Coletiva - Governo de SP compra mais 2 milhões de testes e amplia diagnóstico de coronavírus 20201505

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Coletiva - Governo de SP compra mais 2 milhões de testes e amplia diagnóstico de coronavírus

Local: Capital - Data: Maio 15/05/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Bom dia, queria começar a coletiva de hoje agradecendo a presença dos jornalistas que aqui estão, cinegrafistas, fotógrafos, os que puderam estar presencialmente, todos protegidos, todos de máscara, e aqueles que estão virtualmente acompanhando também a coletiva de hoje, sexta-feira, 15 de maio. Aqui ao nosso lado o vice-governador do Estado de São Paulo, Rodrigo Garcia, também secretário de governo, José Henrique Germann, secretário de estado da saúde. Marcos Penido, secretário de infraestrutura e meio ambiente. Célia Parnes, secretária de desenvolvimento social. E Dimas Covas, coordenador do centro de contingência do Covid-19, o nosso comitê de saúde e, também presidente do Instituto Butantan. Igualmente agradecer, aqui ao lado, a presença, todos protegidos, General Campos, secretário de segurança pública. Vinicius Lummertz, secretário de turismo. Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional. Cléber Mata, secretário de comunicação. E Ana Abraão, coordenadora do conselho econômico do Estado de São Paulo. Mais uma vez agradecendo a TV Cultura, TV Alesp e Rede Brasil, TV UOL e a TV Jovem Pan, que estão transmitindo ao vivo esta coletiva, e as emissoras que farão flashs deste encontro, TV Globo, Globo News, TV Record, Record News, a Rádio Bandeirantes e Band News, a TV Bandeirantes, a TV Band News, TV Gazeta, Rede TV, SBT e CNN. A todos, muito obrigado, tanto aos jornalistas, quanto aos cinegrafistas que aqui estão. Mensagens de hoje. Primeiro uma mensagem ao Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo, para que o Bruno possa se recuperar, ele está acompanhando agora pela televisão esta coletiva, Bruno, o nosso abraço solidário a você, nessa luta contra o câncer, que você está vencendo e, na semana que vem, seguramente, você já estará aqui ao nosso lado. Quero também fazer um registro e uma homenagem aos 32 mil profissionais de saúde, médicos, paramédicos, enfermeiros, técnicos, auxiliares, agentes de saúde, recepcionistas, gestores, fisioterapeutas, farmacêuticos, biomédicos e outros profissionais que testaram positivo em todo Brasil e que tiveram que se afastar das suas atividades momentaneamente, o nosso desejo que todos, prontamente, possam se recuperar, vocês são, neste momento, os heróis do Brasil, 32 mil profissionais de saúde afastados com coronavírus. Quero também renovar a nossa solidariedade às famílias de todos aqueles que perderam suas vidas com o coronavírus ao longo destas semanas, é muito triste perder um filho, uma mãe, um irmão, um pai, um tio, um amigo querido, diante de uma crise de saúde tão grave quanto essa que estamos passando neste momento. A todos a nossa solidariedade. Quero também registrar que o Jornal O Globo de hoje revelou em matéria que o Governo Bolsonaro está deliberadamente retardando a liberação de recursos para os estados brasileiros, como forma de retaliação aos governadores estaduais. O gesto demonstra, mais uma vez, a insensibilidade, a intolerância e a incapacidade do presidente Jair Bolsonaro de compreender a dimensão do cargo que ocupa, como presidente da República. O presidente Bolsonaro mistura os canais e pensa que governar o Brasil é administrar a sua família, não é, presidente, governar o Brasil é ter sensibilidade e capacidade e visão para governar pra todos os brasileiros, os que lhe elegeram e os que não lhe elegeram, brasileiros de todas as partes do país, a atitude de retaliar os governadores de estado, porque têm cumprido o seu dever e a sua obrigação de atender a ciência e a saúde para proteger a vida dos brasileiros, é um gesto deplorável. Eu espero que o presidente cumpra, se for capaz, a sua promessa de menos Brasília e mais Brasil, e cumpra também a sua promessa de obedecer o pacto federativo, São Paulo está ao lado dos outros 26 estados brasileiros, para defender o interesse da população e, principalmente, a vida dos brasileiros. Presidente Bolsonaro, lembre que, até o presente momento, 14 mil brasileiros perderam suas vidas, volto a repetir, 14 mil brasileiros, presidente, 14 mil famílias perderam seus entes queridos, não estamos numa brincadeira, não estamos num campeonato de jetsky, não estamos disputando tiro ao alvo, não estamos fazendo churrasco no jardim do Palácio do Alvorada, estamos enfrentando uma gravíssima crise de saúde, de vida e de economia, presidente. O Brasil acorda assustado com as crises diárias, por agressões gratuitas, agressões à democracia, agressões à Constituição, agressões às instituições, agressão ao Congresso Nacional, agressão ao Supremo Tribunal Federal, agressões à imprensa, agressões e xingamentos a jornalistas, agressões a ministros do seu próprio governo, como o senhor fez e continua a fazer, fez com Gustavo Bebiano, fez com Santos Cruz, fez com Sérgio Moro, fez com Luiz Henrique Mandetta e agora fez também com Nelson Teich. Presidente Bolsonaro, governe, administre o seu país com equilíbrio, com paz no coração, com compreensão, com discernimento e com grandeza, pare com agressões, pare com os conflitos, pare de colocar o país dentro de um caldeirão interminável de brigas e atritos, o país, para vencer a pandemia, precisa estar unido e precisa estar em paz. As informações de hoje do Governo de São Paulo. O governo anuncia a compra de dois milhões de testes rápidos para o coronavírus, o Governo de São Paulo autorizou a aquisição de dois milhões de testes rápidos, testes esses que já estarão disponibilizados no Instituto Butantan a partir de amanhã, com um investimento total de 114 milhões de reais. A primeira fase da testagem começa já na próxima segunda-feira, priorizando as forças de segurança do Estado de São Paulo, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica e os Bombeiros. Na sequência, os profissionais de saúde do Estado de São Paulo e, também dos municípios. O Governo do Estado, em parceria com os municípios, vai, na sequência, identificar também os extratos populacionais prioritários para a aplicação dos testes. É um esforço do Governo do Estado para ampliar a testagem e, também a rede de coleta descentralizada para exames do coronavírus, sobre isso falará o Dr. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan e, também coordenador do nosso comitê de saúde. Segunda informação de hoje, acabamos de assinar, nesta manhã, o maior contrato de concessão de rodovias da história do país, o contrato da Pipa, Piracicaba, Panorama, com investimento de 14 bilhões de reais do setor privado. A concessão assume, em primeiro de junho, a responsabilidade para modernização e implantação de 1.273 quilômetros da maior malha rodoviária já licitada no Brasil, por um período de 30 anos, a extensão abrange 12 rodovias, passando por 62 municípios do estado de São Paulo. O consórcio vencedor, sob a liderança do Banco Pátria, repito, fará um investimento de R$ 14 bilhões, começando imediatamente e gerando 7 mil novos empregos diretos e indiretos já nos primeiros dois anos de contrato, levando renda para a população do estado de São Paulo, oportunidade e dignidade. Isso demonstra a confiança na nossa economia, demonstra confiança no nosso governo, demonstra confiança nos agentes reguladores do estado de São Paulo, e estimula a economia do estado como um todo, e repito, geração de renda e emprego. Terceira informação, também positiva, assinamos ontem seis novos contratos de despoluição do Rio Pinheiros, e que vão proporcionar nos próximos oito meses, a geração de 2.500 novos empregos. Total dos contratos, R$ 681 milhões. Os detalhes poderão ser oferecidos pelo secretário Marcos Penido aqui nesta coletiva, assim como da concessão da PIPA, poderão ser oferecidos pelo nosso vice-governador e secretário de governo, Rodrigo Garcia. Neste programa de despoluição do Rio Pinheiros, uma das metas do nosso governo, as obras iniciadas não foram paradas, em nenhum momento, nas sucessivas quarentenas que tivemos que implementar aqui em São Paulo. Os seis contratos assinados ontem para as obras de saneamento, repito, somam R$ 681 milhões. E, além disso, está confirmada a manutenção do investimento pela Sabesp, a empresa de saneamento do estado de São Paulo, a empresa de capital misto, cotada em bolsa, o investimento de R$ 2 bilhões no programa de despoluição do Rio Pinheiros na capital de São Paulo. sendo essas as informações, eu agora passo para a saúde, para as informações atualizadas do nosso secretário de Saúde, José Henrique Germann, e na sequência os demais farão aqui os seus pronunciamentos. Doutor Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE: Muito obrigado, governador. Boa tarde, a todos. Nós temos aqui os números de ontem para hoje, e no Brasil totalizam agora 202.918 mil casos, e 13.993 óbitos. Para o estado de São Paulo nós atingimos 58.247 casos, e sendo que de ontem para hoje, 3.961 novos casos, que equivale a 7%. Um crescimento de 7%. Em número de óbitos, o acumulado está em 4.505, os novos óbitos foram 186, o que equivale a 6% de crescimento. As taxas nós mantemos 10 mil pacientes internados, vocês devem se recordar, há 15 dias atrás esse número era mais ou menos paritário, 50 a 50% entre UTI e enfermaria, e agora a parte de enfermaria já é superior aos internados em UTI. E aqui estão internados tantos os pacientes confirmados, como os pacientes suspeitos de Coronavírus. As taxas de ocupação em UTI no estado de São Paulo estão em 68%, e na grande São Paulo, 84,4%. Nós já totalizamos em termos de testes, 70 mil testes de diagnóstico, que já foram liberados. E no Ibirapuera, destacando aqui para vocês, 116 pacientes internados. Eu mostrei ontem para vocês o novo hospital de campanha que será aberto na quarta-feira que vem, dia 20, junto ao hospital de Heliópolis, que é um hospital terciário, e lá a AME/Barradas foi transformada, está no final da transformação, em um hospital, propriamente dito, ainda classificado como hospital de campanha, porque ele é provisório. E com 140 leitos, mais 30 de UTI, mais 25 de... Nós fomos, o senhor governador, eu queria fazer esse destaque, inaugurou ontem o hospital de urgência de São Bernardo do Campo. É um novo hospital, altamente qualificado, uma qualidade esmerada de instalações, 1.500 funcionários para 170 leitos e 80 leitos de UTI. Esse hospital seria um hospital geral, para atendimento da população, mas nesse momento ele será destinado exclusivamente para atendimento da COVID-19. Então nós estamos adentrando leitos, e colocando leitos novos no sistema, cada vez mais, no sentido e conforme os recursos que a gente obtém do ponto de vista de recursos adicionais, a gente coloca o hospital em funcionamento. Desses números que eu mostrei aqui para vocês hoje, o número de 3.961 novos casos em São Paulo, que dá 7%, foi o maior número de casos novos que nós tivemos até então. Acho que essas eram as informações. Muito obrigado, senhor governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, José Henrique Germann, secretário da Saúde. Agora para falar dos testes, o nosso coordenador do comitê de saúde do estado de São Paulo, Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTATÃ: Boa tarde, governador. No último dia 30 nós anunciamos a estratégia ampliada de testes, naquele momento eu anunciei que isso seria feito em três fases, e que a data seria 15 de maio. Então nós estamos hoje anunciando o andamento das três fases, fase um, a introdução dos testes rápidos, começamos pela Polícia Militar, hoje às 7h da manhã nós começamos em 20 unidades aqui do município de São Paulo, o atendimento aos policiais, e as suas famílias. Faremos em 20 dias 145 mil exames, com a colaboração do General Campos, secretário de Segurança. Isso está funcionando 12 horas por dia, com a participação do próprio pessoal da segurança, mais o pessoal da rede de testes. A segunda fase, compreender a ampliação dos testes RTPCR, em um primeiro momento para o contato dos pacientes graves, e em um segundo momento a ampliação para os pacientes sintomáticos leves. Na segunda-feira os municípios receberão uma norma técnica já iniciando a testagem dos pacientes leves. Quer dizer, esses pacientes não estavam sendo atendidos até então, porque existe a recomendação que eles fiquem em casa. Então agora tem uma sistemática de que esses pacientes serão atendidos. E importante, quer dizer, com a cooperação do Centro Paula Sousa, da Secretaria de Desenvolvimento Social, da Secretaria de Administração Penitenciária, da Secretaria de Segurança, nós iniciamos a montagem de uma rede de contenção da infecção em populações vulneráveis. Então o primeiro acordo foi com o Centro Paula Sousa, o Centro Paula Sousa tem 59 unidades com cursos de enfermagem, são esses que estão mostrados aí no mapa. E essas unidades atuarão em três áreas, farão coletas descentralizadas, tanto de exame PCR, quanto de exame do teste rápido. Farão um apoio para a coleta dos estudos soro epidemiológicos nesses municípios, e serão também envolvidos na resposta rápida. Esse é um conceito interessante, no próximo diapositivo. Essa é a configuração dessa rede, quer dizer, se na área da administração penitenciária, na questão das casas asilares e nos presídios, nós tivermos casos agudos, casos na fase de manifestação de sintomas, essa equipe, essas unidades de contenção da infecção em populações vulneráveis será ativada e, através dos alunos, dos estudantes e dos coordenadores dos cursos de enfermagem, irão a essas unidades coletar os testes. E os testes serão encaminhados aí à plataforma para o diagnóstico do Corona Vírus. Já se iniciou isso, já tem a programação de se iniciar isso muito rapidamente, nas casas asilares, e em algumas penitenciárias que estão próximas a essas unidades, do Centro Paula Souza. Tenho a impressão que a secretária Célia Parnes pode complementar essa iniciativa, em relação às casas asilares. Para finalizar, com o quantitativo de testes já disponíveis, que são 1,3 milhão de testes de RT-PCR, mais os dois milhões de testes rápidos, nós vamos chegar a um nível de testagem, nos próximos três meses, que é similar ao de países como a Itália, a Espanha, que está ali no gráfico. Então, tem Brasil, que é 1,3 milhão, e o Estado de São Paulo vai chegar a 27 mil testes por milhão de habitantes. É isso, governador, muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas Covas. Eu vou pedir à secretária Célia Parnes que complemente a informação, conforme a citação feita pelo Dr. Dimas. Célia, nossa secretária de Desenvolvimento Social. Célia.

CÉLIA PARNES, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL: Obrigada, governador. Na verdade, desde o início dessa pandemia, a população com mais de 60 anos tem sido realmente foco prioritário das ações do Governo do Estado de São Paulo, não só por compor o grupo de risco da doença, mas principalmente por termos, em nossa rede socioassistencial mais de 20 mil idosos em acolhimento, que muitas vezes apresentam múltiplas fragilidades. A primeira ação do governador João Doria, já em 17 de março, foi justamente a suspensão das atividades dos Centros de Convivência do Idoso e os Centros-Dia do Idoso também, já garantindo a proteção social desta população. A primeira fase desta testagem, a qual o Dr. Dimas se refere, abrangerá dez instituições de lona permanência públicas, para 600 idosos. Os testes PCR, Real Time, são fáceis de executar e apresentam grande precisão diagnóstica na detecção do Covid-19. Na semana passada, anunciamos também o repasse de R$ 3 milhões, por meio do Fundo Estadual da Assistência Social, estritamente para estes serviços de acolhimento institucional para idosos. E essa verba é justamente para compra de materiais, como EPIs, materiais de higiene pessoal, produtos de limpeza e higienização dos espaços, e utensílios dos serviços, vacinas e substituição de funcionários, no caso de suspeita de diagnóstico do Covid-19. E finalmente, governador, hoje é Dia do Assistente Social. Merecem nossos parabéns esses heróis, que estão também na linha de frente. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretária Célia Parnes. Agora, virando a página, falando sobre programa de investimentos e geração de empregos em São Paulo, através da despoluição do Rio Pinheiros, tem a palavra o secretário Marcos Penido, secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente. Secretário.

MARCOS PENIDO, SECRETÁRIO ESTADUAL DE INFRAESTRUTURA E MEIO AMBIENTE: O programa do Rio Pinheiros é um programa de despoluição, revitalização, mas, acima de tudo, um grande programa de saneamento básico. Se trará o saneamento básico para uma bacia, em que vivem 3,3 milhões de pessoas, que é a Bacia do Rio Pinheiros. Esse programa não parou, a Sabesp tem seis contratos de rede coletora em andamento, assinou mais seis novos contratos agora, somando mais R$ 280 milhões, num total de 16 contratos que irão fazer todo o sistema de coleta do esgoto desta bacia, encaminhando para tratamento. Serão removidos desta bacia 2,8 metros cúbicos por segundo de esgoto, o que permitirá uma água limpa e contribuirá sobremaneira para a despoluição. Os demais serviços da EMAE, os demais serviços DAEE e todo o apoio da Cetesb em nenhum momento pararam, e todo esse trabalho vem de encontro a esse momento, porque saneamento básico é saúde pública e, através da nossa secretaria, continuamos investindo, gerando empregos e cuidando da saúde da nossa população.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Marcos Penido. Repito: os investimentos totalizam R$ 681 milhões, com a geração direta de 2.500 empregos. Também falando sobre novos investimentos e geração de empregos, neste que é o maior contrato de concessão de rodovias do país, vou pedir a intervenção do secretário e vice-governador Rodrigo Garcia. Rodrigo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia, governador, bom dia a todos. A assinatura do contrato de concessão hoje, da maior concessão de rodovia do Brasil, ela já seria importante em dias normais, governador. No meio de uma pandemia, passa a ser, além de importante, histórico, porque aponta um caminho de saída para a crise de pandemia que nós vivemos. Todos os governos, e São Paulo não é diferente, já têm procurado, através dos seus comitês econômicos, olhar o pós-pandemia. E aqui o governador João Doria criou o Comitê de Economistas, está aqui a Ana Carla Abraão, que nos ajuda, pensando justamente em como gerar emprego, em como ajudar o Brasil no pós-pandemia, no caminho de saída. E a assinatura da PIPA hoje reforça esse compromisso de São Paulo. Além de ser a maior concessão de rodovia já feita, além de ter a outorga com o ágio maior, até hoje, visto no Brasil, mais de R$ 1 bilhão depositados hoje na conta do Governo de São Paulo, reforça o compromisso de geração de emprego. A concessionária esteve aqui hoje reafirmando seus investimentos, investimentos da ordem de R$ 14 bilhões, que já começam a partir do mês que vem, não só dando segurança viária àqueles que usam a rodovia, mas também gerando muito emprego, pelos serviços e obras que serão feitas. Então, é um dia a se comemorar, no meio de tanta tristeza, governador, e aponta claramente um caminho de saída para a crise econômica que a pandemia gerou em todo o mundo. O nosso programa de concessão não parou no período da pandemia, nós fizemos audiências públicas virtuais de todos os nossos projetos, inclusive esta semana, fizemos audiência pública do Jardim Zoológico, dos parques que serão levados a concessão. Seguiremos assim, no Ginásio do Ibirapuera e em todos os nossos programas, mostrando claramente que o setor privado, em parceria com o setor público, terão uma responsabilidade grande no caminho de saída dessa crise econômica, gerada pela crise de saúde. Então, pedágios reduzidos, pelo desconto que obtivemos, em média 23% menores, a maior inovação já feita numa concessão, que é o desconto por usuário frequente, muito se falou nisso em todo o mundo, São Paulo sai na frente e é o primeiro estado da América do Sul que inicia esse processo de desconto de usuário frequente, e tantas outras melhorias, que nós comemoramos o leilão, no mês de janeiro, veio a pandemia, o Governo se esforçou junto com a concessionária, para manter as bases desse contrato, e hoje esse contrato é assinado, celebrado, 30 anos de grandes investimentos para São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário e vice-governador Rodrigo Garcia. Agora, vamos às perguntas. O primeiro veículo de comunicação a fazer uso da palavra é presencial, é o SBT, com o jornalista Fábio Diamante. Fábio, bom dia, muito obrigado pela sua presença, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Bom dia, governador, boa tarde a todos. Governador, os números só pioram, e a previsão do próprio governo é de que, em duas semanas, São Paulo pode dobrar o número de infectados e de mortos. Se agrava mais ainda a informação do secretário Edson Aparecido de que as UTIs dos hospitais privados também estão com uma taxa alta de lotação, 95%. O senhor sempre tem dito que o 'lockdown' era uma possibilidade, mas que não era uma carta colocada na mesa ali. Eu queria saber se o senhor já colocou essa carta na mesa, se é verdade que o senhor já conversa com prefeitos da Grande São Paulo, já que o entendimento da maioria é de que o 'lockdown' precisaria ser regional e não apenas na capital, e que é importante segurar os números na Grande São Paulo. Eu queria saber se, de fato, agora o senhor já trata da possibilidade de um 'lockdown' em São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Fábio, obrigado pela pergunta. Nós mantemos a mesma posição anterior, Fábio, nos protocolos do comitê de saúde existe lockdown, local e regional, mas neste momento ele não será aplicado. Nós estamos avaliando isso dia a dia, com cuidado, com atenção, com zelo, com as informações provenientes da equipe coordenada pelo Dimas Covas, e também com as informações compartilhadas pelo secretário de Saúde do Estado de São Paulo. A relação com o secretário Edson Aparecido, secretário municipal de saúde, é constante, é diária, de secretário para secretário, assim como a minha relação de contato é diário com o prefeito Bruno Covas. Volto a repetir, o protocolo existe, ele está pronto, mas neste momento ele não será aplicado. Se houver necessidade, aplicaremos e informaremos. Vamos à próxima pergunta, é da TV Bandeirantes, TV Band News, jornalista Leni Leone. Obrigado pela sua presença. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

LENI LEONE, REPÓRTER: Boa tarde. Boa tarde, a todos. Então, governador, há pouco saiu a notícia do então ministro Nelson Teich que pediu a exoneração, um dos motivos foi por pressão pelo uso da Cloroquina. Como o governo de São Paulo enxerga essa questão? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Leni, obrigado pela pergunta. Eu primeiro quero lamentar a saída do ministro da Saúde, Nelson Teich, é o segundo ministro da Saúde que em um prazo de 90 dias deixa a função pela desordenação do governo Bolsonaro. O ministro Nelson Teich demonstrou ao longo desses 10, 11 dias em que ocupou essa posição, compromisso com a ciência e respeito ao isolamento. Falou isso várias vezes, nas suas poucas entrevistas. O que foi suficiente para nos dar a confiança de que tínhamos um ministro seguindo a ciência, um Ministro da Saúde seguindo a orientação correta para a saúde. Eu lamento que essa troca tenha sido feita, e espero que o sucessor do ministro Nelson Teich continue seguindo a orientação da medicina e da saúde, e que não incorra no grave erro de seguir orientações ideológicas, partidárias, pessoais ou familiares. Um ministro da Saúde do Brasil deve proteger a saúde dos brasileiros, e não proteger a individualidade da intenção deste ou daquele mandatário. Esta é a nossa posição, e lamento mais uma vez a perda do ministro Nelson Teich, como lamentei aqui a perda do ministro Luiz Henrique Mandetta, que também pagou com o seu cargo, por defender o seu compromisso com a ciência, com a saúde, e com a vida dos brasileiros. A próxima pergunta é virtual, é do Jornal O Globo. Obrigado, Leni, mais uma vez. É da jornalista Silvia Amorim. Boa tarde. Você já está na tela, sua pergunta, por favor. Silvia, vou pedir só um minutinho porque o seu áudio falhou, vamos reestabelecer o áudio da jornalista Silvia Amorim, do O Globo, se puderem me sinalizar. Sim, ok, Silvia, por favor.

SILVIA AMORIM, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Eu queria continuar no assunto rodado pelo meu colega Fábio Diamante, o senhor já disse que os dados sobre, enfim, a adoção de medidas mais rigorosas de isolamento estão sendo verificadas dia a dia. Existe de fato essa discussão, existe uma discussão de que o lockdown se implantado, possa ser regionalizado, que poderia dar, enfim, maior resultado. Eu queria saber especificamente se esse assunto já está sendo tratado, já foi abordado com as conversas que o senhor teve com o prefeito da região, por exemplo, da grande São Paulo, que é aonde a gente percebe que se concentra o maior problema hoje? Existe ou houve já esse tipo de conversa com esses prefeitos? E qual foi a receptividade? Qual é a receptividade por parte destes para uma adoção de algo nesse sentido?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Silvia, obrigado pela pergunta, eu vou na mesma linha da resposta dada ao jornalista Fábio Diamante do SBT. O protocolo já existe, portanto, o diálogo já ocorreu, e mais de uma vez, entre o governo do estado de São Paulo e a Prefeitura de São Paulo, entre o governador e o prefeito Bruno Covas, assim como entre os seu secretário de saúde, e o secretário de saúde do estado de São Paulo, e o comitê de saúde. O protocolo existe, mas ele não está sendo aplicado no momento, nós aqui não precipitamos decisões, nós avaliamos decisões e tomamos quando necessário, não é por desejo nem do governador, nem do prefeito, nem desta ou daquela pessoa, há um conjunto de valores no pensamento do comitê de saúde, que faz a avaliação sobre o prisma completo, no âmbito do estado, no âmbito regional, especificamente aqui na região metropolitana de São Paulo, e depois na capital de São Paulo. Qualquer decisão que circunstancialmente, Silvia, pudesse ser adotada na capital de São Paulo, ela se reflete em todas as demais cidades que circundam a capital paulista, e por sua vez, há um reflexo também nas demais cidades, não é uma decisão que possa ser tomada isoladamente, ela tem que ser tomada dentro de uma visão completa, e essa visão existe, é monitorada diariamente, e se houver a decisão nós saberemos anunciar e justificar. Vamos agora, obrigado Silvia, vamos agora à uma nova pergunta, ela é presencial, do jornalista Vitor Moraes, da Rádio e TV Jovem Pan. Vitor, boa tarde, mais uma vez. Obrigado pela presença. Sua pergunta.

VITOR MORAES, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. A minha pergunta ia ser direcionada para o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, mas como ele está se recuperando e não está presente, eu vou abri-la para os senhores. Com relação ao rodízio, governador, que foi implementado na cidade de São Paulo essa semana, os números mostram que ele não teve a efetividade desejada, tanto que o número, a taxa de isolamento não aumentou, e a gente viu o número dos usuários dos transportes públicos aumentar muito. O senhor teve alguma conversa com o prefeito com relação a isso, o que pode ser decidido nas próximas semanas? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vitor, obrigado pela pergunta. Sim, tenho dialogado com o prefeito Bruno Covas, mas eu quero esclarecer que a decisão é da Prefeitura de São Paulo, o prefeito evidentemente tem total autonomia para decidir, tem uma boa equipe de planejamento, e de engenheiros na área de transporte, e faz avaliações diárias sobre o chamado mega rodízio que está sendo aplicado no momento. A informação no último diálogo com o prefeito é que a avaliação levaria em conta os resultados desta semana. Portanto, hoje completaria-se uma semana, vamos chamar, dos dias úteis da semana, para feita esta avaliação ampla, tomar-se a decisão para manutenção ou não do chamado mega rodízio. Mas vamos aguardar a posição final da Prefeitura de São Paulo. Vitor, obrigado pela pergunta. Agora mais uma pergunta presencial, é da TV Gazeta, jornalista Marcelo Bossedio. Marcelo, mais uma vez, obrigado pela presença. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

MARCELO BOSSEDIO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. A minha pergunta é em relação aos testes, por enquanto os testes vêm sendo priorizados às pessoas que vem tendo sintomas, as chamadas coortes, policiais e outros grupos de pessoas que estão sendo priorizados. Eu gostaria de saber quando haverá testagem em massa no sentido de testar não só as pessoas com sintomas leves, mas também a sociedade em geral, até para um maior controle de transmissibilidade, até pensando também em uma retomada econômica? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marcelo. A sua pergunta permite a complementação das informações que foram dadas já aqui pelo doutor Dimas Covas, e é a ele que dirijo a solicitação para que responda à pergunta da TV Gazeta.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Obrigado, Marcelo. A sua pergunta é importante. Desde o dia 9 de abril nós fizemos 55 mil testes de PCR. Quer dizer, hoje a rede opera com uma certa ociosidade, e por isso está sendo ampliada para outras populações. Então pacientes leves, pacientes com sintomas gripais, a partir da semana que vem serão incluídos na testagem de RTPCR. Segundo ponto, a questão das coortes, quer dizer, as coortes elas são desenhadas para informar a respeito do andamento da epidemia, então ela tem que ser controlada, isso é por status populacionais, e tem que ser feito em várias regiões do estado. A primeira coorte é essa com a Polícia Militar, é a maior coorte feita até então aqui no Brasil, como eu disse, 145 mil pessoas, 35 mil policiais e os seus familiares, os seus coabitantes. Com essa coorte, que será realizada em 20 dias, nós teremos uma fotografia, com muita precisão, da epidemia aqui no epicentro. E com isso, nós vamos poder fazer projeções muito mais acuradas em relação ao progresso dela, em relação ao interior e a outras regiões do estado. Então, isso é um trabalho importante, sim, é um trabalho de apoio às decisões, apoio à modelagem epidemiológica. E nós vamos andar rapidamente nesse sentido.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas Covas. Marcelo, mais uma vez, obrigado pela sua pergunta. Agora vamos a uma pergunta online, da TV Vanguarda, de São José dos Campos, aqui no Vale do Paraíba, no interior de São Paulo, é do jornalista Rafael Viana. Rafael, boa tarde, você já está em tela. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Governador, boa tarde. Aqui no Vale do Paraíba, especialmente, a gente tem ficado muito abaixo da taxa de isolamento ideal, segundo o Governo do Estado, de 55%. E dentro do Plano São Paulo, uma das metas estabelecidas, além do isolamento, é também um período de no máximo 14 dias com quedas no número de novos casos, para se poder falar em flexibilização da quarentena. Queria saber do Governo do Estado, diante desse índice de isolamento social, se há uma perspectiva, se há uma previsão, se pode-se falar numa possibilidade, em quanto tempo de se adotar uma flexibilização, e quando que deve começar a acontecer essa queda no número de novos casos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Rafael, é a pergunta de um milhão de dólares, ou mais até. Mas eu vou pedir à Saúde, através do Dr. Dimas Covas, e se necessário com comentários do Dr. José Henrique Germann, o atendimento à sua questão. E se ele responder, fará direito a este um milhão de dólares. Vamos lá.

DIMAS COVAS, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bem, Rafael, esses índices que foram definidos, quer dizer, decréscimo de casos por 14 dias, redução na ocupação de leitos de UTI para menos, 60% ou menos, isso significa que, nesse momento, nós estaríamos em decaída, em decréscimo da curva. Nesse momento nós estamos em subida da curva. Eu concordo com o governador, nós não temos uma bola de cristal para prever quando isso vai acontecer, agora a mensagem é importante: quanto mais aderente às normas de afastamento social nós formos, mais rápido esse período vai acontecer. Então, isso é uma mensagem importante. E mais, o problema do afastamento social, hoje, ele está circunscrito principalmente às regiões periféricas, nas comunidades, principalmente, e lá que nós temos que olhar, lá que nós temos que colocar a nossa atenção, porque lá também é onde vai ocorrer a maior taxa de infecção. Então, a epidemia, a pandemia, está se deslocando para as periferias das grandes regiões metropolitanas, e nós precisamos lá conscientizar as pessoas e dar condições para as pessoas, para elas aderirem a esse afastamento social.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas Covas, Rafael, obrigado pela pergunta. O seu papel é esse mesmo, é indagar, perguntar, para obter a precisão, se possível fosse. Há cenários, como disse o Dr. Dimas, mas a precisão científica dessa informação não é possível ainda. Muito obrigado pela sua participação. Vamos agora à penúltima pergunta, é da TV Record, jornalista Cleisla Garcia. Cleisla, obrigado por estar aqui conosco, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Governador, boa tarde a todos. Governador, os estudos epidemiológicos mais recentes, internacionais, revelaram que o vírus, ele costuma acompanhar as rodovias. E se a gente olhar hoje o cenário do Estado de São Paulo, a gente tem a capital, em seguida a Baixada Santista e, logo na sequência, o motivo de preocupação é a região de Campinas. Suponhamos que ainda é cedo pra falar em 'lockdown', porque a gente precisa desses protocolos, mas está sendo pensado já uma estratégia rodoviária, não de isolamento, mas de certos bloqueios, impedindo essa transmissão cruzada, já que São Paulo está apostando tão pesado no isolamento? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Cleisla, muito boa, muito bem elaborada a sua pergunta, se você me permite esse comentário. Eu vou dividir a resposta com a saúde e com o secretário de Governo, Rodrigo Garcia. Vamos ao Dimas Covas, com comentários do Dr. Germann, e na sequência a complementação do Rodrigo Garcia. Dimas.

DIMAS COVAS, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bem, a colocação foi perfeita. O epicentro da epidemia é aqui na cidade de São Paulo, no município de São Paulo, na região metropolitana. Por proximidade, até, a Baixada Santista, nesse momento. E obviamente que tem os grandes eixos rodoviários, que levaram essa epidemia para o interior. Então, o secretário João tem nos fornecido estudos muito precisos dessa frequência de deslocamento, nos diversos municípios do Estado de São Paulo, e com esses dados nós conseguimos modelar o andar da epidemia. Então, isso é um dado importantíssimo e muito precioso, porque com isso nós podemos inclusive fazer uma projeção para as próximas semanas, do que possivelmente vai acontecer no interior.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Complementando aqui um pouquinho, o seguinte: a vantagem de todos esses estudos que a gente faz e o fato de nós termos alguns recursos disponíveis, fez, por exemplo, com que a gente, agora na Baixada Santista, fizesse um aumento do número de leitos, tanto em hospitais de Santos quanto Praia Grande e Itanhaém. Então, para que isso? Nesse sentido, porque há, de fato, a região da Baixada Santista tem o maior índice de ocorrência depois de São Paulo. Eu só gostaria de fazer mais um comentário em cima da questão do Rafael, que quando será que poderia estar diminuindo. É o seguinte: se nós tivéssemos uma taxa de isolamento que estivesse acima de 60%, talvez a gente já estivesse nessa situação.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Rapidamente, governador, dentro dos estudos da evolução da epidemia, nós temos um estudo, que ele é de logística, de desejo de viagem e de circulação entre as regiões do estado. É sabido que a macrometrópole, São Paulo, Santos, São José dos Campos, Campinas e Sorocaba, tem uma circulação entre essas regiões, muito intensa. Na sequência, você agrega a região de Ribeirão Preto à macrometrópole. Na sequência, São José do Rio Preto, e assim sucessivamente. Então, esses mapas de desejo de viagem, de circulação intrarregional, elas têm também uma lógica econômica, que é de interdependência econômica. Regiões do interior de São Paulo que dependem da macrometrópole para produzir insumos, e vice-versa. Então, tudo isso está sendo levado em consideração no Plano São Paulo, e talvez seja aí um caminho para que a gente possa avaliar essa questão da regionalização. O Plano São Paulo prevê essa regionalização, uma flexibilização eventual responsável e regionalizada, justamente estudando a evolução da epidemia, por conta da circulação entre as regiões. São Paulo é grande, são 45 milhões de habitantes, 645 municípios, e nós estamos levando em consideração cada região para esses estudos da economia e da epidemia, para avaliar as decisões legais em relação à quarentena.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário, obrigado, Dimas Covas, obrigado também Rodrigo Garcia. Obrigado, Cleisla, pela pergunta e pelo cuidado na elaboração da questão. Vamos agora à última intervenção, que é da TV Globo, GloboNews, com a jornalista Bete Pacheco. Bete, bem-vinda novamente aqui às nossas coletivas. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde. Na verdade, uma pergunta para o Dr. Dimas, na verdade, para confirmar um dado numérico, e minha pergunta seria a respeito, na verdade, para o governador, da questão que o presidente da Associação de Shoppings apresentou um documento, se comprometendo com 20 medidas protetivas, para tentar reabrir algumas lojas de shoppings. Queria repercutir com o senhor, qual a sua opinião? E a minha dúvida, em relação aos números, Dr. Dimas, é de um balanço divulgado pelo Governo do Estado, permita que eu vou colar aqui as datas: 28/04 a 13 de maio, então portanto em duas semanas foram realizados dois mil testes, isso PCR, né, sendo que a capacidade é de cinco mil, né, eu queria saber por que já não se ampliou pro PCR também essa testagem de pacientes com sintomas leves, moderados?

DIMAS COVAS, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Perfeito. Essa capacidade ociosa dos laboratórios foi constatada a partir da chegada diminuída de exames, quer dizer, a diminuição da procura. E aí as interpretações, na minha opinião, é primeiro porque o fluxo anterior foi rompido, quer dizer, como havia um certo, uma certa demora aí na liberação dos exames, e um acúmulo de amostras, o município rompeu, né, o fluxo que havia no primeiro momento. Então, nós estamos restabelecendo esse fluxo, ampliando exatamente para os pacientes, agora, com sintomas leves, né, então, isso vai triplicar ou quintuplicar a demanda, né, então, isso tá em curso, segunda-feira esse fluxo definido pela CCD, pelo Dr. Paulo Menezes, entra em funcionamento, né? Então, é uma boa notícia, que nós temos disponibilidade de teste, mas nós precisamos usar esses testes na sua plenitude, né, nós não temos, nesse momento, nenhum gargalo nessa cadeia, pelo contrário, nós precisamos ampliar e ampliar cada vez mais.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas. Bete, respondendo a pergunta sobre shoppings, nós tivemos uma solicitação da [ininteligível], para uma reunião virtual, que será feita na semana que vem, já estava confirmada, [ininteligível] participa das reuniões do comitê econômico empresarial, nós temos reuniões todas as quartas-feiras, das oito às dez da manhã, este e todos os demais setores da economia participam de reuniões construtivas, elaborativas com o Governo de São Paulo e com o comitê econômico, do qual fazem parte a Patrícia Ellen, Henrique Meirelles, Rodrigo Garcia e a coordenação dos economistas da Ana Carla Abraão aqui presente. Esta próxima reunião, [ininteligível] se comprometeu a oferecer mais informações, além das muitas que já fez o encaminhamento, o Governo de São Paulo é muito aberto pra receber contribuições, sobretudo aquelas feitas de forma conscienciosa, cuidadosa, zelosa, com vista a perspectivas futuras de um gradual e seguro programa de reabertura da economia. Mas eu tenho alertado a todos os empresários que nós só poderemos avançar de forma efetiva se tivermos condições providas e seguros do comitê de saúde do Estado de São Paulo, mas as contribuições, todas elas são levadas em conta, e são analisadas e são, depois, tabuladas pela equipe econômica, sob a coordenação da economista Ana Carla Abraão, todos os setores, eu falei da [ininteligível], mas também [ininteligível], que é uma outra entidade, também fez contribuições, são bem-vindas, e é assim que nós desejamos prosseguir, com bom entendimento, com diálogo, sem pressão, mas sempre dialogando. Pois não, claro.

BETE PACHECO, REPÓRTER: Talvez eu não tenha me expressado direito, na verdade não foi da [ininteligível], foi justamente da [ininteligível] essa proposta de reabertura, se comprometendo a, enfim, criar todas as medidas de segurança, então, por enquanto, não se cogita nada disso em relação a shoppings, né?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não, não, concretamente não, a [ininteligível], que é a outra associação, eu não quero fazer juízo sobre qual delas é mais importante, nós ouvimos as duas, mas nos apresentou também propostas muito conscienciosas, muito cuidadosas e regionalizadas também, uma visão heterogênea e não homogênea, e nós ouvimos todos os setores com discernimento e com respeito, e continuaremos a fazê-lo, e a tabulação e a incorporação dos dados feito pelo comitê de saúde, e pelo comitê econômico, inclusive com as análises específicas de comportamento em outros países e também em algumas poucas regiões aqui do Brasil, onde essa abertura já ocorreu, e nós analisamos também este comportamento, mas sempre dentro do prisma, Bete, de que São Paulo é o epicentro do coronavírus, as circunstâncias daqui não são iguais as do Rio Grande do Sul ou Santa Catarina, por exemplo, são diferentes e, infelizmente, mais graves aqui do que lá. Bem, ao término dessa coletiva, são 13 horas e 24 minutos, obrigado, Bete Pacheco, mais uma vez, pela presença e pela pergunta, a todos os jornalistas que aqui comparecem, aos que virtualmente dirigiram as suas perguntas e, nesse final, eu me sinto compelido a mandar uma mensagem para o presidente Jair Bolsonaro, uma mensagem de paz. Presidente Bolsonaro, tenha paz no coração, o senhor é cristão, como eu sou também, exercite a oração, presidente, pare de brigar, pare de conflitar, pare de buscar culpados, vamos somar forças, unir o Brasil, unir todos aqueles que vivem aqui, independentemente da sua posição política, ideológica, das suas convicções religiosas, nós precisamos de paz e harmonia, presidente Jair Bolsonaro, tem que ser um líder respeitado, e pra ser respeitado abra o diálogo sincero, aberto, produtivo, bom e que considere também opiniões que não sejam exatamente aquelas que o senhor tem por convicção, isso é democracia, presidente Bolsonaro, ouvir, discernir, ter a capacidade de compreender faz parte do processo democrático, é bom ouvir, e é bom decidir ouvindo, tenha bons gestos para os brasileiros, tenha bons gestos para o Brasil, a todos eu desejo uma boa tarde, peço que permaneçam em casa, fiquem em casa, protejam-se, protejam seus familiares, protejam seus amigos e nos ajudem a proteger o Brasil. Obrigado, bom final de semana, estaremos aqui na próxima segunda-feira.