Coletiva - Governo de SP antecipa vacinação da gripe para forças policiais 20202503

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Coletiva - Governo de SP antecipa vacinação da gripe para forças policiais

Local: Capital - Data: Março 25/03/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Desta tarde, mostrando a contraprova do Instituto Adolfo Lutz. Eu anteontem mostrei a vocês o meu exame do Hospital Albert Einstein, e aqui está a contraprova do Instituto Adolfo Lutz, embora não fosse necessário, o Hospital Albert Einstein está homologado, de acordo com o protocolo da Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde. Ainda sim, eu pedi que fosse feito uma contraprova, ela foi feita, foi entregue ontem às 22 horas da noite pelo Instituto Adolfo Lutz, da Universidade de São Paulo, e deu negativo, conforme consta aqui nesta frase. São Paulo não esconde informações, São Paulo demonstra informa&ccedil ;ões. Quero também nos informes, nos anúncios de medidas, como sempre fazemos nos nossos encontros com os jornalistas, fazer aqui os anúncios de hoje, depois ouviremos o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas, e novamente algumas informações, e aí abrimos para as perguntas. O programa Merenda em Casa do governo do estado de São Paulo, essa é a razão pela qual o secretário de Educação, Rossieli Soares, está aqui presente nesta coletiva, vai beneficiar, este programa, 700 mil alunos da rede pública estadual de ensino, são os alunos mais vulneráveis. O governo do estado de São Paulo vai repassar, a partir do próximo dia 1º de abril, R$ 55 por mês às famílias de 700 mil alunos da rede pública estadual, um investimento de R$ 40.5 milhões por mês. A medida vai perdurar enquanto as aulas estiv erem suspensas. É uma medida protetiva, uma medida de atenção às famílias e às crianças mais vulneráveis do nosso estado. E o secretário Rossieli estará aqui para responder perguntas se elas estiverem sendo formuladas pelos jornalistas daqui a pouco. E repito, o pagamento será feito aos estudantes das famílias que vivem em condição de extrema pobreza, de acordo com o Cadastro Único do Governo Federal. O objetivo, repito, é que as famílias mais carentes tenham acesso a este valor e, portanto, a alimentação dos seus filhos no período em que as aulas suspensas, as escolas não poderão oferecer a merenda escolar. O valor é suficiente para comprar uma cesta básica. Segundo informe, o governo do estado de São Paulo antecipa a vacinação contra a gripe para as forças policiais, Políci a Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, sistema prisional, Polícia Científica a partir de amanhã, dia 26 de março, nós iniciamos a vacinação contra a gripe de policiais militares, civis, Corpo de Bombeiros, Polícia Científica e o sistema prisional, por recomendação do Centro de Contingência do Coronavírus, que já tem a direção da Dra. Helena Sato. Não sei se a Dra. Helena está aqui participando conosco. Ela está aqui. Obrigado, Dra. Helena. Ela substitui o Dr. David Uip, que continua integrando este grupo, que é composto por 13 médicos especialistas em infectologia e epidemia e dois secretários, o secretário José Henrique Germann, secretário do estado da Saúde, e o secretário Edson Aparecido, secretário de Saúde do município de São Paulo. E a Dra. He lena desde ontem já comanda este grupo do Centro de Contingência do Coronavírus. A expectativa é de vacinarmos 100 mil policiais nos próximos cinco dias. A vacinação dos policiais estava prevista para iniciar no dia 16 de abril, mas foi antecipada dentro deste posicionamento estratégico e amparado em informações do nosso Centro de Contingência do Coronavírus, como todas as iniciativas do governo do estado de São Paulo. Nós aqui não tomamos medidas precipitadas, tomamos medidas fundamentadas. E o grande objetivo é proteger vidas, proteger a saúde e proteger vidas. E é exatamente nesse sentido que todo o comportamento do governo do estado de São Paulo, eu posso dizer também da prefeitura da cidade de São Paulo, epicentro da crise de saúde do coronavírus está em São Paulo, na capital, está na regi&ati lde;o metropolitana e no estado de São Paulo. Antes de prosseguir, passo a palavra ao prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Eu queria insistir o que foi dito hoje pela manhã na Prefeitura de São Paulo, primeiro nos bons números resultado da campanha da vacinação contra a influenza. Para vocês terem uma ideia, em 2018, nos dois primeiros dias de campanha da vacinação, foram vacinadas 85 mil pessoas. Em 2019, nos dois primeiros dias da campanha da vacinação, foram vacinadas 22 mil pessoas. E agora, nos dois primeiros dias da campanha da vacinação, foram vacinadas 667 mil pessoas, o que mostra o bom resultado da campanha da vacinação aqui no município de São Paulo. Nós temos, volto a dizer, 468 UBSs e 450 escolas que estão at endendo para que a gente possa, nessa primeira etapa, atingir a meta de vacinar 1,8 milhão idosos, a população acima de 60 anos, da cidade de São Paulo. A segunda notícia, da mesma forma que o município já montou dois hospitais municipais de campanha, um deles o do Anhembi, o outro o do Pacaembu, nós agora vamos ter também mais 100 leitos, que se somam a esses 2 mil. São, portanto, 2,1 mil leitos de observação na cidade de São Paulo. Esses 100 leitos são uma doação da Ambev e da Gerdau ao município da cidade de São Paulo, são leitos que serão construídos ao lado do Hospital Municipal do M'Boi Mirim. Serão doados à cidade de São Paulo, as empresas vão arcar com todo o custo da instalação e vão arcar com parte do custo da manutenção deles durante os quatro meses segu intes após a inauguração. A expectativa é que em três semanas eles já fiquem prontos para serem utilizados pela Secretaria Municipal e Secretaria Estadual de Saúde, já que é um trabalho conjunto, município e estado. E da mesma forma, a prefeitura conseguiu antecipar as obras do Hospital Municipal da Brasilândia, e nós teremos mais 150 leitos de UTI à disposição na luta contra o coronavírus. Então, a obra que ficaria pronta em junho vai ser antecipada para abril. E somando aos 490 leitos de UTI que a prefeitura já havia disponibilizado, nós vamos ter mais 150, serão, portanto, mais 640 leitos de UTI, mais do que dobrando os 507 leitos que nós tínhamos inicialmente na cidade de São Paulo. É a prefeitura se preparando para o pior momento da crise, que vai ser pior ou melhor dependendo do que as pessoas continuarem a colaborar. Queria mais uma vez aqui, né, colocar a importância do isolamento social, um ato de... é um ato humanitário de respeito ao próximo, de respeito ao cidadão, de respeito a sua família, continuamos insistindo para que as pessoas fiquem em casa o quanto mais tempo puderem, para poderem colaborar com a prefeitura e o governo do estado na luta contra o coronavírus. Muito obrigado. Bom dia a todos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito Bruno Covas. Antes de prosseguirmos, uma correção. Perdão. Uma correção na informação dada, fui avisado aqui pela Dra. Helena Sato, nossa coordenadora do Centro de Contingência do Coronavírus, que a vacinação para as forças policiais começa no dia 30... de março, segunda-feira, para policiais militares, policiais civis, Corpo de Bombeiros, sistema prisional e Polícia Científica. Portanto, esta é a informação correta. Começa no dia 30 de março. Antes de passar também a palavra ao secretário da Saúde, José Henrique Germann, informo que tão logo seja feita a conferência de imprensa pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro, logo após, nós estaremos aqui de volta para atender aos jornalistas nesta mesma coletiva de imprensa, ainda que seja interrompida, voltarmos logo após o pronunciamento do Presidente da República. Com a palavra, o secretário da Saúde, José Henrique Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito boa tarde a todos. A partir de ontem, às 18h, dia 24, que sempre neste horário o Ministério da Saúde apresenta os seus índices de confirmação de casos, então nós temos aqui para o Brasil, ontem, 17h, 2.201 casos, São Paulo, 810 casos. Para São Paulo, 40 óbitos, e para o Brasil, 46 óbitos. Todos os óbitos de São Paulo foram... ocorreram na grande São Paulo. São várias faixas etárias, e como esperado, acima de 60 anos, aqueles que estavam abaixo de 60 anos têm também comorbidades importantes que favorecem então ao risco letal. Hoje, 59 pacientes em hospitais públicos e privados em regime de terapia intensiva. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado ao Dr. Germann. Dra. Helena Sato, deseja fazer alguma comunicação? Ok, vamos prosseguir então. Queria antes de abrir às perguntas aos jornalistas que aqui estão, também as perguntas online. Mencionar que há pouco terminamos uma conferência dos governadores da região Sudoeste com o presidente Jair Bolsonaro e vários dos seus ministros. Todos nós aceitamos republicanamente participar desta conferência, eu quando fui instado a falar mencionei a importância desta integração entre o Governo Federal e os governos estaduais, uma ação conjunta entre os governos nesta situação, ela é absolutame nte essencial. Não é hora de separatismos, não é hora de rivalidades, é hora do todos estarmos juntos no combate a esta gravíssima crise nesta guerra contra o coronavírus. Mas, posicionei ao presidente Jair Bolsonaro na introdução da minha participação que eu havia ficado decepcionado com a intervenção feita ontem à noite pelo presidente da República em rede nacional de televisão, discordando do posicionamento do presidente e entendendo que para os brasileiros de São Paulo e eu aqui represento 46 milhões de brasileiros, a intervenção do presidente Bolsonaro e o conteúdo daquilo que ele disse ontem à noite foi absolutamente equivocado e em dessintonia, inclusive, com as orientações do passo a palavra Ministério da Saúde do Governo Federal. Não fiz nenhuma colocação, nem de ord em política, nem alterei o tom de voz, nem fiz nenhuma acusação, apenas um registro como brasileiro, como cidadão e como governador eleito do estado de São Paulo. E a nossa proposta durante toda a intervenção foi pelo entendimento e pelo diálogo, a interrogação de atitudes e de medidas, a não relativização desta crise não é uma gripezinha, não é um resfriadozinho, é um assunto sério, difícil e a maior crise de saúde pública da história do país. Então, presidente, conforme eu lhe disse, mão maneira respeitosa, não é uma gripezinha, não é um resfriadozinho, é um assunto grave. Nós já temos 46 vítimas até o presente momento e não entramos ainda nem no pico dessa chamada crise do coronavírus. Portanto, presidente, não politize a questão, não transforme isso em palanque político. Nós não estamos transformando, os 27 governadores de estado e eu como governador de São Paulo, estamos preocupados em salvar vidas. Essa é a nossa prioridade. E eu queria dedicar o presidente Jair Bolsonaro, Bruno Covas, uma reflexão, uma reflexão para aquele que é o presidente do Brasil e que na minha visão, deveria liderar o país e não conflagrar o país como ele tem feito com as suas posições, com as suas manifestações, com as suas decisões e com a forma intempestiva com que dirigiu a mim hoje nesta teleconferência com ele, o vice-presidente da República e demais ministros. Não é no repto, não é no desafio pessoal que nós vamos construir soluções para esta grave crise no Brasil. É no entendimento, é na ref lexão, é na paz de espírito, na capacidade de interpretar corretamente os fatos e emitir soluções e medidas saudáveis, positivas, construtivas, equilibradas e em paz. E a minha reflexão ao presidente, que dedico ao presidente Jair Bolsonaro é: Presidente, vamos refletir juntos, não pode haver fronteira entre a solidariedade e o amor ao próximo. Irmã Dulce nos ensinou que as pessoas que espalham amor não têm tempo, nem disposição para jogar pedras. Pense nisso, presidente, lidere seu país, lidere seu povo com a alma aberta, com o coração aberto, fazendo o bem às pessoas. E não transforme isso numa conflagração, numa luta política e numa disputa eleitoral. Bem, vamos agora às perguntas dos jornalistas, nós vamos começar com jornalistas que estão aqui presentes na nossa coletiva e temos tamb&e acute;m jornalistas que estão online. O primeiro... obrigado. O primeiro veículo de comunicação é a Globo News, a TV Globo News, o jornalista William Cury. Will, boa tarde.

WILLIAM CURY, REPÓRTER: Boa tarde. Tudo bem?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Sua pergunta, por favor.

WILLIAM CURY, REPÓRTER: Bom, vários estados estão adotando medidas de confinamento da população e talvez São Paulo seja o principal exemplo dessas medidas que não é só aqui, mas também em outros estados. Primeiro queria saber se o pronunciamento tem de ontem do presidente Bolsonaro, ele atrapalha esse trabalho que está sendo feito nos estados. Em segundo lugar, sobre a questão dos respiradores, do confisco de respiradores por parte do Governo Federal, queria entender melhor essa história e como o governador vê essa atitude do governo. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, William Cury. Tinha direito a uma pergunta, fez dois, paga a multa na saída, mas vamos responder às duas perguntas e depois vamos à demais, sempre pedindo, por favor, que atenham a uma pergunta, que temos vários jornalistas aqui. Mas, Will, respondemos às duas. A primeira resposta, basta ler aos jornais de hoje, basta ler os sites e assistir os noticiários de todas as redes de televisão para se perceber claramente o equívoco da manifestação do presidente da República Jair Bolsonaro. Eu lamento que a presidente prefira escutar o chamado gabinete do ódio do que a gabinete do bom senso, e do equilíbrio, e da serenidade. Ele insiste em est abeleço nomenclaturas e posicionamentos que não estão amparados nos protocolos da Organização Mundial de Saúde e do seu passo a palavra Ministério da Saúde, ficou evidente ali um confronto entre as posições expressas no pronunciamento do presidente da República e o trabalho cuidadoso, que ao longo das última semanas vem fazendo o ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta. Basta acessar os sites de todos os veículos de comunicação, assistir o noticiário, ler as páginas eletrônicas dos jornais para se ter a notícia e a convicção do grave equívoco que começou o presidente Jair Bolsonaro no pronunciamento tem à nação no dia ontem. Perdeu a oportunidade, presidente, de fazer um pronunciamento sereno, equilibrado, convidando as pessoas à solidariedade, demonstrando claramente a sua preocupa ção com as vidas, com pessoas de mais de 60 anos, presidente, são pessoas, são seres humanos, não se pode desprezar nenhuma pessoa porque ela tem mais de 60 anos eu tenha mais de 70, 80 ou 90 anos, são seres humano presidente a Jair Bolsonaro. Certamente, se o senhor não tem, deve ter tido a voz de pessoas com mais idade. Eu respeito as pessoas com mais de 60 anos e peço que o senhor também respeite as pessoas de mais de 60 que são as mais vulneráveis no nosso país, ao lado daquelas que tem morbidade e aquelas pessoas portadoras de deficiências e as pessoas com diabetes. No segundo ponto, colocou com clareza, de forma serena que não admitiríamos em São Paulo, William Cury a confisco de respiradores. Havia surgido a notícia de que o Ministério da Saúde centralizaria e confiscaria dos fabricantes os respiradores, todos eles produzidos aqui em S&at ilde;o Paulo, fora aqueles que são importados. Em São Paulo nós não vamos permitir que isso alcança, eu falei de forma serena e equilibrada ao ministro Mandetta. Se necessário for entraremos no Supremo Tribunal Federal, mas de São Paulo não se confisca medicamentos nem equipamentos para salvo dar vidas. Aqui é o epicentro dessa crise, o maior número de infectados, maior número de mortes. Não faz nenhum sentido no caso de São Paulo, que é por quem eu tenho a obrigação de defender, que tenhamos confisco de equipamentos ou medicamentos. E repito, tenho certeza de que isso não ocorrerá, mas se ocorrer, tomaremos as medidas judiciais cabíveis de imediato. A próxima pergunta é uma pergunta online, será feita pela jornalista Flávia Soares, mas ela faz a pergunta do jornalista Fábio Aguiar da TV Bandeirantes. Fl&aacut e;via.

FÁBIO AGUIAR, REPÓRTER: Como está sendo o diálogo com o ministro da saúde? Que nos últimos dias esteve mais ausente das coletivas. Nos bastidores se fala em afastamento do Mandetta. Existe uma preocupação já que ele sempre teve alinhado com o pensamento do governo de São Paulo?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, Flávia vou dividir a resposta com o nosso secretário da saúde, José Henrique Germann que tem falado quase... quase não, diariamente com o ministro Luiz Henrique Mandetta. Eu falo praticamente todos os dias. De São Paulo não houve afastamento, exceto ontem à noite que eu liguei ao ministro, ele não me retornou a ligação, compreendi até o momento, suponho eu de tensão dado a manifestação feita pelo presidente da República, ao que se ela não compartilhada previamente com outros ministros, apenas com o dito, gabinete do ódio. E eu compreendo obviamente às restrições do ministro em n&atilde ;o ter me retornado a ligação de ontem após essa desastrosa manifestação do presidente da República do Brasil, mas até então as relações têm sido fluidas, republicanas, corretas do ponto de vista científico, do ponto de vista medicinal e de estrutura de saúde pública, mas eu peço a complementação e o depoimento do secretário de saúde do estado de São Paulo, José Henrique Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: O nosso alinhamento com o ministério de saúde é bastante importante. Nós tratamos todas essas ações que gente tem feito aqui junto com o ministério. Como disse o governador, falamos com ele praticamente com o Sr. Ministro todos os dias ontem mesmo à tarde, conversamos com ele justamente a questão dos respiradores e em seguida foi emitido uma carta para ele no sentido de reverter esta situação do confisco da produção das industriais brasileiras de respiradores. Então, temos total alinhamento, porém, nós temos que entender um número extremamente grande de leitos de UTI que necessitam do respirador para o combate a esta virose. O fator mais importante dos recursos que existe na UTI no combate a esta doença. Então, não é possível nós trabalharmos sem o respirador na maioria dos leitos de UTI aqui no estado de São Paulo. Então, por isso nós temos que defender essa questão de que não pode haver a confisco de respiradores.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado secretário, e Will, apenas para complementar. Nós requeremos última na segunda-feira, já comunicamos a vocês aqui na coletiva de imprensa realizada na última segunda-feira aqui no Palácio dos Bandeirantes, 98 milhões de reais de doações do setor privado. Nós fizemos uma rede solidária, um comitê empresarial do coronavírus, empresários apresentaram, empresários e empresas, suas doações foram 98 milhões de reais e a prioridade é... perdão, Fábio Aguiar, a prioridade é para respiradores e monitores e demais equipamentos e insumos necessários para a preservaç& atilde;o de vidas, ou seja temos recursos, além disso recursos do governo do estado de São Paulo, fruto da decisão do Supremo de não termos que pagar neste momento a dívida de um 1 bilhão e 200 milhões, Bruno Covas, recursos que serão integralmente destinados à saúde. Portanto, temos recursos e temos evidentemente a disposição de fazer a compra de tudo aquilo que for necessário para colocar à disposição do sistema público de saúde do estado e dos municípios de São Paulo. Vamos agora a uma pergunta presencial. Ela é do jornalista Felipe Pereira, do UOL. Felipe, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

FELIPE PEREIRA, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Governador, o senhor e os demais governadores estarão reunidos hoje à tarde, às 16h e o senhor também fala que há uma falta de liderança por parte do Governo Federal, do presidente Jair Bolsonaro. Há uma articulação ou haverá dos governadores para conseguir se articular e tomar ações conjuntas para minimizar os efeitos dessa pandemia?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Felipe, obrigado pela pergunta. Os governadores estão articulados, o governadores possuem os seus grupos de trabalho, o Nordeste, o Centro-Oeste, Sul e Sudoeste que se reúnem constantemente, o próprio Cosud, o Consórcio Sul Sudoeste realizou esta semana uma reunião dos governadores, os sete governadores dos estados do Sul e do Sudoeste e realizaremos tantas quantas foram necessárias, mas presencialmente, mas virtualmente. Os governadores do Nordeste têm se reunido também virtualmente, o mesmo em relação ao Centro-Oeste e temos o fórum de governadores que virtualmente se comunica diariamente através da internet, neste grupo de Whatsapp e nós estam os muito unidos e muito sintonizados na nossa missão e na nossa responsabilidade de proteger vidas e defendo o cidadãos de cada um dos seus estados. Eu vejo os governadores, posso até afirmar sem exceção, absolutamente compenetrados nesta e nessa função, dado, inclusive, que diante da manifestação errática do presidente Jair Bolsonaro, me permita, presidente devo estar assistindo, agora, que esse governadores tomaram iniciativa de promover essa reunião hoje às 16h, sempre com o objetivo, Felipe Pereira, de proteger vidas e garantir a aplicação das medidas necessária obviamente, variáveis de acordo com cada estado do país. A próxima pergunta, ela é virtual, ela é online, é do jornal Valor Econômico, a jornalista Leila Sousa Lima. Quem formula a sua pergunta, Leila, é a jornalista Flávia Soares. Flávia.

FLÁVIA SOARES, REPÓRTER: Governador, caso o ministro da saúde, de fato, acate o presidente Bolsonaro em sua ideia de recomendar isolamento mais Brando, quais serão as determinações para o Estado de São Paulo no enfrentamento ao coronavírus?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Seguir o protocolo correto. Não creio que o ministério de saúde venha a adotar uma medida diferente daquela que adotou até ontem. Eu suponho que isso não há nenhum fator e nós temos a medida correta por esse centro de contingência do coronavírus, não há ainda neste momento nenhuma razão para a abrandamento do isolamento, nós estamos seguindo protocolos internacionais. O secretário da saúde José Henrique Germann tem sido bem assessorado pelo centro de contingência do coronavírus, onde médicos, científicas e especialistas de renome, nenhum deles têm qualquer visão ideológica, parti dária vou fazem parte de qualquer gabinete desta ou daquela tendência política, são médicos, são cientistas, portanto, nossa visão é prosseguir graduando e obtendo informações científicas e não tomando decisões de ordem política. A próxima pergunta é da jornalista Marcela Rahal, da CNN. Marcela, boa tarde. Obrigado pela presença. Sua pergunta, por favor.

MARCELA RAHAL, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Estamos ao vivo pela CNN. Bom, discussão hoje na reunião foi protagonizada pelo senhor e pelo presidente Jair Bolsonaro, ao contrário dos outros governadores que estavam presentes. Parece que São Paulo e Brasília estão caminhando em direção opostas, seria uma briga política? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Marcela, obrigado, pela pergunta. Não, é uma briga pela vida. São Paulo está à frente da luta pela vida, vida das pessoas, salvar pessoas. Essa é a nossa luta, não há nenhuma luta política. E eu espero que o presidente Bolsonaro tenha humildade e recue neste comportamento belicoso. Não há necessidade disso, é inadequado, nós não queremos isso, não desejamos. Tanto não desejamos que participamos da reunião de hoje, eu não fui ausente da reunião, fui presente à reunião, assim como outros governadores do Sudoeste. Todos nós, os 27 governadores do Brasil, eu não sou porta-voz dele s, mas é a minha percepção, estão sensatamente vocacionados e trabalhando para defender vidas, proteger os seus cidadãos, nos seus estados. Esta é a nossa briga, proteger e garantir vidas. Eu espero que também a presidente de República compreenda a importância neste momento de priorizar vidas. Priorizar vidas nós vamos à economia. Não pode a economia se sobrepor à vida. A vida se sobrepõe à economia. A próxima pergunta também é online do jornalista Rafael Algarte, da Record News. Será também lida para jornalista Flávia Soares.

RAFAEL ALGARTE, REPÓRTER: O número de idosos circulando por São Paulo continua chamando a atenção, mesmo sendo eles pertencentes ao grupo de risco. O governo pensa tomar uma medida semelhante à de Porto Alegre e restringir por meio de multas esta circulação?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Rafael, obrigado pela pergunta. Vou dividir a resposta com o prefeito Bruno Covas e com o secretário da saúde, José Henrique Germann. E fazer um apelo, aproveitando os microfones e também às imagens de televisão aqui no Palácio dos Bandeirantes em São Paulo e aqueles que vão redigir suas matérias para páginas eletrônicas ou impressas nos acusa veículos de comunicação. Por favor, se você tem mais de 60 anos, fique em casa. Volto a repetir, se você tem mais de 60 anos de idade fique em casa. Exceto aqueles que estão em áreas essenciais e nós já discorremos sobre isso algumas vezes aqui nessa nos sas coletivas, fiquem em casa. E se necessário for, evidente que esta é uma disposição municipal. Nós apoiaremos a decisão dos prefeitos, a começar do prefeito Bruno Covas de adotar medidas ainda fortes para restringir a presença de pessoas de mais idade, pessoas com mais de 60 anos nas ruas de São Paulo, onde é o epicentro aqui na capital, onde estamos nesse momento ou de outras cidades do estado de São Paulo. E por isso, passo a palavra ao prefeito da capital paulista, Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Essas e tantas outras medidas são avaliadas diariamente pela prefeitura de São Paulo de acordo as orientações passadas pela vigilância sanitária, a quem não toma nenhuma medida a favor da restrição ou contra a restrição por questão política. Então, a medida orientada pela equipe técnica que encaminha o que deve ser feito para manter o menor número possível de pessoas infectadas. Então, assim que... ou caso a equipe técnica avalie necessário, novas medidas assistivas vão sendo tomadas, por enquanto, não, mas esse não vale hoje, até agora, este horário que eu estou falando. Toda noite, toda 17h, 18h, a gente faz uma nova reunião e isso é avaliado. Então, portanto, é impossível fazer futurologia e quais vão ser os novos números e novas medidas a serem tomadas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito Bruno Covas. Vou passar para a complementação da resposta, Marcela, o secretário da Saúde, José Henrique Germann. Na volta faço dois comentários, um, inclusive, sobre economia, o que justifica a presença aqui do nosso secretário da Fazenda e Planejamento e ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: A principal dado que as famílias que são que cuidam dos idosos devem observar é o seguinte, dos 40 óbitos que tivemos em São Paulo, somente três tinham menos que 60 anos de idade e com outras morbidades que favoreceram óbito. Então, veja bem, essa estatística é contundente, são 37 em 40 que são acima de 60 anos. Eu gostaria muito que as famílias refletissem sobre isso, que aquele idoso que está sob sua responsabilidade, está dentro desta estatística. Então, tome cuidado, proteja seu idosos. E os idosos, por favor, fiquem em casa.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Queria, em complementação a essa pergunta e ao secretário Germann, dizer a vocês que estão nos assistindo, nos ouvindo, nos acompanhando nesse momento, São Paulo tem 6 milhões 831 mil brasileiros com mais de 60 anos. Será que é razoável, será que é justificável, será que é legítimo abandonar 6 milhões 831 mil pessoas à própria sorte porque têm mais de 60 anos? Colocar a economia acima da vida? Abandonar essas pessoas à própria sorte? São Paulo não fará isso. São Paulo vai defender as pessoas, proteger vidas, inclusive, e, sobretudo, da populaçã o mais frágil que são as pessoas com mais de 60 anos. Eu vou pedir, após a próxima pergunta, a intervenção do Meirelles, quero também... acabei de receber a informação, teria a presidência de República tomada a decisão não de fazer nenhum pronunciamento no momento. Se mudar de ideia e fizer o pronunciamento, fiquem certos que faremos também aqui em São Paulo e convidaremos os jornalistas para estarem presentes. O próximo o veículo de comunicação é a TV Cultura... Perdão, é o jornal Folha de São Paulo, desculpa Flávia. A Flávia já está com o microfone na mão, o jornalista Artur Rodrigues, que remotamente dirigiu a sua pergunta, que será lida pela jornalista Flávia Soares.

FLÁVIA SOARES, REPÓRTER: Após o discurso de ontem do Bolsonaro, alguns governadores já falaram em impeachment. O que o senhor acha dessa saída e a permanência do presidente hoje no cargo atrapalha a luta contra o coronavírus?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Artur Rodrigues, a decisão é do Congresso Nacional, não é decisão de governadores e nem minha, como governador do estado de São Paulo. Cabe ao Congresso avaliar, a Câmara Federal e o Senado. E obviamente também a opinião pública pode responder a segunda parte da sua pergunta ,se o presidente está ajudando ou atrapalhando. De acordo com as pesquisas do Instituto Datafolha, que é do mesmo grupo da Folha de São Paulo, do seu jornal, e é uma instituição com alta credibilidade, tudo indica que sim, o presidente da República mas atrapalha do que ajuda. Não é a minha única opinião, &e acute; a opinião majoritária dos brasileiros pesquisados pelo Instituto Datafolha. Vamos agora, antes da pergunta da Laís Duarte, da TV Cultura, que já está aqui a postos, eu queria pedir a intervenção do ex-ministro da Fazenda, ex-presidente do Banco Central, secretário da Fazenda e Planejamento do estado de São Paulo, Henrique Meirelles. Nós temos aqui, Meirelles, com você, com a Patrícia Ellen, secretária Desenvolvimento Econômico, com o secretário de Governo do estado de São Paulo, Rodrigo Garcia, e todos os secretários que se reúnem virtualmente a cada dois dias e mais longamente às sextas-feiras, o correto posicionamento também das medidas econômicas para proteger, em especial os microempresários, a manutenção da economia rodando, em São Paulo fábricas não foram fechadas, foram apenas o rientadas a adotarem protocolos sanitários adequados para proteger os seus funcionários, assim como empreendimentos do setor de serviços que seguem funcionando regularmente, de acordo com as normas dispostas pela Prefeitura de São Paulo e pelo Governo do Estado de São Paulo. Todos os serviços básicos em funcionamento, com os devidos resguardos e cuidados de ordem sanitária. E percebo que majoritariamente, pelo que vejo e pelo que tenho acompanhado, este cuidado tem sido feito, não só pelos empregadores, pelos empreendedores, como também pelas próprias pessoas. Não temos nenhuma perspectiva de crise de abastecimento até esse presente momento. As estradas para São Paulo, de São Paulo para outros estados estão livres, liberadas. Temos dialogado com os governadores para que sigam a orientação técnica, correta, de manter as estradas abertas s ob controle, evidentemente. O mesmo em relação aos aeroportos e portos. E o apoio ao microempreendedor e aquelas pessoas desvalidas, que não são empreendedores, que não tem emprego, são pessoas em situação de rua, pessoas com a renda temporária e variável muito pequena, destinamos R$ 0,5 bilhão do Governo do Estado de São Paulo para o atendimento pelo Banco do Povo e pela Desenvolve São Paulo, além de várias iniciativas com cestas básicas, acolhimento, tratamento e orientação de saúde, tanto na Prefeitura de São Paulo, sob a liderança do Bruno Covas, como no estado de São Paulo, através de prefeitas e prefeitos dos 645 municípios que compõem o estado de São Paulo. Passo agora a palavra ao ex-ministro e nosso secretário da Fazenda e Planejamento, Henrique Meirelles, que, com a sua serenidad e e equilíbrio, vai dizer a vocês quais as medidas, porque estão sendo adotadas e na graduação que elas estão sendo aplicadas, Meirelles.

HENRIQUE MEIRELLES, SECRETÁRIO DA FAZENDA E PLANEJAMENTO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. A primeira medida é exatamente para garantir que pequenas, médias e microempresas que empregam, na realidade, a grande maioria dos trabalhadores, são grandes empregadores... As grandes empresas também empregam um grande número de pessoas, mas são um número menor no total de trabalhadores do país, número daqueles empregados por micro, pequenas e médias empresas são a maioria. Portanto, é muito importante que essas empresas continuem a funcionar normalmente. E uma restrição muito importante agora, é a restrição de ordem financeira, na medida em que comecem a haver restrições de financiamento, na medida em que caem as vendas, etc., nós temos uma situação temporária. Então, nós temos dois tipos de ações aí. O primeiro, já mencionado pelo governador, o Desenvolve São Paulo, que é o Banco de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, já alocou linhas especiais para o financiamento destas empresas de acordo com o tamanho de cada uma. E linhas com taxa de juros abaixo do normal. A taxa do Desenvolve São Paulo já é menor bem menor que a taxa de mercado, mas agora na crise, uma taxa ainda menor, prazos de pagamento grande, uma carência muito grande antes de começar a pagar, uma extensão disso, e depois o prazo do empréstimo também maior. Então, em primeiro lugar, assistência direta do Governo do Estado através da Desenvolve São Paulo para as pequenas, m&e acute;dias e microempresas. Além disso, o governador convocou uma conversa com todos os representantes das instituições financeiras de maior porte, no sentido de incentivar e chamar a atenção dessas instituições para uma coisa muito importante, que as próprias instituições já estão tendo orientação nesse sentido, mas é importante enfatizar de que para que a economia continue a funcionar. E aí, eu próprio tenho uma mensagem, eu tive o interesse particular nessa reunião, porque como o ex-presidente do Banco Central, eu acompanhei muito bem as diversas crises financeiras, e muitas vezes elas são retroalimentadas, a parte financeira. As empresas começam a ter dificuldade, muitas vezes os bancos, departamento de crédito, de aprovação, o lime dos bancos, limitam os créditos, e isso gera mais dificuldade das empresas que, em última análise, gera problema para a economia, para a população e para os próprios bancos. Portanto, é muito importante eu discutir exatamente, o governador vai liderar o processo, mas mostrar claramente experiências bem-sucedidas em outras crises e também em outros lugares do mundo para que os bancos possam, de fato, continuar operando normalmente, mesmo que, eu acredito que será o caso, seja necessário adiar pagamentos, etc., aceitar atrasos substanciais, durante exatamente esse período de crise e continuar mantendo o crédito dessas companhias que estão tendo um problema absolutamente temporário e uma crise que atinge a todos. Além do mais, é importante também mencionar que a estrutura do sistema financeiro está funcionando, sejam estruturas básicas de compensações, etc., das instituições, mesmo que uma ou outra agência esteja fechada por um problema de funcionários, mas a estrutura da instituição está funcionando, o processamento eletrônico está funcionando, as pessoas podem acessar aí, por via eletrônica, apesar de que muitas agências estão fechando, muitas pessoas podem tender até, a ter um certo pânico com isso. Mas é muito importante esclarecer cada vez mais a população sobre o acesso eletrônico, que qualquer celular ou qualquer equipamento pode permitir. E também aos barcos... estamos incentivando os bancos a facilitarem e abrirem realmente um número maior possível de atendimento, para que toda população possa ser atendida, além de manter agências mais centrais em determinadas regiões, nas diversas regiões da cidade, abertas, concentrando atendimento àqueles que precisam ir até l&aacut e;. Então, isso do ponto de vista do sistema financeiro. Outra coisa muito importante, o governador já mencionou em outra oportunidade, é que essa medida de confinamento, etc., que atinge determinados setores de autoatendimento de público não essenciais, isso é muito importante, com todos os serviços essenciais funcionando, mas o comércio de venda de produtos não essenciais e que tem um grande poder de contaminação pela aglomeração de pessoas, mas a indústria continua a funcionar. Quer dizer, principalmente aquelas de bens essenciais. A economia não vai parar. Então, nós temos todas as entregas online, etc. Em resumo, além de que existem vendas e, locais específico. Portanto, a indústria funciona, a economia funciona, a estrutura do sistema financeiro, essa funciona integralmente, não só por via eletrônica, mar por ag ências localizadas, quer dizer, numa certa região. Por exemplo, aqui no Palácio tem uma agência, essa não está funcionando, mas tem uma outra agência ali perto do Shopping Eldorado, por exemplo, que está funcionando. Em resumo, então nós temos aí um trabalho intenso também, junto ao sistema financeiro para que a população seja também plenamente atendida. Com isso, a expectativa é manter o sistema produtivo intacto. Que mesmo que haja uma queda da produção, haja uma queda do PIB agora, no mês de abril, como se está esperando, que isso seja absolutamente temporário. Mas que o sistema produtivo esteja equipado para uma retomada forte, quando for o caso, e preservado. Isso são todas as medidas, portanto, que o Governo do Estado está tomando nessa direção, para assegurar bens essenciais, funcionamento de setores essenciais na infraestrutura do setor financeiro, também do setor industrial, e também para preservar a economia para a retomada. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Henrique Meirelles. Obrigado pela serenidade, pela assertividade. Em se tiverem dúvidas, chamem o Meirelles. Nós vamos agora a penúltima pergunta. São mais duas para o encerramento dessa coletiva de imprensa, aqui, direto do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. A pergunta é presencial, da jornalista Eduarda Esteves, do IG. Ou Laís Duarte da... Não, vamos a Eduarda, perdão. E aí, na sequência, vamos com você, Laís. É eu talvez não tenha visto ali a Eduarda. A Eduarda já ao lado o microfone. Se você quiser abaixar um pouquinho o microfone, depois eles passam o álcool gel, não se preocupe. Por favor, muito obrigado pela sua presença. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

EDUARDA ESTEVES, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Governador, quais as ações do Governo do Estado para a população em situação de rua? E qual a orientação do Governo do Estado para as pessoas que querem ajudar essa população sem se colocar em risco e também sem colocar a população em situação de rua em risco?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tá. Muito muito boa a sua pergunta, eu não sei se a Célia Parnes está aqui, vou pedir... tomar a liberdade para responder de forma completa a essa pergunta da Eduarda Esteve, do IG. Eduarda, mais uma vez, obrigado. É uma pergunta de ordem social muito importante. A nossa secretária de Desenvolvimento Social, tem um outro microfone para você, ali. Eu vou pedir para ela ocupar aqui momentaneamente o lugar do nosso secretário da Educação. A Célia Parnes, ela vem do setor privado, é uma especialista na área de desenvolvimento social, de assistência, e ela responderá à pergunta da jornalista Eduarda Esteves do IG. Sec retária.

CÉLIA PARNES, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pois não. Em relação às pessoas em situação de rua, nós sabemos que é a população mais vulnerável do nosso estado. Essa atuação de abordagem, acolhimento, acontece nos âmbitos municipais e já passo em seguida a palavra ao prefeito para que possa atualizar no caso da capital. E o que eu posso lhe assegurar, o governador João Doria tem feito uma campanha junto a todo o empresariado e toda a Sociedade Civil, buscando apoio de ajuda humanitária para as pessoas mais vulneráveis em comunidades, especificamente em comunidades, em favelas, e também em situação de r ua. Todas essas ações, inclusive aqui no campo, no âmbito da capital, já soube, tenho acompanhado que estão acontecendo, abrigos estão sendo montados para pessoas em situação de rua, acho que o prefeito vai poder nos atualizar melhor, e nos demais municípios também, estamos acompanhando, orientando e monitorando os municípios em todo o âmbito estadual.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretária Célia Parnes. Passo agora a palavra ao prefeito Bruno Covas. Lembrando que nessa sexta-feira, Bruno e eu estaremos no estádio do Pacaembu, visitando o hospital de campanha, com 200 leitos. O Bruno também poderá falar a esse respeito, além da política social, de acordo com a pergunta feita pela jornalista Eduarda Esteves. Bruno.

BRUNO COVAS, VICE-PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: São cinco equipamentos esportivos que estão sendo adaptados para ampliar os espaços de abrigamento aqui na cidade de São Paulo, desses cinco espaços, quatro já estão sendo utilizados, só falta mais um terminar a adaptação. Então, são cinco novos espaços, tanto para dar novas opções quanto para desafogar os atuais espaços já existentes. Nós estamos também já inaugurando as primeiras pias e banheiros públicos, em especial no centro da cidade, para que eles possam ter opção de higienização sem ter o abrigamento. Nós estamos ampliando agora, e buscando parceiros, para que a gente tenha novos centros de distribuição de alimentação, que com o fechamento de vários restaurantes e espaços no centro de São Paulo, diminuiu muito o trabalho das ONGs que faziam esse papel no centro de São Paulo. Então, a preocupação agora é com a alimentação da população em situação de rua. Todas as doações e trabalhos voluntários, a gente espera nos próximos dias, lançar um aplicativo, ou até mesmo o 156, estamos vendo de que forma é possível fazer isso, para que as pessoas possam colaborar, seja com artigos de higiene, seja com artigos de alimentação, para a população em situação de rua. Então, em breve, a gente deve divulgar um novo canal de comunica&cce dil;ão, ou adaptando o 156 ou com o novo aplicativo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito Bruno Covas. Vamos, agora sim, à última pergunta na coletiva de hoje. São 13 horas e 27 minutos. É com você, Laís Duarte, da TV Cultura. Obrigado pela paciência, sua pergunta, por favor.

LAÍS DUARTE, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Estamos ao vivo pela TV Cultura. Por mais de uma vez o presidente Jair Bolsonaro se referiu a essa pandemia de coronavírus como histeria. Eu gostaria que o senhor, e se possível o secretário Germann, também, esclarecessem com quais números o Governo do Estado trabalha para estabelecer um planejamento, tanto para internações em UTIs quanto para números de casos, para mortes, claro que a gente espera que elas não acontecer também, mas a evolução dessa curvar aqui é mais parecida com a da China, à da Itália, ou à da Alemanha? Por favor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado pela pergunta, jornalista Laís Duarte da TV Cultura. Eu vou dividir a resposta com o secretário José Henrique Germann, mas quero dizer ao presidente Jair Bolsonaro que não é histeria quando temos mortes e pessoas infectadas, e que podem morrer. Isso não é histeria, isso é tristeza. Isso exige reações corretas, efetivas por parte do Estado, das prefeituras, dos governos estaduais, do Governo Federal. Não é tratar com histeria, é tratar com humanidade, presidente, ter o olhar humano, humanitário para ajudar, cooperar, salvar vidas, e é isso que nós estamos fazendo em São Paulo. Secretário G ermann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Como todos nós já divulgamos bastante, o Covid-19 é uma doença nova e nós não conhecemos muito bem o comportamento do vírus. E conforme o tempo passa, a gente vai aprendendo a trabalhar com ele, da mesma forma, acredito, que ele aprenda a trabalhar conosco. Nesse sentido, a gente tem observado a história recente desta epidemia e já, uma constatação que a gente já tem é a seguinte, esperava-se se haveria ou não uma mudança de comportamento do vírus, pelo fato de estar em um país tropical e quente. Isso não ocorreu, ele tem tido o mesmo comportamento que apresentou nos paí ses que estavam em inverno, em situação de inverno. Então, isso já está fora de cogitação, não podemos trabalhar muito bem com isso. O restante é o seguinte, observando essas curvas, nós temos, a metodologia passa a plotar e a contar dentro de um gráfico após o caso número 100, todos os dados que nós temos dos países é acima do número 100. Nesse sentido, nós começamos, tivemos o caso 100, em São Paulo no dia 15, e no Brasil dia 13. Então, aqui em São Paulo, que é o nosso foco, a partir do dia 15 isso começa a ser contado, e a gente precisa de um tempo para ter uma coleção de pontos neste gráfico que seja suficiente para fazer uma progressão e um... e estimar como será a curva aqui no estado de S&atild e;o Paulo. E nós já estamos nos planejando em função do comportamento do vírus e dessa incidência que ele vem apresentando. Então, na hora que nós dissemos que a gente precisa de X leitos a mais, não é, nós estamos nos baseando justamente nesse comportamento e no crescimento. O outro fato que a gente já tem mais ou menos estabelecido, como eu disse, tem poucos pontos é que ele, a cada três dias, ele dobra o número de contaminados. Então, esses são dados que a gente vai apurando e vai consolidando ao longo deste caminho.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, secretário Germann. Queria antes de encerrar a nossa coletiva, exatamente às 13 horas e 30 minutos, agradecer a você, Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo, parceiro das decisões que temos tido, difíceis, mas para salvar vidas na capital de São Paulo e no estado de São Paulo. Agradecer ao secretário da Fazenda e Planejamento, Henrique Meirelles, secretário Henrique Germann, secretário da Saúde, secretário Rossieli Soares, secretário da Educação. E aos jornalistas que aqui estão, continuem fazendo o seu dever de informar corretamente, com equilíbrio, não aceitando pres sões, não aceitando reptos, tanto aqueles que atuam na televisão, no rádio, em outros veículos de mídia impressa e digital. E mais do que nunca, o Brasil precisa de serenidade, calma e equilíbrio para enfrentar essa crise. Muito obrigado. Teremos uma nova coletiva hoje se necessário for, dado à manifestação que o Presidente da República adiou, ou amanhã às 12h30 aqui mesmo no Palácio dos Bandeirantes, uma boa tarde a todos. Muito obrigado.