Coletiva - Governo de SP determina quarentena em todo o Estado 20202103

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Coletiva - Governo de SP determina quarentena em todo o Estado

Local: Capital - Data: Março 21/03/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, hoje sábado, 21 de março, essa é a nossa 7ª coletiva de imprensa, quer dizer, 8ª coletiva de imprensa sobre o Coronavírus, aqui na sede do governo do estado de São Paulo, Palácio dos Bandeirantes aqui ao meu lado o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas, Dr. José Henrique Germann, secretário da saúde do estado de São Paulo, Dr. Davi Uip, coordenador geral do centro de contingência do Covid-19, Dr. Edson Aparecido, secretário de saúde do município de São Paulo. Venho começar agradecendo a presença dos jornalistas e cinegrafistas e fotógrafos que aqui estão, um ambiente arejado e adequado para as circunstâncias, para receber os jornalista e também aqueles que virtualmente estão nos acompanhando e já encaminharam perguntas também. Antes das informações, das novas informações que temos hoje a oferecer para a população do estado de São Paulo, algumas recomendações que fazemos aqui Bruno Covas e eu, no início dessa coletiva de imprensa: primeiro, aquilo que já falamos ontem estamos repetindo hoje, faremos isso sempre, até o final dessa crise, protejam especialmente as pessoas com mais de 60 anos e você que tem mais de anos pode permanecer em casa, trabalhar remotamente, fique em casa, você que é filho você que é irmão, você que é parente, pessoas com mais de 60 anos, ajudem para que elas compreendam a importância de permanecerem em casa. Não saírem de suas casas de forma alguma. Hoje teremos medida mais restritas que serão aqui apontadas, mas essa população ao lado daqueles que tenham diabetes e outros problemas conforme serão elencados aqui pelo Dr. Davi Uip, devem permanecer em casa, apenas em casos de urgência e aqueles que estão trabalhando em áreas essenciais aos serviços públicos e aos serviços privados e aqui poderão sair das suas casas, todos os demais, pessoas com mais de 60 anos devem permanecer em casa. Fiquem em casa, essa é a grande recomendação, convivam em família, a crise vai trazer lições importantes, dores, tristeza, mas traz também solidariedade e a capacidade da volta das pessoas ao convívio em família, seus pais, seus avós, seus filhos, seus irmãos, suas irmãs, suas esposas, seus maridos, é um momento da família, e a família deve estar unida numa circunstância dessa grave crise que estamos passando no momento. Bruno Covas que comanda a maior cidade do país e da América Latina, com 13 milhões de habitantes, e nós no governo do estado de São Paulo, com 46 milhões de habitantes sabemos que estamos numa guerra e essa guerra deverá ser enfrentada com decisões corretas, rápidas e, mas, sobretudo solidárias, não é possível uma guerra, sobretudo uma guerra de saúde sem a solidariedade de todos absolutamente todos. Recomendo também que acompanhem diariamente as notícias dos veículos de comunicação pela televisão, pelo rádio, pela internet, na leitura de jornais, na leitura de outras formas de mídia para estarem informados e atualizados sobre as informações principalmente as informações oficiais e corretas que são emitidas para atender e ajudar a população, e tenham muita atenção com as notícias falsas, com as notícias equivocadas que muitas vezes estão na internet, não são todas, mas algumas, portanto tenham cuidado e procure a informação nos meios de comunicação, a imprensa brasileira, Bruno Covas e eu somos testemunhas do trabalho que a imprensa tem feito ao longo desses dias e continuará fazer ao longo das próximas semanas, aí estão as informações mais confiáveis do mercado produzidas pelos jornalistas para as redes sociais, produzidas por jornalistas para emissoras de TV, emissoras de rádio, jornais diários e também revistas e outras publicações. Bruno Covas e eu pedimos também, sejam solidários, mais do que nunca o momento é de solidariedade, compaixão, compreensão, entendimento, a boa palavra, uso do telefone para uma palavra de apoio, de conforto, de consideração de amizade, então é não é hora de brigas, não é hora de separações, não é hora de conflitos, é hora de solidariedade, e união dos brasileiros de São Paulo. Criem novos hábitos, a vida dentro de uma casa, de um apartamento onde você viva, onde você reside uma mudança como essas que estão sendo determinadas e cada vez mais intensificadas exigem mudança de hábitos, façam essas mudanças, comprando compreendem a situação de uma guerra que nós estamos enfrentando há um prazo para isso, mas enquanto esse prazo não for vencido, não for cumprido todos nós temos que saber como superar e a mudança de hábitos faz parte desse novo comportamento. Façam as suas orações, todos nós temos o nosso Deus, todos nós temos a nossa religião, é importante que você, na sua casa não frequente templos não há a nenhum tipo de igreja e templos, essa é uma recomendação não para desmerecer a oração presencial, pois ela pode ser feita da sua casa, seus familiares, assistindo a televisão, ouvindo a missão no rádio, acompanhando pela internet os seus pastores os seus líderes, os seus padres, aqueles que lideram diferentes igrejas no Brasil e eles estão todos adaptando o formato das suas missas, dos seus cultos e das suas manifestações. Também, mais do que nunca, aqui falo também ao lado do Bruno Covas, esse é o momento de você amar o seu país, nós que estamos aqui trabalhando, trabalhando, quase que, como assim milhares de pessoas do serviço público brasileiro, da área da saúde, da área da segurança, manifestação de serviços essenciais da população, nós estamos trabalhando porque nós amamos o nosso país, amamos o Brasil, ame o seu país, e esse é um momento onde nós temos que ser solidários, não é o momento de política, não é o momento de campanha eleitoral, não é o momento de agressões, nem verbais, nem escritas, nem uma outra ordem, todos os brasileiros têm que estar unidos e aqui em São Paulo, os 46 milhões de brasileiros onde se incluem os 13 milhões de brasileiro na capital de São Paulo, sob comando e ocupação de Bruno Covas nós estamos enfrentando o Brasil, dê o seu exemplo que você é solidário que você está na sua casa protegendo a sua família, principalmente o seu pai, o seu você as pessoas com mais de 60 anos, coloque na sua janela uma bandeira do Brasil, o que você tiver na sua casa, qual que manifeste esse seu sentimento solidário, coloque na janela, é uma demonstração de que ali você está sendo solidário e ajudando outras pessoas. Por último vou falar de solidariedade, a nossa irrestrita solidariedade e apoio aos profissionais de saúde da área pública e da área privada, vários estão se sacrificando, não saindo de hospitais, não saindo dos centros de atendimento, sejam públicos ou privados muitos estão dormindo já há vários dias para atender a população que mais precisa, sejam solidários com essas pessoas e nós aqui estamos sendo no município e no estado absolutamente solidários e apoiando esses profissionais sejam eles da rede privada, sejam eles da rede pública. Compreendam e o apoiem trabalho desses profissionais, e se pudermos aqui você que é profissional da saúde que está nos assistindo, nos ouvindo e nos acompanhando e que está ouvindo nesse momento, o nosso aplauso a você, a nossa sensibilidade de reconhecer o seu trabalho e a importância daquilo que você faz para salvar vidas. Depois dessas observações iniciais quero dizer para o governador do estado de São Paulo que a partir da próxima terça-feira dia 24 de março nós decretamos quarentena aos 645 municípios do estado de São Paulo, repito, o governo do estado de São Paulo, está decretando quarentena por 15 dias a partir do dia 24 de março, terça-feira, até o dia 7 de abril, na sequência vamos explicar o que é a quarentena, o que ela determina, o que ela faz e o que ela protege. Isso implica na determinação, repito da determinação entendam por determinação, obrigação, do fechamento de todo o comércio e serviços não essenciais em todo o estado de São Paulo, repito, determinação do governo do estado de São Paulo, para o fechamento de todo o comércio e serviços essenciais à população em todo o estado de São Paulo pelo período de 15 dias começando dia 24 de março, terça-feira, até o dia 7 de abril. Esta medida poderá ser renovada, estendida ou suprimida se houver necessidade, mas ela faz parte do embasamento das informações que temos da área de saúde e do núcleo, do Centro de Coordenação do Covid-19. Quero esclarecer também que os serviços essências na área de saúde pública, alimentação, abastecimento, segurança e limpeza deverão seguir funcionando. Repito, serviços essenciais na área de saúde pública, saúde privado, alimentação, abastecimento, segurança e limpeza devem continuar a funcionar. Evidentemente resguardados os cuidados e o zelo que todos já sabem e várias vezes nós já aqui informamos e hoje, os médicos que aqui estão e os responsáveis pela área de saúde poderão repetir a vocês. Estão, portanto, excluídos deste decreto de quarentena do governo do estado de São Paulo e poderão funcionar em caráter de excepcionalidade neste período da quarentena de 24 de março até 7 de abril, poderão funcionar a saúde, hospitais, clínicas, farmácias e clínicas odontológicas, sejam as públicas, sejam as privadas. Alimentação, poderão funcionar supermercados, hipermercados, padarias e açougues. As padarias com os seus serviços de abastecimento podem ser mantidos, as padarias no estado de São Paulo funcionam como minimercados, portanto, elas estão autorizadas a funcionar, no entanto, serviços de alimentação preparada, a partir da próxima terça-feira deverão ser suspensos e, se desejarem transformados em serviços de delivery. Isto implica também que bares, cafés e restaurantes em todo o estado de São Paulo devem fechar as suas portas a partir da próximo terça-feira dia 24 de março, não operando, permanecendo fechados até 7 de abril. Mas, se desejarem, isso é uma decisão empresarial, poderão funcionar através de delivery. As ações de bares, restaurantes, similares, assim como a parte de alimentação preparada de padarias sofrerão, ao longo deste período do Corona vírus, obviamente, uma transformação. O uso de delivery é uma forma criativa de prosseguirem funcionando e manterem os empregos dos seus profissionais. Bruno Covas e eu pedimos e solicitamos que os empresários que atuam na área de alimentação, principalmente, sejam criativos e sejam solidários num momento de profunda dificuldade do país e, logicamente, para o estado de São Paulo. A utilização do sistema de delivery cada vez será mais intensa na mudança de hábito que eu a pouco comentava. E é uma forma criativa e positiva de preservação de empregos e da manutenção dos seus negócios. Terceira medida, falei de saúde, falei de alimentação, a terceira é de abastecimento. Transportadoras, armazéns, postos de gasolina, oficinas de automóveis e motocicletas, serviços de transporte público, ônibus, trens e metrôs, taxis, aplicativos de transporte, serviços de call center, lojas de petshop e bancas de jornais continuam funcionando, continuam operando com os resguardos e os cuidados, mais uma vez, que cada um deverá ter, seguindo as orientações sanitárias dos médicos e especialistas. Quarto ponto, segurança. Todo o sistema de segurança pública e segurança privada continuam a operar normalmente. Repito, serviços de segurança pública, por óbvio, no âmbito dos municípios, nas suas Guardas Municipais, no âmbito do estado, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, sistema prisional, Polícia Científica, todo o funcionamento regular. E vocês já sabem, nós suspendamos férias e licenças para que esse setor essencial num momento de dificuldade siga funcionando regularmente e o mesmo em relação ao setor privado. Quinto aspecto, limpeza, empresas de limpeza e manutenção, sejam elas públicas ou privadas, devem continuar a funcionar também com os resguardos e os devidos cuidados. Empresas de limpeza e manutenção e zeladoria continuam a operar regularmente com os devidos cuidados sanitários. Sexto e último aspecto, bancos, serviços bancários, incluindo lotéricas, seguem funcionando normalmente. Sexto ponto, bancos, serviços bancários e lotéricas seguem funcionando normalmente. Todas as prefeituras de São Paulo, lideradas a partir da capital de São Paulo com o Bruno Covas, saberão e emitirão comunicados ao longo dos próximos dias, nós estamos no sábado. As medidas se aplicam da quarentena a partir de terça-feira dia 24 de março, exatamente para que empresários, dirigentes, instituições públicas e privadas possam organizar, comunicar de forma adequada, não de forma precipitada, as orientações aos seus profissionais, razão pela qual a medida passa a valer a partir de terça-feira. E os prefeitos todos emitirão os seus decretos e estarão apresentando os seus dispositivos de acordo, inclusive, com as características de cada uma das suas cidades. Mas, repito, e aí concluo, o decreto de quarentena é válido para todo o estado de São Paulo. Com a ajuda de Deus, a proteção divina e a ação daqueles que tem a obrigação de serem líderes e comandarem as decisões, nós superaremos a crise do Corona vírus em São Paulo e tenho certeza em todo o Brasil. Neste momento passo a palavra ao prefeito da capital de São Paulo Bruno Covas. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. A prefeitura de São Paulo trabalhando em parceria com o governo do estado de São Paulo a gente vem, ao longo das últimas semanas, trabalhando em três frentes, a primeira delas de conscientização. Infelizmente, ainda há muita gente achando que se trata apenas de uma 'marolinha', não é uma questão... não é férias que as pessoas estão tendo, é isolamento social. Queria insistir nesta tecla, não é apenas um ato relacionado à vigilância sanitária permanecer dentro de casa, é um ato de humanidade, de respeito ao próximo, de respeito a sua família, aos amigos, aos conhecidos. Insistir para que as pessoas possam permanecer em casa o máximo que puderem. Para vocês terem uma ideia nessa área de conscientização a gente já está com mais de vinte carros de som percorrendo todos os pontos da periferia da cidade de São Paulo para levar informação à população. O governo do estado tem investido em campanha de massa, mas, mesmo assim, para cada canto da cidade de São Paulo a gente está levando a informação para poder conscientizar a população. O segundo trabalho é exatamente esse que foca o governador que é evitar as aglomerações. A gente está trabalhando já há algum tempo, a prefeitura já tinha limitado o funcionamento de estabelecimentos comerciais que vendem bens e mercadorias e agora vamos ampliar, em parceria com o governo do estado, para também a área de serviços, excluídos, é claro, esses aqui mencionados pelo governador. Tudo isso, volto a insistir, para que a gente possa atingir a restrição de circulação de pessoas na cidade e no estado, achatar a curva de crescimento da disseminação do vírus e poder atravessar essa pandemia com o menor número possível de pessoas infectadas. E também trabalhando para se precaver para o pior cenário possível com ampliação de leitos de UTI. Aqui na cidade de São Paulo nós tínhamos 505 leitos, vamos ampliar em mais 490. Ontem entregamos os 20 primeiros leitos, são 1.250 respiradores que nós temos na cidade de São Paulo, esses 490 leitos também têm respiradores e mais 2 mil leitos de baixa complexidade, já liberados os recursos para a secretário de saúde iniciar as obras de adaptação do Pacaembu e do Anhembi e esses 2 mil leitos também com respiradores. São 1.250 dos quais a gente acresce agora 2.490 respiradores na cidade de São Paulo. Esse trabalho conjunto entre prefeitura, estado e também queria agradecer ao Ministério da Saúde que não tem poupado esforços para o Governo do Estado e o Município, e agora a gente conta com a população também fazendo a sua parte, que a gente possa atravessar essa pandemia dando exemplo pro mundo de trabalho conjunto entre sociedade e governo. Muito obrigado. Bom dia a todos vocês.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Antes das perguntas, vamos agora a um informe da saúde com o Dr. José Henrique Guermann e também com o Dr. David Uip, com os números da saúde, Dr. José Henrique Guermann, secretário da saúde do estado de São Paulo que é a instituição que agrega todas as informações públicas e privadas ligadas ao tema do coronavírus e mantém essa relação diária, eu diria até pra ser preciso, a cada hora, com o Ministério da Saúde, o ministro Luiz Henrique Mandetta. Com a palavra o secretário da saúde do estado de São Paulo, José Henrique Guermann.

JOSÉ HENRIQUE GUERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito boa tarde. Os nossos números estão relacionados às 18h de ontem que é o horário padronizado pelo Ministério da Saúde. Então, nós estamos com 396 casos confirmados no estado de São Paulo. Dentro desses casos, temos 15 óbitos e 34 pacientes que estão internados em terapia intensiva confirmados e em tratamento. Temos como suspeitos 9 mil casos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos ouvir o Dr. David, David Uip. Obrigado, secretário da saúde, Henrique Guermann. Dr. David.

DAVI UIP, INFECTOLOGISTA: Boa tarde a todos. Nós estamos tomando decisões hoje em cima do que foi acertado com esse grupo de apoio. Quero lembrá-los que hoje é o oitavo dia após a determinação da transmissão comunitária do estado de São Paulo. Então são medidas importantíssimas, no tempo adequado e consistem melhor que nós estamos vendo em decisões no mundo e respaldadas por todos os critérios científicos. Então no oitavo dia após a detecção da transmissão comunitária, nós tomamos decisões mais assertivas, e como sempre fala o governador e o prefeito, servem pro dia de hoje nesse horário. Nós poderíamos estar com outras medidas a cada minuto, a cada dia. Eu quero, governador, fazer um depoimento que eu acho importante, o prefeito Bruno já fez. Levem a sério esta pandemia, isto não é férias, isto não é brincadeira. Nós estamos informados, o secretário da saúde municipal, conversamos ontem à noite e hoje, que tem bairros que parece que o dia a dia não mudou. Isso é muito sério, isso tem que ter a compreensão da gravidade pra cada um e para os seus familiares. Também de novo ressaltando as palavras do governador e do prefeito, as forças de saúde elas estão muito atentas. São corajosas, são destemidas, e eu não preciso conclamá-las que elas estão na linha de frente. Então eu acho que essa situação atual nós precisamos dar ênfase tanto nas restrições como pra competência do pessoal da saúde.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David Uip. Queria cumprimentar a TV Cultura que está transmitindo as últimas quatro coletivas de imprensa, ao vivo, prestando serviço público à população do estado de São Paulo, a TV Cultura atinge todos os 645 municípios do estado de São Paulo, cumprimentar e agradecer o trabalho do jornalismo da TV Cultura, dos técnicos também nessa transmissão que está sendo feita, acompanhada de outras emissoras de televisão. A CNN, a Globo News e complexos também das outras redes de televisão que estão aqui, os nossos agradecimentos também pela sua mobilização e solidariedade e aos profissionais que estão aqui presencialmente. Importante ressaltar que indústrias, indústrias, São Paulo é o estado mais industrializado do país, nenhuma medida aqui anunciada é restritiva ao trabalho das indústrias, as indústrias não tem atendimento público. É fundamental que a indústria de alimentos, a indústria de... produtos de forma geral, sem nenhuma exceção continuem funcionando regularmente com os cuidados devidos no atendimento e no funcionamento aos seus funcionários. Fábricas e indústrias não falam, não atuam diretamente com o público, mas o seu funcionamento é vital pra não haver desabastecimento no estado de São Paulo e no país. Essas indústrias de São Paulo atendem e abastecem o país. Então o esclarecimento, que não haja dúvida, você que está em casa que é industrial, que é diretor de indústria, que é acionista, é controlador, ou você que é funcionário, saiba que nenhuma das medidas atinge o funcionamento dessas empresas, apenas a recomendação de cuidado e zelo com a saúde dos funcionários, com a higienização do sistema de transporte que são providenciados pelas empresas e dentro das empresas também a devida orientação. Antes de abrir as perguntas, Bruno Covas e eu queremos registrar também, Dr. David Uip, igualmente José Henrique Guermann e Edson Aparecido, a solidariedade das pessoas em São Paulo. Ela tem sido plena na sua maioria com raras exceções, as pessoas têm tido consciência do seu trabalho e da importância de serem solidários. E nas raras exceções eu quero aqui em meu nome e do Bruno Covas dizer da nossa manifestação de repúdio a iniciativas de festas em comunidades aonde for, em comunidades em São Paulo. Agora não é hora de fazer festa, não é hora de fazer nenhum tipo de celebração. Fiquem em casa! E nesse sentido quero dizer, Bruno Covas e eu vamos adotar medidas policiais para evitar aglomerações, bailes, festa funk, ou de qualquer natureza, seja na capital de São Paulo, seja em qualquer outra cidade no estado de São Paulo. Não faz o menor sentido atos de irresponsabilidade, de organizadores de bailes funk, bailes de música ou qualquer evento desse tipo querendo sobrepor os seus interesses pessoais e econômicos ao interesse da saúde da população dos brasileiros de São Paulo. Bruno Covas e eu como governador, assim como os prefeitos dos outros 644 municípios saberemos agir, e a Polícia Militar e a Polícia Civil do estado de São Paulo já foi orientada ontem, fiz essa orientação ao general Campos que está aqui presente, nosso secretário de segurança pública que atue com firmeza e determinação, evidentemente dentro do protocolo para evitar que manifestações dessa natureza venham a acontecer. E o meu repúdio, falo isso em nome do Bruno Covas também, aqueles que são promotores dessas iniciativas. Vocês são promotores do mal e devem ser condenados por isso. Desculpe fazer esse tipo de colocação com essa ênfase, mas é inacreditável que num momento como esse, algumas pessoas, algumas minimizem o tamanho do problema dizendo que é uma gripezinha e outros sejam promotores de eventos públicos colocando em risco a saúde da população. Repudio tanto os que minimizam quanto àqueles que insistem em violentar as regras, as leis e o sentimento de solidariedade. Bem, vamos agora as perguntas, nós temos alguns jornalistas que estão aqui presencialmente e aqueles que estão remotamente. Vamos começar com... presencialmente, jornalista Giba Bergamim da TV Globo. Giba, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

GIBA BERGAMIM, REPÓRTER: Muito bom dia a todos, melhor dizendo, boa tarde. Uma preocupação constante em relação a eventual sobre a notificação, sei que a gente vem questionando isso, o modelo está funcionando, os hospitais estão notificando com mais agilidade ou ainda há um problema com relação a isso? Queria só tentar detalhar. A partir de terça-feira então bares e restaurantes vão ter que fechar? Qual é o acordo com as associações? Como é que eles receberam isso? Isso vai ser por meio de decreto? Tanto no município quanto no estado? Só pra gente ter certeza. Muito obrigado mais uma vez.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Giba Bergamim. Vou pedir... vamos responder as duas perguntas, mas como temos um grande número sempre a recomendação é uma pergunta pro jornalista imaginando que todos cobrirão com as suas perguntas todas as necessidades de informação que o público, telespectadores, ouvintes, assinantes e leitores desejam. Nós responderemos as duas. Começo pela segunda e depois passo ao Dr. David Uip que é o coordenador do Centro de Contingência do coronavírus para falar sobre notificações. Bares, restaurantes e cafés, a partir da próxima terça-feira em São Paulo e todo o estado de São Paulo deverão fechar. Poderão operar remotamente através do serviço de delivery e essa é a nossa recomendação para que avaliem essa alternativa em forma de manterem alguma receita dos seus negócios e preservarem empregos dos seus funcionários. Seus funcionários, gerentes, administradores, aqueles que atuam nos seus estabelecimentos, inclusive equipe de manutenção e limpeza que é uma atividade essencial e não há proibição de funcionamento poderão continuar a operar. E o uso do delivery será amplamente difundido, não apenas em São Paulo, mas em todo o Brasil. É uma forma correta, adequada de manter o abastecimento manter os empregos e os serviços de alimentos e bebidas preparados por cafés, bares, restaurantes e também padarias. Aproveito para renovar a informação de que as padarias poderão continuar funcionando na sua parte de venda de gêneros e produtos, na parte de alimentação preparada a proibição segue a mesma para bares, restaurantes e cafés. Apenas através de serviços de delivery. Regulamentações complementares serão feitas através de decretos das Prefeituras Municipais. E o decreto do Governo do Estado de São Paulo sai em edição extraordinária no Diário Oficial, repito, é uma decretação de quarentena que saímos do campo da recomendação para a determinação legal. E a publicação sendo feita no Diário Oficial, a partir de agora segue valendo, evidentemente a palavra do governador é a que prevalece, mas a publicação, seguindo os trâmites da lei será feita e a validade é a partir da próxima terça-feira, dia 24 de março. E o Bruno Covas faz a complementação ao jornalista Giba Bergamim. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DE SÃO PAULO: Só pra complementar, aqui na cidade de São Paulo os bares já deveriam estar fechados desde ontem, sexta-feira, com a edição do decreto estadual não há necessidade de um decreto municipal para fechamento de restaurantes a partir da terça-feira, então a gente segue a orientação do decreto estadual. O que nós vamos ter, é como disse o governador, um decreto municipal muito provavelmente estabelecendo casos omissos ou dificuldade de interpretação para todos os fiscais, orientando os fiscais da Prefeitura de São Paulo em relação a esse decreto estadual. Mas com o decreto estadual nem a Prefeitura de São Paulo nem nenhum outro dos 644 municípios precisam de decretos municipais para operacionalizar isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno, pelo esclarecimento. Boa a pergunta do jornalista Giba Bergamin. Porque esse é um ponto sensível, São Paulo é o estado com o maior número de restaurantes, bares, cafés, padarias e serviços de alimentos e bebidas de todo o país. Temos mais de um milhão de pessoas empregadas nesse setor, o nosso objetivo não é alarmá-las, muito menos prejudicá-las, mas tomar atitudes que são importantes e são necessárias para a preservação de vidas. Lembrem que nós estamos numa guerra de vida ou morte, e nós queremos seguir a trajetória de vida, proteger a vida das pessoas. Obviamente temos também o cuidado de tentar proteger o emprego das pessoas para que possam ter renda, e, obviamente com isso ter minimamente a sua qualidade de saúde preservada. Por isso, a sugestão e a recomendação para que entidades, associações, e individualmente também empresas e instituições de alimentos que vendem nos... que prestam serviços em bares, restaurantes, padarias e cafés utilizem a criatividade para continuar operando de forma remota, com serviços de delivery. Essa é uma forma de adaptação à crise para ajustar o funcionamento dos seus negócios para que eles continuem a ter existência. Dias melhores virão mais à frente, e preservem os seus funcionários, aqueles que sabem trabalhar, que foram formados, alguns há muitos anos atuam nesses estabelecimentos, preservem o emprego dessas pessoas, estabeleçam o entendimento possível com eles, eles serão úteis a vocês agora e muito úteis após a crise. Sobre notificação, passo a palavra ao Dr. David Uip, ainda respondendo a pergunta do jornalista da TV Globo, Giba Bergamim.

DAVI UIP, INFECTOLOGISTA: As notificações individuais não são adequadas. Há um ritual que deve ser cumprido. A notificação se faz ao sistema de vigilância municipal, estadual e ao Ministério da Saúde. E os secretários divulgam isso sempre ao mesmo tempo em conjunto com o Ministério da Saúde. Então nós entendemos que as notificações estão adequadas e quando não ocorrem é por precipitação e inadequação de alguns serviços.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David Uip. Nós temos uma pergunta agora remota da Rádio CBN de São Paulo, do jornalista Marcelo Lorenzeto, a pergunta será feita pela jornalista Bruna Fasano.

BRUNA FASANO, REPÓRTER: O Governo pensa em alguma medida para setores de serviços não essenciais que continuam em atividade? Uma construção civil, telemarketing e bancos? Há ainda alguma medida prevista para pequenos comerciantes e donos de bares e restaurantes que são diretamente afetados com isolamento social? Acho que cabe mais a primeira parte, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Parte da pergunta do jornalista Marcelo Lorenzeto já foi respondida, mas nós vamos aqui fazer resposta completa, lembrando que os jornalistas que mandaram perguntas e a distância, on-line, mandaram antes do início dessa coletiva, portanto, não estão aqui fazendo perguntas no exato momento em que as respostas estão sendo formuladas. Mas interessante, Marcelo Lorenzeto, você que nos ouve e assiste nesse momento, não há restrição para a construção civil, telemarketing e bancos. O princípio é o mesmo das indústrias, aqueles que atuam na construção civil não têm contato com o público e podem, portanto, resguardar os devidos cuidados que as suas empresas contratantes, as empresas que realizam o transporte desses funcionários, que realizam os seus serviços de alimentação in loco, devem ter do ponto de vista sanitário. Igualmente para telemarketing e bancos, os serviços de bancos assim como o de lotéricas e outros serviços dessa natureza permanecem em funcionamento. Serviços de call center e telemarketing também serão ainda mais utilizados durante este período assim como aqueles que vão operacionalizar os serviços de entrega e delivery com motocicletas e bicicletas e outros meios de transporte ao longo das próximas semanas. Isto, no entanto, Marcela, não implica que o Governo do Estado de São Paulo, a Prefeitura da capital de São Paulo e as prefeituras municipais do estado de São Paulo, seguindo a orientação do centro de contingência do Covid-19 não venham a adotar outras medidas. Volto a lembrar aqui, todos os dias nós estamos avaliando a evolução do vírus e as medidas preventivas e sanitárias necessárias. Todas as informações serão dadas aqui como estamos fazendo, com transparência e atendendo diariamente a necessidade que a situação impõe e a orientação daqueles que são médicos, infectologistas e especialistas, há um grupo de trabalho, repito, a decisão não é individual do Dr. David Uip ou do secretário da saúde do estado, ou do município, é um grupo de profissionais que avalia e toma as suas decisões e ampara as nossas deliberações. Portanto, com isso nós respondemos. Você fala sobre medidas previstas para pequenos comerciantes, donos de bares e restaurantes que são diretamente afetados, as medidas primeiro são essas que nós já anunciamos. Depois, sejam criativos, utilizem a criatividade enquanto perdurar a crise para fazerem a entrega remotamente, manterem os empregos, inclusive no comércio. Eu já vi ao longo desses últimos três dias comerciantes criando canais de site para prosseguirem as suas vendas utilizando remotamente a manutenção, a preservação dos serviços e a entrega dos produtos através do delivery. Vamos agora a pergunta do jornal Estado de São Paulo, aqui presencial, da jornalista Priscila Mengue. Priscila, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

PRISCILA MENGUE, REPÓRTER: Boa tarde. A minha pergunta é em relação à cloroquina, porque o Hospital Albert Einstein e Prevent Senior já adotaram o uso da medicação. E eu entrei em contato com algumas redes de farmácia que fizeram acordo pra passar todo o estoque para o Estado. Então eu quero saber como o Estado vai fazer essa logística, se ele vai fazer esse acordo com todas as farmácias privadas e fornecedores. E, além disso, como essa logística vai atender quem toma esse remédio de forma contínua. E, além disso, eu queria que fosse explicado melhor como vai ser esse resguardo da quarentena, vai ter fiscalização pra quem está na rua, vai ter que apresentar contracheque, como que vai ocorrer?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Priscila, vamos responder as duas, mas sempre peço, por favor, uma pergunta por jornalista. Eu sei que vocês, evidentemente, faz parte, a curiosidade e a necessidade de informar acaba impulsionando mais perguntas, mas vamos tentar ficar uma pergunta por veículo de comunicação, até porque nós estamos aqui ao vivo em televisão pra respeitar também o tempo e as pessoas que estão nas suas casas. No primeiro tema eu vou pedir que os profissionais de saúde respondam, obviamente. O Dr. José Henrique Guermann que, aliás, foi superintendente do Albert Einstein durante 30 anos, que possa responder, e complementando o Dr. David Uip, médico infectologista e coordenador do grupo de contingência, do Centro de Contigência do Covid-19. Dr. Guerman.

JOSÉ HENRIQUE GUERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Esse tipo de medicamento é utilizado também em outros pacientes e por isso eles existem em estoque... no nosso estoque e é distribuído nas nossas farmácias. Quanto à adoção deste novo... deste medicamento já existente e que agora possa ser utilizado nesta epidemia de coronavírus, eu gostaria de dividir aqui essa informação a respeito da utilização com o Dr. David Uip.

DAVI UIP, INFECTOLOGISTA: É, existe algumas publicações científicas que falam do efeito favorável de duas situações. Primeiro o uso da cloroquina individualmente, e depois da cloroquina com azitromicina. São trabalhos iniciais com número pequeno de voluntários, então, os resultados, ainda não são suficientes para que nós tenhamos conclusões a respeito. O que é preciso fazer agora? Aumentar o número de voluntários, à semelhança do que ocorre 200 outros protocolos científicos de outros medicamentos em todo o mundo. A pesquisa muito importante correndo em todo o mundo. Quanto aos protocolos que eu vi o anúncio ontem de uma forma informal dos vídeos que dois serviços privados começam a fazer protocolos de pesquisa utilizando a associação da azitromicina e da cloroquina. Eu entendo que em sendo protocolo de pesquisa avaliados pelos comitês de ética e aprovado pela Conep, tudo bem, mas também há uma sistematização para o uso dos medicamentos. Esses são medicamentos clássicos conhecidos por todos nós, então ele ultrapassa a necessidade iniciais de segurança de uso, porque já há segurança na utilização como falou o secretário em outras doenças a cloroquina, nós usamos há dezenas e dezenas de anos, no tratamento da malária e os reumatologistas usam como droga antinflamatória que faz parte de sua resposta, nós precisamos continuar tendo a disponibilidade do medicamento para doenças pré-existente que necessitam desse medicamento, quanto à rede que teria doado pelo estado, ontem eu fui procurado por essa rede, pelo seu presidente, encaminhei a reivindicação para o secretário, essa rede pretende doar todo o seu estoque de cloroquina, para o estado de São Paulo e o secretário teve já teve o acordo que ele vai explicar.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Germann, quer complementar?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. É, nós tivemos essa doação, já estamos no processo de entrega já dessa medicação nos nossos estoques. E eu repito, nós já utilizamos tanto no tratamento de doenças crônicas, outras e não numa fase aguda como agora da epidemia.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Dr., sobre as medida eu vou complementar as duas questões que você fez, sobre a medida que da quarentena nós já especificamos aqui que você terá um texto específico para que os eleitores do Jornal o Estado de São Paulo, tanto na versão eletrônica como essa possam ter as informações completas, é quarentena, o nosso objetivo é seguir as orientações dos profissionais da saúde e dos médicos que aqui estão para reduzir ainda mais o número de pessoas nas ruas, estamos fazendo isso gradualmente e agradecendo pela solidariedade das pessoas que estão compreendendo essa necessidade e seguindo as nossas orientações, salvo raríssimas exceções, como eu já manifestei agora pouco mas 98% da população está consciente e adotando as medidas adequadas e sendo solidária a essa situação. Quero dizer que amanhã às 8h da manhã nós temos uma reunião virtual com 100 empresários que fazem parte do comitê executivo empresarial, esse comitê começou com 50 empresários, fez uma reunião com 44 na última quinta-feira, agora temos 100 empresários esperamos estar com todos virtualmente em tela, a reunião começa às 8h vai das 8h às 10h e o resultado será comunicado na coletiva de amanhã, 12h30, aqui mesmo no Palácio dos Bandeirantes, perdão, segunda-feira, obrigado, Bruno, segunda-feira, reunião na segunda-feira dia 23 das 8h às 10h da manhã e vamos comunicar 12h30 a vocês. Por que desse comitê executivo? Primeiro, para que tenhamos agilidade nos procedimentos, nas decisões, no compartilhamento das informações do governo, é muito difícil nós organizarmos reuniões específicas com todos os setores da economia, especificamente seria o ideal, mas não há possibilidade, as medida são urgentes e exigem deliberação, bom senso, mas decisão, isso felizmente não tem faltado aqui em São Paulo e esse comitê executivo também, captura, doações em dinheiro para aquisição de equipamentos e insumos para a área pública, e doações que podem contribuir para a área social então na coletiva da próxima segunda-feira 12h30 nós vamos anunciar quais são essas doações, qual o volume, qual o valor e prioridade onde elas serão destinadas, então agradeço também a sua pergunta que permitiu oferecer essa informação. E a outra é que nessa segunda-feira também, às 11h da manhã teremos a reunião do Cosud, Consórcio Sul Sudeste dos sete governadores que detém 71% da economia do país, os sete governadores estarão reunidos virtualmente será uma telereunião, uma teleconferência, comandada a partir de São Paulo, mas com a participação igualmente em igualdade de condições de todos os governadores, e ela acontecerá das 11h ao 12h, nós estamos bastante entrosados, os governadores de forma geral. Quero mencionar, mas aqui na Região Sul e Sudeste faremos alguns alinhamentos importantes na área de logística, transporte, medidas administrativas e principalmente na área da saúde. E igualmente serão comunicadas às 12h30, na coletiva de na próxima segunda-feira no caso de São Paulo e os governadores dos outros governadores dos outros seis estados do Sul e Sudeste farão coletiva em suas capitais com o mesmo objetivo. Vamos agora à uma pergunta online, a pergunta vem do Jornal Folha de São Paulo, do jornalista Arthur Rodrigues, vou pedir à jornalista Bruna Fasano que por favor, leia a pergunta do Arthur Rodrigues da Folha. Bruna.

BRUNA FAZANO, JORNALISTA: Governadores e prefeitos estão tomando atitudes unilaterais que influenciam outras cidades e estados, por exemplo, a MTU, continua funcionando, mas ônibus que dão acesso a ela no ABC não. O Rio de Janeiro fechou as divisões embora os estados vizinhos não tenham tomado a mesma medida, a falta de padronização nas medidas não pode trazer prejuízos e como resolver a questão?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Arthur, você que está nos ouvindo ou assistindo nesse momento, em relação à EMTU e os ônibus que dão acesso ao ABC isso já está regularizado o funcionamento continua, houve um reunião do secretário de transportes metropolitanos, Alexandre Baldy, virtual, com todos os prefeitos do grande ABC do consórcio, se não estou enganado, são oito prefeitos, se não me engano, sete, sete prefeitos e essa ordenação foi feita, portanto não há nenhum impedimento, estão funcionando regularmente, queria aproveitar para agradecer os prefeito pela compreensão e integração com as nossas ações, não preciso nem falar em relação à prefeitura de São Paulo, Bruno e eu falamos várias e várias vezes ao longo do dia e os nossos secretários também, nenhum tipo de problema, nenhuma desarticulação, nenhuma unilateralidade à ações que estamos empreendendo. Em relação ao Rio de Janeiro eu prefiro não comentar, Arthur, até porque amanhã teremos, desculpa, segunda-feira teremos essa reunião do Cosud, em teleconferência, o governador Wilson Witzel estará presente nessa conferência são sete governadores e vamos tratar desse tema, então, eu prefiro não fazer comentários nesse momento, e sim após a reunião com o governador do estado do Rio de Janeiro, mas faço aqui, pontuo que, Arthur, no cerne da sua questão está sob vários setores da economia e da padronizações de ações pelo menos de efeito macro, deveria estar sendo conduzida pelo Governo Federal essa seria a forma correta, isso não acontecendo os governadores estão assumindo essa responsabilidade e a meu ver fazendo de maneira majoritariamente correta mas também com a capacidade de dialogar entre si e com a sociedade civil e faço aqui uma observação, eu já elogiei aqui o Ministro Luiz Henrique Mandetta algumas vezes e renovo esse cumprimento pela atitude, pelo comportamento republicano, correto e objeto do tratamento dessa pandemia, dessa grave situação de saúde pública no estado de São Paulo, e registro também um posicionamento muito correto, muito republicano do Ministro de infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas e a sua equipe em relação aos temas de transporte, relação fluida, correta e republicana e feita dimensão da gravidade que o assunto exige. Vamos agora à presencial, nós estamos aqui no Palácio dos Bandeirantes de São Paulo, a pergunta é da TV Record da jornalista Beatriz Casadei. Beatriz, enquanto você se posiciona, aproveita para abaixar o microfone um pouquinho pode abaixar, agradecer todos veículos que aqui estão, de mídia impressa, eletrônica, de mídia eletrônica, temos aqui a CNN, da TV Globo, a Band News, a TV Band, a Rádio CBN, a rádio Jovem Pan, UOL, que está online não é emissora de televisão mas está online, a TV Record que você representa, o SBT, a Globo News, e o SBT do interior, se tiver faltando algum aqui a ser citado por favor me avisem para que eu possa mencionar e fundamentalmente, agradecer, assim como todos os demais veículos de comunicação, os seus jornalistas e seus fotógrafos e cinegrafistas que aqui estão.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Beatriz, sua pergunta por favor.

BEATRIZ CASADEI, JORNALISTA DA TV RECORD: Boa tarde governador, a todos. Nós estamos ao vivo para o Balanço Geral nesse momento. Minha pergunta é a seguinte, governador, eu queria saber como que o estado de São Paulo está tratando os cadáveres, quer dizer, as pessoas que estão morrendo infectadas com o Corona vírus e se há alguma orientação do governo federal em relação a isso? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Beatriz pela pergunta. Eu vou pedir ao Dr. José Henrique Germann que possa responder as duas questões formuladas pela jornalista Beatriz Casadei da TV Record. Secretário.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Pois não. Foi emitido ontem um decreto do senhor governador fazendo todo regramento a respeito de como será feito nesses dias o sepultamento e que necessidades serão cumpridas. Isso será feito... esses óbitos não deverão ir mais para o SOB e nem para Instituto Médico Legal a não ser que seja um caso de violência. Então, todo o caso de violência preserva a ida para o Instituto Médico Legal, independente de qual seria a causa mortis. Os outros, vai ser feito uma autópsia que se chama oral, que é feita com familiares, médicos, enfim, o médico que assina o atestado faz essa autópsia oral e, em seguida, é colhido exames... Virtual, autópsia virtual. E é colhido os exames para a detecção do Corona vírus. Esse exame vai para o Instituto Adolfo Lutz e o óbito, o cadáver pode ser sepultado. Qualquer modificação a respeito será feito a posteriori. Nós estamos prevendo uma situação de preparo se tiver um aumento do número de óbitos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado secretário. Nós estamos aqui ao vivo do Palácio dos Bandeirantes em São Paulo. Vamos agora a última pergunta online, nós temos mais quatro, essa é uma das quatro perguntas, ela vem do interior do estado de São Paulo, o jornal O Vale de São José dos Campos, jornalista Caíque Toledo. Quem lê a pergunta do Caíque Toledo é a jornalista Bruna Fasano. Bruna.

CAÍQUE TOLEDO, JORNALISTA DO JORNAL O VALE DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS: Ontem o Presidente Bolsonaro chamou o Corona vírus de gripezinha e voltou a criticar governadores. Como o senhor avalia essa declaração do Presidente da República?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Com decepção e tristeza. Como governador de estado eu gostaria de ter um presidente que liderasse o país numa crise como essa Caíque, e não minimizasse problemas e dissesse que o Corona vírus é uma gripezinha, ou relativizasse uma questão tão grave para o país e par os brasileiros neste momento. Fico triste como brasileiro, como cidadão, como alguém que ama o seu país independentemente da posição política que eu ocupo. Eu não sou um político exatamente profissional, eu vim do setor privado, mas respeito todos eles, porém, muito triste que não tenhamos, Bruno Covas, neste momento, uma liderança no país em condições de orientar os brasileiros, acalmar os brasileiros, tomar atitudes corretas, liderar a sua equipe de trabalho, os seus ministros, os seus secretários, para a tomada de decisões corretas e que atendam a expectativa da população. Não falo aqui com nenhum viés de ordem política ideológico ou partidária, mas falo como sentimento de brasileiro. Mas na ausência dessa liderança, Caíque, nós, em São Paulo, os outros governadores nos seus respectivos estados, prefeitos e prefeitas nos municípios, estão cumprindo a sua obrigação fazendo o que deve ser feito e aquilo que o Presidente Bolsonaro não consegue fazer. A próxima pergunta é da jornalista--

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Posso?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pode, claro.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Só para aproveitar a oportunidade, gostaria de reforçar um pouco o seguinte: a patologia que se chama Covid-19, ela tem uma sintomatologia parecida com gripe, mas não é uma gripe. Ele é muito mais um quadro de uma pneumonia e severa, às vezes, do que uma questão de gripe, ok? Tem uma sintomatologia parecida, mas não se trata de uma gripe.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado secretário. Agora voltamos aos jornalistas que estão aqui no Palácio dos Bandeirantes, temos mais três perguntas. Enquanto a jornalista Luiza Moraes da TV Cultura se posiciona para a sua pergunta, Luiza, eu queria apenas fazer uma correção, quando falei posto de gasolina ou postos de gasolina eu me referi a postos de combustíveis. Não é apenas gasolina que é vendido nos postos. Eu tenho um enorme respeito sobretudo pelo etanol de São Paulo que é o maior produtor mundial de etanol e, obviamente, o etanol está disponível em todos os postos de combustíveis do estado de São Paulo que não estão afetados pela quarentena que acabamos de decretar válida a partir da próxima terça-feira. Luiza, boa tarde, obrigado pela presença, obrigado também pelo esforço da TV Cultura, emissora da qual você faz parte, para cobrir adequadamente não apenas as manifestações que fazemos aqui, mas uma cobertura eficiente, tanto quanto os demais veículos que aqui estão. Eu já elogiei, no combate a esta grave crise e esta guerra que estamos enfrentando. Sua pergunta por favor.

LUIZA MORAES, JORNALISTA DA TV CULTURA: Obrigada governador. Governador, o Presidente fala em gripezinha e o ministro dele que tem sido tão parceiro, que o senhor acabou de elogiar, tem sido uma pessoa que tem trabalhado muito preocupada, fez uma declaração ontem que nos deixou todos muito preocupados, acredito, dizendo que o sistema de saúde deve entrar em colapso no próximo mês. Como que está a situação em São Paulo e o que é que o governo de São Paulo está fazendo também para ajudar os demais estados a enfrentar essa situação?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Luiza, obrigado pela pergunta. Eu vou dividir a resposta com o Dr. David Uip, coordenador do Centro de Contingência do Corona vírus. Nós respeitamos bastante o ministro e a conduta correta que ele tem tido. Talvez, naquele momento, ele tenha feito, talvez, uma observação, talvez na não melhor contextualizada. Até as boas pessoas, capazes, corretas e bons líderes podem cometer seus equívocos. Tenho certeza que foi um momento dessa natureza do ministro, isso não tira o respeito que temos tido por ele e pela boa conduta que ele tem tido a frente do setor de saúde como Ministro da Saúde. Então, esse é um comentário de ordem pessoal, eu não assimilei o tema do colapso, em São Paulo, posso lhe garantir, não teremos colapso aqui na saúde pública do estado de São Paulo e nem da prefeitura de São Paulo. E tenho certeza também que no âmbito nacional os governadores e prefeitos de milhares de municípios não permitirão que haja esse colapso. Eu tenho certeza, igualmente, que não foi esse o contexto, talvez, desejado pelo ministro ao fazer essa manifestação. Podemos, talvez, considerar como um perdão para alguém que tem conduzido de maneira muito positiva essa crise de saúde pública no país. Dr. David Uip, o Dr. Davi fala diariamente, assim como o Dr. José Henrique Germann, com o Ministro Luiz Henrique Mandetta. David Uip.

DAVID UIP, MÉDICO INFECTOLOGISTA: Nós, do estado de São Paulo, estamos nos preparando para esse momento não da semana passada, eu auxiliando o secretário, nós estamos nos preparando desde o primeiro dia do primeiro caso da China. Então, providencias foram tomadas, vocês ouviram o prefeito de São Paulo, o secretário municipal e o secretário estadual, dessas providências. Aumento do número de leitos, gestão de leitos, UTIs bem equipadas e todo um trabalho de prevenção com o intuito de abaixar o pico e diminuir o número de infectados. Aproveitando a sua pergunta, até por conta de muitas vezes as pessoas quererem trabalhar com similaridades com outros países, isso é óbvio que nós estamos fazendo no dia a dia, mas nós temos números que estão sendo estudados por todo o nosso pessoal da área epidemiológica que nos norteia no caminho que estamos seguindo. Há três semanas nós anunciamos diversos cenários e esses cenários propiciaram número de leitos a mais daqueles que estavam disponibilizados. Isso serve para o primeiro momento da pandemia. Na sequência, talvez nós necessitaremos de mais leitos, de mais respiradores. Está dentro do cenário de previsão. Então, há um trabalho muito bem feito pelos municípios e pelo estado no sentido de que não ocorra nada que não esteja sendo planejado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dr. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Eu assisti esse momento que ele colocou esta situação e eu acho que é uma questão até de entendimento. Eu interpreto que ele disse que se nós não fizermos nada haverá um colapso do sistema de saúde. Acho que essa foi a interpretação.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos ouvir o Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo, Bruno, ainda atendendo a pergunta da jornalista Luiza Moraes da TV Cultura.

BRUNO COVAS, PREFEITO DE SÃO PAULO: Eu queria só complementar nessa linha que o Dr. David Uip já mencionou, desde o início, desde janeiro a gente vem trabalhando para que o sistema não entre em colapso na cidade de São Paulo em parceria com o governo do estado de São Paulo, não apenas em relação ao número de UTIs, leito de UTIs que a gente vai acrescentar, aos leitos para que a gente possa ter dois, pelo menos dois hospitais de campanha aqui na cidade de São Paulo hoje foi publicada na portaria da Secretaria Municipal de Saúde, que reorganiza todos os serviços da atenção básica e dos hospitais municipais, para que os serviços possam ser focados e priorizados em relação ao Coronavírus, e aqui nós também reorganizamos todos os funcionários, já que aqueles acima de 60 anos da área da saúde continuam trabalhando eles estão trabalhando prioritariamente em serviços administrativos, liberando o pessoal para poder ir para a linha de frente para que eles fiquem resguardados, e mais uma vez agradecer a todos os profissionais da área da saúde do município, também aqui [ininteligível] o coordenador em relação ao estado, que não é só o trabalho feito pelos governantes é também o trabalho de cada um lá na ponta para ajudar a não colapsar o sistema no município e no estado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno Covas, Luiza muito obrigado pela sua pergunta, temos mais duas perguntas. Davi Uip

DAVI UIP, INFECTOLOGISTA: Eu acho que o contingente [ininteligível], 80% dos pacientes serão pouco sintomáticos ou assintomáticos absolutamente fundamental as consultas que os municípios estão tomando porque a atenção primária é que vai confrontar a infantaria, que vai confrontar com esse primeiro embate, 20% ficarão doentes e 5% dos 20% necessitarão do ambiente de terapia intensiva, então esse é um cenário[ininteligível] nem no Brasil e nem no estado de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Dr. Davi Uip. Vamos a penúltima pergunta, ela é presencial, é da Rádio Bandeirantes, a jornalista Maju Arruda Leite, Maju, obrigado pela presença. Boa tarde.

MAJU ARRUDA LEITA, REPÓRTER RÁDIO BANDEIRANTES: Boa tarde a todos, estamos ao vivo agora na Rádio Bandeirantes. Governador, vocês estudam a possibilidade de focar nos últimos anos na área da saúde, medicina, farmácia, enfermagem, para ajudar na demanda dos serviços de saúde que vai aumentar nas próximas semanas? Qual momento vai ser necessário aplicar essa medida e como isso será feito? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maju, respondo e compartilho com os profissionais de saúde aqui ao meu lado, mas essa é uma das contingencias, a resposta é sim, mas não nesse momento, contingências, o Dr. Davi Uip, que comanda doze médicos especialistas em epidemias e também em infectologia, do qual fazem parte os subsecretários do estado, José Henrique Germann e o secretário do município de São Paulo, Edson Aparecido, nós temos todos os cenários, os cenários são elaborados, por isso que esse grupo trabalha e planeja e acompanha evidentemente no dia a dia, em São Paulo e todo estado de São Paulo, todas as cidades e municípios e regiões do estado de São Paulo, e também a revolução no mundo do Coronavírus em qualquer parte do planeta, então nós temos todas as contingências previstas, o momento de anunciar as características é que nós resguardamos para verificar primeiro se isso será necessário efetivamente, não seremos desprevenidos pelo fato de não termos previsto essa circunstância, então se houver essa necessidade, mas eu vou pedir aos profissionais de saúde depois também ao Bruno Covas para a resposta à sua resposta. Mas como sempre muito zelo, cuidado e amparado em informações científicas da área de saúde. Davi Uip. Dr. Germann.

DAVI UIP, INFECTOLOGISTA: [ininteligível]. Já as medidas anunciados pelo secretário e governador nós incluímos profissionais na área de saúde que atuam, os hospitais continuam atuando, escolas as ligadas às ciências biológicas elas pararam com a presença, na forma presencial de aprendizado e continuam à distância mas todos alunos que frequentam hospitais e seus estágios continuam nós entendemos que é uma linha de frente importantíssima tanto do ponto de vista de assistência como de ganhar experiência.

BRUNO COVAS, PREFEITO DE SÃO PAULO: Só dar um informe, a partir de segunda-feira nós estamos também incorporando mais 2 mil desses alunos quintonistas, para colaborar com o município para a campanha de vacinação, ajuda a nortear se for o caso também incorporá-los na questão do Coronavírus, nosso município já está fazendo isso a partir de segunda-feira, 2 mil quintonistas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Maju, muito obrigado pela pergunta, aproveitando os que estão ainda online nos veículos de comunicação, e rádio, lembrando que amanhã, segunda-feira, estou antecipando aqui, dia 23 de março começam a vacina contra a gripo em São Paulo e em todo o país e em São Paulo em todas capitais brasileiras a prioridade são todas as cidades do estado de São Paulo e a prioridade é para a vacinação das pessoas com mais de 60 anos, vou tomar a liberdade antes da última pergunta, que é o Gabriel [ininteligível] da Globo News, que sobre a vacinação pedir a intervenção do Dr. José Henrique Germann e Davi Uip com informações sobre a vacinação que começa na próxima segunda-feira dia 23. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Então a partir dia 23 nós termos o início da vacinação no estado de São Paulo, aliás, em todo o Brasil, e nesse sentido foi dividido e escalonado que nesse primeiro momento será destinado à vacinação para os pacientes, para as pessoas mais idosas, acima de 60 anos, acrescido aí os profissionais de saúde e todo o sistema e os profissionais que os profissionais da Polícia Militar que estão envolvidos na questão da área da saúde, então esse é o primeiro momento da vacinação para depois então, correr ao longo do tempo e demais segmentos, a vacinação é feita pela prefeitura de São Paulo, e acho que isso talvez o Edson queira complementar, por favor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Exatamente, Edson Aparecido, secretário de saúde do município de São Paulo, por favor.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Nós teremos 600 postos de vacinação a partir de segunda-feira no primeiro momento são 1 milhão e 800 mil idosos e todos profissionais de saúde do município e também do estado estão na cidade, a vacinação vai ocorrer 468 Unidades Básicas de Saúde, todas elas com logísticas alteradas, as pessoas serão recebidas terão um acolhimento para recepção, terão uma avaliação de um médico, todas as unidades estão recebendo a população e vacinada e as pessoas vão se retirando das unidades. As unidades que têm espaço externo nós estamos montando tendas para que as pessoas não entrem inclusive dentro da unidade, possam ser vacinados fora da unidade, teremos ainda postos de vacinação nos grandes núcleos habitacionais da cidade nas Cohab, CDHU, e em escolas, Zona Sul, Zona Leste, que são as mais populosas, boa parte das escolas municipais estão envolvidas em algumas no estado nesse processo, também vamos fazer vacinação em instituições de longa permanência para idoso, casas de acolhimento, asilos e pessoas que estejam acamadas, profissionais de saúde vão até elas para que elas não precisem deslocar estamos recebendo toda orientação, vão até a unidade e voltem para a casa, há também o envolvimento muito grande da comunidade, muitas comunidades ajudando os profissionais da saúde para que o fluxo de vacinação seja o mais rápido possível.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado secretário Edson Aparecido. Maju Arruda Leite, mais uma vez muito obrigado, Rádio Bandeirantes. Vamos à última pergunta que é da Globo News, jornalista Gabriel Casadei. Gabriel, obrigado pela presença. Casadei, forma correta do seu sobrenome. Obrigado, obrigado pela presença. Sua pergunta.

GABRIEL CASADEI, REPÓRTER GLOBO NEWS: Governador, boa tarde para o senhor, prefeito, secretários. Eu queria saber se já registros de médicos internados, infectados pelo Coronavírus e qual o estado de saúde desses profissionais se houver, e também um detalhe sobre essas mortes anunciadas hoje, seis mortes qual o perfil dessas vítimas e se há alguma comorbidade, idade deles. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO SÃO PAULO: Gabriel, vou pedir ao Dr. José Henrique Guermann, secretário de saúde do estado de São Paulo, que possa responder, se houver Dr. Davi Uip, Edson Aparecido, de complementar podendo ficar á vontade. Dr. Guermann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Ok, os 15 óbitos que nós tivemos todos na capital sendo que seis confirmados de ontem para hoje, no total dos 14 entes mais privados um desses nove óbitos são quatro mulheres de 89 anos, 76, 89 e 73 e dois homens, um de 90 anos e o outro de 49 anos, sendo que esse de 49 anos, era portador de tuberculose, que é uma doença uma comorbidade muito importante nessa situação. Existe sim alguns pacientes que são do sistema de saúde e não necessariamente por conta do trabalho mas sim uma questão social de aglomeração ou por causa do trabalho temos sim eu acho que um caso na prefeitura mais grave que talvez o Edson possa esclarecer.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Edson Aparecido.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Nós temos um caso de uma médica nossa generalista que averiguando todos os dados ela é do sistema de saúde do município ela tinha comorbidades, foi internada por volta do dia 23, no período do Carnaval para tratar dessas comorbidades e teria sido acometida por insuficiência pulmonar e respiratória, e teria vindo à óbito na noite de ontem no Hospital Santa Maggiore, ela já tinha saído do sistema, estava em tratamento quando foi para o hospital como consta nas informações iniciais, ainda tinha nenhum registro de insuficiência respiratória, então nós ainda estamos levantando todos os dados com a família para que a gente possa dar informações necessárias e adequadas[ininteligível].

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado secretário, obrigado Bruno Covas, obrigado José Henrique Germann, obrigado Dr. Davi Uip. Dr. Davi ainda quer fazer alguma observação?

DAVI UIP, INFECTOLOGISTA: Preciso fazer um esclarecimento, foi manchete no jornal não aqui em São Paulo, de uma profissional que estaria internado no Hospital primário de São Paulo, procede, mas ela não tem, esse profissional não tem diagnóstico confirmado do Coronavírus, e só para esclarecer porque foi nota no jornal de hoje, essa pessoa está muito bem de saúde, muito tranquila, eu acabei de vê-la, então para tranquilizar seus familiares, não é a notícia que acabou ocorrendo em alguns lugares.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Davi Uip, eu queria agradecer os jornalistas que aqui estão, assim como os cinegrafistas, fotógrafos, na próxima segunda-feira às 2h30 teremos uma nova comitiva de imprensa, quero desejar a todos apesar das circunstâncias um bom final de semana, por favor, fiquem em casa. Boa tarde.