Coletiva - Governo de SP autoriza partidas oficiais de futebol sem torcida a partir do dia 22 20200807

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Coletiva - Governo de SP autoriza partidas oficiais de futebol sem torcida a partir do dia 22

Local: Capital - Data: Julho 08/07/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, boa tarde a todos, muito obrigado à presença dos jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos dos veículos de comunicação que estão aqui no Palácio dos Bandeirantes, aos que estão remotamente nos acompanhando. Hoje, 8 de julho, 87ª coletiva de imprensa sobr e Corona Vírus. Na coletiva de hoje, dois convidados especiais: o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Bastos, e o vice-presidente da Federação Paulista de Futebol, Mauro Silva. Também Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Aíldo Ferreira, secretário de Esportes e Lazer, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, nosso Comitê de Saúde, João Gabardo, coordenador executivo do Centro de Contingência do Covid-19. Agradecer a transmissão ao vivo da TV Cultura, pra todo o Estado de são Paulo, assim como da BandNews e também da RecordNews, e das demais emissoras de rádio e televisão, que aqui estão transmitindo, in tegral ou parcialmente. O mesmo agradecimento aos demais veículos de comunicação que nos acompanham aqui nesta tarde. Nesta 87ª coletiva de imprensa, nas mensagens iniciais, a lembrança de que amanhã, 9 de julho, não será feriado em São Paulo, exceto para o setor bancário. Todos os demais setores estarão operando normalmente, por quê? Porque nós já antecipamos o feriado de 9 de julho para 25 de maio, como todos sabem, aqui no Estado de São Paulo, dentro do programa do Plano São Paulo para a proteção à vida. Portanto, 9 de julho, amanhã, será um dia normal de trabalho em todo o Estado de São Paulo, sem diminuir ou menosprezar o valor e a importância desta data para os paulistas. Lembrando que amanhã o setor bancário terá o seu feriado. Segunda informação, o restabelecimento do presidente Jair Bolsonaro. Volto a afirmar o que escrevi ontem no meu tweet e afirmo aqui de viva-voz a todos: que desejo que o presidente se recupere, tenha rápida recuperação e que siga a orientação da medicina. E que ele, por favor, não se esqueça de usar máscara. Máscara protege, principalmente as demais pessoas com as quais ele está convivendo. E desejo que o presidente Jair Bolsonaro saia desta recuperação como uma pessoa melhor do que antes do Corona Vírus. Terceira mensagem: Aproveito também para estender o mesmo desejo de plena recuperação para 700 mil brasileiros que estão ainda contaminados com a Covid-19, e desejar que todos tenham pronta recuperação. E aos 977 mil brasileiros que se recuperaram no sistema público de saúde, sistema privado, seja em São Paulo ou nos outros 26 estados do país, o nosso abraço, nosso abraço fraternal e carinhoso. Todos estão sãos e salvos em suas casas. Quarta mensagem: máscaras. Quem segue corretamente as orientações da medicina obtém melhores resultados, protege a sua vida, a vida dos seus familiares, a vida dos seus amigos, a vida dos seus colegas e de todas as pessoas. Aqui em São Paulo, reafirmo, como tenho feito sempre: seguimos a medicina e a ciência. E é a orientação da medicina e da ciência, é para o uso correto da máscara em qualquer local público ou em deslocamentos, inclusive de automóvel com mais de uma pessoa dentro do ve ículo. É obrigatório, desde 5 de maio, em todo o Estado de São Paulo. Observo que a decisão do Governo do Estado de São Paulo foi uma decisão feita, amparada na orientação do nosso Centro de Contingência do Covid-19. E a partir da obrigatoriedade, por lei, em São Paulo, nós aqui ficamos muito felizes, porque vários outros estados e regiões do país adotaram a mesma nomenclatura. E fico também feliz porque isso tem ajudado a salvar vidas, e observo que esta orientação deve ser seguida em São Paulo por todos: governador, ministro, presidente da República, secretários, personalidades, todos. Aqui, perante a lei e perante a vida, todos são iguais. Não tem o mais poderoso nem o menos poderoso, o mais rico ou menos rico, o melhor ou o pior, são todos iguais. Por isso quero também lamentar, lamentar os vetos do presidente Jair Bolsonaro a uma lei aprovada pelo Congresso Nacional, e aqui o Congresso está representado pelo deputado federal Vanderlei Macris, a quem agradeço pela sua presença, esperando que os parlamentares, deputado, restabeleçam as medidas originais para proteger vidas. A proteção de vida não se faz amparada em decisões ideológicas, pessoais, populistas ou personalistas. A ciência é a ciência, ela é a mesma em São Paulo, em Brasília, no Brasil ou em qualquer país do mundo. Volto a mencionar que torço pela recuperação do presidente, mas torço também para que tenhamos mais compaixão e compreensão no enfrentamento da pandemia. E eu espero, na recuperação do presidente Jair Bolsonaro, que ele também faça uma reflexão sobre as suas atitudes, sobre o seu comportamento, para que saia recuperado e melhor da Covid-19. Agora vamos às informações de hoje, duas informações: A do esporte, e que é a do futebol, a volta do Campeonato Paulista de Futebol. E peço aos jornalistas que estão aqui, mas principalmente aos que estão nos acompanhando virtualmente e ao vivo, que por favor prestem bem atenção, para que não haja, ainda que não de forma deliberada, nenhum erro, nenhum equívoco nas informações que são pronunciadas aqui nas coletivas de imprensa, no Palácio dos Bandeirantes. O Centro de Contingência do Covid-19, nosso Comitê de Saúde, aprovou, em conjunto com a Federação Paulista de Futebol, e quando eu digo em conjunto, com a assistência médica da Federação Paulista de Futebol, coordenada pelo Dr. Moi sés Cohen, um médico respeitado do Hospital Albert Einstein, para o novo protocolo da retomada do Campeonato Paulista de Futebol. Os jogos deverão ocorrer obrigatoriamente em cidades que estejam na fase amarela do Plano São Paulo, e também em estádios sem a presença da torcida. No dia 22 de julho vai acontecer a primeira rodada do Campeonato Paulista de Futebol. Volto a repetir, no dia 22 de julho vai acontecer a primeira rodada desta etapa final do Campeonato Paulista de Futebol. O Paulistão, como todos sabem, foi paralisado faltando seis rodadas para chegar à final: duas da primeira fase, uma para as quartas de final e uma para as semifinais. E finalmente, as duas para as finais do Campeonato Paulista. A previsão, e sobre isso falará o presidente da Federação e o vice-presidente da Federação Paulista de Futebol, a previsão é de que a final seja disputada p ossivelmente no dia 8 de agosto, sábado. E no dia seguinte, ao que tudo indica, pela Confederação Brasileira de Futebol, dia 9 de agosto, domingo, começa o Campeonato Brasileiro de Futebol. Em junho, o Governo do Estado de São Paulo determinou os protocolos para a Federação Paulista de Futebol e para todos os clubes que integram a Federação Paulista de Futebol, especialmente os que disputam a classe profissional A1 do futebol de São Paulo. As equipes, para voltarem aos treinos, como já voltaram, tiveram que realizar testes regulares, testes de Covid nos jogadores e na equipe técnica. Também, o protocolo estabeleceu limitação de pessoas nos treinamentos, uso de máscaras e medição de temperatura, respeitadas também todas as medidas de segurança. E como governador de São Paulo, quero registrar aqui que a Federação Pauli sta de Futebol agiu de forma correta, plena, atendendo integralmente às recomendações do Centro de Contingência da Covid-19. Quero parabenizar o seu presidente por ter respeitado, orientado e conduzido, com a sua equipe, da forma determinada pelo Comitê de Saúde do Estado de São Paulo. E agora, vamos recomeçar as partidas oficiais, para concluir o Campeonato Paulista de Futebol, ainda que sem a presença da torcida, mas todos poderão assistir pela televisão e torcerem para os seus times e os seus clubes. Finalizo neste tema dando o meu testemunho: eu amo o futebol, jogo futebol e assisto o futebol. Sou torcedor do Santos Futebol Clube, como muitos sabem, apaixonado pelo meu time, apaixonado pelo futebol brasileiro, apaixonado pelas histórias do futebol ao longo de toda a minha existência, e até hoje, mesmo aos 62 anos de idade, ainda pratico o futebol e gosto de praticar. Portanto, aqui, nós somos amigos do esporte e amigos, em especial, do futebol. Segunda informação de hoje se deve ao Hospital de Campanha do Ibirapuera. No Complexo do Ibirapuera, o Governo do Estado de São Paulo montou um hospital de campanha moderno e completo, e a partir de agora ele passa a receber preferencialmente pacientes da região de Campinas e também de outras regiões do interior do Estado de São Paulo. Por quê? Para permitir um atendimento correto e efetivo, sem o aumento de custos. Não há necessidade de montar um hospital de campanha em Campinas, por exemplo, se nós temos um hospital de campanha aqui montado, operando, em boas condições e efetivamente seguindo as regras sanitárias plenas. Não há necessidade de gastar dinheiro público para desmontar um hospital e montar um out ro em Campinas. É mais barato, é mais eficiente providenciar transporte em ambulâncias, com UTI, e abrigar esses pacientes no hospital do Complexo do Ibirapuera. Com a diminuição da propagação do Corona Vírus na capital e o aumento no interior, o Hospital de Campanha do Ibirapuera, a partir de hoje, ele será referenciado para atender os clientes... Perdão, para atender os pacientes da região de Campinas e de outras regiões do interior de São Paulo, de acordo com a demanda. São 240 leitos de enfermaria e 28 leitos de UTI. E a partir de agora, para, repito, atender os pacientes do interior de São Paulo. Desde o início da pandemia, vale lembrar, foram criados 662 novos leitos de UTI, somente na região de saúde de Campinas. Prefeitos da região metropolitana de Campinas, liderados pelo prefeito Jonas Donizete, têm feito um bom trabalho, eu quer ia fazer este registro, apoiando o Plano São Paulo e tendo responsabilidade em proteger a vida dos seus munícipes. E nós estamos juntos e continuaremos a proteger as vidas dos brasileiros que residem nesta região. E em todo o Estado de São Paulo, vale lembrar aos jornalistas que aqui estão, nós mais do que dobramos o número de leitos de UTI. Em 90 dias, São Paulo saiu de 3.600 para 8.100 leitos de UTI, lembrando que 3.600 leitos foram feitos, homologados no Estado de São Paulo, ao longo de 30 anos. Em 90 dias, nós mais do que dobramos. Este será um dos legados também desta crise do Corona Vírus, a melhoria do sistema de saúde pública, não apenas em São Paulo mas certamente em todo o país. E agor a, para voltar ao tema do futebol e do esporte, eu passo ao Dr. Paulo Menezes, que é o coordenador do nosso Comitê, do Centro de Contingência do Covid-19, que, com a ajuda do Dr. Osmar Medina, que é integrante do Comitê e que foi o relator do esporte e do futebol, pode fazer mais comentários sobre esta decisão. Dr. Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, governador. Boa tarde. Em primeiro lugar, antes de falar do futebol, eu gostaria de reforçar a questão do uso de máscaras, porque o Centro de Contingência tem convicção de que aqui no Estado de São Paulo o uso de máscaras, em todo o estado, obrigatório, tem sido um elemento decisivo no enfrentamento da pandemia e na redução da transmissão do vírus, de forma que eu só queria reforçar esse recado. Nós temos evidências cien tíficas no Brasil e no mundo, de que esse é um elemento que não pode mais ser dispensado no enfrentamento da pandemia, e, portanto, reforça essa mensagem. Em relação a retorno dos jogos do Campeonato Paulista, o centro de contingência não teve muito trabalho para avaliar o protocolo apresentado pela Federação Paulista de Futebol, pela alta qualidade do ponto de vista sanitário desse protocolo. Foi feito o relatório pelo doutor Medina, e esse relatório foi aprovado por unanimidade de todos os membros do comitê. E eu acho que um ponto importante é entender que aqui nós estamos lidando com a situação de risco de contágio baixo, dos que participam, atletas, a equipe técnica e funcionários, inclusive em função da frequência de testagem e monitoramento de todos os que participam nos clubes de futebol. E o impacto baixo na saúde, principalmente para os atletas, já que eles têm uma ótima saúde, ótima condição física, e não apresentam aqueles fatores de risco para complicações, caso haja uma infecção pela COVID-19. Então o protocolo é bastante complexo, ele envolve uma preparação muito detalhada, inclusive dos jogos, do ambiente dos jogos, dividindo as zonas em três cores, uma zona aonde estão as delegações, zona azul, a zona vermelha, aonde estão os serviços de saúde, ambulâncias, brigadas. E a zona externa, amarela. Um preparo pré-jogo, um protocolo para o jogo, e um protocolo para logo após o encerramento do jogo. De forma que o centro de contingência achou absolutamente adequado, a proposta feita pela Federação Paulista de Futebol. E recomenda que os jogos sejam feitos em est&aa cute;dios localizados em regiões amarelas. Acho que esse é o comentário do centro de contingência, muito obrigado, senhor coordenador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Paulo Menezes, coordenador do centro de contingência do COVID-19. Vou pedir agora a intervenção do doutor João Gabbardo, que é o coordenador executivo deste comitê, do centro de contingência, embora não tenha relatado o tema do esporte, do futebol, trata-se de um esportista, inclusive maratonista, como muitos já sabem. Então eu vou pedir a intervenção, ele pode fazer o comentário, obviamente, sobre o tema do esporte e do futebol, além de das os números de hoje da saúde em São Paulo. Doutor João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos que estão nos acompanhando. Sem dúvida, eu tenho sempre destacado nas minhas manifestações a importância da atividade física, importante do exercício, sob o ponto de vista de saúde pública, esse é um fator preponderante. E o futebol na forma como foi sugerido e aprovado pelo centro de contingência, vejo que teremos uma absoluta segurança quanto a isso, até porque, os últimos trabalhos e as pesquisas que estão sendo realizadas nos países onde a epidemia está em uma fase já de regressão, sob o controle, mostraram que a possibilidade da transmissão da doença em atividades ao ar livre é absolutamente menor, muito menor do que a possibilidade da transmissão de doenças em ambientes fechados. Então gradativamente as atividades em ambientes abertos, elas devem voltar à sua normalidade, obviamente obedecendo sempre os critérios de não haver aglomeração, os critérios de utilização das máscaras, sempre que possível. E com isso nós vamos manter o plano São Paulo com segurança, e de forma gradativa, flexibilizando todas as ações de ordem econômica, de interesse da população, interesse das pessoas, interesse do estado. Governador, eu vou fazer a atualização dos dados de São Paulo, o nosso secretário José Henrique Germann ainda está por solicitação médica continua em repouso, então eu vou utilizar a apresentação dos dados em substituição ao secretário José Henrique. A quem nós desejamos o seu pronto-reestabelecimento. Com os dados que foram registrados nas últimas 24 horas, pelas diversas Secretarias Estaduais de Saúde, o país hoje apresenta um número de 1.668.589 milhão de casos confirmados de COVID-19. Destes, infelizmente, nós temos 66.142 óbitos registrados desde o início da pandemia no país. Em São Paulo, com o registro das últimas 24 horas de 8.657 novos casos, temos um número consolidado de 341.365 pessoas que tiveram confirmação do COVID-19. Em relação aos óbitos, nas últimas 24 horas tivemos o registro de 313 óbitos, e um consolidado na presente data, de 16.788 óbitos registrados. A taxa de ocupação de leitos de UTI no estado permanece em torno de 64%, 64,5%. Na grande São Paulo, um pouco menor, 63,5%. Pacientes internados em UTI e em enfermaria, ontem esse dado foi apresentado de forma equivocada, já corrigido no final da coletiva de ontem. Mas os dados de hoje apontam 5.616 pessoas internadas em Unidades de Tratamento Intensivo, e 8.726 pessoas em leitos de enfermaria. Pessoas que já foram recuperadas, significam pessoas que tiveram seu caso confirmado, algumas delas de forma leve, que não precisaram internar, na sua grande maioria, não precisaram de internação hospitalar, que já estão reestabelecidas da virose, outras que internaram, mas tiveram alta dos hospitais. Nós temos hoje em São Paulo 199.005 mil pessoas recuperadas. E o número de pessoas que teve alta do s leitos hospitalares, 49.826 mil. Hoje o governador fez referência a quase 700 mil pessoas que no país ainda estão com a doença na forma ativa. Mas especificamente no Brasil hoje são 691.612 pessoas. E em São Paulo nós temos na presente data 142.360 mil pessoas ainda na forma ativa da doença, e que nós esperamos seu pronto-reestabelecimento, aquelas que estão em hospitais possam ter uma evolução favorável, e uma alta no menor tempo possível. Governador, eram essas as informações sobre os dados das últimas 24 horas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, João Gabbardo, coordenador executivo do centro de contingência do COVID-19, ex-secretário executivo do Ministério da Saúde. Muito obrigado, João Gabbardo. Agora ainda no tema do futebol, vamos ouvir o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Bastos. E na sequência, Mauro Silva, vice-presidente. Reinaldo.

REINALDO BASTOS, PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO PAULISTA DE FUTEBOL: Boa tarde, senhoras. Boa tarde, senhores. No meu breve pronunciamento eu quero fazer um registro aqui de agradecimento. Agradecer ao governador João Doria, aos seus secretários, ao comitê do centro de contingência, nós começamos esse processo com o doutor Paulo Carvalho, agora com o doutor Paulo Meneses, ao relator do projeto apresentado pelo doutor Moisés Cohen, doutor Medina. Em nenhum momento faltou atenção, faltou diálogo e faltou harmonia entre o futebol de São Paulo, entre os clubes de São Paulo e entre as autoridades do estado, e fazer o registro também, às autoridades municipais. O futebol de São Paulo vai continuar respeitando vidas, cumprindo rigorosamente os protocolos apresentados pelo doutor Moisés Cohen, e aprovados pelo comitê médico da Federação Paulista de Futebol, e pelos médicos dos 16 clubes da Série A1. Muito obrigado a todos vocês, e tenham convicção que nós vamos continuar juntos dando o exemplo, e preocupados com a saúde da nossa população, preocupados com a saúde das comissões técnicas, atletas, árbitros, e de vocês da imprensa durante esse retorno com segurança. Queria aproveitar a presença do General Campos, e pedir um apoio preventivo, para que a gente possa evitar aglomeração de torcedores nas imediações dos est&aacute ;dios durante onde forem realizadas das partidas de continuação e término do paulista. Vamos usar a nossa comunicação, dirigida pelo nosso diretor Bernardo [Ininteligível], dos clubes de São Paulo, para fazer uma divulgação em massa alertando que não é possível, que os clubes, que torcedores vão à porta ou mediações do estádio. Nós temos que cumprir o nosso compromisso que não haverá venda de ingresso, não haverá público nos estádios, e evitar aglomeração em torno dos estádios. Vamos trabalhar, General Campos, em conjunto e em harmonia para sermos preventivos. Isso é muito importante nesse retorno, cuidarmos de todos os detalhes. E também informar aos senhores que o mais breve possível vamos encaminhar ao comitê do COVID-19 e protocolo de volta aos testes de COVI D-19, e avaliação física da Série A2. Então pronto o doutor Moisés Cohen libere esse protocolo, nós encaminharemos, governador, ao centro de contingência. Muito obrigado a todos, é um momento triste de preocupação pelo momento que vivemos no país, mas também de alegria pelo trabalho, pela paciência dos clubes, das suas comissões técnicas e seus atletas, para a gente chegar com segurança e unidos, nunca faltou união entre os clubes, e entre as autoridades, e entre o governo, para a gente reiniciar o futebol paulista com tranquilidade. E é isso que nós vamos fazer. Muito obrigado, a todos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DO SÃO PAULO: Muito obrigado, Reinaldo Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol. Vamos agora ao Mauro Silva, vice-presidente da Federação.

MAURO SILVA, VICE-PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO PAULISTA DE FUTEBOL: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu tenho que começar reforçando as palavras do meu presidente, governador. Agradecendo e parabenizando pela condução da crise, em nome dos atletas, em nome dos treinadores, governador, em nome de todos os profissionais da área técnica, desde o primeiro momento as decisões elas não foram técnicas e não foram financeiras, foram decisões preservando vidas, pensando na saúde de todos. Eu acho que dessa forma o futebol deu um exemplo, mostrou para a sociedade o papel que ele também tem que cumprir, dando bons exemplos para a sociedade. Então, governador, em nome de todos os profissionais da área técnica eu agradeço a condução dessa crise. Eu queria agradecer também ao comitê de contingência, doutor Paulo Meneses, ao doutor João Gabbardo, toda a sensibilidade com relação aos nossos protocolos de conclusão da competição, de readaptação aos treinamentos. Em todo momento nós fomos muito bem recebidos, muito bem tratados. Agradecer ao secretário Aildo também, pela ajuda, que disponibilizou a todos nós. Eu acho que o futebol paulista dessa forma, e o estado de São Paulo deram um exemplo para o Brasil, de união em um momento tão difícil, onde a decisão principal foi preservar a vida de todos os envolvidos, atletas, trei nadores, meios de comunicação. Enfim, todos os profissionais que trabalham com futebol. Então é uma satisfação, governador, participar dessa entrevista coletiva, obrigado pelo convite. E mais uma vez, em nome de todos agradecer a brilhante condução da crise. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Mauro Silva, vice-presidente da Federação Paulista de Futebol. Antes de passar ao Aildo Ferreira, secretário de Esportes, por uma breve intervenção, mas quero eu fazer um agradecimento também ao Walter Feldman, secretário-geral da coordenação brasileira de futebol e ao Caboclo, que é o presidente da CBF, com a qual, entidade e com seus dirigentes, também a relação absolutamente harmônica e integrada com o Governo de São Paulo, com a Federação Paulista de Futebol e com a prática do futebol, sempre tendo como prioridade a proteção à saúde, dos jogadores, dos membros da comissão técnica, dos integrantes dos grupos de trabalho das equipes e, obviamente, da torcida e da população em geral. Aildo Ferreira.

AILDO FERREIRA, SECRETÁRIO DE ESPORTES DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador, boa tarde a todos, primeiro lugar parabenizar a Federação Paulista de Futebol, Reinaldo, está de parabéns pelo trabalho apresentado, essa proposta de retomada dos jogos foi encaminhada e permitiu, no alto profissionalismo, uma análise muito rápida e técnica dos integrantes do comitê de contingência. Parabéns. Serve, inclusive, de referência para as demais modalidades, governador, nós temos várias delas também com seus calend&aacute ;rios suspensos, pendentes de avaliação, nós temos mais de 200 modalidades, classificamos junto ao comitê de contingência essas modalidades em aquelas coletivas, as individuais, as de contato, as praticadas ao ar livre e as praticadas dentro de ambiente fechado. Estamos discutindo isso, está sob análise, mas esta proposta do futebol serve também de referência pra aquelas que não conseguirem se enquadrar dentro do Plano São Paulo de retomada. Então, parabéns, quero aproveitar a oportunidade pra reiterar e reforçar o apelo feito por você, Reinaldo, e falar com o torcedor, e pedir também a colaboração dos jornalistas aqui presentes, não vá ao estádio onde esteja acontecendo uma partida, não coloque em risco o campeonato paulista, não há necessidade, não tem o que fazer lá, não há nenhuma n ecessidade, sempre tem, governador, aqueles mais apaixonados, mais afoitos, que, às vezes, não conseguem se conter, é pra esses que eu estou me dirigindo, e pedindo pra que não vá nas proximidades dos estádios, onde aconteçam as partidas de futebol, pra que a gente não coloque em risco o campeonato paulista. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Aildo Ferreira, secretário de esportes do Estado de São Paulo. Vamos agora a Patrícia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico do Estado de São Paulo, na sequência Marco Vinholi e logo com as perguntas dos jornalistas. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador, eu queria aproveitar o momento pra compartilhar as taxas de isolamento do dia de ontem no Estado de São Paulo de 45%, na capital de 46%, e agradecer, parabenizar a população dos municípios que estão mantendo o maior delta de isolamento com relação ao início da quarentena, nós temos aqui a capital, São Paulo, São Caetano do Sul, Ribeirão Preto, São Bernardo do Campo, Campinas, Valinhos, Santana de Parna&iac ute;ba, Santos, Osasco, são os municípios que estão entregando o melhor delta, maior variação, esse maior esforço, são tanto municípios que se concentram nas regiões onde se iniciou a fase amarela, essa etapa de flexibilização, e também municípios como Ribeirão Preto e Campinas, que estão na fase vermelha de atenção, de alerta, e que estão trabalhando pra manutenção desse isolamento e pra que juntos possamos controlar a pandemia. Os dados gerais dos últimos sete dias do estado se mantém estáveis, com uma pequena variação de 1% pra cima em casos de internações, 1% a menos de casos, 1% a mais de internações, ou seja, bem constante, o que é positivo no geral, e com a manutenção dessa estabilidade nas regiões em amarelo, o crescimento no interior, que está sendo trabalhado e o secretário Marco Vinholi vai trazer um pouco mais de detalhes. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Vamos, então, Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional, no mesmo tema.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos, seguindo o trabalho do Governo do Estado de São Paulo, que já dobrou a sua capacidade, mais do que dobrou a capacidade de leitos de UTI em todo estado, aumentando a sua capacidade hospitalar, e fazendo com que nenhuma pessoa ficasse sem atendimento aqui no Estado de São Paulo, nós seguimos avançando com essa lógica. Portanto, hoje nós distribuímos mais 87 respiradores por todo interior do estado, impactando as regiões de Araraquara, Bauru, Campinas, M arília, Piracicaba, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto e Sorocaba. Com isso, nós já chegamos a 149 cidades que receberam respiradores aqui do Governo do Estado de São Paulo, 2.587 respiradores distribuídos em todo nosso território e mais de 400 milhões de reais investidos nessa parceria com os municípios aqui do Estado de São Paulo. Nós seguimos avançando com essa capacidade hospitalar, aumentando leitos fundamentalmente também nas regiões que tem uma ocupação mais elevada, o caso da região de Campinas, de Ribeirão Preto, que hoje tem cinco novos leitos entrando em operação, de Sorocaba, que tinha ultrapassado 80% e agora já tem uma ocupação menor de 80% por essa construção que foi dada ao longo da última semana e a região de Franca, que também estamos aumentando a sua capacidade hospitalar. E dentro dessa lógica, pela regulação do CROS, o sistema estabelecido aqui no Governo do Estado de São Paulo, a lógica da austeridade e da eficiência também e a rapidez pra colocar mais leitos para a região de Campinas, nós estamos colocando o hospital de campanha do Ibirapuera, um hospital que tem mais de 240 leitos de enfermaria, 28 leitos de UTI, que tem lá cerca de 55% de ocupação hoje, com a queda dos números aqui na capital de São Paulo, sendo disponibilizado para a região de Campinas e para o interior do estado. Com isso, mais de dez milhões de reais, o custo investido por mês nesse hospital de campanha, será direcionado para o interior do estado, fundamentalmente com pacientes da região de Campinas, tendo desafogada sua capacidade hospitalar, que já supera um pouco a de 80%, e nos pró ximos dias já recebendo pacientes da região de Campinas. Com isso, esses recursos se somam aos 662 leitos criados na região de Campinas para os 42 municípios de toda região. É importante registrar que essa parceria que vai se dar com o hospital do Ibirapuera, junto aos prefeitos, que tem feito um bom trabalho no combate ao coronavírus, vai se dar também no transporte, e eles vão trazer, através do seu sistema de transporte municipal, para o hospital do Ibirapuera, uma vez estabelecida essa regulação pelo sistema CROS do Governo do Estado de São Paulo. Então, somando isso a todo recurso já investido na região, que é superior a 40 milhões de reais, nós seguimos a lógica do Governo do Estado, de não deixar nenhuma região do estado, nenhuma pessoa sem atendimento no combate ao Covid-19.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional. Vamos começar agora as perguntas, presencialmente, pela ordem TV Cultura, Jovem Pan e CNN, e pela TV Cultura a jornalista Maria Manso. Maria, boa tarde, sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde. Obrigada pelo tempinho pra eu chegar aqui. Sobre o assunto de hoje, eu queria saber se já existe uma tabela pro campeonato, quer dizer, dia 22 de julho, quais são os times que vão voltar a campo pra essa disputa? E pro nosso comitê, eu queria indagar sobre a Cloroquina, o presidente voltou a fazer propaganda do uso da Cloroquina, e hoje também a Sociedade Paulista de Medicina divulgou uma pesquisa que eles fizeram junto aos médicos, e metade dos profissionais disseram que estão sendo pressionados a prescrever medicamentos sem comprova ção científica, eles são pressionados por alguns pacientes e também pelas suas chefias. Existe um plano de saúde, aqui em São Paulo, principalmente, que tá fazendo essa pressão e que, mesmo sem a comprovação por exames, eles estão mandando pra casa dos pacientes que fazem consultas por telefone, um chamado kit, desculpa, kit Cloroquina, eles mandam isso pra casa dos associados desse plano de saúde. Eu queria saber como é que vocês veem toda essa questão e deixar claro qual é, de fato, a recomendação do comitê. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maria Manso, duas perguntas bastante importantes, a primeira sobre a tabela do campeonato paulista, eu divido com Reinaldo Bastos e com Mauro Silva. E a segunda com Paulo Menezes e João Gabardo. Reinaldo.

REINALDO BASTOS, PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO PAULISTA DE FUTEBOL: A tabela do campeonato paulista é exatamente a mesma que está no site da Federação Paulista de Futebol, não se modifica, o que o departamento de competições, agora, vai fazer é colocar as datas, após a autorização do retorno da competição, mas o campeonato é o mesmo, os pontos são os mesmos, o regulamento é o mesmo e a tabela é a mesma.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Comentário, ou é isso?

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Não, governador, é isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Vamos agora, Paulo Menezes e, se desejar, com comentário do João Gabardo, tema da Cloroquina, indagado pela jornalista Maria Manso da TV Cultura.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Questão da Cloroquina continua dando muito o que falar. O centro de contingência e a Secretaria de Saúde do Estado e os municípios representados pelo COSEMS, Conselho dos Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo, tem sido muito claros em relação a isso, nós temos notas técnicas, a última nota técnica que contraindica o uso de Cloroquina em casos leves, porque não há nenhuma evidência da eficácia desse medicamento e h&aacut e; risco de efeitos colaterais, que podem ser, inclusive, sérios. A Cloroquina está disponível nos hospitais da rede estadual, principalmente pra o uso excepcional em casos graves, quando há uma indicação do médico e uma concordância do paciente ou responsável. De forma que, em relação a Cloroquina, nossa posição do centro de contingência, ela é enfática, não há evidência de que seja um medicamento que traz benefícios no tratamento de casos leves, e há o risco de efeitos colaterais, que podem ser maléficos à saúde. Talvez o Dr. Gabbardo queira contribuir, complementar.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Esse tema, o conselho federal de medicina já deixou muito claro, que ele pode ser utilizado, sempre sob prescrição médica e havendo consenso, consentimento com o seu paciente. Nós também estamos acompanhando o movimento que tem sido feito em todo país, de determinados grupos de médicos, que são favoráveis ao uso desses medicamentos, e que são favoráveis a utilização precoce, muitas vezes de forma preventiva desses medi camentos, fazerem listas com 100 médicos, 150 médicos, 200 médicos, como se isso mostrasse uma prevalência significativa da categoria médica, e esses profissionais têm pressionado aos gestores, aos prefeitos, aos secretários municipais, aos secretários estaduais pra que implementem esse protocolo, e mais do que implementar o protocolo, que disponibilize esses medicamentos nas redes de atenção primária, esse é um movimento que nós estamos acompanhando no país inteiro. O centro de contingência de São Paulo, como já foi falado pelo Dr. Paulo, não vê evidências científicas que possam sustentar essas indicações, nós não somos favoráveis à utilização desses protocolos, na forma como está sendo preconizada, infelizmente, por alguns profissionais médicos. Esse assunto tem si do colocado de uma forma muito polarizada, politizada, e a gente tá afastando a discussão da ciência, afastando a discussão de evidências científicas, pra uma discussão de posicionamento político e, neste caso, o centro de contingência de São Paulo não aprova, não concorda com estas indicações, na forma como elas estão sendo feitas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Muito obrigado, João Gabardo. Obrigado, Paulo Menezes. Obrigado, Maria Manso, da TV Cultura. Vamos agora, pela ordem, com Rádio Jovem Pan, depois, na sequência, CNN, Folha de São Paulo, Rádio Capital e agora, falando pela Rádio Jovem Pan, Daniel Liam, aliás, um dos mais versáteis jornalistas de rádio que eu já conheci. Daniel Liam fala sobre futebol, economia, negócios, vida, sociologia, muitos anos de rádio, com enorme competência. Daniel Liam.

DANIEL LIAM, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Governador, em relação ao hospital de campanha do Ibirapuera, diante desse novo panorama, deve haver um aumento na ocupação, pode haver uma prorrogação em relação ao funcionamento, essa possível desmobilização, e eu pergunto também ao senhor, podendo se estender também ao vice-presidente, o presidente da Federação Paulista de Futebol, em relação ao público nos estádios, só voltará a haver público com a vacina, ou pode haver algum protocolo antecipando o retorno do público? E aí uma pergunta específica ao presidente da Federação e ao vice, se houve algum entendimento com a CBF, porque a data da final vai coincidir com a data de abertura do campeonato. Se houve algum tipo de entendimento pra que dois ou um possível finalista que esteja nas duas competições tenha a data alterada da primeira rodada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Daniel Lian, são três perguntas, vamos a primeira do hospital de campanha do Ibirapuera, o complexo do Ibirapuera foi montado e vem sendo administrado pelo Governo do estado de São Paulo. Vou pedir a contribuição do João Gabbardo, mas enquanto houver necessidade, posso antecipar, de manter o hospital funcionando e operando com os seus leitos, com a UTI e com os profissionais da medicina ele funcionará. Mas vamos ouvir o nosso coordenador executivo do Comitê de Contingência do Covid-19, o m édico João Gabardo.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA: A gente está tratando dia a dia a evolução dessa doença. Não dá pra fazer previsão de quando que nós poderemos dispensar o uso deste hospital de campanha tendo em vista, inclusive, a possibilidade de atendimento de pacientes de outras... de outras regiões que possam estar necessitando de mais leitos e também de tratamento intensivo. O hospital de campanha ele tem uma possibilidade que é muito importante pra evolução, tratamento da doença que &e acute; poder receber, recepcionar esse paciente numa fase mais precoce da evolução em que ainda ele não esteja em sofrimento respiratório grave, e que ele possa ter um atendimento na unidade numa enfermaria sem a necessidade de tratamento intensivo. Então muitas vezes esses pacientes eles têm uma recuperação melhor, mais rápida, e com isso dispensando o uso dos leitos de tratamento intensivo, é extremamente importante. Quanto à pergunta de quando é que poderá... poderemos ter público nos jogos de futebol, essa é uma questão que, neste momento, não está sendo analisada, sequer analisada a possibilidade de eventos com aglomerações de pessoas. Nós vamos acompanhar a evolução da epidemia pra poder definir melhor essa situação. Enquanto nós não tivermos um tratamento que seja cientificamente com provado, enquanto nós não tivermos a vacina, né, que já está em desenvolvimento, tanto aqui em São Paulo, como no Butantan, como a nível federal com Bio Manguinhos, a partir do momento que nós tivermos a vacina, tivermos a imunização das pessoas essa possibilidade pode ser analisada pelo centro de contingência. Nesse momento, esse assunto ainda não entrou na pauta.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, João Gabbardo. Vamos às... essa pergunta também. Aliás, eu queria ressaltar, Daniel Lian, que nós estamos agindo aqui em São Paulo com todo o cuidado possível em relação ao tema do futebol. Cuidado, aliás, exatamente o mesmo que vem tendo a Federação Paulista de Futebol; preservar vidas e garantir a saúde da população, dos jogadores, da comissão técnica, dos servidores dos clubes. Esta é a prioridade. E nós temos, lembrando aos torcedores que como eu amam o futebol, o rádio e a televisão para acompanhar as atividades do esporte enquanto estivermos em período de pandemia. Mas quem vai complementar a resposta é Reinaldo Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol. E quero observar também que o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, o Caboclo e Walter Feldman está nos assistindo ao vivo pela TV Cultura. Reinaldo Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol.

REINALDO BASTOS, PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO PAULISTA DE FUTEBOL: Caro Daniel, quanto a público nos estádios, a única coisa que a Federação Paulista de Futebol pode falar neste momento é que no campeonato paulista não teremos. Quanto à volta, vamos continuar seguindo da mesma forma, quando as autoridades de saúde, as autoridades sanitárias entenderem que é o momento. Vamos continuar respeitando a saúde, o cuidado com cada um da nossa população. Quanto à data final que coincide, nós temos um entendiment o mundial constante com o Rogério Caboclo, na CBF, não só sobre esse assunto, mas de uma forma geral e nós vamos achar o melhor caminho, a melhor forma. Esse é um assunto que vai ser cuidado quando se definir os dois finalistas, porque depende muito dos clubes que terão na final. Mas é um assunto que vai ser resolvido de comum acordo com a CBF. E agradeço também o prestígio da audiência do presidente Rogério Caboclo e do secretário Walter Feldman.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Daniel Lian, da Rádio Jovem Pan. Obrigado ao presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Bastos. Vamos agora pela ordem. A CNN, com a jornalista Bruna Macedo. Na sequência, Carlos Petrocilo, da Folha de São Paulo, virtualmente. Carla Mota, da Rádio Capital. E Rafael Rodrigues, da Rede Aparecida de Rádio também virtualmente. Bruna Macedo, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

BRUNA MACEDO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Minha primeira pergunta com relação ao tema de hoje é como garantir que não vai haver aglomeração no entorno dos estádios? Já foi pensado em alguma maneira? Alguém vai ficar com essa fiscalização? E também se já foi pensado em algum tipo de punição pra quem eventualmente desrespeitar isso e, de repente, resolver torcer ali nos entornos dos estádios. Se me permite uma segunda pergunta, eu queria saber com relação à abert ura dos parques. A gente ainda não tem uma data definida pra isso acontecer, mas eu queria saber se existe realmente um Governo do Estado, enfim, da capital, pra que isso já aconteça já a partir da próxima segunda-feira. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruna. Eu posso responder as duas perguntas. Fiscalização em torno dos estádios será feito pelo Governo do estado de São Paulo, através da Polícia Militar e fiscalização sanitária, e também pelo município no caso da capital com a Guarda Civil Metropolitana, e a fiscalização sanitária. O presidente da Federação Paulista de Futebol já disse aqui e de forma correta que vai utilizar os mecanismos de comunicaç&at ilde;o dos clubes e da própria federação para orientar as pessoas a não ficarem em torno dos estádios. Não há razão pra ficarem concentrados em torno dos estádios principalmente em período de pandemia. Se podem assistir confortavelmente das suas casas a transmissão dos jogos ou acompanhar pela sua emissora de rádio preferida. Ou seja, não há razão que justifique gastar dinheiro, ir ao entorno do estádio pra não ouvir e nem assistir nada. Não há nenhuma razão pra isso, mas haverá uma ação preventiva da Polícia Militar para evitar que haja a concentração conforme solicitou o presidente da Federação Paulista de Futebol, antes de acontecer, evitar que aconteça. Assim como não será permitido a presença de ambulantes de nenhuma espécie, e aí &eacu te; a vigilância sanitária do município que terá esta responsabilidade. Em relação ao segundo tema da abertura dos parques, nesta sexta-feira nós divulgaremos a decisão e a posição do Centro de Contingência do Covid-19 em relação aos parques, ao lado do Bruno Covas que estará aqui participando conosco da coletiva. E desta feita nós vamos falar dos parques municipais, parques estaduais, parques ambientais e também dos parques temáticos. Obrigado, Bruna. Vamos agora à Folha de São Paulo, Carlos Petrocilo que está on-line conosco. Carlos, boa tarde. Você já está em tela. Sua pergunta, por favro.

CARLOS PETROCILO, REPÓRTER: Boa tarde. Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Eu gostaria de saber se durante a competição no campeonato paulista e no campeonato brasileiro, se algum município ou alguma região regredir na evolução do combate ao Coronavírus como que o estado deverá proceder com essas determinadas equipes? E também surgiu uma dúvida com a informação das equipes no estágio amarelo, né? As cidades como Ribeirão Preto, Limeira e Itu que estão no vermelho hoje, como que elas vão... v& atilde;o proceder aí com a volta do campeonato paulista?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Carlos. Vou dividir a resposta com o Dr. Paulo Menezes que é o coordenador do Comitê de Contingência do Covid-19 que estudou e debateu profundamente com os demais membros do comitê e, obviamente, com o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Bastos. Então com a palavra, Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO COMITÊ DE CONTINGÊNCIA: A recomendação do retorno dos jogos de futebol do campeonato paulista dizem respeito principalmente em termos de... de classificação da região, aonde estão os estádios, onde vai ser realizada a competição. Então, se uma região pode ter hoje jogos porque o estádio está numa região amarela, esse jogo pode ocorrer no estádio daquela região. Em relação aos clubes, eles estão com protocolos muito rigorosos de controle de transmiss& atilde;o, testagem de atletas, de membros da equipe técnica, de funcionários, uso de máscaras, higienização, distanciamento sempre que for... em todas as atividades que não requerem o treinamento conjunto. Então, não vemos como uma questão o treinamento das equipes, e sim a questão da realização de jogo em estádios.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Vamos agora ao presidente da Federação Paulista de Futebol, Carlos, Reinaldo Bastos.

REINALDO BASTOS, PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO PAULISTA DE FUTEBOL: Boa tarde, Carlos. A Federação Paulista e os clubes vão continuar seguindo rigorosamente as decisões do Comitê de Saúde. Esta é um princípio que desde o início desse trabalho os clubes de São Paulo têm perseguido e tem alcançado. Como disse o Dr. Paulo Menezes, partidas de futebol em estádios nós seguiremos esse tipo de orientação. O que não tem nada a ver com essas fases de treino que já estão autorizadas. Entã o são coisas distintas, os clubes continuarão seus treinamentos, mas partidas de futebol só acontecerão conforme determinado pelo Comitê do Covid.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, presidente Reinaldo Bastos. Muito obrigado, Carlos Petrocilo, da Folha de São Paulo. Nós vamos agora retirá-lo de tela. Vamos a Carla Mota, da Rádio Capital que já está aqui no microfone. Carla, boa tarde mais uma vez. Sua pergunta, por favor.

CARLA MOTA, REPÓRTER: Boa tarde. Boa tarde a todos. Muitos donos de bares e restaurantes optaram por não reabrir as portas nesse momento de flexibilização. Muita gente percebeu também que as pessoas estão respeitando aí as orientações. Eu gostaria de saber qual é a análise que vocês fazem desse retorno, né? E eu gostaria de aproveitar pra perguntar também pra saúde se existe um balanço atual do Centro de Contingência sobre esses pacientes que estão vindo do interior pra serem atendidos aqui na capita l paulista. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Carla. Primeira resposta eu divido com Patrícia Ellen. E a segunda eu encaminho ao João Gabbardo. E eventualmente com comentários, se necessário, de um outro representante aqui do governo de São Paulo. Em relação a bares e restaurantes, de maneira geral eu queria até testemunhas pela vigilância sanitária do estado e a vigilância sanitária do município de São Paulo, de forma geral, salvo algumas exceções, mas na regra, obediê ncia a determinação e orientação do Governo do estado de São Paulo para o funcionamento dentro dos protocolos sanitários com o distanciamento social, com a obrigatoriedade do uso de máscara, funcionários e clientes, funcionários inclusive com a Shield, com a máscara de acrílico transparente e a obediência aos critérios também de distanciamento. E obediência ao horário também, finalizando às 17h. A partir das 17h com o delivery ou talk way. Todos podem funcionar em situação de delivery ou situação das pessoas que vão à porta do restaurante e retiram a encomenda e para o consumo nas suas casas. E vou dividir essa avaliação com a Patrícia Ellen, a nossa secretária de desenvolvimento econômico. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Desde o início do trabalho que estamos fazendo com relação à gestão e o controle da pandemia, o governador João Doria tem enfatizado que o nosso desafio econômico não é a quarentena, e sim o Covid-19. Nós estamos monitorando isso diariamente e percebendo que não somente em restaurantes, bares, mas em comércio em geral, a forma e a velocidade de retomada da atividade, principalmente nas atividades que envolvem a presença das pess oas ela é mais lenta. A pandemia está presente, o vírus está presente. Enquanto não tivermos vacina tudo terá que ser feito com muito mais cuidado. No que diz respeito a bares e restaurantes esse processo se iniciou nessa segunda-feira, hoje é o terceiro dia. Então nós não temos dados ainda pra avaliar como tem sido o impacto na atividade econômica. O que nós temos de dados, inclusive já compartilhamos na coletiva de segunda-feira e ontem alguns comentários adicionais, é com relação ao fluxo de notas fiscais eletrônicas que nós estamos acompanhando setorialmente. E como exemplo, notas fiscais relacionadas a consumo final na grande São Paulo nós percebemos que houve uma redução de volume de transações e de valor médio por transação no início da quarentena, mas isso foi por duas a três semanas, logo na sequência as transações já voltaram, o governador também mencionou isso porque foi uma quarentena muito cirúrgica que manteve a atividade dos setores funcionando aqui, né? Sempre que possível a gente fez essa garantia com a segurança, com os devidos protocolos, então, verificamos que nas últimas semanas esse volume de transações está semelhante ao mesmo período em 2019. Mudou o formato e os hábitos, aumento muito o consumo eletrônico, o consumo online, o consumo para a retirada, o drive-thru, o delivery, então, são formatos novos que na transição pós pandemia, nós estamos analisando isso, inclusive na retomada 21/22, que nós temos um legado de modelo híbrido, novas plataformas online vão ficar e o consumo local também. Mas restaurantes e bares, minha sugest&atil de;o é a gente monitorar nas próximas semanas e acompanhar e lembrar que a nota que saiu no Diário Oficial no sábado, ela reforça os pontos que o governador colocou. Nessa nota nós enfatizamos, que foi a recomendação do centro de contingência, o retorno ao consumo local foi autorizado porque agora já é permitido o funcionamento por seis horas. Na fase laranja é permitido o funcionamento por quatro horas exatamente para evitar o consumo no local. Com seis horas, as pessoas que trabalham na rua precisam se alimentar e nesse sentido que foi permitido essa retomada, mas sempre ainda, no momento não estamos voltando para o consumo no local e restaurantes para entretenimento, para a celebração, é um consumo por necessidade que está sendo feito com muito cuidado neste período de transição.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Patrícia. E agora João Gabbardo no tema relativo ao balanço do interior. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DO COMITÊ DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Então, eu quero responder para a Carla que sim, a gente faz esse monitoramento sobre essa migração de pacientes de outras regiões para a região metropolitana, para capital. Não tem ocorrido um aumento no quantitativo de pessoas que são encaminhadas para a cidade de São Paulo. Nós acompanhamos o número de internações, nós acompanhamos através do nosso sistema de regulação, não houve um aumento de demanda por solicitação de leitos, nem para a central estadual, nem para a central da capital. A demanda por leitos, ela tem decrescido, o número de internações tem decrescido, então, nós estamos absolutamente tranquilos, mas sempre monitorando diariamente, olhando os números e analisando essa possibilidade que você está apontando, tendo em vista um crescimento que pode estar ocorrendo no interior do estado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, algum comentário? Seguimos então. Carla, muito obrigado, Carla Mota da Rádio Capital pelas perguntas. Vamos agora ao Rafael Rodrigues, também virtualmente, da Rede Aparecida de Rádio lá do Vale do Paraíba. Você já está em tela, Rafael, boa tarde, sua pergunta, por favor.

RAFAEL RODRIGUES, JORNALISTA DA RÁDIO APARECIDA DIÁRIO OFICIAL VALE DIÁRIO OFICIAL PARAÍBA: Boa tarde governador. Minha pergunta segue um pouco nessa linha em que foi respondida agora pouco, sobre a crescente dos casos aqui na região, principalmente do Vale do Paraíba, que estão na contramão aí da capital. E a mesma medida que as cidades aqui da região do Vale do Paraíba, pelo menos a sua grande maioria, cidades pequenas no vale histórico, não possuem estrutura suficiente principalmente de leitos de UTI. Como é que o governo do estado vai acompanhar esse monitoramento, vai ficar justamente só por conta do Cross? E também, se a remoção desses pacientes, caso seja necessário para grandes centros mais estruturados, se vai ficar sob a responsabilidade apenas das cidades, já que algumas cidades também possuem um déficit muito grande de ambulâncias, principalmente ambulâncias de UTIs, para poder fazer a remoção desses pacientes? E eu gostaria de aproveitar também a oportunidade e perguntar a respeito do desenvolvimento econômico do estado, se tem acompanhado as cidades que vivem única e exclusivamente do turismo, como aqui a cidade de Aparecida, Cachoeira Paulista e Guaratinguetá, cidades que vivem do turismo religioso? Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Rafael. Eu começo pela última questão respondendo que sim, estamos avaliando com muito cuidado, muito zelo o turismo religioso que é uma força expressiva do turismo para várias regiões do estado e principalmente para a Basílica de Aparecida e todas as cidades que vivem ao seu entorno. Houve uma queda drástica no fluxo turístico e, obviamente, na ocupação de hotéis, pensões, pousadas e também na utilização de serviço s de alimentação, de guia e de transporte pública ou transporte por aplicativo e taxis também. Gradualmente haverá essa recuperação dentro do protocolo do turismo que está sob a responsabilidade do secretário Vinícius Lummertz e em breve poderemos anunciar aqui mais detalhes. No tema relativo a primeira pergunta eu vou dividir a resposta com Paulo Menezes, o nosso coordenador Executivo do centro de contingência Covid-19, nosso comitê de saúde, e o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vignoli. Dr. Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DIÁRIO OFICIAL COMITÊ DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Obrigado governador. Em relação as cidades pequenas da região do Vale do Paraíba, a lógica que o centro de contingência trabalha é a mesma de todas as regiões do estado de São Paulo. O estado de São Paulo, com 645 municípios, tem um número grande de municípios com uma população menor do que 30 mil habitantes, com menos recursos especializados de saúde e, nesse caso da atenção especializada, é ne cessário poder contar com a rede hospitalar instalada nas regiões. É por isso que o centro de contingência propôs e tem trabalhado com as regiões de saúde. Não tem outra forma da gente poder oferecer a atenção às pessoas que necessitam de cuidados mais complexos, especialmente de leitos de UTI, a não ser de forma regionalizada, integrando os municípios menores com os municípios maiores. Isso tem sido feito com a ampliação de leitos, principalmente nos hospitais baseados nas maiores cidades das regiões e no apoio ao transporte de pacientes dessas regiões. Acredito que o secretário Vignoli vai poder complementar esses comentários. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: O governo do estado tem investido e apoiado as ações de combate ao Coronavírus no Vale do Paraíba desde o início aqui da pandemia. Já foram investidos mais de R$ 20 milhões também em recursos no vale histórico onde a gente sabe que existe uma necessidade grande de um aumento da capacidade hospitalar. Mesmo antes da crise, no início do ano, o governo já aumentou o custeio para os hospitais do vale histórico, em Cruzeiro, em Lorena, em Guaratinguet&aac ute; e também em Aparecida e, dentro disso, encaminhou 94 respiradores para o Vale do Paraíba. O município de Aparecida também recebeu recursos da ordem de R$ 150 mil, aproximadamente, compatível ao valor período capta que o governo de estado enviou para todo o estado de São Paulo e, dentro disso, tem aumentado a capacidade hospitalar da região. Nós verificamos um aumento no número de casos na última semana em Aparecida, vamos acompanhar essa evolução de casos, mas os números na região do Vale do Paraíba, de modo geral, são números de estabilidade. Nós ainda temos uma capacidade hospitalar instalada com ocupação inferior a 60%, portanto, dentro dos parâmetros aqui do Governo do Estado de São Paulo, uma variação do número de casos melhor nessa semana do que na semana passada, até agora, e no s outros níveis, internações e óbitos, uma estabilidade nos dados. Mas é fundamental que, na fase laranja, em que se encontra o Vale do Paraíba, a gente siga com o isolamento social, siga com a utilização de máscaras, de forma contundente, para que a gente possa fazer a evolução dessa pandemia arrefecer ao longo desse próximo período.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, secretário Marco Vinholi, muito obrigado, Rafael Rodrigues, pela sua intervenção. Parabéns por ter a imagem da Padroeira do Brasil aí atrás, no estúdio onde você está, em Aparecida do Norte. Bem, vamos agora à penúltima intervenção, é o Murilo Rincon, da Rede TV, em seguida o William Cury, da TV Globo, GloboNews. Murilo, boa tarde. Obrigado pela sua paciência, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde pra todo mundo. Minha pergunta vai também de acordo com o que meu colega ali da Folha de São Paulo comentou anteriormente e ainda não ficou muito claro pra mim, em relação aos jogos nas cidades que retrocederem aí no Plano São Paulo. Um exemplo, eu queria até uma fala do Centro de Contingência. Nesses casos em que as cidades forem retroceder para a fase vermelha, fase laranja, vai ser autorizado mesmo assim os jogos nos estádios em que pertencem a essas cidades? Será relativo, em relaç&atild e;o ao que vai ser feito na cidade com o esporte? E também, no caso da resposta for não, não autorizar os jogos nesses estádios, o que a Federação Paulista tem orientado os clubes? É procurar uma outra cidade que esteja na fase amarela para mandar os jogos? Como é que está essa situação? E também, em relação ao uso da máscara, se já tem um balanço em relação também a essa questão das aplicações das multas, tanto aqui na capital quanto também no interior. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Murilo. Começo então pela última. Nós vamos ter o balanço na semana que vem, mas tudo indica que cresceu o uso, a utilização da máscara, e a utilização correta da máscara. A Vigilância Sanitária nos deu uma prévia, a Vigilância Sanitária do estado, informando que foram pouquíssimas as multas aplicadas, dado o fato de que as pessoas estão conscientes de que as máscaras salvam e protegem as próprias vidas, além das vidas dos seus familiares e das demais pessoas. Então, o balanço é altamente positivo sim, e fico feliz também em verificar que outras regiões do país, estados, conforme já mencionei, estão adotando também a máscara como lei, a obrigatoriedade, a lei. E volto a mencionar: igualmente, em São Paulo, a lei é para todos. Aqui, quem chegar de fora, vindo de qualquer parte do país ou do exterior, vai ter que usar máscara para se deslocar em transporte público ou circular em ruas, avenidas ou em áreas abertas, e também dentro de automóveis com mais de um passageiro, ou seja, o motorista com mais um passageiro, o motorista deve usar a máscara e o passageiro também. Na primeira parte da sua pergunta, eu vou dividir com o Dr. Paulo Menezes e, obviamente, como voc&ecirc ; já direcionou, ao presidente da Federação Paulista de Futebol. E só para lembrar, [ininteligível] o tema, o caso de uma partida determinada para uma região que esteja no vermelho ou no laranja, o que acontece? Já há um protocolo pra isso, portanto tem uma resposta muito clara. A pergunta é válida para ficar bem claro, sobretudo para os clubes, e também para os torcedores. Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: A recomendação do Centro de Contingência, ela é simples: devem ser procurados estádio em regiões que estejam classificadas como amarelo. Pode acontecer de haver mudança na região e isso ter que ser revisto. Idealmente, o que está acertado com a Federação Paulista de Futebol é que mesmo times que estejam baseados em cidades com outra classificação, preferencialmente vão fazer seus jogos em estádios que estejam em regiões amarelas. Se is so não for possível, nós vamos conversar com a Federação Paulista de Futebol para poder discutir situações específicas. Inclusive como cada 15 dias há uma revisão da situação de cada região do estado, é possível que ao final dessa semana nós tenhamos mudanças, e nós vamos trabalhar com elas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, Reinaldo Bastos.

REINALDO BASTOS, PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO PAULISTA DE FUTEBOL: Murilo, boa tarde. Nós vamos cumprir exatamente, a Federação e os clubes, os protocolos aprovados no Comitê do Covid-19. Nós não tratamos desse assunto ainda porque hoje vamos começar a trabalhar. Hoje, fomos autorizados a trabalhar a volta do futebol de São Paulo. Mas sempre em diálogo com o Comitê e com os clubes, para escolher um local aprovado pelas autoridades de saúde para fazer as partidas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Muito obrigado, Murilo Rincon, pelas perguntas. Ele, que é da Rede TV. Vamos agora à última pergunta da coletiva de hoje, são 13h58, que é do jornalista William Cury, da TV Globo, GloboNews. Boa tarde, Will, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Ainda na pergunta sobre o futebol, segundo foi exposto, as cidades que estão na fase amarela poderão receber os jogos de futebol no Campeonato Paulista. E basicamente hoje deve permanecer assim, pelo menos até o início da volta do futebol, e temos ainda duas rodadas para terminar a primeira fase, apenas capital e região metropolitana estariam aptas a receber os jogos. Eu queria saber se a Federação já tem traçado os estádios que vão receber os jogos, porque o Pacaembu em princípio não poderia ter jogos, não sei como é que vai ficar agora, uma situação atípica. E pode haver rodada dupla no mesmo estádio? Um jogo e um outro na sequência? Não teremos torcida, então queria saber se poderá haver rodada dupla no mesmo estádio e que estádios estão sendo pensados para o restante do Campeonato Paulista de Futebol. E a minha segunda pergunta é sobre as outras divisões do Campeonato Paulista. Nós temos autorização para o retorno da primeira divisão. Eu queria saber como é que fica para os clubes menores, que também precisariam terminar o campeonato. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Will. Duas perguntas bem interessantes, que serão respondidas pelo presidente da Federação Paulista de Futebol, aqui presente, Reinaldo Bastos.

REINALDO BASTOS, PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO PAULISTA DE FUTEBOL: William, boa tarde. Nós hoje fomos autorizados a voltar a trabalhar no processo do retorno do futebol paulista, a partir de 22 de julho. Na reunião prévia que tivemos com o governador e o Comitê, fomos orientados que a situação de cada região, de cada cidade, é mutante, ela pode piorar, mas ela pode melhorar também. Então, mais próximo da data do jogo nós vamos mapear os locais possíveis de se fazer partidas de futebol, e aí vamos organizar e fazer, se guindo exatamente o que foi acordado. Nós temos aqui em São Paulo o Canindé, que a Federação tem uma parceria com a Portuguesa Esportes, e ele foi amplamente reformado, o gramado e as suas instalações, pintado... Temos a Rua Javari, que o Mauro Silva determinou lá uma vistoria, e temos na Grande São Paulo outras regiões possíveis. Mas nesse momento, ainda há uma fase de pelo menos uma, ou talvez duas fases de análise da situação de cada região, de cada município. No momento certo, junto com os clubes, nós vamos decidir a forma de atender às exigências das autoridades sanitárias. Quanto às outras divisões, nós estamos marcando para terça-feira que vem, às 11h, um conselho técnico da série A2, e vamos entregar ao Comitê de Contingência o mais breve possível um protoc olo de retorno, dos testes de Covid e de avaliação física para aprovação.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Will, muito obrigado pelas perguntas. Com isso, nós estamos encerrando a nossa 87ª coletiva de imprensa. São exatamente 14h. Muito obrigado mais uma vez à presença de todos. Amanhã, temos a coletiva da Saúde, às 12h45. Os que puderem, fiquem em casa, e se você tiver que sair, por favor, use máscara. Estejam bem, com a paz de Deus a todos. Uma boa tarde.