Coletiva - Governo do Estado confirma Grande SP e mais 5 regiões na fase verde 20200910

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Coletiva - Governo do Estado confirma Grande SP e mais 5 regiões na fase verde 20200910

Local: Capital - Data: Outubro 09/10/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pessoal, boa tarde, a todos. Obrigado pela presença. Hoje, 9 de outubro, mais uma coletiva de imprensa aqui no Palácio dos Bandeirantes, hoje com a presença do Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo; Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde; Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico; Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional; e também do José Medina, coordenador do centro de contingência do COVID-19; e João Gabbardo, coordenador executivo do centro de contingência do COVID-19. Cumprimentar também a presença aqui entre nós do General Campos, secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo; Célia Leão, secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência; do Rubens Rizek, secretário municipal de governo; Edson Aparecido, secretário municipal da Saúde, a capital de São Paulo; assim como do Jorge Damião, presidente do Memorial da América Latina; e Wilson Melo, presidente da Invest SP. Queria destacar também a presença entre nós, dos membros do comitê de contingência do COVID-19, que estão aqui Eduardo Ribeiro, secretário executivo da Saúde; Luiz Carlos Pereira Júnior, diretor do Instituto Emílio Ribas, do Hospital de Clínicas; Ralcyon Teixeira, diretor da divisão médica do Hospital Emílio Ribas; Helena Sato, coordenado do programa estadual de imunização da Secretaria de Saúde; Carlos Carvalho, diretor de pneumologia do Incor, do Hospital de Clínicas, da Universidade de São Paulo; além dos que estão aqui à frente, doutor Medina, doutor Gabbardo, e doutor Jean Gorinchteyn, todos membros deste comitê. A mensagem de hoje é uma mensagem para os cuidados com o feriado de 12 de outubro, Nossa Senhora de Aparecida, padroeira do Brasil, na próxima segunda-feira, repito, dia 12. O verão na Europa deixou uma lição para o mundo, e uma lição importante para o Brasil, segundo país em contaminação e mortes em todo o planeta, o descuido em alguns países da Europa, com a falta no uso de máscaras, com a promoção de festas, aglomerações, criou em alguns locais, nesses países europeus, uma segunda onda de infecção do Coronavírus. Que sirva de lição para o Brasil, e que sirva de lição para todas as regiões do nosso país, e não será diferente aqui em São Paulo, principalmente em períodos de feriados prolongados. E estamos à véspera de um feriado importante, significativo, que é este do dia 12 de outubro, dia de Nossa Senhora de Aparecida. Compreendo que as pessoas queiram aproveitar esse momento com os seus familiares, seus filhos, seus pais, seus avós, seus amigos, seus parentes, enfim. O reencontro é uma atitude fraterna, boa, positiva e natural, mas sem aglomerações, sem festa, com máscara, e sempre aí sair, com o distanciamento social. Cautela, cuidado, zelo, isso vai evitar a infecção, a contaminação e o risco de morte. O vírus está aí, vai continuar presente, e se as pessoas se aglomerarem na praia, no calçadão, em uma praça, em um parque, em uma casa, em um pátio, onde for, o risco é a retomada da força do vírus. São Paulo está sendo um exemplo para o Brasil, e modestamente, um exemplo mundial de controle com o plano São Paulo, do vírus, da contaminação e da redução dessa incidência e também do número de mortes. Um exemplo também pelas medidas adotadas pelo governo de São Paulo, pela prefeitura da capital de São Paulo, por prefeitas e prefeitos do estado de São Paulo, em medidas como a obrigatoriedade do uso de máscara, obrigatoriedade do distanciamento social, a obrigatoriedade e o estímulo para o uso de álcool em gel e de medidas protetivas. Então nós precisamos compreender que sim, podemos desfrutar o final de semana prolongado, mas com cuidado. Cuidado para proteger a sua vida, a vida dos seus familiares e a vida dos seus amigos. O vírus não escolhe vítima, nem idade, nem sexo, nem condição socioeconômica. Nós avançamos muito até aqui com o plano São Paulo, e nós desejamos continuar avançando, desejamos continuar evoluindo para gradualmente, seguindo a orientação do comitê de saúde, permitir a distensão, desde que os números e as condições permitam. Temos também uma vacina a caminho, e na semana que vem voltaremos a tratar fortemente sobre o tema da vacina do Butantã, uma vacina para os brasileiros de São Paulo e para outros brasileiros também, mas enquanto não tivermos a vacina, cautela, proteção, zelo, cuidado. E até lá vamos seguir produzindo bons resultados com a colaboração de todos, todos que amam a vida, todos que amam a sua vida, todos que amam seus familiares, todos que amam os seus amigos. Façam uma reflexão, se você tiver dúvida disso, lembre das pessoas que você perdeu ao longo desses oito meses, pessoas da sua família, amigos queridos, vizinhos, lembre das vidas que se perderam. Antes de tomar atitudes equivocadas que podem comprometer a sua vida. Nas informações de hoje, seis regiões do estado de São Paulo progridem, e agora 76% da população do estado segue para a fase verde do plano São Paulo, incluindo a capital do estado. Nesta décima quarta requalificação do mapa do plano São Paulo, que vocês verão em seguida, as regiões de Campinas, Piracicaba, Sorocaba, Taubaté, Baixada Santista, e a região metropolitana de São Paulo evoluíram da fase amarela, e agora entram na fase verde. Juntas, essas regiões concentram 76% da população do estado de São Paulo, e a partir de agora terão um pouco menos de restrições no seu dia a dia de acordo com as indicações do plano São Paulo. Essa nova configuração do mapa do plano São Paulo passa a valer a partir de amanhã, dia 10 de outubro, e valerá até o dia 16 de novembro, quando faremos uma nova requalificação. Portanto, repito, essa nova configuração do mapa do plano São Paulo passa a valer a partir de amanhã, 10 de outubro, com 76% do estado em condições de menor restrição, a chamada faixa verde, e requalificação que valerá até o dia 16 de novembro. Os indicadores da pandemia melhoraram no estado, como já vem ocorrendo nas últimas semanas, e vocês todos tem acompanhado isso nas coletivas organizadas aqui em São Paulo. Nessas regiões a progressão foi ainda mais acentuada nas regiões que eu acabo de mencionar, por isso evolução para uma fase menos restritiva. Devido a regressão dos indicadores da pandemia na região metropolitana, o centro de contingência composto por 20 médicos especialistas, epidemiologistas, infectologistas, recomendou a reunificação da grande São Paulo em somente uma divisão regional de saúde. O coordenador do centro de contingência, José Medina, vai detalhar as razões desta decisão do comitê que ele coordena. Além da atualização do mapa do plano São Paulo, e da reunificação da região metropolitana, o centro de contingência analisou e autorizou três importantes medidas, primeiro, as regiões que estão na fase amarela vão poder estender de oito para dez horas o funcionamento dos estabelecimentos comerciais, incluindo comércio de rua, shoppings centers, academias e prestadores de serviços. Repito, regiões que estão na faixa amarela, vão poder estender de oito para dez horas o funcionamento dos estabelecimentos comerciais, incluindo shoppings, comércio de rua, academias, caminhoneiros e prestadores de serviços. Regiões que agora estão na faixa verde, o funcionamento do comércio do setor de serviços, incluindo shoppings, academias, será de 12 horas, repito, regiões que ingressam na faixa verde do plano São Paulo, a partir de manhã poderão funcionar por 12 horas, incluindo restaurantes, comércios e setores prestadores de serviços. Terceira informação especificamente na área da gastronomia, de restaurantes, restaurantes e similares poderão ficar abertos até as 23h, dentro das regras do plano São Paulo. Mas o serviço aos seus clientes, aos seus consumidores, deverá ser interrompido às 22h obrigatoriamente. Porém, os clientes poderão permanecer no estabelecimento até o limite máximo das 23h da noite, às 23h5min esses estabelecimentos deverão estar com as portas fechadas, e evidentemente a compreensão dos seus clientes para a obediência à esta medida. Medida esta que vale para as regiões que estão na faixa verde e na amarela. Portanto, ela se aplica às duas fases, amarela e verde. São boas notícias, boas notícias que nos permitem de forma segura dar um passo atrás do outro para permitir essa flexibilização para os 45 milhões de brasileiros em São Paulo, aonde a mudança favorece esta medida. Vocês verão na sequência no mapa do estado de São Paulo. Porém, repito, sobretudo, diante da iminência de um feriado, na próxima segunda-feira, e dentro de menos de 30 dias um segundo feriado, que é o feriado de finados, cautela, cuidado, atenção, oração e proteção. Até que tenhamos a vacina, todos nós deveremos ter extremo cuidado com o vírus, com as nossas vidas, as vidas dos nossos familiares e dos nossos amigos. Para falar dos temas que aqui foram apresentados, começando com a decisão das regiões que progrediram, e agora estão incluídas na faixa verde, nós vamos começar com o José Medina, que é o nosso coordenador do centro de contingência do COVID-19, na sequência, com o Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde. Obrigado, governador. O comitê de saúde propôs duas modificações que nós vamos demonstrar, primeiro os indicadores de evolução da pandemia, e depois na classificação por DRS para todo o estado. O comitê entendeu que a evolução da pandemia analisada a cada sete dias traz uma instabilidade, principalmente considerando a disparidade entre a data do evento e o dia da notificação, e assim a partir de agora, tanto no numerador, quanto no denominador, nós vamos ter no numerador, os 28 dias atuais, e no denominador, os 28 dias imediatamente anteriores, para determinar a evolução da doença. Isso minimiza a distorção na definição dos indicadores de classificação em fases, é gerado principalmente pela oscilação entre as datas do evento e da notificação ao sistema. Ele dá mais estabilidade para o gerenciamento das atividades, e evita até um pingue-pongue entre cores dentro da mesma região. Então isso facilita o trabalho, facilita a programação daquela determinada região, naquela determinada cor. Isso nós consideramos uma evolução bastante importante dentro do plano São Paulo. A segunda alteração que foi proposta pelo comitê de saúde, e aceita pelo comitê gestor, é uma recomendação de unificação da DRS-1, da reunificação da DRS-1 - Divisão Regional de Saúde 1, que abrange toda a região metropolitana de São Paulo, que foi desmembrada no início da pandemia, quando havia necessidade de organizar o sistema de atendimento de saúde e todas as regiões de maneira individual, e hoje passado já quase seis meses do plano São Paulo, houve uma mudança nessa realidade, menos de 42% dos leitos estão ocupados. Existe uma distorção em relação à cidade de São Paulo que precisa ser corrigida, a cidade de São Paulo é uma referência médica da América Latina, é a cidade onde concentra o maior número de pacientes graves, e onde o maior número de pacientes da região metropolitana do interior e de outros estados procuram atendimento principalmente quando eles estão em uma situação mais grave. Então a mortalidade da cidade de São Paulo ela é maior, a letalidade da cidade de São Paulo também é maior do que todo o estado, porque concentra na cidade de São Paulo os casos mais graves, e assim sacrifica os indicadores da cidade. Por isso que nós achamos bastante razoável essa reorganização, reestabelecimento da DRS-1, como ela era originalmente ... é o seguinte... Então só lembrando das fases do Plano São Paulo: a fase vermelha, que é a fase de alerta, a fase 2, que é a fase de controle, a fase 3, que é a fase de flexibilização, e pela primeira vez nós temos um número de regiões, 76% da população do Estado de São Paulo, na fase verde, que não é ainda a fase normal. É a fase verde, ela é um pouquinho mais flexível, é numa abertura inicial em relação à fase amarela, mas ela está bem distante ainda do que nós chamamos de fase azul, que nós estamos estudando ainda quais vão ser os critérios que nós vamos utilizar para definir essa fase. Um dos critérios da fase azul é se tiver a disponibilidade de vacina e toda a população estiver vacinada, e outro critério, se tiver um número de casos bem baixo, semelhante ao que acontece com a H1N1, com repercussão muito pequena para a sociedade, e que pode aumentar o número de atividades ou pode voltar a uma fase que nós chamamos de fase normal controlada. Então é importante entender que nós continuamos em quarentena, que nós precisamos, como o governador mencionou, continuar tomando todo o cuidado, independente da fase que nós estamos, até alcançar a fase azul, que nós chamamos de fase 5. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Medina. Agora sim, vamos ao Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do Estado de São Paulo, e na sequência com Bruno Covas. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Estamos na 41ª semana epidemiológica, progredimos no Plano São Paulo. Isso significa e reforça o controle da pandemia no nosso estado. Isso é o resultado do apoio que tivemos da população, dos empresários e também dos comerciantes, que atenderam a nosso pedido em ficar em suas casas. Hoje, 76% da população do Estado de São Paulo estarão progredindo para a fase verde, onde atividades e serviços terão seus horários estendidos. Mas lembramos, reforçamos: ainda não estamos no nosso normal. Medidas e regras sanitárias, como o distanciamento entre as pessoas, evitar aglomeração, a utilização das máscaras, a higienização das mãos, com álcool gel ou lavagem das mãos com água e sabão, quando isso for possível, é fundamental. Tivemos, em termos de índices, melhora muito significativa na evolução epidemiológica das últimas semanas. Uma queda de 36%, comparativamente, no número de casos, entre a 38ª e essa semana, a 41ª semana epidemiológica, e queda de 22,6% no número de óbitos, e 4,8% de redução no número de internações, de forma comparativa, no mesmo período. Em relação à taxa de ocupação nas unidades de terapia intensiva, no estado, 43,2%, enquanto que na Grande São Paulo, 42,2%. Já são mais de 900 mil casos recuperados, foram vidas que foram salvas. Completamos essa semana, governador, 5 milhões de testes. A sua orientação, a orientação do Governo do Estado de São Paulo era testar, testar e testar. E conseguimos este número bastante significativo, que, comparando os testes por habitantes, em relação a outros países, como por exemplo os Estados Unidos e o Reino Unido, São Paulo testa quatro vezes mais. Comparando com países da Austrália, Espanha, São Paulo testa três vezes mais. E duas vezes mais em relação à França e ao nosso vizinho, Chile. Portanto, estamos testando e mesmo assim os números vêm caindo. Porém, devemos reforçar: Protejam-se, não banalizem a atenção e os cuidados. Continuamos em quarentena e o normal só virá com a vacina. Precisamos não de uma vacina, precisamos de vacinas. E a vacina para o Corona Vírus é um direito de todo o brasileiro que quer tomá-la.

Vamos aos dados de hoje, por gentileza, o primeiro diapositivo. Temos hoje número de casos, 1.028.190 casos. Infelizmente, 37.068 vidas foram ceifadas em virtude da pandemia. Próximo, por favor. Na estimativa do número de casos para a primeira quinzena, estamos muito próximos ao limite inferior. Próximo. Em relação ao número de óbitos, igualmente próximos, aliás, ligeiramente abaixo dessa média estipulada, portanto esses são os dados de hoje. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Vamos agora ao Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Palavra, em primeiro lugar, de agradecimento, agradecer a população da cidade de São Paulo, que mudou os seus hábitos, a sua rotina, a sua atitude, passou a evitar aglomerações, a utilizar máscara. Palavra de agradecimento a todos os profissionais da área da saúde aqui da cidade de São Paulo, têm feito um grande esforço para que a gente possa conter a pandemia aqui na cidade de São Paulo, desde os profissionais, agentes comunitários de saúde, até os profissionais que trabalham em leitos de UTI. Toda a linha de cuidado que foi montada, e que fizeram que a cidade tenha índices cada vez melhores, inclusive agora entrando na fase verde. Reforçar também, da mesma forma que o governador fez aqui, que a pandemia continua, o vírus ainda está lá fora, ainda estamos lutando contra o Corona Vírus, na cidade de São Paulo e no estado, e portanto é necessário que as pessoas continuem a utilizar máscara, continuem a seguir os protocolos sanitários, para as atividades que já estão abertas, e mais uma vez reforçar que nós não vamos hesitar em retroceder se os números voltarem a subir, aqui na cidade de São Paulo. Graças a Deus, desde que a cidade começou o processo de flexibilização, nós não tivemos um segundo pico da doença aqui na cidade, isso não foi necessário, mas deixar bem claro que nós não vamos deixar de retroceder caso os números voltem a aumentar na cidade. A partir de amanhã, portanto, com a nova classificação da cidade para a fase verde, nós temos não apenas as alterações nos horários e nas limitações em relação às atividades que já estão liberadas, mas também o retorno de atividades do setor cultural. Outras atividades que possam ser liberadas na fase verde, somente daqui a duas semanas. A Vigilância Sanitária do município orientou que agora a gente aguarde a evolução da pandemia na cidade, por conta destas alterações das atividades já permitidas, e também do setor cultural, que volta a funcionar a partir de amanhã, dentro das restrições e dos protocolos já assinados com a prefeitura de São Paulo. Para a semana que vem, deve sair o decreto com o chamamento para que as pessoas que tenham projetos parecidos com o Ocupa Rua, que deu certo, que foi aprovado pela Vigilância Sanitária, possam replicar esse tipo de iniciativa pela cidade de São Paulo, para poder ofertar mais vagas de mesas aos bares e restaurantes na cidade de São Paulo, que adotem o mesmo tipo de cautela e o mesmo tipo de procedimento do projeto que foi instalado no centro da cidade. E também, para a semana que vem, nós teremos, por parte da prefeitura, a apresentação dos resultados e mais uma fase do inquérito dos adultos e mais uma fase do inquérito infantil. Muito obrigado, bom dia a todos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Vamos agora à Patrícia Ellen. Antes, porém, queria agradecer a presença do Antônio Imbassahy, nosso secretário de Governo em Brasília, aqui entre nós. A Patrícia Ellen e o Marco Vinholi, na sequência, vão apresentar o mapa do Estado de São Paulo e de todas as regiões, e as respectivas alterações que começam a valer a partir de amanhã. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Lembrando que o nosso mapa atual, nós tínhamos todo o estado na fase amarela, e mantivemos assim por quatro semanas, com compromisso de retornar hoje, dia 9 de outubro, exatamente com as devidas revisões aplicadas, conforme o Dr. Medina, do Centro de Contingência, já apresentou. Com essas regras, na próxima página, nós temos aqui os nossos indicadores. Notem que nós não temos mais as sub-regiões da região metropolitana, elas estão integradas na DRS Grande São Paulo, conforme o Dr. Medina descreveu, e temos aqui, com base nos cálculos, uma estabilidade de ocupação de leitos, em 43,3%, bem abaixo de como iniciamos aqui, e que nos dá uma folga para iniciar o processo de retomada de outras atividades, como o secretário Jean vem mencionando. Nós temos aqui também uma redução bastante expressiva de casos, internações e óbitos, em geral, no estado, salvo algumas exceções, e em especial aqui... A maior exceção é o caso da região de Barretos, que manifestou uma alta no número de internações e de óbitos, e por isso, na próxima página, nós temos aqui as seis regiões que passam para a fase verde, e a região de Barretos, que passa para a fase laranja. As demais regiões ficam na fase amarela. Então nós temos seis regiões agora na fase verde, que são: a região da Grande São Paulo, Sorocaba, Taubaté, Campinas, Baixada Santista e Piracicaba. Com esse novo mapa, na próxima página, nós vamos ver que 76% da população agora está em regiões que estão na fase verde. Por isso, a mensagem que o governador ressaltou aqui com muita ênfase, bem como o prefeito Bruno Covas, é muito importante. Nós temos que lembrar que a fase verde é uma fase que ainda requer cuidado também, que permite uma retomada significativa de atividades, mas que os protocolos, mais que nunca, precisam ser mantidos e respeitados.

Eu vou relembrar algumas questões dos protocolos e horários de funcionamento, e também o retorno de alguns pleitos que foram avaliados pelo Centro de Contingência. Então, como vai funcionar a fase verde, mas também algumas alterações na fase amarela. Na próxima página, a primeira atualização é que o Centro de Contingência autorizou a expansão aqui do horário de funcionamento das atividades, de 8 horas para 10 horas por dia na fase amarela. Então, todas as regiões que estão nessa fase já podem ter essa extensão de horário, bem como, como o governador mencionou, na próxima página, e essa é uma mudança que vale tanto para a fase amarela quanto para a verde... Mais que uma mudança, é um ajuste, porque o horário de funcionamento do consumo no local permanece às 22h, mas a saída do local é até as 23h. Então, nós diferenciamos aqui consumo no local é diferente da saída do estabelecimento. A permanência então, ela é permitida, até as 23h, tanto na fase amarela quanto na fase verde. Falando um pouco da fase verde, para que todos relembrem, na próxima página, a capacidade de ocupação, ela expande para 60%. Na fase amarela, esse limite era de 40%. Lembrando que algumas prefeituras estão pactualizando protocolos com muito mais detalhe, então especificam quantidade de pessoas, em eventos. As prefeituras têm autonomia para fazerem essas negociações locais, de acordo com a necessidade e a forma de funcionamento das vigilâncias. O que o estado recomenda é esse limite de 60% da capacidade e, na fase verde, 12 horas de funcionamento para todos os setores.

Na próxima página, um esclarecimento específico, que é um setor que estava com bastante expectativa para essa retomada, na fase verde, o setor que engloba atividades culturais, convenções, eventos sociais, de negócio e culturais. Nós devemos lembrar que, 28 dias após a classificação na fase verde, eles já têm uma permissão de funcionamento adicional. Na fase amarela, já havia autorizações específicas. O que é permitido para eles na fase verdade agora? Primeira coisa, da mesma forma que para todos os outros setores, é a ocupação máxima de 60%. O público, na fase verde, poderá ficar em pé, desde que com distanciamento, e que esse distanciamento seja verificado e possível através de marcações dispostas para delimitar a distância mínima. Os protocolos são os mesmos, setoriais, estão todos ali recomendados pelo estado e sempre são customizados e pactualizados pelos municípios. Todas as regras se mantem, máscaras, compra antecipada e aqui eu queria destacar a importância ainda maior do controle de acesso. Então, isso vale, como eu disse, para atividades culturais, convenções, eventos sociais, de negócios e culturais. Na próxima página, na mesma forma que há um avanço importante na retomada, há coisas que não podemos retomar. Então, um ponto específico e esse é um pedido sempre destacado pelo centro de contingência que não podemos permitir aglomerações. E aqui, alguns exemplos específicos de atividades que geram aglomerações: festas, baladas, torcidas em estádio, grandes shows com público em pé, não estão autorizados mesmo na fase verde. Então, eu finalizo com isso a minha explicação. Estamos disponíveis para esclarecimentos. O secretário Vinholi vai dar os detalhes em jornais, mas fica esse pedido, mais uma vez, do nosso trabalho consciente e de forma unida. Nós vamos dar um passo além na retomada de atividades e isso requer, ainda mais, responsabilidade de todos nós. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Patrícia. Antes de passar o Marco Vinholi, quero esclarecer a você que está nos assistindo de casa, no seu ambiente de trabalho e os jornalistas que aqui estão, o controle de acesso inclui obrigatoriamente a tomada da temperatura do público que acessa um restaurante, um bar, um café, uma padaria, um estabelecimento comercial ou um shopping center ou um teatro ou um cinema. É obrigatório a tomada da temperatura. E os cuidados sanitários, evidentemente, com aquelas pessoas que tiverem com a temperatura febril e, evidentemente, não deverão ingressar naquele ambiente. Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia a todos, dia de boas notícias e nós vamos detalhar um pouco delas aqui, rapidamente, a melhora nos três indicadores, 25% de caso, 19 internações e 17 óbitos, ressaltando que nesse campo aqui, da capacidade hospitalar, todas as regiões do estado já estão na fase verde, né? Ninguém está acima de 65% na ocupação de leitos da UIT, nessa ocupação da média do estado em 43.3, ocupação muito importante nesse momento que nós estamos. Com isso, dar uma olhada na evolução da epidemia e é isso que significou algumas regiões vindo para a fase verde. Quero destacar que 16 regiões do estado tiveram melhor, mesmo que não tenham chego na fase verde, elas tiveram uma melhora nos seus indicadores. E aquelas que chegaram na fase verde, significam a macro metrópole paulista, mais a região de Sorocaba, né? Nós detalhamos aqui essas regiões, elas tiveram uma grande queda nos seus indicadores de evolução, chamando a atenção para a queda em São Paulo de 33,2% no número de casos na capital e 24.12% no número de óbitos e também uma redução nos índices de intensidade, número ali por 100 mil habitantes, todas elas abaixo, nas internações, de 40, e de 5.5 nos óbitos, colocando as regiões na fase verde. Aquelas que estão no amarelo e quase chegaram, Ribeirão Preto, queda nos três indicadores, mas a intensidade, hoje, ainda é um pouquinho acima, 54 em internações e .9 óbitos, por isso se manteve na fase amarela. São José do Rio Preto da mesma forma, uma queda nos três indicadores, mas ainda 80.2 nas internações por 100 mil habitantes e 12.1nos óbitos. A região de Barretos que segue agora na fase laranja, teve um aumento no número de internações de 14% e 44% de aumento dos óbitos durante esse período, portanto, ela vem para a fase laranja, vamos seguir mobilizando todos eles para a gente avançar com melhora dos indicadores do estado de São Paulo. Seguimos em quarentena, mas uma melhora significativa dos índices na média do estado de São Paulo em 16 regiões nesse momento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado Marco Vinholi. Agora, vamos às perguntas. Pela ordem nós temos a CNN, TV Cultura, a revista internacional China Today, com o Alfredo Nastari, correspondente no Brasil, a VTV, a SBT de Santos e Campinas, a Tribuna de Santos, a Rádio Capital, o Portal IG, o SBT e a TV Globo, Globonews. Começando então com a CNN, com a jornalista Bruna Macedo. Bruna, boa tarde, sua pergunta, por favor.

BRUNA MACEDO, JORNALISTA DA CNN: Boa tarde governador, boa tarde a todos. Minha pergunta é em relação a volta dos eventos e [ininteligível] aqueles que não vão funcionar, [ininteligível] e tudo mais. Eu queria saber quais, vocês têm alguns exemplos vocês possam dar para a gente, quais deles vão poder retornar? E se existe algum [ininteligível] que são liberados com até duas mil pessoas, por exemplo, pública sentado [ininteligível]? Uma última pergunta eu só queria saber se vocês podem nos dizer um balanço, assim de como foi a última reunião com o Ministério da Saúde e se há... se teve algum avanço em relação a aquisição da Coronavac?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruna. Vamos lá a sua primeira pergunta sobre eventos, responde o Dr. Medina, se necessário ou se o Bruno quiser fazer algum comentário ou indicar alguém para fazê-lo, sobre o tema dos eventos.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Mais uma vez muito obrigado. Então, esses eventos que a Dra. Patrícia mencionou, são aqueles que nós já temos uma definição. Nós estamos começando agora a estudar como vai ser administrado a fase verde e quais as demandas que nós vamos ter que responder especificamente e quais os critérios que nós vamos estabelecer para cada situação. Tem esses que a Patrícia mencionou que são bem definidos, e agora nós vamos analisar evento por evento, situação por situação.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Só esclarecer que aqui na cidade de São Paulo, o limite é 60% da ocupação, também limitado a 600 pessoas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno, obrigado Medina. Bruna, ontem houve uma reunião no Ministério da Saúde com o secretário Estadual de Saúde, Jean Gorenstein, o presidente do Instituto Butantan Dimas Covas e o nosso secretário de Governo em Brasília Antônio Imbassahy. Uma nova reunião ocorrerá no dia 21 de outubro v a minha presença em Brasília, com o ministro, com as demais pessoas que foram aqui mencionadas onde pretendemos ter uma posição final e definitiva do Ministério da Saúde em relação aos dois temas, ao investimento na fábrica do Butantan, que já houve uma promessa no valor R$ 92 milhões do Ministério da saúde para a fábrica cujas obras começam agora em novembro, independentemente desses recursos. Nós fizemos capitação de R$ 130 milhões no setor privado e, principalmente, sobre a aquisição da vacina. Então, essa reunião do dia 21, que deverá ocorrer pela manhã em Brasília, logo após nós teremos uma posição final e definitiva. Bruna, obrigado pelas perguntas. Vamos agora à Maria Manso da TV Cultura. Maria.

MARIA MANSO, JORNALISTA DA TV CULTURA: Boa tarde, pegando o seu gancho, governador, já estão anunciando que o senhor tem se reunido com senadores e com governadores de outros estados para preparando um possível plano B para a vacina, caso o Ministério não feche um a compra da Coronavac. Isso é verdade, vocês realmente já estão preparando um plano B? E uma dúvida sobre a atualização do Plano São Paulo, eu tinha entendido que se alguma região retrocedesse nos índices, ela iria direto para a fase vermelha, não existiria mais a fase laranja, [ininteligível] fase laranja, por favor?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Maria Manso, a primeira pergunta, obviamente eu mesmo responderei, a segunda a Patrícia Ellen sobre o Plano São Paulo. Em relação a sua observação de senadores, deputados e também governadores, a minha agenda é uma agenda pública, eu não esconda agenda, as agendas são publicadas. E tenho recebido sim, visita de governadores, senadores e deputados com interesse na Coronavac, a vacina do Butantan. A nossa conversa é sempre republicana, aqui não fazemos conversas políticas, eleitorais ou ideológicas em torno da vacina. Tanto é fato que senadores, deputados e governadores que têm vindo a São Paulo são de vários partidos, de várias tendências, portanto, absolutamente isentos de qualquer viés político, ideológico e eleitoral. Mas todos preocupados porque querem a vacina e sabem que a vacina mais avançada neste momento é a vacina do Butantan, que está nos últimos dias da sua fase de testagem sem ter nenhum obstáculo, nenhuma contraindicação, nenhum percalço até aqui. E é uma das vacinas consideradas pela Organização Mundial da Saúde como das mais promissoras. A Organização Mundial da Saúde elegeu ou indicou, referendou oito vacinas como as mais promissoras do mundo. Uma das oito é a vacina Coronavac, essa vacina do Butantan. Então, nós temos sim, o plano prioritário é seguir com o Ministério da Saúde, dentro do plano de nacional de imunização e que o Ministério da Saúde faça o que sempre fez, a aquisição da vacina e a distribuição nacional da vacina. Aliás, fez isso esse ano com, 80 milhões da vacina contra gripe, integralmente produzidas aqui pelo Instituto Butantan em São Paulo. Adquiridas pelo ministério, colocadas no sistema SUS e seguiram o programa de imunização em todo o país, seja em São Paulo e nos outros estados brasileiros e Distrito Federal. Essa é a nossa opção, esse é o nosso desejo, essa é a forma correta, republicana, técnica, ética e correta. E é a que eu desejo e espero que seja seguido pelo Ministério da Saúde. Porém, se houver qualquer viés de ordem política, de ordem eleitoral ou viés ideológico que possa colocar em prejuízo os brasileiros de São Paulo, São Paulo vai adotar a vacina, aprová-la, evidentemente, na Anvisa e faremos a imunização dos brasileiros de São Paulo sim. E obviamente, colocaremos à disposição a vacina do Butantan para que outros estados possam adquiri-la e também imunizar os brasileiros de outros estados. Este sim é um plano B, um plano Brasil, mas preferimos seguir a linha que temos adotado do bom diálogo, do bom entendimento com o Ministério da Saúde e esperamos preservá-lo dentro dessa linha, por isso, a reunião do próximo dia 21 de outubro e eu acredito que deva ser, Maria Manso, uma reunião definitiva, porque nós já teremos concluído a última fase de testagem da vacina, ela já estará sendo avaliada pela Anvisa, já teremos recebido as 5 milhões de doses da vacina aqui em São Paulo e estaremos prontos para avançar. Eu já disse e volto a repetir aqui a você, aos jornalistas que aqui estão e aos que nos acompanham de casa, que agora não é hora de vacilar, é a hora de vacinar. Vamos a próxima pergunta que é online, do correspondente da revista China Hoje, Alfredo Nastari. Nastari, muito obrigado pela sua... Desculpe, perdão, perdão, Alfredo, eu me entusiasmei aqui e nós tínhamos duas perguntas da Maria Manso. Então, vou deixar você [ininteligível] um minutinho para que a Patrícia possa falar sobre o Plano São Paulo, a segunda pergunta da Maria Manso. Perdão Maria. Patrícia-

PATRÍCIA ELLEN DA SILVA, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada Maria. As fases continuam sendo as mesmas e nós colocamos, inclusive, a reclassificação, ela passa a ser mensal. Nós já colocamos a data das duas próximas, a próxima será no dia 16 de outubro e a seguinte no dia 16 de novembro. Nessas classificações que estão devidamente previstas e programadas, vale ser reclassificada para qualquer fase. A diferença é que nós podemos voltar a qualquer momento, se forma necessário, reclassificar alguma região extraordinariamente, para a fase vermelha. Em regime de emergência a recomendação do centro de contingência é nunca esperar mais do que uma semana se alguma região tiver uma piora muito grande. Então, para vermelho, nós podemos retornar a qualquer momento e nas classificações programadas, valem todas as fases.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Patrícia Ellen, Maria Manso, obrigado pelas perguntas. Agora sim, vamos com o Alfredo Nastari que é o editor e o correspondente no Brasil da revista China Hoje, China Now. Nastari, prazer revê-lo, obrigado pela paciência. Sua pergunta, por favor.

ALFREDO NASTARI, JORNALISTA DA REVISTA CHINA HOJE: Eu vou me permitir sair um pouco do tema de hoje, mas para abordar uma outra questão de igual importância para saúde pública. O estado de São Paulo apresenta um dos melhores índices de saneamento básico do país, com 95% da população com água tratada e 88%c acesso a esgoto. Mas, apesar desses números, nós temos índices vergonhosos em cidades como Guarulhos que trata apenas 4% do seu esgoto e joga 96%no Tietê, Osasco e Carapicuíba, quer dizer, cidades da região metropolitana, não é? Bom, a pergunta que eu quero fazer ao governador é sobre o impacto do novo marco regulatório brasileiro de saneamento básico na universalização de serviços de saneamento básico no estado de São Paulo e se há entendimentos de contrato com as empresas chinesas já presentes nesse setor, por exemplo, no sistema São Lourenço pra novos investimentos. E finalmente eu aproveito pra perguntar também como ficou, ou como anda o projeto de despoluição do rio Pinheiros que saiu um pouco do noticiário desde o início da pandemia. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Alfredo Nastari. O Alfredo também veio embalado pra pedir gol no programa de domingo aqui com várias perguntas. Vamos tentar responder todas elas, Nastari, sem nenhuma dificuldade. Em relação a Guarulhos, o trabalho da Sabesp, a empresa de saneamento básico do Governo do Estado de São Paulo, finalmente depois de longos anos distante do saneamento em Guarulhos, eu lamento dizer aqui que as gestões do PT à frente do governo de Guarulhos impediram que um programas de saneamento pudesse ter sido executado já há mais de uma década na segunda maior cidade do estado de São Paulo, uma cidade com 1,5 milhão de habitantes. Mas agora sim, desde fevereiro deste ano a Sabesp iniciou um programa de tratamento de esgoto e já conseguiu subir de 4% pra 20% o nível de tratamento do esgoto que até então, integralmente era jogado no rio Tietê. E gradualmente nós vamos subindo esse índice até termos 100%. O esgoto de Guarulhos não vai para o rio Pinheiros, e sim para o Tietê. Por isso que eu tenho dito sempre que a despoluição do rio Tietê vai levar mais tempo do que a despoluição do rio Pinheiros. E a principal razão, infelizmente, é a cidade de Guarulhos com 1,5 milhão de pessoas e a desatenção completa que tinha no passado em relação ao tratamento de esgoto e o fornecimento de água em condição saudável a sua população. Em relação à despoluição do rio Pinheiros, as obras não foram paralisadas em nenhum momento, você não colocou isso, mas é apenas pra enfatizar, e 16 contratos já foram assinados, um investimento neste momento já de R$ 1,7 bilhão para a despoluição do rio Pinheiros, vamos chegar até R$ 4 bilhões até dezembro de 2022, quando entregaremos o rio Pinheiros limpo e em condições de ser classificado como um rio não poluído. Até o presente momento, Nastari, 12 mil toneladas de resíduos foram retirados do rio Pinheiros, e continua... a limpeza de superfície continua, e 43 mil casas ligadas a rede de esgoto, sobretudo, as comunidades carentes. Nesta última semana eu estive, inclusive, numa comunidade muito carente, na Zona Sul aqui da capital onde estamos fazendo a implantação da canalização e tratamento do esgoto. Portanto, o processo de despoluição do rio Pinheiros segue dentro do cronograma, aliás, ligeiramente adiantado, inclusive, felizmente. Então, essa é a resposta a sua primeira pergunta. A segunda... tinha uma segunda, Nastari? Ou era essa? Perdão.

ALFREDO NASTARI, REPÓRTER: Era a pergunta sobre a interlocução com as empresas chinesas no Brasil pra investimento nesse setor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: A resposta é sim, dentro da relação de fornecedores da Sabesp, a Sabesp é a terceira maior empresa de saneamento básico do mundo, ela tem um controle majoritário do Governo do Estado de São Paulo, tem 51% das ações da Sabesp, e as empresas chinesas, sim, que tem tecnologia adequada para o programa tanto do Pinheiros quanto do Tietê tem sido consultadas pela Sabesp. Numa segunda etapa após a despoluição nos programas de manutenção e sustentação do rio Pinheiros limpo, assim como do Tietê, um pouco mais adiante nós faremos programa de concessão pública, e aí tanto empresas chinesas como de outras origens poderão participar do programa de concessão. Com isso respondemos as suas duas perguntas. Alfredo Nastari, obrigado. Continue aqui acompanhando a nossa coletiva. E vamos agora para a Baixada Santista com a VTV que integra o Sistema Brasileiro de Televisão com o Peterson Gobetti. Gobetti, mais uma vez obrigado. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

PETERSON GOBETTI, REPÓRTER: Obrigado, governador. Boa tarde a todos. Governador, olhando o que o senhor colocou no início da coletiva, lembrando a segunda onda da Covid na volta do relaxamento da população, nós temos uma situação de certo modo parecida na Baixada Santista que apesar de ser classificada hoje pra parte verde, nós temos lá uma situação ainda de instabilidade com a quantidade de casos confirmados [ininteligível] subindo, umas semanas depois descendo, em que pesem os indicadores positivos, eu queria saber do comitê o quanto foi levado em conta essa reclassificação dessa situação de instabilidade que a Baixada ainda apresenta. Se essa situação tem relação com as aglomerações vistas nos últimos fins de semana [ininteligível] lá na Baixada, nas praias principalmente. E se as aglomerações não estiverem ocorrendo, se nós vivemos uma situação mais confortável na região ali no litoral. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa pergunta, Gobetti. Ela é boa e importante, e merece um esclarecimento amplo. E até alertas também importantes dado ao fato que estamos à véspera de um feriado prolongado. Eu vou pedir ao Jean Gorinchteyn, Medina e Gabbardo que possam responder. Na sequência, complementarmente, evidentemente. Jean.

JEAN CARLO GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Peterson, nós temos que entender que esse plano de flexibilização ele sempre seguiu metas e regras sanitárias do distanciamento, que as pessoas evitem aglomeração, uso de máscaras, e a higienização com álcool gel. O fato das pessoas se desprenderem dessas normas, coloca não só elas e as suas famílias em risco como o próprio plano regional. Isso nós temos que estar atentos, e essa é uma colocação muito clara do Governo do estado de São Paulo, em nome do governador João Doria de que se os índices da saúde revelarem algum risco para a população, retroceder será necessário. Então estamos atentos. O que permitiu a Baixada Santista a progredir foram os índices da saúde. Mas se em algum momento, assim como a Baixada, qualquer outra cidade do interior se mostrar ameaçadora para aquela população, há necessidade de retroceder. As pessoas não podem banalizar esses rituais. As pessoas não podem perder o medo que tínhamos no passado. Foi exatamente esse medo que nos escondeu em casa e que nos fez seguir esse regramento sanitário.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Medina.

JOSÉ OSMAR MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, Peterson. Então nós estamos completando quase seis meses do Plano São Paulo, e nesse período o gabinete de gestão, de crise, junto com o Comitê de Saúde, conseguiu um balanço apropriado entre a saúde e a liberação com retomada da economia sem perder o controle da pandemia. Então, o número de casos e óbitos ainda está elevado, mas está retrocedendo, e a projeção que vem sendo mostrada pelos próximos 15 dias, é que nós vamos estar na base dessa projeção. A perspectiva nos próximos dias é apropriada. O isolamento social permanece de 40%, dá pra ter um nível de comparação quando não tem pandemia essa medida é em torno de 20%. O número de tickets emitidos no comércio e varejo é próximo aquele da pré-pandemia. Um ticket médio, o valor do ticket médio está menor, mas o número de tickets é o mesmo. houve uma recuperação quase completa já da atividade industrial. O fluxo de veículos entre a capital e o interior que no início da pandemia era de 40%, na maior parte dos grandes eixos hoje está em 87% a 92%, e 70% das atividades em bares e restaurantes já foram, já foram... já foram recuperadas. É evidente que existem ameaças, é evidente que existe ameaças e nós estamos tomando cuidado com essas ameaças. Nesse mês, nós temos dois feriados prolongado seguidos, um no começo do mês que vem, esses feriados têm característica diferente do feriado de 7 de setembro porque tem não só o turismo, mas também alguma atividade cultural relacionado ao dia de Nossa Senhora de Aparecida, vigília, peregrinação, ao Dia da Criança e ao Dia de Finados que tem uma característica individual que é diferente um pouco da semana da pátria. Tem a volta às aulas, tem uma movimentação grande da campanha eleitoral, principalmente com vereadores no interior, e tem o calor intenso que dificulta um pouquinho o uso de máscara. Então nós estamos monitorando aquilo que está acontecendo no exterior e nós conclamamos os estabelecimentos pra que eles se envolvam de uma forma assim como se fosse um exército de pessoas solicitando pra que todos utilizem a máscara. Eu considero além do distanciamento social, além do cuidado de higiene, o uso permanente da máscara, algumas vezes como eu sempre menciono, dentro do domicílio você gerenciar o risco de contaminação, o risco de propagação da doença e utilizar a máscara sempre que você divisar a possiblidade de contágio. Então eu compreendo que a população toda, um avise o outro que precisa usar a máscara, que esse é o dado principal que nós utilizamos, que o governador sempre recomenda, e que foi descuidado nos países da Europa e em alguns outros países que agora retomaram essa medida como sendo uma das principais medidas pra conter a doença.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Matheus, é claro que essas recomendações do secretário Jean, do Dr. Medina, são... o mais importante que a gente pode fazer nesse momento é mostrando a população que nós ainda estamos numa pandemia e que nós temos que ter esses cuidados. Agora, nós precisamos manter a coerência com o plano. E se nós analisarmos o plano, ele é baseado em dois pilares fundamentais que é a capacidade de atendimento e a transmissibilidade do vírus. A Baixada Santista é a região que tem a menor ocupação de leitos de UTI no momento. Ela ocupa 26% somente dos leitos, tem 73% dos leitos disponíveis pra população. A Baixada Santista tem 22,3 leitos pra cada cem mil habitantes. É uma das regiões que tem a maior capacidade de atendimento a população. Teve nesse nosso comparativo de últimos 28 dias, uma redução de 23% no número de novos casos. Teve uma redução de 25% nas internações. As internações da Baixada Santista estão num nível de 21,6 internações por cem mil habitantes a cada 14 dias. O nosso limite é 40, nós estamos considerando com 40 já pra ir pra fase verde, já está em 21, a metade. E a Baixada Santista teve uma redução de 15% no número de óbitos nos últimos 28 dias. então, não é justo que a região em todos esses indicadores positivos possa ficar numa outra fase que não seja verde nesse momento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Gobebertti, obrigado então pela pergunta. Agradeço. E vamos agora, ainda falando da Baixada Santista com a Tribuna de Santos, com Matheus Muller que está on-line conosco neste momento, vamos colocá-lo aqui em tela. Agora sim, Matheus, prazer reencontrá-lo. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

MATHEUS MULLER, REPÓRTER: Boa tarde. Boa tarde, governador. Boa tarde a todos presentes e os que nos assiste. Minha pergunta é um pouco na linha da do Peterson, né, sobre essa segunda onda que já ocorre na Europa, e como as autoridades aqui do estado de São Paulo observam, né? Se a gente corre algum risco de ter essa segunda onda, ainda mais com a proximidade aí da temporada de verão. Muita gente vem à Baixada Santista, né, turistas, é uma doença itinerante, você vem pra Baixada, pode não contaminar aqui os moradores da Baixada, mas você pode voltar contaminado. Essa era uma questão. Mas eu aproveito então já que ele fez essa explanação aí pra perguntar outra coisa que foi citada até pela secretária Patrícia. Agora as análises elas ocorrem a cada 28 dias, mas nesse meio tempo, caso se observe a doença, os índices mudando, né, saindo um pouco da curva, piorando aos poucos, há possibilidade de algumas ações pra tentar reduzir ou impedir esse avanço e manter a situação como está atualmente?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Matheus. Mesmo já tendo havido a resposta ao Gobertti, ao Peterson Gobertti, seu colega do SBT da Baixada, eu vou pedir um breve comentário do Gabbardo. Foi o último a responder sobre o tema da segunda onda, e na sequência a Patrícia Ellen responde a sua pergunta. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Sim, com certeza isto continua dentro dos planos, continua sendo monitorado diariamente, e sempre que ocorrer uma mudança nesses indicadores que apontar pra algum risco, a qualquer momento não se espera o prazo de 30 dias pra ser feito uma nova reavaliação, uma nova reclassificação, a região pode sofrer o retrocesso pra fase vermelha se for necessário.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Gabbardo. Agora sim, Patrícia.

PATRICIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Acho que o Gabbardo já respondeu, o ponto era exatamente esse, a qualquer momento nós podemos retroceder e realizar medidas emergenciais pra fase vermelha e mantemos as atualizações previamente programadas. Os protocolos também estão sendo reforçados e enfatizamos aqui que mesmo na transição da amarela para a verde, é ainda mais importante implementar todos os protocolos como exemplo também que o governador João Doria deu com relação à medição de temperatura, entre outros. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Matheus, muito obrigado, continue nos acompanhando aqui online, um bom fim de semana e um bom feriado. Protegido com máscara e com distanciamento social aí em Santos. Vamos agora a Carla Mota, da Rádio Capital. Na sequência, Eduarda Esteves do Portal IG. Carla, boa tarde, sua pergunta, por favor.

CARLA MOTA, RÁDIO CAPITAL: Boa tarde, boa tarde a todos. Agora a maior parte dos equipamentos [...] eu gostaria de saber como fica a situação dos parques, se vai ter alguma mudança, se eles vão ser abertos nos finais de semana também. Tanto municipal como estadual. [...] me perguntam sobre a Avenida Paulista, se ela vai ser reaberta nos finais de semana, aos domingos, [...]. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Carla. As perguntas serão respondidas pelo prefeito Bruno Covas, no âmbito da capital, e Patrícia Ellen no âmbito das demais regiões do estado de São Paulo. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Aqui na cidade de São Paulo, como eu mencionei, a fase verde vai autorizar já a partir de amanhã a reabertura de atividades culturais. Todas as demais atividades, incluindo abertura de parques aos finais de semana, nós vamos aguardar mais 15 dias para avaliar como é que vai ser a evolução da pandemia para verificar se é o caso de reabrir outras atividades. Então isso também inclui a abertura de parques aos finais de semana. A Avenida Paulista, então, ainda mais complicada, que é muito mais difícil você conter a quantidade de pessoas. Nos parques você consegue contar a quantidade de pessoas que estão dentro para poder manter o índice de ocupação de 60%, mas a Paulista e as ruas abertas são espaços em que a inúmeros pontos de entrada e saída e, portanto, muito mais complicado de fazer a contagem e segurar aglomeração. Então elas ainda vão aguardar outra etapa do estágio da pandemia para poder retornar na cidade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. No mesmo tema, Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Sobre parques estaduais, o secretário Marcos Penido tem liberado esse modelo, como nós temos a grande restrição de evitar aglomerações, só é permitido trabalho de eventos culturais, atividades culturais, sociais e de negócios se for possível controlar o acesso e o distanciamento dentro desses locais, que é um dos grandes desafios no caso dos parques, garantir essa fiscalização com uma maior escala, com maior fluxo de pessoas. Então o secretário Penido tem avaliado isso e vou levar a pergunta para ele se há algum planejamento adicional para a fase verde nesse novo momento. Eu só queria aproveitar, governador, de esclarecer um ponto que nas próximas classificações eu me enganei quando falei a data, eu confundi os meses, é 16 de novembro e 16 de dezembro, eu acho que falei 16 de outubro, então peço desculpas, senão seria em seguida. Então é 16 de novembro e 16 de dezembro. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Carla Mota, muito obrigado. Vamos agora a Eduarda Esteves do Portal IG. Eduarda, boa tarde, sua pergunta, por favor.

EDUARDA ESTEVES, PORTAL IG: Boa tarde, governador. Tenho uma dúvida sobre a vacina. [...] quem define as prioridades regionais de vacinação? [...] de São Paulo será vacinada ou [...] a critério do SUS? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eduarda, eu vou pedir ao nosso secretário da Saúde, médico infectologista, Jean Gorinchteyn, para responder a sua pergunta. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eduarda, quando existe aquisição das vacinas pelo Ministério da Saúde, elas são inseridas no programa nacional de imunização e distribuída para todo o Brasil pelo Sistema Único de Saúde. Isso é muito importante porque nós precisamos socializar a vacina, as pessoas do Brasil nas áreas mais remotas têm direito a receber essas vacinas. Então, mesmo a vacina do Butantan que é adquirida pelo Ministério da Saúde será distribuída de forma republicana e democrática para todo o Brasil, indistintamente.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Eduarda, obrigado, apenas para complementar. Esse é o nosso desejo e é por isso que nós estamos trabalhando e lutando juntos ao Ministério da Saúde para que a vacina do Butantan seja uma vacina nacionalizada e não apenas regionalizada. Aqui em São Paulo, eu já disse e volto a repetir, nós garantimos a vacina para os 45 milhões de brasileiros que estão em São Paulo. O que nós desejamos é que a vacina, esta e outras, possam chegar ao mesmo tempo ao todos os brasileiros. E é esse esforço que nós estamos fazendo junto ao Ministério da Saúde e será o objeto principal dessa reunião do próximo dia 21 de outubro, em Brasília. Vamos agora a penúltima intervenção que é do SBT com José Luís Filho. José Luís, prazer em reencontrá-lo aqui, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

JOSÉ LUÍS FILHO, SBT: Essa pergunta é para o prefeito Bruno Covas, também para o José Medina, e o Sr. Governador. Prefeito, o senhor apresentou o plano para retomada das atividades culturais, no caso a progressão para a fase verde, e agora acabou de dizer que algumas atividades vão esperar até duas semanas. Quais serão essas atividades? José Medina, se [...] para 28 dias também vai definir as [...] a partir desses dados, e no caso da região de Barretos que não avança, governador, para a fase amarela, ela retrocede para a fase vermelha, no caso a laranja, se vai ser feita alguma ação específica para que essa região avance e progrida de fase como vem acontecendo com as outras regiões do estado. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, José Luís. Bruno Covas começa responder, na sequência, Medina, e depois vamos a sua última pergunta. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Os parques aos finais de semana, como eu já havia comentado. Atividades esportivas coletivas que também ainda estão restritas e que passam a ser liberadas na fase verde, nós também vamos aguardar um pouco para poder verificar o andamento da pandemia, todas as ações que não estão hoje na fase amarela.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Medina ou Gabbardo. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, CHEFE DO CENTRO DE COMBATE AO NOVO CORONAVÍRUS EM SÃO PAULO: José Luís, não. Independente da questão da reclassificação ser a cada 28 dias, as médias móveis continuaram sendo feitas a cada sete dias. O ideal deve ser feito diariamente, mas em função dos finais de semana e pela oscilação que nós temos é mais adequado fazer a avaliação na média móvel de sete dias. Então isso se mantém.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. José Luís, com relação a Barretos vou pedir ao nosso secretário de Desenvolvimento Regional que, inclusive, acompanha o desenvolvimento de todos os procedimentos do interior, região metropolitana e litoral e também participa das reuniões do Conselho Municipalista, onde os prefeitos que lideram os consórcios das regiões fazem parte. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde ao José Luís. Nós vamos sim, nós vamos intensificar o programa de rastreamento de contatos na região de Barretos, mobilizando os gestores municipais, as vigilâncias, toda equipe, para que a gente possa reduzir essas taxas de internação e também de óbitos. Eu ressalto aqui que a capacidade hospitalar da região, os leitos instalados, estão de acordo com o plano São Paulo, 60,5. Nós temos que trabalhar a redução dessa evolução da pandemia e o sistema de rastreamento de contatos é que vai melhorar esses índices.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. José Luís, muito obrigado pelas perguntas, agora sim vamos a última pergunta com a jornalista Bete Pacheco da TV Globo, Globo News. Bete, prazer tê-la aqui de volta a nossa coletiva. Se quiser ajustar o microfone um pouquinho fique a vontade. Tem algum para ajudar ali? Pronto, agora sim. Bete, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

BETE PACHECO, GLOBO NEWS: [...].

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu vou pedir a Patrícia Ellen, que é a nossa secretária, eu achei que a Bete vinha com uma bateria de perguntas aqui, eu estava até preparado aqui para atender duas ou três perguntas, mas vou pedir a Patrícia para responder, se necessário com comentário do Dr. José Medina, coordenador do centro de contingência do Covid 19. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Estou pegando aqui os dados como seriam com a classificação anterior, Bete, nos eventos que você perguntou sobre a capital e a Baixada, sim. A capital tem um detalhe a mais que o Dr. Medina mencionou que foi feito um estudo nesses últimos meses para entender as internações que vinham de outros locais. Porque a capital e algumas outras cidades da região metropolitana, principalmente cidade-sede de regiões metropolitanas, acabam recebendo muitas internações de municípios vizinhos. E o que nós vimos na região metropolitana, se nós fizéssemos essa correção que seria o correto, a capital iria para o verde sim, mas a gente teria que fazer a correção na região inteira porque essas internações têm que ser computadas em algum lugar. E num estudo mais detalhado epidemiológico do centro de contingência, o que eles determinaram que faz mais sentido é voltar a olhar a região como um todo, porque a separação, só para lembrar, ela foi realizada porque a gente tinha um desafio na ocupação dos leitos, mas sempre dissemos que pelo ponto de vista de fluxo da pandemia, do vírus, como ele circula, fazia mais sentido olhar para a região metropolitana como um todo. Mas esses dois exemplos iriam para o verde considerando essa correção da capital e considerando na Baixada Santista os indicadores da região.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Medina, Gabbardo, algum comentário? Jean Gorinchteyn? Ninguém quer falar com você, Bete Pacheco. Você vê que tristeza? Eu falo com você, te cumprimento. Eu sei que você está feliz com a volta de várias atividades culturais aqui na capital e no estado de São Paulo também, então me solidarizo aqui com você. Bem, a todos que participaram aqui da nossa coletiva de imprensa de hoje, estaremos de volta na próxima quarta-feira, segunda-feira não teremos coletiva, é feriado. E em função do feriado, eu volto a repetir e fazer um apelo a você que está nos assistindo, ao vivo, pela TV Cultura em todo o estado de São Paulo, por favor, use máscara, por favor, proteja a sua vida, a vida da sua família, dos seus amigos, dos seus vizinhos, não saia de casa em hipótese nenhuma sem usar a sua máscara. E faça, na medida do possível, o distanciamento social de 1,50 metro em relação a uma ou outras pessoas. Leve o seu tubinho de álcool gel com você no seu bolso, na sua bolsa, para que você possa usá-lo constantemente. Proteja-se, faça a sua oração, esse é o seu campo de proteção. A vacina vem aí e com a vacina tudo vai mudar. Muito obrigado a todos, bom final de semana prolongado. Obrigado.