Coletiva - Estudo clínico da Butanvac, primeira vacina com produção integral no Brasil, é iniciado 20210907

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Coletiva - Estudo clínico da Butanvac, primeira vacina com produção integral no Brasil, é iniciado 20210907

Local: Ribeirão Preto – Data: Julho 09/07/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nós vamos começar com o Gustavo Batista, da TV Record, aqui do interior. Logo aqui à frente, o Gustavo. Bom dia, mais uma vez. Sua pergunta, por favor.

GUSTAVO BATISTA, REPÓRTER: Bom dia, governador. Bom dia a todos da mesa. São duas perguntas. A primeira referente ao processo da Butanvac, aqui anunciante as etapas, né? Qual que é a expectativa, né, esse é expectativa pode até ser acelerada nas próximas semanas? A expectativa de vocês para poder estar tendo a liberação e conseguir isso que o senhor comentou de talvez já em janeiro ter a vacinação já incluída, a Butanvac já incluída dentro do Programa Nacional de Imunização. E, paralelamente a isso, o senhor comentou a respeito de acelerar, né, o senhor já tinha comentado na quarta-feira também de acelerar a vacinação do estado de São Paulo. Já existe uma expectativa de quanto é possível conseguir acelerar novamente a vacinação no estado? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gustavo. Começo pela segunda. Amanhã... perdão, domingo, às 13h nós estaremos anunciando, nós teremos transmissão, ao vivo, inclusive, da Record News, anunciar nosso muito consistente, muito importante porque ele impacta no processo de vacinação, impacta positivamente no processo de vacinação no estado de São Paulo e certamente isso vai impulsionar a vacinação do Brasil. Nós faremos a divulgação completa neste domingo, às 13h, avisa emissoras de televisão farão a transmissão ao vivo, além da Record News, a CNN, a Globo News, a TV cultura, a Band News já confirmaram que farão transmissão ao vivo, para que vocês possam acompanhar ou estarem presencialmente os que ali puderem comparecer. Sobre a expectativa do estudo, vou pedir ao Dr. Dimas Covas que responda e talvez com a ajuda o Dr. Rodrigo. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, esse estudo, é um estudo planejado em três fases, né? A, B e C. Não é um estudo clássico, chamado de estudo fase três. E ele pretende, nesse primeiro momento que é a fase A que dá a segurança da vacina e a dose da vacina. Então, nós estamos testando se os voluntários que receberam a vacina terão algum tipo de reação ou não, e qual é a melhor dose. Nós estamos testando três doses, 1 micrograma, 3 microgramas e 10 microgramas. Então, à medida que nós vamos progredindo com o estudo, né, nós vamos, no final, isso deve acontecer em três semanas, essa primeira parte, nós vamos definir qual é a vacina, se é com 1, com 3 ou com 10. Obviamente que a gente torce nesse momento para ser a melhor resposta com um, porque consequentemente nós teríamos muitas vacinas disponíveis. Mas nós estamos com o nosso sistema de produção preparado para a produção da vacina qualquer que seja a dosagem. Então, essa fase terminando, passa-se para a fase B. Aí a fase B é uma fase ampliada, que vai incluir aí até 5 mil voluntários e envolve pessoas que já foram vacinadas com outras vacinas, pessoas que já tiveram a doença, né, e pessoas que não foram ainda nem vacinadas e nem tiveram a doença. Quer dizer, é um estudo absolutamente cego, que a gente chama, né? Ninguém sabe que produto vai receber, e o objetivo dessa fase é comparar a resposta imunológica, quer dizer, qual é o acréscimo de respostas imunológica que a Butanvac faz em relação às vacinas anteriores à própria CoronaVac e às pessoas que não tomaram ou não tiveram a doença. Então, esse é o objetivo. Definido qual é o poder, a potência dessa vacina. Se ela for superior às demais vacinas que estão aí, inclusive, a CoronaVac, nós já teremos base para solicitar o uso emergencial dessa vacina, né? Então, é preciso fazer o estudo clássico de eficácia, né? É um estudo de comparabilidade de resposta imunológica. Daí o fato de ele ser um estudo relativamente curto no tempo, quer dizer, a duração desse estudo será de 17 anos no máximo, pretendemos que essas respostas apareçam antes disso, que isso nos permitirá solicitar à Anvisa o uso emergencial.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Vamos, então, à próxima pergunta. É do jornal... perdão, é da CBN, da CBN, Michelle Souza. Cadê você, Michele? Aqui. Michele, bem-vinda, bom dia, sua pergunta, por favor.

MICHELLE SOUZA, REPÓRTER: Obrigada, bom dia a todos. Dr. Dimas, em relação à fase três, à terceira fase ou a fase C, vocês podem eliminar, então, essa fase, se, por acaso, a A e a B já mostrasse a vacina eficiente, é isso?

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Uma fazer se segue a outra, quer dizer, não necessariamente você vai ter que ter as três fases. Na hora que nós tivermos aí demonstrações da efetividade dessa vacina, o sobretudo daria condições de ser solicitado esse uso emergencial. Ele vai prosseguir, obviamente, mas isso já permitiria, vamos dizer assim, o uso da vacina em vacinação, pelo menos em esquema emergencial.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Michele. Obrigado, Dimas. Agora vamos à próxima, que é do jornal o Estado de São Paulo. Everton Silvestre.

EVERTON SILVESTRE, REPÓRTER: Bom dia. Bom dia, governador. Bom dia, mesa.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia.

EVERTON SILVESTRE, REPÓRTER: Queria saber com relação à vacinação antecipada, né? Que foi solicitada da Pfizer, da AstraZeneca, se já há definição sobre isso, no domingo vai ter mais informação. E com relação ao Dr. Dimas, se essas 5 mil pessoas apontadas pela pesquisa já estão todas definidas, se vão ser só aqui em Ribeirão ou não? E aí para o Dimas e para o governador, o Dimas acabou colocar aí que o presidente Bolsonaro continua fazendo sucessivas críticas à vacina CoronaVac e ontem a gente teve uma atualização de dados no Data Folha sobre ele. Eu queria saber como que vocês avaliam aí essas pesquisas em comparação com as vacinas se confirmando cada vez mais como um benefício. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Nós vamos pela ordem. A vacinação responderá Jean Gorinchteyn, nosso secretário de saúde, e também médico infectologista do Instituto Emílio Ribas. A questão da Butanvac, dos estudos, Dimas Covas e a terceira pergunta eu mesmo responderei, Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Todo calendário vacinal, ele segue toda a diretriz do Programa Nacional de Imunização no que tange, inclusive, a intervalo das doses. Dessa maneira, nós entendemos que São Paulo segue essa normativa do ministério e também entende que para que nós possamos antecipar doses, nós, de antemão temos que ter a nossa população toda, a população-alvo, a população de risco de desenvolver doença vacinada e imunizada. E a partir de então, também temos doses de vacinas que possam ser antecipadas pelo próprio ministério, vacinas da AstraZeneca e vacinas também da Pfizer, que são essas duas vacinas que têm um intervalo ainda maior, mas por uma questão de saúde pública é fundamental que nós estejamos ampliando a vacinação, sim, pelo menos na primeira dose, para toda a população. Aí, então, terminado esse grupo, nós possamos nos preocupar em antecipar essas doses mais tardias.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: A fase B do estudo será feito aqui em Ribeirão Preto e em São Paulo. Nós já tivemos a pré-inscrição de mais de 90 mil voluntários. Aqui na região de Ribeirão Preto em torno de 5 mil voluntários, né, em São Paulo, na região metropolitana de São Paulo é um grande número de voluntários. Esses voluntários, como acontece hoje aqui, está acontecendo, eles precisam ser submetidos previamente à vacina, a testes, né? Avaliação clínica, e a colheita de exames, uma vez feito esses testes será definido se eles não aptos a participar do estudo ou não, né? Nós... hoje foram colhidos os primeiros seis, porque essa fase inicial são seis apenas e na próxima semana prosseguimos, sempre agora com um número pequeno até termos aí a demonstração da segurança. A partir daí, esse número será ampliado e logo que nós encerrarmos a fase A, nós vamos para a fase B nos dois estudos, nos dois centros, Ribeirão e São Paulo, lá em São Paulo no Hospital das Clínicas, na Faculdade de Medicina da USP.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. E em relação à terceira questão, Everton, Bolsonaro está recebendo o que merece, desprezo da população brasileira. Vamos agora à quarta e última pega. É do João Victor, do portal IG. Cadê você, João?

JOÃO VICTOR, REPÓRTER: Eu aqui.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia, João.

JOÃO VICTOR, REPÓRTER: Bom dia, governador, a todos aqui da mesa. Eu gostaria saber, governador, se já há alguma negociação com o Ministério da Saúde para a disponibilização da Butanvac. A gente sabe que a Ministério da Saúde vem negociando vacinas antes mesmo dos testes clínicos acontecerem ou até da aprovação para uso emergencial da Anvisa. E também gostaria de saber, governador, aproveitando, se na última quarta-feira o senhor anunciou a flexibilização dos horários do comércio até às 23h. Há a possibilidade dessa semana, já que o plano de transição se encerra agora no dia 15 de julho, há a possibilidade a gente sair da fase de transição na próxima semanas ou ainda não?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: João, obrigado pelas perguntas. Começando sobre a negociação com o Ministério da Saúde, eu vou pedir a Dimas Covas que responda. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Ora, nós aprendemos a duras penas, com a CoronaVac, como tem sido o comportamento do Ministério da Saúde nesse ambiente. Nós oferecemos a vacina CoronaVac para o governo em engulho, em agosto, em setembro, em outubro, e nada. O contrato só foi firmado em janeiro desse ano. Com a Butanvac, né, o governo deixou de ser um interlocutor, o Governo Federal deixou de ser um interlocutor natural. Nós vamos produzindo essa vacina sem um centavo do Governo Federal, não tem nenhuma conversa em andamento com o Governo Federal. Quando a vacina estiver pronta, se houver interesse do Governo Federal, podemos, sim, obviamente trabalhar e discutir, mas nesse momento o Governo Federal não participa desse processo em absolutamente nada e na sua não procuramos o Governo Federal exatamente pelo histórico que o próprio governo construiu em relação à CoronaVac, né? Como foi dito aqui, um histórico de negação, de combate e que não cessou até esse momento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu complemento, João. É o histórico do negacionismo. Nós não vamos novamente ficar quatro meses batendo na porta do ministério paro comprar uma vacina para salvar o povo brasileiro. Nós teremos a oportunidade de disponibilizar a vacina para o povo brasileiro, diretamente pelo Instituto Butantan, e assim faremos. Assim como a capacidade de produção do Butantan será de 1 milhão de dose por dia. É o maior centro produtor, fabricante de vacinas do hemisfério Sul. Com um 1 milhão de doses nós seremos capazes de atender toda a necessidade da população brasileira, toda, repito, para as doses de 2022, contra a Covid-19, assim como a totalidade da população brasileira com a vacina contra a gripo e vamos também exportar para países latino-americanos que degenerarão ter uma vacina eficaz, segura e mais barata do que aquelas que são sendo utilizadas neste ano. Em relação à flexibilização, João, hoje, exatamente 9 de julho, começa uma nova etapa dessa fase de flexibilização do Plano São Paulo, e ela vai até o dia 31 de julho. E nós vamos manter esta fase de flexibilização com as alterações, fizemos, ampliação do horário do funcionamento de comércios, serviços, bares, restaurantes, padarias, para as 23h. A flexibilização também que ampliou de 40% para 60% a ocupações desses espaços e a orientação do protocolo sanitário, a obrigatoriedade do uso de máscara, obrigatoriedade do álcool em gel e a tirada de temperatura sempre que a ambiente for interno. Até 31 de julho nós não teremos alterações, mas é muito provável, para dar aqui uma sinalização positiva e... positivamente otimista que a partir de 1 de agosto nós tenhamos uma nova etapa com uma flexibilização ainda maior do que essa que estamos iniciando hoje, dia 9 de julho. Pessoal, muito obrigado, eu queria agradecer aos meus colegas jornalistas... perdão? Rodrigo. Rodrigo, ao contrário, não vai ficar calado. Rodrigo 'Falado'.

RODRIGO CALADO, DIRETOR CIENTÍFICO DA FUNDAÇÃO HEMOCENTRO DE RIBEIRÃO PRETO: Eu estava seguindo aqui nomenclatura. Primeiro, queria agradecer muito o governador, o Sr. Secretário, prefeito, pela visita aqui ao Hemocentro de Ribeirão Preto, do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto. E o que eu gostaria de dizer é que esse estudo que nós começamos agora, ele não poderia acontecer sem o apoio incondicional dos colaboradores, das pessoas que estão participando, do apoio do Hospital das Clínicas, da nossa fundação...

RODRIGO CALADO, DIRETOR CIENTÍFICO DA FUNDAÇÃO HEMOCENTRO DE RIBEIRÃO PRETO: A equipe da unidade de pesquisa clínica aqui da nossa instituição. Vou falar alguns nomes, mas a Lígia, a Samanta, o Henrique, as enfermeiras que estão trabalhando, [ininteligível] Maria Amélia. O pessoal de apoio, a Elaine Faria, são essenciais para que tudo isso aconteça e esse pessoas extremamente minuciosas e preocupadas com o todo o rigor desse trabalho. Então, queria agradecer imensamente a colaboração e o apoio de todos, especialmente agora, hoje num feriado e a gente começar todo esse trabalho. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Rodrigo. Maciel, mais uma vez, muitíssimo obrigado. Você quer dar uma palavra? Por favor. Fique à vontade. Você é nosso anfitrião aqui ao lado do Calado. Está ligado, está ligado.

BENEDITO CARLOS MACIEL, SUPERINTENDENTE DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DE RIBEIRÃO PRETO: Eu gostaria simplesmente de dizer que é extremamente honroso para o Hospital das Clínicas o Hemocentro receber o governador, seu secretário e a todos que estão aqui, especialmente nesse momento especial, de lançamento do projeto da Butanvac. Nós estamos muito confiantes com o sucesso do projeto e toda a equipe do hospital da Faepa e da nossa unidade de pesquisa clínica está extremamente envolvida para trabalhar com grande empenho para que isso realmente aconteça. Obrigado a todos, então, pela visita.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maciel.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Renovo o agradecimento ao nosso prefeito, Duarte Nogueira. Nogueira, um momento histórico na sua trajetória como prefeito, como homem público, na trajetória da sua cidade, Ribeirão Preto, ao sediar um estudo tão importante, tão significativo como esse para salvarmos vidas, não só de brasileiros, como também de irmãos latino-americanos, e a base é aqui, Maciel, em Ribeirão Preto. Mais uma vez, aos meus colegas jornalistas, muito obrigado pela presença. Os colegas cenografistas também, fotógrafos, muitíssimo obrigado por termo vindo. Seguiremos aqui em Ribeirão, temos mais agenda por aqui. Muito obrigado. Um bom dia. Estejam bem. Estejam protegidos e sob a proteção de Deus também. Muito obrigado.