Coletiva - Governo de SP entrega 3,5 milhões de kits com material para período de aulas em casa 20201604

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Coletiva - Governo de SP entrega 3,5 milhões de kits com material para período de aulas em casa

Local: Capital - Data: Abril 16/04/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pessoal, boa tarde, obrigado pela presença dos jornalistas que aqui estão, cinegrafistas, fotógrafos, obrigado aos que estão aí em casa, em isolamento social nos acompanhando agora ao vivo através das imagens da TV Cultura, da Band News, da Record News, da Rede Brasil e da TV Alesp e também em flashs aqui do Palácio dos Bandeirantes a TV Globo e a Globo News, a Record TV, a TV Bandeirantes e a CNN, a todos obrigado inclusive, por estarem acompanhando e prestigiando essa coletiva. Aqui ao meu lado Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo, José Henrique Germann, secretário da saúde e integrante do comitê da saúde do Centro de Contingência do Covid-19, juntamente com o Luís Carlos Pereira Júnior, que é o diretor do instituto Emílio Ribas que está aqui também participando ao nosso lado nessa tarde. E Rossieli Soares, secretário da educação, também presentes, se necessário para responder perguntas, Patrícia, Ellen, secretária de desenvolvimento econômico, general João Campos, secretário de segurança pública do estado de São Paulo, João Otaviano, secret&aacut e;rio de logística e transportes, Júlio Serson, secretário de relações internacionais, Cléber Mata secretário de comunicação e Edson Aparecido, secretário de saúde da capital de São Paulo. Também o Rodolfo Azevedo presente da Univesp, Universitário Virtual do Estado de São Paulo. Como sempre fazemos nessas coletivas, hoje 16 de abril, quinta-feira, começamos com algumas mensagens de orientação, a primeira mensagem é de agradecimento à população aqui do estado de São Paulo que tem apoiado o isolamento social, muito obrigado a todos que têm tido essa postura, essa compreensão, ficar em casa é um gesto de cooperação, de solidariedade e, sobretudo de amor à vida, a você que está fazendo esse esforço, esse sacrifício ao lado de seus familiares, ao lado de seus parentes, muito, muito, obrigado, obrigado por protegerem as suas vidas e obrigado por ajudarem a proteger a vida das demais pessoas, aqui em São Paulo, tanto no estado como na capital de São Paulo, por isso a presença sempre com muita constância do prefeito Bruno Covas aqui o que nos orienta é a ciência, não é a política, não é o achômetro e nem ideologia é a ciência e por isso que nós respeitamos a medicina, respeitamos a ciência e a sua capacidade de nos informar e amparar as decisões que o estado de São Paulo vem tomando assim como a prefeitura da capital de São Paulo e as outras 644 prefeituras do estado de São Paulo. Quero registrar também que promover aglomeração é algo não permitido, é algo condenável e a nosso ver é sabotar o trabalho da saúde, da ciência e at entar contra a vida. Não há nenhuma razão que justifique aglomeração de pessoas para festividades e atividades esportivas ou qualquer iniciativa dessa natureza. Algumas circunstanciais podem acontecer para o transporte e a logística para, mas com o apoio da prefeitura no plano dos ônibus e no governo do estado no plano dos trens e do metrô, estamos reduzindo e orientando as pessoas a não fazerem aglomeração e a respeitarem o distanciamento de dois metros para o acesso aos trens, ao metrô, e também para o transporte de ônibus aqui na região metropolitana de São Paulo. As mães que estão em casa muito obrigado, nós temos feito pesquisa e a pesquisa tem indicado que as mulheres e, sobretudo mães têm sido as mais solidárias com a proteção à vida e à saúde e têm permanecido em casa e orientado seus filhos, seus pais, seus parentes e amigos a respeitarem a ciência e a medicina, a sensibilidade das mulheres, a capacidade de expressar o seu sentimento por essa iniciativa, muito obrigado. As mulheres tem tido o estímulo maior para seguirem orientação de permanecerem em suas casas. E também podemos constatar em pesquisa que as mães têm estimado a leitura, tem estimado o contato com convívio com seus filhos, tem compartilhado histórias e tem feito isso também utilizando as redes sociais. Uma forma criativa de integrar e valorizar a família e também a relação com seus filhos e a própria educação. Educação, aliás, que será um dos temas da nossa coletiva de hoje. Nos informes do governo do estado, antecedendo os informes que a prefeitura de São Paulo, através do Bruno Covas dará na sequência vamos l&aacu te;, educação, a secretário de educação do estado de São Paulo vai entregar a partir do dia 27 de abril kits para 3 milhões e 500 mil alunos, são kits de material escolar e repito, essa distribuição começa no próximo 27 de abril, o kit contém apostila de matemática e português, livro didático e gibis da Turma da Mônica do nosso grande Maurício de Souza. A distribuição, repito, começa dia 27 de abril, o investimento é de R$ 19,5 milhões do governo do estado de São Paulo, o material contempla informações aos pais, obviamente aos seus filhos e contribuiu para o estudo à distância. Os detalhes serão fornecidos pelo secretário Rossieli Soares dentro de poucos minutos. Também uma informação de saúde, a AME de Campinas, Campinas é uma regi&atil de;o metropolitana densamente habitada, essa AME foi antecipada sua inauguração e ela já foi transformada em um hospital específico para o Covid-19 com 25 leitos de UTI e ela já está em operação em Campinas. Quero aproveitar para cumprimentar o prefeito de Campinas, Jonas Donizete que tem sido um grande colaborador e partícipe das iniciativas do governo do estado de São Paulo, o investimento nessa AME foi de R$ 51 milhões, já estão em atividade 10 leitos clínicos e amanheço entra em funcionamento mais dez leitos de UTI, essa é a primeira AME do estado a ter o seu perfil reprogramado para o atendimento específico ao Coronavírus. Havendo perguntas depois o secretário José Henrique Germann terá prazer em responder a vocês. Terceiro informe, na verdade é um agradecimento, é uma informação e agradecime nto, as 20 cidades que mais respeitam isolamento social aqui no estado de São Paulo, de acordo com o nosso sistema inteligente de acompanhamento que utiliza os celulares e dá 95% de índice de acerto, as 20 cidades que mais respeitam isolamento social com dados até 14 de abril são: São Sebastião, 66%, Ubatuba, 64%, Lorena 62%, Cruzeiro, 61%, Caçapava, 61%, Botucatu, 60%, Ribeiro Pires, 59%, Ibiúna 59%, Bebedouro 59%, São Vicente 58%, Cajamar 58%, Itanhanhém 58%, Mairiporã, igualmente 58%, Caraguatatuba, 57%, Poá, 57%, Votuporangua 57%, igualmente, São Roque, 56%, o mesmo número de Pirassununga, 56%. Caieiras 56% e São João da Boa Vista, 55%, essas são as 20 cidades que mais respeitam o isolamento social quero cumprimentar a população dessas 20 cidades aqui do estado de São Paulo, cumprimentar também prefeitas e prefeitos e a população dessas cidades e as suas lideranças, a sociedade civil, que tem atendido a orientação médica, a orientação da saúde, para permanecerem em casa. Finalizo com uma quarta informação, decretando ponto facultativo no dia 20 de abril, segunda-feira. Teremos o feriado de Tiradentes no dia 21 de abril, portanto 20 de abril, segunda-feira, é ponto facultativo, exceto para serviços essenciais. Serviços essenciais deverão operar regulamente, normalmente. São eles: saúde, segurança, abastecimento e logística. Todos esses setores deverão operar normalmente, tanto na área pública quanto na área privada. Essa é uma decisão conjunta com a prefeitura da capital de São Paulo e o governo decreta ponto facultativo, repito, para segunda-feira, dia 20 de abril. E o objetivo é estimular que as pessoas fiquem em casa, reduzam a utilização dos seus deslocamentos e, ao permanecerem em casa, nós estaremos reduzindo a curva do contágio. A todos que compreendem a importância disso, e repito, essas 20 cidades que nós nominamos aqui, faremos isso regularmente, todas as semanas, indicando aquelas que são as cidades campeãs em isolamento, em atendimento à proteção da vida. Elas serão sempre exaltadas, e aqui comunicadas. Feitas estas considerações e informações, eu passo a palavra ao Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo, para os seus informes. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Temos que, como mencionou o governador, continuar firmes e permanecermos em casa. Ficar em casa é um gesto humanitário, de respeito ao próximo, aos amigos, à sua família. Precisamos continuar diminuindo a circulação de pessoas na cidade. Por isso, publicamos ontem no Diário Oficial um decreto estimulando o escalonamento dos horários de abertura dos serviços essenciais e das atividades comerciais que já estavam liberadas. Estabelecimentos devem abrir ou até as 6h da man hã ou depois das 11h da manhã. O objetivo é diminuir a concentração de pessoas no transporte público nos horários de ida e de volta do trabalho. Queremos evitar os horários de pico e diminuir ainda mais o número de pessoas nas ruas. Pela mesma razão, da mesma forma que o Governo do Estado vai decretar, a prefeitura também vai decretar ponto facultativo na próxima segunda-feira, dia 20 de abril. Com o feriado prolongado, ampliamos as possibilidades de mais pessoas ficarem em casa. Isso é muito importante, porque o vírus está se espalhando. Por todos os bairros e regiões já temos pessoas infectadas e mortas pelo Corona Vírus. Os nossos hospitais estão ficando lotados, apesar de todo o esforço que a prefeitura vem fazendo em criação de novas vagas e leitos de UTI. Se as pessoas não colaborarem, não vamos dar cont a. Também estamos publicando, a partir de hoje, um terceiro decreto, recomendando que todas as pessoas utilizem máscaras de proteção em seus deslocamentos. Aquelas de pano, feitas em casa. Essas máscaras devem ser utilizadas todas as vezes que vamos às ruas. O objetivo é proteger, evitar que involuntariamente as pessoas assintomáticas, ou seja, que estão infectadas mas não têm nenhuma demonstração de que estão infectadas, possam transmitir o vírus para outras pessoas. Usar máscaras caseiras também é uma atitude cidadã de respeito ao próximo. É uma recomendação da Organização Mundial de Saúde, é uma recomendação do Ministério da Saúde e uma estratégia que todos os países asiáticos adotaram e, como os dados mostram, contribuiu para diminuir a d isseminação do vírus. Também elaboramos um outro decreto para aumentar a transparência do número de vagas disponíveis em UTI na cidade de São Paulo. A partir de agora, todos os hospitais, não apenas os públicos, mas os filantrópicos e os privados, serão obrigados a informar diariamente quantos leitos de UTI possuem e quantos estão ocupados. É um dever dos operadores da saúde, do SUS, de todos nós, de dar transparência a essa informação e permitir que a sociedade reconheça a real situação dos hospitais. Nossa prioridade é a defesa da vida e a defesa da nossa população. Temos a obrigação moral de oferecer essa informação, para que todos saibam o tamanho da crise que estamos enfrentando. Já há hospitais municipais com 100% de ocupação de leito de UTI. A nossa rede conta com mais de 60% da capacidade operacional ocupada. Estamos abrindo novos leitos todos os dias, mas nada vai adiantar se as pessoas não conhecerem a realidade e colaborarem, ficando em casa. Juntos, somos mais fortes. Por último, mas não menos importante, estamos criando através de um decreto um comitê intersecretarial de contingência funerária. Vamos colocar juntos os órgãos de segurança, da saúde e de outros departamentos da Prefeitura de São Paulo, para poder tomarmos uma série de medidas para agilizar processos e organizar a estrutura. Vamos fazer tudo o que for possível para que não tenhamos, em São Paulo, as cenas lamentáveis que verificamos pelo mundo. Do Equador a Nova Iorque, a questão do enterro dos mortos vítimas dessa pandemia tem sido um desafio. Queremos estar preparados e organizados para minimizar a dor das fam&ia cute;lias e garantir, dentro das limitações que o momento impõe, que as pessoas possam ter um sepultamento digno e organizado. Essa crise está nos impondo enormes desafios e a solução não virá pelos grupos de Whatsapp e pelas redes sociais. Temos que confiar na ciência, temos que ter esperança e fé que vamos encontrar uma cura, um tratamento. E até lá, fazer tudo que estiver ao nosso alcance para salvar vidas, para dar um mínimo de dignidade às pessoas na dor da morte de um ente querido, para estimular a solidariedade e o amor ao próximo. Uma cidade, um estado, uma nação, um povo mostram o seu valor e a sua força nos momentos de grande adversidade. Que todos tenhamos serenidade e tolerância. Vamos vencer juntos essa guerra. O momento é de união e de trabalho sério e responsável. Por favor, fiquem em casa. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo. Vamos agora ao Rossieli Soares, secretário estadual de Educação, que apresentará o nosso programa já anunciado para atender 3,5 milhões de alunos da rede pública estadual, a partir do dia 27 de abril. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Bom dia a todos. Nós, aqui na apresentação, uma coisa importante. Nós estamos fazendo uma ampliação das nossas plataformas, que nós anunciamos, do Centro de Mídias. Eu queria muito agradecer, governador, à Univesp, através do presidente Rodolfo Azevedo, que está aqui, pela parceria. Um dos desafios, que quando nós lançamos, os municípios vieram conversar conosco, era como atender o primeiro ao quinto ano tamb&eacut e;m, ampliar o atendimento para o público também das redes municipais. E nós fechamos uma parceria com a Univesp, teremos o canal da Univesp, que também é atrelado lá à TV Cultura, sempre no ramal .2, aqui na capital é o 2.2, por exemplo. Estaremos transmitindo aulas, atividades da educação infantil, primeiro a quinto ano, exclusivamente neste canal, numa parceria também com a prefeitura de São Paulo, que está nos ajudando a fazer a produção, junto com a união dos dirigentes municipais, de todos os secretários municipais do interior, e o aplicativo também vai ter internet gratuita para as redes municipais, governador, e num aplicativo específico, nós vamos ter, então, um aplicativo específico para educação infantil e primeiro ao quinto ano. Logicamente, isso é por conta da linguagem, do formato espec&ia cute;fico, então, teremos dois aplicativos espelhados, com conteúdo específico para as redes municipais. Pode passar, por favor. Outra iniciativa, e é algo muito importante, inclusive que a prefeitura também já adotou aqui, prefeito Bruno já apresentou, mas o Governo do Estado tá trabalhando muito fortemente, o governador salientou isso, como primeiro, apoio, incentivo a leitura, neste momento, para as nossas crianças, então, para os alunos da rede estadual, nós teremos a entrega de materiais, ali à esquerda vocês veem um modelo, por exemplo, de entrega, onde vai ter sempre um gibi, por exemplo, da turma da Mônica, um livro, alguma literatura adaptada, própria para a idade, pra série, para os anos iniciais, do primeiro ao quinto ano, com uma ficha de leitura, onde a própria criança ou a família estarão auxiliando o uso, além de fasc ículos, que nós vamos ter materiais que vão estar sendo de apoio, como, por exemplo, este material de orientações às famílias, que foi construído, inclusive, em conjunto com a Undime e com a prefeitura de São Paulo, que estarão sendo distribuídos a todas as nossas crianças, uma orientação ao uso do centro de mídias, dizendo os horários das aulas, onde encontra, qual canal, onde é que pega, lá no interior do estado, qual é o canal que pega, por exemplo, a TV Educação, ou a TV Univesp, como que entra no aplicativo, como baixa, como funciona, nós vamos distribuir, governador, à imprensa, um modelo depois, pra caso a imprensa desejar, e sempre indo do primeiro aninho, até o ensino médio, fascículos como este daqui, este daqui é um de matemática, teremos sempre língua portuguesa e matemática, neste primeiro momento, lembrando que nós já temos o material do PNLD, que ainda será usado, os livros didáticos, e os outros livros, que nós já estamos utilizando. Pode passar, por favor. Com essas duas políticas, nós vamos atender somente no estado três milhões e meio de alunos, com entrega de materiais e no centro de mídia dos municípios mais um milhão e 800 mil crianças, famílias que serão atendidas. Como que a gente vai fazer a distribuição deste material? Nós vamos utilizar vários formatos, aquilo que for necessário ser entregue, eventualmente, na escola, sempre será realizado com agendamento, evitando qualquer tipo de aglomeração, esta não será a principal estratégia, nós vamos utilizar, por exemplo, o transporte escolar pra nos ajudar a fazer as entregas, gerando, inclusive, a possibilidade desses contratos serem ativados e as famílias poderem ter uma renda, inclusive, nesse momento, estamos trabalhando parcerias com a Polícia Militar, por exemplo, agradeço muito ao General Campos, ao Coronel Alencar, porque, além do trabalho da segurança, vão contribuir no processo de logística, e exemplos como a Guarda Civil lá de São José dos Campos, por exemplo, que também será parceira, que o prefeito tem conversado conosco. Logicamente estamos negociando com outros formatos de logística também pra dar suporte a esse tipo de ação. Pode passar, por favor. Algo importante, dos calendários aqui, terminando, concluindo, governador, dos dias 22, 23 e 24 de abril, nós teremos um momento importante de planejamento entre os professores e as escolas da rede, sempre em perfil de teletrabalho, isso é muito importante, então, os professores farão um replanejamento, pensar junto com a rede, receberão informação de como utilizar as ferramentas, como utilizar todos os materiais que estamos disponibilizando, e como que eles proativamente podem fazer mais coisas, temos exemplos magníficos, feitos pelas nossas escolas, e as atividades de engajamento ainda pelos alunos, no dia 22 até o dia 24. E no dia 27 vocês vão ver aqui dentro do caderno de orientação do centro de mídias, nós teremos a retomada do primeiro bimestre, com horários de aula pra cada uma das séries. Pode passar. Concluindo, governador, a secretaria vai emitir algumas normas, que vão regulamentar o andamento do ano letivo, já até o dia 22 de abril, nós teremos aí alunos realizando com regras específicas atividades à distância, e a avaliação e a presença vai ser emitida pela secretaria e pelas escolas, algumas regras específicas, teremos uma ampla recuperação, pensando pós epidemia, quando acontecer, estaremos prontos pra dar apoio a todos os estudantes, isso é muito importante, se o jovem não pode, por algum motivo, acessar a tecnologia, acessar o canal de televisão, acessar qualquer coisa, ninguém fica pra trás no Estado de São Paulo, e todos terão oportunidade, e a escola, nós vamos fazer o maior programa de busca ativa no estado, estamos trabalhando muito isso, governador, e fazendo uma preparação para o retorno das aulas. Nenhum estudante pode ficar para trás. Lembrando que nós estamos falando de um período onde o conhecimento precisa ser levado a essas crianças, o apoio às mães, aos pais, que estão em casa com essas crianças, para que não tenhamos um afastament o muito grande da educação nesse momento, é fundamental, e esse é um esforço, de ficar em casa, mas ficar em casa com acesso à educação. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli Soares, secretário de educação do Estado de São Paulo, antes de passar a palavra à saúde, ao secretário de saúde do Estado de São Paulo, José Henrique Germann, agradecer também a TV Jovem Pan, a TV Jovem Pan está com transmissão integral a partir de agora, e também flashs da Rede TV. Além das emissoras que já mencionei anteriormente, que estão transmitindo diretamente aqui do Palácio dos Bandeirantes. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito boa tarde. Bom, apresentando os casos de ontem pra hoje, nós temos, para o Brasil, 28.320 casos e 1.736 óbitos, foram divulgados pelo Ministério. Os nossos casos estão em 11.043, houve um acréscimo de 18% de ontem pra hoje. Os óbitos são 778, um acréscimo de 12% de ontem pra hoje. Seguinte. Ah, temos também, desculpe, volta, temos também pacientes internados em UTI e enfermaria, 1.135 pacientes em UTI, 1.241 pacientes internados em enfermaria. Aqui est&a acute; uma foto do AME Campinas, então, quando ele seria colocado para atendimento normal, ambulatorial, especializado, a partir de abril e, nessa situação, nós estamos usando aquilo que ele tem para trazer uma nova, um novo recurso para o combate do Covid-19, com 15 leitos de clínica médica e dez leitos de UTI, podendo ser ampliado. Passado esta epidemia, ele volta às suas ações normais. Este é um AME, que foi financiado dentro de um programa do [ininteligível], e tem... Foi um investimento de 51 milhões, entre obras, equipamentos e mobiliário. Vai ser o maior AME do Estado de São Paulo. Temos também, da região de Heliópolis, nós fizemos um estudo, junto com a prefeitura, com o Edson Aparecido, pra ver qual que seria o melhor lugar, e vamos repetir esta situação, o AME Dr. Barradas, que é daquela região, passará, en tão, a fazer parte desse mesmo processo, se transformar num hospital de campanha, um pouco mais complexo, para atender os pacientes da região. Lá nós teremos 170 leitos e 30 leitos de UTI, nós já iniciamos o processo de transformação, e isso deve coloca-la em funcionamento em 15 dias. Era o que nós tínhamos pra hoje.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, José Henrique Germann, secretário estadual de saúde do Estado de São Paulo. Nós vamos iniciar as perguntas, são 12 horas e 59 minutos, mais uma vez muito obrigado a TV Cultura, Band News, Record News, TV Alesp, Rede Brasil e TV Jovem Pan, que estão transmitindo ao vivo, direto aqui do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, e também os flashs da TV Globo, Globo News, Record TV, TV Bandeirantes, CNN e Rede TV. Temos perguntas presenciais e online, presencialmente come&cc edil;amos com a TV Record, jornalista Emerson Ramos. Emerson, boa tarde, sua pergunta, por favor.

EMERSON RAMOS, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. No dia 22 termina o período determinado pra quarentena aqui no estado, o senhor falou ontem, governador, que vai ser o momento de definir qualquer mudança na estratégia, que privilegia hoje o isolamento social e a interrupção de várias atividades. Vocês têm falado aqui nas coletivas de um índice ideal de isolamento de 60%, tem um estudo em que pesquisadores estão apontando 40% como um índice mínimo que seria efetivo para controlar bem a disseminação do v& iacute;rus, a partir desse número, dessa conclusão é possível já pensar numa retomada em breve, pelo menos de parte, com escalonamento de parte das atividades aí da economia?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Émerson, obrigado pela pergunta, essa é uma indicação, mas não é a única indicação, eu diria que estabelecer um nível mínimo de acordo com o comitê de saúde, representa entrar na faixa de altíssimo risco, ontem o Dr. David Uip aqui presente mencionou a todos que o índice aceitável pelo comitê de saúde, portanto, de acordo com a Organização Mundial de Saúde e também com o Ministério da Sa&uacu te;de até o presente momento aceitava o índice entre 50 a 60% e o ideal, índice de 60 e 70%, então nós vamos seguir dentro da meta estabelecida, até o presente momento, pelo comitê de saúde que é nos mantermos nessa faixa entre 50 e 60% sem desrespeitar nenhum outro estudo, aqui nós temos um membro, aliás, dois membros desse comitê, o José Henrique Germann como presidente, como secretário de saúde do estado de São Paulo, e o Luís Carlos Pereira Júnior que é diretor do Instituto Emílio Ribas, eu vou pedir ao Luís Carlos que possa fazer o seu depoimento, ele integra esse comitê que se reúne diariamente eu vou pedir então o seu depoimento, Luís Carlos, complementando a resposta ao jornalista Émerson Ramos da TV Record.

LUIS CARLOS PEREIRA JUNIOR, DIRETOR INSTITUTO EMÍLIO RIBAS: Boa tarde a todos, boa tarde governador, cumprimento também toda a coletiva. Eu queria ressaltar que vinculando esse comentário à notícia de ontem de que atingimos 100% da ocupação dos nossos leitos de UTI, apesar de nós termos investimentos seguidos, esforços continuados de contratação de equipe de saúde, de contratação de equipamentos, estamos nos preparando, abrindo novas frentes para poder atender essa população, exatamente nesse momento nós sentimos muito lá na ponta onde nós atendemos essa demanda e essa pressão, essa demanda chegando, demanda por mais leitos, tanto que com o apoio do governo do estado e integral da secretário ria de saúde nós vamos abrir semana que vem mais dez leis de UTI e na próxima semana mais dez leitos de UTI, já temos equipamento, já temos equipe contratada para poder atender esses dez leitos da próxima semana e só falta alguns pequenos detalhes para ter mais dez leitos, só para sinalizar um única unidade pode chegar no seu limite de capacidade instalada, novas outras unidades estão sendo abertas progressivamente mas para que a gente chegue no momento que possa atender essa população que adoece é importantíssimo ressaltar governador, mais uma vez a necessidade da população, entender esse processo e participar diretamente desse processo quando a gen te aplaude os profissionais de saúde isso nos toca muito e somos muito gratos por isso, agora há a possibilidade de se de se participar ativamente desse processo, você quer colaborar com o profissional de saúde efetivamente? Fique em casa, evite sair, dessa forma você está diminuindo essa pressão e dá um pouco de fôlego para que a gente consiga instalar todos esses equipamentos e atender adequadamente toda a população.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Luís Carlos Pereira Júnior. Vamos à próxima pergunta que é virtual, é da Rádio CBN, jornalista Vinicius Passareli, que está aqui em tela, Vinicius boa tarde mais uma vez, sua pergunta, por favor.

VINICIUS PASSARELI, RÁDIO CBN: Boa tarde, governador, diante dos sinais de saturação dos leitos de UTI, da capital, Emílio Ribas, está com 100% de ocupação, eu pergunto se o estado planeja alguma ação de transferência de contingência de UTI, de leitos de UTI de cidades menos atingidas com menos pessoas afetadas para cidades mais afetadas capital por exemplo se sim como uma logística dessa poderia ser feita e também aproveito para perguntar, talvez mais ao prefeito Bruno Covas qual é o plano de ação da prefeitura e m relação à leitos de UTI na periferia, em Paraisópolis, por exemplo, a gente já tem casos de escolas sendo usadas como hospitais improvisados, esses novos leitos que já foram anunciados e que são entregues, quantos serão destinados a bairros da periferia de São Paulo?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vinicius, obrigado pelas duas perguntas, pela ordem, José Henrique Germann secretário da saúde responderá, em nome do estado de São Paulo, na sequência o Bruno Covas.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SÁUDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não há possibilidade de nós transferirmos leitos de um hospital para outro nessa situação. Ocorre que todos os casos que são positivados vão uma central de regulação do serviço de saúde que se chama CROS e de lá que ele coloca esses pacientes em um ou outro serviço obviamente que nós estamos dando preferência nesse momento aos hospitais que estão dentro de São Paulo, e grande São Paulo, mas os leitos exist em também no interior de São Paulo, então, o que nós transferimos e o patente e não o leito não vou trazer o leite pra cá eu vou levar o paciente pra lá, isso é possível não existe um risco maior e nesse sentido a gente por isso que tem essa central de regulação que já existia e que agora está muito dedicada à questão do Covid-19.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Também da mesma forma o município você tem o sistema de regulação você não tem hospital para a população A ou o hospital para população B, são os mesmos leitos para toda a população da cidade de São Paulo, não existe tratamento diferenciado de acordo com o bairro, quem tem sistema de regulação a porta de entrada continua sendo a UBS, o Pronto Socorro, a gente tem mil equipamento espalhados por toda a cidade de São Paulo, e o sistema de regul ação leva para onde tem o leito mais próximo disponível, então, não há tensão específica para esse ou para aquele bairro, os leitos são para toda a cidade de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado José Henrique Germann, obrigado Bruno Covas, e obrigado a você, Vinicius Passareli da Rádio CBN, agora um pergunta presencial, de Leni Leoni, da Band News, da TV Band News, Leni obrigado pela sua presença, boa tarde, sua pergunta por favor.

LENI LEONI, BAND NEWS: Boa tarde governador, boa tarde a todos. Então, as medida de monitoramento anunciadas indicam que a região metropolitana de São Paulo concentra um maior número de casos de Coronavírus, sabemos que nas periferias as condições socioeconômicas indicam maior vulnerabilidade quais informações gerais até o momento sobre essas regiões e há alguma medida pensada especificamente para a situação das periferias? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Leni, igualmente, vou dividir as respostas com o estado, com o nosso secretário da saúde, e com o prefeito Bruno Covas lembrando que o secretário de saúde do município também está presente aqui nessa coletiva. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Conforme eu expliquei outro dia, ontem especificamente, o governador destinou à cidade do interior um recurso para aquelas acima de 100 mil habitantes e depois para aquelas abaixo de 100 mil habitantes, com esses recursos elas devem ser destinadas ao combate à epidemia do Covid-19, então na própria periferia da cidade onde da grande São Paulo você tem essa situação e o aparecimento de hospitais de campanha. Acabei de colocar para vocês a questão de Helióp olis que é um extremamente importante está na divisa da cidade de São Paulo, fizemos esse acordo aqui com a secretaria municipal de saúde no sentido de abrigar nessa região um hospital de campanha na verdade que é transformar um AME, que é uma unidade ambulatorial numa unidade de internação, então, nesse sentido fazemos frente às questões relacionadas a essa região onde tem a adensamento e tem um número muito maior de desvalidos.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Bom, vamos lembrar que São Paulo, a cidade de São Paulo, não foge muito a regra de outras cidades, 40% da população tem plano de saúde e 60% é SUS dependente, então, praticamente todos os leitos acabam sendo que o município implemente o estado também, exatamente para o SUS dependentes, normalmente são as pessoas que estão na periferia, pessoal da zona oeste, da zona central, normalmente ocorre nos hospitais privados o que nós temos aqui na cidade de São Paulo, então quando a gente fala em mais 930 leitos de UTI, quando a gente fala de mais de 2.100 leitos de observação a gente fala da população que é SUS dependente, fora isso a gente tem medidas específicas que estão sendo tomadas nas regiões mais periféricas como, por exemplo, campanha de conscientização com carros de som que vão rodando dentro das comunidades. Uma parceria com a Sabesp, a instalação de pias para poder facilitar a higienização dessas pessoas. Uma ação social, onde fala em distribuição de 773 mil cartões para as pessoas que estão no Cadastro Único, e mais 83 mil para as pessoas que solicitaram a inscrição no Cadastro Único, nós estamos falando da população da periferia da cidade de São Paulo. Quando fala da distribuição de 300 mil cestas básic as nesse mês de abril, a gente fala da população da periferia da cidade de São Paulo. Então grande parte das ações já são exatamente direcionadas à periferia aqui na cidade de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Obrigado, Germann. Obrigado, Leni e Leone, da Band News. Vamos agora online, com o jornalista Bruno Ribeiro, do Jornal O Estado de São Paulo. Bruno, você já está em tela. Obrigado por participar, boa tarde. E a sua pergunta, por favor.

BRUNO RIBEIRO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, prefeito. A minha pergunta também é em relação à periferia, a OMS divulgou hoje no informe que eles fizeram hoje, uma preocupação com o isolamento em áreas superpopulosas, a dificuldade de manter isolado em segurança uma pessoa em uma residência onde existem muitas pessoas, eles disseram que eventualmente pode até causar danos, esse tipo de isolamento, sem, no entanto, fazer alguma recomendação contrária, dizendo que era necessário repensar ou pensar form as de manter um isolamento nessas regiões. Para o prefeito e para o governador, o que pode ser feito, visto que de fato a infecção já está nas periferias, e os imóveis são muito ocupados, né? O que pode ser feito para tentar melhorar esse isolamento dentro das casas? Tem experiências aí falando de retirar a pessoa infectada, deixar em um hotel, por exemplo. O que pode ser feito aqui em São Paulo? Há alguma coisa em estudo nesse sentido? É isso, obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. É uma pergunta fundamentalmente de ordem municipal, eu passo a resposta ao Bruno Covas, se necessário, com alguma complementação do secretário de Saúde do estado de São Paulo. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Bruno, eu só pergunto atrás uma questão, que é a questão habitacional, claro que a grande defasagem habitacional na cidade de São Paulo gera exatamente problemas como esse que você menciona, apesar de entregarmos nesses quatro anos 25 mil unidades habitacionais, isso ainda é pequeno em relação ao déficit que nós temos na cidade, muito embora, como você mesmo mencionou, ainda assim se recomenda o isolamento social nessas áreas. O que nós estamos verificando, a equipe da saúde já está em contato com a equipe da Secretaria de Educação, se for o caso, adaptar alguns CEUs que se localizam exatamente próximos à essas comunidades, para colocar em áreas de isolamento de pessoas infectadas. Mas ainda assim o principal é o convencimento, porque muitas vezes, a gente vê as pessoas saindo de dentro de casa, continuando a irem para as ruas, o principal ponto é o poder ficar dentro de casa, é o convencimento, é exatamente por isso que a gente está com campanhas em todas as regiões da cidade de São Paulo, para poder convencer essa população que o melhor, mesmo nessa situação, ainda é ficar dentro de casa.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno e Bruno, Bruno Ribeiro e ao Bruno Covas, creio que a resposta do Bruno é suficientemente completa. Vamos agora à uma nova pergunta presencial, da jornalista Eduarda Esteves, do Portal IG. Eduarda, obrigado mais uma vez por estar aqui ao nosso lado, sua pergunta, por gentileza.

EDUARDA ESTEVES, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Boa tarde, governador. Bom, o STF ele garantiu a autonomia aos estados e aos municípios da decisão sobre o isolamento social. Gostaria de saber se com essa decisão o governo de São Paulo tem sofrido uma pressão das prefeituras para reabertura do comércio? E uma pergunta ao prefeito Bruno Covas, sobre esse comitê de contingência funerária que o senhor anunciou. Que medidas vão ser feitas na capital nas próximas semanas? E se vocês pensam em ampliar os cemitérios e até cremat&o acute;rios? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduarda. Vou obviamente dividir com o Bruno Covas. Na primeira da sua pergunta, não, não temos tido pressão, temos tido diálogo, o entendimento do governo do estado de São Paulo com os 645 municípios que compõem o estado de São Paulo tem sido pleno e constante, nós temos o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, que faz conferências diárias online, com prefeitos das diferentes regiões do estado de São Paulo, e também com a área da saúde, sempre que necessário. Não há pressão, há entendimento, uma relação bem construída. E nós respeitamos muito a opinião de prefeitas e prefeitos do interior de São Paulo, assim como respeitamos muito a opinião e as posições do prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas, aquém passo a palavra nesse momento. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Bom, em relação ao comitê, a ideia é facilitar para que as decisões possam ser tomadas com maior agilidade possível, a gente chega em uma situação que não é o caso apenas de uma secretaria, ainda mais apenas para a secretaria de subprefeituras que coordena o serviço funerário municipal tratar do tema. É preciso buscar formas de reduzir burocracia, verificar de que formas a gente consegue juntar a Secretaria de Justiça, Secretaria de Fazenda, para poder agilizar os processos, juntar a Secretaria de Segurança Urbana para ver de que forma a gente facilitar a logística dentro dos cemitérios municipais. Então a criação do comitê é exatamente por não dar mais para ser um tema específico de uma secretaria, esse já é um tema de preocupação da cidade de São Paulo, e a ideia do comitê é para cada um dentro da sua atribuição poder colaborar com o serviço funerário municipal, para que a gente evite as cenas que a gente viu repetidas no mundo inteiro. E assim que as decisões forem tomadas a gente vai anunciando.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno Covas. Eduarda, obrigado pela sua pergunta e presença aqui entre nós. temos uma nova pergunta online do jornalista Bruno Hoffmann, do jornal da Gazeta de São Paulo. Bruno, você já está em tela. Boa tarde, obrigado por estar participando. E a sua pergunta, por favor.

BRUNO HOFFMANN, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, prefeito. A gente queria saber, se com o reforço de 1,3 milhão de testes do COVID-19 vindo da Coreia do Sul, se está programada a realização de testes em massa no estado, ou esses testes serão somente aos pacientes internados nas unidades de saúde?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bruno, obrigado pela pergunta. Responderá o secretário de Saúde do estado de São Paulo, José Henrique Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Os testes que foram, a matéria-prima que foi comprada para realização dos testes que estão chegando, já chegaram 725 mil, vamos completar 1,2 milhão, é o que nós esperamos que utilizemos até o final do mês de julho, já ao final da epidemia, como nós estamos esperando. Para esses casos que nós temos até agora, nós já fizemos 17 mil exames. Então existe uma certa repetição de exames, e exames n&atilde ;o conclusivos, que devem ser feitos de novo. Então nesse sentido esses exames de agora serão destinados exclusivamente à questão operacional, não existe uma programação, como feito em outros países, de um nível de testagem nacional, ou pelo menos, do estado inteiro.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Germann. Obrigado, Bruno Hoffmann, do Jornal Gazeta de São Paulo. Vamos à penúltima pergunta da coletiva de hoje, ela é presencial, é da Rádio CBN, jornalista Nicole Fusco. Nicole, boa tarde. Obrigado pela presença, sua pergunta, por favor.

NICOLE FUSCO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Eu gostaria de perguntar se com os leitos ocupados o estado já pode pedir o uso de leitos também da rede privada, se já existe alguma previsão legal para isso? E vocês anunciaram hoje que a partir do dia 27 haverá essa distribuição de kits para os alunos da rede estadual, e que esse conteúdo vai ser passado também pela TV. Pelo menos, até agora a gente tem a informação de que a quarentena vai até o dia 22. Esse anúncio de hoje, ele é um indicativo de que esse pra zo pode ser prolongado, da quarentena? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nicole Fusco, começo respondendo, e depois compartilho com o secretário da Saúde e o secretário da Educação. Não, não há nenhuma indicação, nem é uma antecipação, nós tomamos as decisões aqui avaliando o dia a dia, o comportamento daqueles que respeitam o isolamento, daqueles que deveriam respeitar o isolamento social em todo o estado de São Paulo, e as informações são consolidadas pelo comitê de sa&uacut e;de, vem também da tecnologia, do sistema de monitoramento inteligente, e isso diariamente é avaliado pela manhã. E na sequência as informações são passadas ao governo do estado de São Paulo, e a nossa decisão é anunciada. Lembrando que hoje mesmo o mesmo comitê de saúde, o centro de contingência do COVID-19, terá a sua reunião à tarde também, no complexo do Hospital das Clínicas, e às 15h fará uma coletiva no Centro de Convenções Rebouças, como tem sido desde o início dessa semana, e continuaremos a proceder desta maneira. Mas novas informações serão dadas oportunamente sobre a continuidade ou não da quarentena. Agora passo a palavra ao doutor Germann, da Saúde, depois ao Rossieli, da Educação.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: A nossa coletiva de hoje está marcada, senhor governador, 15:30, lá no Rebouças. Desde o início do nosso mandato, nós temos feito bastante... Uma aproximação com a rede privada de serviços de saúde, aqui no Estado de São Paulo e na capital também. Não existe nenhuma dificuldade, pelo menos não tivemos até agora, no sentido de colaborarmos conosco, e a gente obedece, obviamente, as questões legais. Nós temos que esgotar as nossas possibilidades, mas já tivemos inúmeros programas realizados junto com a rede privada. Não vai ser diferente agora. Então, havendo a necessidade, nós já estamos conversando com a rede privada e provavelmente vamos ter a colaboração, tanto na capital quanto no interior, para o combate da Covid-19, especificamente na questão de número de leitos.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DA EDUCAÇÃO: Nicole, obrigado pela pergunta. Acho que uma coisa muito importante, desde o início a educação, tenho dito e repito, nós não tomamos decisões sobre volta ou não volta, presencial. Quem toma é a ciência, é a área da saúde. Agora, a educação estará pronta para voltar, para continuar, e nós temos planos para tudo isso. Por exemplo, todos esses materiais aqui podem ser utilizados, tanto pela família na sua residência, como voltando as aulas na escola, no dia 27, poderiam também ser utilizadas lá. Tudo aquilo que a gente está fazendo serve tanto para um modelo quanto para outro, e retorno das aulas presenciais, somente quando a ciência e a saúde determinar que isso ocorrerá. Mas nós estamos trabalhando para todas as possibilidades, sempre.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado secretário Rossieli Soares, secretário da Educação, obrigado José Henrique Germann, secretário da Saúde do Estado de São Paulo. Vamos agora à última pergunta da coletiva de hoje, que é a do jornalista William Cury, da TV Globo, Globo News. Will, obrigado pela sua presença mais uma vez, aliás. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, tudo bem? Bom, como foi dito ontem, o Instituto Emílio Ribas já está saturado, no que diz respeito aos leitos de UTI. Com a informação atualizada de que estão sendo negados 100 pedidos de internação por dia, e isso pode sobrecarregar outros hospitais. O prefeito Bruno Covas informou que tem hospitais municipais já saturados também, no que diz respeito à ocupação de leitos. Eu queria saber: Que hospitais são esses? Quais os mais importantes na cidade? E se no estado também temos essa situa&cc edil;ão. E também saber a taxa de isolamento de ontem. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, William Cury. Começo pela última pergunta, respondendo, a taxa de ontem foi igual à de anteontem, 50%. Estamos dentro desse limite e renovando o apelo para as pessoas permanecerem em casa, e as que não estão em casa, que procurem obedecer a orientação da saúde, da medicina, para ficarem em casa. Portanto, o índice de ontem foi de 50% de isolamento. Eu passo agora ao Bruno Covas, para... Ah, o Edson Aparecido. Edson, se você quiser, pode vir mais pra cá um pouquinho? Fica mais fácil para as câmeras. Pode ocupar aqui o lugar onde estava o Rossieli. Edson Aparecido é o secretário de Saúde da cidade de São Paulo, que responde a primeira parte da pergunta do jornalista William Cury, da TV Globo, Globo News. Edson.

EDSON APARECIDO, SECRETÁRIO DE SAÚDE DA CIDADE DE SÃO PAULO: Bom, primeiro, nós temos 19 hospitais públicos na cidade, dos quais nove referenciados para tratamento exclusivo da Covid. Todos eles, a expressiva maioria, localizados na periferia da cidade, nas regiões mais distantes. Nós só temos apenas um hospital aqui no centro, que é um hospital pediátrico, o Hospital Menino Jesus, que aliás ontem nós tivemos a cura de um bebê que estava com o Covid na UTI, saiu da UTI. Nós temos, a média de ocupação nos l eitos de UTI na cidade hoje está girando em torno de 65%. Algumas regiões menos pressionadas, como a região sul, onde nós temos três hospitais de referência, que é Parelheiros, M'Boi Mirim e o Gilson, aqui no Jabaquara. A região onde nós temos hoje maior pressão de ocupação dos leitos é a região leste da cidade, aonde, no Hospital Tide Setubal, em São Miguel, nós já chegamos ao limite de vagas ocupadas, o Hospital de Cidade Tiradentes também já chegamos ao limite de ocupação, e no Hospital de Ermelino Matarazzo, a mesma coisa. Então, a região hoje da cidade onde a gente tem a maior pressão de ocupação dos leitos de UTI é, sem dúvida nenhuma, a Zona Leste da cidade.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Edson Aparecido. Germann, quer complementar?

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Pois não. Nós temos uma média de ocupação hoje em torno de 60% dos leitos de UTI no estado. Aqueles que estão no nosso quadrilátero ali, perto do HC, já temos um outro nível de pressão, com 80% de ocupação. Agora também os pacientes internados vão começar a ter altas. Tem todo um giro de leitos aí que tem que ser feito, onde a nossa expectativa e o cálculo que nós fizemos era para 15 dias de ocupaç& atilde;o de um leito. Não temos notícia de recusar internação, não houve isso, pelo menos do ponto de vista médico. Então, fica aí uma... Algo a se verificar, mas não tenho esta informação.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Germann, obrigado Edson Aparecido. Apenas um esclarecimento: Vocês viram aqui a participação do secretário Edson Aparecido, secretário de Saúde da cidade de São Paulo, com máscara. Ele está acompanhando, como vários outros estão aqui, acompanhando a nossa coletiva, todos foram recomendados a usarem máscara e praticamente todos estão usando máscara. Nós cinco que aqui estamos lavamos as mãos e fizemos o asseio também co m o álcool gel, mas dentro do protocolo da medicina foi possível fazer a coletiva, como temos feito, sem o uso de máscara. Apenas para o esclarecimento de quem está nos assistindo nesse momento, através de transmissão ao vivo, de várias emissoras de televisão. Amanhã nós teremos uma nova coletiva, às 12h30. Hoje, às 15h30, a área de saúde, o comitê de saúde, o Centro de Contingência do Covid-19 fará uma coletiva de imprensa, sob a coordenação do Dr. David Uip, e os membros que integram, são 15 médicos e cientistas que integram este comitê, no complexo do Hospital das Clínicas, no Centro de Convenções Rebouças, aqui na capital de São Paulo. Ao término, além de agradecer a presença do Bruno Covas, do José Henrique Germann, Rossieli Soares e o Luiz Carlos Perei ra Junior, do Emílio Ribas, e também dos jornalistas, cinegrafistas e fotógrafos que aqui estão, pedir mais uma vez a você, que está em casa, e principalmente às mulheres. As mulheres têm sido as maiores parceiras da medicina no Estado de São Paulo. Pesquisas indicam de forma objetiva que as mulheres estão mais sensíveis e mais solidárias. E elas comandam, nas suas casas, a decisão do isolamento. Então, a você, que é mãe, a você, que é avó, a você, que ainda, mesmo não sendo mãe, tem a sensibilidade feminina para respeitar a orientação da medicina, a orientação da saúde, muito obrigado. Vocês estão nos ajudando a manter o isolamento e a ampliar o isolamento em várias regiões, em várias cidades aqui do Estado de São Paulo. Peço que voc&ecirc ;s continuem fazendo essa corrente do amor. As mulheres sabem como fazer isso, pelo bom sentimento que expressam, e principalmente aquelas que já são mães. Nos ajudem no isolamento social aqui no Estado de São Paulo. Quem faz o isolamento social, quem fica em casa, respeita a vida. Muito obrigado, uma boa tarde a todos e até amanhã.