Coletiva - Governo de SP inicia testagem para Covid-19 na rede estadual de ensino 20201410

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Coletiva - Governo de SP inicia testagem para Covid-19 na rede estadual de ensino 20201410

Local: Capital - Data: Outubro 14/10/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, muito obrigado pela presença dos jornalistas, nessa coletiva de imprensa, hoje, quarta-feira, 14 de outubro, obrigado também aos cinegrafistas, fotógrafos, técnicos e a equipe da TV Cultura, que transmite ao vivo aqui do Palácio dos Bandeirantes, esta coletiva de imprensa. Hoje participam conosco Rossieli Soares, secretário da educação. Jean Gorinchteyn, secretário da saúde. Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional. Patrícia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico, ciência e tecnologia. José Osmar Medina, coordenador do centro de contingência da Covid-19. E João Gabbardo, coordenador executivo do centro de contingência do Covid-19. Nas mensagens de hoje, a primeira é sobre a reforma administrativa, projeto de modernização administrativa, que foi aprovado ontem à noite na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. É a mais ampla reforma administrativa já feita no país, e uma mudança justa e necessária. A modernização administrativa era um compromisso de campanha do nosso governo. Portanto, uma proposta que foi aprovada pela maioria dos eleitores, e agora aprovada pela maioria dos deputados estaduais na Assembleia Legislativa de São Paulo. Agora, vamos ter um estado mais enxuto, mais ágil e mais eficiente, um projeto de combate aos desperdícios, duplicidade de funções e desequilíbrios, volto a mencionar aqui que o nosso governo é um governo liberal, um governo pró mercado, e um governo que entende que um estado menor é mais eficiente e produtivo, principalmente no atendimento aos mais pobres, aos mais humildes, e que precisam do apoio na educação, na saúde, na segurança pública e na habitação popular. A modernização mantém São Paulo no campo da responsabilidade fiscal, e permitirá que o Estado de São Paulo continue a pagar salários em dia, manter os seus investimentos, conforme já mencionei em saúde, educação, assistência social e habitação popular, é isso que se espera de um governo responsável, atendendo quem mais precisa, os mais humildes, os desvalidos e os mais pobres em São Paulo. Quero reafirmar também o compromisso que assumimos com os parlamentares e com a sociedade civil de São Paulo, não haverá nenhum aumento de imposto na cesta básica de alimentos e na cesta básica de medicamentos, e todas as alterações que foram propostas e a suspensão momentânea de incentivos fiscais em São Paulo, é válido por 24 meses, ao término desse período tudo retornará no mesmo status em que temos atualmente nesta questão, neste tema específico, é um esforço concentrado para manter a qualidade fiscal e a capacidade do estado de pagar as suas despesas e realizar os seus investimentos. O nosso governo continuará trabalhando para reduzir desigualdades e proteger os mais pobres e os mais vulneráveis, e quero, finalizando neste tema, cumprimentar os 48 deputados, na Assembleia Legislativa de São Paulo, que votaram favoravelmente a este projeto de modernização administrativa e votaram pelos mais pobres e pelos desvalidos, e não quero desqualificar os que votaram contra, o processo democrático estabelece isso, respeito pela decisão da Casa Legislativa, respeito pelo debate e respeito pelo contraditório, portanto, entendo como parte do processo democrático o debate, que, durante as últimas três semanas, aconteceu na Assembleia Legislativa de São Paulo, não há crítica a isso. Segunda mensagem de hoje, liberação do líder do PCC, estou confiante na decisão que hoje à tarde o Supremo Tribunal Federal deverá chegar e, seguramente, a justa interpretação do caso específico desse traficante internacional de drogas, André Macedo, conhecido como André do Rap. De fato, quero reafirmar, como governador de São Paulo, e como cidadão, estou indignado quando um criminoso condenado duas vezes em segunda instância a 25 anos e oito meses de prisão é libertado por uma decisão monocrática de um juiz do Supremo Tribunal Federal, no caso específico o ministro Marco Aurélio Melo. Entendo também que o Congresso Nacional deve imediatamente adotar medidas para alterar o projeto que foi aprovado pelo presidente Bolsonaro, com uma decisão que precisa ser revista, para evitar que situações como essa, que vivenciamos nos últimos dois dias, não mais aconteça, a imagem do criminoso, deste criminoso, André do Rap, saindo do presídio de segurança máxima de São Paulo pela porta da frente e ingressando numa BMW é um deboche, um deboche a opinião pública, um deboche a polícia de São Paulo e um deboche àqueles que acreditam que o crime deve ser condenado, e os condenados devem cumprir a prisão na cadeia, e não serem liberados, como acabou ocorrendo com o André do Rap. A polícia de São Paulo levou meses pra conseguir chegar até este criminoso, traficante e chefe do PCC e prendê-lo numa mansão à beira-mar, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, este homem é um milionário que enriqueceu às custas da vida das pessoas, do tráfico internacional de drogas e, como traficante, certamente, já levou à morte muitos jovens, que consomem cocaína e outras drogas, fruto do tráfico de um elemento como esse. É lamentável que um líder do PCC tenha sido liberado por um magistrado, um juiz experiente e vivido, como Marco Aurélio de Melo. Deixo aqui consignado, como governador e, repito, como cidadão, como pai de família, o absurdo de uma medida como essa. Lugar de bandido é na cadeia. Terceira e última informação, perdão, mensagem, antes das informações, hoje realizamos a nossa vigésima reunião do comitê empresarial solidário, há oito meses, quase oito meses, esse grupo se reúne para apresentar propostas e a solidariedade com doações para saúde, para educação, para alimentação dos mais pobres e medidas de atenção aos mais vulneráveis em São Paulo. Com as doações acumuladas na reunião de hoje, ou seja, doações feitas pelo setor privado, alcançamos, em São Paulo, um bilhão e 800 milhões de reais, é o maior volume de doações já feito em qualquer tempo, para uma finalidade humanitária. Por isso, quero agradecer as 402 empresas que fazem parte deste comitê, e as mais de 200 que fizeram doações, que somaram hoje um bilhão e 800 milhões de reais, doações em dinheiro, em produtos e em serviços, repito, para educação, para saúde, para alimentação e para o atendimento aos mais pobres e desvalidos, em São Paulo, todas as doações auditadas pela Price Waterhouse, que também doou o seu serviço de auditagem ao Governo de São Paulo. E agora vamos aos temas de hoje. Três temas, e serei breve, temas todos da educação. Primeiro tema, o Governo de São Paulo vai distribuir 750 mil chips com internet gratuita para alunos e professores da rede estadual de ensino, serão beneficiados 500 mil estudantes, estudantes mais vulneráveis, inscritos no cadastro único do Governo Federal, e 250 mil professores da rede pública de ensino no Estado de São Paulo. O investimento é de 75 milhões de reais para a aquisição dos chips, que começam a ser distribuídos logo no início do próximo mês, o mês de novembro. Este é mais um passo que damos em busca da integração dos nossos alunos e professores ao ensino digital durante a pandemia. No começo de abril, como sabem, criamos o centro de mídias, com aulas em tempo real, na TV aberta, através da TV Cultura, e no celular, com internet gratuita, beneficiando três milhões e 500 mil alunos das escolas públicas estaduais. No final de setembro, anunciamos o subsídio para aquisição de 161 mil computadores para professores da rede estadual de ensino, e agora, com a distribuição desses 750 mil chips, vamos dar um suporte necessário aos alunos que mais precisam e para diminuir a evasão escolar. Os chips vão possibilitar o acesso aos aplicativos e sistemas que não utilizam dados patrocinados pelo centro de mídias, os chips possibilitam que os alunos mais vulneráveis façam ligações e troquem mensagens com professores dos seus celulares, é uma ferramenta fundamental de aprendizado e um contato com os estudantes mais carentes, que estão fora da escola neste período tão triste da pandemia no Brasil. Segunda informação, também da educação, Governo de São Paulo começa a testagem com 19 mil alunos e servidores da rede estadual de ensino, começa amanhã, quinta-feira, 15 de outubro, a testagem para o coronavírus de 19 mil alunos e servidores das escolas públicas e estaduais, são dez mil estudantes, 9.300 profissionais de educação das escolas, em todas as regiões do estado. É um inquérito amostral, e sobre isso, Rossieli Soares, secretário da educação do Estado de São Paulo, oferecerá mais detalhes. Terceira e última informação, também da educação, o Governo de São Paulo transfere o ponto facultativo de 15 de outubro, dia do professor, para sexta-feira, dia 16 de outubro, a medida vale para todos os servidores da educação, que trabalham nas escolas, diretorias regionais de ensino, e centros de mídia, e vale também para as ETECs e FATECs do Centro Paula Souza. Quero aqui aproveitar pra deixar o meu registro pessoal de cumprimento e respeito aos professores de todo Brasil, em particular aos professores da área pública e privada também, aqui no estado de São Paulo, eu estudei em escola pública, a escola Professora Marian Cintra, escola estadual que ainda hoje funciona na Rua da Consolação, e também fui professor universitário, na Fundação Armando Álvares Penteado, tenho muito orgulho da minha passagem por uma escola pública estadual e também da minha condição de professor universitário na FAAP. Professor é uma das profissões mais nobres que existem, engrandece o cidadão e marcam a vida de um estudante pra sempre, por isso muito obrigado a todos os professores de São Paulo e do Brasil. Dito isso, vamos iniciar nas informações complementares, seremos breves, com Rossieli Soares, secretário da educação do Estado de São Paulo.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, boa tarde a todos, obrigado, governador, fazer uma breve apresentação aqui com os pontos principais já apontados pelo governador, pode passar, por favor, primeira coisa é que a gente está sempre com a filosofia, pode passar, de ninguém fica pra trás, obrigado, especialmente focado neste ano, com todos os riscos em relação à abandono escolar, à evasão, a gente tem quase cinco vezes mais chance pra aqueles que mais precisam, que são mais vulneráveis, de abandono, isso é um temor muito grande, especialmente no final dos anos finais, ou seja, oitavo e nono ano, e ensino médio, e o prejuízo, obviamente, ao desenvolvimento, a aprendizagem, que já é natural um desafio durante os períodos longos, nesta pandemia, obviamente, é mais desafiador, sobre isso, inclusive, pode passar, nós temos, por exemplo, o estudo do Banco Mundial, que tem falado que num cenário hoje pessimista, que tá muito próximo do real, na América Latina, 90% do ano letivo sem aulas presenciais é uma previsão hoje aqui na Amélia Latina, e que isso equivale a pelo menos meio ano de aprendizagem perdido, e isso vai trazer um impacto no próprio estudo do Banco Mundial fala que, por exemplo, o Brasil, ao longo do tempo, vai perder 4,2 trilhões de dólares, porque nós não demos a formação que deveríamos dar a esses jovens. Pode passar. Temos ainda um enorme desafio, né, nós temos que considerar que o aluno pode regredir, né, a gente vê isso muito com a suspensão das aulas, especialmente em idades tenras, onde a criança, por exemplo, que tá em processo de alfabetização, ou aprendendo a falar, na educação infantil, ela, muitas vezes, está regredindo no número de palavras, se ela falava 200, 300 palavras, ela está falando menos palavras, por exemplo, se ela estava num processo de alfabetização, ela pode estar recuando. Então, esse é um dos nossos grandes desafios, com um déficit mínimo de 30% da proficiência, no mínimo, pros nossos estudantes, pode passar. Nesse programa, nós temos três frentes importantes: uma busca ativa para favorecer a continuidade dos estudos, o acolhimento, apoiar emocionalmente nesse processo, inclusive para que eles permaneçam na escola, e obviamente a recuperação e o aprofundamento dos nossos estudantes. Pode passar. Dentro disso, nós temos, na busca ativa aqui, algo fundamental, é como entender quais são aqueles que têm maior risco de abandono. A secretaria já tem trabalhado com o sistema que usa inteligência artificial para predizer quais são os alunos que têm mais chance, e aí atuar com eles. Obviamente, neste ano, isso é muito mais fundamental, e a gente vai gerar alertas para quais estudantes têm mais chance de abandono. Com isso, a gente monitora a situação desses alunos mais vulneráveis e foca muito mais naqueles que precisam, especialmente trazendo um atendimento diferenciado, articulado, com professores, profissionais da escola, com a Diretoria de Ensino e a própria equipe central da secretaria. E gerando aqui um engajamento. Não basta identificar, nós temos que engajar esse menino, essa menina, para que eles não abandonem a escola, neste momento, porque as tentações contrárias serão muito altas, considerando a crise econômica, considerando uma série de fatores. Pode passar.

Nós temos que olhar para o acolhimento, isso é fundamental. A gente já falou sobre os psicólogos da educação, a gente já falou uma série de coisas, mas algo importante é diagnosticar como é que está a situação desses estudantes, como eles estão se sentindo, trazer um documento orientador, que a gente vai estar produzindo, com atividades para diferentes faixas etárias, com perfis diferenciados, para esse processo de acolhimento. É muito distinto como se acolhe uma criança de 6 a 10 anos, por exemplo, ou um jovem que esteja no ensino médio. E obviamente, muito trabalho de formação e orientações, tanto aos nossos profissionais como também pras famílias nesse processo. Pode passar. E dentro do processo de recuperação, nós temos um eixo de várias ações que estão sendo trabalhadas: foco nas habilidade mais essenciais de dentro do currículo; uma avaliação diagnóstica e formativa constante, nós já vamos iniciar, à medida que as aulas retornam; para não deixar ninguém pra trás, um acompanhamento; recursos didáticos, tanto materiais impressos e digitais quanto formação focada no uso desses materiais; e tecnologia, onde o Centro de Mídias vai continuar apoiando a aprendizagem. Pode passar. E ampliar o tempo do aprendizado para aqueles que mais precisam é fundamental. Então, nós teremos, no ano que vem, 500 mil alunos participando do ensino híbrido, que é ter estudo individual dirigido, além da escola. Então ele vai, por exemplo, pra escola, de manhã, e à tarde ele fará horas a mais. Serão mais 7 horas de aula por semana para esses alunos mais vulneráveis, que vão incluir aulas com inclusive games, jogos, vídeos, exercícios digitais e algo muito importante: esses alunos terão acompanhamento específico, uma monitoria. Um professor acompanhará quatro estudantes nesse processo, durante a semana, para saber aonde eles estão, como eles estão e como olhar para o seu plano individual de recuperação. Pode passar.

Serão mais de R$ 75 milhões investidos na conectividade de alunos e professores, com a compra de 750 mil chips, com os serviços de internet para os alunos, e para os professores, internet e também uso de ligação, para que eles possam realizar a busca ativa. Uma coisa importante, governador, que eu gostaria de destacar, inclusive cumprimentando o secretário Mauro Ricardo: Muito disto aqui está viabilizado por conta da aprovação da reforma, senão nós não teríamos condições de ter orçamento para o próximo ano. Então, a viabilização efetiva de programas como esse, a manutenção, foi porque nós não teremos diminuição de recursos, e pelo contrário, teremos um investimento, um potencial de investimento, no momento que mais precisamos na história da educação paulista. Pode passar. A aquisição dos chips, então, para os alunos, vai garantir essa atividade de reforço, a atividade de busca ativa para os nossos profissionais. Nós teremos então 500 mil chips, que serão distribuídos entre alunos do 8º e 9º ano, e ensino médio, para os que são mais vulneráveis, a compra de 250 mil chips para os servidores da educação trabalharem na busca ativa e no próprio programa de recuperação. Serão 3 Gb por mês para os estudantes e 5 Gb por mês para os servidores, mais ligações e mensagens que eles poderão fazer para as famílias e para os próprios estudantes. Pode passar. Hoje, nosso grande desafio não tem sido equipamento, apesar de também ser uma preocupação. Estamos concluindo algumas licitações, algumas questões de melhoria de equipamentos de acesso, mas algo fundamental é que a gente tem visto que, por exemplo, alunos do ensino médio têm o equipamento, o que eles não têm é o acesso à internet. Estamos falando dos mais vulneráveis. Praticamente 100% dos nossos alunos hoje têm equipamentos próprios, mas não conseguem acessar muitas vezes, pela falta da internet ou pela falta da conectividade em si. Então, esse é um desafio importante, que nós estamos dando o passo aqui para os 500 mil alunos mais vulneráveis da rede. Pode passar.

Lembrando que aqui o que a gente está falando é que os alunos precisam retornar às escolas, com a busca ativa. Então, ali na base, embaixo, nós temos o retorno como fundamental. A permanência, garantir que os alunos permaneçam na escola, e tenham um acompanhamento para estarem engajados, é fundamental, com as melhores práticas que a gente tem no mundo. Isso é um passo extremamente importante. O aumento do tempo pedagógico para aqueles que mais precisam, com atividades online em casa, com aumento da conectividade, aqui nascendo a educação híbrida, em tempo integral no estado, com 500 mil alunos. E a aprendizagem, obviamente, é o principal foco, né? No final das contas, o que a gente quer é que as crianças aprendam mais e tenham mais oportunidades assim pras suas vidas. Pode passar.

Concluindo, governador, amanhã, 15 de outubro, Dia do Professor, talvez uma das datas mais importantes, pra mim a mais importante da nossa sociedade, eu acho... Pode passar. Acho que vale fazer uma menção a todo o trabalho que os nossos profissionais da educação, especialmente os nossos professores, têm feito durante esse tempo de pandemia. Não tem sido simples se reinventar. Nós quebramos muitos tabus, quebramos muitas barreiras pra poder superar e buscar encontrar, e eu queria render hoje minhas homenagens aos professores, que são, sem dúvida, os profissionais mais importantes. E nesse processo de retorno, também estão tendo que se reinventar, também estão tendo que dialogar, ajudar na busca ativa, ajudar nesse processo de recuperação. É, sem dúvida, o maior desafio da história da educação paulista e da educação brasileira o que nós vamos passar, estamos passando e que ainda vamos passar. Vale a pena reconhecer isso. Pode passar. Rapidamente, lembrando, os professores não pararam durante esse processo. Nós tivemos uma reorganização do calendário, tivemos atividades constantes, busca ativa, um trabalho, um grande esforço das escolas, e a pandemia exigiu essas novas habilidades, para os nossos estudantes, profissionais também, obviamente, e este momento importante de reconhecimento aos nossos profissionais, por tudo que passaram e passam, todos os dias. Pode passar. E já que a gente não consegue, obviamente, comemorar todos os dias, nós decidimos dar sim, não estava previsto na reorganização do calendário, mas a gente resolveu fazer o recesso escolar pras nossas escolas, então, no dia 16 de outubro as escolas e as diretorias de ensino da Secretaria de Educação terão um recesso escolar, em homenagem aos nossos professores, professoras, e também aos demais membros das equipes escolares, que também estarão com esse dia de recesso escolar. Lembrando que a secretaria, a área central, aqueles órgãos centrais da secretaria continuarão trabalhando, não é recesso para toda a secretaria. Nós estaremos ainda com as atividades que são fundamentais. Pode passar. Eu termino, na verdade, agradecendo, governador, e lembrando: Todos nós estamos aqui porque fomos marcados, na nossa vida, por algum tipo de professor. E amanhã é o dia da nossa sociedade, mais do que nunca, reconhecer o papel dos professores. E essa pandemia tem ensinado muitas famílias, que estão tendo que se reinventar hoje, ajudando seus filhos, ajudando seus netos, ajudando seus sobrinhos, com um papel que geralmente ficava exclusivamente nas costas dos professores. Portanto, hoje, toda família se sente um pouco professor e pode ver um pouquinho daquilo que os nossos professores fazem todos os dias. Por isso, um grande dia pra todos nós, é o Dia dos Professores, e deixo aqui o meu grande reconhecimento e abraço a todas as professoras e professores da rede pública, da rede privada, de todo o nosso estado. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Vamos agora aos dados da saúde, com Jean Gorinchteyn, e logo na sequência as perguntas dos jornalistas. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Estamos na 40ª semana epidemiológica do Plano São Paulo, estamos com 76% da população do estado no faseamento verde do plano. Serviços, horários de atendimento e atividades foram ampliados e a educação também vem sendo retomada, especialmente em alguns municípios, de uma forma opcional, definida por cada uma das prefeituras, sempre baseando-se nos índices da saúde local. Nessa semana, mais de 19 mil alunos e servidores começarão a ser testados, de forma amostral, em 100 escolas de todo estado de São Paulo. Serão 20 municípios, cada qual com 5 escolas eleitas. Essa medida, aliada à preparação das escolas, com todas as regras e ritos de segurança sanitária, vão permitir um ambiente absolutamente seguro, tanto para os alunos quanto para professores, servidores e educadores.

Lembro que mantivemos melhora dos índices da saúde, comparando-se as quatro últimas semanas epidemiológicas. Tivemos queda de 23% no número de casos, 20% no número de óbitos e 4% no número de internações. As taxas de ocupação de UTI estabilizaram, na faixa de 42,2% no estado, e em queda na Grande São Paulo, em 41,6%. Mesmo assim, continuamos em quarentena. Primeiro slide, por favor. Temos hoje no Estado de São Paulo, 1.045.060 casos, com 37.541 pessoas que, infelizmente, perderam as suas vidas. Temos 933.347 casos felizmente recuperados. Próximo. Observem que a projeção do número de casos, e logo a seguir o número de óbitos, da primeira quinzena de outubro, mostra que os níveis que nós atingimos nessa semana epidemiológica estão abaixo das projeções estabelecidas tanto para casos, próximo, bem como para óbitos. E dessa maneira, confirmando que nós estamos com a pandemia controlada no nosso estado. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Jean Gorinchteyn. Vamos agora às perguntas. Eu vou aqui apresentar a ordem, nós teremos a CNN abrindo as perguntas, depois a Rádio Jovem Pan, depois o correspondente internacional do Brasil do jornal [ininteligível], depois a Rádio Capital, TV Cultura, Rede TV, TV Globo, GloboNews. Começando então com você, Tainá Falcão. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Governador, duas perguntas sobre o caso André Du Rap, para o senhor mesmo. Primeiro, eu queria que o senhor falasse sobre esse possível percurso que ele fez. A gente chegou a conversar sobre isso, mas o senhor mantém então essa probabilidade dele estar no Paraguai? E qual teria sido o percurso dele, saindo aqui do presídio? E também se o senhor considera difícil encontrá-lo num tempo razoável, e o que tem avançado nas investigações, é claro, que o senhor pode citar até aqui?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Tainá, primeiro, volto a lamentar a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, que colocou em liberdade um bandido, condenado em segunda instância a 25 anos e 8 meses de prisão. Ele colocou também em risco todo o esforço da Polícia de São Paulo, que levou meses para chegar até o André Du Rap, em Angra dos Reis, e prendê-lo, e colocá-lo numa prisão de segurança máxima. Portanto, volto aqui a lamentar a decisão de um magistrado, que alega não ter aberto a capa de um processo. Ora, como se não abrir a capa de um processo pudesse dar justiça entre o julgamento de alguém que roubou um pão numa padaria e alguém que rouba milhões de reais e faz tráfico internacional de entorpecentes, como esse André Du Rap. Ele se evadiu, ele não ficou, evidentemente, na sua casa, esperando que a polícia voltasse ali para bater à sua porta. Se evadiu, foi para Maringá, no Estado do Paraná. De Maringá, se dirigiu a uma outra cidade, e aí, aparentemente, ao pegar um jatinho, se dirigiu ao exterior, não se sabe se ao Paraguai, à Bolívia ou à Colômbia, mas há suspeita que ele esteja em um desses três países. A Polícia de São Paulo acionou imediatamente a Polícia Federal, com quem mantemos uma excelente relação. A Polícia Federal, também seguindo o entendimento com a Polícia de São Paulo, acionou a Interpol. Hoje, André Du Rap está entre os mais procurados pela Interpol no mundo, e a Polícia de São Paulo, juntamente com a Polícia Federal e a inteligência dessas polícias, estão tratando de reencontrá-lo. E ao fazê-lo, com a cooperação da Interpol, vamos trazê-lo de volta ao Brasil, colocá-lo numa prisão de segurança máxima e esperar que um ministro do Supremo não tome decisão monocrática de colocar em liberdade um traficante, um chefe de facção criminosa, como ocorreu nesta semana, por uma decisão infeliz do ministro Marco Aurélio Mello.

Vamos à próxima pergunta, que é da Rádio Jovem Pan, a Caterine Achutti? Caterina Achutti, da rádio Jovem Pan. Pronunciei corretamente?

CATERINA ACHUTTI, REPÓRTER: Hoje corretamente. Obrigada. Governador, pergunta é sobre o projeto... o PL 529 de ajuste fiscal aprovado ontem, né, do parlamento paulista. No texto original, enviados pelo senhor, ele contemplava a extinção de dez estatais, né? Mas esse projeto sofreu um ajuste, e quatro empresas dessa lista de dez foram retiradas, sobrando, então, seis estatais. Inicialmente, o PL traria a economia de 8,8 bilhões para o estado. Com a retirada dessas quatro empresas qual é a previsão de economia, então, com esse projeto traz para o estado? E emendo outra pergunta: São Paulo é o primeiro estado do país a fazer essa reforma administrativa, o senhor acha que essa iniciativa pode, de alguma forma, inspirar as demais estados aqui a aprovarem projetos dessa natureza? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Caterina, respondendo às duas questões. Do Projeto de Lei 529, foi aprovado ontem à noite pela Assembleia Legislativa com o estado de São Paulo, conforme você já mencionou, depois de duas semanas de intenção debate, o que representa evidentemente o retrato da democracia, eu já disse que não critico o debate, nem o contraditório, isso é parte do processo. Mas eu feliz estou com a aprovação do Projeto de Lei 529, que vai permitir mesmo com a extinção de seis e não de dez empresas uma economia de 7 bilhões de reais ao estado, para a destinação desses recursos para a saúde, segurança pública, educação, proteção social e habitação popular, nos anos de 2021 e 2022. E vamos fazer todo a esforço possível para que as quatro estatais que não foram incluídas dentro desse programa de extinção possam melhorar a sua produtividade, reduzir o seu custo e ter um padrão de eficiência o mais próximo possível daquilo que se espera de uma empresa eficiente e dentro do padrão privado. Em relação aos demais estados, também a resposta é sim, São Paulo foi o primeiro estado do país a adotar uma reforma administrativa e aprová-la na Assembleia Legislativa do estado. Serve de estímulo para que outros estados brasileiros, outros governadores possam fazer o mesmo, seguindo o bem exemplo de São Paulo e obviamente o bom exemplo dos parlamentares que, de diferentes partidos, tomaram a corajosa e correta decisão de apoiar e votar positivamente para a aprovação desse plano de reforma administrativa. E mais do que isso, Caterina, espero também que o Governo Federal adote a mesma medida, faça a reforma administrativa e submeta a aprovação do Congresso Nacional. Diante da pandemia e do grave risco fiscal que tem o país e tem os estados, é mais do que necessário realizar a reforma administrativa no âmbito das assembleias estaduais e no âmbito do Congresso Nacional. Caterina, obrigado pela sua pergunta. Vamos agora, online, com o correspondente do jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung, o 'Tschech Pruvilier'. Espero ter pronunciado corretamente o seu nome, em especial. E muito obrigado por estar participando aqui desta coletiva da imprensa. Você já está em tela. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Obrigado, governador. Boa tarde. Eu tenho uma pergunta Miranda um pouco da retomada econômica. No ano... para o ano que vem está prevista a abertura de mais um escritório da Investe São Paulo no exterior, vai ser um Munique, na Alemanha. Se tem uma data para a abertura? Por que na Alemanha? O que o governo espera desse novo escritório em Munique? Outra pergunta seria se já tem novos investimentos concretos vindo da Europa? E uma pergunta geral, qual é o papel do investimento estrangeiro para a retomada econômica pós-pandemia? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, é um junto de perguntas que vou responder aqui na sequência. A Alemanha, como todos sabem, é um dos principais parceiros comerciais do estado de São Paulo, terceiro maior parceiro nas importações, sétimo maior parceiro nas exportações. O setor automotivo é o que lidera a investimento alemão no Brasil, seguido de metal metalúrgico, setor químico e o setor da agricultura. A decisão do governo do São Paulo de abrir mais uma unidade do seu escritório no exterior e fazê-lo em Munique na Alemanha, foi uma decisão consolidada o ano passado. Deveriam estar abrindo agora, nesse mês de outubro, devido a pandemia, adiamos para justifico do ano que vem a abertura do terceiro escritório comercial de São Paulo. Abrimos, como todos sabem, em Xangai, na China, depois em Dubai, nos Emirados Árabes, e agora vamos ao escritório da Europa, cuja base será em Munique, na Alemanha. Portanto, ele vai atender não apenas o universo de investidores alemães, como também de toda de Europa. Para nós, Munique tem um papel estratégico no contexto europeu e a Alemanha também como um parceiro privilegiado que é da economia brasileira e da economia de São Paulo. Destaco um outro ponto importante que é a questão ambiental. São Paulo respeita o meio ambiente, São Paulo é signatário da COP de Madri. Vamos assinar novamente a acordo em novembro próximo em Glasgow, na Escócia, onde haverá um novo encontro mundial do meio ambiente, e vamos buscar também investido dores alemães para a área ambiental aqui no Brasil. Faremos o mesmo na Noruega e na Alemanha especificamente, dois países que têm respeito pelo meio ambiente e fundos de investimentos que se dedicam a isso. Por último, estamos desenhando parcerias específicas na área tecnológica, na indústria 4. 0, no ensino técnico, na saúde e na expansão do mercado e da indústria metal metalúrgica e também da indústria automotiva em São Paulo. Esses serão os grandes temas do escritório que vamos abrir em junho, em Munique, na Alemanha, no seu país. Obrigado pela sua participação. Nós vamos agora tirá-lo aqui da tela, mas esperando que você continue nos acompanhando na coletiva. E voltamos aqui preferencialmente para a Rádio Capital, com a jornalista Carla Mota. Carla, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

CARLA MOTA, REPÓRTER: Boa tarde a todos. A área da saúde eu gostaria de saber como que está o acompanhamento dos possíveis casos de reinfecção, né? Que são sendo feitos no Hospital das Clínicas. E na área da educação, aproveitando que amanhã é a dia do professor, eu gostaria de saber do secretário, Rossieli Soares, qual tem sido o maior pensado na pasta ao longo desse ano aí, onde os professores se desdobraram bastante. Existe algo que pode ser mudado ou acrescentado a partir de agora, secretário? Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carla, obrigado. Vamos começar com a saúde, com o Jean Gorinchteyn. Se Gabbardo e o Medina desejarem poderão intervir também. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carla, hoje o que tem se discutido é qual é a possibilidade que um indivíduo que já teve Covid-19 se reinfectar. Nós temos alguns casos de pessoas que se já tiveram no passado, há meses atrás e que passo a a apresentar sintomas muito parecidos, esses sintomas fizeram com que essas pessoas fossem internadas e fossem reinvestigadas para se saber se elas ainda portavam algum vírus, inclusive, próprio coronavírus. E aí ele veio positivo, nessa testagem veio positivo. Dessa maneira, a pergunta era: Será que é uma nova exposição? Será que isso se trata de um vírus prévio que ficou ali ainda presente, que nós chamamos quiescente, por um período mais prolongado, e, portanto, não uma reinfecção? Existem, portanto, uma necessidade. E é esse o objetivo dos ambulatórios que foram abertos no sentido de avaliar aquele vírus identificado naquele momento e comparar o seu material genético em relação ao vírus prévio para saber se eles são os mesmos vírus ou outros vírus. Dessa maneira, em nenhum momento conseguiu aqui no Brasil se identificar a existência de novos vírus, portanto, uma reinfecção. Nós tivemos no mundo cinco casos que, inclusive, essa semana foi consagrado de que houve uma reinfecção, sim, mas isso só foi possível através da análise do material genético atual em comparação do pregresso. Lembro, portanto que isso é algo absolutamente único, raro, isso não é uma frequência dentro dos nossos 35 milhões de pacientes. Isso sugere que para cada um caso entre 10 milhões de casos, portanto, é uma raridade, mas isso é possível. Por isso que nós consagramos e invocamos as pessoas, mesmo aquelas que tiveram o Covid-19 previamente que mantenham todos os rituais de uso de máscara, lavagem das mãos e evitar as aglomerações.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem, Jean. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Oi. Carla, obrigado pela pergunta. Eu acho que esse ano está recheado de aprendizados, né? Nós começamos o ano primeiro imaginando que seria um ano normal, né, entre aspas, com planos da gestão para este ano, para o ano que vem, para 2022 e a gente teve mudanças drásticas, né? Acho que alguns aprendizados estão muito claros, inclusive falei aqui, ao falar do dia do professor, a percepção das famílias é algo que tem mudado muito, em relação ao papel da educação, o papel do próprio professor porque as famílias têm se colocado e acho que esse é um aprendizado que a gente não pode perder, Carla. Assim, como sociedade, as pessoas costumam desse: "Vamos valorizar a educação". Agora as pessoas estão dizendo: "Nossa, eu preciso valorizar porque eu muito mais de papel". A gente não pode mais perder essa conexão. Outro aprendizado importante, né? O professor é insubstituível, né? Existia sempre um temor quando a gente discutia o uso de tecnologia, se ia substituir o professor. Nada substitui o professor. Se eu tiver que escolher entre a tecnologia e um bom professor, eu sempre vou ficar com o problema professor, porque a tecnologia não é nada sem a bom professor. Mas a tecnologia apoia o bom professor e acho que esse aprendizado também serviu para nós, na secretaria, para os próprios professores, por isso esses investimentos em apoiar a compra de equipamentos individuais, compra de equipamentos pela própria secretaria, que a gente está trabalhando, conectividade e esse também é um ponto fundamental de aprendizado. A desigualdade que a gente sempre soube que existia, né, ela fica muito gritante num momento de tanta dificuldade como essa. Eu acho que o grande aprendizado é que a gente vai ter que dar muito mais apoio para quem mais precisa, para realmente não deixar ninguém para atrás. É um conjunto de aprendizado, Carol, desse ano, e eu acho que não acabou, né? A gente está ainda num processo esse aprendizado que vai até 2021, até 2022, como disse, nada se compara, já tive longos anos aí na educação em vários momentos, em distintas situações, mas nada, nada, nada se compara ao que gente está vivendo hoje. Obrigado pela pergunta.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Queria aproveitar, antes de convidar a Maria Amanso, da TV Cultura, Carla, dizer o mesmo. E fiquei feliz de ouvir isso do secretário de Educação. Entre a tecnologia e um professor, eu fico com o professor. A minha vida foi marcada por bons mestres, tanto na escola privada, enquanto pude pagar e depois em escola pública quando não mais pude pagar. E me lembro até hoje dos ensinamentos desses professores: Nada substitui o ser humano, principalmente no ensino. A tecnologia ajuda, mas não substitui. Vamos agora, Maria Amanso, TV Cultura. Boa tarde, Maria. Sua pergunta, por favor.

MARIA AMANSO, REPÓRTER: Boa tarde. Pegando esse gancho dos professores, um levantamento da própria Secretaria da Educação mostrou que antes da pandemia apenas 11% dos professores já haviam ministrado alguma aula online. Agora 100% dos professores já passaram por essa experiência. A secretaria tem como avaliar a didática que eles estão usando e estuda algum treinamento, mesmo que agora já depois das primeiras experiências, um treinamento para que esses professores sejam mais eficientes nas aulas online? E para o senhor, governador, o programa Bom Prato, de graça, voltado para moradores de rua acabou no dia 30 de setembro, existe a possibilidade da volta? Da gratuidade para as pessoas mais carentes do Bom Prato?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, vamos às duas perguntas. Vou tomar a liberdade, começar respondendo a sua segunda e na sequência passo ao nosso secretário, Rossieli Soares. O Bom Prato não acabou, Maria, o Bom Prato continua e continuará. É a maior rede de alimentação popular do país, que fundamenta muitíssimo bem, um real a refeição no almoço, um real no jantar, 50 centavos do café da manhã. O que terminou foi a gratuidade, que nós tínhamos já anunciado que isto ocorreria até 30 de setembro, a fase mais dura, mais difícil da pandemia. A partir da agora o Bom Prato segue funcionando, oferecendo alimentação balanceada, preparada de muito cuidado e também com bastante carinho em todo Estado de São Paulo a R$ 1 a refeição, no almoço, R$ 1 no jantar, e R$ 0,50 no café da manhã. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Maria Manso. Essa é uma pergunta importante, quando a gente começou, saiu inclusive uma pesquisa dizendo que 87% dos professores nunca tinham recebido um treinamento sobre educação à distância, ou aulas online. E, na verdade, a secretaria nunca tinha feito absolutamente nada, porque nunca foi algo que a gente entendesse que fosse necessário desta forma. A pandemia mudou totalmente a perspectiva, mudou a perspectiva do professor, mudou da secretaria, mudou dos estudantes, obviamente. E a gente ainda está nesse processo de aprendizado. Então formação é sempre algo fundamental, seja qual for o objetivo, seja no acolhimento. Mas para o uso de tecnologia, os países, por exemplo, Portugal tem uma experiência importante, quando eles financiaram muita coisa de mudança tecnológica, que não deram a formação apropriada, eles regrediram em resultado em determinado momento. Ou seja, colocar a tecnologia não há garantia de que você vá ter melhores resultados. Por quê? Porque o principal elemento é o ser humano, é apoiar o professor nessa mudança. Então, sim, a gente tem buscado avaliar o que a gente tem aprendido, e aprendizado todos os dias. Tem professor que começou sem imaginar como se faria uma aula dessas, e hoje ele está nos ensinando a como formar inclusive os colegas, formação de pares, que a gente tem uma riqueza muito grande. No final das contas, a gente aprendeu tanto, continua aprendendo, metodologias ativas, com a educação mediada por tecnologia, o centro de mídias, tudo isso veio sim para ficar sem substituir. Por isso que um dos pilares importantes aqui é a partir dessas experiências, o nascimento da educação híbrida, o aluno vai presencial para a escola, e poderá ter, se ele não estiver em uma escola de tempo integral, ele vai estar na educação integral híbrida, onde ele vai ter professores fazendo atividades online com ele, vai ter outras atividades a partir de novas didáticas, que os próprios professores estão aprendendo e criando nesse momento. É incrível o que os professores estão fazendo nesse momento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Maria Manso, não para corrigir você, mas apenas para complementar, o Programa Bom Prato não é feito para as pessoas em situação de rua, é feito para qualquer pessoa. Portanto, não há necessidade de você se identificar nem com uma pessoa em situação de rua, nem com uma pessoa em situação de pobreza, basta ir ao Bom Prato e você se alimenta com segurança alimentar e boa qualidade, por R$ 1 no almoço ou no jantar, e no café da manhã. Vamos agora à Estela Freitas, da Rede TV. Boa tarde, obrigado pela sua presença mais uma vez. Sua pergunta, por favor.

ESTELA FREITAS, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Pergunta para o secretário Rossieli Soares, a respeito da reprovação, o Conselho Nacional de Educação recomenda que evite a reprovação, é uma decisão das escolas. Mas queria saber o posicionamento da secretaria com relação a isso também, se existe algum tipo de orientação. E o governador, eu gostaria de comentasse, por gentileza, uma afirmação do secretário executivo Elcio Franco, a respeito da Coronavac, que disse que a situação de desenvolvimento dessa vacina é semelhante às outras, e que o ministério não poderia comprar o que ainda não existe. Então o comentário de sexta-feira passada. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Estela. Vamos então com o Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Estela. Bom, vamos lá, primeiro que é uma orientação do CNE, o CNE nem pode determinar isso para as redes e para as escolas. Então com orientação a gente leva a entender, tem coisas que a gente vai seguir, tem coisas que nós vamos seguir caminho. Nós não somos a favor de uma reprovação de qualquer maneira, obviamente nós estamos em um ano distinto, mas também temos alguns parâmetros do que é o mínimo que cada estudante deve entregar. Então nós temos hoje já dentro da secretaria com alguns membros do conselho, deveremos até a próxima semana aprovar junto com conselho estadual normas específicas da rede estadual, e orientações para as demais redes, que também não poderemos determinar a política de cada uma das escolas privadas, ou das redes municipais. Nós temos sim o objetivo hoje de estabelecer o mínimo que o aluno deve ter, inclusive para equivaler ao que seria a presença, as atividades mínimas para os estudantes, terá sim, ele terá toda a oportunidade de recuperação, seja agora, inclusive em janeiro, todo o momento a gente precisa, isso é algo fundamental para a gente, não dá para deixar ninguém para trás. Mas também não dá para progredir absolutamente de qualquer maneira. Este ponto de equilíbrio tem sido uma grande discussão nossa com os professores. Faço lives, e a minha equipe também, quase todos os dias, esse é um dos temas mais discutidos hoje pelos professores da rede estadual, e a gente está ouvindo muito, e obviamente a decisão final é dos professores, respeitando sempre a dificuldade, se o aluno tentou, se ele buscou. Não é se ele aprendeu que eu vou reprovar ou não, é muito mais se ele buscou, ele está lá ativo, não está. E se não está ativo, por quê? Se ele tinha condições e não estava participando, que a gente vá buscar esse aluno para que ele faça. Mas se ele não entregar, ele não pode. Se eu não entreguei porque eu não tenho condições. Lembrando que a gente tem material impresso, material de todas as maneiras, justamente para dar a oportunidade para todos. Então nosso caminho é o equilíbrio das duas coisas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Estela, vou dividir a resposta à sua segunda pergunta com o ex-secretário executivo do Ministério da Saúde, que hoje é o nosso coordenador executivo do Centro de Convivência do COVID-19, o João Gabbardo, que foi secretário executivo do Ministério da Saúde, juntamente com o ex-ministro, e brilhante ministro, Luiz Henrique Mandetta. Eu prefiro ficar com a opinião do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que não vê com essa posição emanada, emitida pelo seu secretário executivo. E com o ministro teremos uma reunião na próxima semana, no dia 21, às 10h da manhã, no Ministério da Saúde, exatamente para alinhar os procedimentos para aquisição da vacina pelo Ministério da Saúde. A vacina Coronavac, a vacina do Butantã. Vacina que existe, e já está sendo aplicada em 13 mil voluntários, médicos em enfermeiros aqui no Brasil, em sete estados brasileiros. Vacina que existe, e agora neste mês de outubro o Butantã receberá os insumos para 5 milhões de vacinas. Vacina que existe, e agora em dezembro chegarão 46 milhões de doses da vacina. Portanto, a nossa posição será alinhada com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Mas sobre esse tema ainda, Estela, fala João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Não, não seria nenhuma novidade o Ministério da Saúde fazer aquisição dessa vacina, mesmo ela estando nessa fase de avaliação clínica, em fase três, e ainda não tendo o registro pela ANVISA. Eu lembro que o Ministério da Saúde fez isso em relação à vacina produzida em parceria com a Fiocruz, com a vacina de Oxford, em que o Ministério da Saúde fez uma antecipação de recursos para aquisição desta vacina, mesmo tendo o risco de a vacina não ser, não obter a autorização legal para a sua comercialização. Esse é um risco que muitos países estão tendo que correr, fazendo a aquisição sem ter essa segurança da aprovação. Então isso poderia também ser feito com a vacina Coronavac, uma vez que os estudos clínicos apontam que não estamos tendo nenhum tipo de problema, não há relato de efeitos adversos, nada que possa impedir a liberação por parte da ANVISA dessa vacina. Tenho certeza que o Ministério da Saúde vai terminar apoiando o governo do estado de São Paulo, inclusive porque há uma incorporação de tecnologia, o Ministério da Saúde fez através das suas parcerias, várias aquisições antecipadas para que o país pudesse importar essa tecnologia e fazer com que a produção desses medicamentos, medicamentos de alta complexidade e de custo muito elevado pudesse ser produzido no Brasil. Então não é nenhuma novidade que o ministério possa fazer aquisição e repassar recursos para a incorporação de novas tecnologias na área de medicamentos e vacinas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, João Gabbardo. Estela, obrigado pelas perguntas. Vamos agora à última intervenção, é do William Cury, Will, da TV Globo, Globo News. Boa tarde, mais uma vez, um prazer tê-lo aqui conosco. Sua pergunta, por favor.

WILLIAN KURY, REPÓRTER: Boa tarde. Boa tarde, a todos. Tenho três perguntas hoje, a primeira sobre o traficante André do Rap. O senhor, governador, falou sobre prováveis destinos deles no exterior, que seria o Paraguai, a Bolívia ou então a Colômbia. Tem uma expectativa, de acordo com os relatórios da inteligência para a recaptura do André do Rap, em relação ao tempo? Qual que é a expectativa do governo do estado de São Paulo? Segunda pergunta é em relação à vacina, havia um prazo de que amanhã seriam abertos os primeiros resultados clínicos da terceira fase da Coronavac que o Butantã está fazendo. Queria saber se isso vai acontecer mesmo. Se amanhã os resultados já vão estar disponíveis para avaliação do governo de São Paulo, e do Butantã também? E a terceira pergunta, é sobre o uso da máscara. Por causa da pandeia da COVID-19 se tornou obrigatório sair às ruas com máscara. Eu queria saber se já há uma análise no sistema de saúde sobre também a prevenção de outras doenças por causa do uso da máscara, gripe... Nós passamos pelo inverno, houve menos internações por causa de outras doenças respiratórias além da COVID-19, que pode ser atribuído ao uso da máscara, sobretudo, no transporte público, que normalmente é lotado de gente? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Will. A última pergunta será respondida pelo doutor Jean, com a participação do doutor Medina, sobre o uso da máscara. E sobre a primeira e a segunda, responderei. No tema da vacina especificamente, sexta-feira agora, dia 16, nós teremos os resultados conclusivos da terceira fase de teste da vacina do Butantã. E já na coletiva de segunda-feira o presidente do Instituto Butantã, Dimas Covas, presentará aqui a todos vocês os resultados. Até aqui todos eles positivos, nenhuma colateralidade em relação aos 13 mil voluntários médicos e enfermeiros que foram vacinados em sete estados brasileiros. Em relação ao André do Rap, nós teremos hoje uma reunião do conselho de segurança pública do estado de São Paulo às 19h, com o General Campos, que é o secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo, que aliás, está aqui presente ao nosso lado, e também a cúpula da Polícia Civil e Militar, e aí poderemos ter uma posição mais segura para a informação aos jornalistas. Lembrando também que a partir de agora estamos atuando em conjunto com a Polícia Federal do Brasil e com a Interpol, para localizar o criminoso e líder do PCC que foi liberado por um ato do ministro Marco Aurélio Neto, e agora a polícia brasileira, a polícia de São Paulo, a polícia do Paraná estão em busca, e provavelmente com a Interpol também, para localizá-lo e reconduzi-lo à prisão, de onde ele nunca deveria ter saído. Agora sobre o uso da máscara, Jean Gorinchteyn e Medina.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Willian, a gente viu ao longo da pandemia, de que não só o distanciamento, mas a utilização das máscaras foi um método muito claro para se diminuir o contágio de vírus respiratórios, inclusive do próprio Coronavírus. Nós tivemos uma queda acentuada de outros vírus respiratórios mesmo em momentos em que as temperaturas eram mais baixas, eventualmente dentro dos domicílios as pessoas se aglomeravam mais. Mas mesmo assim o vírus como a gripe, tiveram uma queda importante nas internações por síndrome respiratória aguda, que era aquele desconforto respiratório agudo, que entre as hipóteses poderia ser um outro vírus, por exemplo, o da gripe, ou o próprio Coronavírus. Então o uso da máscara, claramente no nosso meio se mostrou uma medida eficaz, e não só aqui no Brasil, como também no utilizando, sendo uma das linhas mestras de orientação da Organização Mundial de Saúde. O estado de São Paulo passou a exigir a utilização do uso de máscaras, mais de 5 mil abordagens foram feitas com 620 autuações para àquelas pessoas que reincidiram ou se negaram a fazer uso da máscara como forma de proteção. Então nós continuamos orientando que dentro das medidas sanitárias, além do distanciamento, além do uso do álcool em gel, a máscara se faça necessário. E o mais interessante nisso tudo é o quanto nós tivemos da adesão da população com relação ao uso de máscaras chegando a 96% nos grandes centros, 92% nas periferias. Mostrando que as pessoas tomaram a consciência que a máscara é algo que às protege, protege a sua família, e protege, com isso, a própria população de forma geral.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Medina.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Obrigado, William, pela pergunta. Obrigado, governador. Eu sempre insisto bastante no uso da máscara, e eu sempre digo que a máscara muitas vezes, precisa ser utilizada até no domicílio, em casa, principalmente quando tem algumas pessoas que tem maior risco de desenvolver a doença com desfecho ruim. Essa recomendação que nós insistimos aqui, ela foi feita ontem pelo Presidente Italiano, recomendando que mesmo em casa, quando houver uma situação de risco, onde houver pessoas que circulam fora do domicílio e que voltam para casa, se tiver pessoas em casa que tem o maior risco, a máscara deve ser utilizada em casa também, quando o distanciamento não for possível, ou nas condições onde existe proximidade. Então precisa reforçar o uso da máscara no verão agora, porque é mais desconfortável, mas precisa ser utilizada. E o uso permanente da máscara é a forma mais adequada de prevenir o contágio, é a forma que chama atenção, é o maior símbolo da luta contra o contágio pelo Coronavírus, é o uso da máscara. Nós precisamos insistir bastante nisso, recomendar bastante o uso, muitas vezes, em casa, ou em muitas situações onde existe a possibilidade de contágio, gerenciar o uso da máscara.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Medina, muito obrigado. Will, obrigado pelas perguntas também, vai poder pedir gol no domingo, fez três. E agora ao encerramento dessa coletiva, gostaria de lembrar a todos que nesta sexta-feira nós teremos uma coletiva dedicada à economia, com a presença do ex-ministro da Fazenda, ex-secretário da Fazenda do estado de São Paulo, Henrique Meirelles, para apresentação do Programa Retomada 21/22, um importante programa de retomada econômica aqui no estado de São Paulo, e também do programa de desestatização do estão. Chamo atenção de todos, pois será muito importante essa apresentação conduzida por Henrique Meirelles. A todos que estão aqui, os que estão em casa também, desejo um ótimo dia, uma boa tarde, em paz, e sob proteção, inclusive da sua máscara. E o distanciamento social, por favor, sempre que possível, lave as suas mãos com álcool em gel, ou com água e sabão. Obrigado a todos, fiquem com Deus, e até sexta-feira.