Coletiva - Governo de SP amplia atendimento do Bom Prato para jantar e aos fins de semana 20203003

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Coletiva - Governo de SP amplia atendimento do Bom Prato para jantar e aos fins de semana

Local: Capital - Data: Março 30/03/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pessoal, boa tarde. Obrigado pela presença dos jornalistas que aqui estão, obrigado aos jornalistas que virtualmente participam dessa coletiva, obrigado aos que estão nos assistindo nesse momento, em transmissão de televisão, nós estamos aqui no Palácio dos Bandeirantes em São Paulo. Aqui ao meu lado, José Henrique Germann, secretário da Saúde do estado de São Paulo; Célia Parnes, secretária de Desenvo lvimento Social; Helena Sato, a nossa coordenadora do Centro de Contingência do COVID-19, enquanto o doutor David Uip está se recuperando, ele está nos assistindo da sua casa; Dimas Covas, diretor do Instituto Butantã. Quero agradecer a presença de vocês, há outras pessoas aqui que eu vou me referir na sequência. Eu queria começar com a mensagem de agradecimento a empresários e empresárias aqui do estado de São Paulo, hoje pela manhã nós fizemos uma reunião virtual com 232 dirigentes empresariais, conseguimos R$ 97 milhões em doações, em dinheiro, respiradores, máscaras, equipamentos de proteção, alimentos não perecíveis, produtos de higiene para o apoio e a solidariedade à área de saúde pública do estado de São Paulo, setor de segurança, sobretudo, com equipamentos de prote&cce dil;ão individual, e especialmente as comunidades mais carentes do nosso estado, especialmente da região metropolitana de São Paulo. Nós estamos solidários, e mobilizando o governo e o setor privado para atender as comunidades, aos desempregados, aos desvalidos, aqueles que mais estão sofrendo com a crise econômica, e a crise do Coronavírus. Esses R$ 97 milhões somam-se aos R$ 98 milhões que arrecadamos na última segunda-feira, dia 23, nesta mesma rede empresarial de solidariedade, é a segunda reunião que realizamos, a primeira nós tivemos 128 empresas, agora 232 empresas, a soma dessas duas reuniões alcança R$ 195 milhões. São Paulo agradece, e principalmente as pessoas que estão sofrendo com o Coronavírus, e as pessoas mais pobres, mais desvalidas e abandonadas do nosso estado, eu não vou nominar aqui, mas quero agradecer a todas as empresas, dirigentes empresariais, que nessas duas reuniões foram solidários, e em seus nomes, em nome das suas empresas e dos seus familiares, doaram R$ 195 milhões para o povo de São Paulo. Quero também agradecer a taxistas, motoristas de aplicativos, caminhoneiros, entregadores de delivery, os que utilizam em especial motociclistas e bicicletas, e outros meios de transporte, trabalhadores que atuam em mercados, supermercados, farmácias, também em borracharias, mecânicas, os profissionais da saúde pública e privada, os profissionais da Polícia Militar, Polícia Civil, os profissionais da construção civil, e de assistência, os profissionais de serviços públicos que seguem funcionando regularmente na área de saneamento, água, energia, gás e serviços públicos que funcionam regularmente em São Paulo, muito obrigado a todos vocês, aos que dirigem essas empresas, e aos que trabalham diariamente oferecendo o seu sacrifício para que haja normalidade no abastecimento em todo o estado de São Paulo. Quero ainda no âmbito empresarial, renovar o apelo que fiz nessa reunião hoje pela manhã, e nas demais que tenho participado, aos empresários de médio e grande porte, por favor, não demitam, por favor, mantenham os funcionários nas suas empresas, não demitam. Esta é uma crise com prazo determinado, seus funcionários, seus colaboradores, em muitos casos, estão há anos trabalhando, ajudando vocês a conquistarem mercado, a conquistarem clientes, a conquistarem credibilidade, proteja os seus funcionários, proteja e ampare as pessoas que mais estão precisando de você nesse momento. Você que é acionista, você que dirige corporações de médi o e grande porte, por favor, não demitam, o esforço, o sacrifício que vocês fizerem será absolutamente recompensado ao término dessa crise, com a dedicação, o entusiasmo, e a fidelidade dos seus profissionais. Aos microempreendedores, aos pequenos que atuam em diferentes setores de serviços e de comércio, usem mecanismos virtuais, criem oportunidades na virtualidade do comércio, nas ações virtuais, nas iniciativas criativas, para que seus negócios consigam sobreviver até o final desta crise. O governo do estado de São Paulo já destinou R$ 1 bilhão em créditos para os micro e pequenos empreendedores, sendo que R$ 500 milhões já foram disponibilizados através da Desenvolve SP e do Banco do Povo. O Governo Federal também tem um compromisso com os microempreendedores, e eu tenho certeza que esse compromisso será cu mprido. São fontes de financiamento para garantir recursos a juros subsidiados aos micro e pequenos empreendedores. E finalizo também dizendo que isolamento é uma necessidade, não é uma obrigatoriedade apenas, é uma necessidade, e melhor prevenir hoje do que lamentar amanhã. Nenhum governador de estado tem a satisfação de anunciar o isolamento social, ou determina isso por uma vontade, todas as nossas decisões em São Paulo, e eu tenho certeza que na minha expressiva dos governadores são amparados em decisões técnicas com base científica dos profissionais de saúde, e os profissionais de saúde indiquem, fiquem em casa, volto a repetir, fiquem em casa, utilize mecanismos virtuais para trabalhar, utilize também outras formas de hábitos de vida com a sua família, para proteger os seus familiares, sobretudo, aqueles que tem mais de 60 anos, pe ssoas com morbidade, pessoas que sejam portadores de deficiência, precisam de proteção, apoio e solidariedade. Familiares e os amigos mais próximos podem ajudar a que isso aconteça e que essas pessoas se sintam amparadas, é hora de carinho e é hora de solidariedade. Dos anúncios de hoje do governo do estado de São Paulo, restaurantes Bom Prato, São Paulo tem 59 restaurantes Bom Prato espalhados por todo o estado de São Paulo, a partir desta quarta-feira, 1 de abril, todos os 59 restaurantes do Bom Prato vão passar a servir café da manhã, almoço e jantar, café da manhã a R$ 0,50, almoço a R$ 1,00, jantar a R$ 1,00. Nós estamos com isso servindo 1,200 milhão refeições a mais por mês, são 2,400 milhões pessoas alimentadas a R$ 1,00 no almoço e no jantar, e a R$ 0,50 no café da manhã. Inv estimento total de R$ 18 milhões do governo do estado de São Paulo, para atender na alimentação das pessoas que mais precisam, pessoas em situação de rua, pessoas desempregadas, pessoas sem renda, ou com uma renda mínima, e agora com esta decisão de ampliar o funcionamento dos Bom Prato, para à noite e os cafés da manhã, ajudamos a atender e amparar as pessoas que mais precisam no nosso estado. Todos os restaurantes do Bom Prato, está aqui a Célia Parnes, que é responsável pelos restaurantes do Bom Prato, vão servir em embalagens descartáveis, o serviço não será feito por razões sanitárias, evidentemente, dentro do Bom Prato, mas em embalagens descartáveis, incluindo garfos e facas plásticas, que durante este período de 60 dias, podendo ser prorrogado por mais tempo, se necessário for, o servi&cc edil;o das quentinhas vai incluir o material plástico, que havia científico abolido, inclusive por razões de ordem legal, por decretos do governo do estado, e também da Prefeitura de São Paulo, mas nessa circunstância voltarão a ser fornecidos às pessoas. Lembro também, que o serviço de refeição, café da manhã, almoço e jantar, funcionará também aos finais de semana, sábados e domingos, durante 60 dias, portanto, a partir de 1 de abril, até 30 de maio, todos os restaurantes Bom Prato de São Paulo estarão oferecendo almoço a R$ 1,00, jantar R$ 1,00, e R$ 0,50 o café da manhã. Faço um apelo também ao setor do agronegócio em São Paulo, já fiz através do secretário Gustavo Diniz Junqueira, para que possam fornecer também verduras e frutas de qualidade para mel horarmos ainda mais a oferta nutritiva dos almoços, dos jantares e dos cafés da manhã. Em relação, segundo anúncio do Governo do Estado de São Paulo, a bancada paulista de deputados e senadores, e aqui eu queria agradecer ao deputado Vinicius Poit, que é o nosso líder na Câmara Federal, jovem deputado Vinicius Poit, no seu primeiro mandato, coordenou uma decisão da bancada paulista, formada por 70 deputados e três senadores, sem exceção, de todos os partidos, decidiram pela destinação de 219 milhões de reais para, com as suas emendas parlamentares, o combate ao coronavírus. Todos esses recursos serão liberados gradualmente até o dia 30 de abril. Eu quero agradecer a todos os deputados e aos senadores também, pelo gesto, a você, Vinicius Poit, por ter coordenado esse trabalho tão bem, com a visão de solidariedade e de decisão também, pra que os parlamentares, repito, sem exceção, de todos os partidos, tomassem uma decisão histórica e oferecessem as suas emendas para a área de saúde. Deste total, 83 milhões serão destinados para compra de mil respiradores e 180 mil equipamentos de proteção individual para os profissionais de saúde pública do Estado de São Paulo. 115 milhões irão diretamente para 78 entidades de saúde pública e privadas, espalhadas pela região do Estado de São Paulo, são entidades cadastradas, que já atuam com a Secretaria de Saúde do Governo do Estado de São Paulo. E 21 milhões para as mesmas ações, na área da saúde, para a prefeitura da capital de São Paulo, para a gestão da saúde, com o prefeito Bruno Covas. Portanto, aos parlamentares que estão nos assistindo aqui, um voto, uma decisão histórica, acima de partidos, acima de ideologias, com o sentimento comum de ajudar quem mais precisa neste momento. Terceiro anúncio, o Governo do Estado de São Paulo solicitou a Naturgy, que é a empresa que atende a distribuição de gás na região de Sorocaba, para suspender o corte de gás aos clientes residenciais e comerciais até o dia 31 de maio, já havíamos feito isso com a Congás e com a Gás Brasiliana, e agora com esta nova empresa, que entra nessa rede de solidariedade, nós atingimos mais de dois milhões de clientes de gás natural no Estado de São Paulo, que tem a suspensão do corte de gás, seja residencial, seja comercial, até 31 de maio. E finalizo, antes de passar para os dados da saúde, apresentando a vocês a nova campanha de comunicaç&at ilde;o do Governo do Estado de São Paulo, campanha essa que começará a ser veiculada hoje à noite, em todas as redes de televisão, aqui no Estado de São Paulo, incluindo a Tv Cultura e também pela internet. Essa campanha será veiculada até o dia seis de abril, aqui em São Paulo, e ela será também colocada no rádio e nas redes sociais. Vamos assistir.

CAMPANHA: Contra o coronavírus siga o que dizem os especialistas em pandemia, fique em casa. O que dizem os governantes europeus que estão enfrentando a pandemia, fique em casa. O que diz o presidente dos Estados Unidos, que antes dizia para todos irem trabalhar, fique em casa. Siga o que diz a Organização Mundial da Saúde, fique em casa. A economia, a gente trabalha e recupera, a vida de quem a gente ama, não dá pra recuperar. Fique em casa.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Com a palavra, o secretário da saúde do Estado de São Paulo, José Henrique Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito boa tarde. Os dados de hoje, sempre confirmamos de ontem pra cá, para o Brasil existem, confirmados, 4.256 casos e para São Paulo 1.451 casos. O fato relevante aqui, eu queria destacar, é que, de um modo geral, a maioria dos países tem um crescimento de 33% ao dia, pra vocês verem a importância desta epidemia, de 33% ao dia de número de casos confirmados, ou seja, dobra a cada três dias, esses 1.451 de agora, desde o dia 23 nós não temos nenhum dia que foi acima, que chegou em 33%, sempre abaixo de 33%, e é por isso que a gente tem, hoje, um certo patamar, que está começando a se desenhar com relaç&ati lde;o ao número de casos confirmados, isto é prematuro, por isso eu não vou estender mais a respeito disso. Os óbitos foram 133 para o Brasil e 98 para São Paulo, em São Paulo, em São Paulo, grande São Paulo, 89, e dois em Guarulhos e um pra cada município, fora aqui da região. Pacientes graves, que internados estão em UTI, públicos e privados, hoje são 206 pacientes, ontem eram 174. Pacientes confirmados em enfermaria, casos leves, são 258 para 265 no dia de ontem. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dra. Helena Sato, a senhora deseja alguma complementação? Ok. Vamos deixar para as perguntas. Então, vou passar para o Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, Dimas eu acho que tem três slides, se não me engano, pra exibir a vocês, e aí abrimos as perguntas. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Pois não, governador. Eu vou mostrar aqui alguns estudos que mostram a efetividade do afastamento social. Então, no dia 16 foram introduzidas essas medidas, que progressivamente foram aperfeiçoadas, na sexta-feira nós divulgamos o primeiro impacto, e aqui é importante mostrando uma taxa, uma redução na taxa de contaminação, antes das medidas ele era um indivíduo infectado, transmitindo pra seis indivíduos da população, após as medidas isso caiu pra um pra dois, então uma redução importante, né, mostrando que essas medidas estão sendo efetivas. E o mesmo aconteceu, por exemplo, veja, com as síndromes respirat&oa cute;rias agudas, que é, nesse momento, ela aumenta muito, né, então, nós tivemos uma diminuição da procura, né, do sistema, por essa patologia, por essa síndrome gripal aguda e importante. Uma outra projeção importante, né, e essa é a primeira vez que nós estamos apresentando, é em relação da projeção dos números de leitos necessários, aqui, pro município de São Paulo, então, numa situação em que não houvesse sido tomadas as medidas, né, a epidemia, já no começo de abril, começaria a se aproximar do seu pico e exigiria a criação de 20 mil leitos no município, sendo 14 leitos hospitalares, né, e 6.500 de UTI, então, esse era o cenário que se antecipava antes das medidas, com as medidas, a projeção já entrou dentro do que é disponível, né, então, nós vamos ter, né, durante abril e maio, capacidade de atendimento se essas medidas continuarem, quer dizer, nós não vamos estar sobrecarregando o sistema de saúde, aqui no caso do município, esse estudo, ele vai ser estendido a todo estado, né? Esse já é um outro resumo do que eu disse, em relação as síndromes gripais, a mesma situação, nós teríamos mais de 25 mil casos, hoje nós vamos ter, né, de acordo com os modelos adotados, menos de dez mil. E o último slide mostra uma projeção, com base em estudos internacionais, do Imperial College, se não fosse tomada nenhuma medida, nós deveríamos ter nos próximos 180 dias, 277 mil mortes, a barra em vermelho, com as medidas isso cai pra 111 mil, pessoas em hospitais, 1,3 milhão de pess oas, com as projeções 670 mil. E os casos graves, 315 mil sem as medidas, 147 mil com as medidas. Estado de São Paulo mostrando a importância de se manter essas medidas, veja bem, 111 mil significa o tamanho de Paulínia, Sertãozinho, Barretos, né, então nós temos que implementar ainda essas medidas pra que isso caia mais acentuadamente.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas. Uma explicação científica e fundamentada para mostrar a importância das medidas restritivas que foram adotadas em São Paulo, e que continuam a sua validade. E pedir mais uma vez às pessoas que estão nos assistindo, que estão nos ouvindo, que lerão e acompanharão essa coletiva, por favor, fiquem em casa. Sigam a orientação do Governo do Estado de São Paulo, das autoridades médicas, dos especialistas, para proteger as suas vidas. Nós estamos aqui lutando para manter vidas. A nossa prioridade é manter vidas. Nós teremos oportunidade de recuperar a economia do nosso estado, o estado mais pujante do pa& iacute;s, mas neste momento a nossa prioridade é proteger vidas, e proteger também os mais humildes, os mais pobres, os desfavorecidos, os desvalidos, e é exatamente por isso que, antes das perguntas dos jornalistas, eu passo a palavra para a Célia Parnes, que é a nossa secretária de Desenvolvimento Social, ao lado de uma estrutura transversal do Governo do Estado, do qual minha esposa Bia participa também, como presidente do Fundo Social, e várias outras secretarias atuam, participam e contribuem, além do setor privado, para termos um programa de proteção social amplo e colocado já em prática aqui no Estado de São Paulo. Célia.

CÉLIA PARNES, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Reforçando sua mensagem, especialmente quando se trata das populações mais vulneráveis, aqui nós estamos falando não só dos grupos de risco, mas idosos em vulnerabilidade. Eles já são vulneráveis, o próprio público já é um público vulnerável. Nós estamos pensando nas pessoas em situação de rua, nós estamos pensando nas pessoas em comunidades, nas favelas, dependentes químicos, pessoas que precisam do Governo do Estado, que protejam suas vidas, que protejam a vida dos seus familiares, de suas comunidades. Todo esse trabalho está acontecendo em rede com toda a rede da Assistência Social, ligada à saúde, ligada em toda a estrutura de governo, pensando exatamente nisso. O momento é momento de proteger vidas, proteger relacionamentos e pensando nas pessoas. Este é o nosso olhar aqui, com todos os programas do governo, especialmente os programas do Desenvolvimento Social, plenamente operantes, todos os nossos programas, como o governador mencionou agora, do Bom Prato e outros programas de segurança alimentar, o grande programa Viva Leite, também o maior programa de distribuição de leite da América Latina, 100% operante, capilarizado, distribuindo leite pelo estado inteiro. Aqui nós estamos falando de uma rede de 645 municípios, são todas as pessoas que constam do nosso cadastro de vulnerabilidade sendo atendidos por esses nossos programas, não só de segurança alimentar, como também de pro teção social e de proteção a dependentes químicos, pessoas que fazem uso abusivo de álcool de drogas, que podem contar com as nossas comunidades terapêuticas, nosso programa Recomeço, sempre... Neste momento de Corona Vírus, com as orientações para proteção da saúde das pessoas mais vulneráveis do estado. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretária Célia Parnes. Antes da... Nós temos oito jornalistas, perdão, oito veículos de comunicação, que farão perguntas, já estão aqui inscritos. Peço apenas que cada jornalista faça uma pergunta, considerando que nós certamente abrangeremos todos os temas. E como nós estamos ao vivo em algumas emissoras de televisão, assim ganhamos um pouco de tempo. Antes, porém, eu gostaria de dizer que ontem eu testei mais uma vez, a segunda vez que testo, meu resultado está aqui, negativo, mais uma vez. Pedi à minha esposa, Bia, que também fizesse o teste comigo, o teste do Instituto Adolfo Lutz, tamb&e acute;m deu negativo. É a segunda vez que eu testo, Bia, minha esposa, fez pela primeira vez, e é negativo. Aqui nós trabalhamos com total transparência, os testes estarão disponíveis aos que... Vou deixar aqui com o Germann, aos que desejarem, podem copiar. E farei sempre que necessário. Esse é o segundo teste. Se houver necessidade, ou outras pessoas próximas que estiverem infectadas, farei novamente o teste. Vamos então à primeira pergunta, é do jornalista William Cury, da GloboNews. Will, boa tarde, sua pergunta, por favor.

WILLIAM CURY, REPÓRTER: Boa tarde, tudo bem? A pergunta é sobre os exames que estão sendo realizados para identificação do Covid-19. A informação que temos é que o sistema está sobrecarregado e o resultado está demorando mais de duas semanas pra sair. Queria saber quantos testes tem na fila, aguardando resposta, e o que isso atrapalha os trabalhos do governo. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Will. Vou dividir a resposta com o Dr. José Henrique Germann e com a Dra. Helena Sato, que é a coordenadora do Grupo de Contingência do Covid-19. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Pois não. Os exames de diagnóstico que são feitos pelo PCR... O PCR é o exame que detecta o DNA do vírus, a existência do vírus, através do seu DNA. Nesse sentido, nós estamos com 12 mil exames para serem feitos, e eu queria destacar que, desses 12 mil exames, 500 são de pacientes internados graves, e o restante são de casos leves. O que significa isso? Significa que, entre os casos graves, a possibilidade de positivo vai ser muito alta, e entre aqueles dos casos leves, a positividade é bem menor. Então, provavelmente nós teremos aí uma... Não um aumento significativo do número de casos positivos no estado, por causa dessa separação. Hoje, nós temos uma capacidade de produção de exames, do Instituto Adolfo Lutz, que no começo era de 400 exames/dia, hoje já está em mil exames/dia. Dentro da rede que nós estamos montando, o Lutz tem cinco unidades regionais, tem ainda o Instituto Butantan e os hospitais universitários. O Lutz passa, nesse dia 2 agora, então nós já podemos contar com as cinco unidades regionais, mais mil, e com o Instituto Butantan, que está validando seu teste, mais mil. Então, já seriam três mil por dia. A partir do dia 10, nós teremos oito mil exames/dia, porque se fará uma alteração no processamento dos exames do Adolfo Lutz, onde uma parte, esta parte pré-exame será feita de uma forma automática. Sendo feita automática, a gente tem então uma maior possibilidad e de exames, chegando a cinco mil exames, mais os outros do Instituto Butantan, mais mil, então com isso nós vamos chegar a oito mil exames/dia. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Germann. Dra. Helena Sato.

HELENA SATO, COORDENADORA DO GRUPO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bom, eu só quero complementar aqui o que o nosso secretário colocou, no sentido da gente tirar da frente e ampliarmos aí o diagnóstico e os exames dos testes que estavam ainda aguardando a realização das suas respostas, mas eu queria aproveitar agora essa minha fala, que, claro, nós temos que fazer, sim, a sorologia, temos, sim, que realizar os exames, mas eu quero mais uma vez reforçar, mais uma vez reforçar. Pode ser... Nossa, nós estamos falando isso há basicamente 27 dias, nós começamos nossos primeiros casos em relação ao Corona Vírus lá na quarta-feira de cinzas. O que temos observado, o dia a dia, o au mento de casos, o estudo realizado pelo Dr. Dimas, no Butantan, apontou que, considerando-se todas as nossas medidas, que eu costumo dizer que o mais fácil falar é: o ficar em casa é a vacina que nós temos. Eu quero mais uma vez reforçar, por mais que possa ser simples. A gente, do nosso dia a dia, governador, tem gente que fala: Nossa, a secretaria, é isso só que temos? É ficar em casa? Sim, essa é a melhor vacina que temos em relação ao Corona Vírus. Essa experiência não é uma experiência apenas do Brasil, é experiência que está sendo utilizada no mundo. A gente está vendo a Inglaterra e outros países, que estão se debruçando sobre essa estratégia. Então, por mais que seja uma palavra simples, mais uma vez é importante reforçarmos. Então aquilo, tem pessoas que eu conheço: Nos sa, mas não aguento mais. Temos que aguentar, sim, porque essa é a nossa melhor vacina. Compartilhando o nosso dia a dia com os nossos familiares, com os nossos amigos. Eu esses dias pude ver um pouquinho de televisão e vi. E parabenizar as famílias, a criatividade que as famílias estão tendo, junto aos seus avós, junto aos seus filhos. Essa é a nossa melhor vacina, é ficarmos em casa. Ah, mas eu vou dar uma saidinha, só algumas duas horas, pra ir na padaria. Não, cada duas... Porque a gente já sabe, né? Um ponto mais um conto. Temos que ficar em casa, essa nossa melhor vacina.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Dra. Helena Sato. A próxima pergunta é online, mas antes de passar à jornalista Flávia Soares, que está aqui, para ler a pergunta da jornalista Jéssica Cruz da rádio tele... da rádio da RTL da Holanda, eu queria também estender os agradecimentos aos profissionais do metrô, aos profissionais da CPTM. aos motoristas de ônibus que aqui em São Paulo, em todo o estado, transportam milhões de brasileiros para assistência de saúde, para segurança pública e para os serviços fundamentais, a todos também a nossa solidariedade e o nosso agradecimento. Vamos agora à pergunta da jornalista da TV RTL, a Jéssica Cruz, que será lida pela jornalista Flávia Soares. Flávia.

FLÁVIA SOARES, REPÓRTER: O Presidente da República diz que são menos mortos do que os divulgados, já especialistas da área da saúde dizem que são mais. Pela quantidade de testes aplicados e demora no resultado de exame, quais as ações do governo do estado para ver mais transparência e rapidez no número total de mortos e contaminados.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu vou dividir a resposta, à jornalista Jéssica Cruz, com o secretário José Henrique Germann e, se desejar, com comentários da Dra. Helena Sato. Nem mais, nem menos, São Paulo utiliza o critério de transparência absoluta e todos os dias, ao final da tarde, o secretário de Saúde do governo do estado de São Paulo dialoga com o ministro Mandetta e com os secretários executivos do Ministério da Saúde, atualizando os dados e as informações que são provenientes da rede pública e privada de saúde: hospitais públicos e hospitais pr ivados. São Paulo adotou desde o início, nem poderia ser de outra forma, transparência absoluta nas informações para o Ministério da Saúde e as informações que são dadas também à imprensa e à opinião pública de forma geral. Dr. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETARIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pois não, obrigado. Veja, a resposta que eu dei à pergunta anterior faz parte também desta resposta de uma forma bastante contundente. Com a realização dos exames que estão aguardando o processamento nós vamos ter um certo aumento do número de casos confirmados, diminuição nós não vamos ter, não existe caso colocado para dizer que nós estamos... isso seria antiético, imoral e a secretaria e o governo do estado não trabalham dessa maneira, não permitem que isso aconteça. E a questão do aumento não será significativo, mas pode haver em função do que eu coloquei, dos exames que estão sendo processados daqui... que estão aguardando processamento.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Germann. Dra. Helena Sato?

HELENA SATO, COORDENADORA DO CENTRO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA (CVE): Bom, eu quero só reafirmar que todo caso confirmado a nossa equipe da Vigilância Epidemiológica mapeia onde estão os casos, né? Com que objetivo? Não apenas sabemos o total, mas sabemos: onde, quais municípios... aí, devido às proporções da sua população identificamos onde isso está ocorrendo, onde os óbitos estão ocorrendo, para que a gente, em conjunto: estado e municípios e o nosso grupo de Vigilância Epidemiológica, possa, em conjunto com esses serviços municipais, trabalharmos em que sentido? Determinada área, determinado município, está aumentando, certo? Determinada área teve óbito, então avaliarmos no... qual o retorno? Determinadas áreas se estão aumentando, nós temos que reforçar as medidas de isolamento domiciliar. Locais onde infelizmente a gente possa ter óbitos que, infelizmente, temos em relação a essa infecção coronavírus, também em relação à assistência, né, secretária em conjunto... na Secretaria de Saúde com as atividades de assistência também estamos trabalhando em conjunto.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dra. Helena. A próxima pergunta será do jornalista Fábio Diamante, aqui presente, do SBT, quanto o Fábio se dirige aqui ao microfone quero agradecer mais uma vez a presença, a participação, tanto online quanto fisicamente, aqui no palácio dos Bandeirantes, dos jornalistas, trabalho também de cinegrafistas, fotógrafos, pessoas que estão trabalhando diuturnamente, sei que muitos até cumprindo os horários adicionais para poder oferecer para você, na sua casa, informações corretas e precisas. E, mais uma vez, siga jornais, revistas, sites e emis soras de rádio, emissoras de televisão da sua preferência, aí você tem informação segura, precisa bem analisada por profissionais que buscam a informação correta nas fontes de saúde, nas fontes econômicas, e jornalistas que de maneira isenta procuram dar a melhor informação para você que está aí na sua casa. Vamos então, Fábio Diamante, boa tarde, sua pergunta por favor.

FABIO DIAMANTE, REPÓRTER DA SBT: Boa tarde governador, boa tarde a todos. Governador... levando, destacando esses primeiros números de São Paulo da importância das pessoas ficarem em casa, queria saber se o governo detectou na sexta, sábado, domingo principalmente, um número maior de pessoas na rua do que nos dias anteriores, para a gente que continua trabalhando e estamos nas ruas, isso é claro e evidente, fim de semana tinha grupos de pessoas andando de bicicleta por toda a cidade. Queria saber do senhor, se o senhor entende que esse é um efeito Bolsonaro? E quanto isso acende uma luz amarela do governo, já que o resultado vem se... vem aparecendo com o isolamento das pessoas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Fabio, pergunta oportuna, eu vou dividir com o Dr. Germann e a Dra. Helena Sato, mas antes de ouvir a área da saúde, quero voltar a reafirmar às pessoas: escutem e atendam as recomendações médicas, atendam as recomendações de sanitaristas, de profissionais especializados na medicina de epidemias, na medicina de infectologia, em aqueles que conhecem este tema e não informações que são colocadas nas redes sociais ou, lamento também dizer, não gostaria de ter que voltar a este tema, mas neste caso, por favor, não sigam as orientações do Presidente da República do Brasil, ele não orienta corretament e a população e, lamentavelmente, não lidera o Brasil no combate ao coronavírus e na preservação da vida. Dr. Germann?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETARIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Exatamente o seguinte, nós temos pela quantidade de casos até agora, que ainda é baixo, tomara que ficara sempre assim, mas... já começamos a poder ter análise e estudar esses casos da forma que a gente vem fazendo. Desde o começo que a gente tinha os casos confirmados, desde a quarta-feira de cinzas nós já ficamos observando e tabelando e plotando em gráficos para que a gente possa ter o conhecimento deste comportamento do vírus no que diz respeito à incidência por onde e como ele faz. Então, nesse sentido, a gente também percebe que existiu... com a incidência, desde o dia vinte... desde o dia 23 em que a restrição, vamos chamar assim, a quarentena que foi colocada no dia 27, então desde o dia 23 que já se começou a falar no assunto e tal, já caiu um pouco ou pelo menos diminuiu a reta para uma discreta curva, essa discreta curva pode mudar o sentido da reta. Então, nesse sentido, a gente daqui para a frente, daqui podemos ir observando e tendo mais casos, tendo maior capacidade de previsão, ainda é baixa, mas já tem um olhar nesse sentido.

HELENA SATO, COORDENADORA DO CENTRO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA (CVE): Eu só quero completar, né, porque assim, o período de incubação de uma pessoa infectada pelo coronavírus: 10 dias, em torno de 10 dias, ou seja, desde a infecção até o início dos sintomas. E aí eu quero só reforçar que nós vamos sentir o quanto as pessoas que estão voltando às ruas, ou que voltaram esse final de semana, que a gente também percebeu, né, infelizmente também percebi perto da minha casa, o reflexo disso não será nem amanhã, nem daqui dois dias, será em torno daqui a 10 dias, né, secretário? Então, daqui a 10 dias n&oacu te;s vamos já poder avaliar, ou talvez antes, o impacto disso. Então, de novo, mais uma vez reforçando, nós não temos que esperar para ver o que vai acontecer, a gente não precisa esperar, os dados já estão dados, a comunidade científica já tem colocado isso, revistas de renome The Lancet, The New England e outras revistas, e outras grandes equipes que estão estudando isso, os americanos em especial, né, que apareceram muito esse final de semana, reforçando isso. Então, mais uma vez eu quero falar, a gente, né, pode parecer cansativo, né, mas essa é a nossa saída, essa é a nossa principal atividade, é ficarmos em casa.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Dra. Helena. Nós vamos, nós temos mais cinco perguntas antes de concluir a coletiva de hoje, vamos agora a uma online, não presencial, sendo que a pergunta agora é da jornalista Leila Lima do jornal Valor Econômico, e logo após teremos uma presencial da Folha de São Paulo, com o jornalista Artur Rodrigues. Será lida agora a pergunta da jornalista Leila Lima, pela jornalista Flávia Soares.

LEILA LIMA, REPÓRTER: Pergunta ao secretário Germann. Quais medidas preventivas estão sendo tomadas em relação à Unidades de Saúde especializadas em tratamentos como câncer e dependência química, com pacientes extremamente vulneráveis?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Principalmente a questão dos elementos de proteção, eu me refiro aos EPIs, me refiro à manipulação dos pacientes graves. Todos os profissionais de saúde têm agora nesses casos, onde trabalhando em hospitais que sejam especializados, especialmente em oncologia, um cuidado redobrado, para que eles obedeçam aos procedimentos relacionados à proteção. E aí neste caso, tanto dele, mas também, e principalmente do paciente que é extremamente vulnerável em uma situação desse tipo, não tivemos até agora nenhum caso em hospitais especializados do estado de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Germann. Obrigado à jornalista Leila Lima, do Jornal Valor Econômico. Agora sim, vamos ao jornalista Artur Rodrigues, da Folha de São Paulo. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

ARTUR RODRIGUES, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Na semana passada o secretário Germann cogitou a possibilidade de lockdown, com as forças policiais nas ruas, e aí restringindo a circulação da população. Eu queria deixar isso claro, porque não ficou muito claro naquela ocasião, haverá lockdown em São Paulo? Em que cenário isso pode acontecer?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu vou dividir, Artur, a resposta, aliás, vou compartilhar, tomar a liberdade de compartilhar com o secretário Germann. Nós não trabalhamos, não anunciamos cenários, nós trabalhamos com cenários, mas não anunciamos cenários. Por quê? Diariamente os grupos de trabalho se reúnem, grupo da saúde, grupo econômico e o grupo de gestão administrativa do governo do estado de São Paulo, e circunstancialmente também o grupo empresarial, que é liderado pela Patrícia Ellen, e o secretário Henrique Meirelles. Neste momento nós estamos em quarentena até o dia 7 de abril, e essa medida será observada e mantida com a orientação a todos para que permaneçam nas suas casas, exceto aqueles que estão em atividades essenciais, ou que estejam autorizados pelo governo a seguirem trabalhando, resguardando as medidas sanitárias e de saúde que devem obedecer tanto individualmente, quanto coletivamente aqueles que dirigem e comandam empresas ou instituições. Há outros cenários? Sim, há outros cenários, mas esses outros cenários só serão reavaliados e eventualmente anunciados se houver esta necessidade. E aí eu passo para o secretário Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Então, naquela ocasião o que eu disse foi o seguinte, eu coloquei quais eram as possibilidades que existem de isolamento, que vão gradativamente sendo mais apertadas, do ponto de vista de circulação, enfim. Foi isso que eu coloquei. E que mesmo naquela ocasião nós estávamos em distanciamento social, que nós estamos hoje também. Então, veja bem, como disse o senhor governador, a gente vai observar isso por todo o período da epidemia, mas pelos casos iniciais que nós temos eu diria que nós não vamos ter a necessidade de repetir o isolamento social muitas vezes, mais para frente, e nem fazer um isolam ento compulsório, tipo um lockdown.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário. Obrigado, jornalista Artur Rodrigues. Vamos agora à uma pergunta online, do jornalista César Cavalcante, da TV Bandeirantes. Lembrando que temos três perguntas mais, antes do encerramento desta coletiva. Lerá a pergunta do César Cavalcante, da TV Band, a jornalista Flávia Soares.

CÉSAR CAVALCANTE, REPÓRTER: Há uma semana o doutor David Uip havia afirmado que em alguns bairros parecia que nada havia mudado. Qual a percepção da quarentena nos bairros mais pobres? Ela está sendo cumprida?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou pedir à doutora Sato que faça esta resposta ao jornalista César Cavalcante, que está nos assistindo agora, e com comentários, se desejar, do doutor José Henrique Germann. Helena.

HELENA SATO, COORDENADORA DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: A sua pergunta em relação ao quanto está sendo possível isolamento nas comunidades mais necessitadas, de famílias mais necessitadas, o que eu tenho a colocar é que realizamos já uma videoconferência com representantes dessas comunidades. Semana passada, né? Que nós já realizamos, e reforçamos mais uma vez a importância da tomada destas medidas. Então foi possível através desse representante passarmos toda a importância das medidas necessárias em relação ao isolamento domiciliar, que a gente sabe muito bem o quanto é difícil nessa região, nessas poções, mas essa foi a orientação realizada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Está perfeito então, a resposta está completa. Obrigado César Cavalcante, jornalista da TV Bandeirantes. Vamos agora à penúltima pergunta, que é presencial, da jornalista Priscila Doroche, da TV Record. Boa tarde, e a sua pergunta, por favor.

PRISCILA DOROCHE, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Qual é a real situação dos hospitais estaduais, número de internados e pacientes com estado grave? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não sei se nós temos a informação plenamente atualizada, mas passo ao doutor Germann a pergunta da jornalista Priscila, da TV Record.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Aliás, já dei, 206 casos graves, em UTI, 258 casos em enfermaria. Nós temos um censo diário, é assim que nós chamamos esse levantamento. E nós começamos mais com casos de UTI do que de enfermaria. Agora inverteu um pouco, então nós temos mais casos de enfermaria do que de UTI, o que é positivo. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Doutor Germann. Priscila, muito obrigado pela sua pergunta. Vamos agora à última pergunta de hoje, às 13h18min, da jornalista Anne Barbosa, da CNN. Boa tarde, obrigado pela presença, sua pergunta, por favor.

ANNE BARBOSA, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Está sendo estudada uma edição da medida que pode liberar o trabalho sem isolamento no país. Eu gostaria de entender qual vai ser a postura do estado de São Paulo diante de uma posição que pode vir da esfera Federal?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, se eu compreendi bem a sua pergunta, as decisões sensatas, equilibradas e fundamentadas na ciência, do Ministério da Saúde, estão sendo seguidas, aliás, elas estão harmonizadas com as decisões da saúde do governo do estado de São Paulo, nós não temos nenhuma crítica a fazer. Enquanto continuarem assim estamos absolutamente alinhados, o setor de saúde, o setor de ciência do estado com o setor de saúde pública do Governo Federal, sob o comando do ministro Luiz Henrique Mandetta. Tenho a convicção de que ele continuará produzindo informações corretas, e orientaç& otilde;es adequadas, seguindo o protocolo da Organização Mundial de Saúde, ele e os secretários executivos, e os profissionais do Ministério da Saúde. Anne, enquanto isso tiver sendo feito nós estaremos absolutamente alinhados. Se houver alguma decisão diferente daquela que corresponda ao embasamento científico, técnico, e de saúde pública, nós reavaliaremos, o que nós não aceitaremos serão medidas não do Ministério da Saúde, que eu volto a repetir, tem se comportado, se conduzido de maneira exemplar nas orientações, inclusive nos briefings, vamos chamar assim, às informações que tem passado diariamente à opinião pública, através dos veículos de comunicação, mas de outra ordem. As de outra ordem nós vamos sempre avaliar. E o nosso pressuposto é de que aqui em São Paulo o nosso objetivo primordial, você sabe, os que acompanha a emissora que você representa, e todas as demais que aqui estão, é salvar vidas, nós estamos preocupados em salvar vidas, ao salvar vidas nós salvaremos pessoas, salvaremos consumidores, e salvaremos a economia. E quero também acrescentar, Anne, que é impossível existir normalidade econômica ao preço da vida de milhares de brasileiros. Anormal é acreditar em uma economia movida pela morte de muitas pessoas, isso é anormal, e isso nós não vamos fazer em São Paulo. Por favor, fiquem em casa, você que está nos assistindo, você que nos acompanha, sigam a orientação dos médicos, dos cientistas, dos profissionais que conhecem, estudam e avaliam medidas internacionais, e respeitam a Organização Mundial de Saúde, e volto a repetir , respeitam também até aqui as indicações corretas do Ministério da Saúde, e do seu ministro, fiquem em casa. Boa tarde, a todos. Muito obrigado, até amanhã.