Coletiva - Formatura de 849 sargentos da Polícia Militar - 20121910

De Infogov São Paulo
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Formatura de 849 sargentos da Polícia Militar

Local: Capital - Data: 19/10/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Hoje a segurança pública se fortalece ainda mais, com 849 novos sargentos. O sargento é uma peça fundamental na segurança pública, ele faz o elo entre o comando e a tropa, ele coordena o trabalho, ele é comandante dos grupos de patrulha, ele é essencial. Nós já tínhamos 11.480 sargentos, agora com mais 849 homens e mulheres passaremos para 12.337 sargentos no Estado de São Paulo. E boa formação, mais de sete meses lá na Escola Superior de Sargentos, aulas teóricas, aulas práticas para o trabalho de policiamento, formação profissional, tecnologia, 1.932 horas de estudos. Hoje recebe o diploma, são promovidos a sargento e já vão para o trabalho de rua, para ruas proteger a população e combater o crime.


REPÓRTER: [ininteligível]?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Como?


REPÓRTER: Como que vai ser a divisão, São Paulo capital?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Aí o comandante-geral da Polícia Militar o Coronel Roberval e o secretário podem explicitar, quais que vão ficar em São Paulo, região metropolitana, litoral e interior de São Paulo.


REPÓRTER: Governador com relação a essa violência contra os policiais, em pouco mais de 24hs foram duas mortes e quatro ataques a policiais militares. O que o senhor tem a dizer sobre, o que está acontecendo no Estado de São Paulo?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, é uma ação “intimidatória” por parte do crime organizado, o estado não vai retroceder um milímetro. Nós já tivemos 149 criminosos identificados nesses ataques, 103 já estão presos e através desses preços, nós chegaremos aos demais, 28 foragidos, mas já estão identificados, às vezes eles vão até para outros estados, por isso que demora um pouco mais. Mas 28 já identificados e foragidos, 103 presos e 18 mortos no confronto com a polícia. Então a polícia está trabalhando permanente, e é polícia nas ruas e criminoso na cadeia essa é a determinação e a polícia está motivada trabalhando.


REPÓRTER: Governador, mas a maioria dos policiais que morreram nesses ataques estavam de folga, a uma possibilidade de vingança, também?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O comandante-geral e o secretário podem detalhar melhor: você tem casos de execução que são casos gravíssimos e você tem casos de latrocínio, quer dizer tentativa de roubo, há vários tipos de questões envolvidas nisso.


REPÓRTER: Governador, presidente [ininteligível] distritos policiais [ininteligível]?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós tínhamos no Estado de São Paulo 35% dos presos em cadeias, em distritos policiais há 11 anos, atrás, e 65% no sistema penitenciário. Hoje, nós temos 2,6% dos presos em distrito policial, era 35% fomos reduzindo pra 30%, 25%, 20%, 15%, 10%, 5% hoje é 2,6%. Nós temos 194 mil presos (193.800) e temos 5.212 ainda em distritos. Nós tínhamos 347 cadeias em distritos, hoje nós temos 84, desses 5.212: 3.709 são homens e 1.502 mulheres, o nosso objetivo é zerar. Aliás, São Paulo já não tem nenhum. Campinas, Osasco, São Paulo já zerou tudo, não existe mais preso em cadeia, isso melhora o trabalho da Polícia Civil, porque o policial civil ao invés de tomar conta de preso, ele vai é fazer o seu trabalho de Polícia Investigativa e Polícia Judiciária. Então é nosso compromisso zerar, acho que São Paulo vai ser o primeiro estado do Brasil a não ter nenhum preso mais em cadeia. Aliás, os CDPs, Centros de Detenções Provisórias, nasceram aqui em São Paulo, é aquele que foi preso, mas aguarda julgamento, e ele não está cumprindo pena, ele está aguardando julgamento, mas ele precisa ficar preso por ordem judicial. Então ele vai pra o CDP que é o Centro de Detenção Provisório: se ele for julgado inocente, sai, e se for condenado em regime fechado, ele vai pra o sistema penitenciário. Então, nós saímos 35% de presos em cadeia de distrito policial e reduzimos para 2,6. Temos hoje 5.211, e a meta é o mais rápido possível zerar. Estamos fazendo penitenciaria para mulheres, para não ter nenhuma mulher são 1.502, e também para os homens. E estamos fazendo isso com aumento enorme de prisões, porque nós estamos batendo todos recordes de prisão. O que mostra a eficiência do trabalho policial, nós tínhamos 180 mil presos em 1º de janeiro desse ano, e nove meses depois estamos com quase 194 mil presos.


REPÓRTER: Governador a respeito da Baixada Santista, para onde o senhor enviou reforço da Rota, o Portal Terra publicou ontem, uma matéria que conversou com alguns policiais que disseram estarem desmotivados, em parte por causa da insegurança que se instalou com a morte de alguns policiais; em parte como a folga foi de muitos foi tirada para eles ficarem nas ruas, eles estavam insatisfeitos de estarem fazendo ações como bloqueio de trânsito, ao invés de operações de combate ao tráfico em favelas, efetivo. O senhor tem alguma resposta para isso?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, a Operação Saturação, o comandante pode detalhar, mas ele teve um sucesso absoluto! Foram mais de 600 presos na Operação Saturação, mais de 180 mil pessoas abordadas, quase 200 adolescentes que cometeram ato infracional foram apreendidos, quase 200 foragidos da polícia foram recapturados, mais de 300 veículos roubados foram recuperados, milhares de operações bafômetro e vários também detidos por embriaguez. Então a Operação Saturação foi um sucesso. Ela começou no dia 10 foi até o dia 16, mas sobre esse trabalho, o secretário e o comandante podem dar uma palavrinha. Tá bom?


REPÓRTER: Governador sobre a questão do seguro para aqueles policiais que estão de folga, [ininteligível]?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O seguro nós já solicitamos a Secretário de Segurança Pública, a Procuradoria Geral do Estado também vai se pronunciar, e o nosso objetivo é aqueles que morreram pelo fato de serem policiais, se isso ficar comprovado, mesmo não estando em serviço, eles terão o seguro. Então isso está sendo cuidado juridicamente.

REPÓRTER: Quando que isso vai acontecer, tem algum prazo?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Isso está sendo feito no menor prazo possível.


REPÓRTER: Governador a última vez que o senhor falou das fronteiras [ininteligível], o senhor teve alguma resposta, [ininteligível]?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, nenhuma! O que nós vemos como preocupação? No Brasil, hoje, muitos dos problemas da criminalidade estão voltados à questão da droga! Tráfico de arma e tráfico de drogas, então criminosos com armamento pesado, e muito problema das drogas. Nós estamos dobrando o número de leitos hospitalares, porque dependência química é doença e o crack vicia muito rapidamente, se a pessoa inalar o crack três vezes já está dependente químico. A dependência química do crack, ela é mais grave, ela afeta a região do sistema límbico do cérebro emocional, a pessoa fica desesperada, ela assalta, ela rouba para pode comprar droga. De um lado é tratar quem está doente e de outro lado é combater o tráfico. Nós estamos aqui 24hs no combate ao tráfico, muitas dessas ações criminosas significam o quê? Que estão sendo prejudicados no dinheiro, nós estamos cortando aí o dinheiro dessas organizações criminosas nesse combate 24hs. Agora, além disso, é preciso ter um trabalho de inteligência nas fronteiras, porque muito dessas... Das drogas seja cocaína, sejam outras drogas, vem de outros países, nós não fabricamos droga, aqui em São Paulo.


REPÓRTER: Obrigada, governador.