Coletiva - Estado de SP define centros que farão testes da vacina contra o coronavírus 20200107

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Coletiva - Estado de SP define centros que farão testes da vacina contra o coronavírus

Local: Capital - Data: Julho 01/07/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu queria começar elogiando o bom diálogo entre o Legislativo Federal e o Poder Executivo. Ontem assisti pelos canais de televisão a presença do presidente Jair Bolsonaro, do presidente da Câmara Federal e do presidente do Congresso Nacional, juntos no diálogo, trabalhando pela informação e a promulga&cce dil;ão do novo decreto do Auxílio Emergencial, com Davi Alcolumbre, com o Rodrigo Maia e o presidente Bolsonaro. Eu sempre defendi e continuo a defender o entendimento, a harmonia entre os poderes e a prioridade, sobretudo no período da pandemia, aos que mais precisam, às pessoas humildes, às pessoas mais simples, às pessoas que estão sofrendo e que precisam deste apoio. Mas faço um novo apelo aqui também ao Governo Federal, apelo que já fiz na semana passada e renovo aqui, para que o Governo Federal destrave o Pronamp, o Programa Nacional de Apoio a Microempresas e empresas de Pequeno porte. Chama-se Pronamp, isto está no âmbito do Ministério da Fazenda, com o ministro Paulo Guedes. Eu peço ao ministro, na qualidade de governador e de cidadão, para que retome este programa para oferecer financiamento, através do BNDES, aos microempreendedores do Brasil, não apenas de São Paulo, mas de todo o país. Este segmento da economia é o que mais sofre diante desta prolongada pandemia. Quero também, nas mensagens, observar que dados do nosso Comitê de Saúde, nós vamos apresentar essas informações hoje aqui na nossa coletiva, indicam uma mudança na curva da pandemia aqui no Estado de São Paulo, especialmente na capital paulista. E confirma os estudos e as projeções do nosso Centro de Contingência para o encaminhamento do Plano São Paulo. Nós estamos, quero voltar a reafirmar aos jornalistas que aqui estão, estamos seguros de estarmos no caminho certo, correto, embasado na ciência e nos dados, para a implantação do programa São Paulo. Não é um programa de flexibilização, é uma quarentena he terogênea, é isso que nós estamos fazendo no Plano São Paulo. Fechamos o mês de junho na margem inferior da projeção de óbitos do Comitê de Saúde, informações que foram apresentadas aqui várias vezes nas coletivas de imprensa. Centenas de vidas foram poupadas no mês de junho. Pela primeira vez, desde o início da pandemia, tivemos um leve declínio na curva de vítimas fatais. É um dado importante, significativo, nos traz esperança. Nós conseguimos reduzir em 144 falecimentos nesta última semana. Eu não quero ser otimista, mas também não quero ser pessimista, quero ser realista, e a análise destes dados nos traz esperança de que São Paulo está chegando próximo do platô, o platô que é a faixa superior, e que terá uma certa horizontalidade, e na sequênc ia esperamos o decréscimo de pessoas infectadas e principalmente de pessoas vítimas do Corona Vírus. A nossa postura é de transparência absoluta e de realismo, com base nas informações e avaliações da ciência e da medicina, é isso que nós fazemos aqui diariamente. Por isso que estamos fazendo todos os dias coletivas de imprensa com a área médica, com a área da ciência, com representantes do Governo de São Paulo. E mais uma vez, aos profissionais de saúde, o nosso reconhecimento, todos eles. Sejam os que atuam no setor público municipal, setor público estadual e no setor privado também, esses têm sido os nossos grandes heróis no combate ao Corona Vírus e na preservação de vidas. São Paulo está tendo, sim, êxito na redução a letalidade da doença, isso é u m fato. Médicos, cientistas, especialistas reconhecem isso. Poderia ser mais rápido? Poderia, mas nem sempre as condições permitem que essa velocidade seja praticada. Circunstâncias dessa doença não são totalmente conhecidas e domináveis. Mas a mudança na curva reflete, em primeiro lugar, a seriedade e o compromisso dos brasileiros de São Paulo, da ciência, da medicina e do Governo do Estado de São Paulo, e da expressiva maioria de prefeitas e prefeitos do estado com as medidas adotadas de isolamento, distanciamento social, utilização de máscaras, álcool gel e medidas comportamentais para diminuir a presença do Corona Vírus em São Paulo. Quero também fazer uma lembrança sobre o comportamento de uso de máscara, como estou fazendo aqui e todos qu e estão aqui à frente, e todos os que estão aqui acompanhando a coletiva, todos estão usando máscaras, e não é de hoje, e com o uso correto, cobrindo as narinas, cobrindo a boca. A minha máscara é uma máscara de pano, como muitos que estão aqui. As máscaras podem ser laváveis e reutilizáveis várias vezes, seguindo os critérios adequados, ou o uso das máscaras descartáveis. Este é um esforço importante que o Governo do Estado de São Paulo, ao lado das prefeituras, volta a fazer com a campanha, que começa hoje, em rádio e televisão, que começou presencialmente, na região central da capital de São Paulo, no dia de hoje, na 25 de Março, José Paulino e também na região do Brás. Sem multa, mas orientando, educando as pessoas e demonstrando a importância, para que salvem as suas vidas, usando máscaras e usando corretamente. Quero aproveitar para lembrar aos que eventualmente criticam a multa para o uso da máscara, o objetivo não é multar, é alertar, é orientar as pessoas para a máscara como sendo imprescindível para salvar vidas. Na Alemanha, a Baviera adotou uma multa de 10.000 euros a cada cidadão que, nas ruas ou em qualquer estabelecimento comercial, não estiver portando, não estiver usando, e corretamente, a sua máscara. Em Nova Iorque, o governador Cuomo determinou uma multa de US$ 1.000 para qualquer cidadão, que, no Estado de Nova Iorque, seja em Manhattan ou no Estado de Nova Iorque, não estiver usando máscara. Em Lisboa, capital de Portugal, qualquer cidadão que estiver sem máscara paga 350 euros de multa. E em Londres, 100 libras. Certamente, os governos destes países, dessas cidades, desses estados, dessas províncias, também não querem, como nós, fazer a arrecadação de multas. Querem, sim, disciplinar, orientar, alertar as pessoas para a importância do uso de máscaras para preservação das suas próprias vidas, as vidas dos seus familiares, dos seus amigos, vizinhos e demais pessoas. Faço também um apelo para os moradores das cidades que estão no estágio vermelho do Plano São Paulo, para que obedeçam à orientação do Governo do Estado, e também aos prefeitos e prefeitas. Nós estamos juntos nessa luta, nós não estamos nem distantes e nem em conflito. Não há conflito na defesa da vida. Só há uma forma de proteger a vida, fazendo a coisa certa. Nas informações de hoje, boas notícias. Vamos começar com a vacina. Já foram definidos, e o Dr. Dimas Covas está aqui hoje, presidente do Instituto Butantan, para falar a esse respeito, já foram definidos os 12 centros de pesquisa que farão os testes da vacina contra o Corona Vírus aqui no Brasil. E obviamente isso não será feito apenas em São Paulo. Os testes, coordenados e liderados pelo Instituto Butantan, serão realizados com 9.000 voluntários, em centros de pesquisas de seis estados brasileiros: São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. Em São Paulo, os testes serão conduzidos nos seguintes centros de excelência: Hospital das Clínicas, da Universidade de São Paulo, o Instituto Emílio Ribas, Hospital Albert Einstein, Universidade de São Caetano do Sul , Hospital das Clínicas da Unicamp, em Campinas, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e o Centro de Saúde-Escola da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto. Nos outros cinco centros, de outros estados, vão participar a Universidade de Brasília, a UnB, o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro, o Centro de Pesquisa de Fármacos da Universidade Federal de Minas Gerais, o Hospital São Lucas, da PUC, Pontifícia Universidade Católica do Estado do Rio Grande do Sul e o Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná. O Governo do Estado de São Paulo espera para esta semana a aprovação da Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, para que os centros iniciem os testes imediatamente, após esta autorização. E nós estaremos caminhando simultaneamente com a vacina d e Oxford, da AstraZenica, que começa sua testagem também nos próximos dias. Tanto melhor para o Brasil ter duas boas, produtivas e corretas vacinas. Mais pessoas vacinadas, mais pessoas imunes, ganha o Brasil, ganha a saúde do nosso país, ganha a população brasileira. O laboratório Sinovac, um laboratório privado, com sede em Pequim, na China, já realizou testes da vacina em cerca de mil voluntários, nesta terceira fase de testes, sendo já superadas as fases 1 e 2. Agora, faremos os testes clínicos, na fase 3, em voluntários aqui no Brasil, e o Dr. Dimas Covas poderá falar com mais detalhes a esse respeito. Quero ressaltar, como governador de São Paulo, que o acordo com o laboratório Sinovac prevê explicitamente a transferência de tecnologia para a produção em escala industrial da vacina contra o Corona Vírus em São Pa ulo, pelo Butantan. E assegurar também que a vacina será distribuída gratuitamente pelo sistema SUS, em São Paulo e em todo o país. A capacidade de produção do Instituto Butantan é de 100 milhões de unidades da vacina. Segunda informação de hoje: São Paulo ultrapassa a marca de 157 mil pacientes recuperados. Segundo o balanço da respeitada universidade Johns Hopkins, em Washington, nos Estados Unidos, o Brasil se tornou o líder mundial, com 790 mil pacientes recuperados, dos quais 157 mil aqui no Estado de São Paulo. É o estado do país com o maior número de clientes recuperados, 20% de todos os pacientes recuperados no Brasil foram recuperados aqui no Estado de São Paulo. Terceira informa&ccedil ;ão: A Sabesp, a empresa de saneamento do Estado de São Paulo, empresa de capital misto, a maior empresa de saneamento da América Latina, 4ª maior do mundo, por orientação do Governo do Estado de São Paulo e dentro dos critérios legais, a Sabesp prorroga até 15 de agosto a isenção da conta de água para famílias de baixa renda. A Sabesp prorrogou a isenção do pagamento das contas de mais de dois milhões de pessoas em todo o Estado de São Paulo, que têm o benefício da chamada Tarifa Social da Sabesp. A medida, como todos sabem, está vigente desde abril desse ano. De lá pra cá, também foram suspensos por negociação conduzida pelo Governo de São Paulo, no fornecimento de gás e energia elétrica também para a população em situação de pobreza e extrema pobre za. E agora, no caso específico do fornecimento de água, até 15 de agosto deste ano. Por último, também uma boa notícia. Reajustes do valor dos pedágios nas estradas do Estado de São Paulo. São Paulo, das 20 melhores estradas do país, 19 estão aqui em São Paulo e são 19 estradas concessionadas, administradas pelo setor privado. Hoje, de acordo com o contrato com essas concessionárias, deveríamos ter o reajuste do pedágio, o que é natural e o que ocorre todos os anos. Mas fruto de um entendimento também com as concessionárias, adiamos a entrada em vigor para 23 de novembro, e não hoje, como estabelecia o contrato. Isso foi feito em comum acordo, no entendimento e no diálogo com as concessionárias, e quero, na condição de governador, agr adecer a todas por terem compreendido a situação difícil do país como um todo, e em especial aqui em São Paulo, e terem permitido que este reajuste do pedágio seja praticado apenas a partir do dia 23 de novembro. Estas eram as informações e as mensagens de hoje. Vamos começar agora falando do tema principal, que é o tema da vacina contra o Corona Vírus, e eu passo a palavra ao Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Boa tarde, governador. É uma satisfação voltar aqui para anunciar mais uma fase do desenvolvimento da vacina, uma das vacinas mais promissoras do mundo nesse momento, talvez a mais promissora, governador. É um sentimento pessoal, mas também, né, existem evidências que suportam esta afirmação. Como foi mencionado, o Butantan realizará o desenvolvimento final dessa vacina, a fase três de estudo clínico e aí são necessários os centros clínicos distribuídos a&iacut e; em seis estados que realizarão o recrutamento dos voluntário e a vacinação, quer dizer, a vacinação nesses 9 mil voluntário, ela será na proporção um para um, quer dizer, uma pessoa recebe a vacina, a outra recebe uma substância chamada placebo, que ela é inócua e tudo isso é acompanhado durante tempo por um organismo internacional que verifica se os dados, nós não temos acesso aos dados, é apenas o organismo internacional, controla. E a hora que nós tivermos demonstração da eficiência, da eficácia da vacina, nós podemos iniciar o processo de registro e, na sequência, a vacinação. Dentro do cronograma previsto, a escolha desse centros, são centros que já participam juntamente com o Butantan em outros esforços e nós colocamos sete centros aqui no estado de São Pa ulo, centros ligados a universidades e a grandes hospitais e mais cinco fora do estado de São Paulo, todos ligados ao instituições com experiência, com expertise nessa área de estudos clínicos. Então, os centros que eu vou mostrar aqui, por favor, são 12 centros. Começando pelos centros de pesquisa do Hospital das Clínicas, aqui isto instituto central, que ele é coordenado, esse centro por um colega nosso, inclusive, integrante da Comitê de Contingência, Dr. Esper Kallas. O segundo centro é o Instituto de Pesquisa Alberto Einstein, também comandado por um outro integrante do Centro de Contingência, o Luiz Carlos... o Luiz Fernando Aranha Camargo. O terceiro centro, o nosso Instituto de Infectologia Emílio Ribas, onde está mais um integrante do centro, o Luiz Carlos Pereira Junior que está aqui presente. O quarto centro é do Hospital Municipa l de São Caetano do Sul, temos lá o pesquisador Fábio Leal, que é o responsável. O quinto centro é a Universidade Estadual de Campinas, Francisco Aoki é o responsável. O sexto centro é Rio Preto, a Faculdade de Medicina de Rio Preto onde nós temos lá como responsável o Maurício Nogueira. O sétimo centro, Hospital das Clínicas da faculdade de medicina de Ribeirão Preto, Eduardo Coelho é o responsável. O oitavo, Universidade de Brasília, responsável, Gustavo Adolfo Sierra Romero. O nono centro, instituto de infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz, no Rio de Janeiro, André Siqueira é o responsável. Décimo centro, Universidade Federal de Minas Gerais responsável Mário Teixeira... Mauro Teixeira. O 11, o Hospital São Lucas da PUC, do Rio Grande do Sul, Fabiano Ramas é a pesquisador respo nsável. E o último centro, Hospital das Clínicas, da Universidade Federal do Paraná, o responsável é a Sônia Raboni, a pesquisadora Sônia Raboni. Então, esses centros, a partir da semana que vem divulgarão os critérios de inclusão. Com isso, nós iniciaremos a campanha de receber os candidatos. Os candidatos serão incluídos de acordo com critérios, esses critérios também serão apresentados na semana que vem. A partir daí nós podemos iniciar o processo do estudo clínico em si, nós esperamos começar também já a partir da semana que vem. Então, esses são os centros, essa é a grande notícia, como eu disse, essa é nesse momento, na minha expectativa, é uma das vacinas mais promissoras do mundo, e nós vamos sair já com um acordo, né, havendo o registro, de disponibilização para o Brasil inicialmente de 60 milhões de doses, isso é importante, isso já está no escopo do acordo. Então, acho que são essas a informações, governador, estou aí à disposição.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Antes de passar a palavra ao Dr. Paulo Menezes. Dr. Paulo é o novo coordenador do Comitê de Saúde do Estado de São Paulo. Como todos sabem, temos 19 membros a cada 15 dias, cerca de 15 dias, às vezes 16, às vezes 14, dependendo da quarentena, nós temos um novo coordenador, e um executivo permanente é o João Gabbardo. E agora um novo coordenador que sucede o Dr. Carlos Carvalho, é o Dr. Paulo Menezes e antes da passar a palavra a voc&e circ;, Paulo, registrar a presença da Cristina Megid, que é diretora do Centro de Vigilância Sanitária do estado de São Paulo, eu não havia feito essa ação anteriormente. Me desculpe, Cristina. Dr. Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, governador. Boa tarde. Mais uma vez eu quero expressar a minha satisfação de poder estar ocupando esse cargo nesse momento, com grande responsabilidade, já que o Centro de Contingência tem sido fundamental para poder auxiliar o governador na implantação do plano São Paulo, que nós vamos ver em seguida com a apresentação do secretário tem sido extremamente bem-sucedido no enfrentamento da pandemia. Então, nós vamos ter que, de fat o, os dados mostram que aqui em São Paulo nós estamos conseguindo resultados positivos, já com algumas regiões mostrando redução do número diário de óbitos e casos, e sempre... sempre aperfeiçoando os critérios e os protocolos para que o plano São Paulo continue bem-sucedido. Dessa forma eu espero corresponder e manter o alto nível dos colegas que me antecederam nessa função de coordenar o Centro de Contingência. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Nós é que agradecemos Dr. Paulo Menezes, desde o início integrante do Comitê de Contingência, repito, tem 19 membros e que tem oferecido seu forço e seu trabalho. Ninguém recebe remuneração alguma, são todos voluntários e sem nenhum tipo de prolabore. Vamos agora aos números da saúde de hoje com o secretário da Saúde do estado de São Paulo, José Henrique Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, governador. Boa tarde a todos. Nós temos aqui alguns dados novos, de ontem os casos referentes ao Brasil: 1 milhão 402 mil e 41 pacientes confirmados, com 59594 óbitos. No estado de São Paulo nós estamos com 289935 casos, esses dados já são de hoje. E o acréscimo de casos de ontem hoje 55% deste acréscimo foi decorrente de casos ativos, e 43% foram decorrentes de casos que estão em investigação epidemiológica. Então, dos casos ativos nós tivemos um crescimento, então, do número de casos confirmados de 1,6%. O acréscimo do número de óbitos foi de 1,8%. Isso tem se repetido, e como disse o nosso governador, significa que podemos estar já num platô do estado de São Paulo. Internados no nosso sistema de saúde tivemos 7999 casos em enfermaria e 5422 pacientes em UTI, né? Sejam casos confirmados ou então ainda em investigação, isso consequentemente nos trouxe taxas de ocupação de leitos de UTI no estado de 64,4% e na grande São Paulo uma ocupação de 65,4%. Esses casos recuperados que está abaixo 157845. De mesma forma dos casos ativos que nós estamos divulgar todos os dias agora, este remos divulgando também os casos recuperados e não somente os casos que têm alta, que eram as altas que a gente estava em torno de 45 mil pacientes já acumulados, mas de casos recuperados 157 mil 845 que envolve também paciente que não estavam exatamente em regime de internação. O seguinte, por favor. Fechamos o mesmo de junho diferente valor de 289 mil casos confirmados, dentro do espectro do range de variação do cenário estabelecido para o mês de junho. E na faixa superior mais dentro do espectro do cenário esperado. Próximo. O próximo apresenta o número de óbitos, 15.030, que é o número de hoje acumulado para o dia... fechar para o fechamento do mês de junho que está na faixa inferior do espectro de cenário previsto para o mês de junho. Tudo isso decorrente das mais variadas ações que o governo estabeleceu, o governo João Doria estabeleceu para o sistema de saúde com mais estrutura de entendimento, com mais leitos, mais espero dores, UTIs especializadas, lembrando aqui, por exemplo, que tanto o hospital das clientes com 300 leitos de UTI, quanto o hospital Emílio Ribas, que elevou seu número de leitos de UTI em cinco vezes o que tinha antes. Então, todas essas atitudes e atividades feitas no sistema de saúde nos levaram a ter um índice de óbitos nesta faixa inferior daquilo que estava sendo previsto. Muito obrigado, governador, e, parabéns.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. José Henrique Germann. Parabéns a todos nós e a todos que do sistema de saúde pública do estado de São Paulo e também do privado, vêm fazer um esforço bem-sucedido, dada a circunstâncias para conter a coronavírus e seu efeitos. Vamos agora ao João Gabbardo, que é o coordenador executivo do Comitê de Saúde do Estado de São Paulo e secretário geral do Ministério da Saúde. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO COMITÊ DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos os presentes. Queria cumprimentar em especial, os colegas do Centro de Contingência que estão aqui presentes. E cumprimentar a equipe do Centro de Contingência, que a 30 dias atrás estabeleceu esse cenário, essa previsão para o final do mês e nós ficamos exatamente dentro desse intervalo de confiança no limite superior em relação aos casos, obviamente que isso influenciou por um aumento da testagem, e no limite inferior em relação aos óbitos que é consequência do trabalho que está sendo realizado pelas prefeituras e pelo governo do estado de São Paulo. Eu... nessa semana gente teve dois questionamentos feitos pela... se não falhe a memória, pela jornalista Roberta da CNN e ontem pelo William, da Globo News, em que pediam que nós fôssemos mais claros em relação ao que estava acontecendo em relação à diminuição de casos, ou pelo menos, a redução da velocidade de crescimento dos casos e do óbitos na capitais e a consequente aumento, o aumento no número de casos entre as óbitos do interior. Então, pediria para passar o primeiro slide, por favor. Nós fizemos uma análise dos 30 dias, últimas... desde o 3 de junho a o dia 30 de junho. Então, lá em cima no quadro, no rosa mais claro s ão os dados da capital. Nós tivemos nesse período, de 3 de junho a 30 de justifico um acréscimo de 90% o número de casos confirmados na capital e nós tivemos um acréscimo de 57% no número de óbitos na capital. Neste mesmo período no interior, que é o rosa mais forte, nós tivemos um acréscimo de 172% o número de casos e um acréscimo de 105% no número de óbitos, mostrando exatamente essa tendência que está já estava sendo prevista há bastante tempo pelo Centro de Contingência. No gráfico, fica muito claro, examinando os... as duas primeiras informações lá no inciso do mês a pequena diferença existente entre o interior e a capital em relação à média móvel dos últimos sete dias, tínhamos uma pequena diferença. Agora no final do m&ecir c;s de junho esse delta já é bem maior, mostrando o crescimento, ou pelo menos, uma estabilização no número de casos no interior, e uma redução no número de casos de óbitos da capital. Isso pode ser visto com muita facilidade neste gráfico. A informação seguinte, no próximo slide, é uma análise semanal desde a semana 13, desde o início da pandemia, e a gente pode verificar que na capital, que são esses dados que são referentes à capital, nas últimas seis semanas nós temos uma estabilidade, uma pequena flutuação no número de óbitos, que tem variado de 700, 770, na última semana, 611, mas graficamente é possível estabelecer e visualizar o estabelecimento de um platô nas últimas seis semanas em relação aos novos casos na capital. Então a gente est&aacu te; há seis semanas sem uma demonstração de crescimento no número de óbitos. E no próximo, que faz essa mesma análise do interior, se percebe que diferente da capital, continuou aumentando nas semanas, e somente na última semana, só no comparativo da semana 25 com a semana 26, é que os dados ficaram sem demonstração de crescimento. Então acho que com isso a gente consegue mostrar muito claramente essa previsão, e a confirmação dos cenários que tinham sido estabelecidos, de casos e de óbitos no interior do estado e na capital. O próximo slide aí já é análise de hoje, dos últimos sete dias, em que nós podemos verificar que a média móvel dos últimos sete dias, tanto de casos como o de óbitos, tem reduzido. Se nós olharmos lá a média móvel do dia 25 de junho, em relação aos óbitos, estava em 273 óbitos, essa foi a média semanal do dia 25 de junho. Hoje, no dia 1, a nossa média móvel na semana está em 240. Então essa é a informação mais atual, a informação da semana, mostrando essa tendência de redução no número de óbitos. Era isso, governador. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, João Gabbardo, coordenador executivo do comitê de saúde do estado de São Paulo. Vamos agora com a Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, inclusive com os índices de isolamento de ontem na grande São Paulo, e interior de São Paulo. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Então os índices de isolamento foram 46% no estado, e na capital. E confirmando os números do Gabbardo, aqui é a atualização que nós temos do plano São Paulo, confirma no estado uma estabilidade aqui de internações, com uma queda das internações da média móvel dos últimos sete dias, de 1,8%, quase 2%, e de óbitos, de 12,5%. E na capital o número que a gente tinha compartilhado o ntem, na média móvel se mantém também, e se tornando mais positivo, com uma queda de internações aqui de 9%, e de óbitos de 24,2%. Mantendo essa tendência de queda, e a mesma coisa também se confirmando na baixada, com a queda de 14,7% nas internações, e de 30% nos óbitos. Muito obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. E finalizando, o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi. Uma breve análise sobre o comportamento do Coronavírus, e o processo de contenção, e as ações de saúde, no interior do estado de São Paulo. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito boa tarde. Ontem nós trouxemos aqui o menor índice de letalidade do estado de São Paulo até então, 5,2%. Índice que foi mantido hoje aqui com os números apresentados. E para a gente poder melhorar ainda mais esses números, nós identificamos 57 municípios no estado que tem mais de 10% de letalidade, levando essa média do estado para cima. Portanto, o governo do estado vai fazer duas ações importantíssimas com esses 57 munic&iacute ;pios, os 57 estão na nossa página da Fundação SEAD, apresentando os dados de óbitos e casos, e também da letalidade em cada um deles. E nesses municípios especificamente nós vamos fazer uma política de testagem mais contundente, e no paralelo, uma vez que nenhum deles tem uma ocupação superior a 80%, também uma qualificação com a sua equipe de saúde. A Secretaria de Saúde junto com o HC, vai fazer essa qualificação nos municípios indicados, esses 57, para que a gente possa diminuir ainda mais a taxa de letalidade aqui no estado de São Paulo. Também é fundamental dizer a região de campinas, se já tinha um aumento na sua taxa de ocupação na cidade sede, o município de Campinas, agora tem também um aumento nos municípios da região. Portanto, um momento de alerta para a r egião de Campinas, os municípios da região metropolitana de Campinas devem ter cada vez mais cautela e cuidados nesse momento que nós passamos. Aqui na grande São Paulo, também um município com uma taxa de ocupação crescente, alta, e o número de internações que vem subindo, Itaquaquecetuba, também indicamos para a gestão municipal, tenha o cuidado necessário com esse momento que passa o município de Itaquaquecetuba. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marco Vinholi. Nós vamos agora às perguntas presenciais, hoje eu vou inverter um pouquinho, nós vamos começar com a CNN, com a Bruna Macedo. Na sequência, com o Fábio Diamante, do SBT, e a Daniela Salerno da TV Record, além dos demais que chamaremos no momento oportuno. Então começamos com você, Bruna. Boa tarde, bem-vinda. Sua pergunta, por favor.

BRUNA MACEDO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Posso fazer duas em uma, rapidinho?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pode.

BRUNA MACEDO, REPÓRTER: Primeiro, é com relação aos protestos que nós tivemos hoje dos trabalhadores de transporte escolar. Eu queria saber se o governo já ouviu esses trabalhadores, e se pretende ajudá-los de alguma maneira, atendendo alguma das solicitações desses trabalhadores? E a segunda é com relação às vacinas, os critérios para essas pessoas poderem ser voluntários, continuam os mesmos, ou isso ainda vai ser definido pelos centros de pesquisas, as pessoas realmente não podem já ter sido contaminad as pela COVID-19? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruna. A primeira pergunta eu mesmo respondo, a segunda, o doutor Dimas Covas. Em relação a motoqueiros e outros transportadores, há os que utilizam motociclista, os que utilizam outro tipo de transporte para as entregas no chama sistema delivery, não é um fato que exija a intervenção do governo, e sim uma ação conjunta do privado para o privado, as empresas contratantes devem ter consideração, respeito e um entendimento adequado com aqueles que estão faze ndo delivey, aliás, estão fazendo isso já há 100 dias. São pessoas de baixa renda, que são donos, são proprietários do seu veículo, seja motociclista ou seja outro meio de transporte. A nossa recomendação é para que os empresários negociem, dialoguem com essas pessoas, para encontrar um ponto adequado de satisfação para que continuem a servir milhões de pessoas aqui em São Paulo. Sobre a vacina, responde Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bruna, os critérios eles são defendidos no estudo clínico, e os centros vão implementar o estudo clínico, agora cada centro ele é responsável pelo recrutamento. Os critérios de recrutamento, bem como a chama de recrutamento será anunciado na próxima semana, como eu anunciei. Então aguardem um pouquinho mais, que você terá os detalhes do recrutamento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Bruna quer ser candidata, Bruna? Quer fazer o teste? Bem, vamos agora com o Fábio Diamante, do SBT, depois Daniela Salerno, depois uma pergunta não presencial, online, do Jornal A Tribuna de Santos, com Tatiana Calisto. Nesse momento, Fábio Diamante. Fábio, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

FÁBIO DIAMANTE, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Governador, eu queria fazer duas perguntas, a primeira é para o senhor, 100 dias de quarentena em São Paulo, né? O governo está apresentando números que mostram aí uma situação que pode indicar, pelo menos, uma estabilização, mas os números são muito graves, evidentemente. O senhor muitas vezes, falou aqui que o senhor não tem compromisso com o erro. Eu queria que o senhor fizesse o balanço desses 100 dias de quarentena, se o senhor consegue fa zer uma avaliação onde o governo acertou, onde ele eventualmente tenha errado, alguma coisa que o senhor com a experiência que tem hoje no combate à pandemia, que o senhor poderia ter feito diferente. Enfim, o balanço do senhor como governador. A segunda pergunta, se o secretário Vinholi puder informar para a gente, esses municípios que o senhor explicou que tem problemas, esses 57, Taqua, e na região de Campinas, o senhor consegue dizer para a gente quantos desses municípios não seguem as regras da quarentena, para a gente entender o que está ocorrendo, se isso de fato é um reflexo da dificuldade do isolamento social, e de alguns municípios que a gente sabe que não seguem à risca o plano de quarentena. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Eu você começar pelo Vinholi, então. Marco Vinholi, vamos à sua resposta ao Fábio Diamante, na sequência a sua primeira pergunta. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Fábio, a gente pode sim identificar alguns municípios dentro desses, a lista está no site, eu não vou aqui especificamente citar eles. Mas no site da Fundação SEAD nossa, você pode identificar claramente alguns que tiveram uma maior flexibilização ao longo desse período. Mas o fundamental é que a testagem desses municípios devem aumentar. Quando a gente vê uma distorção tão grande da média do estado, a gente verifica que eles testam menos também do que tem feito os outros municípios. Portanto, a estratégia de aumento de testagem vai identificar melhor a evolução da pandemia naquelas cidades.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Fábio, vou fazer um brevíssimo resumo, talvez isso exigisse uma entrevista mais longa para poder responder, o que eu me disponho, evidentemente se o SBT, você e a sua emissora desejarem. Mas de uma maneira muito sucinta, nós cumprimos bem o nosso papel, também erramos, obviamente, mas fazendo o que tínhamos que fazer, avançando, progredindo e principalmente respeitando a ciência, respeitando a medicina. Nós constituímos o primeiro comitê de contingência do CO VID-19 do Brasil. Dia 26 de fevereiro eu não estava em São Paulo, tive a informação de que o primeiro infectado estava constatado aqui no Hospital Albert Einstein, vizinho do Palácio dos Bandeirantes, onde estamos no momento. Vindo de Milão, na Itália, naquela manhã o Hospital Albert Einstein fez o comunicado de que aquela pessoa estava com o COVID-19, o primeiro infectado no Brasil. Naquela tarde, com o doutor David Uip constituímos o comitê de saúde, o centro de contingência do COVID-19, naquele momento com dez membros. No mesmo dia em que tivemos o primeiro caso constatado aqui no Brasil. e foi o primeiro comitê de ciência, de médicos, composto no Brasil. Depois todos os demais estados brasileiros fizeram isso também. Aliás, acertadamente. Dobramos o número de UTIs em São Paulo, em 40 anos São Paulo tinha cerca de 3.600 UTIs, hoje tem mai s de 7 mil Unidades de Terapia Intensiva, em 100 dias nós dobramos o número de Unidades de Terapia Intensiva, que o estado de São Paulo tinha feito em quatro décadas. Nesses 100 dias, também nós contratamos cerca de 6.500 profissionais de saúde, para o atendimento nos hospitais, o atendimento também nos sete hospitais de campanha, dos quais ajudamos a financiar dois aqui em São Paulo, o do Pacaembu e do Anhembi, com o prefeito Bruno Covas, sendo que o do Pacaembu já foi desativado, e financiamos e apoiamos a implantação de outras, inclusive o do complexo do Ibirapuera. Adquirimos 2.728 respiradores para o atendimento à rede pública de saúde. Estabelecemos a transparência como um mote e um princípio básico, que nos permite hoje chegar à 81ª coletiva de imprensa sobre este tema com vocês jornalistas. Transparência absoluta, sites do governo do estado de São Paulo, sob à coordenação da Patrícia Ellen, informam diariamente, cotidianamente, e atualizam essas informações sem nenhum tipo de constrangimento em falar a verdade. Esses são alguns dos aspectos construtivos desta pandemia, e o exercício de aprender com uma doença que ninguém conhecia nem no Brasil, nem fora do Brasil. E por último, a vacina, ou seja, nós temos o Instituto Butantã, o Instituto Butantã tem mais de 100 anos, é uma Fundação, mas pertence ao governo do estado de São Paulo, e esse é o Instituto que está juntamente com o laboratório chinês avançado, para em breve produzir a vacina no Brasil. E é a vacina que vai salvar a todos nós. Portanto, Fábio, temos um balanço bastante positivo, embora dolorido, e a dor principalmente é pela perda de vidas, e pelas pessoas que já foram infectadas pelo Coronavírus. Vamos agora à Daniela Salerno, da TV Record. Na sequência, Tatiane Calixto e depois o Marcelo Baseggio, da TV Gazeta. Daniela, mais uma vez, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

DANIELA SALERNO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Eu queria entender, a gente... a maioria dos municípios que estão na fase vermelha se encontram no sul, sudoeste, sudeste do estado. E a maioria deles, obviamente, faz divisa com o Paraná que é o estado que hoje demonstra índices preocupantes. Então eu queria entender se justamente nessa fase mais positiva que São Paulo pode entrar de estabilidade, se isso pode representar alguma ameaça e se inclusive aí estudos de proteção de divisa de municípios eventualmente. Uma segunda pergunta pro Dr. Dimas. Doutor, o senhor falou que os pacientes são acompanhados por um tempo. Um que recebe o placebo e outro que recebe a vacina. Acho que a pergunta que todo mundo tem na cabeça, por quanto tempo que isso pode acontecer? Tem pelo menos uma previsão de quanto tempo eles devem ser acompanhados até ter a resposta efetiva da... se funciona ou não a vacina? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela. Sua primeira pergunta sobre a faixa vermelha e sobre a região. Inclusive, Lindeira, o estado do Paraná será respondida pela Patrícia Ellen. Mas quero antecipar que nós não estabeleceremos nenhum tipo de bloqueio de fronteira em relação a qualquer estado brasileiro, isso não faz parte do nosso programa.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Nós temos essa preocupação, estamos monitorando o que está acontecendo no Paraná, em Minas Gerais que está com problema gravíssimo de ocupação de leitos também, acompanhamos Rio de Janeiro durante todo o processo, mas é um desafio com o qual nós temos que lidar. São Paulo, São Paulo não é só o hospital do nosso estado, ele serve também como hospital pro Brasil. Muita gent e vem pra cá e não somente pro nosso sistema público, mas também pro sistema privado. As pessoas que vêm doentes elas precisam ser atendidas e o trabalho de isolamento ele ainda é mais recomendado para quem pode evitar, precisa ficar em casa e principalmente evitar viagens entre estados. Mas não poderia deixar de dizer quando nos pediram o balanço do plano, o que poderia ter sido muito diferente no Brasil é termos tido uma coordenação nacional enfrentando essa doença de forma solidária com todos. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. E a segunda pergunta, Dr. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, Daniela, é uma pergunta interessante. Quer dizer, quando se acompanha, vão ser acompanhados os voluntários eles têm um segmento praticamente diário. Quer dizer, se eles têm qualquer intercorrência, se tem algum sintoma, tem que imediatamente comunicar ao centro e isso tem que ser investigado. Então o acompanhamento ele é permanente. Nós não sabemos quem que recebeu a vacina e quem que recebeu o placebo, mas nós estamos no meio da epidemia, então essas pessoas estão expostas. E quem controla o estudo, ele vai acompanhando, né, esse desenvol... ele tem as informações, né, o controlador que é um controlador internacional ele sabe quantos foram vacinados, quantos não foram vacinados, né, e sabe o que é que está acontecendo. E tem os resultados de proteção. Então ele pode a qualquer momento concluir que o número de pessoas acompanhadas já é suficiente pra determinar uma análise que mostra a eficiência da vacina. A partir daí nós já podemos entrar com o processo de registro. Isso pode acontecer muito rapidamente porque nós estamos no meio da epidemia como eu disse, e, portanto, é muito provável que antes do fim do ano a gente tenha esses resultados. Então essa é uma expectativa, não é otimista, uma expectativa muito realista, principalmente porque nós estamos nu ma fase muito propícia a realização desse estudo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Dr. Dimas Covas. Quero apenas... lembrei aqui e complementar também, Fábio, por isso que eu digo, é uma entrevista mais longa, ao longo desses cem dias o Governo do estado de São Paulo fez sete campanhas em televisão, em rádio, em internet e também, em alguns casos, em mídia impressa. Para o isolamento, o distanciamento social, educação e uso de máscaras. Comunicação numa pandemia tem um papel preponderante, o governo de São Paulo assumiu esta prerrogativa e fez uso adequado da mídia para orientar e principalmente informar corretamente a população do estado de São Paulo. Vamos agora a Tatiane Calixto, do jornal A Tribuna de Santos. Na sequência o Marcelo Baseggio, da TV Gazeta e Eduarda Esteves, do Portal GI. Tatiane, você já está em tela. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

TATIANE CALIXTO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Tanto ontem na coletiva da saúde quanto hoje, vocês apresentaram números que mostram a queda de óbitos e internações na Baixada Santista. Eu queria saber se isso vai ser suficiente pra que a região mude de fase, pra fase amarela ainda essa semana. E aproveitando, o comitê tem alguma projeção pra que não só a capital, mas todo o estado chegue ao momento [falas sobrepostas]?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Eu entendi parte da sua pergunta. Deu uma pequena falha de áudio aqui, mas eu vou compartilhar a resposta, mas pergunto também aos meus companheiros aqui se entenderam, senão eu peço pra Tatiane repetir a segunda parte da pergunta. Se eu entendi, aliás, me corrija se eu estiver errado. Com base nessas informações o que você indaga é se a Baixada Santista pode evoluir já nesta semana pra fase da laranja pra amarela, foi isso que você perguntou na segunda parte da s ua pergunta? É isso?

TATIANE CALIXTO, REPÓRTER: É. Exatamente, governador. Se esses dados podem fazer com que a Baixada avance. E uma segunda pergunta, se o comitê tem alguma projeção pra que todo o estado, não só a capital, chegue a um momento de platô da doença.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Vamos dividir com a Patricia Ellen e vou pedir ao Paulo Menezes ou ao João Gabardo para complementar. Os dois lados, da ciência que administra os números e as projeções e também os índices de isolamento, e o mapa São Paulo, e a medicina com um dos nossos coordenadores. Vamos então a resposta, a primeira parte da pergunta da Tatiane Calixto. Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Essa atualização é feita a cada duas semanas, então a Baixada mantendo esses números, então será atualizada de fase em duas semanas. Então não seria nessa semana, seria na próxima, só pra ser mais específica. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Então, Paulo Menezes e Gabardo, se quiser complemente.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pois não. Em relação ao platô, nós temos algumas regiões de São Paulo, principalmente a região metropolitana onde já há o indicativo bem mais claro de que não só atingimos o platô como estamos começando, felizmente, a ter uma redução progressiva no número de casos e óbitos. Essa situação provavelmente também está sendo observada na região da Baixada com a perspectiva de progres sivamente poder mudar de fase em termos de regras de quarentena. Em relação ao resto do interior, nós temos a maior parte hoje do interior na zona vermelha e o platô vai depender do sucesso das medidas de quarentena nessas regiões. A nossa expectativa é de que nessa semana, na próxima semana nós já possamos assistir a uma estabilização no número de casos e de óbitos decorrentes de um aumento do distanciamento social, do aumento do uso de máscaras e consequente redução da transmissão do vírus nessas regiões. Não sei se o Dr. [ininteligível]... Então essa seria a nossa previsão.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Paulo Menezes. Obrigado então, Tatiane por participar. Nós vamos desconectar você aqui na tela, mas continue acompanhando a nossa coletiva. Antes de convidar o Marcelo, aliás, Marcelo, pode vir aqui ao microfone, Marcelo Baseggio, da TV Gazeta. E mais uma complementação ao Fábio Diamante, Flávio. Por isso que eu disse, vai precisar de uma entrevista porque são muitos os fatores. O comitê solidário que constituído pelo Governo do estado de São Paul o já arrecadou nesse período, nesses cem dias, R$ 775 milhões em recursos, produtos e serviços destinados a população mais carente do estado, desde o alimento solidário, passando pela cesta de produtos de higiene e limpeza, EPIs, equipamento de proteção individual, além dos próprios respiradores e monitores que também foram obtidos por doação ao setor privado. Isso é um ganho efetivo que o governo obteve ao longo desses cem dias. Marcelo, obrigado pela paciência. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

MARCELO BASEGGIO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Foi informado aqui que num primeiro momento haveria capacidade de produção de 60 milhões de vacinas. Eu gostaria de saber se já há um planejamento em relação à distribuição desse primeiro lote de vacina, se a população paulista seria priorizada, se os grupos de risco nacionalmente seriam os priorizados. E outra questão é em relação à alta taxa de cura dos pacientes infectados pelo novo Coronavírus, perdão, aqui no estado, eu gostaria de s aber se há um protocolo específico de atendimento que vem sendo diferente daquilo que vem sendo praticado em outros estados pra que essa eficiência no atendimento aqui em São Paulo seja registrada conforme vocês apresentaram aqui. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marcelo. Sobre vacinas responde Dimas Covas. E protocolo, João Gabardo.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Marcelo, quem faz o programa de distribuição de vacina e define populações é o Programa Nacional de Imunização. Quer dizer, nesse momento nós tratamos de terminar o desenvolvimento da vacina que é a fase importantíssima essa que nós estamos começando. E uma vez a vacina registrada, quem vai definir as populações é o Programa Nacional de Imunização. Obviamente que o estudo clínico ele independe disso, quer dizer, o estudo clínico ele define as su as populações de estudo prevendo exatamente isso, os profissionais que são expostos como no caso os profissionais da saúde e a população que tem maior risco. Os idosos e portadores de comorbidades. Então isso é parte do estudo. Agora, o uso posterior da vacina vai depender aí do Programa Nacional de Imunização, não é uma vacina provavelmente que nós vamos ter, podemos ter mais de uma vacina. As 60 milhões são doses que já estão no acordo nosso com a Sinovac, a partir de setembro a Sinovac terá já uma grande quantidade disponíveis. Lógico, nós não vamos usar essa vacina enquanto não tiver aí a fase final de aprovação, mas já está lá disponível a partir de setembro 60 milhões de doses.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. João Gabardo. Ô, Paulo Menezes. Perdão.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: De fato, o estado de São Paulo tem aplicado protocolos bem-sucedidos baseados nas evidências científicas. Então, por exemplo, o nosso protocolo coloca que ainda não há nenhum tipo de medicação específica que seja eficiente nas fases de... nos casos mais leves da doença. E o que se recomenda são os tratamentos de apoio. Agora, eu acho que o sucesso é a combinação de três elementos. A vigilância com a identificação de casos, isolamento, com as medidas de distanciamento, com o uso de máscaras. A ampliação da assistência como já foi mencionado aqui principalmente na ampliação de leitos e leitos de UTI pra todos que necessitam. E a comunicação porque é com a comunicação que a gente consegue o apoio da sociedade, da população. Então eu acho que é só a combinação de tudo isso que tem feito com que aqui em São Paulo nós estejamos conseguindo enfrentar da melhor forma possível a pandemia.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Paulo Menezes. Marcelo, muito obrigado pelas perguntas. Vamos agora, Eduarda Esteves, do Portal IG. Depois, Felipe Pereira, do UOL. E a última pergunta do William Cury, TV Globo, Globo News. Eduarda, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

EDUARDA ESTEVES, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Boa tarde, governador. Gostaria de saber, vocês falaram aqui mais cedo sobre essa crescente dos casos no interior. Gostaria de saber se não preocupa o governo uma possível transferência em massa desses pacientes para a capital, tendo em vista que a gente fechou um hospital de campanha do Pacaembu? E uma outra pergunta é sobre a mudança na plaquinha que antes era o Fica em casa e agora está escrito Use Máscara. Isso não pode dar a entender que é seguro sair de casa? Obrigada.< /span>

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduardo. Responderemos as duas perguntas. Sobre transferência de pacientes eu vou pedir ao Dr. José Henrique Germann que possa responder e, se necessário, com a interferência, ou com a complementação do Dr. Paulo Menezes ou do Dr. João Gabardo. E na sequência respondo sobre a comunicação feita aqui.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN FERREIRA, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eduarda, e todos, a transferência de pacientes entre regiões não só São Paulo com as demais, mas entre elas também, é um fato que ocorre normalmente. Logicamente que nós estamos falando de pacientes de UTI e esses pacientes necessitam cuidados de transferência acima de um paciente que não está em regime de UTI. Vocês observaram ontem que foram distribuídas ambulâncias de UTI para as regionais justamente com este objetivo de tra nsferência entre eles e transferência pra São Paulo. Campinas, por exemplo, que é uma região que está com um forte número de casos não teve necessidade de transferir pacientes para São Paulo. E como exemplo que eu lhe dou, né? E durante o mês de abril que nós estávamos invertidos nessa situação nós transferimos para o interior 15 casos, e agora, do interior para São Paulo, eu não tenho o número correto aqui, posso trazer isso amanhã, e passo pra vocês, mas é maior do que a gente enviou para o interior, mas nada de assustador e fora do normal daquilo que é feito com as demais patologias que incidem aqui no Estado de São Paulo, estou falando de cardiovascular, oncologia e assim por diante, tudo isso é coordenado pelo CROS, que é o Centro de Regulação de Pacientes em todo o Estado, formand o uma rede de assistência. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Germann. Eduarda, em relação a última pergunta, aliás, apenas complementando, eu tomo a liberdade aqui de complementar um médico, mas lembrando, nós não temos nenhuma região do Estado de São Paulo, Eduarda, com ocupação superior a 80% dos leitos de UTI, nenhuma, e a média do estado, é, como você já viu, 65%, isso nos dá também segurança no sistema de atendimento de saúde, seja nos leitos primários, seja também nos leitos com UTI. Em relação a mensagem que está hoje aqui, hashtag use máscara, nós estamos considerando que nesta etapa do Plano São Paulo, nós já temos praticamente 45%, 55% da população ativa e 45% da população ainda em suas casas, e devem permanecer, ou seja, nós estamos em quarentena, seguimos em quarentena, e é importante que as pessoas obedeçam a quarentena, podendo fazê-lo, evidentemente, sobretudo pessoas com mais de 65 anos de idade, pessoas que tem algum tipo de enfermidade, e pessoas portadoras de deficiência. Mas aquelas que estão trabalhando, ou em áreas essenciais, ou porque foram autorizadas, dentro do Plano São Paulo, seja na capital, seja na grande São Paulo, litoral, ou interior do estado, devem usar máscaras, a partir de hoje, além de obrigatório, além da campanh a que estamos fazendo, nós queremos, evitando multas, que as pessoas utilizem máscaras para preservarem sua vida, sua saúde, dos seus familiares e das demais pessoas. Bem, vamos agora a Felipe Pereira, que é a penúltima pergunta de hoje, o Felipe Pereira é do Portal UOL. Felipe, boa tarde, obrigado pela sua presença.

FELIPE PEREIRA, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Eu queria saber do pessoal da saúde o seguinte, ontem foi a primeira terça-feira de junho que a gente não teve um recorde de número de mortes, e os senhores anunciaram uma redução na semana 25 pra 26 de 144 mortes, isso vai ser tendência, nós vamos, já que a gente, da capital, tá num platô, da gente experimentar cada vez menos números de recordes e experimentarmos redução de mortes e de casos? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Felipe, obrigado. Uma pergunta dedicada à área de saúde, eu vou pedir ao Paulo Menezes pra responder, e depois o Gabbardo, pra ele não entrar mudo e sair silencioso da coletiva de hoje. Então, Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Bom, em relação a essa redução, sem dúvida, nossa expectativa é de que haja progressivamente redução no número de casos e óbitos em todo o estado. Em relação ao interior, eu vou só reforçar o que eu adiantei, nós temos ainda regiões com aumento no número de casos e uma pressão por internações, mas essas regiões estão com quarentena no nível vermelho. Os resultados d o distanciamento social são observados depois de uma a duas semanas, então, nós, a nossa expectativa é de que nas próximas semanas, também nessas regiões, a gente consiga ser bem sucedido no controle da pandemia no Estado de São Paulo, não sei se o Gabbardo quer complementar, por favor.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO COMITÊ DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Sim, eu quero só complementar dizendo que nós estamos nessa semana na 27ª semana epidemiológica, a 27ª epidemiológica historicamente é a semana onde é maior o número de casos de internação por doença respiratória aguda, isso no acompanhamento de uma década, sempre a 27ª semana é a semana em que existe uma pressão maior sobre o sistema de saúde, em função das doenças respiratórias, como na semana 26, em relação a semana 25, nós tivemos um decréscimo de 144 óbitos nessa semana epidemiológica, e o acompanhamento que nós estamos fazendo dessa semana, que começou no domingo, então nós temos aí domingo, segunda, terça, quarta-feira, nesses quatro dias computados, nós temos expectativa de que nós teremos um número menor do que a semana passada, ou seja, a 27ª provavelmente tenhamos menor número de óbitos, comparado com a 26ª, e a gente terá ultrapassado a semana mais ameaçadora pro sistema de saúde, então, se não acontecer alguma coisa inesperada em determinado local, a expectativa que nós temos é que, sim, que as próximas semanas nós tenhamos uma redução no número de novos casos. Obviamente que o número absoluto, o número cumulativo, ele sempre vai aumentar, se tiver um caso numa semana, ele aumentou um caso no número absoluto, o que a gente fala em redução é no número de novos casos, né, principalmente em relação aos óbitos. Quando a gente fala em casos confirmados, tem a questão da testagem, que tem que ser considerada, se nós considerarmos todos os testes, inclusive os testes rápidos, daí essa curva deverá aumentar durante um certo tempo, em função da testagem, agora, em relação aos óbitos, nós, todas as nossas análises apontam pra uma estabilidade e uma redução do número de novos casos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, obrigado, Gabbardo, obrigado, Paulo Menezes. Obrigado, Felipe Pereira. Vamos agora a última pergunta, que é do William Cury, Will, depois da sua pergunta, eu vou pedir a Cristina Megid, que vai fazer uma breve intervenção, apenas pra que vocês não se desmobilizem, estamos com o tempo preciso, são 13 horas e 38 minutos, William Cury, TV Globo, Globo News, boa tarde. Sua pergunta, Will.

WILLIAM CURY, REPÓRTER: Boa tarde. Tenho duas perguntas hoje, a primeira é sobre a vacina, em relação ao cronograma do Instituo Butantan, né, a vacina tem a previsão de 60 milhões de doses vindas da China, depois, claro, dos testes, e o Butantan, ele faria 100 milhões de doses depois, mas eu queria saber depois de quanto tempo, quanto tempo leva essa transferência de tecnologia depois da aprovação do protocolo da vacina? A segunda pergunta que eu tenho é sobre a estabilidade atingida no número de óbitos aqui em São Paul o, como vocês já tinham falado ontem, tem indicadores que mostram essa estabilidade, foram apresentados hoje aqui, mas São Paulo iniciou uma nova etapa da quarentena aqui, né, e tá diminuindo a taxa de isolamento social, mesmo que pouco, mas tá diminuindo. Eu quero saber se a equipe de saúde do Governo de São Paulo trabalha com a possibilidade de uma segunda onda da Covid, com as pessoas saindo mais de casa agora. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Will. Vamos, então, a primeira, que é sobre a vacina, e sobre a estabilidade, Paulo Menezes e João Gabbardo. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Willian, a transferência de tecnologia, ela acontece desde o primeiro momento. Quer dizer, essa vacina, ela tem a vantagem de que o Butantan domina o processo, domina essa tecnologia. Ele não domina a receita de bolo, mas a tecnologia... Quer dizer, ele tem o forno, ele tem a fôrma, ele tem os ingredientes básicos. Então, quando nós falamos de tecnologia, é a transferência da receita e de um ingrediente fundamental da vacina, que é o vírus. Quer dizer, esse é a maior contribuição aí dessa parceria, quer dizer, um vírus atenuado, que vai dar origem à vacina propriamente dita. Do ponto de vista de produção, aí já é uma questão do Butantan. Quer dizer, o Butantan tem uma estrutura produtiva que não está adaptada a esta vacina, ela precisa ser adaptada. Já existe uma fábrica, uma fábrica que tem capacidade, mas ela precisa ser agora, tendo a evolução positiva dessa vacina, nós precisamos atuar na reforma dessa área, na adaptação dessa área, para a produção de grande quantidade. Nós estamos já na fase da procura de financiamento para fazer isso, e nós temos um prazo inicial de dez meses. Então, nós temos dez meses para colocar uma fábrica em operação. Por isso que só a partir de dez meses nós vamos ter uma produção consiste nte aqui no Butantan. Até então, a vacina chegará via China, uma vacina Butantan/Sinovac. Será distribuída pelo Butantan para o Programa Nacional de Imunização, e eventualmente para outros países, se houver acordo aí com a nossa parceira chinesa.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas, Paulo Menezes e João Gabbardo. [Interrupção no áudio] ou João Gabardo, e eventualmente Paulo Menezes.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Nós vamos mudar a ordem... William, claro que essa questão da liberação que gradualmente se faz, dessa flexibilização, preocupa e todos nós estamos absolutamente atentos ao que pode acontecer. Agora, se nós analisarmos a experiência dos outros países, em relação à segunda onda, o que vem acontecendo, por exemplo, na Flórida, é um aumento do número de casos, numa segunda onda, os casos já estavam regredindo e houv e uma aceleração na transmissibilidade da doença. Agora, o que se observa nessa situação é um pouco diferente do comportamento da primeira onda. A primeira onda, o início da pandemia, ela atingia muito mais as pessoas idosas e as pessoas com doenças crônicas, com comorbidades. Isso pressionava muito o sistema de saúde. O que está sendo analisado e observado na Flórida neste momento, e em outros países, em outros estados americanos, é que, com essa liberação de determinadas atividades econômicas, a população que sai pra rua é mais jovem, são as pessoas que trabalham, são as pessoas que vão para a universidade ou vão fazer as suas atividades, mas os idosos e as pessoas com doenças crônicas, elas permanecem em casa. Então, tem ocorrido um aumento no número de casos, mas não h&aacut e; correspondência com a letalidade. A pressão sobre o sistema de saúde tem sido muito menor, exatamente por isso, porque tem mais casos, mas em pessoas que teoricamente, na sua grande maioria, não têm casos graves, não têm sintomas graves que necessitem internação hospitalar. Então, nós também vamos acompanhar isso, se essa liberação gradual que nós temos de um determinado segmento da população, que não é... Como o governador falou anteriormente, a recomendação para os idosos, a recomendação para as pessoas que têm doenças crônicas, permanece a mesma: fique em casa. Essas pessoas não estão sendo orientadas a sair para buscar determinadas, fazer determinadas atividades. A população que sai é a população mais jovem, com menos risco, então pode aum entar a transmissibilidade, mas não deve aumentar a pressão sobre o sistema de saúde.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, João Gabbardo. Antes de passarmos para a diretora da Vigilância Sanitária aqui do Estado de São Paulo, a Cristina Megid, eu recebi aqui uma mensagem de cinegrafistas pedindo que eu empunhasse aqui o cartaz do uso obrigatório de máscara, e sobre isso a Cristina vai falar. São milhares desses cartazes que já estão sendo distribuídos na Grande São Paulo, e na sequência no interior do Estado de São Paulo. Passará a ser obrigatório, em todos os estabelecim entos comerciais, a fixação em local visível desta mensagem: Obrigatório o uso de máscara. E com a palavra, Cristina Megid, diretora da Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo. Cristina.

CRISTINA MEGID, DIRETORA DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA: Obrigada, governador. A partir de hoje, nós começamos uma intensificação da campanha 'o uso de máscara é obrigatório'. Para isso, como o governador colocou, essa placa está sendo distribuída pelos nossos fiscais, em todos os estabelecimentos. Isso aqui é uma identidade da campanha da obrigatoriedade. Uma grande preocupação que a gente tem tido, apesar de ter um percentual grande de uso de máscaras, o que a gente tem encontrado é o uso inadequado da m&aacut e;scara. Então, isso também é uma preocupação. Por isso, a gente também está distribuindo os panfletos, onde a gente orienta o porquê a pessoa deve usar máscara e como ela não deve usar a máscara. Eu acho que é uma ação bastante incisiva, porque sabemos que, neste momento, o uso de máscara, o isolamento social e o cuidado com a higiene que são as medidas essenciais para esse controle da pandemia. E neste momento, os nossos técnicos, além de estarem distribuindo máscaras, distribuindo os cartazes, também estão orientando com relação ao isolamento social, distanciamento, quando encontram os estabelecimentos, as aglomerações nos estabelecimentos. Então, a partir de amanhã, a gente vai iniciar de uma forma bastante incisiva. Hoje, o estado todo está num grande movimento para divulga&cced il;ão, de uma forma mais intensa. E esperamos que todos entendam essa mensagem.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Cristina, muito obrigado. William Cury, mais uma vez, muito obrigado pelas perguntas. Quero lembrar que este cartazete que aqui está, com a indicação 'obrigatório o uso de máscara, Decreto-Lei nº 64959, de 4 de maio de 2020", que indica também aqui o telefone 0800 7713541 para denúncias. Também comerciantes podem baixar este material, esse cartazete, pela internet: www.saopaulo.sp.gov.br/coronavirus/mascaras. Repetindo: www.saopaulao.sp.gov.br/coronavirus/mascaras. E reproduzindo e colocando n o seu estabelecimento. É esforço máximo para que tenhamos 100% dos brasileiros de São Paulo usando máscaras a partir de agora. Muito obrigado a todos pela presença. Amanhã temos nova coletiva, no horário regular, das 12h45, com a medicina. Se protejam, estejam bem, fiquem em paz, usem máscara.