Coletiva - Encontro com Policiais do DECAP - 20122106

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva no Encontro com Policiais do DECAP

Local: Capital - Data: 21/06/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós fizemos uma reunião de trabalho com o secretário da Segurança, delegado-geral, comandante-geral da PM, o diretor do DECAP, Dr. Toledo; o delegado seccional, Dr. Kleber; os delegados titulares do 4º, do 5º, do 12º, do 78º DP; investigadores e escrivães. É um trabalho importante da polícia territorial, cada um na sua região, trabalhando. Nós já tivemos 14 assaltos a restaurantes, já esclarecidos. Trinta presos. Lamentavelmente, dos 30, 14 adolescentes. Uma quadrilha, inclusive, toda ela de adolescentes. E um trabalho que vai ser intensificado. Na terça-feira começa pelo Itaim o programa Vizinhança Solidária, reunindo os moradores, condomínios e restaurantes também para a adesão. Um trabalho que já foi implantado em Santo André com bom resultado, é um trabalho de vizinhança solidária. Nós já nomeamos 816 investigadores e escrivães de polícia e temos 200 delegados que em 50 dias começam a academia e mais 90 dias já saem da academia para reforçar o trabalho de polícia investigativa e polícia judiciária. Então, foi uma reunião de trabalho importante para acertamos os novos avanços nesse esforço e valorização da polícia territorial, no caso aqui de São Paulo, cumprimentar o DECAP pelo trabalho que fez e a prisão dos 30 criminosos.


REPÓRTER :[Ininteligível].


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós começamos, na realidade, pelo ABC, por Santo André. Então, já foi implantado em Santo André, deu bons resultados, uma queda importante dos índices de criminalidade. A comunidade pode ajudar muito, um esforço também de prevenção primária. Então, agora, nessa segunda etapa, porque já tivemos Santo André, nós vamos para o Itaim, depois vamos ampliando. Vamos para outras regiões.


REPÓRTER: Como que vai ser esse programa, governador? Como é que vai ser?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O coronel Roberval França, o comandante-geral, ele pode explicar melhor, porque ele inclusive é um dos idealizadores do programa. Mas, terça-feira já terá início pelo Itaim.


REPÓRTER: [Ininteligível].


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O secretário da Segurança vai falar sobre isso, nós estamos fazendo um aumento do policiamento com a polícia comunitária móvel, as bases móveis da Polícia Militar. Pretendemos até o fim do ano ter mais 7 mil policiais militares a mais nas ruas, e essa é uma guerra que todo dia tem que avançar.


REPÓRTER: [Ininteligível].


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, o secretário da Segurança vai abordar esse tema com vocês.


REPÓRTER: Mas esteve em pauta também na discussão de hoje ou não?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, a reunião de hoje foi com o DECAP, sobre as ações do DECAP e a prisão das quadrilhas. Mas, nós evidentemente que conversamos com o secretário da Segurança, o comandante-geral, sobre todos os temas da polícia.


REPÓRTER: Governador, [ininteligível] onde jovens aparecem com drogas no meio da rua, como é que o senhor enxerga isso, governador, sem que nada seja feito ali na rua para inibir esse tipo de ação?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, se há um Estado que está trabalhando firme na questão da dependência química é São Paulo. Primeiro com o álcool, que é uma coisa muito grave sob ponto de vista social e de saúde pública é até o mais grave. E hoje até os jornais trazem o recorde de blitz que estão sendo feitas na chamada Operação Segura. Então, é uma ação permanente da polícia. A outra é a Operação Legal. Nós tínhamos mais de mil dependentes químicos, na região da chamada Nova Luz. Houve uma ação importante que continua, que agora vai ser ampliada e que tem dois focos: O primeiro foco é tratar quem é doente. Então, nós fizemos 660 internações, aliás, estamos dobrando o número de leitos hospitalares para saúde mental, para dependência química. E nenhuma obrigatória, foram todas voluntárias. Além do abrigamento social. De outro lado prisão, foram mais de 300 presos, inclusive 51 fugitivos da polícia, que estavam homiziados lá na região da Rua Helvetia, Rua Dino Bueno, naquela região da Nova Luz. E três laboratórios estourados aqui na grande São Paulo, porque o crack é borra de cocaína, então você tem laboratórios que, através da borra de cocaína, fazem o crack. Então, uma ação no sentido de estourar esses laboratórios, prender as quadrilhas e tratar quem é doente. Agora, essa é uma questão, hoje, mundial e nacional. São Paulo não produz cocaína, São Paulo produz milho, feijão, arroz, trigo, cana, laranja. Por onde está entrando essa droga? É preciso ter polícia de fronteira. Tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro, é importante também termos uma presença federal.


REPÓRTER: O senhor tem informações sobre dois arrastões essa madrugada, um em Moema e outro em Pinheiros?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: A polícia já está trabalhando no sentido de identificar essas quadrilhas. Nós temos, infelizmente, alguns casos, até de jovens, adolescentes perigosos, uma quadrilha presa eram quatro menores de idade, e estão já identificados para ser preso.


REPÓRTER: O Ministério Público...


REPÓRTER: Esses trinta preso é única quadrilha? Mais de um uma?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, são mais de uma quadrilha, 16 adultos e 14 adolescentes.


REPÓRTER: O Ministério Público rejeitou o TAC da sacolinhas, o PROCON pode recorrer dessa decisão?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, o que quê é importante aí? Não há nenhuma lei que proibida os supermercados, ou qualquer estabelecimento comercial, distribuir a sacolinha, não há nenhuma lei. Esse é um acordo feito, não tem obrigatoriedade que o proibida, e o ideal, que eu vejo, é uma questão de esclarecimento, não ser nada obrigatório, compulsório, mas haver o esclarecimento: olha quem puder não utilizar a sacolinha plástica e utilizar sacolas que sejam reutilizáveis para preservar o meio ambiente; mas não há lei, não há proibição, esse é um acordo feito do setor privado, que o governo vai ajudar a buscar a melhor solução, para os consumidores e para o meio ambiente. E eu sempre defendo a tese que o bom é ter esclarecimento, é ter conscientização, e não obrigatoriedade, tanto é que não há lei, isso é um acordo.


REPÓRTER: Governador, até aqui a ações para tomadas evitar os arrastões estão sendo eficazes da forma que era esperada?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós temos muita consciência, isso em uma guerra que tem que vencer batalha todo dia, permanentemente. Agora, a polícia está trabalhando, tanto é que nós passamos de 190 mil presos, e nós... Nós temos 22% da população brasileira e quase 40% da população carcerária, e a prisão é importante, por que uma quadrilha solta faz um, dois, três... Dez assaltos, então é identificar, por isso, reunimos aqui a DECAP, a Polícia Investigativa, a Polícia Judiciária, 816 investigadores, escrivães a mais, 200 delegados, para gente reforçar a investigação e prender as quadrilhas.


REPÓRTER: Governador, só em questão a sacolinha, voltando um pouquinho, o Governo de São Paulo, então não contra a distribuição de sacolinha?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, o Governo de São Paulo é a favor do meio ambiente, e da conscientização. Não tem nenhuma lei que proibida a distribuição de sacolinha, nenhuma lei, São Paulo não tem nenhuma proibição. Agora, o ideal é que nós utilizássemos as sacolas chamadas reutilizáveis, é... Me lembro do tempo de infância, é bolsa da vovó, é a sacola da vovó que você vai e traz de volta a cesta, você reutiliza, por quê? Porque é óbvio que o plástico leva séculos e não se incorpora, e prejudica o meio ambiente, mas não há proibição, então o ideal é a gente avançar na questão da conscientização.


REPÓRTER: O Ministério Público diz, o diz que o supermercado tem que dar alternativas, independente de sacolas...


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Vamos buscar a melhor alternativa, no sentido de preservar o meio ambiente e proteger o consumidor.


REPÓRTER: Governador, a câmara aprovou um projeto que acaba com o teto salarial do funcionalismo público, como isso pode influenciar o governo?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, quando foi feita a chamadas reformas estruturantes, a reforma administrativa avançou pouco, um dos avanços da reforma administrativa foi teto por poder, ter o teto por poder, legislativo, executivo e judiciário, eu acho que será uma pena se nós retiramos um dos poucos instrumentos que lá atrás foi aprovado, no sentido da reforma administrativa.


REPÓRTER: Obrigada.