Coletiva - Governo de SP atinge marca de 3 mil respiradores distribuídos 20202207

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Coletiva - Governo de São Paulo atinge marca de 3 mil respiradores distribuídos 20202207

Local: Capital - Data: Julho 22/07/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, boa tarde, muito obrigado pela presença. Hoje, quarta-feira, dia 22 de julho, vamos dar início a mais uma coletiva de imprensa, com a participação na tarde de hoje do novo secretário estadual de saúde, Jean Gorinchteyn. Paulo Menezes, coordenador do comitê do centro de cont ingência do Covid-19. João Gabardo, coordenador executivo do comitê do centro de contingência do Covid-19. Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional. E também falaremos hoje de segurança pública, com o General Campos, secretário de segurança pública do Estado de São Paulo. Coronel Camilo, secretário executivo da Polícia Militar e Tenente Coronel Carlos Forner, chefe da terceira sessão do estado maior da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Nas mensagens de hoje, na condição de governador do Estado de São Paulo, quero iniciar cumprimentando a Câmara dos Deputados e o seu presidente, deputado Rodrigo Maia, pela aprovação do novo Fundeb, o Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica. E também parabenizar o Senado Federal pelo compromisso de avançar a partir de hoje com o pro grama do Fundeb para garantir recursos para a melhora da educação e a transformação do Fundeb num instrumento permanente, ontem assinei, perdão, anteontem assinei, como governador de São Paulo, a carta dos governadores, foram 20 governadores apoiando o Fundeb e esta carta foi encaminhada ao Congresso Nacional, na manhã de ontem, para as lideranças de todos os partidos. Se nós desejamos construir uma nação melhor, não se pode aceitar a desigualdade na educação, a boa educação, desde a creche e a pré-escola, até o ensino fundamental e médio, é o melhor instrumento para oferecer igualdade de oportunidades no Brasil. Eu sou filho da escola pública, estudei numa escola pública aqui no Estado de São Paulo, a Escola Estadual Professora Marina Cintra, a escola continua no mesmo endereço, na Rua da Consolaç&atil de;o, aqui em São Paulo, devo muito, foram três anos da minha vida estudando numa escola pública à noite, porque trabalhava durante o dia. E ali tive a certeza da qualidade do ensino público, com bons professores e colega que até hoje mantenho relações. Quarentena. Esta semana estamos completando 120 dias de quarentena em São Paulo, quatro meses, anunciamos a primeira quarentena no dia 20 de março, aqui no Palácio dos Bandeirantes, e ela começou a vigorar no dia 24 de março. Eu entendo e já disse isso e volto a repetir, como é difícil se adaptar às restrições de uma pandemia, nem eu e provavelmente nem ninguém no Brasil viveu a última pandemia na gripe espanhola, um fato novo, surpreendente e triste para todos os 210 milhões de brasileiros. Mais difícil ainda é um governador de estado, que tem que tomar decis&o tilde;es duras, difíceis, de proteção à vida, de não atendimento à pressões de ordem política, econômica ou pessoal, para adotar o caminho da saúde e da ciência, e foi esse o caminho que nós escolhemos para São Paulo desde o dia 26 de fevereiro deste ano, quando criamos o centro de contingência do Covid-19, naquele momento sob a liderança do Dr. David Uip, que continua conosco, integrando este comitê. Mas depois de quatro meses, se eu puder escolher três palavras para o momento atual, eu indicaria solidariedade, coragem e esperança, solidariedade aos familiares de 81 mil brasileiros que perderam suas vidas. Coragem a todos aqueles que estão internados em hospitais públicos ou privados, ou estão em tratamento em suas casas. E esperança, a esperança com a vacina, a solução definitiva contra o coronavíru s. E ontem nós demos um passo para a esperança, com o início dos testes em nove mil voluntários em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Brasília, a terceira e última fase da vacina coronavac, essa vacina nos dá esperança, assim como as demais vacinas que estão em teste, mas esta, nós temos absoluta convicção, sob liderança do Instituto Butantan, e o comando do Dr. Dimas Covas, de que ela superará, com aprovação, essa terceira fase de testes, que começou ontem, com a vacinação de médicos e paramédicos, nestes cinco estados brasileiros. Aqui em São Paulo nós trabalhamos com os fatos da ciência, e trabalhamos com a ciência, e é exatamente por isso que o Instituto Butantan, o ano passado, recebeu 150 milhões de reais de valor adicional para a amplia& ccedil;ão da sua estrutura determinada para produção de vacinas, quando não tínhamos ainda o coronavírus, fizemos uma atitude acertada e agora vamos ampliar ainda mais a capacidade de produção da vacina coronavac, desta feita com investimento privado. Hoje iniciamos um programa de pled, que é a palavra em inglês adotada para solicitação de doações ao Instituto Butantan, para que ele possa arrecadar 130 milhões de reais e, rapidamente, investir em equipamentos, tecnologia para ampliar a sua capacidade de produção, que hoje já é de 120 milhões de unidades da coronavac, e por que desejamos ampliar a produção? Para o atendimento da totalidade de brasileiros, já que a vacina será aplicada duas vezes, portanto, são 60 milhões a primeira dose, 60 milhões da segunda dose, nós pretendemos dob rar a capacidade do Butantan para 240 milhões de vacinas, 120 milhões mais 120 milhões, para podermos atender a totalidade dos brasileiros. Havendo uma segunda vacina, ou uma terceira, o que será bem-vindo, não há nenhum problema, o Butantan estará exportando a coronavac, a sua vacina para países vizinhos do continente latino-americano, para ajudar povos vizinhos e irmãos, que fazem fronteira ou não com o Brasil, no nosso continente, para ajuda-los também a imunizar as suas populações, o único país do mundo onde nós temos, neste momento, três vacinas em teste e uma instituição de renome internacional com capacidade de produzir este volume de vacinas, é o Instituto Butantan. Assim, se pudermos atender a totalidade do país, o faremos, se tivermos a Fiocruz produzindo a vacina de Oxford, tanto melhor, teremos disponibilidade para expo rtar e atender, repito, países irmãos do continente latino-americano. Feitas essas mensagens, vamos às informações de hoje da nossa coletiva. E a primeira informação é vinculada à segurança pública, é a confirmação da aquisição de três mil câmeras corporais para a Polícia Militar do Estado de São Paulo, no programa denominado Olho Vivo. Amanhã será publicado no Diário Oficial o edital do pregão internacional para a aquisição dessas câmeras operacionais portáteis, as chamadas body cams, no projeto Olho Vivo. Quero lembrar que nós já obtivemos a doação privada de 585 câmeras, que já estão em poder da Polícia Militar, e que começam a ser operadas por policiais militares na capital de São Paulo, inicialmente, no pr&oacute ;ximo dia primeiro de agosto. As outras 2.500 câmeras serão adquiridas neste pregão internacional, conduzido pelo Governo do Estado de São Paulo. As câmeras, vocês vão ver, serão afixadas nos uniformes dos policiais e acionadas permanentemente para as ocorrências de abordagens e interações com o público. Vocês terão aqui a oportunidade, os que estão em casa nos assistindo, jornalistas que estão aqui presencialmente e jornalistas que estão também remotamente, terão oportunidade de ver como funciona a body cam. O nosso projeto, repito, denominado Olho Vivo. A utilização destes equipamentos tem como objetivo evitar eventuais abusos e registrar também desacatos e atos de violência cometidos contra os policiais. Eu, quando estive nos Estados Unidos o ano passado, em visita a polícia de Nova Iorque e também ao FBI, vi in loco a operação das body cams, quando retornei de viagem, na reunião do Conselho de Segurança Pública, com o General Campos, Coronel Camilo e representantes também da Polícia Civil, mencionei como fiquei bem impressionado com aquilo que vi nos Estados Unidos, com a utilização dessas câmeras portáteis pelos policiais. Desde então, passamos a considerar a possibilidade da importação dessas câmeras e da sua utilização pela Polícia Militar do Estado de São Paulo, isso foi no final do ano passado, e agora nós temos a materialização na utilização dessas câmeras. O uso das câmeras vai auxiliar e muito na produção de provas das ações policiais, que serão gravadas integralmente e armazenadas, e poderão ser utilizadas, obviamente, pela polícia, pela segur ança pública e também pela justiça. A iniciativa vai, sim, reduzir e muito o nível de violência de poucos policiais que cometem excessos e, com isso, nós vamos preservar a maioria expressiva da corporação da Polícia Militar do Estado de São Paulo, maioria essa que cumpre o seu dever, a sua obrigação de forma exemplar. Com isso também damos uma resposta a esses 0.6%, repito, 0.6% de policiais que não seguem o protocolo da melhor polícia do Brasil, que é a Polícia Militar do Estado de São Paulo. A utilização das câmeras, sem dúvida, vai reduzir ainda mais os excessos cometidos por poucos, e vai também proteger de forma correta a informação plena sobre as ações policiais. Com esta tecnologia, neste formato que vocês verão hoje, será a primeira polícia do Brasil na utilização desta tecnologia de body cams com o armazenamento do conjunto destas informações. Já há um projeto de body cams em Santa Catarina, mas utiliza outra tecnologia, uma tecnologia que não tem a dimensão e a capacidade dessa que estamos utilizando em São Paulo. Com isso não estou desmerecendo a polícia de Santa Catarina, apenas mencionando que tecnologicamente o sistema que vamos aplicar aqui é superior. Segunda informação é na área do sistema prisional, o Governo de São Paulo concluiu a instalação de sistemas de equipamentos de tele audiência em 100% dos presídios do Estado de São Paulo, foi concluída essa semana a instalação do sistema de videoconferência em todas as 176 unidades do sistema prisional no Estado de São Paulo, onde 218 mil detentos cumprem pena, é o maior sis tema prisional do Brasil e da América Latina, e o segundo maior do continente, apenas nos Estados Unidos há um número maior de detentos do que aqui em São Paulo, não me refiro ao Brasil, em São Paulo. O número de presídios contemplados é, repito, 176, a totalidade, vocês terão possibilidade de conhecer também detalhes hoje, com o Coronel Nivaldo, que é o secretário do sistema penitenciário em São Paulo. Já na utilização, ao longo destes meses, considerando que estamos entrando no segundo semestre de 2020, a tele audiência reduziu em 64% a necessidade das escoltas entre presídios e os fóruns na capital de São Paulo. Liberando, com isso, 22 mil policiais militares, que faziam antes este serviço de escolta, e liberando pra quê? Pra fazerem patrulhamento nas ruas das cidades e do campo. Repito, 22 mil policiai s, que faziam escoltas de presos, estão agora nas ruas, protegendo as famílias, protegendo o patrimônio privado e o patrimônio público. Mas não fica por aqui a vantagem do sistema tecnológico que introduzimos no sistema prisional, outra vantagem é que esses equipamentos, a partir do próximo final de semana, vão permitir também ao sistema prisional a utilização de visitas virtuais, com tecnologia. Esse projeto chama-se Visita Virtual, e vai possibilitar que 27 mil familiares possam entrar em contato com os seus parentes, cumprindo pena no sistema prisional de São Paulo, de maneira segura e correta. Segura, do ponto de vista de saúde, segura do ponto de vista prisional. Aos finais de semana, isso pode alcançar até 58 mil detentos, em um único final de semana. Em razão da pandemia, evidentemente, as visitas presenciais estão temporariamente s uspensas, e o uso da tecnologia vai possibilitar o cumprimento deste direito aos que estão cumprindo pena. Repito, a utilização virtual não substituirá o sistema presencial, mas enquanto a pandemia perdurar, para proteção de familiares, da saúde dos familiares, dos detentos e daqueles que atuam no sistema prisional, esta é uma alternativa, e ela começa a ser praticada a partir deste próximo final de semana. É o uso da tecnologia, protegendo parentes, presos e funcionários do sistema prisional de São Paulo. Por último, terceira informação de hoje, agora sim na área da saúde. Hoje estamos entregando mais 167 respiradores para municípios do interior do Estado de São Paulo. Com esta entrega, de mais 167 respiradores, chegamos à marca de 3.011 respirador es para todo o Estado de São Paulo, capital, Grande São Paulo, litoral e interior. É mais, somando com as... Somando com as unidades que ainda estão sendo preparadas para entrega, nós temos mais 500 unidades de respiradores, nós vamos para 3.511 respiradores em todo o Estado de São Paulo. É mais do que nos últimos 30 anos de unidades de terapia intensiva em funcionamento, no sistema de saúde no Estado de São Paulo. Um recorde para proteção à vida e a melhoria do sistema de saúde pública no Estado de São Paulo. São estas as informações. Seguindo a mesma ordem do que foi dito aqui, vamos começar ouvindo o general João Campos, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, sobre o tema do projeto Olho Vivo, as chama das câmeras corporais. General.

JOÃO CAMPOS, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO: Sr. Governador, boa tarde, muito obrigado. Senhoras e senhores, boa tarde. Sr. Governador, nós estamos com 19 meses na gestão do senhor. Desde o início, nós temos dito, o senhor tem ratificado de que a segurança pública trabalha num tripé, que visa pessoas, gestão e tecnologia. No que se refere à tecnologia, governador, só para citar alguns dados, nós estamos com a Polícia Civil com a Delegacia Eletrônica, atendendo 60% das suas nec essidades. Irá brevemente com êxito o RG Digital, tecnologia pura. Na Superintendência da Polícia Técnico-Científica, nós estamos operando com scanner 3D, com objetivo de perpetuar em imagens, em maquetes, locais de crime, e com os braços robóticos para exame de DNA. Algo que, nessa semana, foi até notícia da mídia, de um resultado exitoso. A Polícia Militar também, foi dela que nasceu o SOS Mulher, que vem atendendo as medidas protetivas. Foi na Polícia Militar que o senhor entrou com o Dronepol, foi ali que nós estamos visualizando o escudo blindado de viaturas, para a proteção do policial, e agora, a partir de hoje, como o senhor bem disse, materializando o programa Olho Vivo, as bodycams. Isso visa acompanhamento de ações e transparência. Ela trará, sim, mais segurança ao agente e à população. U tilizaremos nas ocorrências, nas abordagens, nas atividades de apoio, na fiscalização em acidentes, em incêndios, em buscas, em manifestações, em varreduras. Seu uso protege o policial em caso de denúncias falsas e ela tem também um efeito dissuasório. Os comandantes, por intermédio desse trabalho, poderão analisar com mais rapidez as ocorrências, acelerando o processo de avaliação, avaliação de desempenho, aprimorando técnicas e até construindo estudos de caso, que é um método muito bom de treinamento e de avaliação. Mas, Sr. Governador, é na área da evidência das provas que o sistema cresce de importância. Ele amplia a qualidade das provas, essas provas coletadas nos locais de ocorrência. Solicito a autorização do senhor para que o tenente-coronel [ininteligível] fa&ccedil ;a uma brevíssima apresentação de como é o sistema. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, general. Tenente-coronel [ininteligível], que é o chefe da 3ª Seção do Estado Maior da Polícia Militar, vai apresentar pra vocês agora o programa Olho Vivo, e também a metodologia de funcionamento da câmera, da bodycam, da Olho Vivo. Aliás, ele tem uma à sua esquerda, exatamente a câmera que ele está portando é esta câmera que nós fizemos aquisição de 2.500 unidades, e recebemos a doação de 585 do setor privado. Queria a penas esclarecer que não é do setor de tecnologia. Eu pedi a doação para empresas que não fossem detentoras de tecnologia de bodycams, evidentemente. Coronel.

TENENTE CORONEL CARLOS FORNER, CHEFE DA TERCEIRA SESSÃO DO ESTADO MAIOR DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Sr. Governador, boa tarde, Srs. Secretários, boa tarde, senhoras e senhores. Faremos uma apresentação aqui sobre o programa Olho Vivo. O programa Olho Vivo, ele vem para dar um apoio, um suporte a todas as atividades de polícia ostensiva e preservação da ordem pública. Nós vamos iniciar aqui falando das vantagens do programa. Essas vantagens, elas foram verificadas com base nos testes realizados pela Polícia Militar do Estado de São Paulo, e também com base nas experiências internacionais, principalmente nas polícias de Londres, Los Angeles e Nova Iorque. Então, a primeira dessas vantagens que nós verificamos é o maior respaldo para o policial militar em sua atuação. Isso é para evidenciar a boa atuação policial militar, o cumprimento dos procedimentos operacionais e o correto relacionamento do policial com o público destinatário dos seus serviços. Este é um fator bastante importante para a polícia. A afirmação da cultura profissional vai em torno do conceito de compliance, uma vez que o policial militar tem este equipamento, um efeito de observância maior às leis, observância maior às normas, aos regulamentos e aos procedimentos operacionais padrão. Reforço à transparência da Polícia Militar, conf orme já dito pelo Sr. Secretário da Segurança Pública, no sentido de dar maior clareza às ações da Polícia Militar. E para reforçar ainda mais a legitimidade de agir das nossas unidades de serviço operacionais. O fortalecimento da prova judicial, talvez um dos principais motivos pelos quais nós temos hoje as câmeras em funcionamento, é no sentido de dar maior robustez ao conjunto probatório produzido pela Polícia Militar, indo além dos depoimentos colhidos pelas pessoas envolvidas. Isso tudo no sentido do quê? De diminuir a sensação de impunidade. O efeito apaziguador, na solução de conflitos, ou o efeito dissuasório, é a relação da lente funcionando dos dois lados, tanto para coibir eventuais violências físicas ou verbais por parte do interlocutor, contra o policial militar, como por parte d o próprio policial militar, que vai ter um motivo a mais para promover a sua autodisciplina nas intervenções com o público. E o treinamento. A partir das gravações que forem obtidas, nós temos condições de proceder a estudos de caso e levar isso para as salas de aula, e reforçar ainda mais a qualidade da nossa capacitação técnica do policial militar. Próximo. Um breve histórico das câmeras do programa Olho Vivo. Esse assunto, ele é prospectado pela Polícia Militar desde 2014, mas temos dois marcos importantes em 2019 e 2020. 2019, estudos técnicos, isso para sedimentar uma melhor especificação técnica da tecnologia, buscando maior praticidade, simplicidade de operação e principalmente um sistema de custódia que garanta seguran&cc edil;a às evidências digitais obtidas. Então, esses estudos foram feitos envolvendo as polícias de Nova Iorque, Los Angeles, Londres, Berlim e Bogotá. Em 2020, conforme já dito, a partir do dia 1 de agosto agora, teremos 2.500 policiais usando as câmeras, em turnos de serviço diferentes, 585 câmeras no total. O edital será publicado amanhã e, no total, ao final desse processo, nós teremos 3.000 câmeras corporais utilizadas pela Polícia Militar. O acionamento da gravação, eu vou mostrar aqui como nós acionamos. É um dispositivo muito simples. Na lateral da câmera há um botão, onde eu deslizo pra cima e, a partir de então, eu tenho já as evidências digitais sendo captadas. E nós vamos usar esse mecanismo em todas as circunstâncias de intervenção policial, todas as circunstâncias de int eração com o público. Algumas delas nós destacamos aqui: o atendimento de ocorrências 190, principalmente com ocorrências envolvendo violência doméstica, aquelas ocorrências contra a mulher. Esse é um dos focos da utilização das câmeras. Abordagem policial, nas buscas pessoais, em pessoas com atitudes suspeitas, acompanhamentos a veículos ou a pessoas a pé, quando houver um descumprimento da ordem policial de parada, conduções de pessoas a outros órgãos... Esses outros órgãos, delegacias, distritos policiais, hospitais, casas de saúde, estabelecimentos prisionais, pelo tempo que durar a custódia, durante todo o tempo em que a pessoa estiver sob custódia da Polícia Militar, o equipamento estará acionado para gravação. E operações policiais, a exemplo das operaç&otilde ;es de reintegração de posse, operações de fiscalização de trânsito e manifestações públicas e passeatas de forma geral. Próximo. Aqui nós temos um diagrama do programa Olho Vivo. Nós começamos sempre ali pelo ícone do policial militar, ou do usuário da câmera. Esse policial militar, ele vai captar imagens e sons ao longo do seu turno de serviço e, ao final do turno de serviço, utilizando aí de links privados de alta velocidade, essas evidências digitais, elas, pelo mecanismo de upload, serão levadas para um armazenamento em nuvem, com certificação de segurança e inteligência artificial. A partir de então, o sistema de gerenciamento e custódia das evidências digitais, ele permite um acesso remoto para usu& aacute;rios com credenciais, autoridades de supervisão. Com qual finalidade? Auditoria, pesquisa, controle e custódia. O sistema também propiciará links seguros e rastreáveis, e licenças de software, para órgãos externos à Polícia Militar, principalmente com responsabilidade de investigação, instrução e julgamento de processos. A exemplo aqui do Poder Judiciário, Ministério Público, Polícia Técnico-Científica e Polícia Civil. Próximo, por gentileza. Aqui nós temos o mapa da distribuição das câmeras neste primeiro momento, das 585 câmeras. Elas serão distribuídas no município de São Paulo, território de atribuição do Comando de Policiamento da Capital. Início ofi cial, dia 1 de agosto de 2020. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, coronel [ininteligível]. Podia colocar ali a imagem só do Olho Vivo? Acho que nós temos, acho que é a primeira imagem da marca. Tem apenas a marca, Olho Vivo? Não era isso, mas tudo bem. Se você depois puder ter só a marca do Olho Vivo... Tenente, obrigado pela sua intervenção, pelas suas explicações. Eu gostaria agora de pedir ao Coronel Nivaldo para instruir mais detalhes sobre o sistema prisional, através das teleaudiências, que agora atendem 100% dos pres ídios de São Paulo.

CORONEL NIVALDO, SECRETÁRIO DE ADMINISTRAÇÃO PENITENCIÁRIA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, muito obrigado. Boa tarde, a todos. Boa tarde, a todas. Como disse o nosso governador, hoje é um dia a ser comemorado no estado de São Paulo, a tecnologia promovendo celeridade processual, oferecendo economia, aumentando segurança, e acima de tudo, permitindo uma utilização mais racional dos recursos humanos e materiais em benefício da população paulista. Por favor. Nós temos um comparativo do que era antes, e o que vir&a acute; após. Então nós tínhamos 65 equipamentos de teleaudiência, mas apenas 39 deles instalados em presídios, isso não dava um alcance de nem 1/4, ou seja, 22% das unidades prisionais de São Paulo eram equipadas com esse equipamento. No ano de 2019 nós tivemos pouco mais de 15 mil audiências usando esse equipamento, que é um equipamento pesado, é um equipamento caro que exige mais equipamentos, e exige a presença física de um operador. O que temos a partir de hoje, na próxima tela? Atendimentos com equipamentos simplificados, atendendo aí um provimento do conselho superior da magistratura, do ano de 2019, que permitia a instalação de teleaudiência em todos os fóruns do estado. E aproveitamos para fazer o mesmo em 100% das unidades prisionais do estado de São Paulo. Esse início foi no final de abril, em três meses n&oacu te;s já tivemos quase 10 mil audiências judiciais realizadas por essa ferramenta. Isso representa dois terços do total do ano passado, e o nosso contrato que foi reformulado vai permitir uma economia aos cofres públicos da ordem de R$ 3,700 milhões só com a prestação de serviços. E o governo vai poder direcionar esses recursos para aquelas áreas mais carentes, emergenciais, com melhor aproveitamento do recurso público. Nós temos a pretensão do nosso contrato que já está em elaboração, é implementar 684 estações de teleaudiência em todos os presídios de São Paulo, que vai proporcionar um aumento de quase 18 vezes na capacidade de atendimento dessa demanda. Esse equipamento ele permite além da teleaudência, audiência de instrução criminal, ele já está sendo utilizado por ofi ciais de justiça, para fazer situação e intimação de réu preso, ele já está sendo utilizado pela Ordem dos Advogados do Brasil, para fazer atendimento jurídico, e ele já está sendo utilizado também pela Defensoria Pública do estado de São Paulo com as mesmas finalidades. Então nós temos hoje mais de 84 mil interações desses equipamentos com esses órgãos, Poder Judiciário, pelas audiências, Poder Judiciário pelos oficiais de justiça, Ordem dos Advogados do Brasil, e Defensoria Pública do estado de São Paulo. Próximo, por favor. O que representa isso em termos de economicidade. Vejam, senhores e senhoras, comparativo do primeiro semestre do ano passado, nós tivemos 20.700 escoltas de presos que saíram das unidades prisionais e foram levados aos fóruns, esse número em 2020 representa quase um terço, foram 7.400 escoltas, uma queda de 64% nesse deslocamento, é um deslocamento que traz gasto público, oferece perigo a quem faz esse trabalho, oferece riscos ao usuário da vida, e ele é um deslocamento lento. Então são vários os fatores que contribuíram para que a gente chegasse à conclusão de que o sucesso está instalado no sistema penitenciário do estado de São Paulo por meio das ferramentas tecnológicas. Todos sabem que no interior do estado essas escoltas são feitas pela Polícia Militar do estado de São Paulo, na capital região metropolitana é feita pela secretaria da administração penitenciária, e como disse o governador João Doria, isso representa 22 mil policiais a mais, fazendo a proteção da sociedade, fazendo a prevenção criminal. Na pr&oac ute;xima tela, por favor. Isso em custo representa uma economia de mais de R$ 5 milhões só no primeiro semestre, só com despesas com escolta, combustível, homem. E para finalizar, governador, esse mesmo equipamento de teleaudência, como o senhor muito bem disse, será utilizado a partir de sábado no atendimento de visitação virtual para os presos, por conta da pandemia as medidas restritivas inclui a restrição de visita presencial desde o dia 20 de março, e o uso da tecnologia vai permitir o cumprimento da legislação para a manutenção dos laços sociais, para a manutenção dos laços familiares de maneira emergencial e temporária, não haverá em hipótese alguma a substituição da visita presencial pela visita virtual, esse é um complemento, é uma alternativa do governo do estado de S&atild e;o Paulo, para fazer frente à uma necessidade em face de uma grave crise de saúde pública instalada não em São Paulo, não no Brasil, mas no mundo. Governador, obrigado pelas oportunidades, são essas as nossas notícias.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Coronel Nivaldo. Nós vamos, antes de passar para a saúde, vou pedir ao Tenente Coronel Forner, para que possa atender ao pedido dos cinegrafistas aqui, se o senhor puder, vou pedir para o senhor vir um pouquinho à frente aqui, são os fotógrafos e cinegrafistas para poder capturar melhor, e abaixar um pouquinho, Coronel, porque aí eles conseguem pegar a marca e exatamente a body cam no seu corpo. Um pedido dos cinegrafistas. Ok. Coronel Forner, muito obrigado. Agora sim vamos à saúde, com o novo secretário estadual de Saúde do estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos, senhoras e senhores. Hoje vamos trazer um pouquinho mais dos números da COVID-19 no estado de São Paulo, e fazer um pouquinho um paralelo do que tem acontecido no país. Lembrando que os dados Brasil são dados ainda de ontem, que foram reportados às 20h, pelo consórcio, em que contabilizava 2.159.654 milhões pessoas diagnosticadas com COVID-19. Tendo como número de óbitos, 81.487. São Paulo nós tivemos a marca de 439.446 mi l casos, tendo 20.532 mil óbitos. Esses dados são atualizados na manhã de hoje pela Secretaria de Saúde. É importante a gente lembrar que as taxas de ocupação, que esse é um dos índices que nós vamos sempre nos utilizar para avaliar a questão relacionada à flexibilização, mostra que no estado nós temos 66,5% de ocupação, uma diferença muito grande do que nós víamos há dois meses, há um mês, em que nós tínhamos cifras muito mais altas, acima de 80%, e que colocava nossa população de risco de ser desassistida caso medidas enérgicas, restritivas, como aquelas que foram tomadas. Hoje na grande São Paulo nós temos uma taxa de ocupação de 64% das nossas UTIs, estando internadas em Unidades de Terapia Intensiva 5.416 casos, sendo que 8.055 desses pacientes est&at ilde;o nas enfermarias. Nós tivemos 299.647 mil pacientes que foram recuperados, e as altas hospitalares acima de 60 mil. Isso tem a íntima relação com uma estratégia primitiva, antecipada do governo do estado de São Paulo no sentido de preparar, tanto a capital, quanto litoral e interior, no número de Unidades de Terapia Intensiva, que até então no início da gestão Doria eram 3.600, e passou para mais de 8 mil leitos, criando essa condição dessas pessoas serem realmente assistidas. E mais, receberem alta e voltarem para suas famílias. Um outro aspecto relacionado ao número de ventiladores, foi dito agora que nós temos à disposição nesse momento, com essa oferta de mais 167 respiradores, um total de 3.011 respiradores, algo realmente bastante importante, também fazendo parte na luta contra a pandemia. Em termos de casos confirmados, &eac ute; importante, quando nós temos casos/dia, total de casos confirmados nós temos 16.777 mil, desse total, como dissemos, de 439 mil, mas nós aumentamos sobremaneira o número de testes, o número de testes, especialmente, não apenas através do teste rápido, mas especialmente por uma tecnologia extremamente eficaz, com uma sensibilidade que nós chamamos de uma especificidade, uma forma de nós atingirmos muito mais rapidamente o vírus, que é o RT, que é o real time, tempo real, do PCR, isso aumenta sobremaneira a captação. E ao mesmo tempo outros métodos, como a própria sorologia que foram utilizados, e são utilizados, permitindo com que dessa forma, muitas vezes, a identificação de maior números de casos não signifique obrigatoriamente uma piora estatística, mas uma maior testagem. Óbvio, se eu não testo eu digo, olha, melhorou, estamos melhores, e não é isso que se quer, nós queremos testar, queremos identificar, para que medidas possam ser tomadas de uma forma muito mais enérgica em uma ou outra região. Próximo dia positivo, por favor. Aqui nós temos uma elevação, uma projeção dos casos até o final de julho, ou seja, o que nós estimamos que vem acontecendo. Nós temos hoje 439.446 mil casos, e nós tínhamos uma variável e a menos, que era de 600 a 510 mil casos. Portanto, mesmo para os próximos dias, nós temos ainda uma margem muito importante, nós nem sequer atingimos essa linha limite inferior. Portanto, apesar de todas as avaliações do centro de contingência, de expectarmos e imaginarmos esse número muito mais elevado, apesar de tudo esse número nem atingiu sequer esse limite inferior. Próximo, por favor. Ao mesmo tempo sobre o impacto de mortalidade, nós temos uma estimativa, a mais e a menos, como disse, de 21 a 26, nós acreditamos que até o final de julho, onde se encerra essa segunda quinzena, nós estejamos naquela média, que era aquilo que era estipulado e esperado pelo centro de contingência. Dessa maneira as medidas vão continuar sendo tomadas de forma extremamente positiva, avaliando sempre a dinâmica da epidemia no nosso estado, olhando sempre as regiões de saúde, como elas estão se completando tanto do ponto de vista de número de casos, número de mortes, assim como a ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva. À medida em que se observar, e digo eu como secretário estadual da Saúde, se observar uma elevação no número de casos em uma ou outra municipalidade, é obrigação nossa estar i ndo e entendendo qual o motivo pelo qual nós temos o impacto e risco para aquela população. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Jean Gorinchteyn. Ainda no tema da saúde, vamos ouvir o doutor Paulo Menezes, coordenador do centro de contingência do COVID-19, o nosso comitê de saúde, doutor Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE, DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Boa tarde, a todos. O senhor já colocou muito bem, são 120 dias de quarentena, quarentena essa recomendada imediatamente, e adotada pelo senhor para toda a população do estado de São Paulo, que de fato permitiu com que nós tivéssemos um cenário menos desfavorável, tínhamos a preocupação de não haver cenas como a que nós víamos em outros lugares do país, em outros países, nã o estamos vendo, e não vamos ver, felizmente. Além disso, também quero lembrar o uso obrigatório de máscaras desde o início de maio como mais uma medida fundamental para controlar a transmissão do vírus. E dizer que o centro de contingência continua trabalhando ininterruptamente, tanto na avaliação do plano São Paulo, que vem se desenvolvendo muito bem, talvez com a perspectiva de alguns é pequenos ajustes, a partir da experiência e da informação que vem chegando ao longo quase oitos semanas de execução do Plano São Paulo, avaliando protocolos de retomada de algumas atividades. Hoje, inclusive, recomeça o Campeonato Paulista e eu aproveito para dizer que ontem o centro de contingência aprovou os protocolos de retomada de treinos para a Série A2 do futebol e futebol feminino aqui no estado de São Paulo. Queria tamb&eacut e;m fazer um breve comentário sobre o projeto de videoconferências do sistema prisional que, como já foi comentado pelo senhor, vem contribuir, é mais uma contribuição para evitar a transmissão do vírus entre as pessoas privados de liberdade, os funcionários, inclusive permitindo um contato de familiares com os provados de liberdade de forma virtual. Então, acho que seriam esses os comentários hoje do centro de contingência que continua trabalhando intensamente. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Dr. Paulo Menezes. Antes de passar para o João Gabbardo, também aproveitando o tema das teleconferências, mencionar que ela traz um outro benefício concreto, humanitário, são menos presos conduzidos dentro de um camburão à temperaturas muitas vezes elevadas, em distâncias muito grandes, às vezes seis sete horas de viagem para chegar até o Fórum aqui da Barra Funda, mas seis ou sete horas para voltar até o sistema prisional. No mundo moderno já h á teleconferência, não se transporta mais preso de um local a outro para a coleta de depoimento, o mundo moderno age assim, com teleconferência. Então, fico contente como governador do estado de termos conseguido implementar e termos tido também o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil, do Tribunal de Justiça, da Defensoria Pública para que esse procedimento pudesse ser adotado sem nenhum prejuízo a defesa daqueles que estão cumprindo pena e nem daqueles que são defensores, os advogados e promotores públicos. Agora sim, Dr. João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DA COVID-19: Boa tarde governador, boa tarde a todos que acompanham a coletiva. Pensando, analisando os dados que o secretário Jean mostrou em que as nossas projeções em relação a números de casos confirmados, número de óbitos, está dentro daquele intervalo de confiança previsto, eu queria destacar, governador, que a gente sempre fala nos números aqui, destacar um pouco a credibilidade do Plano São Paulo. E essa credibilidade, ela ocorre exatamente por isso, porque a gente percebe que aquilo que foi previsto pelo centro de contingência vem acontecendo na prática. E o outro aspecto que eu acho muito importante é fato da firmeza com que o governo tratou do Plano São Paulo sem concessões, colocando as recomendações, as evidências científicas acima das possíveis, prováveis pressões que ocorreram nesse período. Eu acho que isso dá muita credibilidade ao plano também o fato do governo sempre ter atendido as recomendações do centro de contingência quando percebia em alguma área, alguma região, uma necessidade de ampliar as medidas restritivas, do governo ter atendido as recomendações do centro de contingência e ter implementado rapidamente essas ações. Eu queria também destacar o papel dos prefeitos nesse processo, porque a grande maioria, a maioria esmagadora dos prefeitos entenderam o plano e optaram pela segurança dos seus munícipes no atendimento ao que está sendo preconizado. Acho que o plano, ele tem uma característica, a gente anda na rua, conversa com as pessoas e todo mundo entendeu o plano. Eu percebia que no início as pessoas tinham uma certa revolta contra as medidas, mas todo mundo entendeu e agora ninguém mais questiona o que diz o plano, as pessoas já sabem: oh, o que é que eu tenho que fazer para na próximo fase eu passar para esta, ter esta possibilidade. Todos entenderam, a população entendeu, os empresários entenderam. Então, eu acho que essa é um ponto importante do plano. E agora, esse plano com a associação e a possibilidade de nós termos a vacina, com certeza vai nos dar condições de voltar mais rapidamente à normalidade que é o que todos nós desejamos. Obr igado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Dr. João Gabbardo, coordenador Executivo do centro de contingência do Covid-19, o nosso comitê de saúde e ex-secretário executivo, secretário geral do Ministério da Saúde. Fala com conhecimento. Obrigado Gabbardo. Agora, a última intervenção, Marco Vignoli, secretário de Desenvolvimento Regional de São Paulo.

MARCO VIGNOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde governador, boa tarde a todos. Eu vou abordar aqui três pontos importantes nessa tarde, o primeiro deles que São Paulo representa, pela primeira vez em toda a série histórica, menos de 20% dos casos do Brasil. Nós acompanhamos essa evolução, em março, no início da pandemia representava um percentual significativo, 68% naquele momento inicial. Depois, em abril, seguiu para 40%, nós viemos acompanhando essa evolução, e agora, lembran do que São Paulo tem cerca de 22% da população do país, 21,9%, nós temos 19,6% dos casos do país e esses números vêm caindo ao longo de todo esse período, representando a efetividade do Plano São Paulo e a evolução importante dada aqui no estado de São Paulo. Os números apresentados na última sexta já demos aqui a demonstração da queda no número de casos ao longo deste período, fato este que vem acelerando ao longo dessa semana e no acumulado, nessa média móvel, a gente segue essa tendência de queda, até agora em todas as regiões, seja na capital, na Grande São Paulo e também no interior. Evidentemente de forma mais aguda na capital e na Grande São Paulo, de forma menor no interior do estado. Falando aqui no interior do estado, o interior de São Paulo passa a capital agora no n úmero de casos acumulados até agora na pandemia. Nós temos 170.515 casos no interior do estado, 40,35% e 167.801 na capital, 39,71. A gente vê essa evolução dado ao número de casos e também no número de óbitos. Na semana 20, o interior representava 14,07% dos óbitos aqui do estado de São Paulo que ocorreram naquela semana. A semana 25 esse número foi para 33,87 e agora na semana 29, 45.91, comprovando a interiorização da pandemia que se dá nesse momento que nós passamos. Para finalizar, com essa interiorização, o governo do estado de São Paulo tem aumentado a sua capacidade hospitalar de uma maneira muito forte ao longo de todo esse período. Nós já temos mais leitos por 100 mil habitantes do que a França, do que a Itália e do que o Reino Unido. E nós seguimos avançando, o governador citou a qui, 3.011 respiradores já entregues, a meta inicial eram 3 mil respiradores, nós vamos seguir para 3.511 e somando esses números chegando a um número muito para, se não alcançando os números da Alemanha em leitos por 100 mil habitantes em São Paulo. Hoje nós avançamos com mais 167 respiradores sendo distribuídos nas regiões de Araraquara, Baixada Santista, Bauru, Campinas, Franca, Marília, Piracicaba, Presidente Prudente, Registro, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Sorocaba e também o Vale do Paraíba. Importante registrar, nós avançamos, por exemplo, em Ribeirão Preto, para se ter uma ideia da contundência desse trabalho, nós, com esses respiradores enviados, vamos triplicar o número de leitos existentes na região de Ribeirão Preto em um momento mais agudo da pandemia lá. Então , isso representa todo um esforço feito pela saúde para poder manter todas as pessoas do estado de São Paulo com atendimento, a exemplo do que tem sido feito lá em Ribeirão Preto nesse momento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado secretário Marco Vignoli. Vamos agora às perguntas. Nós temos oito veículos de comunicação, começando pelo jornal O Globo, depois SBT, TV Record e CBN. E pelo jornal O Globo dou as boas-vindas a jornalista Silvia Amorim. Não tinha visto você ainda presencialmente aqui, Silvia, apenas virtualmente. Bem-vinda, sua pergunta, por favor.

SILVIA AMORIM, JORNALISTA DO JORNAL O GLOBO: Obrigada. Boa tarde governador, boa tarde a todos. A minha pergunta é sobre o programa das câmeras corporais. Diante da apresentação que foi feita aqui, ficou claro que o acionamento das câmeras será de responsabilidade de cada policial que estiver portando. O senhor mencionou a experiência de Santa Catarina e Santa Catarina implantou esse modelo há um ano e coisa de um mês atrás teve, enfim, se deparou com um grande problema que foi discutido que era exatamente a falta de acionamento das câmeras pelos poli ciais, teve que ser feito um novo acordo entre o Tribunal de Justiça e a Polícia Militar do estado para que os policiais, de fato, acionassem as câmeras durante o atendimento. E isso está sendo feito agora em julho, como teste. Diante disso a minha pergunta é: por que é que não se optou por uma tecnologia que permitisse o acionamento automático das câmeras? E no caso do acionamento pelo policial, o que é que acontece, o que vai acontecer com o policial, caso ele não acione a câmera quando deveria acionar? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada Silvia Amorim do jornal O Globo, vou pedir ao coronel Álvaro Camilo, secretário executivo da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e ex-comandante geral também da Polícia Militar, aliás, a propósito, queria saudar a presença aqui, coronel Alencar, comandante-geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Então, vamos ao coronel Álvaro Camilo para a resposta a Silvia Amorim.

ÁLVARO CAMILO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DA SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde governador, boa tarde a todos. Só queria, antes disso, fazer um comentário que isso é um momento de satisfação para a polícia de São Paulo. Eu que fui comandante-geral, o coronel Alencar e todos que estão ali sabem da importância desse avanço para a polícia de São Paulo. Isso era um sonho de consumo antigo. Vamos lá, a primeira questão, por que é que não aciona diretamente? P rimeiro porque tem momentos que ele tem que desligar a câmera, tem momentos em que ele vai entrar em situações íntimas em que ele não precisa gravar, né, não só dele, mas até das pessoas que estão sendo gravadas. O fato de ele não gravar hoje, aqui em São Paulo está resolvido. Nós passamos inclusive com a questão jurídica, a [ininteligível] jurídica das imagens para não haver esse tipo de problema. Quanto à possibilidade de ele não ligar. Nós testes que nós fizemos isso não tem acontecido, os policiais têm usado o tempo todo, mesmo porque, eles estão se sentindo mais seguros porque a imagem não tem edição, ela pega desde o início. Aliás, essa câmera que está aqui no coronel [ininteligível], ela pega um minuto antes, a partir do momento que ela. .. ela está em stand by, está gravando o tempo todo, a partir do momento que ele aciona pega um minuto anterior. Por que isso? Porque se ele escutou um disparo, ele liga, a câmera já pegou esse disparo em algum momento. Outra coisa, ele não estará sozinho, no mínimo são dois numa viatura, ou três numa patrulha de moto, então, a hora que ele chegar, se um desligar ou não lembrar de ligar, os outros também ligarão. Agora, por último, será responsabilizado se ele deveria estar ligando e não utilizou aí a câmera naquele momento. Mas isso não se mostrou nos testes que nós fizemos. O policial viu a câmera nesses locais dos testes, como uma forma de mostrar a dificuldade do grande trabalho feito pela polícia de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Coronel Camilo, apenas o senhor poderia complementar para a jornalista Silvia Amorim o programa de treinamento destes policiais, porque eles passam muito, Silvia, por treinamento.

ÁLVARO CAMILO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DA SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eles ficam... um mês leva para fazer o treinamento desses policiais, nós temos dois mil e quinhentos policiais treinados para utilizar, nesse momento, essas 500 câmeras. E eles passam por um treinamento intensivo de como fazer, de quando ligar, quando desligar, por que fazer isso e as imagens têm toda um sistema de custódia também, o policial não consegue apagar, isto aqui é protegido, ele não consegue tirar a imagem, ele não co nsegue apagar, ele não consegue mexer na imagem. E tem mais, ele entrou no quartel, na companhia, as imagens já, automaticamente, por Wi-Fi, sobem para a nuvem, ele não tem acesso a modificação. Então, tudo isso é treinado, demora mais ou menos um mês para que esse treinamento seja feito, não só em sala de aula, mas na utilização prática dos equipamentos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado coronel Camilo. Silvia Amorim, muito obrigado. Vamos agora a próxima pergunta que é do SBT, do Fábio Diamante. Na sequência TV Record, CBN e CNN.

FÁBIO DIAMANTE, JORNALISTA DO SBT: Boa tarde governador, boa tarde a todos. Eu queria fazer duas perguntas. A primeira pergunta sobre as câmeras, eu queria saber como essas imagens serão tratadas? Se elas serão tratadas com transparência ou se a Polícia Militar terá o direito de não divulgá-las de acordo com o seu próprio entendimento, para o bem e para o mal. Quando o policial gravar alguma coisa que demonstre um bom trabalho e também quando flagrar alguma irregularidade? Uma pergunta sobre a questão para a área da saúde, gove rnador, tivemos hoje um recorde nas últimas 24 horas. As pessoas têm um estranhamento quando a gente fala de platô e de repente a gente vem com recorde. Eu queria saber como é que os senhores enxergam isso, explicam, esse recorde, ele é expressivo nas últimas 24 horas e aproveitando, foi divulgado hoje um estudo da própria USP, de um dos pesquisadores, Dr. Márcio Bittencourt que ele diz que já é possível ver uma inversão na tendência de queda das internações, inclusive na capital paulista. Ainda que o número se mantenha sob controle, não vai faltar leito pra ninguém, já é possível ver essa inversão. Estamos tendo os reflexos da abertura nos números de casos? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, vamos à primeira pergunta que é o tema das imagens com o coronel Camilo. E se o tenente-coronel Forner desejar, pode também intervir. Coronel Camilo.

JOÃO CAMILO PIRES DE CAMPOS, SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO: A maior parte do estudo feito nessas... nesses testes foi, inclusive, de um trabalho jurídico pra seguir tanto a Lei de Acesso à Informação, a Lei de Proteção Geral dos Dados pra que essas imagens ficassem armazenadas e pudessem ser divulgadas dentro e cada parâmetro. Quem vai dizer o que pode ou o que não pode ser divulgado é cada presidente do feito e a Justiça, né? Essas imagens elas são captadas em muitos locais, locai s até em que a própria polícia, o próprio Judiciário não vai divulgar. Vou dar um exemplo. O policial entrou numa ocorrência, entrou no cofre de um grande banco. Aquilo é uma imagem que não pode ser divulgada até pra que não caia na mão da criminalidade. E vai ser usada pra dar transparência, mas sempre atrelado a autorização judicial ou o presidente no inquérito do feito, imagens que vão ser... elas não serão liberadas totalmente, né? Aquilo que prejudicar a privacidade das pessoas, de novo, respeitando a legislação pra não ferir a privacidade, elas poderão ser usadas pra transparência sem nenhum problema.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Quer complementar, Forner (F)?

RODRIGO FORNER, COMPANHIA FORÇA TÁTICA/ROCAM: Sim, senhor. É um complemento bem simples, né? Essas gravações elas têm o objetivo de gravar, né, de obter evidências aí do ambiente policial, do ambiente onde está acontecendo um fato policial. Mas inevitavelmente, conforme o coronel Camilo colocou, essas imagens envolverão pessoas. Então, nesse caso, nós temos que ter a certeza da preservação do direito à intimidade, o direito à imagem, do direito à honra. E essas informações pessoa s elas têm que ser criteriosamente analisadas e protegidas nos termos da Lei de Acesso à Informação e, sobretudo, nos termos da Constituição Federal. Só fazendo um link também com as experiências obtidas em Nova Iorque e Londres, sequer se cogita a liberação dos vídeos, das imagens e dos sons captados enquanto perdurar a investigação criminal administrativa, até pra que se evite prejulgamentos. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, tenente-coronel Forner. Obrigado pela complementação. Agora vamos ao tema da saúde do jornalista Fábio Diamante com João Gabbardo e Paulo Menezes. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA: Fábio, realmente ontem nós nas últimas 24h o número de casos notificados foi maior do que é esperado. Foram 16.777 casos confirmados nas últimas 24h. mas se nós analisarmos esta semana, de domingo até quarta-feira, considerando os dados dessa semana epidemiológica número 30, domingo, segundo, terça, e os dados de ontem, quarta-feira, nós vamos chegar num número de casos confirmados de 27 mil. Nos mesmos quatro dias, na semana anterior, na semana 29, n ós tivemos 35 mil casos confirmados. Então, nessa semana, comparando com a semana 29, nos quatro primeiros dias, nós temos um decréscimo no estado de 22% de casos confirmados. Então não, não nos preocupa esse número de ontem, provavelmente ontem tenha saído um quantitativo de resultados dos laboratórios de dias que estavam com demanda reprimida e ontem saíram esses resultados. Então na semana os dados são melhores, menores do que os da semana passada. Em relação a uma... a um pequeno... pequeno aumento na ocupação dos leitos que vem ocorrendo efetivamente nesses últimos dez dias, é um número muito pequeno e nós consideramos que esse aumento na região metropolitana ele esteja ocorrendo por uma migração de pacientes, uma vez que nós colocamos os nossos hospitais de campanha como referência pra atend imento de algumas regiões que estavam sobrecarregadas. Então é possível que essa migração de pacientes do interior pra região metropolitana, pra São Paulo possa ter aumentado um pouquinho, mas é muito pequeno o percentual de aumento da ocupação desses leitos. Também nada que nos preocupe, continuamos muito seguros em relação à evolução e a dinâmica da epidemia. Sem problemas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo, a informação completa. Fábio Diamante, obrigado pelas perguntas. Agora, Daniela Salerno, TV Record.

DANIELA SALERNO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. São duas perguntas também pra saúde e pra segurança. Em relação à saúde, Dr. Gabbardo, o senhor falou que não preocupa ainda esses índices, mas pra ficar claro vocês descartam qualquer alteração por hora em relação à reabertura? Pro secretário de saúde eu gostaria de perguntar, o senhor disse hoje de manhã que é possível que a vacina chinesa seja liberada emergencialmente no fim do ano. Em qual circunstância isso poderia acontecer? E por fim, se me permite por segurança, há uma questão mais de ordem prática, foi comentado aqui que 585 câmeras já a partir do dia 1º, outras 2.500 ainda vão ser adquiridas. Quando que essas câmeras chegam e pra quais policiais elas vão? Como que esses profissionais serão selecionados? E só pra terminar, tinha mais uma pergunta aqui. Qual é o número total de policiais no estado de São Paulo pra gente tentar entender se todos devem receber câmeras futuramente ou se vai permanecer nesses 3 mil? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, Daniela Salerno. Vamos então com o tema da saúde começando com João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA: Daniela, a questão da reabertura, obviamente o Centro de Contingência faz essas análises desses dados diariamente e na sexta-feira serão anunciados algumas medidas, né, algumas alterações, eu posso antecipar aqui pelos dados que nós temos até o presente momento. São pequenas alterações, não são significativas e continuamos totalmente em concordância das medidas com aquilo que os números têm nos mostrado. Mas eu queria alertar pra um fato que o Dr. Paulo estava me reforçando agora há pouco que nós estamos num período extremamente importante que é o período onde historicamente, analisando os últimos dez anos, esta semana são aquelas semanas onde o número de internações por doenças respiratórias agudas, por outras causas, independente do Covid, por influenza, por outros vírus, adenovírus, outras bactérias, o secretário Jean pode até fortalecer essa minha... essa minha ideia, mesmo com essa demanda nós não tivemos nenhum reflexo no número de internações, no número de óbitos. Quer dizer, não ocorreu, o que está acontecendo hoje na região Sul e em alguns estados na região Centro-Oeste, e aí eu incluo Minas Gerais é que o inverno, o frio, pelas suas condições, as pessoas ficar em em ambientes mais fechados propicia a transmissão da doença, mesmo assim nós não temos acréscimo no número de internações significativamente. Então estamos muito bem posicionados em relação àquilo que nós prevíamos e os números estão confirmando todos os cenários epidemiológicos que estavam sendo projetados pelo Centro de Contingência.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Gabbardo. Agora sim sobre o tema da vacina, pergunta ao Dr. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: É muito importante, Daniela, que a gente entenda que existe o início da fase três que é o que aconteceu ontem de forma histórica no nosso estado. E que a partir disso vão ser feitas um sequenciamento pra se avaliar se essas vacinas realmente produzem anticorpos e se esses anticorpos, mais do que isso produzem um nível elevado e são mantidos. Então, dessa maneira, nós entendemos que as duas outras fases mostravam a segurança da vacina no que tange a riscos de efeitos adversos, muitos dos quais até graves. Isso não foi identificado. Portanto, em todos os voluntários que receberam a vacina Sinovac na China, não tiveram sequer efeitos colaterais. E por isso, baseado nas análises técnicas e éticas foi então progredida para a fase três de investigação. A fase três agora avalia exatamente a produção desses anticorpos. Quando nós falamos de vacina, vamos pegar o exemplo da vacina de vírus respiratório como, por exemplo, o vírus da gripe. Nós sabemos que eu tomo a vacina hoje, daqui a 15 dias, 12, 15 dias, eu tenho uma produção de anticorpos capazes de me proteger, e durante pelo menos 11 ou 12 meses eu estarei protegido. Porque esses pacientes são acompanhados. O que nós temos é uma situação muito diferente onde nós entendemos que uma vacina hoje seria fundame ntal para que nós evitássemos, bloqueássemos a dinâmica da epidemia. Nós temos, por exemplo, no Sul do país, 60% de municípios aumentando o número de casos. Quando nós olhamos pra região Norte nós temos 40% dos municípios. A região Centro-Oeste e Sudeste, 20% a 23%. Quer dizer, a única forma que nós teríamos de bloquear é com uma vacina. Portanto, se nos próximos três meses essas vacinas conseguirem mostrar uma... a segurança já mostrou, mas a proteção através desses anticorpos elas poderiam de forma que nós chamamos compacionada emergencial ser chancelada, e aí sim poderia ser ministrada na população de forma inicial. Então muito possivelmente se os estudos comprovarem que essa vacina, nós não temos essa comprovação, os estudos começaram onte m, aí sim nós sentamos e discutiremos essa possiblidade, mas tenhamos esperança que essa é realmente uma vacina que possa trazer uma grande possibilidade para a nossa população.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Jean. Agora vamos a última. Daniela Salerno, na saída lembre de pagar sua multa. Vamos à última etapa do seu conjunto de perguntas com o general Campos e com o coronel Camilo, se necessário. General.

JOÃO CAMPOS, COMANDANTE GERAL DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Grato, governador. Grato, Daniela, pela pergunta. Veja que a distribuição das câmeras ela não acontece ao policial, ela acontece ao ambiente operacional. Então nesse, nessas 585 nós estamos dando um pequeno enorme passo. Em dezembro teremos 3 mil, quem sabe no ano que vem 5 mil, 7 mil, 10 mil. Acreditamos que com esse número a gente consiga atender todas as unidades do estado. Qual é... no nosso planejamento inicial, pelo que eu disse na reunião com os meus oficiais ho je. A natureza não dá salto, então nós vamos começar trabalhando naquelas unidades que estão responsáveis por grandes áreas populacionais. E que tem, via de regra, uma população flutuante muito grande. Logicamente, eventos mais evidentes. Começamos por isso. E outra consideração que eu faço, Sr. Governador, não existe nenhuma polícia no mundo que existe uma câmera pra cada um. Ou seja, nós tivemos quatro equipes aonde em cada equipe tivemos uma câmera operando naquela região estaremos muito bem. comparando com Nova Iorque, com os países que usam isso. O ideal é o seguinte, o conjunto da obra estará dentro do sistema. Por que é que eu falo o sistema? Não é uma simples câmera, é um sistema todo que permite essa transparência e essa proteção dos policiais e da popula&c cedil;ão. Coronel Camilo, se o senhor tiver alguma coisa... Agradeço.

CORONEL CAMILO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DA POLÍCIA MILITAR: Só pra complementar pra pergunta que ela fez, nós temos 85 mil policiais na Polícia Militar, completando com Polícia Civil e Científica, 112 mil. E o que nos interessa é aqueles que estão na área operacional pra portar aí as câmeras de corpo. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, coronel Camilo. E Daniela, apenas pra ratificar o que já disse o general Campos, neste momento, 585 operando. Em dezembro vamos a 3.085, no ano que vem 5 mil, 7 mil e terminamos o ano com 10 mil câmeras operando. Bem, e por razões que foram explicitadas aqui pelo general, pelo tenente-coronel Forner e pelo coronel Camilo. Não adianta rapidamente você alimentar as câmeras sem treinamento, sem os resultados, isso segue uma etapa. É assim também na polícia americana, na políc ia israelense, na polícia britânica. Agora vamos, CBN, na sequência CNN, Rede TV, TV Cultura e TV Globo. E neste momento a pergunta é on-line do jornalista Vinícius Passarelli, mais uma vez aqui conosco. Vinícius, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

VINÍCIUS PASSARELLI, REPÓRTER: Boa tarde, governador, secretários. A minha primeira pergunta é para o Centro de Contingência. Eu queria saber qual que é a situação atual da fila de testes para a Covid-19 aqui no estado? Aquela capacidade diária de processamento de 8 mil exames continua ou ela tem uma parte ociosa hoje? E se tem algum represamento, qual é o tamanho desse represamento de amostras neste momento? E uma segunda pergunta no assunto das câmeras, queria saber por que não utilizar o critério de letalidade policial dos batalh&o tilde;es, na hora de escolher os batalhões onde essas câmeras serão implantadas, já que um dos objetivos é coibir justamente esse abuso e violência policial que a gente tem presenciado aqui no estado nos últimos meses.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vinícius, vamos responder as duas. A primeira será o Dr. Paulo Menezes, na segunda, antes de passar ao Coronel Camilo, ou ao General Campos, apenas para dizer: a decisão do Governo do Estado de São Paulo de implantação de câmeras não é apenas para esta finalidade. É para melhorar a eficiência do trabalho da polícia. Isso ajuda a identificar o criminoso, o ambiente do crime, as circunstâncias, o número de pessoas. Então não é apenas para vigiar o po licial, é para fazer a vigilância no âmbito daquilo que as operações policiais realizam na cidade ou no campo. Apenas para fazer esse esclarecimento preliminar. Sobre fila de testes, Dr. Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador, boa tarde, Vinicius. Em relação aos testes, não há fila de espera. Há uma situação progressiva de aumento de processamento de testes de forma significativa. Só pra dar uma ideia, no início de junho, eram processadas cerca de 2.000 amostras. Semana passada, a média de entrada de amostra foi 8.000, então próximo daquilo que se disse que era a capacidade da rede laboratorial, que continua sendo expandida. Se entram 8.000 testes por dia, esses testes levam um período de processamento, então nós temos um volume grande de amostras. Se fala em 12.000, 15.000 amostras sendo processadas, entre chegarem à rede laboratorial e ser emitido o laudo. Há algumas questões de logística sendo ajustadas, para que a gente tenha a grande maioria dos resultados disponível em até 72 horas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Dr. Paulo Menezes. Agora, vamos com o Coronel Camilo, Vinicius, para a resposta à sua pergunta sobre as câmeras e critérios também.

CORONEL CAMILO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DA POLÍCIA MILITAR: Então vamos lá, Vinicius. Deixar bem claro que o programa prevê câmeras para toda a área operacional. Isso é uma questão de tempo, vai chegar em todo lugar. Agora, não tem a ver especificamente... Não é câmera para evitar letalidade. Isso não tem, não tem relação. A câmera é pra mostrar o grande trabalho feito pelo policial, porque ela pega sem edição, desde o início da ação até a entrega dessa ima gem no Judiciário. Essa imagem, até voltando à pergunta feita pelo Fábio, se eu não me engano, a imagem fica totalmente à disposição do advogado, do promotor e do juiz, sem edição nenhuma, vai estar à disposição. Então, a câmera, ela vai chegar, Vinicius, em toda a área operacional, dentro de um planejamento, de um treinamento e do programa de aquisição das câmeras, em todos eles, todas as áreas da Polícia de São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Muito obrigado, Coronel Camilo. Vinicius, muito obrigado mais uma vez a você e à CBN. Continue aqui acompanhando a coletiva. Vamos agora à CNN, Rede TV, TV Cultura e TV Globo, pela ordem, e pela CNN, como sempre, Bruna Macedo. Bruna, bem-vinda, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Obrigada, governador, boa tarde. Desculpa, mas eu vou insistir um pouquinho na questão das câmeras. Eu queria saber: o policial vai ter como ali acionar e desligar a câmera durante o expediente dele, quantas vezes ele achar necessário? Como é que a gente consegue saber que ele desligou ou não a câmera no momento em que não deveria ter desligado? Quantas vezes ele vai poder fazer esse acionamento? É como o meu celular, por exemplo, eu tiro uma foto quando eu bem entender ou não? E uma outra pergunta, com relação à sa&ua cute;de. Eu não sei se a gente já consegue responder isso aqui, mas não me custa perguntar: A gente teve autorização para duas novas vacinas, para serem testadas, a Anvisa liberou. Eu queria saber se o Governo do Estado de São Paulo tem alguma relação com essas duas vacinas, vai acompanhar o desenvolvimento delas e também se é possível a gente responder isso ou não, enfim, não sei, qual é a principal diferença entre essas duas novas vacinas com a CoronaVac, por exemplo? A CoronaVac, a gente sabe que as pessoas que receberem esses testes, elas não devem aí ter sido contaminadas pela Covid-19 e são profissionais da área da saúde, né? Essas outras duas, que tiveram a liberação da Anvisa, não vai ter esse critério. Eu queria saber se a gente tem como responder quais as principais diferenças entre as vacinas. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruna. Vamos então à primeira pergunta, sobre Segurança Pública, responde Coronel Camilo e, se necessário, com comentários do Tenente-Coronel [ininteligível].

CORONEL CAMILO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DA POLÍCIA MILITAR: Então deixar bem claro. Primeiro, a câmera é inviolável por parte do policial. Segundo, a ação policial, ela já está sendo filmada por toda a população em muitos locais. A câmera, ela vai ser muito mais o interesse do próprio policial, como aconteceu nos testes, de ligar a câmera. Outra coisa, não é só ele. Sempre tem uma equipe, dois, três, quatro, que vão estar naquela mesma ocorrência, naquele mesmo local. Isso, num determi nado momento... Então todos têm que desligar as câmeras ao mesmo tempo. Serão responsabilizados. Agora, não tem só as câmeras da polícia, você tem as câmeras da comunidade, você tem... Hoje nós somos filmados várias vezes por dia, quando saímos da nossa casa. Isso é muito mais pra mostrar esse trabalho, grande trabalho feito pela Polícia de São Paulo, que não aparece. O que vem para a mídia normalmente é aquela que deu um pouquinho de diferença em relação à não-conformidade. Mas nós teremos oportunidade, no futuro, de ver esse grande trabalho. Então, volto a falar: nos testes, que já foram executados no final do ano passado e no começo desse ano, houve interesse dos policiais em manter a câmera ligada. E de novo, como falou o governador, não é a intenç&at ilde;o fiscalizar os policiais. A intenção é dar transparência à ação. E nesse momento, nós já nos testes comprovamos: há uma mudança de atitude, de quem está sendo abordado e de quem faz a abordagem. É um valor que vai se agregar à segurança de São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Coronel Camilo. Agora, Bruna, sobre saúde e vacinas, responde o Dr. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Olá, Bruna. Muito importante nós entendermos que, nesse momento, uma ou outra vacina que venha a trazer sucesso, é o interesse do mundo. Se nós, como brasileiros, pudermos ter essa disponibilidade da vacina sendo testada, e um dos motivos de ter sido testada no nosso meio é ter a prioridade, para que a nossa população possa, sim, receber de forma prioritária a vacina, mas, muito mais do que isso, os acordos que foram estabelecidos, seja pelo Governo Estadual, seja pelo Governo Federal, tiveram como intenção trazerem para o Brasil a transferência tecnológica. Isso tem um significado substancial. À medida em que nós aprendemos a fazer a vacina, nós temos como amplificar o número de frascos a serem produzidos, mas muito mais do que isso: a gente sabe que o Corona Vírus, ele veio pra ficar. E ele veio, assim como em 2009 o vírus da Influenza assim o fez. Tanto é que todos os anos precisamos vacinar. Então, ter realmente esse know how, que tanto o Instituto Butantan quanto a própria Fiocruz tem, de fazerem vacinas, de terem a possibilidade de fazer de uma forma muito correta, seguindo todas as normas de vigilância e diretrizes internacionais, faz com que nós tenhamos essa vacina no nosso meio, para poder imunizar não só agora nossa população, mas eventualmente nos anos subsequentes. Nós não sabemos se a cada um ano, se a cada dois anos. Nós sabemos que na gripe, como eu disse anteriormente, é anual. Mas de toda forma, o importante de uma vacina é a produção de anticorpos. Cada vacina tem uma formulação diferente, uma da outra. Então por exemplo, quando nós falamos da Sinovac, o que nós estamos falando? Simplesmente o fato de eu ter fragmentos do vírus, são pedacinhos de vírus que fazem, portanto não são vírus vivos, que estimulam nosso sistema de defesa a produzir esses anticorpos. Quando a gente fala, por exemplo, da vacina de Oxford, o que nós estamos falando? Que ela tem um diferencial, ela tem um vírus, que é o adenovírus, que é o vírus do resfriado, principalmente em chipanzés, ele é enfraquecido e, no seu interior, é colocada uma proteína, que a gente chama proteína Spika. Ela é que liga na quela célula da garganta, do nariz, para o vírus poder entrar. Então, quando você também faz isso, você permite o desenvolvimento de anticorpos. Portanto, cada vacina tem na sua característica uma forma diferente de desenvolver anticorpos. Agora o mais interessante que nós temos agora: existe inclusive uma discussão, do laboratório Astrazenica, que é o detentor realmente da parte comercial da vacina de Oxford, que é de utilizar a planta, utilizar a maquina do Instituto Butantan para também produzir essa vacina, e mais, fazer num determinado momento a venda para todos os países vizinhos, que estejam, aqui os nossos países sul-americanos, que precisam também ser vacinados. Então, seja uma, seja outra, seguramente nós teremos em breve, essa é a nossa esperança, essas vacinas disponíveis no nosso meio.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Jean. Bruna Macedo, muito obrigado. Vamos agora às últimas três perguntas. Dado o adiantado da hora, são 14h10, vou pedir à Carolina, Maria Manso e à [ininteligível], as três que farão as perguntas finais, se puderem limitar a uma pergunta, fico grato. Então, Carolina Riguengo, da Rede TV. Boa tarde, obrigado pela sua presença, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. A minha pergunta vai pra segurança. Não ficou claro ainda pra nós como é que vai ser feita a avaliação, toda a análise dessas imagens. Os policiais vão poder ligar e desligar? Ok, mas como assim uma câmera para quatro policiais? Porque se são colegas de trabalho, muitas vezes a tendência é a gente ser parceiro ali da pessoa, e não tanto com quem é ali confrontado. Outra coisa, pro wifi, eles... Vocês terão acesso a todas essas imagens assim que os policiais chegarem nos batalh&ot ilde;es. Vai ter alguém fiscalizando essas imagens o tempo todo, como é feito, por exemplo, com o Coe? Quem são esses profissionais que vão monitorar o tempo todo as ações dos policiais? São outros policiais? São membros da Corregedoria? Essa é a minha dúvida. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Carolina. Bem, a resposta será dada pelo Coronel Camilo. Mas eu também aqui, como governador de Estado, Carolina, eu quero dizer o seguinte: a corporação da Polícia Militar do Estado de São Paulo é um exemplo, é um modelo no país, de competência, de eficiência e de treinamento. Não é um ganho do nosso governo, isso acontece nos últimos 40 anos. Nós aqui, nesses 19 meses, aperfeiçoamos, ampliamos, equipamos, colocamos mais tecnologia, mas ela te m uma história de sucesso e de êxito. Então, quando você faz uma referência desse tipo, eu sei que você fez na qualidade, evidentemente, de uma jornalista que precisa indagar, mas nós estamos falando daqueles que não procedem de forma adequada, representam 0,6% da corporação da Polícia Militar do Estado de São Paulo. É preciso apenas ter o sentimento e o cuidado de não, em função de 0,6%, classificar 99,4% da Polícia de São Paulo. Coronel Camilo.

CORONEL CAMILO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DA POLÍCIA MILITAR: Governador, eu parto até do que o próprio governador colocou. Nós vamos ter aqui um outro enfoque. Nós estamos aqui agregando valor ao que já existe na Polícia de São Paulo. Já tem todo um sistema de supervisão na Polícia de São Paulo, com o sargento [ininteligível], com o tenente, com a supervisão de área, com os drones, com outras formas de supervisão de toda a instituição. Nós só estamos agregando um pouquinho mais de valor, e vamos mudar o enfoque. A Polícia de São Paulo é uma polícia extremamente confiável. A população liga 190, ela liga 190, de dentro da comunidade, e muitas vezes é o único órgão do estado que chega lá para salvar, inclusive correndo risco. Perdemos esse ano 26 policiais, mortos aqui em São Paulo, defendendo. O nosso policial, a gente costuma dizer que às vezes ele erra até para mais, porque ele vai na ocorrência, ele vai resolver, ele quer resolver, ele quer salvar. Então esse, eu queria deixar bem claro essa fala do governador. Isso vai agregar mais um serviço, mais um valor, a tudo que já existe de treinamento, de escolas reconhecidas, de treinamento continuado. E agora inclusive com mais um retreinamento sendo feito agora, que é o programa Retreinar, com mais de 50 mil treinados, até o final do mês todos passar&atil de;o. Então, isso agrega mais valor. Esse é o primeiro ponto. Segundo, todos que estão naquele momento operacionalmente estão com câmeras. Não é que vai ter uma dos quatro. Todos os quatro. Esse revezamento é por turno de serviço, eu tenho quatro turnos de serviço, então aqueles que estão naquele turno, estão usando a câmera. E por isso que falou aí que 2.000, para usar 500 câmeras. Mas a ideia é que todos que estejam na área operacional daquela área já estejam com a utilização de câmeras. E em relação às imagens, as imagens não conseguem, o policial não consegue alterar. A partir do momento que ele chegar, não é wifi comum, é um wifi contratado nesse sistema de gestão, ele chegou da unidade, independente de ele mexer na câmera, a imagem já vai p ara um repositório que tem um software de custódia, aquilo é uma custódia legal, que essas imagens poderão ser utilizadas pelo juiz, pelo promotor, pelo delegado que está investigando, pelo advogado da parte. Então não há acesso à essa imagem. E o problema de novo de desligar, que foi perguntado, ele pode ligar e desligar a hora que ele entender que deve proteger a privacidade das pessoas e a sua própria privacidade. Se algum fato diferente acontecer, mas em um primeiro momento ele tem essa liberdade, o policial de São Paulo tem essa liberdade, ele é confiável, e é isso que nós estamos colocando. Agora, ovlto a falar, são quatro, cinco, em uma ocorrência grave vem muito mais policiais, todos com câmera. Então muito dificilmente nós vamos ter grandes problemas na utilização da câmera. E nada impede também q ue sejam feitos ajustes no futuro. Está começando agora um grande serviço à disposição da população de São Paulo, pelo governo do estado. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Camilo, só uma pergunta, quantas ligações o 190 recebe por dia, no COPOM?

CORONEL ÁLVARO CAMILO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nós temos hoje entre 80 a 85 mil ligações por dia, de todos os lugares, dos lugares carentes, lugares mais afastados, de todo o lugar do estado de São Paulo. Para tudo, se liga para a polícia até para perguntar se está faltando luz ou não, a polícia sempre responder à todas as ações. E mais dois dados importantes, em um turno de 24 horas, passaram duas equipes, são 25 mil vezes que uma viatura, daquelas 85 mil ligações, 25 mil despachos de viatura. Então 25 mil vezes uma viatura com dois policiais teve uma hora da verdade, que a gente chama, atendeu o cidadão, salvou, fez alguma interação com o cidadão. Então o trabalho hoje é muito grande, é volumoso, da polícia de São Paulo, e a maioria esmagadora. E eu falo como Comandante Geral que fui, a maioria esmagadora dos nossos policiais tem as suas frustrações, tem os seus medos, mas são corajosos, defendem, salvam, se ferem e por vezes até morrem pela população de São Paulo. É um orgulho ter sido comandante de muita gente boa. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Coronel Camilo. Carolina, obrigado pela pergunta. Vamos agora à penúltima intervenção, é com você, Maria Manso, obrigado pela sua presença. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Eu tenho uma dúvida que eu queria pedir ajuda da nossa equipe da saúde, se por acaso a Cloroquina pode atrapalhar a produção de anticorpos? Porque o nosso Presidente da República, pelo menos, é o que se sabe, ele está pelo menos, 16 dias testando positivo à COVID-19. E só duas questões de esclarecimento, que os telespectadores estão perguntando, em relação às teleconferências para as visitas já nesse final de semana, as famílias imaginam que elas precisem s e inscrever, como é que isso vai acontecer? E, governador, as autoescolas estão fazendo uma campanha bem forte pelas redes sociais pela volta do DETRAN, se o senhor puder dar uma resposta para elas, por favor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Está bom, Maria Manso, isso que eu pedi uma pergunta só, ela já mandou três na sucessão. Também na saída pague a sua multa. Vou começar pelo tema das autoescolas, que eu posso responder. Já na próxima segunda-feira a regularização do DETRAN já estará operacional, obviamente que diante da pandemia o DETRAN teve que adotar medidas restritivas, e atender online na maioria, evidentemente, das solicitações dos usuários. Autoescola &eacut e; diferente. Então a partir da próxima segunda-feira, dia 27, entra já em uma fase de regularidade, gradual, é preciso ter um pouco de paciência, mas isso ao longo da semana que vem estará plenamente reestabelecido. Sobre teleaudência, vou pedir ao Coronel Nivaldo, e aí terminamos com Cloroquina.

CORONEL NIVALDO RESTIVO, SECRETÁRIO DA ADMINISTRAÇÃO PENITENCIÁRIA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Maria, obrigado pela pergunta para esclarecer realmente aos familiares. Vai funcionar da seguinte maneira, no site da Secretaria da Administração Penitenciária já está disponível o cadastramento, o agendamento. De que maneira? Tem a aba serviços, na aba serviços tem lá conexão familiar, a conexão familiar pode ser mensagem eletrônica, ou pode ser visita virtual. Vai clicar no visita virtual, pre encher um formulário deixando claro que apenas aquelas pessoas cadastradas no hall de visitas daquele preso só à elas será possível fazer o cadastramento. Então não é para qualquer proposta, ou para todas as pessoas, ela tem que estar cadastrada no hall de visitas, ela coloca a matrícula do preso e o nome dela, fazemos a checagem com o nosso banco de dados. Estando tudo ok ela vai recebe um link com o horário em que ela terá que se conectar para que ela faça a visita com a pessoa privada de liberdade de interesse dela.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Nivaldo. Agora o tema da Cloroquina, responde o secretário da Saúde do estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria Manso, um prazer estar falando agora com você na categoria de secretário de Saúde do estado de São Paulo. É importante, eu quero fazer duas análises, uma do que acontece quando o indivíduo tem um diagnóstico estabelecido de COVID-19, ou seja, ele teve todos os sintomas, teve febre, dor no corpo, perda do paladar, olfato, fez esse RTPCR que nós mostramos, que é a identificação através de biologia molecular, a gente identifica o próprio v&ia cute;rus. Esse indivíduo não obrigatoriamente produza anticorpos, que nós chamamos tituláveis. A gente vai acompanhando as sorologias, e muitas vezes, a gente não encontra a produção de anticorpos. E aí a gente fala: "Poxa, vida, mas ele teve tudo isso? Então não é?". Não, lembra? Ele detectou o vírus. O que existe é que nós temos no nosso organismo duas respostas, uma resposta que é uma oral, e a outra que é celular, há uma oral que produz anticorpos, a celular ela também nos defende, mas ela não produz anticorpos. Ou seja, eles não são tituláveis, mas nem por isso eles deixam de proteger aquele paciente, aquela pessoa na qual foi acometida pela COVID-19. Por outro lado, falando sobre Cloroquina, nós não temos nenhum trabalho internacional que balizou mesmo em fases precoces, ou tratamento de COVID-19, uma vez que ela não se mostrou eficaz, ela não trouxe benefícios em estudos que foram feitos de forma muito seriada, que nós chamamos uma avaliação paciente a paciente, através dos estudos muito próximos laboratoriais, ela não mostrou benefício. Nós temos, porém, estudos brasileiros que estão acontecendo agora, com seis hospitais de renome no Brasil, que é a coalisão Corona Brasil, que vai trazer talvez alguma informação com relação à Cloroquina, se ela é efetiva, se ela não é. Mas de toda forma, são coisas absolutamente distintas. A Cloroquina ela não atua no sistema imunológico, e dessa maneira ela não teria o porquê ter sequer alguma interferência. Portanto, para essa situação nós imaginamos que outra resposta que não, ou moral, possa s im estar envolvida.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Jean. Maria Manso, obrigado. Vamos agora à última pergunta, obrigado pela paciência, Sabina Simonato, queria registrar também a presença aqui do jornalista William Cury, da Globo News, com passagens aqui para a Globo News. Will, obrigado pela sua presença. Sabina, bem-vinda. Sua pergunta, por favor.

SABINA SIMONATO, REPÓRTER: Obrigada, governador. Hoje o Will me deu a vez, né, Will? Deixa eu perguntar uma coisa para vocês, é rapidinho, está falando kit de SUAB? Outra questão, queria que o senhor comentasse, governador, o Projeto de Lei que está sendo discutido na Assembleia Legislativa, que prevê a extinção das ouvidorias, da ouvidoria das polícias, e que o senhor comentasse a invasão e a pichação que houve nome estádio, no Itaquerão hoje cedo. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, dos kits, vou pedir ao doutor Paulo Meneses para responder à jornalista Sabina Simonato. Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE, DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Sabina, a resposta é direta, não está faltando, nós distribuímos 250 mil kits de SUAB para todo o estado de São Paulo, e atualmente estamos distribuindo mais 500 mil kits, então não está faltando.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Paulo Meneses. Em relação à ouvidoria, é um projeto de um parlamentar na Assembleia Legislativa do estado de São Paulo, a Assembleia é um poder independente, tem todo o direito de elaborar projetos, discutir, debater e apresentar eventualmente para sanção ou não do Poder Executivo. Pessoalmente, como governador do estado de São Paulo, entendo que a ouvidoria é importante, ela deve continuar existindo e deve continuar representando o interesse popular, o in teresse da população, e não ser extinto. Portanto, não quero evidentemente influenciar com isso a decisão e o debate da Assembleia Legislativa. Mas pessoalmente, como governador, não apoiarei a extinção de nenhuma ouvidoria no estado de São Paulo. Em relação ao tema do Corinthians, eu desconheço o fato, então prefiro não comentar, Sabina, eu não tive acesso à essa informação, então peço desculpas por não poder comentar, porque eu não sei como isso ocorreu. Ouvi de você agora pela primeira vez nessa manhã, ou nesse horário aqui do almoço. Então se você me perdoar, me abstenho de comentar, por desconhecer o fato. Ok? Bem, muito obrigado a todos, estamos encerrando essa coletiva. Amanhã temos a coletiva da saúde, às 12h45min, por favor, se protejam, usem másca ra, distanciamento social, e álcool em gel e lavar as mãos com constância. Obrigado, uma boa tarde a todos. Tchau.