Coletiva - Governo anuncia novo plano de ampliação da retomada das aulas presenciais para agosto 20211606

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Coletiva - Governo anuncia novo plano de ampliação da retomada das aulas presenciais para agosto 20211606

Local: Capital – Data: Junho 16/06/2021

Soundcloud

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, a todos. Muito obrigado, pela presença, jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, amigas e amigos que aqui comparecem nessa coletiva de imprensa, aqui na sede do governo do estado de São Paulo, Palácio dos Bandeirantes, nessa tarde de quarta-feira, 16 de junho. Boas informações, começando com a Butanvac, a vacina brasileira, do Instituto Butantan. O governo do estado de São Paulo e o Butantan abrem o pré-cadastro para os voluntários do teste da Butanvac. O Instituto Butantan lança hoje o programa com orientação para voluntários acima de 18 anos, que desejam participar dos testes da Butanvac, a nova vacina do Butantan. A vacina que será produzida pelo Butantan, sem depender de insumos importados. Os ensaios clínicos da fase um serão realizados pelo Hospital de Clínicas, da faculdade de USP de Ribeirão Preto, no interior do estado de São Paulo. Desta fase um, participarão 418 voluntários selecionados, acima de 18 anos, e não é preciso ser médico e nem enfermeiro. Nós já temos 8 milhões de doses da Butanvac produzidas e estocadas no Butantan, até o final de outubro teremos 40 milhões de doses prontas para o uso, doses da Butanvac contra à Covid-19. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, falará a respeito na sequência. Segunda boa informação, o governo de São Paulo vai ampliar a retomada das aulas presenciais agora em agosto, em todo o estado de São Paulo. Nesse novo plano da Secretaria de Educação, a partir de agosto cada escola deverá determinar a capacidade de acolhimento total de alunos de acordo com a sua realidade, desde que sejam, evidentemente, respeitados todos os protocolos de prevenção, como uso de máscaras, álcool em gel, e distanciamento mínimo de um metro entre os estudantes na sala de aula. Para a volta às aulas, esse novo formato, estão sendo adquiridos, e já foram autorizados pelo governo de São Paulo, a aquisição de 3 milhões de testes destinados aos profissionais da educação e aos estudantes da rede pública de ensino estadual. São Paulo foi o primeiro estado do Brasil a vacinar os profissionais da educação, e está empenhado em garantir um retorno seguro às aulas presenciais. Rossieli Soares, secretário de Educação do estado de São Paulo, dará mais detalhes na sequência, sobre esse programa da retomada das aulas em São Paulo. Terceira boa notícia, o estado de São Paulo ultrapassou nessa manhã, 20 milhões de doses aplicadas, da vacina, no estado de São Paulo. Ultrapassamos essa marca, daqui a pouco nós teremos o vacinômetro, mas é um feito, é o estado que mais vacina no Brasil em números absolutos, mais de 20,200 milhões de paulistas, brasileiros, que residem em São Paulo, e estrangeiros aqui residentes, já receberam a vacina no braço. A doutora Regiane de Paula, coordenadora do PEI - Programa Estadual de Imunização, falará sobre esse tema. E para finalizar, o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, dará detalhes também sobre os números da pandemia no estado de São Paulo. Então vamos começar com o primeiro tema, que é o do Instituto Butantan, com o Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Obrigado, governador. Então nós anunciamos hoje já o site da Butanvac, o endereço é o butancav.butantan.gov.br, onde estão disponíveis todas as informações relacionadas à vacina, o método de produção, enfim, o histórico. Mas interessante a possibilidade de orientação aqueles que pretendem se voluntariar. Só lembrando, a Butanvac é um desenvolvimento de um consórcio internacional, Butantan é o maior produtor desse consórcio, já produzindo um grande quantitativo de vacinas, e é a vacina versão 2.0, é uma evolução em relação à primeira geração de vacinas, não só do ponto de vista da resposta imune, mas também da plataforma produtiva, é uma vacina que é feita na mesma plataforma produtiva da vacina da gripe, e isso tem enormes vantagens, primeiro que ela pode estar disponível em grande volume para o mundo, e segundo é o custo, um custo muito menor do que as vacinas que estão atualmente sendo usadas. Próximo. Então esse é um pré-cadastro, quer dizer, o Butantan ao cadastra os voluntários, os voluntários têm que ser depois selecionados pelos centros que realizarão o estudo, mas o Butantan faz esse pré-cadastro, no sentido de encaminhar as pessoas interessadas às informações. Quer dizer, essas informações serão encaminhadas de forma detalhada. Então esse pré-cadastro envolve nome, e-mail, principalmente, ou o telefone, para poder receber essas informações, inclusive os locais onde serão feitos os estudos, endereços dos locais, contato desses locais. E aí sim o cadastramento no centro. Quer dizer, o Butantan ele não faz o cadastro dos voluntários, ele faz a orientação e o cadastro é feito pelos centros, que nesse momento são dois, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, e aqui em São Paulo a Faculdade de Medicina da USP. Esse é um esquema geral do estudo clínico, um estudo que será feito em três fases, A, B e C. Nesse momento nós estamos tratando da etapa A, 418 voluntários serão incluídos, e o que se vai avaliar é a segurança e a seleção de doses. Quer dizer, a segurança da vacina, e qual dose é a mais apropriada em relação à essa vacina. Essa primeira fase será feita em Ribeirão Preto, as fases seguintes, B e C, com mais de 5 mil voluntários, e aí à medida que o estudo for progredindo, esses critérios de seleção serão oportunamente divulgados. São essas as informações, governador. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Agora sobre vacinação, com Regiane de Paula, que é a coordenadora do PEI - Programa Estadual de Imunização em São Paulo, e também coordena o Programa Nacional de Imunizações - PNI, aqui no nosso estado. E já temos aqui em tela o vacinômetro, os cinegrafistas que desejarem, podem sintonizar aqui, para que você em casa possa ter acesso à informação atual, das 12h52min, do nosso vacinômetro. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Boa tarde, a todos e todas. Então, hoje, o estado de São Paulo pela manhã ultrapassou a marca de 20 milhões de doses aplicadas, em números absolutos, somos o estado que mais vacina. Então de doses aplicadas, 20.117.168 milhões de doses, sendo que de primeira dose, 14.134.138 milhões de doses, e de segunda dose, completando o esquema vacinal, 5.982.990 milhões de pessoas receberam a sua segunda dose. E nesse momento, 12,93% da população do estado de São Paulo já tomou as duas doses, completando, dessa maneira, o seu esquema vacinal. Então essa é uma grande notícia, continuamos vacinando, trabalhando muito, governador, para levar a vacina, como o senhor diz, no braço, a todos, no estado de São Paulo. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. E obviamente está mantido o calendário, até o presente momento, com as vacinas do Butantan, as vacinas que o Ministério da Saúde publicou no seu site, que fará a entrega e a distribuição aos estados brasileiros, a vacinação em São Paulo até 15 de setembro, todos os brasileiros, paulistas, estrangeiros residentes no estado, serão vacinados até 15 de setembro, no estado de São Paulo. Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, aliás, perdão, agora nós vamos, antes do Jean, com você, Rossieli Soares, secretário da educação, com boas notícias também, principalmente para professores, pais e alunos.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO: Obrigado, governador. É um prazer muito grande estar aqui hoje falando desse tema, que é fundamental, a cada mãe, a cada pai, a cada um que tem uma criança na família, sabe da importância da educação, mais do que nunca, e escolas abertas de forma segura, é fundamental. Por isso a gente está apresentando um novo plano para ampliação, especialmente focado nas aulas presenciais a partir do segundo semestre. Mas é importante a gente lembrar que a escola é um espaço, seja ela municipal, pública, estadual, privada, que ela busca garantir o aprendizado, obviamente, busca garantir a socialização, a condição desse futuro, com a proteção social, com direitos sociais, com alimentação para aqueles que, muitas vezes, não tem o que comer em casa. O acolhimento nesses tempos, governador, é fundamental. E a escola para as crianças é o espaço, nós que somos adultos, acabamos tendo outras relações, mas a escola para as crianças é o que faz com que todo esse conjunto possa ser dado à todas elas. A educação básica presencial é essencial, todo esforço que fizemos não vai substituir nunca a escola presencial. Alguns dados que já saíram, inclusive, na imprensa, como por exemplo, um estudo recente agora, feito pelo Guilherme Lichan, pesquisador da Universidade de Zurique, mostrando que 35% de evasão escolar prevista na pandemia, por exemplo, no estado de São Paulo, e isso a gente vai descobrir com muito mais clareza, vai ser nesse esforço de retorno às aulas presencial. É cada vez que a gente fala de voltar, a gente vai sentindo a necessidade de irmos atrás de cada um dos nossos estudantes. Nós apresentamos também um estudo que mostra que recuperar a aprendizagem de matemática vai ser, por exemplo, um dos grandes desafios, de língua portuguesa, e de qualquer um dos componentes. Mas o déficit hoje é de 11 anos, obviamente nós faremos uma recuperação em menos, mas quanto mais tempo demoramos a voltar, efetivamente, maior será esse déficit, maior será o desafio para que a gente possa recuperar a aprendizagem, e dar um futuro parabenizar essas crianças. Futuro é com educação, não existe outro futuro, se não for por meio da educação. Também mostramos, a gente fez uma pesquisa sobre as competências socioemocionais, e os alunos do nono ano, do sexto ao nono ano, eles têm menos habilidades socioemocionais desenvolvidas, na própria percepção desses jovens. Se isso aconteceu antes da pandemia, nessa pesquisa que a gente fez com o Instituto Ayrton Senna, junto aos nossos estudantes, vocês imaginam o tanto de dificuldades que eles terão durante e após essa pandemia, a escola que vai estar ali para também auxiliar os alunos a desenvolver essas competências socioemocionais, que inclusive, governador, estamos nesse momento com a pesquisa aberta para professores também, para os professores da rede, que desejarem fazer, e contribuir, é importante. Eu mesmo vou fazer parte dessa pesquisa, para o desenvolvimento das competências socioemocionais, também dos profissionais. A gente precisa apoiar os alunos, também precisamos entender como estão as nossas competências e habilidades. Isso não é uma avaliação, mas é uma auto percepção fundamental. E a escola é transformadora para isso. Aqui lembrando rapidamente, nossa linha do tempo, em 8 de setembro nós começamos a reabertura das atividades presenciais, foi um grande desafio, o estado de São Paulo liderou esse processo com muita energia, governador, e eu agradeço sempre a energia que nós colocamos para brigar pelas escolas abertas, autorizando logo na sequência, o ensino médio, educação de jovens e adultos, a todos aqueles que apoiaram, inclusive a recuperação presencial em janeiro, abertura das aulas. Mas, sobretudo, chegando inclusive na importância, sendo o primeiro estado do país, sendo o primeiro estado do país a vacinar os profissionais da educação, nós começamos isso no dia 10 de abril, e estamos agora na fase de conclusão, estamos na quarta etapa, governador, agora, que são todos os profissionais de 18 anos, ou mais, que estão sendo vacinados desde sexta-feira, em uma velocidade muito grande, em todo o estado. E isso nos dará muito mais tranquilidade, obviamente, para termos um segundo semestre, 843 mil profissionais, entre todas as etapas, estão sendo vacinadas. Isso é muito importante, e mais uma vez, governador, na semana passada a gente anunciou isso, é muito emocionante estar aqui. Aliás, uma semana muito completa, governador, vacinação dos profissionais de 45, 46 começou na quarta-feira, anunciamos 18 para cima, e na segunda ainda tivemos oportunidade junto com o governador João Doria, lançar um dos programas mais bonitos, que talvez a gente tenha feito na educação, porque é pensar naquelas pessoas que mais precisam, que é a Dignidade Íntima, onde a gente está adquirindo absorvente para todas as meninas que precisam da rede pública. Então é uma semana muito emocionante, porque a gente está aqui nessa quarta-feira também falando da dignidade de todos os alunos poderem voltar para as escolas. Só pensando, lembrando alguns pilares aqui importantes, temos a vacinação, que já começamos, criamos uma comissão médica, específica, que tem acompanhado diuturnamente com a gente, nos guiado nos passos, junto obviamente com o centro de contingencia. Temos os protocolos setoriais da educação, que são importantes para a educação básica, especialmente ao que nós estamos falando aqui, especialmente hoje. Monitoramento, criamos o Simed, pouquíssimos lugares do mundo têm o nível de rastreamento, monitoramento, como nós temos hoje. Comunicação, que tem sido fundamental ao longo da pandemia, e testagem, que tem sido feita em parceria com as prefeituras, com as secretarias municipais de saúde, que têm nos apoiado muito nesse processo, sempre que necessário. Pode passar. Mas aqui é, certamente, a grande mudança. A partir do dia 1 de agosto, estarão autorizadas as escolas, não mais com percentual, não teremos mais percentual limitador, mas sim dentro da realidade de cada uma das escolas, respeitado 1 metro de distanciamento, olhando pra capacidade física, e não mais para a capacidade de matrícula, poderão estar, poderemos ter todos os nossos estudantes dentro das escolas, com outra regra de funcionamento, portanto. Nós não trabalharemos mais, a partir do segundo semestre, com limitação de percentual, mas sim com a regra de 1 metro. Vou dar um exemplo: nós temos escolas, governador, que têm capacidade física para 3.000 alunos, mas têm apenas 350 alunos matriculados. Essa escola poderá estar com 100%, porque certamente ela consegue 1 metro de distanciamento. Naquela escola que, dentro da sala de aula, não conseguir, eventualmente, o distanciamento de 1 metro, ela fará ainda algum trabalho de rodízio, se necessário, se necessário. E aí, o plano individual de cada uma das escolas. E eu digo se necessário, porque nós tomamos a decisão de que, no mês de agosto, ainda não será obrigatória a volta às aulas. A família ainda poderá, no mês de agosto, optar, durante o mês de julho e até o início de agosto, vamos estar discutindo e revendo. E lembrando que, na discussão, inclusive, com o Centro de Contingência, obviamente, a gente sempre vai estar olhando para as condições epidemiológicas. Então, durante o mês de junho e o mês de julho, estaremos sempre com a área da saúde, revendo as condições epidemiológicas, mas vamos avançar, para que as nossas crianças tenham seu direito garantido. Pode passar.

E algo importante aqui, que nós estamos fazendo, é a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo vai investir em 3 milhões de testes para uso exclusivo da educação, profissionais e estudantes, em três ciclos de testagem, que eu vou mostrar pra vocês já, já. A compra será feita pela secretaria é uma parceria com a Secretaria de Saúde do estado, que está realizando, iniciou o processo de compra de testes, através de uma ata de registro de preços, a qual os testes da Secretaria de Educação também serão adquiridos quando esta ata estiver concluída, então esperamos avançar aí nesses próximos dias, junto com a Secretaria de Saúde. Ampliação do teste será, obviamente, através das próprias secretarias municipais de Saúde. Ontem, reuni com prefeitos, o prefeito Ricardo Nunes, com os prefeitos aqui da região metropolitana, o Orlando, os presidentes das associações todas e dos consórcios de municípios do estado, governador, para justamente discutir e ver. E vamos ter, quinzenalmente, agora, reuniões com esse grupo de prefeitos, para que a gente possa estar avançando sempre no processo de volta às aulas. A gente precisa aprender a conviver, porque, mesmo com a vacinação, ao longo do tempo, vamos continuar monitorando, sim, em 2021 e em 2022, todos os passos deste vírus, porque ele vai estar ainda entre a gente, certamente. Mas, com vacinação, certamente com segurança para termos as atividades, mas com muito monitoramento e acompanhamento. Pode passar.

Quase concluindo, governador, nós temos três tipos de testagem, que esses testes serão utilizados: 1: teste de casos sintomáticos, que nós já fazemos hoje, com a parceria com as prefeituras, sempre importante, as prefeituras têm nos auxiliado; testes desenvolvidos em ocorrências com dois ou mais casos de vínculo epidemiológico. O que é isso? É quando você tem duas pessoas no mesmo ambiente escolar, que tiveram o vírus no mesmo período, obviamente este é um caso onde nós vamos testar mais pessoas de dentro da escola, para saber se foi só naquele vínculo epidemiológico de duas pessoas ou se envolveram mais pessoas; e o monitoramento Sentinela, que é uma espécie de monitoramento mensal ou bimestral que vamos estar fazendo para verificar a prevalência dentro da rede do vírus. Pode passar.

E aqui, falando sobre ensino superior nesse momento, nós temos já um protocolo que fala que os cursos da área de saúde podem funcionar até 100% presencial, por exemplo, o curso de medicina. O próprio curso define qual será o seu protocolo, a sua forma de funcionamento. E nós estamos incluindo alguns cursos, que não estavam na listagem do decreto, que passarão a seguir as mesmas regras, que são os cursos de saúde coletiva, de saúde pública e de medicina veterinária, que não dá pra parar também a formação médica veterinária, que é fundamental. Nossos pets não podem deixar de ter os nossos profissionais, que cuidam tão bem dos pets, que é uma bandeira muito forte, o governo trabalha muito forte, inclusive com o Hospital Veterinário. Não dá pra não ter esses profissionais, portanto eles também estarão cobertos agora na formação da mesma linha do ensino superior, com a formação médica.

Governador, muito obrigado. Hoje é um dia importante. Lembrar que a diretora Audrey, da Unesco, sempre fala que o fechamento total das escolas deve ser sempre o último recurso, e reabri-las com segurança uma prioridade. Nós estamos agora, governador, certamente dando um primeiro passo para ser a primeira área, de verdade, no estado e espero que no país, a estar mais próximo do normal, e deve ser as escolas, para cuidarmos das nossas crianças. Muito obrigado a todos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. E a última intervenção, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do Estado de São Paulo.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Estamos na 24a semana epidemiológica do ano de 2021, e hoje São Paulo contabiliza 3.509.967 casos. Infelizmente, 119.905 pessoas perderam as suas vidas, vítimas do Covid-19. As taxas de ocupação dos leitos das nossas unidades de terapia intensiva, no estado, estiveram e estão em 82%, na Grande São Paulo em 79%. É importante lembrar que esses índices das unidades de terapia intensiva vêm se mantendo em decréscimo nos últimos sete dias. Hoje, nós temos internados, isso são os dados de ontem até as 24h, nós tivemos 11.161 pacientes internados nas nossas unidades de terapia intensiva, com a enfermaria com 13.005 pacientes. E eu acabei de receber um dado, governador, de agora, atualizadíssimo, que nós temos hoje, nas nossas UTIs, 11.013 pacientes internados. Isso é importante, porque comparativamente a 1 de junho, que nós tínhamos 10.992 pacientes, nós acrescemos aí 28 pacientes apenas, nos últimos 15 dias. Isso é um excelente resultado, siso mostra o quanto, apesar de patamares elevados, nós estamos tendo respostas significativas e esse é o efeito, este é o resultado, sim, da vacinação ampla e progressiva, que vem acontecendo no nosso estado. Próximo, por favor.

Aqui, nós temos o número de casos, o número de casos apresentou, comparativamente, nas semanas epidemiológicas 23 e 22, ou seja, semana passada, em relação à semana retrasada, uma queda do número de casos em 5,9%, e tivemos um incremento de internações de 2,6%. É importante lembrar que o dado de internação é um dado absolutamente atual, mas o aumento das internações ocorreu em enfermaria e não nas unidades de terapia intensiva. Isso também, de alguma forma, reflete que as pessoas, mesmo que internando, estão internando com formas menos graves em relação ao que nós víamos anteriormente. Com relação ao número de óbitos, nós tivemos um incremento de 26,6%, mas todos os senhores se recordam que, na semana passada, quando nós vimos os índices de 417 número de mortes apresentados, nós já fazíamos uma referência que tivemos o feriado, que poderia não ter aportado todos os óbitos, eventualmente, que tivessem acontecido. Dessa forma, os óbitos foram acoplados e inseridos ao longo dos dias, por isso essa repercussão de incremento em 26,6%. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Nós vamos agora às perguntas. Pela ordem, nós temos a TV Cultura, na sequência a BBC News, TV Globo, GloboNews, Rádio TV Bandeirantes e BandNews, o Portal UOL e o Portal Metrópoles. Começando com a TV Cultura, com você, Maria Manso. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. A gente acabou de ver esses números, que ainda nos preocupam, pelo menos enquanto a gente não atingir aquele nível de imunização da população. Então, eu queria saber como é que estão as projeções de internações e óbitos, agora que a gente está ingressando já na quinzena, na segunda quinzena de junho, e se aqueles insumos de intubação chegaram, se o estado está preparado para um eventual aumento de internações.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maria. Vou dividir a resposta com o Paulo Menezes, que é o nosso coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, e depois com Jean Gorinchteyn. Aliás, João Gabardo, coordenador executivo e, na sequência, Jean Gorinchteyn. Com você, Gabardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Governador, boa tarde, boa tarde a todos. Nós tínhamos feito, Maria Manso, uma previsão lá pela metade do mês de maio, que nós ainda iríamos conviver com um aumento do número de casos e óbitos durante um período, e os nossos modelos matemáticos, que projetavam os dados, apontavam para uma melhoria desses indicadores a partir da metade do mês de junho. Vou pedir para mostrar o gráfico que tem essa evolução. Vocês vejam que o gráfico em amarelo, que mostra as internações nas enfermarias, eles tiveram realmente, durante esses últimos 30 dias, crescimento, mas um crescimento, não foi significativo, muito menor daquilo que aconteceu lá pelo mês de março e abril. Mesmo com algumas projeções que se faziam, que poderia ter no mês, nesses últimos 15 dias, um número muito grande de internações, elas, essas internações mantiveram exatamente dentro das nossas previsões, um acréscimo pequeno. E já mostrando que, a partir de ontem, dia 15, esse número passou a ser negativo. É muito importante essa informação, porque quando ele está negativo, está abaixo do zero, significa: nós estamos tendo um número menor de internações, tanto nas enfermarias quanto nas UTIs. E por que isso acontece? Todas as projeções, elas são feitas baseadas na transmissibilidade do vírus, mas na imunização, a imunização é que nos projetava essa capacidade de enfrentamento sem grande elevação do número de casos graves. E isso tem acontecido. Quando a gente olha, examina a redução que nós temos nas internações, nas faixas etárias que foram as primeiras a serem vacinadas, que são as populações acima de 90 anos, se percebe uma redução nas internações dessas faixas etárias. Quando se analisa a população de 80 a 89 anos, essa redução é ainda mais significativa. Quando se examina 70 a 79 anos, ela ainda é mais significativa. O que significa isso? À medida em que a imunização avança para as faixas etárias mais baixas, nós teremos um resultado ainda melhor da imunidade, porque quando nós vacinávamos as pessoas com mais de 80 anos, com mais de 90 anos, nós estávamos vacinando aquelas pessoas que tinham a menor capacidade de uma resposta imunológica. Agora, nós passamos a vacinar pessoas que têm uma melhor capacidade de resposta imunológica, então a tendência, com o avanço da vacinação para as faixas etárias menores, vai significar uma redução mais significativa de casos graves e a tendência de que esses gráficos fiquem com tendência de melhoria para os próximos dias, próximas semanas. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabardo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: O Governo do Estado de São Paulo sempre teve muita preocupação em não desabastecer nenhum município do estado, dos 645 municípios, sempre foram acolhidos, seja no fomento de oxigênio, através dos cilindros, que especialmente aqueles municípios menores acabavam tendo problemas, aqueles menores do que 10 mil habitantes. Sempre promovemos a distribuição dos respiradores e ventiladores, que eram extremamente importantes para suprir a assistência qualificada dos nossos pacientes, além de dobrar os leitos de UTI em relação ao que nós já tínhamos no ano passado. Portanto, nós temos um numerário de leitos de UTI que garante também manter a assistência à essa nossa população. E a questão que o kit intubação passou a ser uma das grandes preocupações, especialmente nos meses de março e abril, frente à grande demanda de internações, e internações prolongadas desses pacientes nas Unidades de Terapia Intensiva, que obrigada um número de doses de medicamentos para intubação muito alto. E nenhum município ficou desassistido, porque o estado assumiu essa ação, porque nós havíamos tido um problema de aquisição de produtos que foram por uma requisição administravam do ministério, impediu com que os municípios diretamente comprassem. E nós acolhemos aí o município. Mas não parou por aí, sob à orientação do governador João Doria, ele disse: "Façam licitações, façam pregões, mesmo que internacionais". E assim foi feito, nós encerramos um pregão internacional agora. Temos até o final do mês de junho, portanto, daqui a poucos dias estaremos recebendo um quantitativo que garantirá o fornecimento para quase 10 mil leitos, durante um período de 60 dias. Outros quantitativos chegarão no mês de julho, porque dessa forma temos a possibilidade de garantir uma assistência digna, humana e ética para os nossos pacientes. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Obrigado, então, Maria Manso. Vamos agora online, com André Birnar, da BBC News. André, você já está em tela. Obrigado por estar participando da nossa coletiva mais uma vez. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

ANDRÉ BIRNAR, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu queria tirar duas dúvidas rápidas a respeito do estudo da Butanvac. A primeira é se existe um cronograma de quando esses resultados das primeiras etapas, da fase um e da fase dois estarão disponíveis, quando que o Butantan espera ter esses resultados? E a segunda dúvida pontual é sobre o modelo do estudo, ele vai comparar, considerando que a gente já tenha vacinas aprovadas e usadas, a Butanvac ela vai ser comparada com placebo ou com as vacinas que a gente já tem disponível no Brasil?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, André. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, obviamente responderá às duas perguntas. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Começando pela segunda, André, é um estudo que nós chamamos de comparação de resposta imune. Quer dizer, nós vamos comparar a resposta dessa vacina, a vacina imunológica, com outras vacinas, e também com a vacina que já está disponível pelo Butantan, que é a Coronavac. Então é um estudo diferente, não é um estudo clássico, de fase um, dois e três, é um estudo de comparabilidade, de resposta imune. Com isso você pode chegar aos resultados de eficiência da vacina. O estudo ele está projetado na sua integralidade para durar 17 semanas, e isso não quer dizer que ele durará 17 semanas. Então como são fases progressivas, você depende de uma fase para poder evoluir para outra, e aí você vai analisando a resposta de cada uma dessas fases. Mas o estudo tem previsão de duração de 17 semanas após a obtenção desses resultados, sim, aí há um encaminhamento habitual para a ANVISA, com solicitação de uso emergencial. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, André, pelas perguntas. Obrigado, Dimas Covas. Agora vamos para a TV Globo, Globo News, com a Daniela Gemignani, Daniela, obrigado por estar aqui conosco mais uma vez. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

DANIELA GEMIGNANI, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Doutor Dimas, eu gostaria de saber mais informações sobre o boletim que foi divulgado de variantes que estão circulando no estado de São Paulo, 19, acho que apareceram nesse boletim de hoje, eu queria saber um pouco mais informações, qual vai ser a periodicidade, o que isso quer dizer, 19 variantes? É um número que assusta. E só pedir rapidamente, se o doutor Jean puder repercutir a situação de Catanduva também, que tem chamado a nossa atenção. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Dani, eu vou pedir ao Dimas Covas, para responder, e também o doutor Paulo Menezes, como coordenador do centro de contingência, na sequência, o Jean Gorinchteyn. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Daniela, o Butantan coordena uma rede de genotipagem, que tem centros espalhados pelo estado, alguns, ou a maioria deles localizados em universidades. Então semanalmente é feito um percentual das amostras que são positivas, que são também capitaneadas por um outro centro de estudo, que é o centro de diagnóstico, que são mais de 4 milhões de testes feitos até agora. Então semanalmente se escolhe uma amostra significativa por regiões do estado de São Paulo, e se faz o sequenciamento genético. Com isso é possível de se acompanhar a evolução das variantes. Então nesse momento a variante gama, que é a variante P1, é a predominante, com mais de 98% em todas as regiões, e é importante que isso aconteça semanalmente. Quer dizer, com isso nós vamos avaliando qual a evolução dessas variantes. Quer dizer, 19 variantes foram identificadas até esse momento, mas a variante P1, ou gama, é a que predomina nesse momento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, ainda nesse mesmo tema, Paulo Menezes, nosso coordenador do centro de contingência, Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Boa tarde, Daniela. Eu só queria acrescentar que esse monitoramento molecular, das variantes, do vírus, é fundamental para auxiliar na eficiência da vigilância epidemiológica e do controle, essa rede que é composta também, na parceria forte com o Instituto Adolfo Lutz, já identificou aqui no estado de São Paulo, desde o início da pandemia, mais de 220 variantes. A grande maioria são pequenas mutações sem nenhum significado. Então a comunidade científica no mundo tem classificado as variantes como variantes de interesse, são algumas variantes com algum potencial de serem distintas, e variantes de preocupação, como aquelas já bem conhecidas, nossas, que tiveram siglas, primeiro de letras e números, agora estão sendo chamados com o alfabeto grego, alfa, beta, gama, delta, até o momento, que são variantes que aí sim tem características que as distinguem das que estavam circulando até então. No caso essas que foram identificadas como variantes de preocupação no mundo até o momento, elas têm como principal diferença, maior transmissibilidade. Então quando elas predominam, a gente tem um aumento no número de casos, e consequentemente internações e óbitos, mas não porque elas tragam doença mais grave, mas porque elas trazem muito mais pessoas doentes, em função da transmissibilidade. Acabei de saber, por exemplo, que o Rio Grande do Sul identificou, parece que foi publicado de ontem para hoje, uma variante peruana, que é o que se esperaria, já que a pandemia no Peru está muito intensa, o que facilita o surgimento de novas variantes. Então esse trabalho de rotina, de sequenciamento molecular, ele é muito importante, e traz segurança para a vigilância aqui no estado de São Paulo. E eu diria mais, que o estado de São Paulo é pioneiro em ter essa rede do Instituto Butantan, Instituto Adolfo Lutz, e laboratórios associados, incluindo laboratórios universitários, para fazer de forma regular esse monitoramento molecular.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo Menezes. Daniela, eu pedi também ao Marco Vinholi, que pudesse completar a resposta, sobre o tema de Catanduva, especificamente. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Bom, houve uma variação com o aumento de número de internações, a cidade aumentou as restrições, a minha cidade, inclusive, eu sou de lá. Dentro disso, a prefeitura colocou maiores restrições, seguem até o próximo dia 29, e perante essas restrições os números vem melhorando, ainda que lentamente. O governo do estado de São Paulo faz um repasse de 4,5 milhões para o Hospital Padre Albino, que é o hospital local, falei nessa manhã com eles, e todos agora na perspectiva de mobilização para manter esses números melhorando, e na assistência hospitalar.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Então concluídas as respostas, obrigado, Dani. Vamos agora com a Maira Djaimo, da Rádio e TV Bandeirantes, também Band News. Maira, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

MAIRA DJAIMO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Bom, eu queria continuar no tema levantado pelo meu colega, sobre os testes da Butanvac, para esclarecer algumas coisas, porque, bom, Coronavac a gente teve metade dos voluntários tomando placebo, metade tomando a vacina, e agora então vai ser uma comparação de resposta imune entre as vacinas. Mas em uma coletiva de manhã tinha sido dito que também vai ser usado o placebo. Eu queria entender em que circunstância, se realmente vai ser utilizado. Se tem diferença da fase A para a fase B em relação à estratégia? E se vai ser a comparação só com a Coronavac ou outras vacinas? Isso porque como a gente já tem o calendário fechado, todo mundo na expectativa de se vacinar, para as pessoas se inscreverem e sabendo se pode ser que elas tomem placebo, ou se todas vão acabar recebendo a vacina. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Claro, Maira. Pergunta é absolutamente pertinente. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: O grupo placebo é só na primeira fase, que é exatamente para avaliar a segurança e a dose que será incorporada na vacina definitiva. A partir daí é comparativo com a vacina que já está em uso, e com outras vacinas, eventualmente, com base em dados publicados. A progressão do estudo prevê a incorporação não só de pessoas não vacinadas, e não expostas, como também grupos de pessoas vacinadas, independente de qual vacina tomou, e grupo de pessoas que tiveram a Covid-19. Então isso também faz parte exatamente dessa comparação de resposta imune, já prevendo a vacinação periódica. Quer dizer, tudo indica que nós teremos a necessidade de uma vacinação, pelo menos, anual, em relação à evolução dessa epidemia. Então isso já também sendo previsto no curso desse estudo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, obrigado Dimas. Maira, obrigado, mais uma vez. Agora vamos para a penúltima pergunta, que é do Lucas Teixeira, do Portal UOL. Boa tarde, já nos vimos hoje de manhã, quase de madrugada, lá no Instituto Butantan, a entrega das vacinas. E agora mais uma vez aqui, por favor, sua pergunta.

LUCAS TEIXEIRA, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Eu queria entender, vou seguir na Butanvac, doutor Dimas, entender um ponto que fiquei em dúvida. Vão ser pessoas que não foram expostas ao vírus, pessoas que já foram e pessoas vacinadas. Há uma preocupação, como é que vocês vão fazer para arrumar os diferentes perfis dentro dessas pessoas que não foram expostas, e não foram vacinadas? Antes era todo mundo, mas aqui no Brasil, por exemplo, os idosos, por exemplo, já foram todos vacinados. Se vocês pretendem fazer esse estudo junto aos consórcios no estrangeiro, eventualmente? Como é que vocês pensam em fazer isso? E rapidinho, que o senhor não me mate, mas, governador, se o só puder comentar a pré-candidatura à presidência, se o senhor já avisou ao partido, como é que estão essas tratativas. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Lucas. Não, ela vai deixar você vivo, fique tranquilo. Vamos então com você, Dimas Covas, depois eu respondo ao Lucas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Lucas, esse é o desafio, quer dizer, o estado de São Paulo vai ter a sua primeira vacinação em todos os adultos, ou na grande maioria dos adultos até setembro, nós temos que correr com esse grupo inicialmente, e a partir daí os demais grupos são os grupos que já foram vacinados, ou já foram expostos à doença, ou ambos, já foi exposto e vacinado. Então isso é uma parte importante do estudo, e é um estudo que também leva em consideração as variantes, quer dizer, nós não vamos tentar apenas uma vacina, vamos tentar pelo menos, três vacinas, com composições diferentes em termos de variantes.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Lucas, em relação à essa pergunta, sim, eu confirmei inclusive ontem, ao Jornal Folha de São Paulo, ontem à noite, que vou disputar as prévias para a Presidência da República, prévias do meu partido, PSDB, que ocorrerão no próximo dia 21 de novembro, com outros três candidatos, todos eles competentes, sérios e bons, Eduardo Leite, Tarso Jereissati, e Artur Virgílio. Eu sou filho das prévias, disputei e venci duas prévias aqui em São Paulo, 2016, 2018, as duas únicas prévias realizadas pelo PSDB, aliás, as duas únicas prévias realizadas no país foram feitas aqui em São Paulo. E eu entendo que as prévias agregam, somam, fortalecem e ativam a candidatura daquele que for o vencedor, e em nome do PSDB poderá dialogar com os demais partidos para a disputa presidencial em 2022. Vamos agora com a Débora Gomes, portal Metrópoles, e com a Débora nós concluímos a nossa coletiva. Débora, bem-vinda. Boa tarde.

DÉBORA GOMES, REPÓRTER: Olá, todos os presentes. Levando em conta as antecipações da vacinação contra a Covid-19 aqui em São Paulo, e sabendo que algumas cidades adiantaram ainda mais esse calendário, também sabendo que 300 mil pessoas ainda não tomaram a segunda dose, eu gostaria que o governo esclarecesse, até para dissipar alguns rumores nas redes sociais, se as vacinas que eram para a segunda dose estão sendo usadas na antecipação da primeira dose? Ou se essa antecipação apenas leva em conta os compromissos do Governo Federal? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Débora. Vou pedir à doutora Regiane de Paula, que é a coordenadora do PEI - Programa Estadual de Imunização, e coordenadora também em São Paulo, do PNI. Com você.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada. Débora, nós não estamos utilizando a segunda dose da vacina para que a gente possa antecipar a campanha, e sim um planejamento extremamente rigoroso, com todos os insumos imunobiológicos, que estão sendo disponibilizados pelo Programa Nacional de Imunizações. Então a segunda dose daquele faltoso, e aqui eu faço novamente uma solicitação, você que não tomou a sua segunda dose, hoje no estado de São Paulo, entorno de 300 mil pessoas, voltem à Unidade Básica de Saúde e tomem a sua segunda dose para completar o seu esquema vacinal. Somente dessa maneira você estará protegido contra o Covid-19. Nós não estamos utilizando essa segunda dose, ela está nos municípios que devem vacinar a segunda dose. E sim, com planejamento e a estrutura que temos, nós estamos colocando e antecipando o calendário baseado naquilo que está na programação do Ministério da Saúde, Programa Nacional de Imunizações. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Obrigado, Débora. Obrigado, a todos. Voltaremos a nos encontrar na sexta-feira, os que puderem estar às 8h da manhã, na entrega de mais vacinas do Butantan, para o Ministério da Saúde, para o braço dos brasileiros. Você que está em casa, nos assistindo, pela TV Cultura, pelos portais, pelas emissoras que estão aqui transmitindo ao vivo, como a Record News, SBT News, por favor, não saiam de casa ou do seu ambiente de trabalho, sem usarem as suas máscaras, procurem fazer o distanciamento social, lavem as suas mãos, álcool em gel, protejam-se. Muito obrigado, uma boa tarde, a todos.