Coletiva - Governo de SP confirma 5ª semana seguida de queda de mortes por coronavírus 20201409

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Coletiva - Governo de SP confirma 5ª semana seguida de queda de mortes por coronavírus 20201409

Local: Capital - Data: Setembro 14/09/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde. Muito obrigado pela presença de todos, vamos dar início à coletiva de imprensa tratando do combate à COVID-19, no estado de São Paulo. Quero cumprimentar os jornalistas que aqui estão, técnicos, cinegrafistas, fotógrafos, também os que estão virtualmente nos acompanhando. Aqui participando da coletiva de hoje: Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo; José Osmar Medina, coordenador do centro de contingência do COVID-19; João Gab bardo, coordenador executivo do centro de contingência do COVID-19; Também ao meu lado, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia; Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional; Regina Steves, presidente da Comunitas; Wilson Melo, presidente da Invest São Paulo; E Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã. Temos hoje três informações, e mais uma vez informações positivas a fornecer a vocês. Primeira delas é, o estado de São Paulo conclui a quinta semana consecutiva em queda de óbitos, pela primeira vez desde o início da pandemia em março deste ano. Houve uma queda de 8% confirmada no número de óbitos da semana epidemiológica, entre os dias 6 e 12 de setembro, em relação à semana anterior, que foi de 30 de agosto a 5 de setembro. Pela segunda semana consec utiva, a média diária de óbitos ficou abaixo de 200, um patamar que tínhamos em maio deste ano. Evidentemente que lamentamos e nos solidarizamos com as famílias que perderam entes queridos para a COVID-19, mas estamos em queda. As internações também caíram, caíram 8%, com isso, fechamos a oitava semana de queda nas internações. Com 51,1% a taxa de ocupação de leitos de UTI no estado de São Paulo também caiu, é a mais baixa taxa desde março deste ano. São números que voltam a comprovar a queda sólida nos indicadores no estado de São Paulo. Mas isso, repito, não significa relaxamento às medidas da quarentena, estamos em quarentena, e deveremos permanecer na quarentena até a chegada da vacina, que nos imunizará a todos, e nos protegerá definitivamente. Até lá peço que tod os usem máscara ao saírem das suas casas, façam o distanciamento social de 1,5 metros entre uma ou mais pessoas, e lavem as mãos constantemente e usem álcool em gel. Segunda informação de hoje, e informação também igualmente positiva, São Paulo fechou hoje mais uma etapa na arrecadação de fundos para a nova fábrica da vacina do Instituto Butantã, a vacina contra a COVID-19. Esta vacina aqui que é a vacina contra o Coronavírus, a Coronavac, a vacina do Instituto Butantã, e do laboratório privado chinês, Sinovac. Esta é a vacina que será também produzida aqui no Brasil pelo Instituto Butantã. O governo conseguiu uma arrecadação até o presente momento em doações privadas, sem nenhuma contrapartida, não há nenhum benefício fiscal, foi doação dire ta de empresas privadas a um total de R$ 97 milhões em dinheiro até o presente momento. O projeto executivo já foi contratado para a implantação dessa nova fábrica do Instituto Butantã. As obras na nova fábrica, lembrando que fisicamente a fábrica já existe, ela será adaptada, ampliada, modernizada e equipada, e as obras começam agora em novembro. A nossa meta é o custo total para a modernização, ampliação e equipamentos dessa nova fábrica, tem um total estimado de R$ 160 milhões, dos quais, R$ 97 milhões já foram arrecadados e consolidados, o que permite o início imediato da obra, para a sua execução a partir do dia 1 de novembro. Não tenho dúvida alguma, e afirmo aqui como governador de São Paulo, que chegaremos aos R$ 160 milhões em doações privadas para a Funda&cce dil;ão Instituto Butantã. Lembro também que o Instituto Butantã, e sobre isso falará Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã, terá até dezembro, 46 milhões de doses da vacina Coronavac para aplicação nos brasileiros de São Paulo e a sua imunização. E mais 15 milhões de doses até março deste ano. Quero reafirmar aqui como governador de São Paulo, que esses 61 milhões de doses da vacina já estão assegurados, e isso depende exclusivamente do governo do estado de São Paulo, e essa decisão já foi tomada, e os recursos já foram separados para essa finalidade. Mas estamos trabalhando junto ao Ministério da Saúde, volto a mencionar, para que no primeiro trimestre do ano que vem possamos ter 100 milhões de doses, e assim o Instituto Butantã contribuir para a vacinaç&atilde ;o através do sistema SUS, para mais brasileiros além daqueles que vivem aqui no estado de São Paulo. Se tivermos o apoio do Ministério da Saúde o Butantã fará a aquisição de 100 milhões de doses, além de prosseguir no seu programa de captação de recursos no setor privado e junto ao Ministério da Saúde, para que a sua fábrica seja rapidamente implantada, e possa produzir a vacina para a pandemia, para o combate à pandemia hoje e sempre. Uma fábrica como essa tem uma capacidade de vida no mínimo de dez anos, e vai se atualizando em mecanismos de produção ano a ano. Terceira informação, e também positiva para o dia de hoje, o comitê empresarial solidário, o mesmo que arrecada recursos para a Fundação Instituto Butantã, chegou hoje à marca de R$ 1,156 bilhão em doa& ccedil;ões. É um patamar inédito, jamais alcançado em nenhum programa de doações no Brasil em qualquer época. Na reunião de hoje, a décima oitava reunião do comitê empresarial solidário, alcançamos em doações em dinheiro, recursos e serviços, recursos técnicos e serviços e produtos, R$ 1,156 bilhão, repito, o maior programa de doações humanitárias já consolidado na história de São Paulo, e do Brasil. Logo no início da crise em março, organizamos este comitê, que tem todas as doações auditadas pelo [Ininteligível], e acompanhamento também da destinação dos recursos com auditagem independente pela [Ininteligível]. Um sucesso e uma demonstração de solidariedade do empresariado de São Paulo em relação &agr ave; nossa população. E um exemplo também de integração entre governo e livre iniciativa. Quero aproveitar aqui para renovar o agradecimento às 422 empresas que integram esse comitê solidário, e pela confiança que depositam no governo do estado de São Paulo, e nas ações que realizamos na saúde, na educação, na promoção social, na segurança pública e agora na produção da vacina no combate ao Coronavírus. Prova de confiança reproduzida por este patamar inédito de R$ 1,156 bilhão doados ao governo de São Paulo. Para falar dos temas que foram aqui apresentados, os três temas, começamos com a saúde, incluindo os dados de hoje, atualizados, com o Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde do estado de São Paulo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Estamos na trigésima oitava semana epidemiológica, e conforme o governador pronunciou, tivemos queda de 27% do número de casos, 8% do número de internações hospitalares em todo o estado. Estamos com a melhor e menor taxa de ocupação em UTI de toda a história do plano São Paulo, 51% no estado, e 50,8% na grande São Paulo. Estamos por oito semanas consecutivas apresentando diminuição nas internações em cinco semanas com a redução do número de óbitos. A boa notícia é que o interior e a baixada conjuntamente tiveram queda de 25% dos novos casos, 15% de queda nos óbitos, e 7% de queda nas internações. Isso mostra claramente que a repercussão que nós tivemos hoje de 100% dos municípios no faseamento amarelo do plano São Paulo, se deve a esses índices. Estamos com a pandemia sob controle no nosso estado, mas não podemos esquecer que ainda estamos em quarentena. Evitar aglomerações, distanciamento entre as pessoas, e a utilização de máscaras e higienização das mãos são fundamentais. Para que voltemos ao nosso normal, precisamos de vacinas, só assim poderemos viver como vivíamos. Para esse tema quero aproveitar, governador, e agradecer a todos os doadores do comitê solidário empresarial, e nominalmente à Regina Steves, do Comunitas, pelo apoio. Essas doações permitirão a construção da fábrica do Instituto Butantã, aumentando assim a capacidade de produção de vacinas, para que mais brasileiros sejam vacinados de forma absolutamente gratuita pelo Sistema Único de Saúde em todo o país. Vou apresentar os diapositivos, por favor. Hoje nós tivemos totalizando em São Paulo, 893.349 casos, nós tivemos 751.911 pacientes recuperados e mostrando que estamos progredindo de uma forma satisfatória. Mas não podemos banalizar as regras. Próximo. Aqui nós podemos ver o número de casos, a média diária dos novos casos, nós estamos com valores muito próximos aqui observado entre a vigésima quarta e vigésima quinta semana de junho. Próximo. Com relação ao número de interna&ccedil ;ões próximo aos dados apresentados na décima nona semana epidemiológica de maio. Próximo. E em termos de número de óbitos, também entre a vigésima e vigésima segunda semana de maio. Próximo. Estamos dentro da projeção para a primeira quinzena de setembro, próximo à linha inferior, portanto, abaixo das expectativas, e com uma projeção do número de óbitos dentro das expectativas para essa primeira quinzena de setembro. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Ainda no tema da saúde, vamos ouvir agora o José Medina, que é o nosso coordenador do centro de contingência do COVID-19. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Boa tarde. Eu só queria chamar atenção, com uma constatação boa, que é o que aconteceu com surto sazonal de gripe Influenza, do mesmo do resfriado comum que acontece no outono ou inverno, e já aconteceu antes no COVID-19 no Hemisfério Norte, e aqui no Hemisfério Sul praticamente desapareceu. São doenças que tem o mecanismo de transmissão parecido, o COVID-19, o resfriado comum, que é a gripe. E em função das medidas de contençã o do COVID-19 do uso de máscara, distanciamento e higiene das mãos, aquelas frases comuns que nós ouvimos todo dia: "Estou resfriado, ou estou gripado, não vou na escola, ou não vou trabalhar, porque eu estou resfriado, eu estou gripado". Ela praticamente desapareceu do nosso cotidiano, possivelmente em função desses cuidados que são medidas de contenção do COVID-19, que são as mesmas utilizadas para qualquer doença de transmissão respiratória, que é o uso de máscara, distanciamento e higiene das mãos. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, obrigado, Medina. João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos que acompanham essa coletiva. Vou pedir para colocar o slide que nós preparamos. Nós chegamos à nossa média móvel dessa última semana em 5.146 mil casos confirmados de COVID-19. Esse número, governador, ele nos faz retornar uma situação de três meses atrás, lá pela metade do mês de junho nós tínhamos essa média de casos confirmados, e no obstante todo aumento que nós tivemos de testagem, que pode s er visto pelo gráfico, ali pelo final do mês de julho, onde houve um aumento considerável da confirmação de casos, em função dessa testagem aumentada, e nós, mesmo com esse aumento de testes, que está sendo feito, mantendo a testagem em alto número, nós temos uma queda na confirmação de casos, que nos retorna uma situação de 90 dias, 120 dias atrás, são quatro meses. Próximo. Em relação aos óbitos, nossa média, a nossa média móvel da última semana, 181 óbitos por Covid, nos remete lá pro final do mês de maio, a partir daí nós tivemos um crescimento, depois nós mantivemos um platô, e agora fica muito claro, evidente, um retorno a uma situação de 90 dias atrás, que foi, 120 dias atrás, que foi aí pelo dia 20 de maio, ent&atil de;o são quatro meses, né, atrás, que nós tínhamos um dado parecia com esse, próximo a esse, de 181 óbitos, isso demonstra que o plano, ele foi melhorando, passamos por uma fase de crescimento, como era esperado, crescimento no interior do estado, como era esperado pelo plano, mantivemos depois um período no platô, consolidado de todo Estado de São Paulo, e agora, nessas últimas semanas, como o secretário Jean mostrou, nós estamos numa queda. Eu queria também aproveitar, governador, pra agradecer a Dra. Regina, que aqui representa todos os que participam, fazem parte da parceria do Comunitas com o Governo do Estado, que possibilitou que nós pudéssemos acompanhar, fazer esse monitoramento, acompanhamento, participação do Plano São Paulo, na transferência dessas informações que são muito úteis pro planejamento das ações que estão sendo tomadas. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Agora vamos ouvir a Patrícia Ellen, já falando sobre o segundo tema que nós observamos aqui, arrecadação de recursos para a Fundação Instituto Butantan, junto ao setor privado, e sobre esse tema falarão a Patrícia Ellen, o Marco Vinholi e Regina Esteves. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, governador. Então, fazendo a transição, vou falar um pouquinho ainda do Plano São Paulo e do grupo empresarial solidário, nós tivemos um resultado muito positivo hoje, na verdade fruto do esforço das últimas 18 reuniões, num trabalho que está sendo realizado com muita disciplina e resiliência nos últimos meses. Nós, hoje, contamos com 425 integrantes do comitê empresarial solidário, 260 doadores, foram realizados 18 enc ontros e somente no encontro de hoje nós tivemos o valor anunciado de doações de mais de 103 milhões de reais, que totalizam, então, esse um bilhão, 156 milhões em doações, que foram realizadas pra saúde, pra segurança pública, mas também pra proteção social e agora pro que talvez seja a conquista mais importante dessa jornada que estamos todos cursando juntos, que é a luta agora pela vacina e, nesse caso, a Coronavac. Temos a meta de seguirmos aqui bastante dedicados a esse compromisso de manter esse esforço de solidariedade pra ajudar quem precisa, chegar a meta de um bilhão e meio e, junto com isso, continuar o nosso trabalho também do lado econômico, da retomada econômica, junto com o comitê empresarial econômico. Queria finalizar agradecendo todo esforço da equipe de saúde, e de todos os prefeitos e da população, porque o resultado que nós estamos tendo no Plano São Paulo está sendo uma conquista de todos, que está nos permitindo realizar a retomada da economia, mas nós tivemos aqui a menor taxa de ocupação registrada desde o início do plano São Paulo, com 51.1%, é um ótimo sinal, que nós não estamos precisando utilizar esse espaço, e que cria também essa responsabilidade, pelo ponto de vista de alocação de recursos, vice-governador Rodrigo Garcia nos lembrou da importância de criarmos aqui uma revisão do plano São Paulo em função disso, então, temos aqui um trabalho bastante importante pela frente, mas que teve um grande resultado, novamente fruto da conquista de todos. Muito obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia, ainda no mesmo tempo, no mesmo tema, Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos, na última semana, na última quinta-feira, seguindo com as doações do Fundo Social do Estado de São Paulo, capitaneado pela primeira dama Bia Doria, fez uma distribuição importante na Baixada Santista, seguindo com a distribuição na semana anterior no Vale do Ribeira, e agora, nessa semana, na próxima quinta-feira, em Carapicuíba, seguindo as doações para a população do Estado de São Paulo. Aqui também, no tema da ev olução do coronavírus, é importante ressaltar, nas palavras do centro de contingência, já citadas aqui pelo Dr. Jean Gorinchteyn também, a novidade é que agora no estado inteiro nós verificamos os índices de queda, se antes tinha de forma mais contundente na capital, depois na região metropolitana, agora o interior também puxa nas mais diferentes regiões essa queda, ressaltando aqui a queda de 22% no número de óbitos no interior, de 14% nas internações na região metropolitana e 9,4% no interior, e na capital a queda de 41% no número de casos. Queria aqui ressaltar também, quando a gente verifica a ocupação dos leitos de UTI no Estado de São Paulo no menor índice da série histórica, 51.1%, mas também é importante verificarmos que nenhuma região do estado tem índice super ior a 65%, há duas semanas atrás nós verificávamos regiões acima de 80%, portanto, o estado vem agora num padrão em todo seu território, diferente do que acontecia antes, uma queda no interior do estado também. Quando a gente olha os índices de intensidade, lembrando aqui as internações por 100 mil habitantes em um índice de 42.3 na média do estado, nós lembramos que o índice pra que ele vá pra fase verde é de 40 por mil habitantes, portanto, quase lá nas internações e também nos óbitos, em 5.9 por 100 mil habitantes, na média do estado, lembrando que 5 é o número para a fase verde, o estado todo evoluindo e melhorando seus indicadores.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. E agora Regina Esteves, a Regina é presidente da Comunitas, uma organização do terceiro setor com sede aqui em São Paulo, com uma enorme capacidade de mobilização do setor privado e que tem nos ajudado muito, inclusive como coordenadora, ao lado da Patrícia Ellen, da Célia Parnes, da Bia Doria, deste comitê empresarial solidário. Regina.

REGINA ESTEVES, PRESIDENTE DA COMUNITAS: Muito obrigada, governador. Bom dia a todos e a todas, a Comunitas é uma organização social de interesse público, que tem se dedicado a inovação na gestão pública, nosso trabalho visa justamente modelar parcerias privadas, com investimento privado, para que tenhamos impacto social, quando a gente diz impacto, tem que ser através da política pública. Então, durante a pandemia, apoiamos projetos, tanto na área de ajuda, UTI's, com respiradores e monitores, na área de vulnerabilidade social, com o renda merenda, o merenda em casa, e assim, agora, estamos também nos unindo para deixar esse legado, que é com a construção da fábrica e a gente ter essas vacinas. Eu acho que muito mais do que aqui os recursos que já foram mobilizados e que sabemos que serão ainda mobilizados, o que nós estamos compartilhando aqui é uma governança entre iniciativa privada e a política pública, porque para além dos recursos, haverá, teremos quatro comitês, que serão acompanhados tanto por membros parceiros da iniciativa privada, como também do governo, gerando assim não só transparência, mas garantir agilidade que esses recursos privados trarão para a construção da fábrica, e também uma governança pra que esse aprendizado possa ser sistematizado e replicado em outras experiências dentro da gestão públ ica. Nós defendemos muito esse tipo de parceria, iniciativa privada com política pública, gerando impacto e melhorando os serviços que são entregues aos cidadãos e, no caso aqui, acho que essencial, como a gente fala da vacina. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADORDO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Regina, obrigado a todos que integram a Comunitas e as empresas que, pela Comunitas, contribuíram com suas doações para o instituto e a Fundação Butantan. Vamos ouvir agora o Wilson Mello, que é o presidente da Investe São Paulo, a Investe recebeu a nossa delegação pra coordenar o processo de implantação física e tecnológica desta nova fábrica no Instituto Butantan, evidentemente ao lado do Dimas Covas e da equipe técnica e de cientistas do Instituto Butantan. Wilson Mello.

WILSON MELLO, PRESIDENTE DA INVESTE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Agradecer a oportunidade de liderar esse processo, governador, junto com o Butantan, junto com a Comunitas, porque o que vai efetivamente resolver o problema da pandemia, governador, é a vacina, e o que vai, [ininteligível], resolveu a independência do Brasil com relação à vacina, é a fábrica, a nova fábrica do Butantan. Nós temos a convicção de que, com a agilidade e a governança do setor privado, em parceria com o setor público, nós teremos co ndições de rapidamente terminar a construção dessa fábrica, que terá como função principal a produção da Coronavac, a produção desde o seu início, uma produção que vai não só dar a independência para o Brasil, o Estado de São Paulo, mas também vai fazer com que a transferência de tecnologia seja concretizada, é com essa fábrica que nós vamos finalizar o processo da transferência de tecnologia da Sinovac para o Butantan. Aqui, governador, hoje nós temos já 97 milhões de reais que foram arrecadados com essas empresas que vocês veem na tela, esses recursos já nos permitiram ter a tranquilidade de que nós podemos começar a construção da fábrica, então nós já autorizamos a contratação do projeto executivo, el e será feito imediatamente, nós já demos a autorização para essa contratação, com o projeto executivo nós vamos conseguir dar início às obras ainda em 2020, pra que a gente rapidamente tenha a capacidade de produção na nova fábrica do Butantan, é importante, governador, ressaltar, que esse é um legado da pandemia, essa fábrica, é uma fábrica que vai ficar para o povo de São Paulo e para o povo brasileiro, essa é uma fábrica multipropósito, ela tem a flexibilidade de poder produzir não só a Coronavac, mas também outros tipos de vacina, então ela terá sua utilidade durante o processo de imunização contra o coronavírus, mas também pra outras campanhas importantes. Então, é uma fábrica que produzirá 100 milhões de doses por ano e q ue tem também a possibilidade não só da sua flexibilidade, mas também da sua expansão. Então, nós estamos aqui tratando como a fase um da nova fábrica do Butantan. Esses são os nossos parceiros, como a Regina mencionou, nós teremos uma governança muito transparente, tanto pessoas do setor público, como do setor privado, participação dos comitês de governança, existe um comitê gestor, que é subordinado diretamente ao governador João Doria, que se reúne todos os meses pra acompanhar a evolução da obra, os comitês temáticos, jurídico, comunicação, gestão do projeto e gestão da obra, eles já estão se reunindo, você tem, nesses comitês, membros da iniciativa privada, do poder público, e também dos nossos parceiros consultores, que nos ajudam em toda coordenação e, com isso, a gente tem a convicção de que essa fábrica ficará pronta num tempo recorde e a um custo muito menor do que inicialmente previsto. Então, governador, é com muita satisfação que a gente, hoje, anuncia o início real da construção da nova fábrica do Butantan aqui em São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, obrigado, Wilson Mello, e finalizando, Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, no mesmo tema. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Boa tarde, governador. Inicialmente, agradeço ao Wilson, a Regina Esteves, por todo esse esforço, e afirmo, governador, que a vacina que nós estamos desenvolvendo nesse momento é a vacina mais desenvolvida do mundo, em termos temporais, nós, aqui no Brasil, provavelmente seremos um dos primeiros países do mundo a ter uma vacina disponível para vacinação em massa. O processo de transferência tecnológica já se iniciou, nós já estamos com um engenheiro chinês há cerca de um mês no But antan, já fazendo a primeira transferência, que se trata exatamente do processo de [ininteligível] e formulação, já estamos operando a linha de formulação com substância padrão, todos os sistemas de qualidade já estão sendo desenvolvidos e preparados para receber já o primeiro lote de matéria prima em outubro. Então, a partir de outubro, nós esperamos começar a formular as primeiras doses dessa vacina aqui no Instituto Butantan. E até o final de dezembro, esperamos ter disponíveis para entrega ao nosso Ministério da Saúde os 46 milhões de doses já acordados, já acordamos com o ministério esses 46 milhões, estamos, nesse momento, tratando dos detalhes técnicos. Quer dizer, uma vacina disponível ao Brasil, nesse tempo, né, nós podemos considerar, de fato algo inédit o. Os países estão correndo pra isso, e nós estamos andando muito rapidamente nesse sentido. Então, a construção da fábrica é o último passo da transferência de tecnologia, ela deve estar pronta no final do próximo ano e operando à plena capacidade no início de 2022. É uma boa notícia, sem dúvida nenhuma, vai dotar o Butantan de uma fábrica muito moderna, dentro de toda a tecnologia mais avançada que existe nesse momento. Então, as notícias são muito boas, governador, e nós estamos muito otimistas com relação a esses prazos anunciados. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Vamos às perguntas. Antes, porém, queria registrar e agradecer a presença do General Campos, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, aqui nos acompanhando, e José Henrique Germann, assessor especial de Saúde Pública, também aqui nos acompanhando nesta tarde. Pela ordem, vamos com TV Globo, GloboNews. Na sequência, com a CNN, depois da Agência F, agência espanhola, agência internacional, SBT, TV Cultura, R ede TV e Rádio Capital. E já começamos com TV Globo e GloboNews, é com você, Willian Kury.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Eu queria saber primeiro quando que deve ficar pronta essa ampliação da fábrica no Instituto Butantan, com as obras começando em novembro, como é a previsão. E a segunda pergunta, em relação à volta às aulas. A Associação dos Professores do Estado de São Paulo oficialmente se manifestou contrária à volta dos professores para aulas presenciais neste ano, aqui no Estado de São Paulo. Queria saber do Governo, que estipulou a volta presencial das aulas, no dia 7 de outubro, se houve uma conversa com a Apeoesp, se os professores foram ouvidos ou se após essa manifestação deve haver uma conversa mais próxima, para tentar chegar a um acordo? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Will. Vamos no primeiro tema, ampliação da fábrica, cujas obras começam agora no dia 1 de novembro, com Wilson Melo, que é o nosso presidente da Investe SP. Wilson.

WILSON MELO, PRESIDENTE DA INVESTE SP: Obrigado, governador, obrigado, Willian Kury. Nós estamos iniciando agora a contratação do projeto executivo. Nós só teremos o cronograma exato com todas as datas da obra após a finalização do projeto executivo. O que nós temos como estimativa hoje já é que essa obra levará entre 10 e 15 meses. Assumindo que a gente começa essa obra em novembro, a gente teria essa fábrica pronta em setembro, no melhor cenário. Agora, existe um desafio, e aqui é importante também um compromisso, tanto po r parte do Governo como do setor privado, de nós acelerarmos ao máximo essa obra. Então, nós queremos fazer em menos tempo e o contrato, o projeto executivo é exatamente pra isso, pra que a gente tenha condições de acelerar isso e ter essa fábrica pronta no menor tempo possível, mas a princípio nós estamos falando alguma coisa no segundo semestre do ano que vem.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Neste tema, Will, apenas para deixar claro, nós temos dois movimentos. Um movimento de importação da vacina, que está em produção neste momento pela Sinovac, em Tóquio, que é o maior laboratório privado da China, um dos seis maiores laboratórios privados do mundo. Este é o objetivo mais imediato, evidentemente. O segundo é a implantação da fábrica, para garantir e assegurar a produção da vacina aqui, tendo em vista que o acordo assinado pelo Instituto Bu tantan com a Sinovac estabelece, clara e objetivamente, a transferência de tecnologia. Butantan tem experiência, especificamente nesta composição de vacina, neste formato, e também a sua capacitação como maior produtor de vacinas do Hemisfério Sul do planeta. E assim vamos. Porém, seguindo o rigor de uma implantação técnica desta importância. Em relação à volta às aulas, amanhã o secretário Rossieli Soares, assim como o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, terão reunião aqui no Palácio dos Bandeirantes, e provavelmente na quarta-feira já teremos uma posição para ser anunciada à imprensa. No momento, a volta às aulas está programada e confirmada para o dia 7 de outubro, conforme já foi aqui amplamente anunciado pelo secretário da Educaç&atil de;o, Rossieli Soares, evidentemente fazendo isso sempre em comum acordo com os prefeitos das cidades de São Paulo.

Vamos agora à próxima pergunta, obrigado, Will. É da jornalista Tainá Falcão, da CNN. Tainá, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde. Governador, pergunta direcionada ao senhor mesmo, o Dr. Dimas também pode complementar se ele quiser, a respeito das tratativas com o Governo Federal. O senhor novamente falou da importância desse apoio financeiro do Governo Federal, várias frentes estão envolvidas nisso, mas a verdade é que o Governo ainda não se posicionou. O que tem impedido então o Governo de colaborar com recursos financeiros? E o senhor também poderia atualizar a gente sobre essas tratativas, sobre as conversas com o ministro Pazuello? Se o Dr. Dimas também quiser complementar, fa lando sobre pra quê serviria de fato esse dinheiro, e se ele não chegar, como é que isso prejudicaria o desenvolvimento da vacina pelo Butantan.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Tainá. As tratativas seguem em curso. Hoje, o nosso secretário de Governo em Brasília, Antônio Imbassahy, tem um contato hoje à tarde, uma reunião hoje à tarde com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Eu conversei com o ministro na sexta-feira à noite. Até aqui, pude perceber, tudo caminhando bem, caminhando positivamente, e assim esperamos que continue. Eu não vejo, Tainá, nenhuma condição do Governo Federal se posicionar contra esta iniciativa ou de forma indiferente, dado o fato de que o que nós desejamos é para atender os brasileiros do Brasil. Para os brasileiros de São Paulo, nós já temos condições de atendimento, como já foi dito aqui. Temos 61 milhões de doses já asseguradas, com recursos do Governo do Estado de São Paulo e do Instituto Butantan. O que nós desejamos é atender os brasileiros. E no país, serão necessárias várias vacinas, Tainá, não apenas a Coronavac, não apenas a vacina de Oxford, como também, provavelmente, mais duas outras vacinas. Eu não vejo como o Governo Federal, sob qualquer alegação, possa dizer aos brasileiros que há brasileiros de primeira classe e brasileiros de segunda classe, os que serão vacinados antes e os que serão vacinados depois. Eu duvido que um presidente da República tenha a capacidade de dizer isso aos br asileiros. Eu tenho a convicção de que ele dirá aos brasileiros que a vacinação será feita para todos os brasileiros, e ao mesmo tempo, tanto para os brasileiros do Sul, do Sudeste, do Centro-Oeste, como para os brasileiros do Norte e do Nordeste. Portanto, Tainá, vamos precisar de mais vacinas, vamos precisar da Coronavac, vamos precisar da Oxford, vamos precisar provavelmente outras duas vacinas, desde que sigam os procedimentos do protocolo internacional de aprovação e a terceira fase de testagem, e na sequência a aprovação da Anvisa, que também registro: até aqui tem sido tecnicamente correta nos seus procedimentos. Então, estamos levando com celeridade mas com a precisão, com o cuidado devido para confiar na palavra do ministro Eduardo Pazuello.

Vamos agora... Dimas, quer fazer alguma... Já que você foi mencionado também pela Tainá.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Governador, neste momento, a liberação do recurso depende de algum procedimento burocrático. Tem uma equipe do Butantan e do Ministério que estão trabalhando desde a semana passada, e terça e quarta-feira uma equipe do Butantan se desloca para Brasília, para terminar esse processo burocrático. Portanto, a partir de quarta-feira, quinta-feira, formalmente todos os procedimentos estarão aptos a serem aí anunciados, do ponto de vista de financiamento.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Tainá, obrigado pela pergunta. Vamos agora à Agência F, Antônio Torres, Antônio Torres está aqui participando. Boa tarde, Antônio, muito obrigado por estar participando da nossa coletiva. Passando a palavra a você, você já está em tela, por favor.

REPÓRTER: Obrigado. Obrigado, Sr. Governador, obrigado a todos e a todas. A minha pergunta é sobre a vacinação no continente, na América Latina. Tem um acordo para Oxford, México e Argentina. Eu gostaria de saber, se essa ampliação da fábrica da Coronavac for a bom termo, poderá servir para administrar a vacina em outros países da região.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Torres, obrigado pela pergunta. Eu vou dividir a resposta juntamente com Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. São duas etapas. A etapa 1, prioritária, é a vacinação dos brasileiros, da totalidade daqueles que precisam ser vacinados no Brasil. E, na sequência, sim, para países especialmente da América do Sul, que já manifestaram interesse na aquisição da vacina, da Coronavac, para o atendimento e imunização dos seus países. Por isso, quanto mais rápido e melhor fizermos, vamos atender aos brasileiros e, na sequência, aos nossos irmãos da América Latina. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Existem muitas conversas em andamento, em relação à participação do Butantan no fornecimento de vacinas para o mundo. E em relação a essa vacina em especial, existem conversações muito regulares com a Organização Pan-Americana de Saúde. O Butantan integra a iniciativa COVAX, da Organização Mundial de Saúde, junto com os países Gavi, que são os países mais pobres do mundo, e ele está listado como um dos participantes da produção mundial de vacinas. Ent ão, essas perspectivas, em relação à América Latina, e mais próximo aqui, a América do Sul, estão em andamento, e no momento em que existirem doses suficientes, obviamente que essas doses serão fornecidas na medida da necessidade dos países, principalmente dos países através da Organização Pan-Americana de Saúde.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Antonio Torres, muito obrigado por participar da nossa coletiva. A Agência F é a maior agência de notícias de língua espanhola do mundo. Felizes em tê-lo aqui participando desta nossa coletiva, aliás, iniciamos desde a semana passada a participação de representantes de agências noticiosas e veículos internacionais aqui nas coletivas de imprensa. Antonio Torres, continue ligado aqui conosco, nós vamos tirá-lo de tela nesse momento. Uma boa tarde, uma boa semana a você. Vamos agora ao SBT, com o jornalista Fábio Diamante. Na sequência, a TV Cultura, com Maria Manso. Fábio Diamante, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Eu queria fazer a pergunta para o Dr. Dimas, em relação à vacina. Você consegue atualizar pra gente, dos 9.000 voluntários, quantos já receberam a primeira dose e quantos já receberam a segunda dose? E eu queria que o senhor tirasse uma dúvida, porque eu já li artigos nos dois sentidos: É certo que todas as pessoas precisarão tomar duas doses da vacina? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Fábio. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Fábio, duas doses dentro do estudo clínico. O estudo clínico foi previsto, foi desenhado para analisar duas doses. Agora, a avaliação do estudo clínico é que determinará o número de doses lá na frente. Então, nesse momento, são duas doses. E pode ser que isso se confirme, pode ser que com uma dose já haja aí indícios de proteção adequada. Com relação aos voluntários, 4.000 voluntários, mais de 4.000 voluntários já receberam a primeira do se, e nesse grupo já tem voluntários que já receberam a segunda. Quer dizer, os que começaram lá no início, já estão na segunda dose. Então, isso está evoluindo, evoluindo dentro do esperado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Dimas Covas. Fábio Diamante, obrigado pela pergunta. Vamos agora à TV Cultura com a jornalista Maria Manso, na sequência com Estela Freitas, da Rede TV. Maria, boa trade, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde. Vocês apresentaram números muito reconfortantes sobre as doações do mundo corporativo, principalmente motivados pelo impacto da pandemia. É possível manter essa solidariedade empresarial com as pessoas que mais precisam, depois da pandemia? Como fazer isso e se o governo realmente espera isso. E com relação à apresentação do Dr. Medina, da queda de números de doenças respiratórias, até de gripes, graças ao uso da máscara, isso quer dizer que a gente tem que se acostumar e vai ser salutar usar m&aac ute;scara daqui pra frente, pra sempre?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, vamos às duas respostas. Na primeira, eu vou pedir à Regina Esteves que possa responder. A Regina preside uma instituição do terceiro setor, que abriga algumas das maiores empresas privadas do país, nacionais e multinacionais, e já tem um histórico de solidariedade que precede à pandemia. Ela foi ampliada, fortemente ampliada, após o início da pandemia e a mobilização do Governo do Estado de São Paulo. Mas registro também que muito dessa mobilização nós deve mos a dois fatores: um, a liderança da própria Regina Esteves, a frente da instituição, da entidade que ela comanda, e a outra, a credibilidade do Governo de São Paulo perante o setor empresarial. Regina.

REGINA ESTEVES: Nós desenvolvemos uma pesquisa chamada BISC, nós acompanhamos já há 12 anos o que o Brasil investe, o que outros países investem, e até comparamos com os Estados Unidos. É importante salientar que no Brasil nós não temos incentivos fiscais comparáveis a outros países e, no entanto, o Brasil tem mantido seu investimento social voluntário no mesmo patamar. O que eu acho que nós estamos vivendo agora nesse período de pandemia é uma coisa diferente, é você ter a iniciativa privada somando recursos com polít ica pública. E aí esse impacto é muito maior. Então o que a gente acredita é que parte do legado que teremos pós-pandemia é a iniciativa privada colaborando mais com a gestão pública e para isso o que nós precisamos ter é uma gestão pública também mais aberta e transparente para receber esse tipo de apoio. Então, acho que haverá sim a continuidade da solidariedade e o nosso desafio enquanto brasileiros, cidadãos e cidadãs, é que esse impacto seja feito de uma maneira mais efetiva para gerar para quem mais precisa e aí tem que ser em parceria com a política pública. Isso sim tem sido bastante inovador durante esse período de pandemia no Brasil.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regina Esteves. Vamos agora ao Zé Medina, Dr. José Medina, mas eu antecipo a observação em relação à máscara. Você sabe, Maria Amâncio, que está nos acompanhando aqui na coletiva e assistindo em casa pela TV Cultura, o estado de São Paulo foi o primeiro estado do país a tornar obrigatório, lei, o uso de máscara e multa para aqueles que circunstancialmente saírem de casa sem estarem vestindo a máscara. Então, com esta autoridade do governo de S&atilde ;o Paulo digo que o uso da máscara será obrigatório até termos a totalidade da imunização dos brasileiros de São Paulo. No dia que tivermos a imunização total e, espero, do país também, São Paulo é um estado sem fronteiras, é um estado que integra o Brasil e é o melhor espelho do país, aí sim nós podermos deixar de usar a máscara. Até lá estaremos usando, será uma indumentária cotidiana de todos nós ao sairmos das nossas casas. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19:Obrigado, Maria Amâncio pela pergunta. É evidente que num cenário depois que desaparecer o Covid, pela vacina ou por alguma outra forma, não é razoável continuar usando máscara em todas as pessoas, mas é razoável aprender com o que aconteceu agora durante o Covid que, como eu mostrei, isso foi publicado de maneira bem consistente na Revista The Economist, tem os dados da Argentina, do Chile, da Austrália, da África do Sul e do Brasil, que mostram que praticamente desapareceu a gripe, desapare ceu o resfriado, praticamente desapareceu mesmo. Tinha um número, mais ou menos, constante anualmente e agora praticamente desapareceu. Então, mas isso não justifica continuar usando máscara, mas é razoável a recomendação depois que desaparecer a pandemia pelo Covid que as pessoas que tiverem resfriadas ou gripadas, elas usarem máscara para proteger o contágio, evitar o contagio de outras pessoas como acontece em alguns países, como a Coreia, o Japão e algumas regiões da China. Então é bastante razoável aprender distanciamento, usar a máscara em quem está contagiado, quem está doente manter um distanciamento, usar máscara, esperar a sua doença passar para que ela não dissemine em toda comunidade, em toda sua família.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Medina, obrigado. Eu não sei se Gabbardo quer fazer alguma observação?

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Não, eu só queria confirmar um dado porque eu acho que é muito relevante. Nós estamos terminando o período de inverno, esse período no país inteiro, e notadamente na região Sul, Sudeste, as UTIs pediátricas permaneciam em todos os anos anteriores absolutamente lotadas de crianças com doenças respiratórias. Estou falando antes do Covid. Então era muito comum as UTIs pediátricas ficarem atendendo no seu limite, mesmo com a vacinação, mesmo com a cobertura vacinal que se fazia para a Influenza. Pois bem, esse ano de 2020 aconteceu uma coisa, até certo ponto, inesperada. As UTIs pediátricas estão trabalhando com uma ociosidade acima de 70%, 60%. Houve uma redução muito significativa na internação de crianças por doenças respiratórias agudas graves. Por que quê isso aconteceu? Com a política de distanciamento social, de isolamento, de uso de máscaras, de medidas profiláticas para a transmissão do vírus, não só nós impedimos a transmissão do vírus do Covid, como também nós impedimos a transmissão de outros vírus que apresentam situações diferentes, doenças diferentes, não tem nada a ver com Covid, mas que também eram transmitidas da mesma forma pelas vias aéreas, pela contaminação da superf&iac ute;cie. Então isso só reforça essa tese que foi aqui colocada pelo Dr. Medina, em que as medidas profiláticas combateram o Covid, mas também combateram outras doenças virais transmitidas principalmente no inverno. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. E agora o Jean Gorinchteyn também provocado por você, Maria Amâncio, complementa a resposta à sua pergunta.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria Amâncio, uma das coisas mais importantes que fizeram parte das medidas sanitárias foi a obrigatoriedade do uso de máscara em que o governo do estado de São Paulo colocou como lei. Isso fez essa antecipação, foi, inclusive, mais intensa do que cidades como Nova Iorque, Londres, que fizeram isso de uma forma muito tardia. Portanto, essa antecipação foi fundamental para que nós pudéssemos diminuir a dissipação do corona vírus no nosso meio. Mas, uma outra atitude que f oi tomada com muita seriedade foi também antecipação da campanha vacinal para gripe, em março, para as populações vulneráveis. Essas duas medidas em conjunto foram extremamente importantes, até porque nós conseguimos atingir cifras de vacinação para a gripe que não foram atingidas nos anos anteriores. Quer dizer, a utilização de máscara, antecipação de vacinação de gripe com uma adesão da população de risco foi extremamente importante para que esses dados pudessem ser definidos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Obrigado, Maria Amâncio. Vamos agora a penúltima pergunta da coletiva de hoje com a Stella Freitas, da Rede TV. Stella, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

STELLA FREITAS: Boa tarde. Boa tarde a todos. Foi falado aqui hoje sobre o alto volume de testagem, foi citado na realidade, e eu queria entender hoje como é que estão esses números, como é que está o programa de testagem. E também trazer uma reflexão aí sobre a queda em todos os números. Então, a gente viu o comportamento do trânsito do vírus aí da capital, grande São Paulo para o interior, isso quer dizer hoje que o vírus está saindo do estado ou por conta das pessoas que já foram infectadas e criaram aí uma imunidad e, ou a conscientização em si da população dentro do Programa São Paulo. O quê que justifica mesmo essa queda nos números? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Stella. A resposta será feita pelo Jean Gorinchteyn e também pela Patrícia Hellen. É uma pergunta com algumas variáveis feitas por você. Por favor, Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Stella, nós chegamos hoje a 4,244 milhões testes, esses números ainda não estão atualizados. Isso faz com que nós tenhamos um percentual de cerca de 96 testes para cada 100 mil habitantes. Esse número de testes é compatível com países como Alemanha que testam, e testam muito. E esse é o nosso objetivo. Por que hoje nós estamos diminuindo o número de internações e número de óbitos? Porque nós estamos com essa testagem indo ao encontro da queles indivíduos com pouco sintomas, então, nariz entupido, uma dor de garganta, uma febre baixa, você faz o PCR e começa através da nossa plataforma de contatos impedir que as pessoas no seu em torno sejam liberadas. Elas também são isoladas. Ou seja, estamos lá na ponta avaliando essas pessoas com sintomas leves, estamos fazendo diagnóstico, impedindo que elas disseminem no seu meio, e mais, evitem que elas piorem clinicamente, venham a internar e eventualmente a morrer. Então, essas medidas de testar mais e testar lá na ponta é o resultado dessas medidas que têm sido tomadas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Como o Jean tinha colocado esse número de 96 a cada 100 mil habitantes é superelevado, e tem sido uma conquista a cada mês, fruto do trabalho da Saúde em parceria também diretamente com a articulação com os municípios. Como um paralelo, a Alemanha em julho chegou ao patamar de 91 testes a cada 100 mil habitantes e já está aumentando também agora em agosto e setembro, passando, chegando a quase 150. Então, nós sabemos que &eacu te; um esforço constante, por isso que nós estamos aumentando esses números a cada mês, a cada semana. Além disso, eu queria reforçar a importância do modelo que nós temos de triagem, isolamento de contatos. Tanto o Dr. Jean quanto o Dr. Dimas Covas têm sempre enfatizado que testar é o primeiro passo, mas tão importante quanto testar é isolar quem teve sintomas e quem teve contatos com essas pessoas também. Esse é um trabalho que nós estamos realizando em parceria com os prefeitos, secretário Marco Vinholi, o Conselho Municipalista. Hoje, nós já temos 161 municípios que manifestaram interesse para implementar a próxima ferramenta mais tecnológica, 149 enviaram o termo de adesão e já estão implementando, para que possamos dar esse próximo salto, mas fica aqui um convite, porque nós gostaríamos de ter aí, se possível, todos os municípios aderindo a essa próxima etapa, pra que esse trabalho de testagem, junto com a triagem e isolamento de contatos, seja cada vez mais efetivo. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen, obrigado, Estela, pela pergunta. Vamos agora à última, que é da Rádio Capital, com a jornalista Carla Mota. Carla, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde a todos. Eu gostaria de saber, governador, como é que tem sido a comunicação do Governo do Estado com os prefeitos da Baixada Santista, já que nós tivemos aí um final de semana muito quente, foi o terceiro final de semana aí de aglomerações nas praias, né? Como que tem sido essas ações aí, tomadas pelos prefeitos? E mais uma vez, pedir pra Saúde, como é que eles veem isso? Como é que vocês veem isso? Esse clima de oba, oba, parece que está tudo bem, parece que a pandemia acabou? Mu ito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carla, vou pedir a resposta pelo Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, não só na comunicação com os prefeitos da Baixada, mas com todos os prefeitos do Estado de São Paulo, e na sequência com o Dr. Medina, coordenador do Centro de Contingência do Covid-19. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, Carla. Bom, nós tivemos um grande avanço no programa de rastreamento em todo o Estado de São Paulo. Essa parceria, a secretária Patrícia citou já o grande número de municípios já atuando nesse processo, atingindo mais de 10 milhões de pessoas. A adesão na Baixada Santista também foi expressiva, esse modelo tem avançado e hoje a Baixada tem alguns dos melhores índices do estado. Eu verificava aqui, a ocupação dos leitos de UTI na Baixada hoje se dá num patamar de 30% dos leitos de UTI ocupados neste momento. Nós temos uma preocupação, evidentemente, com as praias, e a utilização de máscaras e o modelo pra que não haja aglomeração. O Estado de São Paulo deu toda uma assistência ao longo do último feriado, e também tem dado nos fins de semana, para que a gente possa, junto com as Vigilâncias Municipais e também com as Guardas Municipais, atuar na fiscalização. A resposta tem vindo, os prefeitos estão mobilizados e os resultados têm aparecido aqui nos indicadores do Plano São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, Vinholi. Antes de passar ao Medina, o Jean Gorinchteyn quer fazer uma pequena intervenção, e aí vamos ao Medina, para concluir as respostas à Carla Mota.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carla, todas as medidas que têm sido tomadas do ponto de vista de Vigilância Sanitária do estado, são normatizadas e orientadas para as secretarias municipais, e as secretarias municipais fazem a sua vigilância local. Elas receberam não só um reforço da Polícia Militar, inclusive não só com efetivo da Polícia Militar, mas também com uso de drones, a orientação que foi dada aos banhistas, distribuição inclusive de máscaras para aqu eles que não estavam fazendo, assim como nós tivemos na semana passada, nós ainda não fechamos os dados dessa semana, mais de 3.000 autuações no litoral de São Paulo, mostrando claramente a presença desses fiscais. É importante que a população também se conscientize. Nós estamos na fase amarela, amarelo é um sinal de alerta. Nós temos que manter as regras de Vigilância Sanitária para não retroceder. Então, à medida que nós fazemos à revelia essas faltas, que são graves, nesse segmento, nós nos colocamos em risco e colocamos o nosso município, a nossa região, também no risco de retroceder.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Agora sim, Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, Estela e Carla, eu queria só complementar um pouquinho a pergunta da Estela, que é emendada com a da Carla. Ela pergunta o que está acontecendo que esse número de casos está diminuindo bastante no Estado de São Paulo. Você lembra dos primeiros mapas que nós tínhamos? O Estado de São Paulo parecia um mosaico móvel de cores, alternando vermelho, amarelo e laranja, e mudava, como eu disse, móvel, mudava de uma semana pra outra, a cada 15 dias, ele mudava, migrava, porque os cas os diminuíam numa região e aumentavam numa outra região, e a gente tinha o platô, que era mais ou menos um equilíbrio. Agora, ele deve diminuir mesmo, porque todo o estado, inteirinho, está na fase amarela, com número de casos menor, de maneira uniforme. Não tem mais aquele mosaico, uma região que estava crescendo o número de casos, enquanto a outra estava baixando. Agora, tem uma queda uniforme em todo o Estado de São Paulo. E é natural que, depois de quase... De seis meses de quarentena, com todas essas restrições que nós estamos vivendo, que exista alguma fadiga do isolamento, uma fadiga do distanciamento. E quando aparece um tempo bom, como esse que apareceu agora, nessas últimas três semanas, é muito difícil segurar todas as pessoas em casa. É muito difícil segurar também, não só na praia, a praia é só um foco, mas festas em casa, ou festas em outros... Nos domicílios, ou sair mais de casa, tem sido maior do que no passado, do que nas fases anteriores. Agora, nós insistimos bastante nessas recomendações, para que isso seja evitado, para que as aglomerações sejam evitadas, pra que a máscara seja utilizada regularmente e também mais uma vez nós continuamos restringindo o horário de lazer noturno até as 22h. O lazer noturno é o momento... O lazer noturno, a partir das 22h, é o momento que o mundo todo mostra que é o horário que a chance de contaminação ou de contágio é maior do que nos outros momentos. Então, isso é uma situação normal, normal não, mas natural, em função da fadiga desse movimento que nós vamos realizando, e que nós temos que continuar trabalhando para que e le seja mantido, para que essa descida, esse decréscimo no número de casos seja persistente e constante.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina, obrigado, Carla Mota, obrigado aos jornalistas que aqui compareceram, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos, os que nos acompanham virtualmente. Temos tido a felicidade de oferecer aqui boas notícias nas últimas semanas, e é o que nós pretendemos que continue ocorrendo. Mas pra isso é importante que você, que está em casa, assistindo pela TV Cultura, use máscara ao sair de casa, obedeça ao distanciamento social de 1,5 metro em relação a outra ou outras pessoas, use álcoo l em gel, lave as suas mãos com constância e obedeça os princípios que a quarentena orienta. Fazendo desta forma, você protegerá sua vida, a vida dos seus familiares, amigos e vizinhos. Muito obrigado a todos, voltaremos na próxima quarta-feira, no mesmo horário, na coletiva de imprensa aqui no Palácio dos Bandeirantes. Obrigado.