Coletiva - Com vacinação, SP registra queda de 46% nos óbitos por COVID-19 entre internados 20211407

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Coletiva - Com vacinação, SP registra queda de 46% nos óbitos por COVID-19 entre internados 20211407

Local: Capital – Data: Julho 14/07/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos, muito obrigado pela presença. Vamos dar início a mais uma coletiva de imprensa, aqui na sede do governo do Estado de São Paulo, mais uma vez com boas notícias. Felizmente, depois de longos meses com más notícias, notícias ruins e tristes da Covid-19, agora finalmente iniciamos uma série de boas notícias aqui em São Paulo, no controle da pandemia, na redução de casos, de internações e, felizmente, de óbitos também. E hoje temos uma boa notícia no campo da educação e geração de empregos. O governo do Estado de São Paulo lança o programa Bolsa do Povo Educação, com um benefício de R$ 500, o pagamento de R$ 500 para 20 mil parentes de alunos da rede estadual de ensino, que vão trabalhar nas escolas estaduais em São Paulo. Um programa inédito no país, e que começa a funcionar agora no mês de agosto, aqui no estado de São Paulo. A Secretaria da Educação vai contratar 20 mil pessoas para trabalhar nas escolas 4 horas por dia, recebendo R$ 500 por mês, a partir do próximo mês de agosto, até dezembro deste ano. As inscrições começam no dia 19 de julho e vão até 31 de julho. Os pais e responsáveis pelos alunos serão os potenciais contratados neste programa, denominado Bolsa do Povo Educação. Os pais e responsáveis contratados vão prestar apoio às equipes escolares, no cumprimento dos protocolos sanitários contra a Covid-19, garantindo assim um retorno seguro para os alunos, para os professores, para os prestadores de serviços na rede estadual de ensino. Repito, um programa inédito no Brasil sendo implementado a partir de agora, aqui no estado de São Paulo. A Bolsa do Povo Educação é mais um programa da Rede de Proteção Social do governo do estado de São Paulo, um programa que já beneficia hoje 2 milhões de pessoas em situação de alta vulnerabilidade, e em programas como o Bolsa do Povo, Vale Gás, São Paulo Acolhe e Dignidade Íntima. E, a partir de agora, com esse novo programa, Bolsa do Povo Educação. O nosso secretário de Educação, Rossieli Soares, dará mais detalhes a respeito desta nova iniciativa na sequência. Segunda informação de hoje: São Paulo inicia a entrega de um novo lote de mais 10 milhões de doses da vacina do Butantan. Estamos entregando hoje e complementando amanhã pela manhã 1 milhão de doses da vacina do Butantan. Hoje, já entregamos 800 mil doses, amanhã pela manhã mais 200 mil doses, totalizando 1 milhão de novas doses para o PNI, o Programa Nacional de Imunização. Até o final de agosto, quero voltar aqui a reafirmar, vamos entregar 100 milhões de doses da vacina do Butantan para a vacinação do Brasil, para o Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde. E aí completamos 30 dias antes do prazo previsto, que era de 30 de setembro, nós estaremos complementando a entrega de 100 milhões de doses da vacina do Butantan. E a partir de agora, as entregas serão feitas sempre às segundas, quartas e sextas-feiras, e se pudermos até com menor prazo ainda, mas é uma série, eu diria, histórica de entregas de vacinas do Butantan para o Programa Nacional de Imunização, até completarmos, repito, 100 milhões de doses da vacina. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, dará mais detalhes a respeito da entrega e da produção da vacina do Butantan. Terceira boa notícia: Com o avanço da vacinação, mortalidade por Covid cai 46% no estado de São Paulo. Essa é uma grande notícia, pessoal. Repito: Com o avanço da vacinação, a mortalidade por Covid cai 46% no estado de São Paulo. A mortalidade das pessoas internadas por Covid-19 nos hospitais de São Paulo teve uma redução de 46% entre março e julho deste ano. A proporção dos pacientes que morriam depois de internados era de 35% em março, no pico da segunda onda da pandemia. Caiu para 19% em junho, queda de 46% em apenas quatro meses. A queda acentuada da letalidade do Coronavírus em São Paulo é resultado dos altos índices de cobertura vacinal, aliás, como sempre afirmamos aqui nas nossas coletivas de imprensa: vacinar, vacinar e vacinar. A melhor forma de preservar vidas é com a vacina. E foi o que aconteceu, e principalmente entre os idosos, acima dos 70 anos, que já tomaram a primeira e a segunda dose da vacina. A maioria dos vacinados, 80% com duas doses, tomaram a vacina do Butantan, deixando claro que, deste grupo, deste universo, 80% tomaram duas doses da vacina do braço e foi a vacina do Butantan, a Coronavac. Portanto, a queda direta da hospitalização e óbitos de pessoas em São Paulo, então a grande notícia para quem teve amigos, parentes, pessoas próximas, queridas, que perderam suas vidas por falta de vacina, agora nós estamos preservando vidas pela vacina. O estado de São Paulo já ultrapassou a marca de 62% de adultos vacinados com a primeira dose, e deve chegar até amanhã à grande marca de 30 milhões de doses de vacinas aplicadas. Amanhã, provavelmente até as 15h, já estaremos com 30 milhões de doses de vacinas aplicadas em São Paulo. Para que vocês possam ter uma ideia, são mais doses aplicadas do que a totalidade de doses de vacina aplicadas na Argentina ou no Chile. O secretário de Saúde do estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, e a coordenadora do Programa Estadual de Imunização, Regiane de Paula, darão mais detalhes a respeito dessa boa notícia, da ampliação do programa de vacinação em São Paulo e da redução acentuada de óbitos em nosso estado. Vamos agora tratar do tema da educação, outra boa notícia, porque gerar empregos e ampliar a proteção social, ao lado da preservação da vida, passa a ser prioridade no Brasil. Com a palavra, Rossieli Soares, secretário de Educação do estado de São Paulo.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO: Obrigado, governador, boa tarde a todos. É um prazer estar aqui falando do Bolsa do Povo Educação, uma medida muito importante, tanto para a escola quanto para as famílias que mais precisam. A gente tem trabalhando muito, no governo, para justamente apoiar a todos, em todas as áreas, na área social, inclusive na alimentação escolar, servindo marmita inclusive para os alunos poderem levar a alimentação, muitas vezes, para escolas. Então, olhar também nesse momento para as famílias que mais precisam é fundamental, e também para as escolas. Pode passar. Então, só lembrando que a gente está falando aqui de uma aproximação entre a escola e a comunidade, que é fundamental, mas também para garantir mais oportunidades para os nossos estudantes e também para as próprias famílias. Pode passar. Nós temos aqui um dos grandes objetivos, obviamente, vai ser botar todo o estado, toda a nossa força para a busca ativa, e a família tem um poder muito importante para nos ajudar. O apoio à educação especial, que é fundamental, especialmente nesse retorno, acompanhamento de protocolos sanitários, então eles também vão estar auxiliando dentro da escola, com apoio geral à escola, naquilo que a escola precisar, certamente será um grande parceiro. Com 20 mil pessoas, com benefício de R$ 500. Pode passar. Serão R$ 60 milhões de investimento somente no ano de 2021, a partir de agosto já teremos essas pessoas nos ajudando, especialmente para as famílias mais vulneráveis, obviamente. Pode passar. Qual é a ideia? Quais são os principais objetivos que a gente tem aqui? Então, primeiro, mitigar os impactos, obviamente, da pandemia, tanto no aspecto educacional quanto também de suporte às famílias, porque com isso a gente tem mais auxílio para garantir os protocolos, a gente consegue ter um retorno cada vez mais seguro, que é um dos objetivos. Fortalecer, o fortalecimento do engajamento da comunidade e o vínculo entre a família e a escola. Já falei diversas vezes aqui que é uma das coisas que avançou durante a pandemia, mas que precisa ser cultivada, é, sim, a aproximação da família com a escola. Então, ter também esse [ininteligível] lá dentro vai ajudar, sim, a escola nisso. Apoiar os mais vulneráveis e, obviamente, como já salientei, intensificar as estratégias da busca ativa, que eles estarão trabalhando conosco nisso. Pode passar. Falando aqui, aliás, agradeço muito a imprensa, porque a gente vai ter muita coisa de serviço, até para informar essas pessoas. E agradeço muito o papel que a imprensa cumpre nesse sentido, mas é importante deixar claro: à esquerda, nós temos os critérios de elegibilidade, para quem poderá participar. Então, responsável legal por um aluno da rede estadual. Como a gente está falando de vínculo, ele precisa estar ligado a alguns dos nossos estudantes. Desempregado há pelo menos três meses, porque isso já é um indicador que demonstra que aquela pessoa e aquela família está precisando. E morar próximo à unidade escolar. Então, a gente sempre vai estar dando e olhando a elegibilidade e a prioridade para quem mora mais próximo também da escola, que é a mesma regra para a matrícula, lembrando que a matrícula no estado de São Paulo, na rede estadual, também utiliza, obviamente, a proximidade da escola. Critérios preferenciais, sempre vai ter a preferência quem está no CadÚnico, sempre ser mãe de aluno. Se tiver que escolher entre um pai e uma mãe, nós vamos escolher a mãe. Ter o filho estudando na escola, preferencialmente, essa proximidade entre a residência e a escola, e a maior idade. Neste caso aqui, se eu tiver dois candidatos, por exemplo, disputando, eventualmente, uma vaga, aquele que tiver a maior idade também terá preferência, porque esse terá mais dificuldade inclusive de ter a empregabilidade, e ele poderá estar nos apoiando. Então, sendo muito objetivo: se eu tiver uma pessoa de 59 anos e uma outra pessoa de 30 anos, por exemplo, nós vamos priorizar a pessoa de 59 anos. Pode passar. Aqui são alguns passos que nós começamos, com datas objetivas. Então, a partir de segunda-feira, dia 19 de julho, até o dia 31 de julho, serão as inscrições. A família se inscreve pelo site do Bolsa do Povo, a gente vai estar mostrando o site aqui no final. Cada inscrito poderá indicar até três escolas, lembrando que é no raio da proximidade da sua residência. Quem vai fazer a seleção dessa pessoa? É a comissão lá da escola. Então, as pessoas se inscrevem pelo site, a escola mesmo fará, com uma comissão própria de três pessoas, as entrevistas e o processo de seleção lá dentro, com as regras que deverão ser observadas, então vai ter inclusive uma entrevista, enfim. A comissão realiza as entrevistas e aprova, portanto, esses candidatos, e a diretoria revisa esse processo pra ver se está ok. E aí, estando ok, obviamente o governo do estado faz a contratação, recebe os candidatos, obviamente, lá na escola os documentos e procede à contratação. Esse processo aqui é só pra dar transparência de como será o fluxo para a contratação das famílias. Pode passar. Então, datas importantes aqui: 19 de julho, início das inscrições no site, pelos familiares; dia 31, terminamos as inscrições; e no dia 2 de agosto, já imediatamente, as escolas já farão, iniciarão as entrevistas. Quanto antes eles terminarem este processo, mais rápido eles já poderão contratar. A nossa estimativa é que nós já teremos pessoas contratadas no dia 16 de agosto, podendo até acontecer antes, dependendo da velocidade do próprio processo de seleção das escolas. Pode passar. Aqui é o site, é o bolsadopovo.sp.gov.br, que é o guarda-chuva, olhando hoje para os programas do governo do estado, estão dentro do Bolsa do Povo muitos deles, importantíssimos, como o Vale Gás, já lançado pelo governador João Doria. Mas lá vai ter a aba Educação. Então, a pessoa precisa entrar no site bolsadopovo.sp.gov.br, entra em Educação, e ali dentro vai ter para... a abertura do site para a inscrição. Neste momento, tem só apenas informações gerais. A partir de 00h01 do dia 19 de julho estará aberto para a inscrição. Pode passar. Lembrando que, para a inscrição, serão necessários documentos de identificação do familiar, o RA do aluno, ou seja, é o número de identificação de que ele é pai ou mãe de alguém da rede estadual, o endereço e indicar as escolas de interesse. Nesses próximos dias, a todos que estiverem interessados e, porventura, não tenha um dos documentos, como por exemplo o RA do aluno, é só comunicar e conversar com a escola, que eles vão estar informando o número de registro do aluno, que é o RA. Então, por isso que é importante esses dias agora, até para que as pessoas peguem essas informações, para que, a partir de segunda-feira, possam estar fazendo a inscrição. E para aqueles que tenham eventualmente inclusive dificuldades para fazer a inscrição, nós estamos solicitando às escolas que possam deixar aberto às escolas, para que essas pessoas possam, eventualmente, inclusive usar a própria escola para fazer a inscrição. Então peço a todos os nossos diretores, que são sempre muito solícitos, que também auxiliem a sua comunidade, aqueles que mais precisam para fazer. Aqui é só uma carinha já do que está lá de notícias, e das explicações que já estão no site. Agradecemos. Lembrando, acessem bolsadopovo.sp.gov.br. Parabéns, governador, porque a gente está falando aqui de um grande passo para ajudar pessoas que precisam, para ajudar as nossas escolas, os diretores estão muito felizes por terem mais pessoas para ajudar nesse processo, não só para o protocolo, que é fundamental, mas para outras formas. A gente vai ter o maior desafio da história da educação, que é garantir que esses meninos venham e permaneçam dentro da escola. Segundo semestre e o próximo ano serão um dos anos mais difíceis da nossa história, que é aonde a gente vai ver o tamanho do abandono da educação, juntarmos forças com as famílias será fundamental. Portanto, parabéns, governador, por essa grande iniciativa, única no Brasil.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Parabéns, muito obrigado, Rossieli Soares, e toda a sua equipe. Volto a mencionar, Bolsa do Povo Educação é inédito no país, uma iniciativa que certamente proporcionará vantagens para os familiares, além de geração de renda, e maior vínculo com escola e com os seus filhos. E o que tudo indica, também, Rossieli, é que prosseguiremos em 2022 com esse programa, eu não tenho dúvida nenhuma de que o êxito dele estimulado pela situação da pandemia, mas poderá ser perpetuado pela vulnerabilidade da população, sobretudo, em áreas mais extremas da cidade, e pela oportunidade de ampliar os laços afetivos e protetivos com a escola, com os professores e com os alunos. Vamos agora falar sobre mais vacinas, 10 milhões de novas doses da vacina do Butantan, com o Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Então nós iniciamos a entrega desses 10 milhões, com a liberação hoje de 800 mil, amanhã de manhã, 200 mil. Na sexta, 1 milhão, e a semana que vem, segunda, quarta e sexta, 1 milhão, nessa sequência, até terminar esses 10 milhões. Com esses 10 milhões nós vamos a 63 milhões de doses, e que vão se somar às 20 milhões que chegaram ontem na forma de matéria-prima, ontem chegaram 10 mil litros, e que, portanto, nós já estamos aí com a maior parte do contrato em solo, e já entregues em solo no Butantan. Quer dizer, faltarão apenas 17 milhões para serem ainda integralizadas no mês de agosto. Portanto, estamos rigorosamente adiantando o cronograma já com doses aqui no Butantan, e seguramente chegarão mais matéria-prima até o final desse mês, o que vai permitir cumprir integralmente o contrato. Diga-se de passagem, governador, será o primeiro contrato que entregou vacinas, e será o primeiro contrato que vai finalizar, vai terminar em relação ao Ministério da Saúde.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Antes do prazo.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Antes do prazo, um mês antes do prazo. E obviamente que a partir daí nós temos as entregas já programadas para o estado de São Paulo, 30 milhões, e já outros estados solicitando vacinas, o estado do Ceará, o estado do Espírito Santo já, entrando já em negociação para o fornecimento de doses adicionais, a partir do término de contrato com o Ministério da Saúde. Então boas notícias, governador, o Butantan trabalhando a todo o vapor para trazer mais e mais vacinas para o povo do Brasil. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bom, Dimas Covas. Prova e resultado de planejamento, organização, enquanto em algumas circunstâncias nós temos atraso na entrega das vacinas, São Paulo adianta vacinas. Vamos agora falando sobre vacinação, e a queda a mortalidade por Covid-19 em 46% no estado de São Paulo, outra excelente notícia, vamos com Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo. E na sequência, Regiane de Paula, coordenadora do PEI - Programa Estadual de Imunização. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Estamos na vigésima oitava semana epidemiológica do ano de 2021. Temos redução nas nossas internações, tanto nas Unidades de Terapia Intensiva, como também nas nossas enfermarias. Estamos internando pessoas menos graves, e com isso fazendo com que esse impacto do número de internações acabe sendo efetivamente reduzido. As taxas de ocupação nas Unidades de Terapia Intensiva estão hoje no estado, 64,95%, esse número é muito próximo a janeiro deste ano, 9 de janeiro, quando nós tivemos uma taxa de ocupação de 64%. A grande São Paulo contabiliza uma ocupação de 60,18%, com uma ocupação na grande São Paulo, de números similares aqueles que nós observávamos dia 2 de dezembro, portanto, números bastante robustos que trazem realmente uma confiança do controle progressivo da pandemia no nosso meio. O número de internados nas Unidades de Terapia Intensiva são 7.812 mil, níveis também próximos a março, especialmente do dia 4/3, quando nós tínhamos 7.930 mil pessoas internadas. Quando nós vamos olhar a média diária dos casos de internações e de óbitos, observem que se comparando à vigésima sétima para a vigésima sexta semana epidemiológica, nós tivemos uma queda do número de casos, 10,7%. São quatro semanas consecutivas em queda, com níveis próximos a março, início de março. Nas internações uma queda de 14%, comparativamente também a vigésima sétima com a vigésima sexta semana, com queda de internações de cinco semanas. Portanto, mais de um mês em queda diária. Como disse, tanto das internações nas Unidades de Terapia Intensiva, quanto das internações nas próprias enfermarias. E são níveis próximos do final de fevereiro. Os óbitos tiveram uma queda bastante importante, de 26,1%, quatro semanas consecutivas também de queda. Importante o dado comparativo entre a letalidade, morte dos pacientes internados entre março e junho, mostrou uma queda significativa de 46% da mortalidade. Ou seja, daqueles pacientes que acabavam sendo hospitalizados, nós reduzimos sobremaneira esses números. Nós tínhamos uma modalidade próximo a 36% em março, temos uma mortalidade agora em junho muito menor, de 19%. E houve também uma redução da internação comparado esse mesmo período, de março a junho. Seguramente mostra o impacto da vacinação, e essa redução será ainda maior à medida que nós estamos progredindo a vacinação para mais faixas etárias. Nós temos uma cobertura vacinal especialmente entre os idosos, e quando a gente fala de idosos, naturalmente existem o que nós chamamos de comorbidades, os idosos, na maioria das vezes, têm pelo menos, uma doença em associação, seja um problema no coração, seja um problema do pulmão, seja diabetes. E aí nós temos uma cobertura vacinal plena, ou seja, uma cobertura com duas doses da vacina para a faixa etária acima de 90 anos, em 95%, e de 70% a 89% temos 100% das pessoas totalmente imunizadas, totalmente protegidas. Então é exatamente dessa forma que nós continuamos a vacinar, protegendo a nossa população, salvando vidas, e retomando de forma muito segura a economia no nosso estado. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Jean Gorinchteyn. Agora, Regiane de Paula.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Obrigada. Boa tarde, a todos. O nosso vacinômetro nesse momento de doses aplicadas, 29.594.333 milhões de doses. De primeira dose a gente está quase chegando a 22 milhões, ou seja, 21.989.961 milhões, e de segunda dose, 6.739.326 milhões, com a dose única, ou seja, com o esquema de dose única da vacina da Janssen, 875.046 mil, e 16,43% da população do estado de São Paulo com esquema vacinal completo. Quando nós falamos sobre esquema vacinal completo, é importante ressaltar, governador, que 80% dessa cobertura vacinal se dá com a vacina do Butantan. Portanto, os dados que o doutor Jean acabou de apresentar na redução de letalidade, e na redução dos óbitos, está diretamente ligado ao esquema vacinal completo. Trabalhamos fortemente no PEI - Programa Estadual de Imunização, e vamos entregar muito mais à toda a população do estado. Muito obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Regiane, muito obrigado. Obrigado pela sua contribuição, colaboração, e de toda a sua equipe que participa e conduz o PEI aqui no estado, que numericamente mais vacina no Brasil, que é o estado de São Paulo. Bem, vamos agora às perguntas, nós temos pela ordem o SBT, a TV Al Jazira, o Portal UOL, da Rádio Jovem Pan, o Portal IG e TV Globo, Globo News. Então vamos começar com você, Flávia Travassos, do SBT. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

FLÁVIA TRAVASSOS, REPÓRTER: Governador, só para a gente atualizar, o senhor havia dito que iria comprar 30 milhões de doses da Coronavac, para vacinar a população que vive no estado de São Paulo, 4 milhões já foram entregues, imagino que já esteja sendo utilizadas. Quando que deve chegar esse restante de doses? E se existe a expectativa de usar essas doses para terminar primeiro o esquema vacinal dos adultos antes de começar dos adolescentes? Eu pergunto isso porque ontem eu conversei com alguns infectologistas que estão preocupados, criticam, acham que devem primeiro encerrar, completar o ciclo de vacinação dos adultos, antes de começar dos adolescentes. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Flávia, eu vou dividir a resposta com o Jean Gorinchteyn, mas a crítica não é correta, e aliás, é injusta, nós estamos terminando o processo vacinal dos adultos, e só depois iniciando a vacinação dos adolescentes, típica situação de alguém que é mal informado ou mal intencionado. Nós estamos terminando o processo vacinal até o dia 20 de agosto, pelo menos, com a primeira dose. E na sequência iniciando no dia 23 de agosto a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos. Uma das duas, ou uma terceira condição, esses que se manifestaram não são pais ou nunca foram pais, e não tem o coração apertado na defesa de filhos adolescentes. Até me surpreende que algum médico ou infectologista, ou que se intitula dessa forma, possa fazer uma observação dessa natureza, é totalmente improcedente, além de absurda. Em relação às 30 milhões de doses de vacinas do Butantan, quero reafirmar, compramos 30 milhões de doses da vacina Coronavac pelo governo do estado de São Paulo, independentemente das 100 milhões de doses comprometidas com o Programa Nacional de Imunizações, e obviamente cumprida essa etapa agora no dia 30 de agosto, nós estamos recebendo, recebemos 2,700 milhões, vamos receber mais 1,300 milhão no dia 30 de julho, e na sequência, ao longo das semanas subsequentes, mais milhões de doses, até completar 30 milhões de doses da vacina Coronavac. Quero também observar que já recebemos solicitações de dois governadores de estado, o governador do estado do Ceará, Camilo Santana, o governador do estado do Espírito Santo, José Renato Casagrande, dois grandes governadores, para a aquisição de doses extras para os seus estados. E nós vamos atendê-los. Portanto, daquilo que São Paulo não usar, dessas 30 milhões, e tudo indica que teremos uma sobra de vacinas, nós vamos disponibilizar para os estados que nos solicitarem, até o limite, evidentemente, daquilo que for possível atender, no caso específico do Ceará e do Espírito Santo, vamos atender. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: O estado de São Paulo tem sempre a preocupação de preservar e garantir a vida, seguindo as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações. O Programa Nacional de Imunizações ele considera a obrigatoriedade nesse momento de nós vacinarmos toda a população acima de 18 anos, incluindo públicos específicos, idosos, comorbidades, educação, saúde, transporte. E assim foi feito de uma forma muito criteriosa. Encerraremos esse grupo no dia 20 de agosto, com 40 dias de antecipação. Aí, sim, também temos que proteger aqueles que são vulneráveis, que são adolescentes especialmente portadores também de comorbidades, de uma doença no coração, no pulmão, diabetes, crianças que tenham autismo, tal. Isso é importantíssimo que assim o façamos. E também adolescentes grávidas. E a partir de então, estaremos protegendo as crianças de 12 a 17 anos que não tenham comorbidade. Portanto, isso é um gesto de responsabilidade. E, como médico, digo que isso, vacinar, é proteger, é garantir a vida da nossa população e principalmente daqueles que circulam mais e tendem a estar mais aglomerados, não respeitando de forma tão obediente às normas sanitárias, e levam para suas casas, os mais vulneráveis, a possibilidade também de se infectar.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Vou pedir, Flávia, que também a Dra. Regiane complemente esta resposta.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Flávia, quando nós apresentamos o calendário, e ele contempla primeiro os adolescentes com deficiência, comorbidades e as grávidas, e depois os adolescentes de 12 até 17 anos, em nenhum momento o Plano Estadual de Imunização vai deixar de fazer a segunda dose de todos os grupos que nós já abrimos. Então, eu sempre disse e vou novamente ressaltar aqui: a toda grade que nós entregamos de D1, se for a vacina do Butantan, até 28 dias os grupos de Vigilância Epidemiológica e os municípios recebem a vacina para a segunda dose e completar o esquema vacinal. Se nós estivermos falando da vacina da AstraZeneca e da Pfizer, isso vai acontecer em até 12 semanas. Então, o calendário, ele é feito para que a gente possa fazer a D1 e estar fazendo simultaneamente a segunda dose, e assim completando o esquema vacinal. Só com a segunda dose nós teremos a população vacinada. Portanto, é muito importante a gente voltar a um tema que é o abandono. Quem não foi fazer a sua segunda dose, esse é o momento oportuno. Então, essa oportunidade, ela se renova a cada dia. Hoje é uma oportunidade de olhar a sua carteira vacinal, e se você não completou o seu esquema, procure a unidade básica mais próxima da sua casa. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, obrigado então, obrigado, Regiane, obrigado, Jean Gorinchteyn, muito obrigado, Flávia Travassos. Vamos agora online com Hassan Massud, o Hassan é correspondente no Brasil da TV Al Jazira. Hassan, mais uma vez boa tarde, você já está em tela, sua pergunta, por favor. HASSAN MASSUD, REPÓRTER: Boa tarde, Sr. Governador, muito obrigado pela oportunidade mais uma vez. O senhor mencionou que atualmente 62% da população de São Paulo já está imunizada com a primeira dose, e 21% com a segunda dose. A partir de qual patamar percentual de imunização poderemos dizer que a vida vai voltar ao normal no estado de São Paulo? E muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Hassan, muito obrigado. Eu aqui colocando uma pitada de bom humor, essa é a pergunta de 1 milhão de dólares, mas evidentemente vamos tentar chegar o mais próximo possível da resposta. É tudo que nós desejamos, mas ainda não temos essa posição com muita clareza, embora com alguma perspectiva. Por isso, vou pedir o apoio do nosso coordenador executivo do Centro de Contingência, o médico João Gabbardo, para responder à sua pergunta. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Ao Hassan, que faz essa pergunta tão difícil, que é um desafio pra todos nós. Nós não estamos perto da volta à normalidade. Essa normalidade vai ser adquirida de uma forma gradual, e nós entendemos que ela está diretamente relacionada ao nosso processo de imunização. Quando, no dia 20 de agosto, nós estivermos com 100% da população acima de 18 anos já vacinada, isso significará que nós temos 80% da população do estado de São Paulo vacinados, 20% da população tem menos de 18 anos e mesmo que nessa faixa etária os casos não são, não levam a uma gravidade, que precise internação, leito de UTI e óbitos, é um grupo que se expõe bastante e que pode aumentar a transmissibilidade da doença. É possível que esses jovens ainda não vacinados possam também estar transmitindo. Bem, mas depois de 20 de agosto, nós vamos começar a vacinar a população acima de 12 anos, e isso são mais 30 dias. Então, até o final do mês de setembro, nós teremos já um percentual da população que ficará em torno de 84%. 16% da população tem menos de 12 anos de idade, e nesse momento essa faixa etária ainda não tem previsão de imunização. Então é isso. Nós acreditamos que, ao final do mês de setembro, com 86% da população já vacinada, nós teremos o controle da pandemia, e é muito provável que, a partir daí, nós possamos flexibilizar algumas atividades que hoje não são possíveis. Pra isso, estamos iniciando alguns eventos testes, onde vai haver uma concentração maior de pessoas, um ambiente absolutamente controlado, monitorado e, principalmente, nós vamos acompanhar o que vai acontecer após o evento. Isso vai nos dar condições técnicas de fazer esse retorno à normalidade de uma forma gradual e de uma forma segura.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, João Gabbardo, muito obrigado também a você, nosso Hassan, Hassan Massud, pela sua pergunta. Continue aqui acompanhando a nossa coletiva. Vamos agora com o Leonardo Martins, do Portal UOL.

LEONARDO MARTINS, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Primeiro, governador, queria tirar uma dúvida com o senhor, pra fazer a pergunta ao Dr. Jean. Eu reparei que o senhor assoou o nariz duas vezes, está com a voz um pouco rouca. Está com sintomas de gripe? Queria que você explicasse isso. E também a pergunta ao secretário Jean, que a cada semana que a prefeitura de São Paulo começa a vacinar uma nova faixa etária há um impressão de um receio se a capital vai ter vacina ou não. Antes do anúncio do calendário, o prefeito Ricardo Nunes falou que aguardava a chegada de mais doses. Então, há sempre esse receio e há a impressão de que a capital não está sendo avisada sobre essa antecipação, que esse diálogo não está acontecendo de maneira muito fluida. Queria que vocês comentassem esse aspecto. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Léo, eu vou passar ao Jean Gorinchteyn. Primeiro, obrigado pela preocupação comigo, se é que esse é o seu interesse. Estou ligeiramente resfriado e com coriza. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Nós temos um diálogo com o município de São Paulo, muito próximo, inclusive com grande parceria. Todas as doses que são enviadas, elas são comunicadas nas 24 horas para que possa ser feita toda a distribuição logística, também no próprio município, para acolher toda a ação de vacinação também no município [ininteligível], assim como é para os 645 municípios. Dessa forma, é natural que o município que tem uma densidade populacional muito grande tenha uma preocupação operacional. Mas, de toda forma, as vacinas, elas são distribuídas, estão sendo distribuídas e estarão sendo distribuídas. Nós não teremos problema de doses de vacina no nosso estado, incluindo o próprio município.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn, Leonardo, obrigado. Vamos agora para Nanny Cox, Rádio Jovem Pan. Nanny, bem-vinda.

NANNY COX, REPÓRTER: Obrigada, governador, boa tarde, boa tarde a todos. Queria saber se já foi concluído o sequenciamento genético das pessoas que tiveram contato com o paciente que testou positivo para a delta. E uma segunda, só uma dúvida, que seria bom se os médicos pudessem esclarecer, mas tem muita gente reclamando que fez o teste, depois de tomar a vacina, e não teve aí uma resposta de anticorpos. Então, deu negativo aí os anticorpos. Queria só que vocês pudessem esclarecer então como funciona essa relação teste/vacina, como é que vai ter o resultado. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Nanny. Primeira pergunta será respondida sobre sequenciamento genético pelo Dr. Dimas Covas, e a segunda nos testes e nas avaliações pelo Dr. Jean Gorinchteyn.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Nanny, eu imagino que o caso aqui de São Paulo. Sim, foi concluído, os contatos, e só o paciente da delta que se confirmou.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Jean?

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: É importante lembrar que esse marcador de produção de anticorpos neutralizantes, para as vacinas, ele não significa, na sua plenitude, uma resposta de defesa, até porque nós temos dois mecanismos diferentes de defesa: a imunidade celular e a imunidade humoral. Portanto, uma que produz anticorpos e a outra não. Então, já vimos que nem sempre o fato de eu detectar esses anticorpos significa a proteção ou não. Isso fez com que as próprias autoridades americanas, o FDA americano orientasse a comunidade médica a não solicitar estes exames, como marcador de proteção da vacina. Portanto, reforço: a dosagem desses anticorpos não significa, na sua plenitude, uma proteção de resposta à vacina.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn, obrigado, Nanny. Antes de passarmos para o Felipe Freitas, do Portal IG, quero agradecer aqui a presença do Duarte Nogueira, prefeito da cidade de Ribeirão Preto, da grande Ribeirão Preto, e também o General João Campos, secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo, ambos aqui acompanhando com outros convidados a nossa coletiva de imprensa. Felipe.

FELIPE FREITAS, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Alguns municípios de outros estados têm diminuído o intervalo entre doses da AstraZeneca e da Pfizer, diminuído de 12 semanas para 8 semanas. Eu gostaria de saber se aqui no estado de São Paulo, como o governo, o Centro de Contingência avalia, se aqui em São Paulo existe essa possibilidade de diminuição desse intervalo. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Felipe. Regiane de Paula, que é a nossa coordenadora do PEI, Programa Estadual de Imunização, vai responder a sua pergunta.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, Felipe. Nós trabalhamos sempre numa reunião que acontece todas as quintas-feiras, do Programa Estadual de Imunização, do qual o governador está presente, Centro de Contingência, Dr. Jean, enfim, a gente tem um grupo de pessoas, Patrícia Ellen, secretário Rossieli também, todos juntos, e nós fazemos uma série de definições. O Plano Estadual de Imunização, ele sempre foi muito pautado pelo planejamento. Nenhuma decisão aqui é tomada sem que a gente converse com a ciência, sem que a gente levante os dados, seja da Organização Mundial da Saúde, de outros países que estão à nossa frente, do Brasil, em relação às vacinas. Então, a todo momento, a gente tem trabalhado com isso. Hoje, nós não temos essa prorrogação para colocar aqui. A gente vai discutir, no Programa Estadual de Imunização, e esse planejamento passa rigorosamente por uma ação de todos, conjunta. Então, não temos nesse momento essa antecipação de AstraZeneca, até porque é a vacina que está sendo antecipada, e nós, no cenário que hoje temos, achamos que não é esse o momento oportuno. Amanhã, numa nova reunião, a gente discute com todos esse tema. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane, Felipe, muito obrigado. Como você... Apenas para reafirmar, todas as quintas-feiras, às 19h, nós temos uma reunião de duas horas de duração, com todos os integrantes do comitê que integra-se ao PEI, o Programa Estadual de Imunização, incluindo o Centro de Contingência e, fruto desse debate, são tomadas as decisões. E como disse a Dra. Regiane, esse será um dos temas da pauta da reunião de amanhã. Vamos agora à última pergunta, que é da TV Globo, GloboNews, jornalista Daniela Gemniani. Daniela, boa tarde, mais uma vez, bem-vinda, sua pergunta, por favor.

DANIELA GEMNIANI, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu queria dois esclarecimentos, governador. O primeiro é sobre o anúncio de que os servidores estaduais vão voltar presencialmente. Pelo que a gente apurou com a assessoria, são 573 mil servidores na ativa. Eu queria entender quantos desses servidores estavam em home office, qual é o percentual que volta a trabalhar presencialmente, pra gente ter uma ideia de quantas pessoas vão voltar, presencial. E também uma segunda pergunta sobre os testes de antígeno, que em maio o governo anunciou a compra de 1 milhão de testes. Eu queria entender exatamente em que pé que a gente está, quantos já foram distribuídos para o município e quando que esses testes vão entrar naquele placar de testes do site do governo. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela. Vou pedir à Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, e que integra também este comitê, a que eu me referi agora à pouco, para responder as duas perguntas.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Obrigada, governador. Bom, sobre o trabalho remoto, o esclarecimento é que o que nós tínhamos no decreto era uma proibição, na verdade, um pedido para manutenção dos servidores do grupo de risco em trabalho remoto. Todos eles já foram vacinados com a primeira dose, porque eles estavam no grupo prioritário desde o início, e muitos inclusive já receberam a segunda dose. Então, com isso, nós retiramos essa cláusula que nós tínhamos no decreto, que exatamente proibia que eles estivessem trabalhando, por sua segurança. Isso não são os 500 mil servidores. A grande parte dos servidores, inclusive, faz parte dos serviços essenciais e sempre estiveram trabalhando, inclusive são nossos heróis da pandemia, porque estavam na rua trabalhando e nos apoiando nesse processo de saúde merecem destaque nesse processo. Então, o que nós estamos fazendo agora é: indicando que esses servidores, por já terem sido vacinados, podem retornar ao trabalho, e cada secretaria está desenhando agora sua resolução e o seu formato, porque, ao mesmo tempo, o governador João Doria tinha, desde o início da gestão, criado o modelo de estímulo do governo digital, de garantir também, quando possível, que nós fizéssemos atividades de forma remota, e muitas secretarias também desenharam serviços para tornar isso uma realidade. Acho que o caso do Poupatempo vocês acompanharam durante a pandemia também, que agora tem muitos serviços remotos, que não existiam no mundo pré-pandemia. Então, é caso a caso, cada secretaria está realizando o seu processo, seu planejamento, e por isso que as resoluções estão sendo publicadas individualmente. Mas o regramento de proibição de retorno foi extinto, porque todos já foram vacinados. Nesse ponto, eu queria chamar a atenção, que nós mantivemos a recomendação dos serviços remotos para atividades administrativas do setor privado exatamente porque envolve grupos que ainda não foram vacinados e cada empresa também faça o seu planejamento, com muita responsabilidade, que nós vamos finalizar a primeira dose somente em agosto, cuja antecipação só foi garantida aqui pelo trabalho do governador, com toda a antecipação das vacinas do Butantan. Na parte dos testes, o secretário Jean e a Dra. Regiane podem falar especificamente do quantitativo, mas nós tínhamos uma parte que viria via governo federal, uma parte, ata de registro de compras do governo estadual, que só foi viabilizado porque nós percebemos que não seria o suficiente a iniciativa que estava sendo realizada, e com isso agora, na etapa de retomada, cada pasta também pode aderir a essa ata para poder complementar o trabalho de controle e segurança de seus funcionários, com a testagem também. Além disso, nos eventos modelo, nós estamos trabalhando no mesmo formato, para que as organizações privadas também complementem o trabalho de segurança dos funcionários e clientes, com os testes rápidos de antígeno.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Apenas uma complementação, Daniela, que será feita pelo Jean Gorinchteyn, na sua segunda questão, a questão dos testes. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Nós temos 1 milhão de testes que foram adquiridos pela Secretaria de Estado da Saúde. Esses testes já estão sendo entregues a partir de hoje, no período da tarde, eles terão a prioridade especialmente naquelas regiões onde a taxa de transmissão ainda é muito alta, onde ainda nós temos um olhar de atenção e de preocupação para aquela região, assim como distribuído para outras regiões, para que possam incrementar naqueles pacientes que têm sintomas leves: dor de garganta, nariz entupido, podem fazer um teste que é mais barato, rápido e com a mesma resposta, em termos daquilo que nós víamos no PCR, que demorava muito mais tempo, que tinha um custo muito mais alto e não dava a possibilidade em termos de ação em massa. E nesse momento, nós vamos conseguir fazer o diagnóstico muito mais precoce de quem é o portador sintomático, e rastrear de forma muito mais célere em todos no seu entorno, seja no seu ambiente familiar, seja no seu ambiente profissional, seja no seu ambiente social. Isso é o respeito e controle da pandemia, além da vacinação mais ampliada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. E, ao finalizar, Daniela, não apenas complementando também a sua primeira questão, mas a todos que aqui estão nos acompanhando nesse momento, no encerramento dessa coletiva: Nós, em relação à pandemia, não precisamos ser nem otimistas, nem pessimistas, temos que ser realistas. E realisticamente, nós estamos diminuindo o número de casos, o número de internações, o número de óbitos e aumentando a vacinação. Então, nós temos que estar preparados com o nosso sentimento, com a nossa serenidade, para um momento melhor da vida do país. E este momento melhor começou, começou aqui em São Paulo, certamente está começando em outros estados, dadas estas informações e a dados preciso, repito: queda de casos, queda de internações, queda de óbitos, aumento da vacinação. Então, gradualmente, as pessoas poderão voltar e retornar com os devidos cuidados ao trabalho presencial, assim como gradualmente, e repito, gradualmente e de forma segura, também àquelas atividades que estavam limitadas, durante o pior período da pandemia. Nós não precisamos ser nem otimistas, e muito menos pessimistas. Vamos ser realistas. Nós vamos passar a viver, sobretudo nesse segundo semestre e especialmente no último trimestre, outubro, novembro e dezembro, um período melhor na vida dos brasileiros e na vida cotidiana que nos foi tolhida pela pandemia. Mas nós não podemos ficar reféns de uma pandemia eternamente. Princípio, cuidado, zelo, mas também viver a vida. Muito obrigado, uma boa tarde a todos, se protejam, usem máscaras, usem álcool em gel, procurem obedecer os critérios sanitários da sua cidade, da sua empresa, e aqueles que você mesmo estabeleceu na proteção da sua vida. Até breve, obrigado.