Coletiva - Doria convida a população para o Dia D de aplicação da segunda dose da vacina 20210406

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Doria convida a população para o Dia D de aplicação da segunda dose da vacina 20210406

Local: Capital – Data: Junho 04/06/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia, mais uma vez. Obrigado pela presença de vocês aqui. Primeiro muito feliz por estar recebendo hoje a segunda dose da vacina, da Coronavac, a vacina do Butantan, a vacina do Brasil, a vacina da vida, daqui a 14 dias estarei imunizado, como milhões de outros brasileiros que já tomaram as duas doses da vacina. Toda vacina aprovada pela ANVISA é uma boa vacina. Portanto, peço que os brasileiros, dentro das suas faixas etárias, e do Programa Nacional de Imunizações, possam ser vacinados e que, por favor, os que podem, se vacinem, isso é garante a vida, isso é que garante a sua proteção. Quero aproveitar também a oportunidade para dizer que nós estamos avançando no programa de vacinação aqui no estado de São Paulo, ao meu lado está a Regiane de Paula, que é a coordenadora responsável pelo PEI - Programa Estadual de Imunização. O doutor Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde do estado de São Paulo, médico infectologista, do Hospital Emílio Ribas. E também a Marina Helou, deputada estadual, mamãe recentemente, e vocês vão entender a razão de a Marina estar aqui ao meu convite, porque hoje nós podemos oficialmente declarar que na próxima segunda-feira, na capital de São Paulo, São Bernardo do Campo, e Campinas, iniciaremos a vacinação de gestantes e puérperas. E a partir de quinta-feira, dia 10, em todo o estado de São Paulo. De maneira a planejar e organizar a vacinação, com a vacina correta, ou seja, a vacina da Pfizer e a vacina do Butantan, que são as duas vacinas que a medicina recomenda e aprova para gestantes e puérperas. E São Paulo começa, portanto, na segunda-feira, dia 7, na capital, em São Bernardo do Campo, e Campinas, e a partir de quinta-feira, dia 10, em todos os demais municípios no estado de São Paulo. Razão pela qual eu convidei a Marina para estar aqui conosco, ela estará à disposição também para responder perguntas. Marina teve recentemente uma filinha. Filinha, não foi, Marina? E sempre advogou para que pudéssemos incluir gestantes e puérperas sem comorbidades, no programa de vacinação. Agora que temos vacinas, e as vacinas adequadas, começamos a fazer isso rapidamente. Bem, nós temos perguntas aqui hoje, são três perguntas, lembrando que na semana que vem nós teremos a nossa coletiva de imprensa na quarta-feira. Começamos com o Gabriel Vendramini, da TV Globo, Globo News. Bom dia, mais uma vez. Fique à vontade para a sua pergunta.

GABRIEL VENDRAMINI, REPÓRTER: Bom dia, governador. Secretário, doutora Regiane, tudo bem? Governador, agora há pouco, segundo aí o secretário, a equipe da Secretaria de Saúde, foi liberado um lote aí de 152 mil doses da Pfizer aqui para São Paulo, para o estado de São Paulo, né? Levando em conta que o carregamento nessa semana foi acima de 2,300 milhões, quase 400 mil doses, é um número bem abaixo do que São Paulo teria que receber. Como é que está esse processo? O senhor continua com o mesmo posicionamento de ontem dessa demora para entregar? Se o senhor me permite mais uma dúvida, a gente vê em alguns locais que tem uma procura baixa, às vezes, os drive-thru, por exemplo, aqui em São Paulo, são fechados até começar um outro grupo prioritário. Há uma forma, e o governo estuda isso de tentar otimizar essa vacinação?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, eu vou dividir a resposta com Jean Gorinchteyn, e com a Regiane de Paula, que são os responsáveis, um pela saúde do estado, e outra pela vacinação do estado. Então começo com você, Regiane, e depois Jean Gorinchteyn. Respondendo ao Gabriel Vendramini.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Bom dia, a todos e todas. Gabriel, a estratégia de vacinação ela é do município, então os municípios em seu território eles veem qual a melhor estratégia. Nós percebemos que toda vez que a gente lança uma nova faixa etária, abre um novo público-alvo, você tem uma demanda muito grande de vacinas, como é sempre acontece, na semana que nós lançamos a faixa etária de 60, 61 e 62 anos, naquele dia, entre a primeira dose da vacina e a segunda dose da vacina, mais de 500 mil paulistas foram vacinados. Então se nesse momento você fecha um drive-thru por uma questão de logística, assim que a gente abre uma nova faixa etária, esse território abre de novo e mantém essa sistemática. Lembrando que amanhã nós o dia D, que é um dia muito importante para a vacinação daqueles que perderam a sua segunda dose, no prazo de 28 dias, para o Instituto Butantan, e de 12 semanas para a vacina da AstraZeneca/Fiocruz. Então é muito importante que amanhã quem perdeu a sua segunda dose, procure uma Unidade Básica de Saúde, procure a estratégia do município para que possa se vacinar. E aí como o governador fez hoje, completar a sua imunização, e daqui a 14 dias estar totalmente imunizada. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE: Nós ficávamos no aguardo de primeiro esse lote, foram três lotes da Pfizer que foram entregues essa semana, dando esse quantitativo de 2,400 milhões, mas um deles que chegou aqui no Aeroporto de Viracopos, na quarta-feira à noite, no total de 936 mil doses, nós só viemos a receber hoje pela manhã um quantitativo até abaixo da nossa proporcionalidade. O estado de São Paulo tem direito de receber 22,6% deste total, e nós recebemos apenas 152 mil vacinas, que já estão sendo distribuídas para os nossos municípios.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Gabriel. Queria aproveitar para lembrar que recebi a minha segunda dose das mãos da mesma enfermeira que aplicou a primeira dose, a Mônica Calazans, a primeira mulher, a primeira brasileira a receber a vacina no Brasil, no dia 17 de janeiro, às 15h10min, foi uma mulher, mãe, negra, enfermeira do Hospital de Clínicas, que está aqui ao nosso lado, a Mônica Calazans. Obrigado, Mônica. Vamos agora à Maria Manso, TV Cultura. Maria, mais uma vez bom dia. Sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Bom dia, a todos. A gente tem visto, infelizmente, que muitas pessoas fizeram um feriado prolongado desde quinta-feira para domingo, muitas imagens de aglomeração em Campos do Jordão, em algumas praias, e até algumas cidades fazendo lockdown para tentar se proteger. Vocês estão preocupados com a chegada da terceira onda, depois do Corpus Christi?

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE: Importante nós lembrarmos que nós estamos ainda em um patamar elevado dos índices da saúde, de número de casos, de internações, a despeito da queda de alguns índices que vinham acontecendo ao longo das semanas. Isso fez com que o governo do estado de São Paulo, sob à liderança do governador João Doria, orientasse que nós mantivéssemos essa fase de transição ainda de uma forma mais estendida, olhando esses números, não ampliando a proporcionalidade de pessoas que teriam acesso nos serviços, e nos comércios. Por outro lado, nós entendemos que a realidade de um município não é igual à realidade de outro, por isso a autonomia de cada um dos municípios de fazer a sua restrição muito mais robusta, se assim encontrar necessidade. Assim como foi feito por vários municípios na região de seja São José do Rio Preto, como de Ribeirão Preto. Então dessa maneira nós hoje temos índices de ocupação de leitos de UTI, na grande São Paulo, de 81%, estamos com 79% na taxa de ocupação em todo o estado. Esse número, apesar de elevado, ele é inferior aquele que nós tivemos no pico agora dessa segunda onda, onde nós tivemos uma taxa de ocupação no município, ou grande São Paulo, e estado, entorno de 93%. A taxa de ocupação dos nossos leitos, ou melhor, o número de ocupação dos nossos leitos hoje são 11.020 mil pacientes, quando no dia 1 de abril nós tínhamos 13.150 mil pacientes. Portanto, nós ainda mantivemos patamares elevados, esses patamares em decréscimo. Estamos vacinando, estamos fazendo ampliação da testagem, e com isso teremos repercussão ainda maior de melhora nas próximas semanas. Nós precisamos da colaboração da nossa população, evitando essas festas que são abortadas pelo comitê, por uma força tarefa, que acaba fazendo a ação contra essas festas clandestinas, impedindo a sua ocorrência, como inclusive o que aconteceu em Campos do Jordão, para várias delas, que já estavam programadas. Então dessa forma, vacinação, a inspeção e também a testagem, faz com que nós estejamos em uma situação bem diferente daquela do início dessa segunda onda.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Marina, vem para cá, fica aqui desse ladinho aqui, junto com a Mônica Calazans. Mas complementando, Maria, nós enviamos a nossa força tarefa, uma das forças tarefas, são várias, também para Campos do Jordão, e apenas ontem, três eventos foram cessados antes de iniciar, estava tudo pronto, e a força tarefa que é composta pela Polícia Militar, Polícia Civil, no caso específico também com a Guarda de Campos do Jordão, a Guarda Municipal de Campos do Jordão, e vigilância sanitária, evitaram três eventos que estavam programados para Campos do Jordão. E a força tarefa, essa parte, esse braço da força tarefa, continua em Campos do Jordão, exatamente para evitar qualquer tipo de evento nessa cidade, que tem naturalmente nesse período um volume maior de visitantes, é o início da temporada de inverno em Campos do Jordão. E isso está sendo feito em comum acordo com o prefeito de Campos do Jordão, Marcelo Padovan, assim como com os prefeitos do litoral, especialmente da Baixada Santista, e de outras cidades. É sempre importante que a conduta e a liderança deste processo seja do município, com o apoio e a participação da força tarefa, da força policial, do Procon e também da vigilância sanitária estadual, com a vigilância sanitária local. E fica aqui a recomendação para que as pessoas que estão no litoral, ou no campo, e mesmo aqui na capital ou na região metropolitana, que, por favor, não se aglomerem. Nós não temos ainda segurança vacinal e proteção vacinal para que as pessoas se aglomerem, mesmo com máscaras, não devem fazê-lo. E peço que os pais e avós, ou tutores, que, por favor, recomendem aos seus filhos e netos, ou aos seus parentes mais próximos, e amigos, sobretudo, jovens, que não participem de aglomerações. Antes da última pergunta, que é do Lucas Josino, que está aqui, da Rádio Bandeirantes e da Band News, eu quero fazer um esclarecimento, porque eu recebi aqui algumas demandas, se eu havia falado com a médica Luana Araújo, que fez um brilhante depoimento na CPI na última quinta-feira. Sim, falei, eu telefonei para a doutora Luana, conversei com ela, à cumprimentei pelo desempenho que teve no seu depoimento na CPI. E disse a ela que tínhamos interesse em tê-la aqui na equipe de saúde do governo do estado de São Paulo, se ela se sentisse bem à vontade, e desejasse, quando da sua decisão, que ela será bem-vinda ao governo do estado de São Paulo, na sua área de saúde, e no centro de contingência do Covid-19. Evidentemente que eu à deixei à vontade, para que ela não tivesse nenhum constrangimento em relação a esse convite, mas o convite foi feito sim, e depende dela agora aceitar, ou poder aceitar ou não este convite. Mas para ficar claro e dar transparência a esse fato a todos vocês. Lucas.

LUCAS JOSINO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Ainda sobre a questão da entrega da Pfizer, que o colega levantou o ponto, eu queria saber quais são os motivos que o senhor considera, para que o estado de São Paulo tenha recebido um lote um pouco menor de forma proporcional aos outros estados? E se o considera também que o estado de São Paulo tem um tratamento diferenciado por parte do Ministério da Saúde, em relação à entrega de vacinas?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ótima pergunta, Lucas. Vou dividir com o Jean Gorinchteyn, mas quero deixar muito claro aqui a proposta dessa pergunta. Nós vamos verificar com o CONASS - Conselho Nacional de Secretários de Saúde, se a diminuição foi para todos e foi igualitária, nós aceitaremos, se essa diminuição foi discricionária em relação a São Paulo, nós protestaremos. E eu recomendo até que o Ministério da Saúde nem pense em fazer algo assim, seja com São Paulo, ou seja com qualquer outro estado brasileiro. Já não basta o atraso, o negacionismo, a falta de compaixão, de estruturação, de planejamento, ainda mais a discriminação, se houver isso, nós vamos protestar, e vamos protestar judicialmente. Não será apenas através dos meios de comunicação. Espero que isso não esteja acontecendo, porque será gravíssimo você suprimir vacinas de um estado por razões de ordem política ou razões de ordem ideológica. Vamos chegar com o CONASS para verificar se os outros estados tiveram a redução também proporcional. Se assim ocorrer, nós compreenderemos. Se for diferente disso, vamos protestar e vamos agir judicialmente. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE: Nesse momento todos os estados tiveram esse quantitativo reduzido, no qual esperamos que no proporcional dessas 2,400 milhões de doses, nós tenhamos esse repositório. Caso isso não aconteça, vamos realmente ir às vias de fatos, para entender porque esse quantitativo veio menor, seja simplesmente para São Paulo, ou para outro estado. Nós precisamos manter a proporcionalidade, assim é a regra, assim é o acordo tripartite que estabelecemos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não precisa ir às vias de fato, basta as vias judicias já está de bom tamanho, não tem necessidade de ir às vias de fato. Para dar também a boa notícia para vocês, nesse exato momento nós estamos com 17.898.488 milhões de paulistas e brasileiros de São Paulo vacinados, 17.898.488 milhões de vacinados aqui no estado de São Paulo. Sendo na primeira dose, 12.070.428, com as duas doses, com a vacinação completa, 5.828.060 milhões de pessoas. Esse é o dado das 12h2min do nosso vacinômetro. Obrigado, Regiane. Bem, pessoal, com isso nós concluímos a nossa coletiva. Pois não.

REPÓRTER: [Ininteligível]?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Temos, é uma boa pergunta. Regiane, você pode responder. Daí mesmo.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: São entorno de 400 mil grávidas, nós já trabalhamos com as gestantes com comorbidades, e agora estamos abrindo essas faixas para as gestantes sem comorbidades, então entorno de 400 mil gestantes e puérperas receberão a vacina.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, foi importante esse esclarecimento. Muito obrigado. Bem, o Jean Gorinchteyn, a doutora Regiane, também a nossa Mônica Calazans, e a Marina Helou, estarão aqui à disposição, se você precisarem de alguma complementação de informação. Desejo a todos um bom final de semana, fiquem protegidos, fiquem bem, fiquem com Deus. Obrigado, pessoal. Até semana que vem.