Coletiva - Geraldo Alckmin - Reunião do PSDB - 20121704

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva do Governador Geraldo Alckmin na Reunião do PSDB

Local: Curitiba (Paraná) - Data: 17/04/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Governador pela terceira vez. Goiás vive um bom momento com o desenvolvimento, emprego, crescimento do agronegócio, crescimento do parque industrial do setor de serviço, do turismo. E São Paulo que é um estado irmão de Goiás, de todo o centro-oeste ficamos felizes de estarmos juntos aqui nesse encontro para ajudar o Brasil.


REPÓRTER: O senhor falou sobre um desmonte perigoso do parque industrial brasileiro. Qual é a saída na sua opinião?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, eu vejo que o Brasil está ficando caro. Um país com impostos muitos elevados, com taxas de juros alta, câmbio: Moeda sobrea valorizada, burocracia, deficiência de logística, infraestrutura, e começa a perder competitividade. Então, se pegar o mês de janeiro desse ano, o ICMS da indústria em São Paulo caiu menos 0,9%, e o ICMS de importado subiu 15, 8%. Ou seja, há uma invasão de produtos importados contra o emprego no Brasil, contra a indústria que gera riquezas no país, manufatura, agrega valor, o que é muito preocupante. Então é preciso agir nas causas da competitividade, não é? Reduzir carga tributária, melhorar a logística, a questão dos juros e câmbio que são inseparáveis, enfim, ter um esforço grande para que o país cresça agregando valor, melhorando o salário, criando salários mais altos e ajudando a população.


REPÓRTER: Que avaliação o senhor faz desse encontro, governador?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, sempre positivo pela troca de experiências entre os vários governos. Até agradecer ao Beto Richa e ao Cássio Taniguchi porque eles nos deram aqui um bom apoio no Detran. Nós estamos estruturando em São Paulo o novo Detran. Tiramos da Segurança Pública, levamos para a Secretária de Gestão para ter o padrão Poupa Tempo de eficiência no Detran. Então uma boa troca de experiência e temas comuns: O subfinanciamento da saúde que é muito grave. Saúde hoje vive sua maior crise no Brasil por falta de financiamento, especialmente, da área federal. Não correção da tabela do SUS, a questão do indexador da dívida dos estados, que precisa ser corrigido, enfim, o fortalecimento da federação. Nós temos hoje grande parte dos recursos na mão do governo federal. E quem tem que prestar saúde, educação, segurança, desenvolvimento social são os estados e prefeituras.