planejadas não atenderão à totalidade, daí a providência que o governador solicitou, de já iniciar a procura de doses adicionais, é o que nós temos feito já com a nossa parceira Sinovac, e já sinalizou essa possibilidade. Então além das 100 milhões, existe a possibilidade já do acréscimo de 20 milhões ou mais. Agora nós temos que lembrar que existe um outro quantitativo de vacina previsto, e aí é um quantitativo grande de 200 milhões de doses da vacina da AstraZeneca, mas isso foi anunciado, e até o final do ano haverá a liberação de 200 milhões de doses da vacina da AstraZeneca. Somando, se essas vacinas, de fato, chegarem, somando, no final do ano, nós teremos, de fato, imunizado mais de 150 milhões de pessoas. Então esse é o cenário.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. E apenas complementando, Carolina, nenhuma possibilidade de o Governo Federal solicitar essas vacinas para o Programa Nacional de Imunizações, porque as vacinas que vão para o Programa Nacional de Imunizações são 100 milhões de doses da vacina do Butantã, essas irão para o Programa Nacional de Imunizações, nós vamos cumprir o contrato. Os 20 milhões adicionais é responsabilidade do governo do estado de São Paulo, como medida acautelatória e preventiva, havendo necessidade, nós utilizaremos essas 20 milhões de vacinas para imunizar os brasileiros de São Paulo. E tenho a impressão que outros governadores também do país adotarão medidas semelhantes com volumes distintos, igualmente como medida acautelatória para a população dos seus estados. Vamos agora no tema das fake news, com a doutora Regiane de Paula.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada. Em relação às fake news, é claro que elas de alguma forma nos atrapalham, mas o trabalho realizado pela comunicação da secretaria de governo, e também da Secretaria de estado de Saúde, tem sido muito importante para combatê-las. O que nós percebemos é que a credibilidade de tudo aquilo que está sendo feito pelo estado de São Paulo, e a transparência com que nós temos divulgado os dados, e coloco a importância da vacinação, faz com que como no dia de hoje, nós tenhamos a população procurando, acima de 90 anos, e acessando essa vacina. E uma alegria enorme com isso. E se o senhor me permitir, governador, eu só gostaria de ressaltar mais uma coisa, com a capilaridade e a capacidade dos 645 municípios e o ritmo de vacinação, até às 19h de hoje, com certeza ultrapassaremos mais de 900 mil pessoas vacinadas. Então gostaria só de fazer essa retificação. Ultrapassaremos, com certeza após às 19h, e temos uma orientação do nosso governador, que quanto mais vacinas chegarem, mais aceleremos o processo de vacinação e avançarmos para os novos públicos alvos. Então estamos trabalhando fortemente de acordo com essa orientação do governador. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, doutora Regiane. Carolina, acabei respondendo que caberia ao doutor Jean Gorinchteyn, ele já protestou aqui comigo, mas eu já fiz a resposta. Então vamos aqui direto com a Patrícia Ellen no tema do financiamento. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Vamos lá. Bom, para ajudar a quem quer empreender, Carolina, nós temos, se a pessoa está procurando a oportunidade de trabalho, tudo dentro do nosso programa de emprego e renda, e inclusive consolidamos em uma única plataforma que será relançada essa semana para facilitar o acesso em busca de oportunidades,

Mas está dentro da plataforma, meuemprego.sp.gov.br. Para o empreendedorismo nós lançamos, exatamente antes da pandemia, a pedido do governador, maior programa de empreendedorismo do estado e do Brasil, Empreenda Rápido, em parceria com o Sebrae. Para a pandemia nós fizemos algumas modificações, além das linhas de crédito, e aqui é microcrédito, são empresas com menos de R$ 81 mil de faturamento, nós temos condições ainda melhores, então juros de 0,35%, e até juro zero em alguns casos, em parceria com o Sebrae. Temos também a opção de quem não tem o CNPJ, tem CPF, é informal, para começar também. Eu estive, por exemplo, em São José do Rio Preto na semana passada, foi muito bonito, fui visitar um empreendedor que tem uma fábrica de massa de pastel, ele começou produzindo no quintal de casa, agora ele tem seis funcionários, vai pegar o quinto empréstimo no Banco do Povo. Por coincidência, sexta eu também conheci uma moça que faz brigadeiro, veio entregar aqui e pegou crédito no Banco do Povo, foi uma linha emergencial, durante a pandemia ela começou a produzir em casa e está vendendo bastante. Então é importante que, e aí é meu ponto que eu queria trazer dois pedidos para que a gente possa cobrar também, todos os programas que nós fazemos no governo de São Paulo, ajudam na emergência, mas dão a saída. Então o microcrédito é um microcrédito orientado, para ter acesso a ele, o empreendedor tem que fazer um curso de qualificação empreendedora, e depois pode fazer o curso técnico, e também tem acesso às plataformas online de venda de seus produtos e serviços, de forma gratuita, com todo apoio em parceria com o Sebrae. Que não adianta só dar o dinheiro, a pessoa precisa aprender a administrar aquele dinheiro. Isso foi o investimento. Da mesma forma os programas de auxílio-emergencial, o governador nos pediu para relançar o programa de auxílio-emergencial que o governador Mário Covas tinha lançado há muito tempo atrás, o programa chama Meu Emprego e Renda. Nós damos um auxílio para as pessoas desempregadas por seis a nove meses, mas também uma qualificação técnica. Qual que é o programa do Governo Federal hoje que dá um auxílio e também uma qualificação técnica gratuita para as pessoas? Não adianta a gente fazer um auxílio por três meses de depois deixar as pessoas à deriva, a gente precisa acompanhar por mais tempo, e dar a chance de saída. A mesma coisa o PRONAMPE, ajudou três meses, acabou. E aí, e agora, qual que é o próximo passo? Os empreendedores estão à deriva. São Paulo tem um limite de quanto que a gente pode colocar de crédito, nós não emitimos dívida, o Governo Federal sim. E nós estamos preparados para receber mais recursos. A Desenvolve São Paulo recebeu prêmio como a melhor agência financeira no combate à COVID-19, acolhendo os empreendedores, mas nós precisamos de mais recursos. O FUNGETUR, nós somos os primeiros a distribuir no Brasil o FUNGETUR. O Nelson já disse, fez esse pedido semana passada, eram R$ 400 milhões, só recebemos R$ 150. Assim que recebermos o adicional nós distribuímos imediatamente. E para finalizar a pergunta, celebrar que só hoje mais 500 pessoas entraram e já se cadastraram entrando com o seu pedido de crédito, através desse programa que nós iniciamos hoje. Mas sim, precisamos de mais recursos para ajudar as pessoas nesse momento tão grave.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Agora vamos já caminhando para o final da coletiva, com a Maira Djaimo. Maira, você viu que eu pronunciei certinho o seu sobrenome agora, né? Maira Djaimo da Rádio e TV Bandeirantes, boa tarde, sua pergunta, por favor.

MAIRA DJAIMO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Em relação ao projeto Serrana, eu só queria entender de onde vem as doses, se é do montante do estado? E hoje foi anunciado que a África do Sul interrompeu ali a imunização com a vacina de Oxford, porque, enfim, houve um problema ali, uma proteção limitada em relação à vacina. Queria saber se a gente corre esse risco também com a vacina do Butantã, e se estão sendo feitos testes ou aqui, ou na Sinovac, para determinar se ela é eficaz contra essas novas variantes? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Maira. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Bem, essa é uma preocupação de todas as vacinas, mas principalmente daquelas vacinas que tem uma única proteína como antígeno, que é chamada proteína S. Quer dizer, de fato, essas vacinas tem apresentado um desempenho inferior, principalmente com essa cepa chamada sul-africana. Não é o caso das vacinas de vírus inativado, já tem teste contra essas duas variantes, a variante inglesa e a variante da África do Sul, e que mostraram um grande desempenho. Estamos nesse momento testando contra a variante chamada Amazônica, e que já estamos fazendo inclusive com as amostras de soro de pessoas vacinadas aqui no Brasil, brevemente teremos esses resultados, e acreditamos que pela própria forma como a vacina é produzida, essa possibilidade de ter o escape, de não ter a resposta, é bem menor. As vacinas que nós estamos utilizando são vacinas de estudo clínico, quer dizer, isso não tem relação com as vacinas que são disponibilizadas ao SUS, são vacinas que já estavam inclusive disponíveis desde agosto, setembro do ano passado. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Maira, obrigado pela pergunta. Vamos agora à penúltima intervenção de hoje, é do jornalista Gustavo Schimdt, do jornal O Globo. Gustavo, bem-vindo, boa tarde, sua pergunta, por favor.

GUSTAVO SCHIMDT, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, secretários. Governador, voltando ao tema da política, o senhor disse que convidou o Rodrigo Maia para ingressar no PSDB. Esse convite também estendeu ao seu governo? E mais, o seu vice, Rodrigo Garcia, que também é do DEM, foi convidado? Ou o senhor gostaria de vê-lo no PSDB? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Gustavo. O convite foi dirigido aos dois Rodrigos, Rodrigo Maia e Rodrigo Garcia, para que ambos pudessem avaliar a possibilidade de filiarem-se ao PSDB. Seria razão de orgulho para o PSDB, ter essas duas grandes figuras da política brasileira, Rodrigo Maia e Rodrigo Garcia, nas fileiras do PSDB. Ambos vão analisar, evidentemente, tem tempo para isso, o convite que foi formalizado ontem à noite. Obrigado, Gustavo. Vamos agora ao Guilherme Balsa, que é a última intervenção de hoje, da TV Globo, Globo News. Guilherme, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

GUILHERME BALSA, REPÓRTER: Governador, boa tarde. Boa tarde, a todos. Primeiro ao secretário Rossieli Soares, a gente precisa de um balanço de escolas que não abriram hoje, mais cedo o senhor falou duas unidades aqui na zona Leste, mas alguns jornais já estão noticiando sete escolas que não abriram porque profissionais estão com COVID-19. Qual que é o balanço de hoje, até o momento, de escolas que não abriram? E ao governador eu vou retomar também o assunto da política, o deputado Rodrigo Maia ele deu uma entrevista ao Valor Econômico, bem contundente, ele disse que o projeto do DEM, que ele e outras pessoas pensaram, acabou, aquele partido liberal, de centro-direita, democrático, esse projeto acabou, e o partido está caminhando para ser um partido de direita, ou de extrema direita, se alinhando ao Presidente Jair Bolsonaro. Queria saber se o senhor concorda com essas colocações? E se a saída, uma eventual saída do Rodrigo Maia do DEM, e uma filiação dele ao PSDB, o senhor acha que vai mudar completamente a relação entre os dois partidos? Bom, é isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Guilherme. Começo então pela segunda, e na sequência o balanço das escolas será feito pelo secretário da educação, Rossieli Soares. Eu por princípio, não comento questões de outros partidos, apenas do PSDB. Eu queria enfatizar mais uma vez, Guilherme, que será uma honra para o PSDB ter os dois Rodrigos, o Rodrigo Maia e Rodrigo Garcia, nas fileiras do PSDB, dadas as circunstâncias atuais do partido que eles ajudaram a formar, a fundar, e a fortalecer. Mas não me cabe discutir aqui as razões que levaram ambos às decisões de deixarem o DEM, todos sabem que não farei aqui comentários a esse respeito. Mas ficaremos todos muito felizes se ambos puderem considerar a hipótese de se filiarem ao PSDB. Vamos agora ao tema da educação com Rossieli Soares.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO: Obrigado, governador. Guilherme, bom, primeiro sobre o balanço, inclusive nós fizemos pela manhã, quem anunciou essas sete fui eu, conversando inclusive com a imprensa e com a presença do seu veículo lá. Então nós já iniciamos o balanço falando que essas sete escolas, e estamos monitorando obviamente todas as 4.500, e isso é um movimento diário, vamos estar fazendo o balanço semanal, em uma coletiva mais técnica, apresentando sempre os dados. Essas sete escolas, tem escola, por exemplo, que tem um caso confirmado, mas estão sendo testados. Então, preventivamente inclusive seguindo a orientação da vigilância sempre, do município, ou dos municípios, a gente sempre vai fazer a orientação médica. Por exemplo, tem uma das escolas que tem dois casos confirmados, e já fizeram teste em outros 16 professores, que são negativos, e os outros 21 professores estão sendo testados durante o dia. Então, preventivamente até sair o resultado, a escola está funcionando remotamente, e quarta e quinta-feira essas escolas devem estar, obviamente após resultado de monitoramento. Então esse é o quadro do momento, a cada dia a gente vai fazendo o balanço e acompanhando cada um dos casos, e toda terça-feira nossa ideia é estar anunciando o balanço semanal consolidado da semana anterior. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli Soares. Guilherme Balsa, muito obrigado pelas perguntas, pela sua presença. Guilherme Balsa deve estar trabalhando 20 horas por dia, porque eu ligo na TV Globo, ligo na Globo News, ele está de manhã, está de tarde, está de noite. Tomar umas vitaminas também, viu, Guilherme? Para aguentar o tranco. Pessoal, muito obrigado pela presença de todos. Boa tarde. Na quarta-feira, no mesmo horário, às 12h45min, estaremos aqui em nova coletiva, por favor, use máscara, não participe de aglomerações, oriente seus filhos e netos, e amigos, jovens, principalmente, a não participarem de aglomerações. Nada de festas, principalmente nesse final de semana. Vai passar, se todos nós tivermos responsabilidade na proteção à vida. Muito obrigado, boa tarde a todos.