Coletiva - Governo inaugura 1ª edição do RetomaSP e faz entregas do Bolsa do Povo em Campinas 20211709

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Coletiva - Governo inaugura 1ª edição do RetomaSP e faz entregas do Bolsa do Povo em Campinas 20211709

Local: Campinas – Data: Setembro 17/09/2021

Soundcloud

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Vamos começar com a IPTV, que é filiada da TV Globo, que também representa aqui o Portal G1, o João Cabral Alvarenga. João, mais uma vez, obrigado, prazer em reencontrar você, sua pergunta, por favor.

JOÃO ALVARENGA, REPÓRTER: Governador, boa tarde. Eu queria saber do Retoma São Paulo, da porcentagem destinada ao estado, quanto é para a região de Campinas?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: João, percentualmente eu não tenho aqui disponível esse percentual, para dizer a você o quanto vem para Campinas. Mas o recurso é muito grande aqui, hoje nós estamos anunciando só em dois programas, R$ 563 milhões, isso agora, ainda temos vários programas. E por que eu justifico isso? Porque esse investimento de R$ 47,5 bilhões também incluir as estradas vicinais, as rodovias estaduais, a desestatização dos aeroportos regionais, os investimentos em linhas férreas, os investimentos também de recuperação urbana, e foram vários os repasses aqui para a Prefeitura de Campinas. Os investimentos na área de educação, novas escolas em tempo integral, as estaduais que estão aqui na região de Campinas, todas elas já estão dentro desse novo conceito, de escolas de tempo integral. As escolas da educação infantil, que são as creches, também investimento do estado. A rede pública de saúde, que foi priorizada durante o período da pandemia, e agora a partir do dia 1 de outubro vamos retomar o Corujão da Saúde, portanto, mais investimentos também na área da saúde. Eu diria que Campinas e a sua região será robustamente objeto de investimentos para o governo do estado de São Paulo, como foi até agora, e principalmente nessa denominada Retomada São Paulo.

JOÃO ALVARENGA, REPÓRTER: Governador, [Ininteligível], o que o governo de São Paulo sabe sobre o que foi alegado pelo Ministério da Saúde, de efeitos adversos, em uma morte que pode ser relacionada. O que se tem informação sobre esses dados?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Primeiro, a decisão do governo do estado de São Paulo foi prosseguir a vacinação dos jovens adolescentes na faixa de 12 até 17 anos, não há nenhum fato adverso com [Ininteligível], e essa morte não foi causada por nenhuma aplicação de vacina. Ela está sendo investigada, mas, à priori, a informação que temos é que ela não tem nenhuma correlação. Vale mencionar também a manifestação feita pela ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária, hoje pela manhã, com a qual concordamos, e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária recomenda que a vacinação de adolescentes prossiga com essa primeira dose, com a vacina da Pfizer, que é a vacina autorizada pela ANVISA, e é a vacina que está sendo aplicada aqui em São Paulo. E por fim, João, lamento a postura do Ministério da Saúde, e o pronunciamento do ministro da Saúde, colocando apreensão em milhões de jovens, e pais de jovens, pais de adolescentes, porque milhões já tomaram essa primeira dose da vacina, não faria menor sentido suspender essa vacinação, não tem nenhum fato real, nenhum indicativo verdadeiro e autêntico que pudesse justificar essa medida. Portanto, aqui em São Paulo, como certamente também em outros estados brasileiros, vamos prosseguir a vacinação dos adolescentes nessa faixa de 17 a 12 anos. Obrigado, João. Vamos agora ao Tiago Prudente, da TV Band. Tiago, também obrigado pela presença, e pela paciência também. Por favor.

TIAGO PRUDENTE, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Eu queria que o senhor comentasse, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que é do seu partido, inclusive vai disputar prévias com o senhor para a vaga [Ininteligível] Presidência da República, abaixou o ICMS na gasolina. Alguns analistas, e até os bastidores de outros governadores, dizendo que [Ininteligível] Presidente da República que acusa esse ser o motivo da alta do preço do combustível. Como o senhor avalia essa postura do governador do Rio Grande do Sul? E se São Paulo vai tomar alguma medida parecida? Eu queria que o senhor também comentasse a prisão do prefeito do Guarujá, Válter Suman, que também é do PSDB, em uma operação da Polícia Federal.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Bem, Tiago, em relação ao segundo tema, eu não tenho o que comentar, apenas o que deve ser investigado, deve ser investigado. O PSDB, meu partido, e eu também, defendo que toda investigação deve seguir o seu curso normal, pelo Ministério Público, pelo Tribunal de Justiça, pela Polícia Federal, sem nenhuma interrupção, e sem nenhuma intervenção. Em relação ao tema do ICMS, São Paulo não vai reduzir o seu ICMS em seu pessoal, é o mesmo desde 2015, e pelo o que percebi ontem, ao tratar com outros governadores, não tenho notícias que nenhum outro governador do país vem adotar essa medida também, o ICMS é um recurso fundamental para que os estados possam prosseguir fazendo políticas públicas, para a saúde, para a educação, para a habitação, para a infraestrutura, para proteção social. E não são os estados os responsáveis pelo aumento de combustível, é o Governo Federal, ele detém o controle majoritário sobre a Petrobras. Eu também não vou comentar a decisão do meu colega governador do Rio Grande do Sul, você já classificou outros comentários de outros governadores. São Paulo não vai ceder nem ao populismo e nem ao oportunismo de Jair Bolsonaro, o que nós defendemos aqui, e eu quero reafirmar, é a privatização da Petrobras. Na continuidade do programa das prévias do PSDB, se eu tiver o privilégio de me tornar vencedor, e o indicado pelo PSDB, como programa de governo do meu partido, o PSDB, estará a privatização da Petrobras. Não para transformar o monopólio público em monopólio privado, mas ela será dividida em várias partes, para ser competitiva, exatamente como nos Estados Unidos, e com isso evitar essa concentração de poder de decisões, e que faz a Petrobras sempre imune às circunstâncias públicas, como estamos vendo agora quando o combustível está R$ 7,19, o litro de gasolina, e o botijão de gás variando de R$ 100 a R$ 135. Não se pode penalizar a população brasileira constantemente, por aumentos tão intensos, e por falta de competitividade. Essa é a nossa posição, Tiago. Vamos agora à penúltima pergunta, que é a do Gilson Rei, do Correio Popular. Prazer em reencontrar você, obrigado pela paciência também, sua pergunta, por favor.

GILSON REI, REPÓRTER: Governador, sobre o Retoma São Paulo, eu queria que o senhor destacasse a expectativa que o governo tem na geração de empregos, até o final do ano, com essa aceleração na economia, que vai ter agora. E também a questão da vacinação, a importância da vacinação nessa retomada da economia.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Gilson, obrigado. Bem interessante as duas formulações. Geração de empregos, o Retoma São Paulo tem a expectativa diante de um investimento de R$ 47,5 bilhões, em gerar diretamente 200 mil empregos, esses 200 mil empregos estão nas obras de infraestrutura, rodovias vicinais, rodovias estaduais, portos, aeroportos, sistema pluvial, infraestrutura de saneamento, hospitais, novas escolas obras urbanas no repasse dos recursos para os municípios, investimentos mais robustos em saúde, em proteção ambiental, em proteção social. Portanto, 200 mil empregos diretamente ligado ao Retoma São Paulo, e a expectativa de que no âmbito do todo, São Paulo termine o ano com 1,2 milhão de empregos. Apenas no primeiro semestre, Gilson, nós tivemos aqui a geração de 497 mil novos empregos em São Paulo. Empregos classificados pelo CAGED, portanto, os dados são autônomos, são independentes, não são dados do governo do estado de São Paulo. E mais 700 mil nesse segundo semestre, sendo que destes, 200 mil do Retoma São Paulo. Com relação à vacina, você tem razão, o ministro Henrique Meirelles, hoje secretário da Fazenda do estado de São Paulo, declarou agora pouco, aqui mesmo em Campinas, que nós estamos retomando a economia, porque estamos vencendo a pandemia, pela vacinação. São Paulo é o estado que mais vacina no Brasil, amanhã vamos superar a casa de 50% da população com o esquema vacinal completo, portanto, com duas vacinas no braço. Já superamos a casa de 59,3 milhões de pessoas vacinadas até ontem. Portanto, até amanhã estaremos superando 60 milhões de doses de vacinas aplicadas em São Paulo. Adultos com mais de 18 anos, já vacinamos 98,1%, é o estado que mais vacina, é o estado que mais vacinou, é o estado que continuará vacinando a sua população. Aproveito para deixar aqui um apelo aos que estão nos ouvindo, nos assistindo, ou que vão nos ver também no Correio Popular, para que, por favor, tomem a vacina, e quem tomou a primeira dose se prepare para tomar a segunda dose, seja AstraZeneca, seja a vacina da Pfizer, ou mesmo a Coronavac, mas provavelmente as pessoas que tinham que tomar Coronavac já tomaram as duas doses da vacina, como eu mesmo já tive as duas doses da vacina. E vamos prosseguir na vacinação dos adolescentes de 17 a 12 anos. Aqui em São Paulo, eu quero reafirmar a você, Gilson, cada vida importa, e por importarmos e valorizarmos a vida, vamos seguir acreditando na vacina e apostando na vacina. E ela está nos ajudando a retomar o crescimento econômico e a geração de empregos em São Paulo. Gilson, muito obrigado. Vamos agora ao Francisco Lima Neto, da CBN, é a última intervenção de hoje. Francisco, muito obrigado, mais uma vez, grato também pela paciência. Sua pergunta, por favor.

FRANCISCO LIMA NETO, REPÓRTER: Boa tarde, governador...

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Só um minutinho, vou pedir só para o pessoal que está aqui atrás, estamos na última pergunta, pessoal, se puderem só falar um pouquinho mais baixo, porque quem vem do rádio ou da televisão tem dificuldade de captar o áudio. O pessoal que está conversando, estou fazendo um apelo para vocês, três minutos e nós já vamos terminar aqui. Eu estou vendo que tem gente ainda conversando, se puder compreender. Obrigado, pessoal. Agora sim, Francisco. Eu já fui do rádio, já fui da televisão, eu sei que atrapalha o excesso de ruído. Francisco. Obrigado, pessoal. Francisco.

FRANCISCO LIMA NETO, REPÓRTER: Eu tenho dois questões, o primeiro é, o Brasil ainda depende da vacina da Pfizer para poder vacinar o público abaixo de 18 anos, então eu gostaria de saber se tem algum estudo, alguma negociação para que a Coronavac também possa ser utilizada nesse público? E gostaria de saber sobre em que pé está o desenvolvimento da Butanvac, se já está para ser liberada a utilização? E se sim, se essa vacina poderá ser utilizada nesse público abaixo de 18 anos?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Francisco. Nesse momento a única vacina autorizada pela ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária, para vacinar adolescentes na faixa de 17 a 12 anos, é a vacina da Pfizer. O Butantan fez a pontuação, fez a submissão para obter de acordo com os protocolos da ANVISA, autorização para vacinar jovens da faixa também de 17 a 12 anos. Ainda não obteve essa autorização. Mas quero lembrar que na China a fabricante Sinovac, que é quem fábrica o insumo e a vacina, já aplicou mais 2 bilhões de doses de vacinas na China, aliás, a Coronavac é a vacina mais aplicada no mundo, mais de 1,3 bilhão de doses aplicadas, e lá na China a autorização para a aplicação em jovens nesta faixa etária. Vamos aguardar a decisão da ANVISA, a ANVISA tem tido um papel relevante, e eu classifico dessa maneira, maneira muito respeitosa, inclusive. E outras vacinas que eventualmente ainda não foram aprovadas também com essa finalidade de atender jovens de 12 a 17 anos. E enquanto não tivermos outras vacinas, cabe ao Ministério da Saúde viabilizar a quantidade necessária de doses para a imunização de jovens com a vacina da Pfizer, e aqueles que tomaram a primeira dose da Pfizer, e deverão tomar a segunda dose da mesma vacina da Pfizer, se possível até encurtando o período entre a primeira e a segunda dose. Nos Estados Unidos, Francisco, as doses da Pfizer são dadas no intervalo de 25 dias, e aqui o Ministério da Saúde determinou 90 dias, por uma única razão, por não termos vacinas. Espero que agora possam adquirir mais vacinas, diminuir este hiato, permitindo que as pessoas completem também o seu processo vacinal com as duas vacinas da Pfizer, preferencialmente. Butanvac, a vacina está na fase de testagem, aqui em Ribeirão Preto, e em Guaxupé/Minas Gerais, as fases um, dois e três. Essas fases serão concluídas até o início de novembro, e aí nós teremos a submissão dessa testagem da ANVISA, para que a ANVISA possa deliberar, e ao mesmo tempo classificar a vacina, a confiança do Butantan, de que a vacina é eficaz, uma vacina segura. Ela tem o mesmo princípio do vírus inativo da vacina contra a Gripe. E se isso for aprovado, provavelmente teremos uma única vacina contra a Gripe, e contra a COVID-19. Vamos aprovar a aprovação da ANVISA, de qualquer maneira, ela será aplicada em 2022, ou seja, todos nós teremos que nos revacinar anualmente, e dentro desse processo a Butanvac será, talvez, a melhor opção, de que com uma vacina você estará protegido contra a Gripe, e ficará protegido contra a COVID-19. Sem contar o custo, cinco vezes mais baixo do que a vacina de menor custo, que, aliás, é a Coronavac, pelo fato de ser produzida aqui, e não importar insumos, e em um percurso de logística, ela será uma vacina muito mais acessível para o SUS - Sistema Único de Saúde. Então é isso, Chico, obrigado mais uma vez. Obrigado, a todos os meus colegas jornalistas, tenham um bom almoço. Cinegrafistas, e colegas também. E a todos os demais que só aqui no palco, mais uma vez, muitíssimo obrigado, fiquem com Deus, fiquem protegidos. Grande sucesso no evento aqui. Viva à vida! Viva à retomada, minha gente! Viva à Campinas! Tchau, pessoal.