Coletiva - Governo de SP inicia envio de cartões do Bolsa do Povo no dia 17 20211108

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Coletiva - Governo de SP inicia envio de cartões do Bolsa do Povo no dia 17 20211108

Local: Capital – Data: Agosto 11/08/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Boa tarde. Muito obrigado pela presença de todos. Meus colegas jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, secretários, dirigentes de organismos públicos aqui do estado de São Paulo. Os que nos assistem pelos diferentes canais de televisão, e os canais das redes sociais, muito obrigado também. Bem, vamos iniciando a coletiva de hoje com boas informações, e a melhor informação é um novo recorde na vacinação aqui no estado de São Paulo, ontem vacinamos 640.500 mil pessoas, 640.500 mil doses de vacinas aplicadas aqui nos paulistas, nos brasileiros e nos estrangeiros que vivem em São Paulo. O recorde anterior era de 619 mil doses aplicadas aqui nos 645 municípios no dia 21 de julho, ontem, repito, chegamos a 640.500 mil doses da vacina. Com esse novo recorde, de 640.500 mil doses, São Paulo chega a 31% de todas as doses de vacina aplicadas no Brasil, nesse momento já temos mais de 41,355 milhões de doses de vacinas aplicadas aqui em São Paulo. Numericamente é o estado que mais vacinas aplicou em todo o país. Isso mostra a eficiência, a organização e o comprometimento do sistema público de saúde do estado de São Paulo, tanto a nível da Secretaria de Saúde, quanto dos municípios, dos 645 municípios do estado de São Paulo. E volto aqui a reafirmar que até o dia 16 de agosto, segunda-feira, todos os adultos com mais de 18 anos, que podem receber a vacina, terão recebido, pelo menos, uma dose da vacina. A coordenadora do PEI - Programa Estadual de Imunização, Regiane de Paula, e também doutor Geraldo Reple, que é o presidente do Conselho de Secretários de Saúde do estado de São Paulo, aqui presentes, darão mais detalhes a vocês. Segunda boa notícia, para atender a demanda reprimida de consultas, e há um número sensível de consultas que foram reprimidas durante esse período da pandemia, não só em São Paulo, mas em todo o Brasil, porém aqui nós estabelecemos o teleatendimento para 14 especialidades médicas através do Programa Multisaúde. Esse Programa Multisaúde de teleconsultas médicas, vale para 14 especialidades em 14 hospitais aqui do estado de São Paulo, agora será possível fazer consultas clínicas e de urgência em áreas como cardiologia, pneumologia, nefrologia, ortopedia, hematologia, endocrinologia, entre outras especialidades. O atendimento será 100% digital, e conta com o apoio presencial de médicos especialistas 24 horas por dia, sete dias por semana. A plataforma tecnológica, da telemedicina para fazer diagnósticos foi desenvolvida pelo governo do estado de São Paulo. E ela emite laudos e receitas médicas. O secretário da Saúde do estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, dará mais detalhes sobre o funcionamento deste novo programa de teleatendimento multisaúde, com essas 14 especialidades. Terceira boa notícia, não está vinculada à saúde, mas está vinculada ao meio ambiente, portanto, também uma boa notícia, a saúde ambiental. O governo do estado de São Paulo lança com o Procon, o projeto denominado Procon Ambiental, e cria uma força tarefa contra a venda ilegal de madeira nativa, com o objetivo de preservar florestas contra o desmatamento irregular, o governo de São Paulo criou uma força tarefa de fiscalização com técnicos da fiscalização Procon, agentes da Polícia Militar Ambiental, e Secretaria de Meio Ambiente, para agir em ações de vistoria nos comércios de venda de madeira, o objetivo é verificar a legalidade da procedência, e coibir crimes ambientais em São Paulo. Como muitos já sabem, São Paulo aumentou a sua cobertura vegetal em 3%, é um estado que respeita o meio ambiente, que assinou e renovou o seu compromisso com o acordo de Paris, e assinou na semana passada o seu compromisso do [Ininteligível], para o ano 2050, zerar a emissão de carbono aqui no estado. Sobre esse tema especificamente, do Procon ambiental, o secretário de Meio Ambiente, Marcos Penido, e também o presidente do Procon, Fernando Capez, darão mais detalhes a vocês. Eu quero registrar que é mais uma vitória para a proteção ambiental, aqui em São Paulo nós respeitamos o meio ambiente. Quarta boa notícia, o governo do estado de São Paulo começa a enviar agora, no dia 17 de agosto, terça, o cartão, que eu vou mostrar para vocês, da Bolsa do Povo, esse cartão que aqui está. Esse cartão será enviado a milhares de pessoas, beneficiárias desse programa, o Programa Bolsa do Povo, entre os benefícios estão o Vale Gás e o São Paulo Acolhe, os cartões serão enviados diretamente àquelas pessoas vulneráveis, através dos serviços dos correios, são mais de 2 milhões de pessoas que serão beneficiadas com esse cartão da Bolsa do Povo. A nossa secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, dará mais detalhes a esse respeito. E por fim, com última intervenção vamos atualizar os números da pandemia em São Paulo, mas também com boas notícias, estamos em queda em número de casos, em número de internações, e felizmente, queda em número de óbitos. E quem falará a esse respeito será o secretário da Saúde do estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn. Vamos agora então no primeiro tema, com a palavra, Regiane de Paula, nossa coordenadora do PEI - Programa Estadual de Imunização. Regiane.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos e todas. Como foi dito agora pelo governador, o estado de São Paulo ontem bateu um novo recorde de aplicação de doses, e aqui na presença do doutor Geraldo Reple, que é secretário do município de São Bernardo do Campo, e também presidente do Conselho de Secretários Municipais, eu quero cumprimentar a todos os secretários municipais, secretárias municipais, e inclusive todos os profissionais de saúde que permitem que isso aconteça da forma que vem acontecendo no estado de São Paulo. Se mais doses de vacinas tivéssemos, maior a nossa capacidade. Então poderíamos vacinar muito além, graças à essa dinâmica estabelecida em todos os 645 municípios. Tem uma outra questão, governador, que eu acho muito importante a gente colocar, que quando nós pensamos como seria lá atrás esse PEI - Programa Estadual de Imunização, uma das coisas que nós fizemos foi pensar também como seria o registro da dose aplicada. Então junto com a PRODESP, em parceria com o PRODESP, nós fizemos uma plataforma, que é a plataforma Vacivida, que permite que em 48 horas o município ele aplica, registra, e o dado passa por nós e vai ao Ministério da Saúde. O estado de São Paulo, governador, é o estado que tem uma permanece em tempo oportuno entre vacinar, registrar e enviar o dado ao Ministério da Saúde, em 48 horas, 99% da sua permanece é feita pelo estado de São Paulo, inclusive acima da média nacional, que é de 65%. Então eu queria uma vez mais cumprimentar a todos os secretários, prefeitos, prefeitas, secretárias, por esse grande momento, quando a gente olha para o vacinômetro nós temos hoje 41.374.677 milhões de doses aplicadas, sendo que de primeira dose acima de 18 anos, 86,18%, da população do estado de São Paulo, 65,72%, e da população de São Paulo com esquema vacinal completo, 26,7%. E quando a gente coloca o nosso calendário vacinal, conforme o governador já disse, o Dia da Esperança é o dia 16 de agosto, onde vacinaremos todos aqueles que já iniciamos ontem, do dia 10/8 ao dia 16/8, de 18 a 24 anos, do dia 18/8 a 25/8, de 15 a 17 anos, como comorbidades, deficiências, gestantes e puérperas, de 26/8 a 29/8 de 12 a 15 anos, com comorbidades, deficiências, gestantes e puérperas, no dia 30/8 a 5/9, de 15 a 17 anos, e do dia 6/9 ao dia 12/9, de 12 a 14 anos. Então trazemos aqui todas essas boas notícias, e essa esperança que do dia 16 vacinaremos todos com 18 anos ou mais. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado. Vamos colocar ali o vacinômetro mais uma vez, obrigado, Regiane. Apenas para destacar essa informação de agora, a atualização minuto a minuto, mas são 41.377.502 milhões de vacinados em São Paulo. Isso corresponde a 86,18%, vocês estão vendo aí na tela, de adultos, com mais de 18 anos, com uma dose no braço. E 65,72% de toda a população de São Paulo, com, pelo menos, uma dose, e 26% da população com esquema vacinal completo. É um recorde, é o avanço da vacinação, e por isso eu reafirmo o que disse a Regiane, um agradecimento muito especial a todo o sistema de saúde do estado de São Paulo, da Secretaria de Saúde, e muito especialmente dos prefeitos e prefeitas de 645 municípios, que através das suas secretarias de saúde tem feito um trabalho exemplar em São Paulo. E por isso mesmo eu convido o doutor Geraldo Reple, que é secretário de Saúde do município de São Bernardo do Campo, aqui na região metropolitana de São Paulo, e também o presidente do Conselho dos Secretários de Saúde do estado de São Paulo, para fazer uso da palavra nesse momento. Geraldo.

GERALDO REPLE, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE SÃO BERNARDO DO CAMPO: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Em primeiro lugar eu quero agradecer a oportunidade de estar aqui. E eu não posso deixar de render um agradecimento especial a todos os profissionais de saúde da linha de frente, faça Sol, faça chuva, o pessoal está trabalhando de domingo a domingo, o tempo inteiro, para que a gente atinja esses números que nós vimos aí. E nós sabemos desde o início, São Paulo tem uma capacidade de vacinar 1,600 milhão de pessoas por dia, se tivéssemos vacinas vacinaríamos, e isso, governador, me deixa extremamente honrado de fazer parte desse time, e se não fosse São Paulo lá em janeiro, ter pressionado, nós ainda estaríamos discutindo se seríamos vacinados. Então São Paulo como sempre na frente, e eu quero agradecer muito a esses profissionais, porque passou frio agora, passou chuva, as pessoas não arredaram o pé, e sabem do seu compromisso, atendem todos com muito carinho, muita atenção. E se se Deus quiser, no começo da próxima semana, concluímos, chegaremos aos 18 anos. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Geraldo Reple. Lembro que o doutor já foi secretário executivo de saúde do governo do estado de São Paulo, com o doutor David Uip, é o secretário de Saúde, conforme já mencionei, da Prefeitura de São Bernardo do Campo, e é o coordenador do Conselho de Secretários Municipais de Saúde, e também é um dos 21 integrantes do centro de contingência do COVID-19. Quero também registrar que estão tendo transmissão ao vivo dos portais UOL, SBT News, Estadão, e Cidade ON, que também transmitem ao vivo, muito obrigado a todos. Vamos agora para o segundo tema, que é do teleatendimento multisaúde. Sobre esse tema fala do médico infectologista, e secretário de Saúde do estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Visando atender as consultas reprimidas, estamos ampliando o nosso programa de telemedicina em alguns hospitais estaduais, nessa primeira fase serão 14 hospitais nas quatro regiões do município de São Paulo, bem como municípios de Osasco, Guarulhos, e dois centros na região do Vale do Ribeira. Esses serviços de telemedicina têm como objetivo colocarem os especialistas diretamente médico a médico, portanto, são os profissionais dos pronto-atendimentos, bem como os profissionais médicos das enfermarias, que farão interconsulta com os especialistas. Isso é algo bastante importante, porque muitas vezes, você tem um especialista de uma determinada área que atue na data de hoje, e ele só retornará daqui a quatro, cinco dias, e aquele paciente ali internado é obrigado a aguardar com que esse especialista venha para fazer alguma consideração. Isso dará celeridade à abordagem que será feita para esses pacientes, dando muito mais qualificação e segurança no atendimento da nossa população. Serão os atendimentos serão compostos por mais de 90 mil horas de urgência e emergência nos prontos-socorros, 25 mil horas de suporte clínico voltado exatamente às enfermarias, e terá a composição para 14 especialidades, sendo oito delas para especialidades clínicas, e cinco delas nos setores de urgência e emergência. Isso terá um investimento anual de R$ 25 milhões com uma parceria tecnológica da nossa PRODESP, a companhia de processamento de dados do estado de São Paulo, que dará toda a infraestrutura gerando uma plataforma 100% na nuvem, na web, fazendo com que esse acesso seja feito, seja através de computadores, de tablets, smartphones, com esses profissionais médicos em cada uma das especialidades, trazendo toda a segurança e lisura, sempre seguindo as leis gerais de proteção do dado e dos dados dos pacientes. E também com o suporte clínico que ocorrerá 24 horas por dia, nos sete dias da semana. Serão mais de 5 mil horas por mês nos prontos-socorros, 1.400 mil horas para suporte clínico em enfermaria, e 12 mil interconsultas por mês, somando-se à urgência, à emergência e às enfermarias para suporte clínico. Serão realizadas consultas através de videoconferência entre esses profissionais, fazendo, portanto, uma interação com a possibilidade de se disponibilizar exames, seja de laboratórios, exames de imagem, para que essa discussão tenha uma qualidade bastante aprofundada. E com isso dando a possibilidade de se executar não apenas o diabético, mas a orientação de conduta técnica para cada uma dessas áreas. Esse setor de multimedicina, a própria telemedicina terá como suporte nas enfermarias compostos por oito especialidades, endocrinologia, nefrologia, cardiologia, pneumologia, cirurgia vascular, hematologia, gastroenterologia e própria ortopedia. Nas urgências e emergências compostas por seis especialidades, tanto na área de infectologia, com inclusive orientações a respeito de COVID-19, por exemplo, neurologia clínica, neurologia cirúrgica, medicina intensiva, cardiologia e também ortopedia. Lembrando, essas urgências e emergências imediatamente ligadas e lincadas aos serviços de prontos-socorros, pronto-atendimentos. Desses hospitais beneficiados, como disse, quatro regiões de São Paulo estarão contempladas, na zona Leste nós Ferraz de Vasconcelos, Guaianases, São Mateus, na zona Sul, Heliópolis, Ipiranga, Regional Sul, e na zona Norte, o Hospital do Mandaqui, o Padre Bento, na região de Guarulhos, Vila Penteado, Taipas, Vila Nova Cachoeirinha, e também nos municípios de Osasco, e dois, como disse, na região do Vale do Ribeira, Hospital Regional de Registro, e Hospital Regional do Vale do Ribeira. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Eu que agradeço, muito obrigado, Jean Gorinchteyn, pela apresentação desse programa. Vamos agora à mais uma boa notícia, desta feita, no plano ambiental, conforme anunciamos na abertura dessa coletiva, e vou pedir ao secretário de Meio Ambiente, Marcos Penido, que possa anunciar esse programa do Procon Ambiental. E na sequência vamos ouvir o presidente do Procon, Fernando Capez.

MARCOS PENIDO, SECRETÁRIO DE INFRAESTRUTURA E MEIO AMBIENTE: Obrigado, governador. É com muita satisfação que damos continuidade à todas as ações do governo do estado de São Paulo, em prol do meio ambiente. Hoje nessa parceria com o Procon, no sentido de atuarmos em duas frentes, uma o combate ao comércio ilegal de madeira, fazer com que definitivamente só tenha valor a madeira em pé, não a madeira tombada, e com isso combatermos o mercado e o comércio ilegal. E segundo, valorizar a premiar as empresas e associações responsáveis, que fazem a gestão adequada de resíduos sólidos, que também é um tema extremamente ligado à qualidade de vida, ao meio ambiente e à saúde.

FERNANDO CAPEZ, PRESIDENTE DO PROCON/SP: Muito boa tarde, a todos. O Procon ambiental é uma ação do governo do estado de São Paulo, por meio da Secretaria do Meio Ambiente, a quem incumbe fixar os limites e as metas de proteção ambiental aqui no estado. Nós temos em primeiro lugar uma força tarefa criada, essa força tarefa tem toda a fiscalização do Procon, que nos últimos três meses realizou mais de 14 mil autuações em estabelecimentos que promoviam festas clandestinas integrando a força tarefa do governo, e agora estará também voltada à proteção do meio ambiente. A Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, a quem dará inclusive suporte técnico, e a Secretaria de Segurança Pública, por meio da Polícia Militar Rodoviária, para interceptar transporte, carregamento de madeira ilegal que passam pelas estradas de São Paulo. E também a Polícia Militar Ambiental, muito especializada, que continuará fazendo agora dentro da força tarefa a fiscalização e autuação de quem vende madeira ilegal. Um dado importante, cerca de 40% da madeira ilegalmente desmatada na Amazônia passa pelas estradas do estado de São Paulo, e são revendidas aqui por distribuidores, o que demanda sim uma força tarefa. A força tarefa começará a atuar ainda essa semana, já realizando grandes operações, objetivando a atuação e apreensão dessa madeira. Segundo ponto seria premiar as melhores práticas ambientais, a partir da lei de resíduos sólidos, e do decreto Federal que à regulamentou, foram estabelecidas metas que devem ser cumpridas pelas empresas, o programa Procon Ambiental pretende ampliar essas metas, não através de uma ação punitiva ou persecutória, mas estimulando as boas-práticas com a criação e outorga do selo compromisso ambiental. Realização de cursos para conscientização ambiental, principalmente do consumidor, para ele recusar a compra de madeira que não tenha o documento de origem florestal, ou seja, não comprar madeira ilegal, não incentivar o desmatamento, estimulando a receptação desse tipo de madeira. E também programas de parceria com organizações não governamentais, já foi feito um programa recentemente com 350 toneladas de lixo eletrônico já recolhidas. Estabelecimento de pontos de coletas e programas de recompensa financeira, estimulando as empresas a recomprarem eletroeletrônicos usados. Tudo isso depois vai ser detalhado, essa é a ação e compromisso do governo por meio dessa força tarefa criada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, quero agradecer ao Marcos Penido, secretário de Meio Ambiente, e Fernando Capez, presidente do Procon, para esse programa tão significativo e tão importante de proteção ambiental aqui em São Paulo, e que vai ajudar também outros estados, notadamente a região amazônica. Muito obrigado. Agora vamos para uma outra boa notícia, que é e essa do cartão Bolsa do Povo, que a partir agora do próximo dia 17 começa a ser distribuído para a população vulnerável do estado de São Paulo, o cartão é esse aqui, da Bolsa do Povo, e a Patrícia Ellen dará mais detalhes a esse respeito. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Obrigada, governador. Dia muito importante, a partir do dia 17 de agosto, toda a população vulnerável que está em alguns dos programas sociais que envolvem o pagamento do benefício, receberão esses cartões através dos Correios, os primeiros 116.018 mil cartões serão entregues, a partir do dia 17, nessa primeira etapa são, sobretudo, os programas lançados através da Secretaria de Desenvolvimento Social, a secretária Célia Parnes, com o Vale Gás, 101.268 mil pessoas do Vale Gás, também o São Paulo Acolhe, e do Programa Prospera Família. Além disso temos os programas que foram lançados do Bolsa Educação, do secretário Rossieli, e em breve teremos as próximas etapas dos programas da retomada econômica, para estímulo da empregabilidade, com o Bolsa Trabalho e Bolsa Qualificação. Mas a primeira etapa, então as primeiras 116.018 mil pessoas receberão já a partir da próxima semana. Todos que tiverem dúvidas para saber quando receberão os seus cartões, como utilizar, toda a informação está no site do Bolsa do Povo, bolsadopovo.sp.gov.br. E temos também uma central de atendimento dedicada para esclarecimentos, através do número 0800, e também do Whatsapp, 0800-7979800, e o Whatsapp é (11) 98714-2645. Então toda a informação disponível, esse é o momento da retomada, momento que o governo precisa estar mais perto das pessoas que mais precisam para acolher todas as necessidades, e o cartão vai facilitar, porque a pessoa pode ir no banco retirar, no caixa eletrônico, é um cartão pré-pago, que tem toda a facilidade de ajudar a quem precisa, a ter acesso a esse recurso, com facilidade, com agilidade, e principalmente com humanidade. Muito obrigada, governador João Doria, por esse fato inédito de integrar todos os nossos cartões, no programa de auxílio, para que todos tenham acesso nesse momento tão importante de retomada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. E agora concluindo, vamos com o Jean Gorinchteyn, com os números da saúde em São Paulo, bons números, felizmente. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Voltando com boas notícias, a taxa de ocupação no estado de São Paulo está em 45,57%, a grande São Paulo, 42,79%, com uma ocupação em termos absolutos nas UTIs, de 4.720 mil pessoas, números absolutamente similares aos dados da última semana epidemiológica, de maio do ano passado, de 2020, antes do pico da primeira onda. E dessa forma mostrando o quanto o impacto da vacinação é algo extremamente protetor para a nossa população. Lembrando que não é só a vacina, mas é também a obrigatoriedade, por decreto governamental, de se manter o uso de máscaras. As enfermarias tiveram um leve acréscimo do número de internações, estamos atentos à essas informações, mas são dados que mostram que a despeito disso nós continuamos com o número de enfermarias até menores do que os da própria UTI, mostrando que no passado nós tínhamos cerca de a três vezes meio mais enfermaria em relação às UTIs. O impacto de queda, tanto de casos, internações e óbitos, foi significativo, sempre no comparativo da penúltima semana epidemiológica, com 8,1% de queda do número de casos, um aporte reduzido em 8% no número de internações, portanto, mostrando o momento atual, real da pandemia, e também uma queda de 5,9% do número de óbitos. Precisamos vacinar, continuaremos a vacinar. São Paulo luta pela vida, e nesse momento lutaremos também pela vacina. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Boas notícias, redução de casos, redução de internações, e principalmente redução de óbitos, aqui gradualmente estamos vencendo o vírus. Vamos agora às perguntas, nós temos hoje inscritos o SBT, o The Wall Street Journal, o Portal metrópoles, o Portal G1, o Portal UOL, e a TV Globo, Blogo News. Começamos então com você, Flávia Travassos, do SBT. Boa tarde, bem-vinda. Sua pergunta, por favor. A Flávia estava hoje de manhã cedinho já lá no Butantan, acompanhando a entrega de vacinas, acordou cedinho. Com você, Flávia.

FLÁVIA TRAVASSOS, REPÓRTER: Boa tarde, a todos, governador. Queria fazer uma pergunta para o doutor Dimas, parece que foi divulgado ontem um estudo da Sinovac, falando da eficácia da terceira dose da Coronavac. Queria tirar essa dúvida, ela é necessária para se obter a eficácia total, essa terceira dose poderá ser incluída no calendário de vacinação aqui de São Paulo? E só uma dúvida, governador, a gente teve a informação de que das 228 mil doses que o Ministério da Saúde deixou de mandar para o governo de São Paulo, 50 mil foram entregues já, eu queria confirmar a informação se é esse número, por favor. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Flávia. Vamos às duas respostas, mas nós vamos começar pela segunda, com o doutor Jean Gorinchteyn, mas eu quero dizer a você, como governador do estado de São Paulo, que a resposta é não, o Ministério da Saúde não enviou as doses que prometeu enviar à São Paulo. Quero repetir aqui, o Ministério da Saúde descumpriu o acordo feito verbalmente comigo e com o doutor Jean Gorinchteyn, feito pelo ministro da Saúde Marcelo Queiroga, não cumpriu e não entregou as doses da vacina da Pfizer que havia prometido, as 228 mil doses, não entregou nem 228, nem 220, nem 50, nada, absolutamente nada. Jean Gorinchteyn, vamos a esse tema, que é importante para esclarecer os jornalistas que aqui estão, e os que estão nos assistindo nesse momento. E aí na sequência vamos ao Dimas Covas. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Muito bem, o que nós temos, nós tivemos o recebimento de doses de vacinas, essas elas contemplam exatamente o valor proporcional à nossa população, para que possamos continuar no nosso programa de imunização. Se houve por algum motivo alguma mudança dessa metodologia de contabilização para cada um dos estados, feitas pelo ministério, isso acaba gerando de forma abrupta um comprometimento na organização, no planejamento, na estratégia que o estado de São Paulo tem de forma muito minuciosa para cada um dos 645 municípios. E nós temos que lembrar que além de tudo, isso gera uma instabilidade social, isso compromete a expectativa da nossa população em ser vacinada. E aceitar uma metodologia como essa, simplesmente faz quebrar a confiança do cidadão nas políticas públicas, especialmente na política que tem sido instituída para vacinação. O que diremos às pessoas se faltarem vacinas? Diremos que a culpa é de quem, nossa? Por termos aceito uma barbárie desta? Nós não aceitaremos. A proporcionalidade ela já é histórica, ela sempre fez a composição dentro do Programa Nacional de Imunizações, e ela não pode ser mudada de forma abrupta unilateral sem que nós possamos ter previsibilidade, para que não deixemos a nossa população dessa protegida. Nesse momento não ter vacinas é deixar a população vulnerável em risco da pandemia. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Flávio, antes de passar para o Dimas Covas, quero aqui mandar uma mensagem para o ministro da Saúde Marcelo Queiroga, ministro, eu aprendi com meu pai que é feio mentir, e que é feio prometer e não cumprir. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Flávia, ontem foram divulgados dois estudos, que na realidade, são continuação de estudos de fase um e dois, que já haviam sido feitos, e agora com a chamada dose adicional. Então o primeiro estudo com voluntários de 18 a 59 anos, e a dose adicional aos seis meses. E mostrou o que nós já sabemos, quer dizer, com duas doses existe uma imunização, e após seis meses se recebe uma dose adicional, a resposta ela é multiplicada de três a cinco vezes. E o mesmo tipo de estudo foi feito também em pessoas, em voluntários com mais de 60 anos, e aí a diferença foi que a dose adicional foi aplicada aos oito meses, e essa resposta ela foi até mais substancial, ela foi de cinco a sete vezes superior à resposta após às duas doses. E logicamente é com toda a segurança, quer dizer, não houve mudança do perfil de segurança da vacina, que é a vacina nesse momento mais segura entre todas as que estão sendo utilizadas. Então são resultados que confirmam a efetividade de uma dose adicional, isso não quer dizer que está sendo proposto uma dose adicional, isso depende de outros fatores, inclusive com relação aí ao problema da circulação de variantes. Mas são dois estudos importantes, são os primeiros estudos a serem divulgados, quer dizer, existem outras vacinas que estão realizando o mesmo tipo de estudo, mas ainda é que não houve nenhuma divulgação. Então foi inédito essa divulgação antes de todos os demais que estão sendo realizados, inclusive aqui no Brasil.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Muito obrigado, também, Flávia. Vamos agora online, com a Samanta Person, que é correspondente do The Wall Street Journal. Samanta, muito obrigado por estar aqui participando, você já está em tela, sua pergunta, por favor.

SAMANTA PERSON, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. A minha pergunta é em relação à iniciativa do Procon Ambiental, vocês explicaram que uma grande parte da madeira ilegal passa por São Paulo. Queria saber para onde vai depois, se é para os Estados Unidos, Europa? E se vocês estão trabalhando com esses países para aprimorar esse processo de fiscalização? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Samanta. Eu vou dividir a resposta pela ordem, com o Fernando Capez, presidente do Procon, e também com o nosso secretário de Meio Ambiente, Marcos Penido. Começando com você, Capez.

FERNANDO CAPEZ, PRESIDENTE DO PROCON/SP: Bom, Samanta, essa madeira chega aqui em São Paulo, ela é revendida em pontos de distribuição clandestinos, e também ela segue normalmente até o Porto de Santos, para ser embarcada ilegalmente para a Europa, para Estados Unidos. Então quando passa pelo território do estado de São Paulo a Secretaria de Segurança Pública por meio da Polícia Rodoviária, Polícia Estadual Rodoviária vai fazer operações de interceptação dessa carga, e a Polícia Ambiental que tem vários pontos já mapeados, juntamente com a Secretaria do Meio Ambiente, o Procon, vai atuar juntamente agora com o Procon, apreendendo carga, multando, interditando estabelecimentos, para que depois também ocorra a percepção penal, e eles sejam processados criminalmente. Penido.

MARCOS PENIDO, SECRETÁRIO DE INFRAESTRUTURA E MEIO AMBIENTE: O nosso objetivo é fazer com que a madeira não chegue no porto, ela não chegue a ponto de ser embarcada para e ser exportada. Então esse é o nosso combate, que ela não chegue em outros países. Agora, nós também estamos abertos a discutir com outros países que tenham interesse, com relação ao nosso manual de identificação, da forma de identificar a madeira, com toda a expertise que estamos fazendo nesse combate, para que isso possa também ser copiado e utilizado em outros países. Mas nós gostaríamos muito que todo o Brasil fizesse o combate do comércio ilegal de madeira, porque aí não teríamos nenhuma madeira sendo exportada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem, obrigado, Penido, obrigado, Capez. Samanta, muito obrigado pela sua intervenção, continue nos acompanhando, se você puder. Vamos agora para o Portal metrópoles, com a Indara Freitas, muito obrigado por estar aqui mais uma vez conosco, sua pergunta, por favor.

INDARA FREITAS, REPÓRTER: Olá, boa tarde. Eu queria voltar nesse assunto das vacinas faltantes do Ministério da Saúde. Então não houve entrega realmente dessas vacinas? Quais são os próximos passos, o governo paulista vai se reunir novamente com o Ministério da Saúde? A judicialização ainda é uma opção? Como é que vai ficar essa questão? E se a vacinação de adolescentes está mantida realmente? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Indara, começando do final, está mantida a vacinação de adolescentes, e o cronograma que foi apresentado, aliás, foi ratificado agora pouco pela doutora Regiane de Paula, a partir do dia 18, nós iniciaremos quarta-feira a vacinação em etapas, primeiro os jovens com comorbidade, conforme já tínhamos anunciado, na faixa de 17 anos até 11, e depois os demais começando com a faixa 17, 16, 15, 14, e assim sucessivamente. Em relação à primeira pergunta, a resposta é lamentavelmente sim, nós tentamos, o doutor Jean Gorinchteyn e eu, pessoalmente, evitar a judicialização desse tema, conversamos com o ministro várias vezes, eu, inclusive, duas vezes com ele, ao telefone, exatamente para demonstrar a boa vontade, o interesse de São Paulo de evitar a judicialização e acompanhar para com juízo e com respeito as doses que cabem a São Paulo na proporcionalidade. O ministro garantiu que assim seria feito, eu inclusive agradeci a ele, pelo gesto, e pela concordância, qual não foi a nossa surpresa de que isso não foi cumprido pelo ministério. Ou uma ou outra, ou o ministro não tem palavra, ou a sua palavra não vale no Ministério da Saúde. Vamos agora à Patrícia Figueiredo, do Portal G1, Patrícia, bem-vinda. Sua pergunta, por favor.

PATRÍCIA FIGUEIREDO, REPÓRTER: Oi, bom dia. Eu queria entender melhor esse acordo da Pfizer, qual foi o acordo verbal que foi firmado entre o governo estadual e o Governo Federal? E como que o Governo Federal aceitou repor as doses, se eles estavam dizendo que era uma compensação, eles recuaram dessa tese? E finalmente entender se esse atraso pode afetar a flexibilização prevista para semana que vem? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Vou pedir ao doutor Jean Gorinchteyn, que é o nosso secretário de Saúde, e vou tomar a liberdade, Jean, de convidar também o doutor Eduardo Ribeiro, eu acho que ele está por aqui, ele é o nosso secretário executivo da Secretaria de Saúde, Patrícia, e que faz a relação cotidiana direto com o Ministério da Saúde, e vou pedir, Jean, que você responda às duas questões, uma está ligada à outra, formulada pela Patrícia. Por favor.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Em nenhum momento São Paulo entendeu dever algo para o Ministério da Saúde, mas ao Programa Nacional de Imunizações. Aliás, o que São Paulo tem é exatamente se preocupar com a vacinação, não somente do nosso estado, mas de todo o país. E fruto disso, fez junto à Sinovac a antecipação do recebimento tanto de doses de vacinas já prontas, como de IFAS, em 30 dias, dessa maneira, conseguindo antecipar esse contrato que seria findado em 30 de setembro, para agora dia 30 de agosto, exatamente fruto dessa preocupação. Por outro lado, fomos surpreendidos de forma abrupta, sendo referendados como devedores de 228 mil doses, que foram de forma imediata descontada à nossa pauta, foi dessa forma que começamos as tratativas a pedido o próprio governador João Doria, me pediu que então me reunisse presencialmente com o ministério Marcelo Queiroga para chegarmos a um denominador comum. Entendíamos que haviam discordâncias daquilo que era formulado e reverenciado pela equipe técnica do ministério, e dessa forma o ministro entendeu nessas tratativas, que ele deveria recompor essas 228 mil doses, para que nós pudéssemos dar continuidade na vacinação dos nossos brasileiros aqui de São Paulo. Porém, entendíamos que nós receberíamos a nossa pauta, e dentro dessa nossa pauta, o nosso valor de 22,6%, no mínimo, e teríamos acrescido mais doses. Naquele momento havia sido dito que nós receberíamos além do valor que nós teríamos direito, mais 50 mil doses de vacina. E qual não foi a nossa surpresa, que na data de ontem, no período da noite, recebemos um quantitativo de doses que confere 23%, exatamente um quantitativo em que São Paulo faz jus, sem que, no entanto, tenha sido acrescido de mais 50 mil doses, conforme é colocado naquele documento. Então dessa forma nada mais justo do que nós estarmos reivindicando aquilo que é direito da nossa população, não é de direito do governador, do vice-governador, do secretário da Saúde, mas de cada um dos nossos cidadãos, eles têm o direito, e o estado tem a obrigação de vaciná-los. Com relação à flexibilização, nós estamos seguindo, como sempre o fizemos, todos os dados da saúde, redução do número de casos, de internações, de óbitos, a ocupação dos nossos leitos de Unidades de Terapia Intensiva, e estamos vacinando. A vacinação faz hoje, vocês viram há pouco no vacinômetro, mais de 41 milhões de pessoas receberam, pelo menos, uma dose do imunizante, com 86% dessa nossa população alvo com pelo menos, uma dose da vacina. Nós continuamos vacinando, continuamos fazendo exigência de uso de máscara, e continuamos atento aos números, a flexibilização vai continuar de forma absolutamente segura e responsável, contando também com o apoio da população que também o faz de uma maneira correta e premente. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Jean, antes de passar ao Eduardo Ribeiro, Patrícia, o Ministério da Saúde, a ineficiência do Ministério da Saúde quer punir a eficiência da saúde em São Paulo. Nós não vamos permitir, cada vacina aqui importa, porque cada vida em São Paulo importa. Eduardo, para complementar a resposta, por favor.

EDUARDO RIBEIRO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DA SECRETARIA SAÚDE: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Somente para reiterar as palavras aqui do governador João Doria, do secretário Jean Gorinchteyn, a Secretaria de estado da Saúde em nenhum momento se afastou do diálogo com a área técnica do Ministério da Saúde, esse diálogo é contínuo, e a ação disruptiva adotada pelo ministério ela não resulta de qualquer falta de diálogo por parte da Secretaria de estado da Saúde e do governo do estado de São Paulo, o que acontece é que a Secretaria de estado da Saúde mantém o seu entendimento de que o estado de São Paulo faz jus receber vacinas, guardando proporcionalidade ao quantitativo da sua população. A população do estado de São Paulo representa cerca de 22% da população do país, e é nesse racional que vem sendo praticado pelo próprio Ministério da Saúde, desde o início da campanha que nós reivindicamos nada de nenhum outro estado, benefício nenhum para o estado de São Paulo, somente o que é justo, a manutenção da estratégia de distribuição de doses, até aqui executada pelo Ministério da Saúde, que foi abruptamente modificada em um ato unilateral, e que acima de tudo prejudica a esperança das pessoas, a esperança da vacinação célere, como vem sendo feito pelo governo do estado de São Paulo, pelo governador João Doria. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduardo. Patrícia, esse é um tema tão significativo, tão importante, é inacreditável um país que vive diante de uma pandemia, com mais de 564 mil mortos, que nós tenhamos ainda esse tipo de discussão, essa violência de ordem ideológica, partidária, eleitoral, diante de uma situação como essa, nós tínhamos que estar juntos, unidos, protegendo vidas, protegendo pessoas, e o Ministério da Saúde tomando atitudes dessa ordem com São Paulo, amanhã pode tomar em relação a um outro estado. Aqui nós vamos defender o interesse da ciência, da vacina e da vida dos brasileiros que vivem aqui no estado de São Paulo. É o nosso dever, é nossa obrigação. Lucas Teixeira, do Portal UOL. Bem-vindo. Boa tarde.

LUCAS TEIXEIRA, REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde, governador. O ministro Queiroga, o senhor está falando bastante dele hoje, ele deu uma outra declaração falando que até o final do ano pretende remover totalmente as máscaras. Esse debate está começando a seguir pelo país. O Eduardo Paez falou em tirar no Rio de Janeiro, até em antecipar isso. Pelo o que eu entendo, o comitê que indicado que não era o ideal ainda. Queria saber se o estado de São Paulo, como está acompanhando isso, se já pensa em haver essa flexibilização? E usando o gancho, estava falando de madeira, queria saber do voto impresso, governador, ontem a bancada tucana acabou votando mais a favor do voto impresso do que contra, embora o partido tenha recomendado voto não. Eu queria saber a sua opinião sobre voto impresso, e sobre esses dissidentes a favor dele. Obrigada. O senhor vai à Brasília, inclusive, né?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Vou à Brasília hoje. Agora, estou curioso para saber o que tem a madeira com o voto impresso, eu só não entendi essa correlação. Voou longe o Lucas nessa. Mas Lucas, mesmo assim eu vou responder e depois eu vou pedir ao doutor Paulo Meneses, e João Gabbardo, que possam responder a sua primeira pergunta. Considero deplorável, seja quem for, de qual partido, apoiar o governo Bolsonaro nessa iniciativa do voto impresso, o voto digital, o voto eletrônico, na urna, tem sido ao longo de quase 30 anos o voto que tem demonstrado a sua eficiência, a sua capacidade de não ser violado, e o próprio PSDB, o meu partido fez em 2014 uma ampla auditagem, coordenada por um deputado Federal, que já foi promotor público, deputado Carlos Sampaio, conhecido como Carlão Sampaio, um grande parlamentar com uma equipe de auditores americanos e brasileiros, e não constatou absolutamente nada, e entendeu que a urna eletrônica é inviolável, não há razão para mudar. Principalmente porque a índole que estimulou o Governo Federal, o governo Bolsonaro a tentar mudar não foi a índole de proteger a democracia, e nem proteger o voto, ao contrário, foi de colocar em dúvida o processo democrático. Eu lamento, parlamentares, inclusive do meu partido, que tenham tido essa posição, respeito, mas lamento. Porém quero dizer que os sete deputados federais do estado de São Paulo votaram contra. E a esses deputados eu transmito aqui os meus cumprimentos. Vamos então com Paulo Meneses, e João Gabbardo, na primeira pergunta feita pelo Lucas Teixeira.

PAULO MENESES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Boa tarde, Lucas. Nós vimos nas últimas semanas situações, principalmente em outros países, que haviam conseguido baixar bastante os indicadores de transmissão do vírus, permitir retirada de máscaras, e posteriormente nós assistimos a um aumento de transmissão nesses países, inclusive tendo que voltar atrás na sua decisão, o CDC foi um grande exemplo, acho que há duas semanas atrás deu uma nova recomendação de uso de máscaras em ambientes fechados, e uso de máscaras em estabelecimentos de ensino. Nós estamos aqui no Brasil conseguindo, na próxima semana teremos aqui no estado de São Paulo a vacinação com pelo menos, uma dose, de praticamente toda a população de 18 anos, ou mais, o que é realmente uma grande conquista no enfrentamento da pandemia, e acreditamos que até novembro tenhamos a população protegida também com a segunda dose. Isso sem dúvida, vai trazer uma situação muito mais positiva, que é a que nós já conquistamos até o momento. Nós temos a circulação da variante delta aqui no país, inclusive no estado de São Paulo, ainda representa, felizmente, uma proporção menor, de todas as variantes que estão circulando na nossa população, de forma que o centro de contingência nesse momento avalia que é preciso acompanhar os números, cautela e segurança. O estado de São Paulo, eu quero lembrar, foi o primeiro a instituir o uso obrigatório de máscaras em todas as situações fora do domicílio, e isso trouxe uma contribuição enorme, inclusive um exemplo no combate da pandemia, de forma que nesse momento nós continuamos entendendo que é necessário sim o uso de máscaras em todas as situações, e eventualmente no futuro podemos realizar essa situação, essa questão. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo. Antes de passar ao João Gabbardo, Lucas, apenas para lembrar nesse tema, o estado de São Paulo tornou obrigatório o uso de máscaras 43 dias antes da Grã-Bretanha, a Grã-Bretanha tornou obrigatório o uso de máscaras 43 dias depois do estado de São Paulo. O estado de São Paulo foi o primeiro a determinar por lei a obrigatoriedade do uso de máscara, o que é ainda efetivo nesse momento, foi o primeiro estado a criar o centro de contingencia, que foi instituído no dia 28 de fevereiro do ano passado, centro este que continua operando até o presente momento, e muito bem, e também o primeiro estado a declarar quarentena, e a construir a quarentena denominado plano São Paulo. Esse compromisso com a vida, com a saúde e com a ciência continua. João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. A posição do centro de contingência em relação a isso é manter com segurança as flexibilizações que estão sendo feitas no estado de São Paulo, entendemos que isso nos traz uma possibilidade muito remota de termos que retroceder, e entende o centro de contingência que não é o momento de se falar em dispensar o uso de máscaras, pelo contrário, as orientações do centro de contingência são que nós devemos continuar com o uso obrigatório de máscaras, devemos continuar com a proibição de qualquer tipo de aglomeração, com a necessidade do distanciamento físico entre as pessoas, com o distanciamento mínimo de um metro em qualquer ambiente que nós considerarmos, e dessa maneira, e com a velocidade da imunização que nós temos, a gente imagina que nós continuaremos seguindo nesse processo de flexibilização sem a necessidade de dar passos atrás. Como foi feito em outros países, em que rapidamente, e com um percentual de imunização menor do que o Brasil, dispensaram o uso de máscaras, e depois tiveram que retroceder. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Mais uma vez, obrigado, Paulo Meneses. Lucas, obrigado pelas perguntas. E antes de terminar com a Daniela Gemignani, Dani, se você puder vir aqui até o microfone, atendendo, eu recebi uma mensagem aqui, dos cinegrafistas que querem a imagem novamente aqui do cartão Bolsa do Povo. Dani, enquanto você se aproxima ali do microfone estou atendendo ao pedido deles. Deu? Obrigado. Dani, com você.

DANIELLA GEMIGNANI, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. De ontem para hoje a Prefeitura de São Paulo identificou, reconheceu mais 56 casos adicionais da variante delta. Eu queria saber se a Secretaria de estado da Saúde já tem também, já contabiliza mais esses 56 casos da variante delta aqui na capital paulista? E tirar duas dúvidas, uma sobre a terceira dose, e outra sobre o cronograma dos adolescentes, da terceira dose há um plano considerando esse estudo, ou início de uma conversa de um plano de ter a terceira dose para as pessoas que foram imunizadas com a Coronavac? E de alguma maneira, essas pessoas que já passaram de seis meses, dos oito meses ainda acho que muito pouco, estariam com a imunidade vencida, de alguma maneira? Tem algum prejuízo nesse sentido? E por último, que é a minha dúvida da Pfizer, se as doses não foram entregues ainda, e o cronograma se mantém, São Paulo tem vacina para esses adolescentes na semana que vem? Da onde essas vacinas vão vir? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniella vai pedir música no fantástico, a Dani emendou quatro perguntas. Mas vamos lá. Vamos começar com o Jean Gorinchteyn, eu imagino que todos estiveram atentos aqui às formulações da Daniella, da TV Globo. Na sequência, Dimas Covas, e a Regiane de Paula, que responderá às duas últimas perguntas. Então pela ordem, Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: O estado de São Paulo tem o nosso PEI - Programa Estadual de Imunização, o PEI - Programa Estadual de Imunização ele foi incorporado pelo governador João Doria a partir de setembro do ano passado, para que todas as estratégias de vacinação do Programa Nacional de Imunizações no estado pudessem semestre estabelecidas. Baseado exatamente nisso nós pudemos planejar a vacinação do ano de 21, e todas as quintas-feiras no período da noite nos reunimos, também sob liderança do governador, que junto com profissionais técnicos, cientistas, membros do centro de contingência, e também profissionais médicos, seja da pediatria, seja da geriatria, da obstetrícia, trazem os pareceres e os estudos clínicos que estão em andamento, para que aí então nós possamos fazer uma dose adicional. Existe uma prerrogativa do governo do estado de São Paulo de a partir do ano que vem fazer essa dose adicional à imunização de todos os brasileiros de São Paulo, independente de qual foi o imunizante utilizado, mas para que nós possamos estabelecer isso nós seguimos como sempre a ciência. Então são exatamente os estudos, os dados que teremos, que darão a condição de nós definirmos quais serão sim as estratégias a serem tomadas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Jean, obrigado. Dani, antes de passar para o doutor Dimas, eu vou pedir ao doutor Gabbardo para complementar o tema sobre a variante delta, Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Daniella, o estado de São Paulo está sim monitorando a presença dessa variante, como de resto, todo o país. Mas gostaria de reforçar que não é a presença de uma variante que altera o planejamento de combate ao COVID-19, o que pode alterar é a repercussão da presença desse vírus, dessa variante. E até o momento os nossos indicadores não apontam nenhuma modificação, nada que leve o estado a pensar e alterar o seu plano, o seu planejamento de combate. Além disso tem alguns dados que eu acho que são significativos na apresentação que foi feita anteriormente em relação à imunização, nós estamos hoje com 86% da população acima de 18 anos, já com a primeira dose. Se nós pensarmos: "Bom, mas o importante é ter o sistema completo, duas doses", nós temos hoje 35% da população acima de 18 anos já com a imunização. Mas o que eu acho mais significativo, não tem nenhuma pessoa em São Paulo com mais de 60 anos, ou que tenha a presença de comorbidades, que não tenha já o esquema completo, toda a população de risco de São Paulo, seja pela idade, acima de 60 anos, seja pela presença de alguma comorbidade, todas estão vacinadas de forma completa, já tomaram a segunda dose ou tomaram a primeira dose da vacina que é aplicada apenas com uma dose. Então nós entendemos que isso deve trazer ao país um resultado diferente no enfrentamento à essa variante, diferente dos outros países que flexibilizaram com um percentual menor de imunização, e principalmente porque flexibilizaram, aceleraram a dispensa do uso de máscaras. De qualquer forma vamos continuar monitorando a presença da variante delta.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, João Gabbardo. Agora vamos com o Dimas Covas no tema da terceira dose, a pergunta da Daniella Gemignani da TV Globo. Com você, Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Daniella, os estudos que eu mencionei eles são estudos de segurança e imunogenicidade, quer dizer, eles não avaliam a necessidade de uma terceira dose, pelo contrário, eles apostam já na capacidade de imunizante das duas doses, e estudam o que nós chamamos de dose adicional, porque certamente isso vai ser uma necessidade enquanto o vírus continuar circulando no mundo. Com relação à essa dose adicional, existe muita confusão, as pessoas acham que quem tomou as duas doses teria que tomar uma terceira dose para complementar a imunidade, não é disso que nós estamos tratando aqui, nós estamos tratando de preparar para ter uma revacinação, quer dizer, e isso alguns países já inclusive iniciando programas de revacinação, o Chile, Israel, Reino Unido, o próprio Estados Unidos, Canadá. Então isso deve acontecer, mas a pré-condição é para que isso aconteça após o término da segunda dose. Quer dizer, a prioridade é completar o esquema vacinal, que é o esquema vacinal que leva à chamada imunidade coletiva. Quer dizer, essa é a prioridade e eu acho que nós temos que correr para completar essa segunda dose, que aí sim nós teremos inclusive uma imunidade coletiva que seja capaz de inclusive resistir às variantes que, porventura, venham a surgir no futuro. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Agora doutora Regiane, as duas últimas perguntas da nossa Daniella.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Daniella, obrigada pela pergunta. Se a gente puder colocar o calendário, só para que a gente possa dizer o seguinte, o PEI - Programa Estadual de Imunização vem trabalhando de forma árdua e com muito planejamento para que a gente possa cumprir esse calendário, dessa forma nesse momento a gente está otimizando todas as grades que nós temos, para que a gente possa cumprir esse calendário e cumpriremos, mas é muito importante a gente lembrar, que o Ministério da Saúde deve ao estado de São Paulo 228 mil doses da vacina da Pfizer. Cada vacina importa, cada dose importa. Portanto, fica aqui novamente, como o governador fez, secretário Jean Gorinchteyn, e o secretário Eduardo, a solicitação para que de forma urgente o Ministério da Saúde encaminhe essas doses, mas o calendário está mantido porque o nosso trabalho tem sido muito grande na otimização das doses, e garantir que esses adolescentes recebam a vacina da Pfizer, mas o ministério precisa fazer a sua parte. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Daniella, já que você hoje foi premiada com a solicitação de música para o Fantástico, vou dar a sugestão da música, quem sabe eu posso te ajudar, "Um novo tempo", de Ivan Lins e Vitor Martins. Pessoal, muito obrigado pela presença de todos, estejam bem, estejam protegidos, os que estão em casa obrigado pela sua audiência. Aos colegas que aqui compareceram, aos que participaram da coletiva, fiquem bem, fiquem protegidos, fiquem com Deus. Muito obrigado.