Coletiva - Governo de São Paulo lança aplicativo ‘Poupatempo Digital’ 20200605

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Coletiva - Governo de São Paulo lança aplicativo ‘Poupatempo Digital’

Local: Capital - Data: Maio 06/05/2020

Soundcloud

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, muito obrigado pela presença de todos. Hoje, quarta-feira, 6 de maio, Palácio dos Bandeirantes em São Paulo. Vamos iniciar mais uma coletiva de imprensa, com a participação do secretário de Saúde do Estado de São Paulo, José Henrique Germann, e também integran te do Comitê de Saúde, do Centro de Contingência do Covid-19. José Henrique Germann, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Célia Parnes, secretária de Desenvolvimento Social, e David Uip, coordenador do Comitê de Saúde, o Centro de Contingência do Covid-19. Outros secretários também se encontram e acompanham esta coletiva. Ao agradecer jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, profissionais de imprensa, lembrar que estamos em transmissão ao vivo, direto aqui do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, da TV Cultura, TV BandNews, TV Rede Brasil, TV Jovem Pan, TV UOL e TV Alesp, e com flashes também da TV Globo, GloboNews, TV Record, RecordNews, SBT, Rede TV, TV Gazeta, CNN, TV Bandeirantes e Rádio Bandeirantes. A todos, renovo os agradecimentos e também aos demais veículos que, embora n ão citados, se encontram aqui representados. Nas mensagens de hoje, estudos recentes indicam que o Brasil, infelizmente, corre o risco de se tornar o novo epicentro mundial da pandemia do Corona Vírus. Isso significa que o vírus está se espalhando rapidamente para as cidades menores em todo o país. E em São Paulo, infelizmente, o vírus também se expandiu, segundo dados do Comitê de Saúde, para o interior e o litoral do Estado de São Paulo. Capital e região metropolitana continuam sendo epicentro desta gravíssima crise de saúde no país. Tenho visto algumas manifestações políticas inadequadas. Agora não é hora de misturar eleição, partido, ideologia, vontades políticas. Agora é o momento de todos estarmos concentrados na defesa e na proteção da vida. Não é hora de fazer comício em cemitérios. O vírus, volto a dizer, não escolhe CEP, cor, idade, sexo, filiação ou partido. Atinge a todos. Jogar para a torcida não é encher as ruas nem encher estádios, não é a busca da popularidade. Quem faz isso hoje, quem é contra o isolamento social, está ajudando a lotar hospitais, colapsar a saúde e fazer a contagem de mortos que serão enterrados. Quero, sim, muito em breve, trazer aqui boas notícias para contar os vivos, não os mortos. Mas para isso temos que ter consciência que ainda há muito trabalho pela frente e uma circunstância muito difícil do Corona Vírus em São Paulo e no Brasil. Sei e reconheço a pressão que alguns agentes estão sofrendo: prefeitos, prefeitas, políticos, líderes empresariais, líderes comunitários, governadores, secretários e outros segmentos da sociedade civil, onde eu incluo a imprensa brasileira. A democracia é barulhenta, mas é ela, sim, é a democracia que debate, que garante a liberdade, que garante a nossa existência num regime que fortalece os princípios da cidadania, do direito, do estado de direito. As mesmas pessoas que, infelizmente, politizam a pandemia, querem politizar o serviço de atendimento a quem mais precisa. A politização da pandemia custa caro, custa vidas. Governo sérios precisam de coragem para falar a verdade à população. A angústia de muitos só passará com a verdade da maioria. É preciso ter humildade, humildade para reconhecer a gravidade da pandemia, humildade para ouvir os especialistas, humildade para reconhecer que o comando desta guerra contra o Corona Vírus é da medicina, é da saúde e é da ciência. E São Paulo tem e sta plena convicção. Preciso também fazer um registro aqui à postura do ministro da Saúde, Nelson Teich. E este é um comentário elogioso: o ministro teve a coragem de ir a Manaus, capital do Estado do Amazonas, para ver de perto o colapso de saúde no Estado do Amazonas, e especificamente em Manaus. Viu, assistiu, presencialmente, a dificuldade da saúde pública do Estado do Amazonas, ao lado do governador do estado, do prefeito de Manaus. Sentiu, olhou e percebeu com clareza a gravidade da crise que esta pandemia implantou em todo o país. E o ministro declarou, acertadamente, que não há a menor hipótese do afastamento da ideia, da proposta e da conduta do isolamento social. Parabéns, ministro Nelson Teich. O senhor, como médico, como cientista, como uma pessoa que fez o seu juramento ao se f ormar médico, age e valoriza a sua profissão. Nós tivemos uma conferência recentemente, o ministro deixou a todos da Saúde e ao governador de São Paulo uma boa impressão. Eu tenho certeza que ele atenderá as demandas de São Paulo para a saúde do epicentro do Corona Vírus, como também atenderá condignamente os demais governadores brasileiros. As informações de hoje: O Governo de São Paulo lança, a partir de amanhã, o Poupatempo Digital, com mais de 60 serviços online. No momento do distanciamento social, da dificuldade natural que as pessoas têm, por conta da orientação de ficar em casa, a utilização do serviço digital facilita e poupa tempo das pessoas. Agora, mais de 60 serviços são feitos integralmente, de forma r& aacute;pida e gratuita pelo celular, você não precisa e não deve sair da sua casa. São mais de 60 serviços online, entre os quais eu destaco: a segunda via e renovação da carteira nacional de habilitação, o acesso ao seguro-desemprego, a emissão da carteira de trabalho digital, o atestado de antecedentes criminais, serviços da CDHU e da Sabesp, aqui em São Paulo, entre outros serviços. Ponto 2: Orientei a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, através da Polícia Civil, para, a partir de hoje, realizar um mutirão, especialmente no centro da cidade de São Paulo, para atender a população em situação de rua, fornecendo carteira de identidade àqueles que não a possuem ou que a perderam, para que estas pessoas possam, com este documento, acessar, de acordo com as normas, o auxíli o emergencial federal. Portanto, a partir de hoje, o Instituto de Identificação Ricardo Daunt, órgão da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, vai atuar presencialmente, com toda a proteção, com todo o cuidado, para atender a população em situação de rua na capital de São Paulo, in loco. Aqui presente está o secretário de Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo, General Campos. E já dei a orientação à Polícia Civil, e por sua vez, ao Instituto Ricardo Dount, responsável pela emissão das carteiras denominadas RG, o Registro Geral, carteira de identidade. Terceiro informe, o governo do estado de São Paulo vai repassar R$ 3 milhões para os centros de acolhimento de idosos, nós temos que tratar, cuidar e proteger principalmente as pessoas com mais de 60 anos, e as pessoas com mais de 60 anos que vivem em dificuldade. A medida e o investimento de R$ 3 milhões vão beneficiar diretamente mais de 19 mil idosos, em 590 abrigos municipais, nas cidades da região metropolitana, interior e litoral de São Paulo. Os recursos já foram disponibilizados e liberados de acordo com os serviços sociais já cadastrados. E sobre isso, se necessário, a secretária Célia Parnes poderá se manifestar. O dinheiro será aplicado na aquisição de equipamentos de proteção, principalmente máscaras e luvas, e também produtos de higiene pessoal. Quarta informação, taxa de isolamento, taxa de isolamento no estado de São Paulo, ontem, 5 de maio, 47%. Taxa de isolamento na capital de São Paulo, ontem, 5 de maio, 48%. Em ambos os casos, abaixo, bem abaixo da média mínima desejada para qualqu er análise futura sobre isolamento social. Nós temos dito e repetido aqui, que nenhuma medida de flexibilização de isolamento social será adotada no estado de São Paulo, se não tivermos a média entre 50% e 60%, essa é a orientação da medicina, da ciência e da saúde, infelizmente não estamos alcançando essa média. E por último, por determinação, a partir de amanhã teremos luto oficial em todo o estado de São Paulo, o decreto de luto será publicado amanhã no Diário Oficial, e a partir de amanhã luto oficial em todo o estado de São Paulo. Lamentavelmente ultrapassamos 3 mil mortos com Coronavírus, o maior volume da história do estado de São Paulo, em todos os tempos, de mortos em uma circunstância onde em menos de 60 dias, 3 mil vidas foram perdidas. Em respeito às f amílias, e aos amigos destes que perderam as suas vidas, amanhã o Diário Oficial virá com o decreto de luto oficial em todo o estado de São Paulo, perdurando enquanto a crise do Coronavírus e a pandemia perdurar, será um gesto de solidariedade aos familiares daqueles que perderam as suas vidas, e lamentavelmente daqueles que ainda vão perder as suas vidas. Passo a palavra agora à Saúde, para as informações do secretário da Saúde, José Henrique Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Nós tivemos no Brasil, nos dados de ontem para hoje, 114.715 casos confirmados, com 7.921 óbitos. No estado de São Paulo nós temos 37.853 casos, que deu um acréscimo do dia para o outro de 105, ou 3.800 novos casos. Em óbitos, como disse o governador, nós ultrapassamos 3 mil óbitos, e estamos com 3.045, 7% de aumento no número de óbitos. E infelizmente esse é o motivo do decreto que será emitido amanh&at ilde;, publicado amanhã, de luto. As taxas de ocupação, de UTI, nós tivemos em todo o estado, mantendo a taxa de 67%, e na grande São Paulo também, mantendo como ontem, uma taxa de 86%. Estamos com uma internação em UTI e enfermaria de aproximadamente 8.500 casos, sejam eles casos confirmados, ou então casos suspeitos. A propósito, no hospital de campanha do Ibirapuera, temos 87 pacientes internados no dia de hoje. A testagem está em dia, não temos nenhuma fila a respeito de exames para testagem. Eu queria reforçar a questão do número de óbitos, e nesse sentido, para que as pessoas olhem para esses números e procurem se salvar em casa, ficar em casa significa se salvar, para que não se exponha e não adquira, não seja mais um caso confirmado na cidade de São Paulo. Isso vai passar, nós vamos vencer, mas nós precisamos tomar muito cuidado, porque nós estamos brincando com a sorte. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos agora à palavra do doutor David Uip, coordenador do comitê de saúde do centro de contingência do COVID-19 em São Paulo. Doutor David.

DAVID UIP, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Só um dado adicional que o secretário acaba de falar, no Ibirapuera houve 122 solicitações de transferências para o hospital de campanha, e a partir de municípios vizinhos à cidade de São Paulo. Então está havendo, o secretário Edson Aparecido falou ontem, um afluxo de pacientes de outros municípios que não da cidade de São Paulo, pressionando mais o sistema municipal da cidade de São Paulo. Um segundo fato, e causa muita preocupação, nós já alertamos ontem, é a diminuição da adesão ao isolamento social, nós estamos mantendo médias durante a semana, que não ultrapassam 47%, e eu reafirmo que qualquer situação que altere a curva, o achatamento, ou o pico, depende de um afastamento mínimo de 50%, e os novos dados mínimo de 55%. Pela velocidade da epidemia. Como todos sabem, um centro de contingência acompanha essa evolução diariamente, então nós estamos vendo de um lado, uma frouxidão no sistema de isolamento, o relaxamento no sistema de isolamento, e de outro lado, uma necessidade pela velocidade de novos infectados, de nós aumentarmos a taxa de isolamento agora, pelo menos, acima de 55%, governador. Então eu término fazendo o reiterado apelo, que é a única arma que nós temos, é o distancia mento social. Nós não temos medicamentos, nós não temos vacinas, e não teremos a curto prazo, então é absolutamente fundamental que a população continue sacrificando. Eu sei, e todos nós sabemos que é um grande sacrifício, nesse momento necessário, e também a única alternativa.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor David Uip. Vamos agora às perguntas, começando presencialmente com o Jornal O Estado de São Paulo, jornalista Bruno Riberio. Prazer em revê-lo. Obrigado pela sua presença, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

BRUNO RIBEIRO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Primeiro, governador, o senhor tinha anunciado uma eventual abertura econômica no estado no dia 22, até aquele dia a gente tinha tido três dias em que a taxa de isolamento tinha ficado abaixo dos 50%, depois desse dia já foram oito vezes, nove, agora com a data de hoje. Já dá para avaliar que houve uma precipitação em já falar em abertura em abertura pode ter estimulado as pessoas a saírem de casa e isso acabou contribuindo [ininteligível] desse jeito. Então, aproveit ar e complementar, hoje o prefeito Bruno Covas anunciou que a fiscalização de uso de máscaras na capital vai ser feita pela Polícia Militar, a fiscalização do decreto que o senhor anunciou ontem. O Governo do Estado está preparado pra assumir essa função em outros municípios do estado? E se isso acontecer de que forma que a PM vai atuar pra garantir que toda a população cumpra o decreto? É isso aí.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Primeira pergunta eu vou dividir com a saúde, mas começo pela segunda pergunta. Eu não falei com o prefeito Bruno Covas hoje, ele estará aqui logo após o almoço pra uma reunião conosco, mas eu quero enfatizar que esta orientação, a determinação por decreto da obrigatoriedade de máscaras quem deverá fazer o acompanhamento é a Prefeitura Municipal, 645 municípios do estado de São Paulo isso não será feito pela Polícia Militar, e sim pelos prefeitos na utilização dos mecanismos que entenderem adequados para esta fiscalização, seja com o serviço de proteção sanitária, seja com o serviço de saúde, seja com a Guarda Municipal. E apenas em caso extremo, se necessário com o apoio da Polícia Militar, mas não será tarefa da Polícia Militar de São Paulo, nem na capital, nem em qualquer outra cidade do estado. Assim está expresso, aliás, no decreto que foi publicado no Diário Oficial. Em relação à saúde eu começo a resposta e passo ao Dr. David Uip na sequência. E a resposta começa negativando. Não, quando nós avaliamos, naquele momento nós deixamos muito claro e que a perspectiva de qualquer flexibilização dependeria do comportamento das pessoas, do isolamento, da dispo nibilidade de leitos nos hospitais, incluindo os leitos como UTI e também do comportamento do Coronavírus, tanto na infectabilidade quanto na mortandade. Se tivéssemos tomado a decisão teríamos anunciado naquela oportunidade. Portanto, isso não favoreceu e nem estimulou nenhum tipo de relaxamento, ao contrário, o que tem estimulado lamentavelmente o relaxamento das pessoas é a conduta errática do presidente da República do Brasil que dando maus exemplos, todos os finais de semana sai pra fazer passeios na esplanada dos ministérios, ou em cidades satélites de Brasília negando a ciência, negando a orientação do isolamento e dando um péssimo exemplo e dando um péssimo exemplo aos brasileiros. Este sim é o contraponto que influencia negativamente a opinião pública brasileira. E agora a complementação do Dr. David Uip.

DAVID UIP, CHEFE DE COMITÊ DE CONTINGÊNCIA DA COVID-19: O plano foi apresentado há mais ou menos 15 dias, esse plano eu entendo que ele foi adequado e oportunamente apresentado. E possibilitou que nós tivéssemos muitas contribuições da área do... nossa área de saúde nós recebemos contribuições de matemáticos, de epidemiologistas, de grupos, de outros grupos, inclusive de fora do Brasil. Isto vem contribuindo muito no conhecimento, no entendimento da melhor plataforma científica. Todo mundo tem plano e é obriga&cce dil;ão ter planos. A implementação do plano dependerá daquilo que o governador falou, quando e como. Então, ter plano é obrigação, pra nós do Centro de Contingência nós precisamos elaborar situações futuras e pra isso é fundamental o plano. Eu realmente não acredito que houve qualquer interferência, mesmo porque 15 dias após a maioria das pessoas não discute mais esse plano e houve o relaxamento, e vem acontecendo dia a dia. Então, pelo contrário, eu não acho que atrapalhou, nos ajudou, e eu entendo que este não é motivo para o que está acontecendo hoje.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David Uip. Obrigado, Bruno Ribeiro, do jornal Estado de São Paulo. Antes de passar a próxima pergunta que é da TV Record da jornalista Daniela Salermo, quero voltar a pedir e a recomendar a você que está nos assistindo, nos acompanhando agora ao vivo da sua casa, siga fazendo o que você está fazendo, fique em casa, proteja sua saúde, proteja sua vida, proteja a vida dos seus filhos, da sua esposa, do seu marido, dos seus pais, dos seus parentes mais próximos, das pessoas com as quais você manteve ao longo de toda uma existência, uma relação de amor e de fraternidade. Ficar em casa é estar protegido. Estar isolado em casa é estar protegido contra a morte, é proteger a sua vida. Faça isso. Não siga nenhuma outra orientação que vá contrariamente a esta orientação da medicina, da saúde, da Organização Mundial da Saúde e da maioria expressiva dos 213 países do mundo onde dos 213, 209 mandatários recomendam o isolamento social. Volto a dizer, apenas dois ditadores da Biolorrússia orientam diferentemente a sua população. O ditador da Nicarágua na América Central orienta diferentemente e o presidente do Brasil. Vamos agora, Daniela Salerno da TV Record. Daniela, boa tarde. Bem-vinda. Sua pergunta, por favor.

DANIELA SALERNO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Governador, falando ainda sobre o decreto, o decreto traz uma série de penalidades bastante severas, chega a multa aí de R$ 276 mil e também, inclusive prisão. Mas não explica a graduação das penalidades. Primeiro eu gostaria de entender o que é que pode levar essas penalidades máximas, se o Governo do Estado vai distribuir também máscaras, se isso está previsto em algum município. E por fim, ontem na coletiva da saúde foi dito aqui pelo secretário, também pel o Dr. David Uip que há uma preocupação futura, não que já aconteça, de pessoas de outros estados procurarem o sistema de saúde daqui de São Paulo. Eu gostaria de entender se São Paulo está se planejando pra isso, se essas pessoas vão ser atendidas ou não. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela. Vamos dividir com a saúde, e se necessário com intervenção também da secretária Patrícia Ellen. O decreto está muito claro, a responsabilidade de acompanhamento desta determinação, dessa obrigatoriedade do uso de máscaras é de cada prefeito e cada prefeito poderá adotar o procedimento que entender adequado para a população da sua cidade. A utilização de máscaras já é visível, inclusive nas matérias das emissoras de televisão, está sendo amplamente bem atendido pela população mesmo antes da validade deste decreto que começa a valer a partir de amanhã dia 7. Eu quero cumprimentar a população do estado de São Paulo, é expressivamente visível através das matérias de televisão que as pessoas estão usando as máscaras, sejam aquelas feitas em casa, sejam máscaras adequadas, adquiridas no mercado, e isso é bastante positivo. Nós estamos fornecendo máscaras por um período determinado, isso já foi informado aqui, nas estações de metrô e nas estações da CPTM e algumas instituições, inclusive privadas, e outras beneficentes do terceiro setor estão fornecendo máscaras gratuitamente. É neste limite, Daniela, que máscaras serão di sponibilizadas. Agora vamos ao Dr. José Henrique Guermann pra complementação na segunda questão feita pela jornalista Daniela Salerno.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN FERREIRA, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela, a todos. É o seguinte, nós estamos preparados pra atender dentro da nossa expectativa de 50% como média inferior de isolamento aos pacientes de São Paulo. O estado não tem fronteiras nesse sentido, porém, é nesta hora que o Governo Federal deve atuar. Cabe ao Governo Federal realizar esse equilíbrio, seja através de recurso, seja através de um direcionamento desses pacientes. Como eu disse ontem, a expectativa que possa existir um o u outro paciente que nós ainda não vimos seria na área leste e norte do estado, mas isso não aconteceu. E se acontecer nós vamos pedir ajuda ao Governo Federal.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. David Uip. Obrigado, Dr. Guermann.

DAVID UIP, CHEFE DE COMITÊ DE CONTINGÊNCIA DA COVID-19: Já há uma pressão nos hospitais privados da cidade de São Paulo grande, aumentou muito o número de internações e pacientes oriundos de outros estados. São Paulo tem a tradição de receber e tem orgulho disso, de pacientes do Brasil inteiro, tanto no setor privado como público. Isso é uma característica de São Paulo e eu entendo que assim deve ser feito. No SUS é universal, se os pacientes vierem de outros estados, São Paulo tem obviamente que ate nder, mas isso o que o secretário do Estado falou é absolutamente fundamental, precisa vir o paciente e o recurso, porque senão fica desigual. Então, nós entendemos... Eu, pessoalmente, eu acho que isso vai acontecer, mas a preocupação do secretário é muito importante por conta que São Paulo não pode simplesmente financiar, tem que atender, e vai atender, como sempre atendeu, mas é preciso ajuda do Governo Federal.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David Uip. Daniela, agora complementando a primeira pergunta, e a resposta que eu dei, Patrícia Ellen fará uso da palavra.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: O uso de máscaras é muito importante para a proteção de cada um de nós. O governo recomenda o isolamento, fique em casa. Ficar em casa, a gente não precisa utilizar a máscara. Na rua, é muito importante que cada um tome conta de si mesmo, com essa responsabilidade, lembrando que a gente protege a nós mesmos, mas também às pessoas que têm contato conosco. Mas também estamos trabalhando em duas frentes, para complementar, lembrando que o reforço, a responsabilidade é nossa, mas para quem mais precisa e não tem condições, há um projeto grande, sendo feito em parceria com a iniciativa privada, que prevê a produção de 50 milhões de máscaras, dois milhões já estão em produção no Estado de São Paulo. É uma parceria inclusive com a prefeitura, já anunciamos aqui há duas semanas atrás. Esse trabalho está empregando costureiras e costureiros. Nós reconvertemos as carretas do Centro Paula Souza, pra que essas máscaras sejam produzidas nas regiões de periferia. Hoje, já temos carretas em operação, a primeira começou em Paraisópolis, temos carretas em Heliópolis, em uma série de regiões, na cidade de São Paulo e também no interior. O foco foi já ir para as regi&otil de;es onde as pessoas mais precisam de apoio, empregar pessoas nessas regiões e distribuir as máscaras ali mesmo. São máscaras de tecido que podem ser reutilizadas. E também estamos trabalhando no esforço que envolve hoje 10 secretários, em desenvolver protocolos de proteção para setores essenciais, para as atividades que estão em operação hoje e as que vão voltar à operação, quando formos retomando, gradualmente. E um dos protocolos-chave é uso de máscaras pelos funcionários, e a responsabilidade é do empregador, de disponibilizar essas máscaras. Então, essas são as três frentes de trabalho concretas hoje, lembrando da nossa responsabilidade nesse processo, de cuidar de nós mesmos e das pessoas com quem tenhamos, porventura, algum tipo de proximidade ou contato.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. Obrigado, Daniela Salerno, da TV Record, uma vez mais. Vamos agora a uma pergunta online, não presencial, da Rádio Brasil Campinas, o jornalista Luiz Felipe Leite. Você já está em tela, Luiz Felipe, obrigado por participar da coletiva, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. A minha pergunta é sobre casos de mortes por Corona Vírus, idosos em abrigos ou asilos. Alguns casos foram registrados em algumas cidades do interior do estado, como Piracicaba e Hortolândia, por exemplo. O Governo do Estado, ele está acompanhando essas situações? Existe alguma ação em andamento ou sendo planejada para evitar que aconteçam casos como os ocorridos na Itália e nos Estados Unidos, centenas de idosos mortos pela doença, deixados dentro destas instituições?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Luiz Felipe, obrigado. Importante pergunta e muito boa a sua percepção. Nem sempre a própria imprensa, que tem sido muito atenta aqui no Brasil tem esse olhar em relação aos idosos. Eu vou pedir ao Dr. Germann que responda, com a ajuda do Dr. David Uip, e vou pedir a complementação da secretária de Desenvolvimento Social, Célia Parnes. A pergunta do Luiz Felipe Leite, da Rádio Brasil Campinas.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Luiz Felipe e todos, nós temos um trabalho em conjunto. Não dá pra falar de parceria, porque somos todos secretários, e com a Célia Parnes, do Desenvolvimento Social, no sentido de apoiar todas as atividades de que ela precisa que sejam feitas, nas áreas de maior vulnerabilidade, incluindo os asilos ou os locais de pacientes idosos, muitas vezes terminais, e que nesse sentido a gente apoia totalmente. Isto faz uma linha muito tênue entre Social e Saúde. Na questão Sa&u acute;de, então, ele entra para a rede, vamos dizer assim, entendeu? Então, ele é atendido pelo sistema de saúde. Não existe um sistema de saúde dentro do sistema social, embora essa linha seja tênue, a gente procura fazer esta separação e apoiar as atividades aqui da secretária Célia Parnes.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Luiz Felipe, vou passar ao Dr. David Uip. Dr. David Uip, como você sabe, é um dos maiores infectologistas do país, reconhecido internacionalmente. Ele já teve o Corona Vírus, já sofreu, portanto ele fala com conhecimento de causa também como vítima do Corona Vírus, tendo sido paciente, hoje felizmente recuperado, para orientação também às pessoas com mais de 60 anos e àquelas que ainda possuem familiares que podem ajudar essas pessoas com mais de 60 anos, estando ou não abrigadas em suas casas. Muitos estão em domicílios de idosos. O próprio Governo do Estado, patrocina vários no interior do estado, prefeituras também o fazem, além daquelas casas que já atendem idosos, como clínicas privadas. Dr. David Uip.

DAVID UIP, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: É uma enorme preocupação essa situação de risco. Inclusive uma das [ininteligível] da investigação soroepidemiológica [e justamente nesses asilos. Nós estamos preocupados, o Estado, a Secretaria de Estado acompanha, e nós também, o que vem acontecendo basicamente em Piracicaba, Hortolândia e agora um relato recente, parece que também Serrana, próximo a Ribeirão Preto, inclusive com a contaminação de outros pacientes. Então, & eacute; uma preocupação imensa. E atendendo ao que o governador solicitou, ainda a população mais vulnerável é a população acima de 60 anos, e nós temos que fazer uma diferença de corte aqui. Infecção cabe a qualquer idade, qualquer população. Doença, todos podem ficar doentes, inclusive com gravidade. Mas ainda a faixa de maior letalidade está nos acima de 60 anos, em média 75%. Então, todo o cuidado é muito importante com essas populações, que muitas vezes têm outras doenças associadas. Hoje não foi dito, mas continua o mesmo perfil, principalmente a doença cardiovascular, o diabetes e a doença pulmonar.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David Uip, Dr. José Henrique Germann. Luiz Felipe, tão importante a sua pergunta que está sendo respondida por quatro pessoas. A quarta pessoa é exatamente a secretária Célia Parnes, de Desenvolvimento Social. Célia.

CÉLIA PARNES, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL DE SÃO PAULO: Pois não. Na Secretaria de Desenvolvimento Social nós temos justamente um grupo de trabalho que monitora esses casos, que monitora esses casos em residenciais e em serviços de acolhimentos, em todas as instituições de longa permanência, casos sintomáticos e também confirmados. Então, esse grupo acontece justamente com técnicos do Desenvolvimento Social em parceria com a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio do Idoso, do Ministério P&uacut e;blico. Então, temos um monitoramento permanente. E justamente essa ação que o governador João Doria anuncia hoje é um crédito suplementar, justamente para esses residenciais de idosos, para essas compras de EPIs e materiais de higiene e limpeza, mas não somente, porque isso envolve também as questões de necessidade de isolamento do idoso, então essa verba pode ser usada para o isolamento físico do idoso nos residenciais, e também para substituição eventual de recursos humanos, caso haja necessidade, além de vacinação para gripe e compra de testes, no caso específico para os residenciais de idosos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretária Célia Parnes. Luiz Felipe Leite, Rádio Brasil Campinas, obrigado pela sua participação. Próxima pergunta é presencial, é da Rádio Jovem Pam, jornalista Vítor Morais. Vítor, boa tarde, obrigado por estar aqui, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Bom, governador...

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Só um minutinho. Alguém podia ajustar o microfone por favor? Está baixo o microfone para ele.

REPÓRTER: Por favor.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Desculpa, Vítor. Fica mais fácil, assim você não precisa ficar inclinado. Melhorou, obrigado.

REPÓRTER: Governador, hoje de manhã a Polícia Militar fez uma operação no Brás, na Zona Leste, dispersando ambulantes que estavam ali aglomerados, vendendo suas mercadorias. Como que o Governo estuda ter alguma proposta de ajuda para essas pessoas, que a gente sabe que são pessoas que vivem, a única fonte de renda que elas têm são da venda das mercadorias. Eu queria saber se o Governo estuda alguma medida para ajudá-los. A minha segunda pergunta, eu vou insistir na flexibilização, governador, se já tem alguma posiç&atil de;o, já que a gente está vendo que a taxa não está atingindo os 50%, se dá para o senhor adiantar alguma coisa com relação à flexibilização e o que será... O que seria a flexibilização a partir do dia 11, e se São Paulo estuda, se caso não atinja a meta de 50%, há a possibilidade de lockdown no estado de São Paulo? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vitor, obrigado. Vamos responder às duas perguntas, a primeira será compartilhada a resposta com a secretária Patrícia Ellen. Lembrando que o programa de auxílio emergencial do Governo Federal, no valor de R$ 600, deve atingir necessariamente esta população de pessoas desempregadas, que não possuem renda onde se incluem os ambulantes, seja na capital de São Paulo, qualquer outra cidade do estado, ou qualquer outra cidade do país, faz parte do programa emergencial do Governo Feder al. E a complementação, também das ações que o governo de São Paulo está fazendo, serão dadas pela Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, pela pergunta. Esse tema é realmente uma grande prioridade pelo ângulo econômico, nós estamos aqui em primeiro lugar, visando proteger vidas, segundo lugar, também proteger empregos e toda a sustentabilidade econômica das famílias, principalmente nas mais vulneráveis no nosso estado, um trabalho em parceria inclusive com a secretária Célia Parnes, para atender às pessoas com mais vulnerabilidade, e principalmente o nosso microem preendedor, que é quem gera mais empregos no nosso estado e no Brasil. Hoje mais da metade dos empregos gerados vem dos nossos microempreendedores, e os nossos profissionais independentes, como os ambulantes, também giram a nossa economia. O que nós estamos fazendo é, nós já anunciamos aqui mais de R$ 0,5 bilhão, foram R$ 650 milhões em microcrédito, e crédito à pequenas empresas, através do Banco do Povo, e da Desenvolve São Paulo. Depois disso nós já tivemos um aporte adicional do Sebrae de mais R$ 50 milhões no fundo emergencial, e também estamos apoiando a criação de iniciativas privadas para fundo de microcrédito. Hoje mesmo nós também temos a reunião do nosso fundo de desenvolvimento do Vale do Ribeira, porque não estamos olhando somente a capital, estamos olhando o interior. E o governador já col ocou aqui que o nosso programa do Vale do Ribeira, o Vale do Futuro, é uma das regiões mais vulneráveis do nosso estado. Hoje nós temos uma deliberação do fundo ESVAR, que é um fundo de equalização para que a gente possa também fornecer mais crédito nessa região, através da Desenvolve São Paulo e do Banco do Povo. Estamos também fazendo um apelo diário para que a Desenvolve São Paulo seja uma das grandes distribuidoras dos recursos federais de crédito para os nossos micros e pequenos empreendedores no estado de São Paulo. Nós já temos uma estrutura através da Desenvolve São Paulo e do Banco do Povo, pronta para atender essas pessoas. Temos uma parceria com a Prefeitura de São Paulo, para operacionalizar. Temos tanto atendimento telefônico, teleatendimento com a prefeitura, uma parceria com a Desampa, com o também temos uma plataforma digital disponível. Mas temos sim um desafio para colocar recursos adicionais, nós temos uma demanda reprimida hoje, que foi estimada com a Desenvolve São Paulo, de mais de R$ 10 bilhões. Então para que essas pessoas sejam atendidas, o micro e o pequeno empreendedor, nós precisamos sim de aportes adicionais, federais, e também de iniciativas do setor privado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Vitor, em relação à sua segunda pergunta, nós responderemos no dia 8, na coletiva do dia 8, sexta-feira, de forma plena e completa, aliás, já temos este compromisso. Então eu peço a sua compreensão, sei que você estará conosco aqui na sexta-feira às 12h30min, e terei prazer em responder à sua pergunta neste momento. Vamos a mais uma questão presencial, da TV Gazeta, com o Marcelo Barcédio. Marcelo, obrigado por estar aq ui mais uma vez conosco. Boa tarde, e a sua pergunta, por favor.

MARCELO BARCÉDIO, REPÓRTER: Boa tarde. Eu gostaria de saber do senhor governador em relação ao diálogo com as cidades do interior do estado, o prefeito de Campinas inclusive deu uma entrevista pedindo mais empatia do senhor, em relação à flexibilização da quarentena, embora Campinas não tenha se destacado por ser uma das melhores taxas de adesão ao isolamento social. Alguns lojistas da cidade cogitam até mesmo desobediência civil, caso não haja flexibilização da quarentena naquela cidade em questão. Então eu queria saber como que o estado vem tratando essa questão com as diferentes cidades? E se haverá, ainda assim, a flexibilização da quarentena nas cidades que vem atingindo uma taxa de adesão satisfatória, mesmo com a média estadual abaixo dos 50%? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Marcelo, eu vou dividir a resposta com o doutor David Uip, coordenador do comitê de saúde. Primeiro eu quero em atenção à sua primeira pergunta, dizer que eu não estou preocupado nem com empatia, nem com simpatia, estou preocupado com vidas, a minha responsabilidade como governador do estado de São Paulo é prioritariamente proteger vidas, esta é a minha prioridade, não tenho nenhuma preocupação de ordem política, eleitoral ou de imagem pública, eu desej o sim ser avaliado por aqueles que como eu querem proteger as suas vidas, e proteger a vida dos seus familiares, dos seus amigos, dos seus vizinhos, e no nosso caso, a vida de 46 milhões de brasileiros que residem em São Paulo. Esta é a minha obrigação, e assim eu vou cumprir. Em relação à segunda parte da sua pergunta, vou responder como respondi ao seu colega, Vitor Moraes, na sexta-feira, às 12h30min nós poderemos responder. Mas já que você fez a observação na sua pergunta sobre o índice de isolamento, se apenas isto, ou contextualizando isso, seria suficiente para flexibilizar, quem vai responder é o doutor David Uip.

DAVID UIP, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: O índice de isolamento é um índice importante, mas não é o único, é um deles, nós trabalhamos com taxa de infectilidade, que é a competência de um paciente infectar um ou mais pacientes. Para vocês terem uma ideia, sem isolamento a taxa é de pelo menos, um para seis. Com o isolamento acima de 60%, é um para um. Taxa de rebanho. O que é isso? O número de pessoas que já foram contaminadas e que estão soro protegidas. Para isso nós apre sentamos todo o perfil de investigação soro epidemiológica, vamos conseguir com essas taxas. Um outro dado adicional é o número de leitos, leitos de enfermaria, leitos de UTI, do ponto de vista municipal, do ponto de vista regional, e estadual. Então o centro de contingência trabalha com todos esses parâmetros, e outros para oferecer ao governo e ao governador a melhor solução possível, para esse momento e para os próximos que virão.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor David Uip. Obrigado, Marcelo Barcédio, da TV Gazeta, pelas suas perguntas. Vamos agora à uma pergunta virtual, do jornalista Xandu Alves, do Jornal O Vale, em São José dos Campos, queria começar pedindo desculpas a você, Xandu, na coletiva, me parece que foi da segunda-feira, eu não pude formular a sua pergunta, nós estávamos com o tempo limitado, mas renovo as desculpas aqui a você, por não termos feito a pergunta naquele momento. E passo a palavra a voc&ec irc;, já em tela, para a sua pergunta.

XANDU ALVES, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Obrigado aí pela atenção. Governador, o Vale do Paraíba tem até sete das 20 cidades com maior taxa de isolamento do estado, porém, São José dos Campos e Taubaté, que tem quase metade da população do Vale, tem registrado taxas abaixo de 50%, chegando a 47%, por exemplo. Com esse quadro o senhor diria que a região metropolitana do Vale do Paraíba corre o risco de não ter a quarentena flexibilizada a partir do dia 11? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Xandu. Vou pedir que o nosso coordenador do comitê de saúde, o doutor David Uip, possa responder à sua pergunta. E por que estou fazendo isso? Porque não é uma decisão política, como nenhuma decisão política temos adotado aqui desde o dia 26 de fevereiro, todas as decisões são fundamentadas na ciência, na medicina e na saúde. Doutor David Uip.

DAVID UIP, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Nós temos acompanhado com especial atenção o que acontece no Vale do Paraíba, e inclusive com o secretário Marco Vinholi, que está aqui, nós já nos reunimos algumas vezes com vários prefeitos, inclusive no Vale do Paraíba. Então essas características que nós estamos estudando detidamente, as características do Vale do Paraíba não só esse distanciamento social, como o número de dias dos pacientes que estão ficando internados em UTIs, especialmente em São José dos Campos e Taubaté. Então há todo um estudo e um entendimento da importância do estudo municipal e regional. Eu conheço muito bem o Vale do Paraíba, e especialmente São José dos Campos, e Taubaté, e nós sabemos que são duas cidades importantíssimas e muito competentes na assistência a pacientes. Nós estamos acompanhando para ter o entendimento exatamente o que está acontecendo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor David Uip. Xandu Alves, muito obrigado. Um abraço a você. Até breve. Grato pela sua participação. Vamos agora à penúltima pergunta, ela é presencial, da jornalista Eduarda Esteves, do Portal Ig. Eduarda, obrigado por estar aqui mais uma vez, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Governador, a USP desenvolveu um novo modelo de respirador que pode ser feito em cerca de duas horas e custa cerca de R$ 1.000. Gostaria de saber se o Governo do Estado já estuda utilizar esse equipamento, se não, o que ainda falta para isso, e se também há outros projetos em desenvolvimento, pelo Governo do Estado e pelas universidades, para ajudar no combate à doença. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduarda. Interessante a sua pergunta, vou compartilhar com o Dr. José Henrique Germann, secretário de Saúde do Estado de São Paulo, e se desejar com comentários do Dr. David Uip e da Patrícia Ellen, que é a secretária de Desenvolvimento Econômico, mas também de Ciência e Tecnologia. Dr. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado. Eduarda e todos vocês, nós fizemos essa discussão ontem na reunião do Centro de Contingência, e esses aparelhos não é... Inclusive não temos uma só opção, estão sendo testados principalmente com relação à Covid-19, porque ela tem uma característica de ser uma doença que atinge o aparelho respiratório. Então, nesse sentido, o equipamento que vai servir para fazer o suporte ventilatório que o paciente necessita, ele tem algumas especificações e isso é o que está sendo visto agora. E isto é feito pelo Hospital das Clínicas, pelo Incor, pela Unidade de Terapia Intensiva Pneumológica do Incor, sob a chefia do Dr. Carlos Carvalho, professor Carlos Carvalho, e vamos ver os resultados. E obviamente que, se eles forem positivos, nós estamos envolvidos nesse novo produto.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dr. David Uip.

DAVID UIP, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Primeiro ressaltar a competência das nossas universidades públicas e privadas, que têm trabalhado muito fortemente em busca de alternativas brasileiras. O secretário falou de uma delas, que é importantíssima, está na fase de protótipo, em vias de ser testado, no Hospital das Clínicas, e tem outra muito interessante que foi usada na Itália, que são capacetes individuais. Isso não existe no Brasil, uma dificuldade imensa de importação, então a indús tria brasileira está começando a produzir para testar esses novos produtos, que sempre passam pela avaliação e aprovação da Anvisa.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David Uip. Agora, complementando a pergunta, a resposta à pergunta da jornalista Eduarda Esteves, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Bom, primeiro eu queria destacar que nós estamos muito orgulhosos que os nossos cientistas, mais especificamente esse grupo de engenheiros da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, sob a coordenação do professor Marcelo Zuffo, estão fazendo o desenvolvimento desses respiradores. É realmente um orgulho para os cidadãos paulistas e também do Brasil ver como a ciência e a tecnologia estão tendo papel tão importante no combate do Corona Vírus. Esse grupo tem trabalhado aí 24 horas por dia. Agora tem uma autorização pendente, bastante importante, do Governo Federal, para que os testes em humanos sejam acelerados, tem o trabalho também de automação da válvula de pressão, que ela precisa ter um controle automático, por segurança dos pacientes, para aplicação, e a gente já deixa até dois pedidos aqui. Eu conversei bastante com o professor Zuffo esse fim de semana, vou pessoalmente fazer uma visita aos engenheiros agora também. A gente está precisando plugar, conectar esse grupo a investidores, para que depois eles possam fazer a produção em escala, e dessas autorizações, para acelerar esses testes finais, que precisam ser realizados. E temos muita esperança com isso, e que, com todo o nosso parque de respiradores paulistas, dos quatro consórcios hoje que são autorizados para a produção de respiradores no Brasil, três estão no Estado de São Paulo. Então, temos essa expectativa, como essa produção hoje está centralizada no Governo Federal, houve uma requisição dessa produção, para esses respiradores chegarem no Estado de São Paulo tem todo um trabalho coordenado, que precisa ser feito ali junto com o Ministério da Saúde, que o secretário da Saúde, junto com o vice-governador, tem coordenado diretamente. Mas nós precisamos, de fato, que esses respiradores cheguem. Em paralelo, eu queria lembrar que os nossos engenheiros do IPT, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, estão apoiando todos esses processos, para que a produção seja escalada, então o processo de certificação dos respiradores que vão para os outros estados est&atild e;o passando por esse esforço, em parceria com o IPT, e também o trabalho de reconversão industrial, que permitiu a escalada da produção desses equipamentos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Patrícia. Eduarda Esteves, do Portal IG, obrigado pelas perguntas. Antes da última pergunta, que é do jornalista William Cury, da TV Globo, GloboNews, quero de novo fazer um agradecimento às emissoras que estão transmitindo na íntegra esta coletiva, a começar da TV Cultura, mas também a BandNews TV, a TV Alesp, a TV Rede Brasil, a TV Rádio Jovem Pan e UOL, assim como as demais emissoras que estão com flashes e matérias aqui desta coletiva. A sua, TV Globo e GloboNews, Will Cury , assim como a TV Record, RecordNews, SBT, Rede TV, TV Gazeta, a CNN, a TV Bandeirantes, Rádio Bandeirantes e Rádio BandNews. William Cury.

REPÓRTER: Boa tarde, tudo bem? Está dando para ouvir bem com a máscara?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perfeitamente.

REPÓRTER: Eu sei que colegas já perguntaram sobre o futuro da quarentena, que será definido e anunciado no próximo dia 8, mas eu tenho uma dúvida que ficou, porque em determinado momento aqui na coletiva o senhor falou que não há possibilidade de relaxar a quarentena. Eu queria tirar a dúvida se é em relação à taxa de isolamento. Se se mantiver essa faixa de 47%, 48%, se não há de fato a possibilidade de sair da quarentena. E, complementando, não uma resposta ainda, mas sobre um critério. O senhor sempre disse: vai ser avaliado município por município. Na semana passada, teve um estudo mostrando o caminho do Corona Vírus para o interior e para o litoral, destacando centros regionais. Eu queria saber se esse critério vai ser de fato município por município ou por centros regionais, regiões do Estado de São Paulo devem sair juntas da quarentena? Por exemplo: Campinas é um centro regional, né? Vamos supor que Campinas não possa sair da quarentena, mas o município ao lado, por exemplo, Vinhedo, possa sair da quarentena. É possível um município menor sair e um grande não sair, ou ao contrário, um grande sair e o menor colado não sair? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu gosto do Willian Cury porque, além de bom jornalista, ele é habilidoso na formulação da pergunta. Ele quer exatamente saber a informação que nós vamos apresentar na sexta-feira, Will. Está certo, você tem que cumprir o seu papel como bom jornalista que é, em formular, ainda que de maneira extremamente habilidosa, para ter a informação antes do tempo. Mas o conjunto dessas informações serão oferecidas na sexta-feira, na coletiva de imprensa aqui. Mas, para q ue você não fique sem nenhum tipo de resposta, eu vou pedir ao Dr. David Uip que, do ponto de vista da saúde, possa instruir pelo menos parte da resposta a você, William.

DAVID UIP, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: É, eu vou dizer como funciona o sistema. Então nós temos um sistema regionalizado. Então, quando o Centro de Contingência, junto à Secretaria, avalia, ele avalia os municípios e avalia as regiões, e no contexto do estado. E nós temos uma central, que é a Cross, que nos delineia o encaminhamento de pacientes, até eu formulo um convite aos jornalistas, já fiz isso para alguns, que conheçam a Cross, que é um sistema de inteligência da Secretaria da Sa&uacut e;de. Então, por esse sistema e por muitos outros, nós estamos informados diariamente de vários parâmetros. Eu insisto que o índice de afastamento é um deles, muito importante, mas não é o único. Nós estamos acompanhando ocupação de leitos de UTI, índice de transmissibilidade, na medida do possível, e isto vai melhorar com o aumento da testagem no Estado de São Paulo. Professor Dimas falou aqui, recentemente, que a proposta é fazer 27 mil casos para 1 milhão de habitantes. Isto é uma proposta audaciosa, que supera muitos dos países europeus que testaram muito. Então, todos esses dados, confluídos, levam o Centro de Contingência às hipóteses e à sugestão ao governo e ao governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David Uip. William Cury, obrigado pela pergunta e pela presença aqui, aliás constantemente conosco, desde o início dessas coletivas. Antes do encerramento, eu queria lembrar que amanhã teremos uma nova coletiva de imprensa, sempre terças e quintas-feiras, com a equipe da saúde, sob liderança do Dr. José Henrique Germann e do Dr. David Uip, e na sexta-feira, às 12h30, estaremos aqui, conforme prometido, para anunciar o que ocorrerá após a quarentena, que se encerra no pr&oa cute;ximo dia 10 de maio. Quero de novo fazer um agradecimento aos jornalistas que aqui estão, mas vou estender, com a mesma ênfase, aos cinegrafistas, aos fotógrafos, aos profissionais de áudio e vídeo, aos profissionais que operam os caminhões de transmissão, que estão aqui do lado de fora, um agradecimento muito sincero a vocês, ao longo de todo esse período das coletivas que temos realizado aqui no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. E aos profissionais de imprensa que, nas redações ou nos centros de emissão, rádio e TV, também estão trabalhando e trabalhando para oferecer aquilo que é parte integrante no combate a esta crise: a informação correta, justa, bem avaliada, bem obtida e bem transmitida. Eu volto a repetir, como jornalista que sou, al&eacu te;m de, neste momento, ocupar a função de governador do Estado de São Paulo, que é um momento histórico para a imprensa brasileira, dado o papel que os jornalistas e todo o conjunto da comunicação vêm oferecendo ao país, no momento mais grave da história da nação nos últimos cem anos. Portanto, uma homenagem justa e a reprodução daquilo que vocês estão fazendo, pelo bem da vida e dos brasileiros. E por último, uma mensagem às mulheres e às mães e avós: nós temos feito pesquisas e as pesquisas indicam, continuam a indicar, aliás, que vocês, mulheres, são as maiores defensoras do isolamento social. Defendem, praticam e ajudam a convencer outras pessoas a fazer um isolamento social. Portanto, a minha homenagem, ao encerramento desta coletiva, vai para você, mãe, avó, mulher, cidadã, brasileira que tem colocado a vida acima de tudo. Muito obrigado, boa tarde e até amanhã.