Coletiva - Governo de São Paulo anuncia retomada das aulas para 8 de setembro 20202406

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Coletiva - Governo de São Paulo anuncia retomada das aulas para 8 de setembro

Local: Capital - Data: Junho 24/06/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, boa tarde a todos, boa tarde aos jornalistas que estão aqui participando desta coletiva de imprensa, essa é a 77ª coletiva de imprensa, número 77, aqui no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, hoje, quarta-feira, dia 24 de junho, obrigado também aos cinegrafistas, fot&oacu te;grafos, técnicos, que acompanham os jornalistas que estão aqui presentes, igualmente obrigado aos jornalistas que, online, estão acompanhando a coletiva de hoje. Ao meu lado José Henrique Germann, secretário da saúde do Estado de São Paulo. Patrícia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico, ciência e tecnologia. Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional. Por videoconferência o secretário de educação, Rossieli Soares. Haroldo Rocha, secretário executivo de educação do Estado de São Paulo. Carlos Carvalho, coordenador do comitê de saúde, o centro de contingência do Covid-19. E também João Gabardo, coordenador executivo do centro de contingência, o comitê de saúde do Estado de São Paulo. Obrigado a TV Cultura, que está transmitindo ao vivo pra todo o Estado de São Paulo, também a Band News TV, a TV Jovem Pan, a Rádio Capital, a CNN com flashs ao vivo aqui da coletiva, a Rede Brasil, Rede Família, da Rede Vida e a TV Alesp, além das demais emissoras que estão aqui representadas, TV Globo, TV Record, Record News, Globo News, TV Bandeirantes, Rádio Bandeirantes, Band News, Rede TV, SBT e TV Gazeta, agradeço também aos jornalistas dos veículos de mídia impressa e dos meios digitais, que também estão presentes. Hoje, nós temos um único tema, mas é um tema de muita importância para milhões de brasileiros, que vivem em São Paulo, hoje o tema é educação, a retomada gradual das aulas para 13 milhões de alunos da rede pública de ensino do Estado de São Paulo, a maior rede pública de ensino da América Latina, incluindo aqui nas decisões de hoje, d a creche à universidade, rede pública estadual, rede pública municipal, e igualmente as escolas particulares de ensino aqui no Estado de São Paulo. Guiado pela necessidade dos estudantes e das suas famílias, e orientado pelos princípios da saúde pública e proteção à vida, compartilhadamente com o centro de contingência do Covid-19, o nosso comitê de saúde, hoje nós apresentamos, com previsão, o calendário escolar pós Covid, ou seja, que sucederá a grave crise de saúde do coronavírus. O Governo de São Paulo apresenta hoje um plano consolidado, gradual, cuidadoso e seguro de volta às aulas. Todas as decisões serão compartilhadas com o comitê de saúde do Estado de São Paulo, para garantir prevenção e segurança a alunos, professores e funcionários da rede p&uacu te;blica e da rede privada de ensino em São Paulo. Será, repito, uma volta gradual e responsável, que tem como princípio fundamental garantir a saúde e a vida dos alunos e também dos profissionais de educação em São Paulo. Construímos um plano com protocolos bem definidos de distanciamento social, monitoramento de saúde dos alunos, higiene pessoal e dos ambientes escolares, para garantir esta segurança, repito, nas escolas públicas municipais, estaduais e também a recomendação para as escolas privadas em todo o Estado de São Paulo. O plano foi construído levando em conta a nossa realidade e o estágio em que a epidemia se encontra em São Paulo, mas também consideramos e adotamos princípios das experiências internacionais exitosas ao redor do mundo. Quero agradecer o esforço de pais, mães, avós, viz inhos e amigos, que estão fazendo o possível para acompanharem os estudos dos seus filhos e das nossas crianças e adolescentes em São Paulo. Nosso muito obrigado também aos professores da rede pública de ensino, da rede privada de ensino, e aqueles que administram, são gestores ou trabalhadores das escolas públicas do Estado de São Paulo, em especial aos professores da rede pública de ensino, o nosso agradecimento por estarem transmitindo conhecimento online, utilizando recursos digitais pela primeira vez em caráter contínuo em toda a história da educação do Estado de São Paulo, 13 milhões de crianças e jovens estão acompanhando aulas online em São Paulo, a educação não parou no Estado de São Paulo. Uma situação nova, inusitada pra todos, mas com critério, cuidado, planejamento e previsibi lidade, estamos tratando de garantir educação para crianças e adolescentes do Estado de São Paulo. Quero fazer um agradecimento muito especial ao secretário estadual de educação, Rossieli Soares, ex-ministro da educação no governo Michel Temer, que mesmo tendo contraído o coronavírus, e estar em processo de recuperação, por isso que ele está em casa e não aqui presente fisicamente, não mediu esforços ao lado de toda a sua equipe, todos os profissionais da Secretaria de Educação, especial o seu secretário executivo que está aqui ao nosso lado, Haroldo Rocha, para oferecer este calendário, e também agradecer ao comitê de saúde do Estado de São Paulo, por ter compreendido, ajudado e contribuído para a apresentação da proposta que será aqui, hoje, apresentada. São Pa ulo confia e acredita na educação, entende a importância disso para formar uma nova geração de brasileiros em São Paulo. Rossieli vai explicar de forma cuidadosa, por isso é que estabelecemos uma única comunicação no dia de hoje, para poder apresentar de forma precisa e detalhada o novo plano de retomada da educação em São Paulo, observando, mais uma vez, os critérios de saúde e segurança sanitária. O secretário Rossieli fará o uso da palavra e terá aqui, se necessário, depois, nas perguntas e resposta, a ajuda e o apoio do secretário executivo Haroldo Rocha, e o próprio secretário Rossieli Soares online também poderá responder perguntas dos jornalistas. Vamos, então, ao novo plano de educação do Governo de São Paulo, que será apresentado agora pelo secret&aacute ;rio Rossieli Soares, online, vocês poderão acompanhar naquela tela, e os que estão em casa no próprio monitor do seu aparelho de televisão. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos que nos assistem, seja aí no Palácio, seja nas suas casas, nos seus escritórios, enfim, online, é um grande prazer estar retornando, governador, e pra um tema tão importante, né, educação é fundamental pro desenvolvimento, especialmente pós pandemia, educação será mais importante ainda, em todas as suas dimensões, desde a educação infantil, até o ensino superior, até a educação complementar, por isso que o plano de retorno é importante que a gente dê referências pra que as redes municipais, a estadual, as privadas, todas possam se organizar pra esse retorno, com segurança e dentro daquilo que é estabelecido pela saúde, especialmente, pelo nosso comitê de contingência. Poderia pedir pra equipe, então, colocar a apresentação, pra que a gente possa iniciar, a ideia aqui é passar pelo plano de retorno da educação, com alguns pontos principais já destacados pelo governador João Doria, pode passar, por favor, mas eu queria lembrar que o isolamento, que começou no estado, ele foi muito fortemente iniciado pela educação, né, nós, em março, quando tomamos a decisão, anunciando no dia 13 de março, nós estávamos falando de 13 milhões de pessoas que deix avam de circular, o que representa 32% da população do Estado de São Paulo, ou seja, falar de circulação é falar também de educação neste caso, nós temos aqui as divisões, mas é importante falar aqui que este protocolo não é para a rede estadual e sim para o sistema educacional do Estado de São Paulo, desde a educação infantil, até o ensino superior, que somam esses 13,3 milhões, incluindo o que a gente chama de educação complementar aqui, são cursos de inglês e outros cursos livres, que são propostos por inúmeras instituições. Pode passar. Lembrando que essa distribuição inclusive tem uma grande concentração na capital, mas é distribuído em todo o estado no mapa. Uma coisa importante, então, pra retomada, é que ela vai ocorrer em tr&e circ;s etapas, a primeira etapa é um retorno de até 35% deste público que acabamos de falar, ou seja, desde que se preserve algo que é, assim, uma regra de ouro, o distanciamento de 1,5 metros, poderá voltar na primeira etapa até 35%, por que este percentual é importante? Porque é um percentual que nós conseguimos cumprir os protocolos, eu vou comenta-los mais ao final da apresentação, conseguimos fazer um atendimento educacional já importante, e também fazer processos pedagógicos de preparação pra esse retorno que eu vou comentar. Então, este percentual, ele servirá pra, por exemplo, a rede estadual, mas servirá pra rede privada, pra o ensino superior, pra educação infantil, então retornaremos com até 35% na etapa, lembrando, preservado o distanciamento de um metro e meio, lógico que este distanciamento tem e xceções, no caso da educação infantil, nas creches, por exemplo, não há como manter, guardar um distanciamento de um metro e meio de um bebê, por exemplo, mas logicamente, então, temos regras específicas para determinadas etapas. Na etapa dois, nós migraremos, então, para 70% e, na verdade, a etapa três é um novo normal, é quando todos já retornaram à escola, e nós estamos próximos deste novo normal, com os novos cuidados, com os novos aprendizados e essa é uma ponderação importante. No caso da educação complementar, apenas um comentário, ela vai ter regras específicas, ligadas ao Plano São Paulo, né, porque eles são uma educação não regulada, e isso é importante dizer, eles terão, então, um atendimento diferenciado da educação r egulada, que é o ensino de educação básica, e o ensino superior. Pode passar. Dentro, quais são as condições, então, pra que a gente, efetivamente, possa reabrir as nossas escolas, né, primeiro nós temos que ter todas as diretorias regionais de saúde por dois ciclos, ou seja, cada ciclo de avaliação do governo do Plano São Paulo, hoje, são de 14 dias, então, durante dois ciclos, ou seja, 28 dias, nós temos que ter todas as diretorias de ensino não, desculpe, regionais de saúde na fase amarela, nós não teremos um retorno regionalizado, porque isso certamente teria uma série de possibilidades de prejuízos de circulação de pessoas, estudantes que estudam no interior, que vem pra capital, da capital mesmo que vão para o interior, trânsito gigantesco entre municípios, mesmo fora de suas r egionais. Então, o retorno será junto, e este retorno somente após 28 dias dentro do amarelo, para irmos para a etapa dois, 60% dos departamentos de saúde do estado já deverão estar dentro de um ciclo de 14 dias no verde, e depois, para chegarmos à etapa três, 80% dentro do verde. Ou seja, na fase quatro, pra fazer o link com o Plano São Paulo. Se uma região, por ventura, regredir, ou seja, a gente já abriu as escolas, chegamos, ficamos 28 dias no amarelo, abrimos as escolas, o que acontece se uma região tiver algum, por exemplo, problema, e tenha que regredir pra fase laranja, ou até a fase vermelha? Aí nós vamos tratar a exceção ali naquela região, mantendo o estado aberto, lógico que estas decisões vão ser sempre acompanhadas e sempre tratadas pela Saúde, pelo Comitê de Contingencia. Uma coisa importante que n&oacut e;s vamos ter agora é a possibilidade, chegando já na fase amarela, a única coisa regionalizada são as atividades práticas, laboratoriais, para as universidades e educação técnica fazerem apenas para conclusão dos seus formandos, eventualmente, as aulas, com todos os protocolos de segurança exigidos, desde que tenham cumprido um ciclo de 14 dias no amarelo. Então, essa é a etapa principal para o retorno da fase 1 então para a educação de forma geral. Pode passar, por favor. Aqui, só exemplificando, e na verdade nós trabalhamos com uma previsão de retorno para o dia 8 de setembro, na educação, de forma geral. Esta data, ela é um estudo da Secretaria de Educação com o governo, para que a gente possa dizer o seguinte: nós temos que nos pr ogramar, ou seja, redes municipais têm que ter merenda escolar, porque no dia 8 de setembro começamos a servir a merenda escolar, começamos a ter os insumos, temos que ter os itens de proteção, todos adquiridos por todos, para esta data. Então, a nossa data referência é o 8 de setembro. Claro que para que isso aconteça quer dizer que eu tenha que ter tido os 28 dias anteriores no amarelo. Isso é muito importante. Por isso que ali, no dia 4, por exemplo, de setembro, como já é uma data prevista de anúncio do Plano São Paulo de como estão todos os indicadores de dentro do estado, deve-se confirmar que ali continuamos no amarelo, para que possamos então avançar, então a data prevista é 8 de setembro. Lembrando também que há necessidade das redes se planejarem para este retorno, com aquisição e cumprimento de 100% destes p rotocolos. Pode passar, por favor. Lembrando que 8 de setembro é a etapa 1 que retorna. Protocolos gerais para o retorno. Acho que é importante a gente destacar que nós trabalhamos com os pilares do Plano São Paulo, que fala de distanciamento social e tem as regras para higiene pessoal, sanitização dos ambientes, a comunicação e o monitoramento, que são os pilares fundamentais de funcionamento. Pode passar. Dentro do distanciamento social, talvez essa seja a regra mais importante, é manter o distanciamento de 1,5m. E por isso, nós não podemos voltar com todos os estudantes. Quando voltar, com segurança, cumpridas todas aquelas regras, se voltarmos com todos os alunos, não conseguiríamos cumprir, por exemplo, com 1,5m. Então, esta regra, ela é fundamental, ela é, como eu estou chamando aqui, uma regra de ouro para ser cumprida por todas as instituições. Isto vale, logicamente, com alguma exceção, para a educação infantil, de novo, como já destacamos, né? Isto vale para todas: rede municipal, rede estadual e redes privadas, em todas as instituições. É importante que a gente está recomendando que se adote ainda ensino remoto complementar, porque se volta uma parte, a metodologia de acompanhamento dos alunos deve ser para todos. A parte presencial é que poderá ser para até 35%, que será definido pelas redes. Também tem uma questão importante da organização da entrada, não é? Isso aqui é um resumo, tá, gente? Uma coisa importante, é um resumo do protocolo, que vai estar disponibilizado já no site do Plano São Paulo e no site da Secretaria de Educação. Mas a organização dos horários de entradas e saídas, evitando aglomeração e preferencialmente fora dos horários de pico do transporte público, isso é importante. Lógico que a gente tem uma distinção muito grande da realidade do interior pra capital, mas essa é uma recomendação importante. Feiras, palestras, seminários, competições, campeonatos esportivos, comemorações, assembleias, qualquer coisa desse gênero estão proibidas. Nós inclusive incentivamos que as atividades sejam feitas ao ar livre, sempre que puderem, em espaços mais amplos, extremamente arejados. Ainda temos uma recomendação importante de que os intervalos dos recreios devem ser feitos sempre em revezamento de turmas, com horários alternados, para que não sejam todos... Ainda na etapa 1, que tenhamos menos alunos, n&at ilde;o pode ser um intervalo onde todos estarão juntos no mesmo horário. E as atividades de educação física, especialmente, dando destaque, que são importantíssimas, especialmente para o retorno, elas também deverão manter, cumprir o distanciamento de 1,5m e preferencialmente sempre fazer em área livre, mais ao ar livre possível. Sempre cuidando da higienização, vou falar isso também, dos equipamentos. Pode passar, por favor. No campo da higiene pessoal, higienizar frequentemente as mãos, com água e sabão ou álcool gel, com 70%. É importante dizer aqui que, no caso da higiene pessoal, nós vamos estar disponibilizando as EPIs necessárias aos funcionários, para cada tipo de atividade. Nós temos desde, na educação, a cozinha, n&oac ute;s temos o setor de limpeza, setores administrativos, com perfis diferentes, mas que são fundamentais, estarem protegidos, até para que protejam também as pessoas. O uso será obrigatório de máscara dentro da instituição de ensino, seja por funcionários, seja por estudantes. Também no transporte escolar, em todo o percurso de casa até a instituição. Isso é importante, nós vamos ter a distribuição de máscaras para os nossos estudantes, funcionários, e isso será obrigatório. Se o aluno não estiver de máscara, ele não poderá permanecer na escola. Fornecer água potável, de modo individualizado, por exemplo, é um protocolo importante. Ou seja, o bebedouro, que é comum em escolas, onde você toma direto da fonte, será proibido, vai se fornecer uma caneca para que os e studantes, por exemplo, e todos os profissionais, tenham seu copo ou sua caneca, para que tomem água. Lembrando que são exemplos, são muito mais completos, a gente está destacando alguns deles aqui, de cada um dos pontos. Pode passar. Dentro da sanitização, a gente tem a higiene dos prédios, das salas de aula, particularmente das superfícies que os alunos usam muito, uma classe, por exemplo, as mesas, mesas de refeitórios, as carteiras, puxador de porta, corrimão, enfim. E sempre isso antes do início das aulas e ao fim, e sempre quando necessário. Então, higienizar banheiros e lavatórios antes da abertura, após o fechamento e no mínimo a cada três horas. Certificar que o lixo seja retirado, removido três vezes ao dia e não somente menos vezes do que isso, isso é o mínimo. Manter os ambientes ventilados, ou seja, as aulas devem ocorrer inclusive com as portas abertas, para que não se tenha o manuseio, ou se diminua ao máximo o manuseio de maçanetas e fechaduras, por exemplo, no ambiente escolar. Dentro... Pode passar. Dentro da comunicação, que é importantíssimo manter as famílias, os estudantes, a comunidade, a sociedade informada, sempre sobre o retorno dos protocolos, com no mínimo sete dias de antecedência para as famílias. Então vai ter, logicamente, um reforço dessas informações e dessa comunicação com este perfil. Priorizar o atendimento ao público por canais digitais, só aceitar a família em último caso lá na escola, se não é sempre atender por telefone ou por meios digitais. Por ex emplo, evitar a circulação de pessoas que não precisam estar neste momento circulando. Produzir materiais de comunicação, todas as instituições terão que ter materiais produzidos para falar de prevenção, para falar dessas regras, tanto para a família quanto para os estudantes. Pode passar. E no monitoramento, não permitir então a permanência de pessoas sintomáticas para o Covid na instituição de ensino. Isso é fundamental. Então, a orientação primeira, tanto aos pais quanto aos responsáveis, para aferirem a temperatura dos estudantes antes deles irem para a escola, ou seja, desde casa, sempre aferir a temperatura do seu filho. E caso a temperatura já esteja acima de 37,5 graus, por exemplo, a recomendação já é ficar em casa. A recomendação ainda para instituições tanto públicas quanto privadas é que também façam aferição da temperatura das pessoas à entrada. Por isso é importante, na fase 1, ter menos estudantes, para que esse procedimento não dê aglomeração na entrada, com horários distintos, e possamos fazer, por exemplo, nós, na rede estadual, estaremos comprando também equipamentos para fazer esta medição, por exemplo. E profissionais e alunos que fazem parte de grupo de risco devem ficar em casa, logicamente realizando as suas atividades remotamente na primeira fase do plano, especialmente. Separar sempre, ainda um protocolo importante, que se o aluno for identificado com a temperatura, por exemplo, ou com algum outro sintoma, que ele deve se manter isolado até que o responsável venha buscar. Então, ter um ambiente, uma sala, seja da Coordenação Pedagógica ou algum ambie nte destinado pra isso, para que a pessoa possa esperar até o momento do seu responsável, por exemplo, buscar, caso seja identificado um caso. É um protocolo que tem sido feito também mundo afora. Pode passar. Uma coisa importante é que estes, todos esses documentos, tudo isso foi muito discutido dentro do Governo do Estado, Secretaria de Educação, Desenvolvimento Econômico, Secretaria de Saúde, o Conselho Estadual de Educação, o nosso Comitê de Contingência, os municípios [ininteligível] a cidade de São Paulo, com o secretário municipal Bruno Caetano, as nossas universidades públicas em todas as etapas, foram muito importantes nesse processo, e as instituições privadas, através da Associação Brasileira de Escolas Particulares, a Abepar, o Sindi cato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado, Seesp, os representantes das universidades particulares, representantes da educação complementar. São mais de cem pessoas envolvidas nesta construção, além da equipe própria da Secretaria e de consultorias e de apoio que nós tivemos. Algo importante é que nós estamos seguindo aqui, pode passar, as melhores orientações e aquilo que tem acontecido no mundo. E isso é importante inclusive pra continuarmos fazendo isso. Estamos ainda em um processo de aprendizagem e vamos continuar aprendendo, vamos avançar certamente ainda mais. Como vocês podem ver, o retorno gradual segmentado, o uso de ensino remoto e a redução do número de alunos por turma, e os protocolos sanitários, são pontos seguidos pelos protocolos aqui do Estado de São Paulo. Por fim... Deixa eu ver, pode passar. Falando rapidamente aqui do planejamento do retorno da rede estadual, o principal foco do retorno, logicamente, será não deixar nenhum aluno pra trás e recuperar a aprendizagem de todos. Acho que isso é a coisa mais importante que se pode falar da educação. Nós vamos voltar todos juntos, mas nós vamos trabalhar em conjunto para que nenhum aluno fique pra trás, especialmente nas habilidades essenciais, sejam as cognitivas, sejam as socioemocionais. Por isso, a gente vai trabalhar em três fases. Pode passar. Que são: uma muito importante, o acolhimento socioemocional. Os jovens e os profissionais estão saindo de uma etapa de isolamento, nós precisamos dar muito suporte nesse sentido. 2) A recuperação e o aprofundamento. Identificar em que nível está cada um dos estudantes e apoiá-los a partir d esta identificação, dessa avaliação diagnóstica que nós faremos. 3) Prevenção do abandono [ininteligível] escolar, que é uma das coisas que mais nos preocupa após o retorno da pandemia. Temos visto algumas pesquisas nesse sentido, e a gente precisa garantir como sociedade que os alunos não abandonem. Pode passar. Falando rapidamente do que já foi feito, nós tivemos... Pode passar. O Centro de Mídias da Educação de São Paulo, que, com canais de televisão, com a TV Cultura nos apoiando, com a TV Educação já no ar, com aplicativo, pagando internet para que os alunos possam acessar. Distribuímos também materiais impressos, sabendo de todas as dificuldades e desafios que nós temos no nosso estado, e olhando, por exemplo, para coisas como Merenda em Casa, que está atendendo os alunos que mais precisam, com apoio neste momento. E aí, olhando para o futuro, rapidamente, os próximos passos... Pode passar. A busca ativa dos nossos estudantes é um passo importante, nós já estamos fazendo, mas será muito intensificado daqui pra frente. A identificação de grupos de risco, engajamento da comunidade escolar e o próprio monitoramento, em todos os aspectos. Estamos em processo já para aquisição, pra gente poder distribuir, fornecer máscaras, EPIs, termômetros e demais insumos, que são necessários para o funcionamento das escolas. Durante o mês de agosto, especialmente, a gente vai estar trabalhando com a formação dos nossos profissionais da educação. A equipe da escola e os profissionais da educação vão ser formados, por exemplo, preparados para esse retorno, dentro dos protocolos, dentro dos protocolos educacionais, para o retorno pedagógico e o apoio pedagógico. A avaliação diagnóstica, que já está preparada, a gente vai fazer inclusive para que os planos de recuperação sejam individualizados. E o programa de recuperação da aprendizagem, já estamos produzindo materiais didáticos, apoiados também pelo ensino híbrido. Ou seja, vamos usar o presencial, que é fundamental, mas também usando a tecnologia, e com foco, sim, em habilidades essenciais. Esse plano de recuperação, ele irá até 2022, porque a gente sabe que a recuperação será muito longa. E estamos trabalhando no projeto do 4º ano do ensino médio, optativo para os estudantes. A gente tem visto estudantes que querem ter mais uma oportunidade de continuar estudando, para se preparar me lhor para o vestibular. E nós vamos trabalhar para, em havendo vaga, acolher esses jovens para que eles possam continuar estudando, considerando este ano que a gente teve. Em breve também nós vamos trazer mais detalhes para que eles possam ingressar também durante este ano para o próximo ano, os alunos que já estão no 3º ano, que desejarem, logicamente. E por fim, os nossos protocolos, do setor educacional, da etapa 1 e 2, geral e específico, estarão disponíveis já no site do Plano São Paulo, como a gente já pode ver aí na tela, teremos um decreto que será publicado no dia dois de julho, com todos esses normativos, com todos os detalhamentos necessários, lembrando que a partir do decreto, as redes, por exemplo, também farão o complemento dos seus planos, então, ter ão que fazer, por exemplo, a definição de qual é o público dos 35%, lembrando que isso serve desde a educação infantil, até o ensino superior. Governador, encerro por aqui dizendo que a gente ainda tem uma longa jornada, mas algo que é fundamental é que a saúde tem ditado os rumos para o retorno, nós não vamos retornar se não estivermos cumprido tudo isso que está estabelecido, a data base está clara, é oito de setembro, mas isso tem que ser com o cumprimento dos 28 dias no amarelo, que a epidemia esteja já numa situação de controle, que já esteja com os indicadores decrescentes, e é muito importante que a gente siga sempre as orientações de saúde, e que a gente tenha segurança pra esse retorno, tanto pros nossos estudantes, quanto pra nossa comunidade escolar de forma geral.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Rossieli Soares, secretário de educação do Estado de São Paulo, os nossos votos da sua plena recuperação, já está na fase final de recuperação, breve já estará no expediente normal, com a devida proteção, os devidos cuidados e o uso de máscara. Nós, antes de retomarmos o tema da educação, que é o grande tema da coletiva de hoje, vamos aos números da saúde, com o secretá rio da saúde José Henrique Germann e, na sequência, os índices de isolamento com a Patrícia Ellen. Secretário Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Muito obrigado, governador, boa tarde a todos. O Brasil apresentava ontem 1.145.906 casos confirmados de Covid-19, com 52.645 óbitos, o que deu uma letalidade de 4.6%. São Paulo, 238.822 casos confirmados pra hoje, 13.352 óbitos, um crescimento de casos confirmados de 3.9% e de óbitos 2.1%, e temos uma letalidade de 5.6. Estão internados na rede de saúde, de atenção à saúde, 5.455 em regime de UTI e 8.547 pacientes em regime de enfermaria, casos, lei tos clínicos. Aqui constam tanto os pacientes a serem confirmados, como os pacientes já confirmados de Covid-19. Com isto, as nossas taxas de ocupação estão com, em UTI, no interior do estado, 65.4%, e na grande São Paulo 68.1%, muito parecido com o dia de ontem. E tivemos, até o momento, 40.014 pacientes curados, que significou altas hospitalares da rede de atendimento. Próximo, por favor. Aqui está o número de casos, os 238.822, que está dentro do cenário e da projeção para o mês de junho. O seguinte, por favor. E o número de óbitos, de 13.352, também, sendo que o número de óbitos está na borda inferior desta expectativa. Vamos agora até o dia 30 com este cenário e esta projeção, muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Germann. Vamos agora a Patrícia Ellen, para os índices de isolamento em São Paulo, grande São Paulo e interior do estado.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador, eu vou também comentar rapidamente sobre o Centro Paula Souza e as universidades, a taxa de isolamento foi de 47% na capital, 46% no estado, lembrando, como o secretário Rossieli colocou aqui também, que o ensino superior, educação profissional, educação complementar são cerca de três milhões e meio de estudantes, e que as regras são as mesmas pro ensino superior e educação profissional, e com a educa&ccedi l;ão complementar nos protocolos do Plano São Paulo. O Centro Paula Souza vai voltar seguindo a regra geral, salvo exceções, e é importante lembrar que nós temos essa exceção dos 10%, dos concluintes de cursos, que é muito importante pra que não percam o ano, e também porque nós precisamos de alguns profissionais em caráter emergencial, como exemplo dos profissionais da área de enfermagem. Eles poderão voltar seguindo essa exceção dos concluintes de cursos práticos, considerado exatamente esse cenário de urgência. O Centro Paula Souza, também queria reforçar, está com altos índices de comparecimento às aulas remotas, com 80% de comparecimento dos alunos, então nós mantemos as aulas, tanto nas ETEC's, quanto nas FATEC's, e cada professor oferece as aulas ao vivo aos alunos, e tem fun cionado, inclusive, pra melhorar as habilidades digitais dos alunos e dos professores. As universidades poderão ser mais restritivas que a regra geral, se assim optarem, os reitores têm a autonomia pra isso, tivemos excelentes discussões com relação a esse ponto e eles estão tomando muito cuidado e também trabalhando com relação aos concluintes de cursos esse ano, e no modelo online. Os protocolos pra educação complementar seguem o modelo do Plano São Paulo, com os percentuais de capacidade e com todos os protocolos da educação, tá, então, outro esclarecimento importante e, pra finalizar, queria destacar que, com o Rossieli, foram mais de 15 reuniões aí com o ensino superior, educação básica, privada, e um trabalho muito colaborativo com todos os setores. Muito obrigada e parabéns, Rossieli, novamente, estamos muito felizes de ter você de volta.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. Vamos agora diretamente às perguntas, começando com a TV Record, Daniela Salerno, Daniela, boa tarde, sua pergunta, por favor.

DANIELA SALERNO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Eu gostaria de entender o que levou nessa decisão da retomada do plano de educação não liberar o retorno às aulas na fase verde pros municípios que já tivessem entrado, pelo menos por um período, na fase verde, pensando justamente de alinhar o retorno do trabalho das pessoas com a retomada das escolas, se isso foi uma questão mais pedagógica ou não. Também gostaria de entender, secretário, principalmente quem tem filho pequeno se pergunta muito isso, como que se faz com a quest&at ilde;o pedagógica, mesmo com conteúdo, por melhor que seja o ensino online, a gente sabe que muita gente não tem boas condições pra esse ensino, principalmente as crianças, não conseguem ter um bom desempenho ali de absorver todo o ensino. Então, eu queria entender se há possibilidade, a prefeitura já estuda isso, se há possibilidade de ter uma norma, uma recomendação pra que o ensino se prorrogue, né, não acabe nesse ano, entre, mude o calendário do ano que vem, vá até janeiro, fevereiro do ano que vem, se há essa possibilidade também, justamente pra repor o conteúdo desse ano durante esse período. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela Salerno. A resposta será feita pelo secretário de educação, Rossieli Soares, e depois, como tem um envolvimento direto com a saúde, Dr. Carlos Carvalho como coordenador do comitê de saúde, complementará. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Bom, primeiro, vale lembrar, né, nós estamos começando a etapa um, um retorno com o amarelo já, né, desde que tenhamos 28 dias consecutivos com 100% das diretorias de saúde. Uma coisa importante é que nós estamos falando de um retorno em conjunto, quando nós paramos a educação, mesmo que os casos estivessem concentrados na capital, na região metropolitana, por várias questões, se optou por parar pro estado todo, o retorno também será em conjunto, poderemos exceção se algum regredir no futuro, mas a gente já está pensando nisso, no retorno justamente na fase amarela, alguns já estarão no verde, alguns já estarão até, talvez, mais avançados, se Deus quiser, né, conseguiremos avançar, mas é importante que a gente tenha uma média pra que nós não tenhamos regressos diretos e certamente uma segurança maior enquanto estado, porque o nosso público circula muito pelo estado e isso é importante. Certamente, sobre a parte do desempenho, do que a gente tá fazendo de aprendizagem, seja aqui na rede estadual, seja nos municípios, a preocupação é, sim, com a qualidade, nós temos uma série de estratégias, que serão protocolos específicos que as redes vão fazer, nós, por ex emplo, durante o mês de julho, vamos apresentar, já vamos começar a discutir abertamente com a sociedade já na próxima semana, protocolos da rede estadual, sejam inclusive complementares a esses, quanto os protocolos pedagógicos, e a gente vai tá discutindo, mas a gente tem algumas coisas muito claras. Primeiro, o aluno, esta recuperação, não adianta eu estender mais um mês, mais dois meses, não será isso que vai resolver o problema da aprendizagem, esse problema será resolvido em dois a três anos, esta é a realidade, nós temos um impacto muito claro, a H1N1 afetou 15 dias de aula no Estado de São Paulo, uma pesquisa foi feita, e o impacto foi de quase quatro pontos na aprendizagem, negativos naquele ano, então, nós estamos falando aqui de algo que é muito mais exceção, e que deverá ter, sim, o nosso planejamento de recuperação, vai até o final de 2022, porque é quando a gente acredita que vai conseguir equilibrar, para os estudantes finalistas, que não estarão com a gente por mais tempo, por isso estamos dando a opção do quarto ano optativo, para esta aprendizagem, é lógico que tem coisas que são fundamentais, o papel da escola é insubstituível, o papel do professor é insubstituível na sala de aula, nada, nenhum esforço que a gente faça, nós desejamos substituir, nós desejamos agora, neste momento, é dar aquilo que é possível, e ter a escola de volta será fundamental neste planejamento, cada uma das redes ainda vai apresentar a sociedade, e nós também vamos aprofundar, especialmente a partir do mês de julho.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Agora, sim, melhorou a conectividade, nós estávamos com instabilidade, por isso a sua imagem tinha ficado reduzida na tela. Vamos agora ouvir Carlos Carvalho, Daniela Salerno, que é o nosso coordenador do comitê de saúde, todas as decisões, conforme já foi mencionado aqui, foram tomadas em conjunto pelo comitê de saúde e pela área de educação do Estado de São Paulo. Portanto, Carlos Carvalho.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Daniela, toda essa fase, toda essa fase, o que o comitê de saúde vem trabalhando e discutindo é pra maior segurança possível pra nossa população do ponto de vista de prevenção de que a doença se espalhe, e do ponto de vista de um rápido atendimento pra dar acolhida pra pessoas que, eventualmente, adquirem essa virose. Nessa fase de prevenção, o isolamento que foi possível nas cidades, principalmente no município de S& atilde;o Paulo, que foi onde tudo começou e a crise foi pior, ter feito o bloqueio das aulas foi fundamental, porque tem 13 milhões de estudantes, segundo o Rossieli mostrou, mas o número de pessoas envolvidas pra fazer esses 13 milhões de estudantes chegarem na escola, voltarem da escola, é um outro tanto, então, esse é um ponto fundamental. Por isso que na sugestão do comitê de saúde, nós, particularmente, não estamos preocupados com o dia, com uma data, isso é fundamental pras escolas, isso é fundamental pros gestores do governo poderem organizar compra de insumos, compra de alimentos, compra de uma série de coisas. Do lado da saúde, nós queremos ter uma garantia que essas crianças e esses professores e esses funcionários das escolas possam voltar numa condição de segurança, e vamos trabalhar e tomar todas as provid&ecirc ;ncias, assim como foi demonstrado pelo Rossieli, o cuidado na geração desse plano de retorno. Então, acreditamos que 28 dias na fase amarela, pra isso ocorrer, olhando os dados que nós temos até agora, da progressão dessa pandemia, provavelmente, ao final desse período, não vai ficar tudo parado no amarelo, ou a situação se estabiliza e melhora e vamos caminhar pro verde e pro azul, porque, lembre, a curva, ela é de elevação, depois é uma estabilização e, na sequência deve ocorrer um descer. Então, 28 dias de amarelo vai estar indicando uma estabilização consolidada, e várias áreas a gente espera que já estejam no verde e já esteja no azul. Então, esse período é um período que nós consideramos seguro pra iniciar a discussão e fazer a sugestão pro pessoal da sa&u acute;de. Então, esse período já vai indicar uma situação de segurança na nossa visão. Apesar de que isso, na melhor das hipóteses, está sendo previsto lá para setembro. Nós vamos ter o mês de julho inteiro, mês de agosto inteiro, pra estar fazendo as avaliações, e vamos estar fazendo. E a cada 15 dias vai vencer cada um desses ciclos. Então, não parece nada fora do adequado e temos um tempo bastante seguro para discutir essas posições.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Carlos Carvalho. Daniela, uma complementação também em relação às crianças será feita pelo Haroldo Rocha, secretário executivo da Secretaria de Educação.

HAROLDO ROCHA, SECRETÁRIO EXECUTIVO DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, Daniela, você levantou uma questão muito importante. De fato, a educação infantil, que é de zero a cinco anos, são crianças que ainda têm pouca autonomia, mas nós pensamos esse grande arco, esse grande planejamento, essa visão de volta, exatamente para que cada creche, seja pública ou privada, cada sistema municipal possa exatamente olhar com detalhe para cada família, para cada criança e para a organizaç&atild e;o que a escola tem que ter. Imagine que como é que você convence uma criança dessa faixa etária de que ela não pode abraçar? Então, tem muitos desafios que a gente discutiu intensamente com secretários, com [ininteligível] e com os secretários municipais. Olhando a experiência internacional, teve país que voltou primeiro as crianças pequenas, teve país que voltou depois, mas esse é um bom tema e um tema que merece uma atenção especial, porque envolve atenção às crianças e também atenção às mães, que vão voltar a trabalhar. Então, eu acho que nós temos aí dois meses pra refinar isso e fazer o melhor, atendendo as duas situações. Lembrando que as crianças, inclusive dessa faixa etária, elas não vão sozinhas pra escola, né? Elas vão geralmente com as mães, e atende, traz essa preocupação que o Dr. Carlos falou em termos de trânsito de pessoas. É isso.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Haroldo Rocha. Daniela Salerno, mais uma vez, muito obrigado. Vamos à próxima pergunta, é da Rádio Jovem Pan, jornalista Beatriz Manfredini. Beatriz, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde a todos. Só pra eu entender um pouquinho melhor então, secretário, governador. Há uma orientação para as escolas, no sentido de quem é mais interessante voltar primeiro? As crianças pequenas, por ter esse problema, até porque muitos pais estão voltando a trabalhar com a retomada, ou os mais jovens, que estão no último ano do ensino médio? E eu também queria saber, em relação ao transporte escolar. Claro que vão ter menos crianças nas escolas nessas primeiras fa ses, mas pode ser que o transporte continue cheio, ele não é, não tem, tem uma limitação ali de lugares... Vai ter uma limitação para essas crianças entrarem no transporte escolar também? Não vai poder ter todo mundo? Como que vai ser feito? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou pedir ao próprio Haroldo, Rossieli, aqui presente, que possa responder à jornalista Beatriz Manfredini. Haroldo.

HAROLDO ROCHA, SECRETÁRIO EXECUTIVO DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Beatriz, esses percentuais colocados atendem dois objetivos: primeiro é orientação da saúde da quantidade de pessoas que retornam à circulação. E segundo é a necessidade de organização dentro da escola, também para cumprir o protocolo da saúde, de 1,5m, e na segunda etapa esse protocolo é ajustado. Então é isso. Agora, cada sistema de ensino, cada município tem um sistema, nós temos o sistema estadual, as redes privadas, cada um tem seu sistema. Eles vão ter liberdade pra tomar essas decisões, de se volta... Por exemplo, no ensino médio, volta primeiro o 3º ano? Todos os terceiros? Depois o 2º e depois o 1º? Isso não está ainda definido aqui, isso cada rede vai fazer o seu protocolo. É claro que a rede estadual, nós vamos fazer o protocolo, o secretário falou que nós já estamos trabalhando nisso e vamos publicizar, não só para informar os pais dos alunos das escolas estaduais e os próprios alunos, e os professores, mas também para que sirva de referência pras outras redes, pras suas próprias organizações.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perfeito. Rossieli, algum comentário? Está perfeito? Por favor.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO Acho que só uma questão do transporte escolar, governador. Complementando ali a pergunta da Beatriz. É que os estudos, tanto para a etapa 1 quanto pra etapa 2, elas também têm um afastamento dentro do transporte escolar, e isso tem que ser trabalhado, preparado em conjunto, para o retorno. Tem que ter, sim, o respeito ao afastamento. Por exemplo, intercalar a cadeira em cada um, a poltrona em cada um, uma vazia, uma pessoa, tanto pra frente quanto pra trás, enfim. Estamos trabalhando tamb&eacu te;m com essa perspectiva. Logicamente que isso pra primeira etapa. Lá na etapa 3, por exemplo, que é o retorno normal, já teremos certamente, só chegaremos lá quando tivermos segurança para isso.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário. Obrigado, Beatriz Manfredini. Vou convidar Renan Fiusa, da CNN, pra sua pergunta, e antes do Renan dirigir a pergunta lembrar: Nós estamos fazendo tudo isso com bastante previsibilidade. São dez semanas de antecedência, exatamente para permitir a orientação à rede pública municipal, à rede pública estadual, à rede privada, a organização, o planejamento, os protocolos de segurança, a orientação aos pais, aos prestadores de servi&cce dil;os. É assim que se espera, é o que se espera de um governo organizado e que respeita a vida das pessoas, a existência e também a necessidade do ensino, que faça tudo isso com bastante planejamento e com a necessária antecedência. Renan Fiusa, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Olá, boa tarde, boa tarde a todos. Desculpem, eu acabei me retirando para fazer um ao vivo, talvez tenha perdido um pouco alguma resposta aqui na coletiva de imprensa. Eu queria entender um pouquinho como é que vai funcionar com relação às cidades que não estiverem contempladas nessa fase amarela. A gente sabe que as aulas serão suspensas, de certa forma estava no slide. Mas isso não pode gerar um prejuízo para os alunos, para os municípios? Eu queria entender como é que está funcionando esse protocolo de retomada das aula s mesmo, especificamente de cidade a cidade. A gente sabe que tem uma cidade que é mais próxima à outra e, consequentemente, os alunos serão prejudicados, enfim. E acho que uma outra questão, não sei se poderão me responder, com relação às creches, se tem essa resposta. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Renan. Foi mencionado, mas é sempre bom voltar, até para evitar dúvidas. Como você, talvez outras pessoas, sejam jornalistas ou não, não tenham compreendido na plenitude. Vou pedir ao secretário Rossieli Soares para complementar a resposta, as duas, aliás, e se necessário com ajuda do Haroldo Rocha. Rossieli. Problema de conexão, então, para ganharmos tempo, vamos ao Haroldo e depois voltamos com o Ross ieli Soares. Haroldo.

HAROLDO ROCHA, SECRETÁRIO EXECUTIVO DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Como o governador já falou, Renan, e o próprio secretário Rossieli, todas as redes públicas e privadas fizeram um grande esforço ao longo do mês de março e abril para viabilizarem o que nós estamos chamando de educação remota. Então, as crianças, elas estão, como o governador falou, a educação em São Paulo está funcionando. Não é que não tenha problemas, que não tenh a dificuldade de conexão, de disponibilidade, sobretudo para as crianças de famílias mais pobres. Mas a escola está funcionando, é uma escola remota. Então assim, eu acho que quando a gente pensa a retomada presencial, o significado principal da retomada presencial é de retomar as relações pessoais que você tem na escola. É claro que não será só isso. A orientação presencial do professor, ela tem uma qualidade diferente da orientação digital, mas nós vamos... A ideia é que, quando a gente voltar, a gente volte num sistema híbrido, num sistema híbrido, de forma que a criança tenha o momento na escola, presencial, e ele tenha o momento também com atendimento do professor, pelo vídeo. Então, é um pouco isso, de forma que, se uma cidade voltou, porque estava verde, e a laranja do lado nã o pôde voltar, eu acho que nós vamos ter que fazer um esforço para incrementar, nessa que não voltou presencial, pela via digital. Claro que tem alguma perda aí da relação, mas a gente crê também que isso não vai ser tão díspar. Chegando a amarelo dois períodos, convergindo, acho que a gente vai ter muito pouca situação diferente... Como a gente está vendo mundo afora.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Haroldo. Agora sim, voltamos pra você, Rossieli. Estávamos com problema de conexão, agora já conectados. Você acho que acompanhou toda a resposta do Haroldo. Alguma complementação às duas perguntas feitas pelo jornalista Renan Fiusa, da CNN?

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Oi, governador. Vocês estão me ouvindo?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Sim, perfeito.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Obrigado. Não, apenas... Acho que a questão do prejuízo em relação ao que foi levantado, acho que o Haroldo já respondeu bem, governador. A única coisa é que nós não podemos, em nenhuma, seja qual for o formato, deixar ninguém pra trás, eu acho que essa é uma questão principal pra gente. Todos esses protocolos, governador, foram muito bem-pensados. Eu, particularmente, me envolvi de uma maneira muito mais especial ainda, depois de tudo que eu passei. Não tem possibilidade de nós retornarmos colocando as pessoas em risco. Acho que isso é fundamental que a gente olhe com carinho pra isso. A educação é muito grande e nós estamos muito seguros de que é possível, sim, cumpridos todos esses requisitos, ter este retorno. Eu acho que este é um momento muito especial para que a gente pense, sim, na volta da educação, que também é importante, mas desde que tenhamos essa segurança. Eu só queria destacar isso, que acho que é importante. Cuidar da aprendizagem e cuidar da saúde são duas coisas fundamentais.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretários Rossieli e Haroldo. Obrigado, Renan. Respostas bem completas. Vamos agora à TV Cultura, jornalista Maria Manso. Maria, mais uma vez, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Secretário Rossieli, bem-vindo de volta, muito obrigada. Dentro do Plano São Paulo, o estado recomendou que os empresários que fossem sendo liberados a retomar as atividades testassem os seus funcionários por medidas de segurança e de afastamento de quem estivesse com a Covid. Isso vai ser feito também nos funcionários das escolas e das creches?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Interessante a pergunta da jornalista Maria Manso. Rossieli, que está conectado e ouvindo, pode responder.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Governador, nós estamos trabalhando junto com a Secretaria de Saúde, inclusive com um sistema geral, incluindo os municípios nessa discussão, para que a gente tenha, sim. A gente vai ter procedimentos de testagem para os profissionais. Nós teremos inclusive um protocolo específico que será divulgado apropriadamente, assim que fecharmos as condições, junto com a Secretaria de Saúde. Então, provavelmente já nos próximos dias nós já divulgaremos esses protocolos, governador. Mas teremos, sim, uma testagem para especialmente aqueles que forem sintomáticos e dentro das condições que sejam necessárias para a segurança dos nossos profissionais.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Haroldo Rocha complementa.

HAROLDO ROCHA, SECRETÁRIO EXECUTIVO DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Maria, é só pra dar um pouquinho mais de detalhe além do que o secretário Rossieli falou. Nós estamos num trabalho muito intenso de duas mãos, quatro mãos, com a Saúde, para exatamente organizar, nessa fase de retorno, uma conexão direta da escola com a unidade de saúde. Isso envolve inclusive os secretários municipais de Saúde, para a escola ter uma orientação bem precisa, um protocolo bem organizado do que ela faz, &agrav e; medida que a escola volte a funcionar, e que, a gente sabe, pode ter situações de alguém sintomático, alguém que teve contato e que a escola vai precisar lidar com isso. Então, estamos desenhando um protocolo muito interessante, Saúde e Educação em conjunto, que deve inclusive gerar alguma orientação precisa pra escola e pras famílias, de como proceder em relação à saúde das crianças.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Haroldo Rocha. O secretário da Saúde quer fazer uma pequena complementação à pergunta da jornalista Maria Manso.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado. Como o próprio secretário falou e eu gostaria de enfatizar, quando nós estamos nessa questão individual, os exames deverão ser realizados para aqueles que forem sintomáticos. Podem, paralelamente, serem feitos inquéritos epidemiológicos, que é outra coisa. Mas dentro desta sua pergunta, seriam para aqueles sintomáticos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Germann. Maria Manso, TV Cultura, mais uma vez, muito obrigado. Vamos agora a uma pergunta online, é da Folha de São Paulo, jornalista Isabela Palhares, vamos ver se conseguimos tê-la aqui em tela e compatibilizando também a escuta do secretário Rossieli Soares. Temos? Temos. Isabela, boa tarde. Você já está em tela. Obrigado por participar, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador. Governador, o secretário explicou que cada rede de ensino vai ter liberdade pra definir aí como é que vai ser essa volta dos 35% de estudantes. Queria saber se aqui na rede estadual já está definido quem vão ser esses 35% de estudantes que voltam antes. E queria saber também, mantendo as duas modalidades de ensino, ensino presencial e o ensino a distância, vocês imaginam que vai ser preciso contratar mais professores? Os professores que vão dar aula presencial continuam dando aula a distância ou não. A gente vai precisar ter uma equipe maior, o que vocês estão avaliando? E se além dos professores, também vai ser preciso ter a contratação de outros profissionais, profissional da limpeza, profissional de apoio escolar para garantir que seja cumprido esses protocolos de segurança.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Isabela. Vamos então ao secretário Rossieli Soares, se necessário com Haroldo Rocha aqui ao meu lado. Secretário. Respondendo a Isabela Palhares da Folha de São Paulo.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perfeito, governador. Bom, primeiro nós temos alguns planejamentos em discussão. Como eu disse, os protocolos da rede estadual serão discutidos publicamente a partir da próxima semana, já com uma primeira versão. O nosso planejamento é de que todos os 100% dos alunos possam ter oportunidade de ir à escola entregar atividades, receber orientações pelo menos uma vez na semana, mas nós ainda discutiremos. Cada rede ainda fará também o seu planej amento, então no próximo mês de julho, Isabela, é a nossa previsão, no final de julho entregarmos o protocolo especifico da rede estadual extremamente detalhado. Logicamente para o cumprimento dos protocolos nós temos sim que ter algumas coisas muito claras. Mais professores? Não necessariamente teremos mais professores, mas estamos trabalhando no programa especialmente de reforço e recuperação que poderá ter alguma coisa nesse sentido, mas nós entendemos que não é um grande impacto. Em relação a funcionários, nós temos um aspecto legal que é a lei dos temporários, que é ter ainda aqueles temporários que estão conosco trabalhando e ter ainda os agentes de organização escolar que são fundamentais com um quadro mais completo para especialmente a etapa dois para frente, e isso é fundamental pa ra a organização das escolas.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, secretário Rossieli Soares. Obrigado, Isabela Palhares da Folha de São Paulo. Vamos tirá-la de tela agora e vamos convidar o próximo veículo de comunicação e o seu jornalista, que é o Fábio Diamante do SBT. Fábio, obrigado por estar aqui mais uma vez conosco. Sua pergunta, por favor.

FÁBIO DIAMANTE, SBT: Um pouquinho de álcool. Boa tarde a todos! Governador, eu queria fazer três perguntas. A primeira coletiva que se falou da questão da educação, ficou muito claro, o secretário Rossieli até disse que a prioridade seria a educação infantil por causa das mães. Os prefeitos, inclusive, nos protocolos agora com volta de comércio e chegaram a exigir que o comércio encontre creches, pra que essas mães não sejam demitidas. A gente está vendo agora que isso não vai poder acontecer até se tembro, porque nenhuma creche vai abrir, nem privada. Queria saber se o governo tem alguma forma de evitar que isso ocorra, porque na verdade isso já está acontecendo, mas que se agrave ainda mais. Alguma forma de intermediar com as prefeituras para que essas mães não percam os seus empregos. Segunda pergunta, a categoria, acredito que dos professores, os funcionários do ensino que estiverem no grupo de risco, acima de 60 anos principalmente. A secretaria já tem um levantamento de qual é o impacto desse grupo de risco? E aí complementando, eu queria fazer uma pergunta a pedido de uma categoria muito importante, os professores eventuais que recebem apenas por aula, e desde o início da crise estão sem receber nada, estão vivendo de vaquinha. Esses professores vão ser aproveitados, eles vão ter alguma atribuição específica nesse retorno gradual? Obrigado.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Fábio Diamante. Três perguntas consistentes. Eu vou pedir ao secretário Rossieli Soares pra que possa atender as três questões, se necessário com Haroldo Rocha aqui ao meu lado. Secretário Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perfeito, governador. Vamos lá, a educação infantil, ela é sim fundamental, tem que ter um grande planejamento de retorno e nós estamos acompanhando todos os estudos feitos no mundo inteiro, aguardando publicações importantes ainda que estão por sair, mas tivemos um diálogo muito forte com os municípios, especialmente através da Undime, a União dos Dirigentes Municipais de Educação, onde a presidente Márcia e toda a direç ão, inclusive fizeram isso por escrito, pediram que o retorna da educação infantil também fosse em conjunto com o restante da educação. Acho que esse é um ponto importante, é uma preocupação sim que nós temos, mas também temos uma preocupação que os protocolos devem ser extremamente rígidos, também para proteção tanto dos colaboradores, quanto das famílias neste caso. Logicamente que na questão de emprego existem outras coisas, por exemplo, na discussão com a prefeitura de São Paulo, com o secretário Bruno Caetano, por exemplo, a gente pode destacar, inclusive uma palavra importante que deve ser lembrada, que é a prioridade que deve ser dada para que as mulheres, por exemplo, considerando a carga reduzida hoje de trabalho onde se abriu se preservem as mulheres mães, especialmente para que elas tenham co ndições de ficarem com seus filhos. Então essas duas coisas vão ter que ser mediadas. Nós poderemos reavaliar, eventualmente, alguma coisa pela frente? Sim, se houver alguma evolução especialmente no aspecto de saúde. Em relação ao grupo de risco, nós estamos fazendo alguns levantamentos ainda, temos sim uma avaliação já sobre grupo de risco. Nós temos muitos professores em faixa etária, muitos funcionários em faixa etária do grupo de risco que não vão retornar na primeira etapa, por exemplo, presencialmente e sim de forma remota. Estarão trabalhando, e como estão agora, trabalhando de forma remota em inúmeras ações que nós temos desde busca ativa até a própria educação hibrida, né, com o uso de tecnologia que estarão colaborando e contribuindo. No m&ecir c;s de julho nós estaremos com os números próximos, né? E isso pra mim é especialmente importante. Eu sou grupo de risco, eu sou diabético, eu tive na UTI, eu passei por algo que eu nunca imaginei na minha vida e não dá pra gente colocar, sejam alunos, sejam professores, sejam quaisquer um dos nossos profissionais em risco neste momento. Então é lógico que nós vamos ter um cuidado absoluto para que o grupo de risco e para que todos os profissionais estejam protegidos e que a gente esteja realmente numa descendente, que tenhamos condições de retornar. Essa é uma coisa que pra mim virou inclusive pessoal pelo que eu passei. Então isso é fundamental. Ainda sobre os eventuais, que é a terceira pergunta do Fábio. Só para esclarecer a todos que nos assistem. Os professores eventuais são aqueles que têm um contrato para substituir, quando um professor falta à aula se contrata para aquele dia, para aquela hora um professor que vai lá e dá aquela aula especifica. Como nós não estamos tendo um processo de faltas, nós não estamos tendo a contratação do eventual. Mas a lei hoje nos veda a, por exemplo, pagamento se não for dada a falta a um professor titular. Por isso que hoje nós não estamos conseguindo, mas nós estamos avaliando com o jurídico a possibilidade de encontrar alguma solução que ajude a categoria dos professores eventuais, que eles são sim importantes. Ao retorno das aulas certamente eles serão muito utilizados para que a gente possa avançar na educação.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Rossieli, pela resposta e pelo depoimento também. O secretário Haroldo Rocha tem uma complementação, Fábio Diamante, em relação ao segundo ponto, aos profissionais em grupo de risco. Secretário.

HAROLDO ROCHA, SECRETÁRIO EXECUTIVO DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Fábio, as redes de ensino já lidaram com essa questão quando as aulas foram interrompidas, porque algumas atividades na secretaria, na regional, na própria escola precisaram ser mantidas, né? Os serviços essenciais. Então a gente já lidou no ponto de vista dos servidores. Agora para a volta às aulas nós temos essa preocupação, nós vamos, como o Rossielli falou, refazer o nosso levantamento dos profissionais que são do grupo de risco, obviamente para seguir o protocolo da saúde, né? E vamos também, estamos discutindo isso com a saúde, ter uma orientação muito precisa para as famílias porque tem o infanto-juvenil, quer dizer, as crianças estudantes também tem estudantes que fazem parte do grupo de risco. Não por idade, obviamente, mas por condição de saúde. Então nós vamos ter da saúde uma orientação bem precisa, tanto para os profissionais quanto para os estudantes, e neste caso, sobretudo, para endereçar às famílias com antecedência, uma orientação bem organizada para aquela criança que tem risco que a própria família retenha essa criança em casa. E obviamente nós teremos um plano de estudo específico para essa criança que não puder frequentar.

JOÃO DÓRIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Haroldo Rocha. Obrigado mais uma vez Fábio Diamante, do SBT. Vamos a penúltima pergunta de hoje, é do IG, jornalista Eduardo Estevez. Eduardo, boa tarde mais uma vez. Pode ajustar o microfone. Obrigado pela sua presença. Sua pergunta, por favor.

EDUARDA, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Boa tarde, governador. Uma vez que as crianças com sintomas não poderão ir às escolas, eu gostaria de saber como é que fica nesse novo normal a questão da nota que em muitas ocasiões era válida... desculpa, gente, atrapalhei aqui. Uma vez que as crianças com alguns sintomas não poderão ir às aulas, como fica a questão da presença na sala de aula que em algumas escolas isso até vale nota? Eu tenho outra questão também. Quais serão os EPIs necessári os tanto pra ser utilizados por professores e pelos alunos? A máscara de pano será suficiente? E eu queria voltar a uma questão que foi falado por um colega, o secretário até já respondeu uma parte, o ano letivo ele pode se acabar em janeiro ou em fevereiro do ano seguinte, e a gente pode considerar que nessa situação de pandemia esse ano ele foi um ano perdido mesmo com as aulas on-line, tendo em vista que muitos alunos tiveram dificuldades em acessar o conteúdo on-line? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduarda. São três questões. Vou passar ao secretário Rossieli, e se necessário, como sempre, o Haroldo Rocha aqui ao nosso lado pra complementar. Secretário Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Vamos lá. Primeiro, em relação à nota, presença pra eventualmente um aluno que esteja no grupo de risco isso é importante, né? Nós vamos continuar com esse híbrido, vamos continuar dando oportunidade para que o aluno possa fazer os acompanhamentos, entregar os materiais pedagógicos, vamos ainda imprimir mais materiais. Então, ele vai continuar tendo a possibilidade da avaliação, ou seja, de avançar no processo edu cacional até que tenhamos a segurança pra que ele possa retornar caso ele seja grupo de risco. Aliás, essa é uma premissa que funciona para todos os alunos, mesmo aquele aluno que não tenha sido, por exemplo, afetado diretamente, ou seja, grupo de risco, mas não conseguiu acompanhar eventualmente as aulas a distância, ele vai ter um programa de recuperação, inclusive pra notas de bimestres anteriores, a possibilidade de recuperação sempre estará presente durante este ano. Eu já emendo com a última pergunta e depois volto pra segunda, é que sobre o ano letivo ser perdido ou não. Todo o esforço que os professores, que as escolas, que é incrível o que está sendo feito por todos aqui na rede de São Paulo está fazendo, não é perdido, por mais que a alfabetização, por exemplo, o ideal ela vai se concret izar mesmo com o professor na sala de aula, é muito importante a família, e é muito importante a família apoiar nesse momento no processo de aprendizagem. É muito importante que a escola esteja agora fazendo atividades porque a gente está preparando melhor pra que quando esta criança retornar ela esteja mais preparada e avance mais rapidamente na alfabetização recuperando assim uma parte do tempo. Então este tempo não é perdido, e todo o esforço necessário é fundamental. Agora é importante que a família a cada vez mais esteja próxima da escola, que acompanhe os seus filhos, as crianças para que a gente possa avançar. O ano letivo poderá entrar em janeiro, em fevereiro? Dependendo do que for acontecendo, das horas, como eu disse, que foram computadas até agora, a contabilização não se dará por dia s, e sim por 800 horas. Então, logicamente isso é fundamental que a gente observe especialmente quando chegarmos próximos e confirmado o retorno de setembro. E o segundo ponto é que o que você levantou a questão de EPI. Por exemplo, as máscaras de forma geral, este é o protocolo mundo afora, elas são suficientes, certo? Então nós estamos trabalhando aí com a máscara tanto pra estudando e para funcionários, mas nós estamos trabalhando com outros EPIs, por exemplo, pra quem trabalha com limpeza, logicamente tem luvas, tem outros materiais. Nós estamos trabalhando, por exemplo, aí para a rede estadual, não como uma regra obrigatória, mas para a rede estadual providenciando, por exemplo, o face shield, aquele que é o protetor do rosto para com o uso da máscara mais o face shield, também o funcionário esteja devidamente pr otegido. De novo, isso é uma das coisas pra mim mais importantes pelo que eu passei, por tudo... pela dificuldade que é superar isso. Logicamente que a proteção será fundamental especialmente nós vamos estar cuidando muito dos nossos profissionais.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Rossieli. Eduarda, muito obrigada mais uma vez. Vamos pra última pergunta. Muito obrigado, aliás, pela paciência da jornalista Beth Pacheco, da TV Globo, Globo News, é a última pergunta de hoje. Beth, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

BETH PACHECO, REPÓRTER: Eu queria ter detalhes a respeito da... que a gente comentou aqui na segunda-feira, né, da autonomia dos reitores das universidades. Enfim, dentro desse protocolo, as universidades federais, no caso, elas podem abrir antes de setembro as aulas na USP, por exemplo, pode começar antes de setembro? E uma outra pergunta que eu queria fazer a respeito do que o secretário disse que nesse tempo que se ficou, claro, nessa situação terrível com a pandemia, que se perdeu dois a três anos de conteúdo, de qualidade de ensino. Enfim, e a possibilidad e de um quarto ano do ensino médio. Queria que o senhor comentasse um pouquinho mais sobre isso. O que é que se perdeu, na verdade, foi conteúdo, foi a qualidade de ensino? Só pra esmiuçar um pouquinho mais isso. E só a dúvida da condição da reitoria. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perfeito. Obrigado, Beth. São duas perguntas. A primeira pode responder a Patrícia Ellen, ela tem a responsabilidade sobre o sistema das universidades. E a segunda pergunta o secretário Rossieli Soares. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, Beth. As universidades elas podem ser mais restritivas que a regra geral, se assim optarem, dada a sua autonomia, mas elas estão dentro do âmbito do estado, né, então tem os protocolos do que foi estabelecido, né, pra mais restritivo se assim o desejarem. Mas eu gostaria de ressaltar que nós nos reunimos... ontem especificamente eu tive reunião com todos os reitores, eles estão superalinhados com esses protocolos e o que eles disseram é que, talv ez, tenham que aplicar protocolos um pouco mais restritivos dada a características das universidades de terem espaços com muito mais alunos dentro das salas, em alguns casos aglomerações, laboratórios que envolvem contato. Então eles estão fazendo os estudos e liberarão seus próprios planos adaptado pra realidade de cada universidade. E queria reforçar que tem autonomia, mas nós estamos superalinhados e trabalhando de uma forma cidadã, integrada, a reunião foi muito boa e eles reforçaram que estavam aguardando as diretrizes do Estado pra apresentarem os seus planos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. E agora vamos, Rossieli Soares, a segunda pergunta da Beth Pacheco.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Beth, obrigado pela pergunta. Acho que uma coisa, logicamente que tudo o que está acontecendo esse ano está longe de ser o normal e está longe de ser o ideal. O ideal é o professor na sala de aula ter a oportunidade de trabalhar com o estudando. É lógico isso. Então todas as medidas que nós fazemos é pra garantir que a gente está avançando, porque você imagina ficar parado meses, já estar afastado da escola é péssimo pra aprendiz agem, todos os estudos demonstram que longos períodos são extremamente prejudiciais. Longos períodos com esse isolamento, então é ainda... não é possível nem dimensionar o tamanho do prejuízo. Então a pior opção seria não fazer nada, e essa opção não existe pro Governo do estado de São Paulo que vai sempre buscar fazer, seja agora com o ensino normal, seja com a recuperação dos nossos estudantes. Primeiro ponto. Segundo ponto. Conversando muito com os estudantes, por exemplo, eu costumava antes da internação de estar fazendo lives tanto com os professores quanto com os estudantes pra entender. Muitos professores disseram: "Secretário, eu sou aqui do interior, eu quero me preparar melhor pro vestibular, especialmente se eu não passar. Como é que eu posso ter oportunidade de refazer, por exemplo, o meu terc eiro ano caso eu queira?". E outros dizendo: "Não, por favor, eu quero ter minha oportunidade, eu quero ir para a faculdade, quero ir fazer... quero ir pro mercado de trabalho, quero concluir o meu ensino médio". Então nós temos que trazer o máximo possível a conclusão do ensino médio, com a melhor qualidade possível e dar oportunidade para aqueles que quiserem aprofundar ainda mais ou complementar ainda mais, possam ter a oportunidade sem tirar o direito daqueles que estão chegando, porque o sistema é muito importante que ele ande, né? Ou seja, nós temos as matrículas novas chegando, o sistema não pode ser absolutamente lotado. Então nós temos que organizar esta lógica. E é fundamental, de novo, assim como eu tenho uma preocupação muito grande com a saúde, é que a gente dê oportunidade de aprend izagem para os jovens. E essa é uma oportunidade a mais para o jovem que quiser aonde houverem as vagas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Rossieli Soares. Obrigado, Beth Pacheco. Nós estamos encerrando a coletiva de hoje, a 77ª coletiva de imprensa. Amanhã teremos a coletiva da saúde no mesmo horário, às 12h45. E lembro que na próxima sexta-feira teremos a coletiva com a presença também do prefeito Bruno Covas, e é a coletiva onde nós anunciamos a nova etapa da quarentena a partir do dia 29 de junho, chamo atenção que será uma coletiva especialmente importante c omo foi a de hoje sobre educação. Um bom dia a todos, aos que estão nos acompanhando em suas casas, continuem em casa, se saírem usem máscaras, usem também com abundância álcool gel, lavem as suas mãos, protejam as suas vidas. Muito obrigado, boa tarde a todos.