Coletiva - Governo de SP anuncia novas restrições para conter pandemia 20202212

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Coletiva - Governo de SP anuncia novas restrições para conter pandemia 20202212

Local: Capital - Data: Dezembro 22/12/2020

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JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Paulos Menezes, coordenador do centro de contingencia; Professor doutor João Gabbardo, coordenador executivo do centro de contingência, que estarão aqui logo a seguir também, para a conversa com vocês jornalistas. Estamos na quinquagésima segunda semana epidemiológica, e durante várias semanas deixamos o estado de São Paulo sempre seguindo os índices da saúde com 76% da sua área verde, a população esteve na sua maioria, em todo o estado, no faseamento verde, porém, tendo a falsa impressão que o verde significava a liberdade. Muitos saíram e esqueceram das restrições, esqueceram que nós ainda estávamos em quarentena e não seguiram as regras sanitárias. O resultado foi que nós passamos também baseado nos índices da saúde, a ter 100% do estado de São Paulo no faseamento amarelo, com maior restrição, fazendo com que aquele grande amarelo fosse um alerta, para as pessoas terem mais atenção. Infelizmente isso não foi o suficiente. Nós passamos a ter uma elevação considerável de número de casos, de internação e de óbitos, totalizando nas últimas quatro semanas epidemiológicas 54% de aumento do número de casos, 34% de aumento no número de óbitos, e 13% de aumento de internação nas Unidades de Terapia Intensiva. Só essa semana tivemos o incremento de 3% no número de casos, 6% no número de óbitos, e uma discreta diminuição número de internações. A taxa de ocupação nas Unidades de Terapia Intensiva no estado de São Paulo estiveram em 61,9%, enquanto que na grande São Paulo, 67% na taxa de ocupação. Assim, com o apoio do centro de contingencia, promovemos hoje ação de medidas transversais mais restritivas para o final do ano. Nós não temos ainda o que comemorar, estamos no meio de uma pandemia. Visando conter a aglomeração, a circulação maior de pessoas, e com ela o vírus, essas medidas foram tomadas com o objetivo de preservar vidas, e também preservar o nosso sistema de saúde. Que por mais que estejamos implementando mais leitos, sejam em UTI, enfermaria, nós temos um limite, mas nós precisamos da mesma população, que sempre nos apoiou durante toda história do plano São Paulo, e garantiu o sucesso dele até então, para que hoje também nos apoie. Para que hoje nos ajude, porque precisamos de cada um de vocês na luta contra a pandemia, para que dessa forma possamos aí sim com o advento da vacina retomar ao novo normal. Próximo slide, por favor. Hoje o estado de São Paulo contabiliza 1.398.757 milhão de casos, e infelizmente, 45.395 mil pessoas perderam as suas vidas em decorrência da COVID-19. Próximo. Tivemos, como dito, em uma média de novos casos, um aumento da semana anterior, da quinquagésima semana para a quinquagésima primeira, uma elevação do número de casos em 3%, com 54% nas últimas quatro semanas. Próximo. O número de internações manteve-se estabilizada, com um leve decréscimo de 1%. Próximo. E os novos óbitos já se contabilizam em 151 nessa semana, com uma elevação de 6% em relação à semana epidemiológica anterior. Convido agora para também falar a respeito dos números da pandemia no nosso estado, e as medidas que serão estabelecidas, a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, Jean. Boa tarde, a todos, e à todas. Há exatamente nove meses atrás, no dia 21 de março, nós estávamos em um sábado anunciando a nossa primeira quarentena, que passou a valer na terça-feira, dia 24 de março. Nove meses se passaram, o Natal está chegando, e eu queria muito estar aqui dizendo que nós vamos poder celebrar de uma forma livre, com as nossas famílias, nas ruas, em aglomerações, mas essa não é a realidade. E o Coronavírus não vai embora no Natal, isso não quer dizer que o nosso esforço de nove meses não valeu a pena. Muito pelo contrário, nós salvamos milhares de vidas, e nós vemos com número como São Paulo se descolou do Brasil e do resto do mundo. É óbvio que nós podemos sempre dizer, podemos fazer mais, certamente não podemos fazer menos. Eu queria lembrar que eu acho que hoje em dia ninguém tem dúvida da gravidade dessa doença, todos nós temos amigos ou temos entes queridos que se foram, ou no mínimo temos pessoas próximas que perderam entes queridos que contam hoje na estatística de mais de180 mil vidas ceifadas no Brasil. E é com esse espírito que nós temos que finalizar esse ano colocando a mão na nossa consciência, e entendendo que infelizmente esse ano, entre o Natal e o Ano Novo nós não estamos em um período de festas. As medidas que vão ser trazidas aqui elas trazem esse simbolismo, não estamos em momento de aglomerações, não estamos em momento de festas, precisamos sim do esforço de todos e de todas, para que a gente continue juntos nessa luta contra a pandemia. Nós temos também a vantagem de termos esperança, nós vamos fechar um ano com esforço sim, mas com muita esperança, porque nós estamos aqui graças a todo o esforço da saúde, da equipe do Butantã, da ciência, na reta final de termos acesso à vacina, às vacinas no nosso estado, no Brasil e no mundo. Então é um momento de muita esperança, mas é um momento que requer muito cuidado, muita solidariedade, muito respeito ao próximo. Então nós vamos trazer essas medidas com esse olhar. Eu queria lembrar que São Paulo sempre se esforçou para trazer um plano aqui para vocês, que é um plano de gestão e convivência com a pandemia, que permitiu que as atividades econômicas funcionassem, hoje nós temos protocolos que nós não tínhamos há nove meses atrás, no comércio, nos escritórios, nas escolas. Então nós estamos aprendendo como lidar com a pandemia nessa nova fase, graças ao esforço de todos e de todas. Mas nós não estamos em momento de festas. E com isso, na próxima página, eu queria trazer para vocês alguns dados que a gente possa ter guardados conosco para podermos também argumentar e entender qual que é a realidade, na próxima página aqui, mostra a comparação de casos a cada 100 mil habitantes, estado de São Paulo, Brasil, e vários países na Europa, Alemanha, Reino Unido, e também Estados Unidos. Nós vemos que em casos a cada 100 mil habitantes, São Paulo está com um número abaixo de todos esses outros, isso não quer dizer que estamos em uma situação confortável, nosso patamar está elevado, e exatamente por não ter saído do controle, é isso que nós queremos evitar. Nós não queremos estar aonde está o patamar dos outros países hoje, e do próprio Brasil, como mostramos na próxima página. Na próxima página nós temos os casos a cada 100 mil habitantes, a evolução São Paulo e Brasil. No início da pandemia a nossa curva era muito parecida com a do Brasil, e São Paulo já foi a pandemia começou aqui, a gente já tinha ali um percentual muito maior de casos, muito mais próximo do comportamento do Brasil. Isso não está acontecendo desde novembro, de novo, graças ao esforço de todas e todos com a aplicação das regras do plano São Paulo. Mas não está sendo suficiente para reduzirmos no nível que precisamos a velocidade de contaminação. Na próxima página nós temos um lembrete que desde que instituímos o plano São Paulo nós temos dois grandes objetivos, regular a capacidade no sistema de saúde, para ninguém ficar sem atendimento no nosso estado, que não é o caso, infelizmente, em vários lugares do Brasil e do mundo. E do outro lado, com medidas de contenção, controlar a velocidade de evolução da pandemia. Na próxima página nós temos aqui quais são as medidas que nós estamos tomando juntos, para que possamos começar o ano com a pandemia sob controle, como sempre tivemos durante esses nove meses. A primeira coisa é reclassificar a região de Presidente Prudente para a fase vermelha. Nós tivemos aqui o compromisso com vocês, de que se em qualquer momento uma região passasse para a fase vermelha, nós faríamos uma reclassificação extraordinária, e isso aconteceu de ontem para hoje, porque Presidente Prudente alcançou 83% de ocupação de leitos, e por isso está passando para a fase vermelha. A segunda é adoção de medidas restritivas específicas durante o Natal e o Ano Novo. Então do dia 25 ao dia 27 de dezembro, e do dia 1 ao dia 3 de janeiro de 2021, nós teremos o funcionamento somente de serviços essenciais. Por que nessas datas? E por que somente serviços essenciais? Porque é muito importante que todos nós façamos a nossa parte, e a gente precisa lembrar que não estamos no momento de festas, nem de aglomerações, é nesses momentos que esse risco de descontrole da pandemia acontece, o mundo inteiro agora está aplicando medidas específicas neste momento. São Paulo sempre se diferenciou do resto do Brasil por honrar o seu compromisso de tomar as decisões no momento necessário, e é isso que estamos fazendo agora. O terceiro é uma mensagem muito importante que em janeiro nenhuma região irá para a fase verde, isso foi uma recomendação do centro de contingência, doutor Paulo vai trazer os detalhes. Mas é muito importante nós entendermos o momento que estamos vivendo. E para finalizar, a próxima reclassificação do plano São Paulo será feita no dia 7 de janeiro. Por que dia 7 e não dia 4? Dois motivos, primeiro, que com essas medidas que nós estamos fazendo a expectativa é que a gente tenha entre o Natal e Ano Novo um número menor de internações, de casos, e com esse número menor a gente estaria prejudicando a classificação no dia 4, e parecendo que a gente está em uma situação melhor do que estamos, indicadores menores implicaria em parecer que estamos entre a fase amarela e a verde. Por isso que nós precisamos uns dias a mais operando no início do ano. A outra razão é que nós temos quase dois terços do estado com novos prefeitos assumindo, que vão assumir no dia 4. No dia 6 nós temos uma reunião liderada pelo secretário Marco Vinholi, com o governador João Doria, minha presença, do Jean, onde nós vamos apresentar as regras do plano São Paulo para eles, e por isso na quinta-feira já podemos apresentar a nova classificação. Então essas são as quatro medidas nesse momento, na próxima página, com isso, essa é a classificação vigente nova com o Presidente Prudente no vermelho, e as demais regiões no amarelo. E também na próxima página nós temos esse modelo que nós estamos fazendo diferenciado, onde nós teremos no dia 25, 26, 27, no dia 1, 2 e 3, essa operação de fim de ano, onde somente serviços essenciais vão funcionar em todo o estado. Eu queria finalizar agradecendo a todos os servidores do governo de São Paulo, a todos os funcionários da saúde, da segurança pública, da educação, de todas as áreas, por todo o esforço que tem feito todos os secretários em nome do governador João Doria. Eu queria realmente agradecer o esforço de todos, porque o resultado que nós temos agora é uma conquista de todos e todas, nem sempre é fácil, nós tivemos reuniões difíceis nesses últimos dias, para encontrar um caminho jurídico, técnico, médico, econômico. O correto pra todos e pra todas, mas o governador sempre tem nos dito que sempre, na dúvida, nós sempre colocamos em primeiro lugar a vida e as pessoas que mais precisam, de novo, o coronavírus não vai embora no dia 25 de dezembro, mas nós vamos mostrar que nós fazemos diferente, nós somos solidários, nós vamos controlar essa pandemia juntos, então, fica aqui nosso agradecimento, além dos nossos servidores e do governo, a toda população pelo esforço e um pedido pra gente lembrar das pessoas em risco, quando a gente vai pra uma festa e tira a máscara, lembrem, por favor, da pessoa mais próxima de vocês que está sofrendo com coronavírus, não tenham vergonha de usar máscara só porque você foi numa praia e tem 200 pessoas sem máscara, aí você põe a máscara, todo mundo te olha feio, tá errado, tá na hora da gente dar o exemplo, se você foi, seja o único de máscara lá, mas dê o exemplo, a gente pode fazer diferente, nessa reta final a gente vai fazer diferente, a gente não vai deixar acontecer o que tá acontecendo no resto do mundo. Então, fica aqui o pedido pra todos, cada um de nós, tá na hora da gente dar o exemplo. Obrigada.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DE SÃO PAULO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretária Patrícia Ellen, convido agora o coordenador do centro de contingência, Paulo Menezes, a fazer a sua fala.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário. Boa tarde a todas e a todos. Eu queria dizer que, como membro do centro de contingência desde o seu início, lá em fevereiro, e ao longo de todos esses meses, inclusive a partir da introdução do Plano São Paulo, eu tenho alguma satisfação de ver os resultados que foram mostrados agora pela secretária Patrícia, no sentido de que nós conseguimos evitar uma situação muito mais difícil, muito mais dramática do que a que nós estamos enfrentando, e essa é a força que o centro de contingência tem pra trabalhar incessavelmente no sentido de avaliar todas as evidências que surgem internacionalmente e no país, pra poder auxiliar o governo a tomar as medidas necessárias pra combater essa pandemia tão difícil, tão destruidora. Então, nesse momento, nós entendemos que essa é, são as medidas que precisam ser tomadas pra diminuir a velocidade de transmissão do vírus e, consequentemente, diminuir o dano e as perdas associadas com a infecção desse vírus. E estamos trabalhando incessantemente, assim como o vírus, se o vírus não tem feriado, não tem fim de ano, o centro de contingência também não, nós continuamos trabalhando, avaliando a situação, porque se for necessário, nós vamos sempre propor e ajustar as medidas pra enfrentar essa pandemia. Muito obrigado, secretário.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Paulo Menezes. Convido agora Dr. João Gabbardo, coordenador executivo do centro de contingência do coronavírus.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Boa tarde, secretário, boa tarde a todos. Essas medidas que nós estamos tomando, são medidas duras, nenhum de nós aqui gosta de tomar esse tipo de medida, a gente sabe o sacrifício que todos estão fazendo, a gente sabe o sacrifício que setores da economia tem enfrentado nesse período, mas nós temos que fazer uma opção, a opção pela segurança, a opção por não corrermos riscos, mesmo com esses dados, que foram mostrados pela secretária Patrícia, nós não podemos correr o risco de dentro de duas semanas, três semanas, quatro semanas, estarmos com esses indicadores que a Europa apresenta no momento. Então, o Governo de São Paulo faz com muito pesar, que toma essas medidas, com muito pesar, mas continua com uma orientação única, o Governo de São Paulo continua com uma coerência, a coerência de seguir as recomendações que são dadas pelo centro de contingência. Então, as sugestões que o centro de contingência apresentou, o governo está implementando, mesmo com todo sacrifício que isso pode significar pro Governo do Estado, para os prefeitos, para vários setores da economia, mas tudo isso tem um sentido, o sentido de nós trabalharmos pra reduzir o risco, pra reduzir, tentar reduzir número de casos, reduzir número de internações, reduzir número de óbitos. Nós estamos numa situação em que, se aumentar mais o número de casos, aumentar mais o número de internações, nós podemos começar a enfrentar colapso no atendimento, e nós temos uma situação muito difícil no momento, que é a disponibilidade de profissionais, a disponibilidade de médicos, a disponibilidade de enfermeiros, de fisioterapeutas, muitos falam em abertura de leitos em hospitais de campanha, talvez se nós aumentássemos ou criássemos um hospital de campanha nesse momento, nós teríamos muita dificuldade de conseguir os profissionais pra cumprir com as escalas necessárias par ao atendimento desses novos leitos. Esse é um esforço que está sendo feito, um esforço de aumentar, inclusive, a valorização dos plantões, valorizar os profissionais, buscar alternativas, usar a telemedicina, tudo que for possível, nós vamos fazer pra superar essa dificuldade que todos os hospitais estão enfrentando hoje, que é a de buscar e ter profissionais pra cumprir com as tabelas, com os plantões, isto ocorre porque a situação de hoje, muito diferente de quando nós iniciamos enfrentamento à epidemia, naquele período nós estávamos com a população paralisada em casa, nós não tínhamos acidentes de trânsito, nós não tínhamos uma série de situações que levam os pacientes pros leitos de tratamento intensivo, nós tínhamos cancelado as cirurgias eletivas, mas isso já tem quase um ano e as especialidades médicas não podem ficar todo esse tempo sem dar resposta às necessidades assistenciais da população, então, eu acho que isso deixa bem claro o motivo, porque nós estamos tomando essas iniciativas neste final de ano, isso é, a gente entende que isso é ruim pra todos, mas é bom pra nós termos um pouco mais de segurança, é bom pra nós termos a nossa população um pouco mais protegida. Obrigado, secretário.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. João Gabbardo. Valorizar e preservar a vida sempre foi a prioridade do Governo de São Paulo, quando em 26 de fevereiro, o governador João Doria, em conjunto com Dr. David Uip, idealizaram a realização de um centro que pudesse coordenar medidas de restrição e de apoio à população, o objetivo era de uma forma a garantir vidas, ampliar leitos e respiradores por todo o estado, porque assim foi feito, quase três vezes o número de leitos de internação foram abertos em todo estado, a distribuição de respiradores para que nenhum cidadão do nosso estado tivesse desassistência à saúde. Portanto, a responsabilidade à vida não seria e não será um fator que impedisse de nós tomarmos medidas de restrição. São medidas que pra muitos são antipáticas, podem soar de forma política, mas somos médicos, Dr. João Gabardo, Dr. Paulo Menezes, eu, como médico infectologista, e tenho que ter responsabilidade, principalmente sendo um gestor público nesse momento, mas nada vai valer se nós não tivermos o apoio dos municípios, dos seus prefeitos, dos seus secretários de saúde, dos seus secretários de segurança, e assim como da própria população, colaborando pra que nós possamos, dessa forma, esperar as vacinas chegarem, e elas estão bem perto, elas estão muito perto, aqui atrás, só esperando que nós tenhamos a liberação da Anvisa, que também será breve e, dessa forma, imunizaremos brasileiros de todo o Brasil. Para as perguntas de hoje, temos a presença de Felipe Guedes, da TV Globo, Globo News, Felipe Resk do Estado de São Paulo, Renan Fiuza da CNN, Fábio Diamante do SBT, Daniela Salermo da Record TV, Nani Cox da Rádio Jovem Pan, Lucas Jozino da Rádio Bandeirantes e Adriana Cimino da TV Cultura. Primeira pergunta, portanto, Felipe Guedes, TV Globo, Globo News. Por favor.

FELIPE GUEDES, REPÓRTER: Secretário, boa tarde, a pergunta é pro senhor, pros outros integrantes também, esses dois períodos de mais restrições que vocês reclassificaram o estado todo, né, de 25 a 27 e de 31 a 03, são datas que, normalmente, muitas atividades já não funcionam, shopping, por exemplo, que nunca fecha, dia 25 fecha, dia primeiro, normalmente, fecha, vocês consideram que essa fase vermelha nesses dois períodos, de três dias cada um, ela vai surtir o efeito que vocês esperam, precisam pra reduzir e frear os casos?

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Felipe, eu vou dividir essa pergunta com o professor João Gabardo, primeiramente, e a secretária Patrícia Ellen. Por favor, Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Nós precisamos dar um sinal pra população, um sinal de que nós estamos numa epidemia, sinal de que nós estamos numa fase bastante preocupante em relação ao número de casos, e temos que mostrar pra população que a recomendação é ficar em casa, se deslocar o mínimo possível pras atividades essenciais, então, se nós mantermos o comércio funcionando normalmente, se nós mantivermos os shoppings funcionando normalmente, nós estaremos sinalizando pra população que ela está ainda, estamos numa situação em que nós podemos sair, isso gera mobilização de funcionários, os funcionários dessas atividades precisam pegar transporte coletivo, então, não dá pra pensar somente naquelas pessoas que vão se dirigir a essas atividades, mas nós temos que pensar no que envolve tudo isso, e aí nós temos que pensar na segurança dos funcionários desses estabelecimentos, do transporte coletivo, isso é uma sinalização pra população, essa sinalização pode ser o prenúncio de alguma coisa que pode acontecer mais adianta, se nós, com esses resultados não conseguirmos ter uma redução no número de casos, redução nas internações e nós continuarmos com essa pressão sobre o sistema de saúde, é possível que logo adiante nós tenhamos que tomar outras medidas, mas a gente vai fazer isso analisando dia a dia o que está ocorrendo, nós não vamos nos antecipar a uma situação que pode ser mais grave, neste momento, o que o centro de contingência entende que é adequado é fazer as restrições nestes dias, vamos com isto observar pra verificar o que em janeiro nós podemos fazer, de acordo com a evolução da epidemia.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, João Gabbardo. Agora, por favor, Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Acho que o Gabardo já colocou os pontos principais, mas o ponto mais importante que nós estamos evitando agora são aglomerações e festas, então, o funcionamento de estabelecimentos fora cria o motivo pra que haja circulação de pessoas. Nós comunicamos previamente aos setores, sábado e domingo, tipicamente funciona pra trocas, então as pessoas acabam circulando muito, né, então, a mensagem é: Precisamos ficar em casa pra que tenhamos uma redução da circulação do vírus nesse período. Agora, lembrando que a reclassificação no dia sete, a gente já antecipou que não haverá classificação pra fase verde e que a realidade se imporá, então, se tivermos que aplicar medidas mais restritivas, regiões indo pra fase laranja, vermelha, assim será também.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. Obrigado, Felipe Guedes, pela sua pergunta. E agora a segunda pergunta pra Felipe Resk, online, pelo Estado de São Paulo. Estamos aguardando o Felipe Resk. Olá, Felipe, como vai? Está nos ouvindo?

FELIPE RESK, REPÓRTER: Boa tarde, secretário, estou, estou ouvindo bem.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Que bom, sua pergunta, por favor.

FELIPE RESK, REPÓRTER: Eu vou ser breve, secretário, eu queria saber, com essa nova decisão, como é que fica especificamente no setor de hospedagem. A gente teve um movimento pra deslocamentos mais curtos, a gente teve, enfim, muita procura por hotelaria para o final do ano e eu queria saber como é que fica a situação específica pra esse setor, e quais as orientações para os hotéis, pousadas e para quem fez, eventualmente fez alguma reserva para o fim do ano. Obrigado.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado, Felipe. Essa pergunta passo para Patrícia Ellen... Do setor de hospedagem, quais as orientações.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Bom, o setor de hotelaria nunca foi proibido de funcionar, então as pessoas podem estar no hotel. O que está proibido são bares e restaurantes, nessa fase vermelha, somente delivery. Então, o ajuste nesses dias de trabalho deve respeitar o funcionamento equivalente à fase vermelha, como já foi feito em outros momentos também. Mas a abertura do setor nunca foi interrompida, em nenhum momento da pandemia.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Patrícia, obrigado, Felipe [ininteligível], e a próxima pergunta presencial, por Renan Fiúza (F) da CNN. Renan?

ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Renan está ao vivo. Pode--

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Ok. Renan está ao vivo, portanto vamos passar agora a Fábio Diamante, do SBT. Por favor, Fábio.

REPÓRTER: Boa tarde, secretário, obrigado. Eu queria fazer uma pergunta, a gente entende que agora depende muito dos prefeitos, mas eu queria saber o que entende o comitê de saúde, qual a sugestão que vocês fazem em relação às praias, nesses dias específicos, com uma restrição de fase vermelha. Os senhores entendem que os prefeitos devem fechar as praias? Evitar que as pessoas se aglomerem na areia, ainda que seja ao ar livre?

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito bem, Fábio. Eu vou dividir essa pergunta, eu vou responder e eu vou convidar, inclusive eu ia anunciar a presença do Dr. Rubens Cury, que é secretário executivo de Desenvolvimento Regional. Seu lugarzinho já estava aqui lhe aguardando. O que nós entendemos é que cada uma das municipalidades, elas têm que evitar as aglomerações, elas têm que colaborar, fazendo com que, dessa forma, os seus cidadãos estejam protegidos, bem como aqueles que lá visitam. E dessa maneira, criar um ambiente de segurança a todos. O que, infelizmente, nós temos visto, regiões litorâneas, algumas áreas, estâncias hidrominerais, que algumas regras, como evitar aglomeração, infelizmente, acabam acontecendo. Então, medidas devem, sim, ser tomadas. Alguns municípios litorâneos já estabeleceram isso como medidas, mas nós pedimos, nós conclamamos para que esses prefeitos sejam austeros. As pessoas não podem entender que nós voltamos ao normal, que nós vamos nos aglomerar na praia. As pessoas entendem que as praias, não teria problema, eu estou ao ar livre, mas essas pessoas se aglomeram debaixo dos guarda-sóis, bebem, riem sem máscara e isso é o cenário de transmissão do vírus. E as pessoas, falsamente, se sentem seguras. Nós precisamos ajudar as pessoas a entender riscos. Convido então Dr. Rubens Cury, que é, como disse, secretário executivo de Desenvolvimento Regional, para fazer alguma consideração adicional.

RUBENS CURY, SECRETÁRIO EXECUTIVO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, boa tarde, secretário. Na verdade, o governo, através da nossa secretaria, tem tido um contato muito constante, presente, com os prefeitos. É um momento difícil, porque os prefeitos, a maioria, estão saindo, final de mandato, tem 402 prefeitos novos, então, há um relaxamento. Essa é a nossa preocupação. Então, mas mesmo assim, há uma pressão nossa em cima dos prefeitos, para que, até o final de seus mandatos, mantenham rígido todas essas orientações do Plano São Paulo.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. Rubens, e quero agradecer, Fábio, pela pergunta. E agora, Renan, novamente, Renan Fiúza (F). Já retornou? Por favor, Renan. Renan Fiúza (F), da CNN, com a sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Olá, boa tarde a todos. Desculpa estar ao vivo lá e não conseguir fazer a pergunta antes.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Imagina.

REPÓRTER: O que eu gostaria de saber, não sei se os colegas já perguntaram, mas é com relação à possibilidade de estender a fase vermelha, uma vez que a gente percebe que são três dias, nesse período que a gente vai ter de Natal, e depois mais três dias no início do ano. Portanto, há uma previsão para isso? Eu sei que as pessoas, possivelmente, estarão em casa ao longo desse período, aquelas que, claro, estão, obviamente, respeitando. Mas a gente sabe que a vida, teoricamente, volta ao normal no começo do ano, as pessoas retornam para os trabalhos, enfim, para suas atividades e, de certa forma, se existe essa previsão de estender a fase vermelha para muitas cidades, uma vez que os números mostram que taxa de ocupação de leitos estão subindo, mortes diárias também. Obrigado.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Renan. Vou dividir a sua pergunta, vou responder e vou dividir com Patrícia Ellen, e também com o Dr. Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência. Todas as medidas que são tomadas, dentro do Plano São Paulo, são baseadas nos índices da saúde, nos quais mais pesam tanto taxa de ocupação de leitos de unidade de terapia intensiva e mortes, uma vez que nós temos que usar esses índices como a nossa segurança como médicos, para saber a velocidade de instalação da pandemia, naquele local, porque isso, sim, promoveria um incremento, maior mortalidade, porque daí nós poderíamos dizer: nós não temos como dar assistência. Por isso essas medidas são muito antecipadas. Nós não podemos chegar lá na frente e falar: puxa, nós não tínhamos percebido. Nós estamos percebendo, e essas medidas foram e são tomadas, baseadas nos índices da saúde, assim como ampliação dos leitos de unidades de terapia intensiva, especialmente naquelas regiões, para que a gente também não tenha impacto negativo. Mas, de toda sorte, outras avaliações serão feitas, de forma diária, para que, dessa forma, nós não coloquemos a nossa população em risco. Vou pedir para a secretária Patrícia Ellen e, como disse, a seguir, Dr. Paulo Menezes.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SÃO PAULO: Eu até queria aproveitar o momento para a gente destacar algumas regiões que têm ocupação de leito mais pressionada e que requerem essa atenção adicional. Então, nós já colocamos aqui, todos os dias de coletivas, nós sempre trazemos os dados. Tivemos aqui, no caso de Presidente Prudente, um aumento muito expressivo, que passou da barreira de 80%, que é a barreira que a gente utiliza para aplicar as medidas mais restritivas da fase vermelha. Alguns lugares do mundo inclusive recalibraram, estão com uma folga menor, elevaram esses números para 90%. A gente não está fazendo isso, pelo compromisso do estado de garantir que todos sejam atendidos, além da medida atual para conter a velocidade de crescimento do vírus. Mas algumas regiões requerem uma atenção adicional. Está sendo feito todo um trabalho da saúde de realocar leitos, priorizar essas regiões pra abertura de novos leitos, que é a região de Registro, teve um aumento importante, a região de Sorocaba e na região metropolitana, e em especial a região do ABC. Então, essas são regiões que estão com uma ocupação de leitos maior. Nenhuma delas, eu queria destacar isso, passou da barreira aqui de risco, que é a barreira vermelha. Agora, a gente tem sempre alguns municípios específicos que têm mais dificuldades, e essa é a atuação que está sendo feita, bem granular, pela saúde. No Plano São Paulo, nós monitoramos todas as regiões, e como nos comprometemos, hoje foi uma coletiva que não era prevista, Presidente Prudente entrou na fase vermelha e nós agimos imediatamente. E assim será feito com todas a regiões.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado, secretária Patrícia. Por favor, Dr. Paulo Menezes, as suas considerações.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Complementando rapidamente, o Centro de Contingência não coloca ou tira nenhuma região de nenhuma classificação. Ela é dada pelos algoritmos do Plano São Paulo. O Centro de Contingência apoia o governo, no sentido de estabelecer as melhores estratégias para tomar essas decisões, e isso tem sido seguido à risca desde o início. Então, pode acontecer... O que aconteceu com Presidente Prudente foi exatamente dentro do algoritmo atual e o Centro de Contingência discute e revê se há necessidade de mudar alguma calibragem nos indicadores, que fazem parte desse algoritmo. E nós fazemos isso continuamente.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Paulo Menezes, obrigado, Renan Fiúza (F), pela sua pergunta. E a próxima jornalista, Daniela Salerno, da Record TV.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Os colegas já perguntaram aqui a respeito das praias, a respeito da possibilidade de aumentar a fase vermelha. O que eu gostaria de destacar, até pegando como gancho a fala da secretária Patrícia Ellen, é o que as pessoas podem fazer em termos práticos mesmo, uma vez que muitas vezes a pessoa até quer colaborar, mas, diante de férias, diante de filho o ano inteiro no apartamento, diante da possibilidade de sair um pouco durante o verão, o quê, na prática, as pessoas podem fazer, mesmo saindo de casa? É pedir comida aonde estiver? É usar máscara na praia? É a criança não ter contato com outras crianças? Coisas práticas possíveis durante as férias, por favor. Obrigada.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito bem, Daniela. Eu tenho certeza que todos nós aqui vamos querer fazer alguma contribuição. Seguramente, são tantas orientações que talvez um ou outro esqueçam e sejam repicadas por cada um de nós. Seguramente, o uso da máscara é fundamental, mas o distanciamento entre as pessoas e evitar aglomerações é imperioso. O que eu tenho observado é que as pessoas, e eu gostaria de fazer essas duas considerações, que eu acho muito pertinentes, o quanto as pessoas, elas se sentem em cenários sem o risco quando elas vão visitar alguém, na casa de um amigo e de um parente. As pessoas, infelizmente, sentam próximos, tiram as máscaras para comer e beber e rir, e isso cria a condição da transmissão do vírus, independente do número de pessoas. Nós falamos em números, acreditando que esse número máximo me traga uma segurança e tranquilidade, e não é uma verdade. É a forma com que nós nos colocamos. Hoje, nós falamos: evite beijar e abraçar. Isso, infelizmente, cada vez mais está se tornando algo comum. Algo que várias semanas, para não dizer meses, quando se alguém estendesse a mão, nós... Opa! O que é isso? E hoje as pessoas estendem as mãos, abraçam e tiram até a máscara para cumprimentar com beijo àquele que há muito tempo não se via. Então, são esses cenários de risco. O outro aspecto, quanto nós temos visto pessoas com pequenos sintomas, que banalizam. Nariz entupido, uma dor de garganta, ah, deve ser o ar-condicionado, ah, esse verão é assim mesmo, eu dormi com a janela aberta, acordei assim. Nós temos que estar atentos a mínimos sintomas, isso pode já ser um prenúncio de doença pelo vírus Covid-19. Nós temos que estar atentos. Está com esses sintomas, procure ficar em casa, observe. Caso esses sintomas não melhorem, procure fazer a testagem, isso dará segurança tanto a você quanto àquelas pessoas do seu entorno, principalmente os mais vulneráveis, idosos, que podem, aí sim, evoluir de uma forma grave e até mesmo fatal, 77% dos índices de morte estão contemplados naqueles pacientes com idade superior a 60 anos. Vou pedir pra cada um fazer alguma consideração, começando por João Gabbardo, por favor.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Eu queria responder pra Daniela sob um outro viés, sobre o que a gente não pode fazer, com três exemplos: Não pode acontecer o que aconteceu ontem no Aeroporto de Guarulhos, aquela é uma cena que é indescritível. Não tem como a gente explicar que a administração do aeroporto tenha deixado ocorrer o que aconteceu ontem no Aeroporto de Guarulhos. É inadmissível que as empresas aéreas, que foram as maiores prejudicadas nesse processo, não estão tendo o planejamento e o cuidado com o atendimento das pessoas que vão lá fazer check-in. Está faltando pessoal? Está faltando o quê? Qual o problema? É um problema de planejamento, é inadmissível o que aconteceu ontem. E acho que isso também deve servir para que as próximas pessoas pensem bem se vale a pena ela correr o risco de, nesse período, ir a um aeroporto pegar um avião, e se submeter a um risco enorme de contaminação, porque é um ambiente fechado em que as pessoas estavam grudadas uma na outra, e com grande risco de transmissão da doença. O que a gente não pode fazer? É nesse período, principalmente no período que antecede o Natal, as pessoas se aglomerarem em ambientes e locais de comércio. Esse comércio informal que aqui em São Paulo ocorre em vários locais, várias regiões deve ser evitado. Deve ser evitado pelas pessoas que buscam e deve ser evitado pelas pessoas que fornecem produtos. Quem sabe pensar em fazer um escalonamento, alguns desses vendedores vão ao período da manhã, outros vão ao período da tarde, mas de alguma maneira se organizarem para isso. Porque quem faz isso, senão tiver esse cuidado, mais adiante vai ter suspensão das suas atividades, as pessoas devem pensar nisso. As companhias aéreas devem pensar nisso. Se elas não cuidarem agora e nós tivermos um recrudescimento muito elevado, o que vai acontecer é que os voos vão ser suspensos, aeroportos vão ficar fechados, e aí o prejuízo é de todos. Por falta de planejamento. Terceiro, o quê que é que a gente não deve fazer neste período, se aglomerar nas praias. Fazer atividade física, ok. Dar uma caminhada na área, ok. Mas faz isso e volta para casa. Agora, não é lógico nesse momento levar famílias e mais famílias com guarda-sol, com cadeiras e fazer um piquenique na praia. Correr esse risco para quê? Então essas são as recomendações, é isso que a gente quer procurar evitar nesse final do ano. É isso que nós estamos enxergando que pode, em janeiro, trazer consequências bastante danosas para a nossa saúde.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado, João Gabbardo. Secretária Patrícia Ellen alguma consideração sua nesse tema.

PATRÍCIA ELLEN DA SILVA, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu não sou médica, então eu acabei dando as minhas considerações como cidadão também, Daniela. Eu acho que tem muita coisa que a gente pode fazer, eu dei alguns exemplos bobos porque eu sinto que tem também uma pressão até social. As pessoas estão cansadas. Então você vai a um restaurante, e as pessoas sentam e antes de a comida chegar já tiram a máscara. Parece que a gente passa o dia inteiro procurando desculpas para tirar a máscara, para poder estar perto. E eu acho que a gente tem que fazer ao contrário. Mostrar o nosso papel de dar exemplo. Se você chegou num lugar e não tem ninguém de máscara, coloque a sua máscara. E é difícil porque a gente vai se encontrar com a família no natal, quer dar um abraço nas pessoas que você não viu há meses. A tendência natural é a gente: é só um abraçozinho. Aquele momento, então, eu acho que tem muito o que a gente pode fazer sim e passa por essa barreira de a gente entender a importância que é cada um de nós dar o exemplo. Eu dei esse exemplo mais extremo, eu, por exemplo, vou correr na rua, é normal quando as pessoas começam a correr, elas tiram a máscara e há controvérsias, inclusive com relação ao risco, eu não penso mais nisso, eu fico com a minha máscara. É mais fácil eu ficar de máscara do que ficar pensando: onde eu uso máscara, onde eu não uso, qual é o risco? Então eu acho que é um pouco isso, a gente virar a chave, entender, não é só porque você saiu à rua e falar: já tô na rua mesmo, tiro a máscara. Não é isso. Você saiu, precisou sair, precisou ir ao supermercado, vai fazer um jantar com a família, a gente precisa dar o exemplo, todos nós. Então eu sou bem otimista nesse ponto, eu acho que cada um de nós pode fazer a nossa parte de um jeito diferente. Nesse ponto, São Paulo é um exemplo. Nós colocamos a obrigatoriedade do uso de máscaras logo no início da pandemia, ainda é uma exceção à regra no mundo, são poucos os países que colocaram a obrigatoriedade do uso de máscaras, inclusive com aplicação de multas. Então é um exemplo simples que eu acho que cada um de nós pode dar um exemplo e ir além. Então só tire a máscara na hora de comer. Terminou de comer coloca a máscara. Protocolos, uso de álcool gel. As crianças estão dando um exemplo enorme pra gente nesse sentido. Eu tenho duas filhas de cinco anos, elas não tiram a máscara. Então eu acho que qualquer saída que elas fazem, elas já estão no piloto automático, quase não saem, mas quando saem elas colocam a máscara. Então acho que a mensagem é: está na hora de todos nós, todos nós, darmos o exemplo. 2021 está aí, a vacina está na reta final, mas nós vamos ter meses difíceis pela frente. Então a gente tem que respirar fundo literalmente no final do ano, descansar e voltar com força total para lutar juntos contra esse vírus.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado, secretária Patrícia. Considerações finais, Dr. Paulo Menezes, por favor.

PAULO MENEZES, COORDENAÇÃO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO CORONA VÍRUS DE SÃO PAULO: Obrigado. Eu queria só ressaltar a questão das crianças. Acho que se os idosos foram os mais penalizados pela fragilidade quando infectados pelo vírus, as crianças foram as mais penalizadas no seu desenvolvimento por tudo o que nós tivemos que fazer ao longo desses meses, e vamos continuar a ter que fazer. Então, eu diria, acho que a secretária Patrícia deu um ótimo exemplo de como nós devemos lidar com nossas crianças, manter o isolamento, mas elas não têm se infectado no contato uma com a outra, elas têm se infectado principalmente no contato com os adultos. Então essa é a nossa principal responsabilidade e temos que cuidar das crianças para que elas também sejam protegidas, mas ao mesmo tempo tenham condição de continuar o seu desenvolvimento, ou seja, eu diria, para não entrar em pânico se uma criança chega perto da outra criança para uma interação. Se os adultos estiverem protegidos, a chance de acontecer alguma coisa ali vai ser bem menor.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Paulo Menezes. E obrigado também a você, Daniela Salermo. Próxima pergunta, Nanny Cox, da Rádio Jovem Pan.

NANNY COX, RÁDIO JOVEM PAN: Boa tarde, secretário, boa tarde a todos. Eu queria entender especificamente sobre os dias 24 e 31 que não estão aí nesse período da fase vermelha, mas dia 24 acaba tendo uma movimentação maior em shoppings, dia 31 tem essa questão da virada. Então também aproveitando já nessa pergunta sobre fiscalização de festas, possíveis festas clandestinas no dia 31. E uma pergunta só que veio aqui do nosso setor de esporte. Se o jogo do Palmeiras, no dia 27 agora, domingo, vai ser cancelado. Obrigada.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito bem, Nanny. Agradeço as suas perguntas. Na verdade, conforme combinado era uma só, mas período natalino tá liberado. Muito bem, eu vou responder só a questão relacionada à fiscalização e vou dividir a minha resposta para a pergunta número um com o Dr. Paulo Menezes, do Centro de Contingência, e também com João Gabbardo a terceira, com relação ao jogo do Palmeiras com o Dr. João Gabbardo, como disse. Muito bem, nós ampliamos já pelo menos três semanas, o número de fiscais que nós tínhamos em todo o estado. Nós tínhamos apenas 200 fiscais, ampliamos para mil fiscais que apoiarão os municípios. Portanto, dessa forma, nós teremos não apenas o apoio da fiscalização desses agentes sanitários que estarão cumprindo o papel de orientar e autuar, se assim necessário, mas também o apoio da polícia. Da Polícia Militar, o apoio da Polícia Civil, e das polícias municipais. Por isso é muito importante que nós tenhamos uma integração, estado e município, para que dessa forma possa ser garantidas todas essas normas técnicas de preservação da vida. Por favor, João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO DOS REIS, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COMBATE AO CORONA VÍRUS EM SÃO PAULO: O centro de contingência não analisou essa questão do calendário de jogos. Vamos analisar isso. Em princípio, seguindo o que tem sido feito até o momento, jogo sem torcida, com todas as recomendações de segurança. Meu ponto de vista pessoal, eu não acho que seja necessário a suspensão do jogo, mas eu não posso falar isoladamente, nós temos que analisar isso com os demais membros do centro de contingência.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO Muito obrigado, Dr. João Gabbardo. Eu vou dividir essa primeira pergunta com a secretária Patrícia Ellen e também com o Dr. João Gabbardo. Por favor, Dra. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN DA SILVA, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Sobre as datas, a gente fez essa coletiva extraordinária hoje, assim que vimos os números de Presidente Prudente que fecharam ontem, e foi já convocada, anunciada para hoje, para a gente ter exatamente 48 horas para os setores se organizarem. Então dia 24 ficaria muito em cima. Dia 31, o centro de contingência, inclusive, colocou como uma das opções também dia 31, isso está sendo estudado por municípios e por regiões específicas. Então é possível que algumas regiões tomem a decisão também de emendar, incluir o dia 31, exatamente pelas razões que foram colocadas. Então isto está sendo trabalhado, e essas regiões devem colocar as suas decisões nos próximos dias.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado, secretária Patrícia. Por favor, Dr. Paulo Menezes, suas considerações.

PAULO MENEZES, COORDENAÇÃO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO CORONA VÍRUS DE SÃO PAULO: Eu gostaria só de acrescentar que as normas aprovadas, as medidas aprovadas, elas são muito claras, no sentido de que não deve haver nenhum tipo de situação que promova aglomeração, dessa forma, cabe mesmo à fiscalização trabalhar nesse sentido, a gente espera que a maioria das pessoas entenda, a gente sabe que existem vendas de festas, esse tipo de coisa, clandestinas, inclusive, mas aqui em São Paulo, por exemplo, a prefeitura conta com o apoio do governo, da Polícia Militar, pra fazer uma fiscalização rigorosa e impedir a realização desses eventos, e punir aqueles que não seguirem as recomendações nesse sentido.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Paulo. Eu vou pedir só uma complementação muito importante do Dr. João Gabardo, com relação a questão das fiscalizações.

JOÃO GABBbARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Não, aqui em São Paulo existe já um acordo do Governo do Estado com o Governo Municipal, no sentido de colocar toda a capacidade da fiscalização do estado, as forças militares pra ajudar no combate à essas festas clandestinas. Então, a Polícia Militar, Polícia Civil, toda a fiscalização da Secretaria de Saúde estará numa ação conjunta com o município, com a prefeitura municipal de São Paulo pra combater essas festas clandestinas, na medida do possível isto será feito.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dr. João Gabbardo. Muito obrigado, Nani Cox, pelas perguntas. E agora Lucas Jozino, da Rádio Bandeirantes.

LUCAS JOZINO, REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde a todos, só complementando a pergunta da colega sobre o dia 24, vocês chegaram a conversar com o setor de comércio, também foi uma decisão pra que não se feche agora, na véspera de Natal, claro, é o dia que tem mais aglomeração no Brás, na 25 de Março, os senhores viram as imagens. E uma outra pergunta pro Dr. Gabardo, ele falou sobre os médicos, a dificuldade de conseguir médico agora, essa dificuldade não existia antes, queria entender porque agora. Obrigado.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Primeiro pergunta, eu vou passar pra secretária Patrícia Ellen, com relação aos dias 24 e 31 e a segunda eu mesmo te responderei.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nós temos dialogado muito com os setores, todos os secretários de estado, nós nos organizamos, inclusive, pra ter esse diálogo constante com os setores, mas nós não consultamos o setor especificamente com relação a 24, 25, 26, 27, porque foi uma decisão médica pra contenção da pandemia, a questão aqui das 48 horas é muito mais em função dos prefeitos terem que regulamentar, colocar essas medidas na prática, e todos se organizarem, foi por isso que, inclusive, essa coletiva foi hoje, não pode esperar que tipicamente a gente estava fazendo de segunda e quinta, então não houve esse tipo de consulta específica, porque a ação aqui tem um outro fim neste momento, nosso objetivo é conter festas e aglomerações, e outro ponto que nós vimos é que as grandes aglomerações de comércio foram agora nesses últimos fins de semana, tipicamente dia 24, na verdade, não é um dia, assim, tão... Eu falo porque eu fui vendedora em loja por muitos anos, tá, gente? Então, dia 24 não é o dia mais cheio tipicamente, tá? É até o dia 23, todo mundo aproveita pra fazer as compras, e dia 24, tipicamente, é um dia mais tranquilo, mas, enfim, isso não vem ao caso, o ponto é que não houve essa consulta, porque o objetivo é outro, e reforço a mensagem, o objetivo é que cada um de nós entenda que é o momento de evitar festas e aglomerações.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Patrícia. Lucas, em relação a sua pergunta, o que nós vivenciávamos no início da pandemia, nós pedimos pras pessoas ficarem em casa e nós arrumávamos a saúde, dessa maneira, muitas pessoas que tinham problema do coração, da pressão, do diabetes, câncer, lá ficaram, e tiveram as suas doenças agravadas por não procurarem os serviços médicos, hoje essas pessoas tiveram agravos da sua saúde, e das suas doenças, por outro lado, a vida cotidiana passou a ocorrer e acidentes automobilísticos, motociclísticos também aconteceram com maior frequência do que aquilo que nós víamos no passado. Dessa forma, as unidades de terapia intensiva se dividem entre Covid e outras doenças não Covid, só que nós temos as equipes que até então trabalhavam de forma exclusiva para o Covid, se dividindo com essas outras doenças que ali chegaram, por isso a nossa atenção, a nossa métrica tem que entender que leitos de unidade de terapia intensiva não é só uma cama e um colchão e um respirador, ela vai precisar de recursos humanos, de material humano, de médicos, de enfermeiras, fisioterapeutas, felizmente nós temos isso no Estado de São Paulo, mas nós temos que estar muito atentos que talvez a velocidade de recrutamento que nós tínhamos não seja igual nesse momento, mas precisamos, hoje, estar atentos e estar alertas, por isso nós pedimos atenção da população para as regras sanitárias. Muito obrigado, Lucas, pelas suas perguntas. A próxima pergunta, Adriana Cimino da TV Cultura.

ADRIANA CIMINO, REPÓRTER: Boa tarde a todos, a minha pergunta é referente a esses seis dias pontuais de fase vermelha pra todo estado, eu me lembro que em maio houve a antecipação de alguns feriados aqui pra cidade de São Paulo, justamente com essa intenção de conter a pandemia num estágio em que ela avançava com bastante velocidade, apesar de ser uma medida local, né, que não englobou todo estado, eu gostaria de saber se esses seis dias pontuais, se é possível estabelecer uma relação dos efeitos que essa medida da antecipação dos feriados teve aqui na cidade de São Paulo com essa nova medida, ou se ela, realmente, tem só uma intenção de sinalização, como o Dr. Gabardo mencionou mais cedo pra população, de que os números vêm aumentando. E aproveitando a generosidade aqui do Natal, vou fazer uma segunda pergunta, mas ela é bem curta, pra saber se a gente tem alguma atualização referente aos índices de isolamento.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, Adriana, eu vou responder parte dessa pergunta e vou dividir com a secretário Patrícia Ellen. A contenção da pandemia, ela se dá através dessas medidas restritivas e que seguem, como a gente sempre colocou, os índices da saúde. Algumas situações, ao longo da pandemia, foram, extremamente importantes, como antecipação de feriados, a condição de rodízio municipal de veículos, especialmente na capital, quando os índices eram alarmantes, e isso aumentou, sim, o distanciamento social, as pessoas ficaram mais em casa, as pessoas ficaram mais reclusas, e isso, de alguma forma, impactou no número de casos, de internações e, consequentemente, também o número de óbitos. Portanto, não é só uma sinalização, mas também é uma medida de restrição sem impedimentos maiores, de que as pessoas tenham responsabilidade pra que esses índices possam ser melhorados. Por favor, Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada. Eu tenho os dados de sábado e domingo, tá, estou vendo se eu consigo aqui o de segunda-feira, que, geralmente, eles fecham até às 15 horas do outro dia, mas os dados de sábado, nós tivemos aqui 41% de isolamento no estado, 39% na capital, 45% no domingo pro estado, 44% na capital, lembrando que pré-pandemia, os nossos patamares eram entre 25 e 30%, ainda temos um percentual importante da população isolada, mas precisamos reforçar, porque essa taxa já foi muito maior. Então, nesse momento, até nessa simulação, acho que foi uma boa comparação quando antecipamos o feriado, e conseguimos, como vocês devem lembrar, melhorar muito a taxa de isolamento naquele período. Um outro ponto importante é que a princípio a doação das operadoras de todos os dados de isolamento iria até dia 31 de dezembro, nós entramos com pedido oficial ontem pra que esse modelo seja renovado, pedimos pra pelo menos mais três meses, estamos aguardando retorno deles, tivemos pelo menos um retorno positivo já ontem, de uma das organizações, então uma das taxas que a gente utiliza, que é a de localização de smartphone tá garantida, e a das operadoras, que é essa base de referência que a gente usa, estamos aguardando o retorno deles também, reforçando a importância, principalmente no começo do ano, com essas medidas, pra podermos aqui mensurar o impacto.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Patrícia. Quero agradecer a todos aqui presentes, todos que estão nos assistindo, seja pela televisão, seja através dos canais do YouTube, de forma remota, quero agradecer, mas lembrar que nós estamos em quarentena, precisamos de cada um de vocês, isso é uma corrente que nós temos que ter de responsabilidade pra que, assim, nós possamos controlar a pandemia no nosso estado. Enquanto nós não tivermos a vacina, enquanto nós não estivermos imunizando as pessoas, muitos correm o risco de adoecer de forma grave e podem até morrer, mas se isso é apenas um número nas estatísticas, talvez muitos nem levem em conta, mas esse número... Alguém da sua família, a sua mãe, o seu pai, seus avós, ou seu filho, portanto, cuidem-se, sigam as normas de restrição sanitária, usem máscaras, higienizem as mãos e evitem aglomeração, os abraços e beijos podem esperar, podem esperar por uma outra fase, pra daqui alguns meses, nós já estamos acabando, mas precisamos de cada um de vocês. Muito obrigado.