Coletiva - Governo tem 400 respiradores entregues para Santas Casas da capital e interior de SP 20202906

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Coletiva - Governo tem 400 respiradores entregues para Santas Casas da capital e interior de SP

Local: Capital - Data: Junho 29/06/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pessoal, boa tarde. Muito obrigado mais uma vez pela presença de jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos que aqui estão, presencialmente, no Palácio dos Bandeirantes, e os que estão remotamente. Hoje, segunda-feira, 29 de junho, essa é a 80ª coletiva de imprensa, são 80 coletivas de imprensa que estamos celebrando, de certa maneira, hoje, aqui neste ambiente do Palácio dos Bandeirantes. Hoje, com a presença do prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas, do secretário de Saúde, José Henrique Germann, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, Dr. Carlos Carvalho, coordenador do Centro de Contingência, do Comitê de Saúde, Dr. João Gabardo, coordenador executivo do Comitê de Saúde, Cristina Megid, que é diretora do Centro de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde, e Dr. Paulo Menezes, coordenador de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde, e membro do Comitê de Saúde do Estado de São Paulo. Agradecer a transmissão pela TV Cultura, ao vivo, para todo o Estado de São Paulo, das demais emissoras, que também estão transmitindo integralmente ou parcialmente, as emissoras de rádio, os jornais, revistas e os sites, e demais veículos de comunicação que aqui estão presentes. Nesta oportunidade da 80ª coletiva de imprensa, mencionar que há três meses, nestes 90 dias da pandemia, o governo do Estado de São Paulo criou mais vagas de UTI do que toda a história do SUS em São Paulo, e este será um legado para a saúde pública do Estado de São Paulo, no período pós-pandemia. Quem ficou doente no Estado de São Paulo e precisou de internação, recebeu. Ninguém ficou pra trás, nenhum brasileiro de São Paulo enfrentou dificuldade de ser atendido no sistema público de saúde, seja municipal, seja estadual. Não tivemos colapso, não temos e não teremos em São Paulo. Mas isso não implica que não devamos reforçar o apelo para que as pessoas continuem em casa, mantenham-se em casa, só saiam em caso de necessidade e, ao saírem, utilizem máscaras. E sobre máscaras, nós teremos uma decisão importante que vamos anunciar hoje. A higiene pessoal também é muito importante, com a utilização de álcool em gel, e lavar as mãos constantemente. Nós dialogamos com o Bruno Covas e com os demais prefeitos do Estado de São Paulo, para não permitirem, em hipótese nenhuma, a realização de festas clandestinas, pancadões e aglomerações de qualquer natureza nos municípios do Estado de São Paulo. Bruno Covas e os demais prefeitos se comprometeram a estabelecer um programa rigoroso de vigilância para impedir que isto ocorra. Mas antes de tudo, é uma questão de consciência pessoal. Não é cabível, numa pandemia, que pessoas jovens ou não jovens aceitem participar de pancadões, de aglomerações, de festas ou qualquer tipo de manifestação dessa ordem. Na pandemia, é o momento das pessoas preservarem as suas vidas, ficarem em casa e não aceitarem nenhum tipo de convite para aglomerações festivas. Todos devem agir com responsabilidade, em relação às suas vidas e às vidas dos seus familiares, dos seus amigos e dos seus vizinhos. Falando sobre vacina, quero registrar que nós estamos aguardando para essa semana a aprovação final da Anvisa para que o Instituto Butantan inicie imediatamente os testes clínicos, a terceira fase da CoronaVac, da vacina do Instituto Butantan com a Sinovac, o laboratório chinês com o qual temos acordo. São 9.000 voluntários já cadastrados, e nós estamos apenas aguardando a autorização da Anvisa. E eu volto a repetir: tenho certeza de que a Anvisa o fará esta semana. O Ministério da Saúde deu um passo importante, nós queremos cumprimentá-lo por ter feito o acordo para compra e produção da vacina de Oxford, juntamente com o laboratório britânico AstraZenica. Também começam esta semana as pesquisas, com os testes clínicos com 5.000 voluntários da vacina de Oxford. Quanto mais vacinas testadas e aprovadas, melhor. Teremos maior produção, maior capacidade de atendimento à população brasileira e com mais velocidade. Nós não estamos numa competição pra ver quem faz primeiro a vacina. Nós estamos numa competição pela vida, a importância das duas vacinas é para preservarmos vidas. A vacina do Butantan, a vacina de Oxford, ambas vão ajudar a salvar milhões de brasileiros. Quanto mais rápido as vacinas passarem pelo último teste, forem aprovadas, produzidas e aplicadas, melhor. Repito: não se trata de uma competição por vacina, mas sim de uma disputa pela vida, de proteger a vida de milhões de brasileiros. Sobre as informações de hoje. A primeira e importante informação: estabelecimentos comerciais em todo o Estado de São Paulo, a partir do próximo dia 1 de julho, que forem flagrados pela Vigilância Sanitária, com a presença de pessoas sem máscara, receberão uma multa no valor de R$ 5 mil. Repito: Estabelecimentos comerciais de qualquer tamanho que, a partir do dia 1 de julho, no Estado de São Paulo, forem flagrados pela Vigilância Sanitária com a presença de pessoas sem a utilização de máscara, serão multados em R$ 5 mil por pessoa e por vez. Se tiverem dez pessoas, serão dez multas sucessivas, se tiverem 20 pessoas, serão 20 multas sucessivas. Não é cabível, diante de uma pandemia, que qualquer estabelecimento, público ou comercial, privado, onde existam pessoas em proximidade, não estejam conscientes da importância da exigência da máscara. Será publicado no Diário Oficial a Resolução com todas as informações e o valor da multa. Também, o Governo do Estado de São Paulo, com o apoio das prefeituras municipais, estabelece uma multa para pessoas físicas, flagradas sem máscara em espaços públicos. A multa é de R$ 500. Se alguma pessoa estiver em área pública e for flagrada, ela poderá ser multada em R$ 500. O objetivo do Governo do Estado de São Paulo, assim como das prefeituras, não é punir, mas orientar, alertar as pessoas sobre a importância de protegerem as suas vidas. Não há nenhum sentido arrecadatório nem punitivo, mas de alertar, repito, a população, para que use máscaras. Nós estamos muito próximos de alcançar 100% no uso de máscaras no Estado de São Paulo. Na capital de São Paulo, já temos 97%, subimos 1% o índice de pessoas que utilizam máscaras regularmente, mas ainda há 3% de pessoas que rechaçam ou deixam de usar as máscaras para protegerem as suas vidas. E no Estado de São Paulo, nós temos 93% das pessoas utilizando máscaras. Nós queremos atingir 100%. O valor das multas, quando aplicadas, o valor total será automaticamente revertido para o programa do Alimento Solidário, para aquisição das cestas do Alimento Solidário, e a distribuição às pessoas em estado de pobreza e extrema pobreza. O valor integral dessas multas será revertido para esta finalidade. A fiscalização vai ficar a cargo dos órgãos de Vigilância Sanitária do estado e dos municípios. Segundo a Organização Mundial de Saúde, recentemente houve uma manifestação do seu diretor-geral, o uso de máscaras comprovadamente reduz sensivelmente a possibilidade de transmissão do Corona Vírus, e salva vidas. Também a prefeitura da capital de São Paulo, do Governo do Estado, vamos retomar a campanha para o uso das máscaras no dia 1 de julho. A campanha será em rádio e televisão, e também nas redes sociais, para, mais uma vez, orientar e estimular o uso de máscaras pelas pessoas. Já é obrigatório o uso de máscaras no transporte coletivo em São Paulo, inclusive nas linhas, nas estações do metrô e também de trens, não é sequer permitida a entrada de pessoas sem máscaras, e vamos aumentar a vigilância também no transporte de ônibus em todo o estado de São Paulo. Eu queria aproveitar para mostrar aqui na tela a campanha de televisão para a utilização de máscaras.

CAMAPANHA: No começo foi estranho, mas agora usar máscara já virou hábito, virou até moda. Cada um usa de um jeito, do seu jeito. Tem máscara que combina com a roupa, com a cor do cabelo ou com a cor dos olhos, mas todas combinam com proteção, com saúde, a sua e a dos outros. Continue fazendo sua parte, fique em casa. E sempre que precisar sair, use máscara. Máscara salva vidas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Esta campanha volta a ser veiculada a partir do dia 1 de julho, o mesmo dia em que o decreto passa a vigorar também. Quero lembrar a todos que o uso de máscara passará, desde essa pandemia, a ser algo cotidiano nas nossas vidas, como vestir um par de sapatos, vestir uma camisa, vestir uma indumentária. As pessoas terão que usar máscaras, até que tenhamos a vacinação feita na totalidade da população brasileira. Portanto, o uso de máscaras passa a ser algo da vida cotidiana de todos nós, pelos longos meses que ainda temos pela frente, até a chegada definitiva da vacina e a aplicação da vacina. Por isso, a indução, a sugestão, a recomendação para que as máscaras sejam utilizadas. E nós vamos também ter blitz educativas em todo o Estado de São Paulo, com a Vigilância Sanitária do estado e a Vigilância Sanitária dos municípios, para orientação às pessoas no uso de máscaras. A segunda informação de hoje, queda de óbitos em relação à semana anterior, uma boa notícia. Houve uma diminuição de 144 mortes da semana que acabou, neste último domingo, em relação à semana anterior. E este é um fato importante, é uma boa notícia, que deve ser registrada. Mas, evidentemente, com moderação. Vamos manter o foco nas medidas de controle da pandemia, aumentar a capacidade de testagem e também no atendimento do sistema de saúde no Estado de São Paulo. Mas a boa informação merece registro. Terceira informação de hoje, o Governo do Estado de São Paulo alcançou a marca de 400 respiradores entregues especificamente às Santas Casas do Estado de São Paulo. Com isso, nós chegamos a 400 respiradores entregues e operando nas Santas Casas, que são estabelecimentos fundamentais para o sistema público de saúde em todo o estado. O governo já entregou e estão funcionando 2.374 novos respiradores, e até o final de julho a nossa meta é termos 3.000 novos respiradores operando e funcionando no sistema público, no Estado de São Paulo. Quarta e última informação de hoje, o Dr. Paulo Menezes, que está aqui à frente e fará também o uso da palavra, que é professor titular de Medicina da Universidade de São Paulo e integrante do Comitê de Saúde, assume a coordenação do Comitê de Saúde, do Centro de Contingência, no próximo dia 1 de julho. Como todos sabem, nós fazemos o revezamento dos membros do Comitê de Saúde, quinzenalmente, para não sobrecarregar. Todos eles são médicos, todos têm suas funções, suas responsabilidades acadêmicas e profissionais, e o Dr. Carlos Carvalho continua a fazer parte do nosso Comitê, como o Dr. David Uip, como a Dra. Helena Sato, como todos os 19 que integram este comitê, e ele, a partir do dia 1 de julho, entrega esta responsabilidade ao Dr. Paulo Menezes. Quero aproveitar aqui, diante de todos, para fazer um agradecimento muito especial ao Dr. Carlos Carvalho, que é diretor de Pneumologia do Hospital de Clínicas, pela enorme contribuição que tem feito, e continuará a fazer para o centro de contingência, que a partir do dia 1 de julho terá a coordenação do doutor Paulo Meneses. Lembrando que o doutor João Gabbardo continuará sendo o coordenador executivo do nosso comitê de saúde, contribuindo com toda a sua experiência de praticamente quatro décadas na área de saúde, tendo sido secretário geral do Ministério da Saúde, na gestão do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta. Feito isso, eu passo a palavra ao doutor Carlos Carvalho, aí faremos uma sequência de intervenções, renovando o agradecimento do doutor Carlos, e em nome dele também, a toda a equipe de 19 membros deste comitê. São todos voluntários, ninguém recebe um único centavo por aquilo que fazem, são representantes da saúde, e que compõem esse comitê científico do estado de São Paulo. Doutor Carlos.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE: Obrigado, governador. Antes de iniciar aqui as poucas palavras que eu tenho hoje, eu gostaria de agradecer a oportunidade, principalmente ao secretário José Henrique Germann, ao David Uip, que ajudou a organizar, e quem fez o convite a mim, além, obviamente, do governador do estado, pela possibilidade de estar à frente desse grupo. Estar no comitê da saúde nesse momento dessa pandemia é um prazer, do ponto de vista de poder contribuir, mas é uma enorme dificuldade por estarmos frente à uma doença que não conhecíamos, e que estamos aprendendo dia a dia, com os nossos pacientes que vão adquirindo essa virose. Por outro lado, também, é bastante fácil a discussão, porque dos membros que fazem parte desse comitê de saúde, todos são altamente qualificados, e a enorme maioria, professores bastante titulados nas nossas universidades, nas principais universidades do estado de São Paulo. Então eu estou completando o meu período aqui, mas continuamos juntos com o Paulo, com o Gabbardo, e com todos os outros colegas. Eu queria fazer dois comentários nessa minha participação aqui nesses últimos dias, relembrando que desde o início nós desenvolvemos uma linha de cuidado que vem sendo aplicada a esses pacientes. Desde o momento que eles estão em casa até o momento que eles voltam para casa. Então tem uma série de cuidados que nós temos que ter, e uma série de medidas que nós temos que tomar. Do lado nosso, das especialistas na área da saúde, infelizmente muito do que nós estamos acostumados a fazer, é ministrar algum tratamento frente à uma doença. No caso dessa pandemia, não existe nenhum medicamento até o momento, até esse instante, que se mostrou efetivo na prevenção do desenvolvimento dessa virose. Mas existem medidas que são extremamente úteis e se mostraram eficazes, o distanciamento social, a manutenção de 1,5 metro, 2 metros de distância entre as pessoas. E principalmente o uso de barreiras mecânicas, como essa máscara que eu estou utilizando, e todos vocês estão utilizando aqui. Isso foi um diferencial que fez com que pudéssemos controlar em parte essa epidemia. Então o uso da máscara é fundamental. O que mais nós vamos poder fazer para prevenir? Estamos investindo no futuro, e várias empresas, e várias universidades, e vários grupos tem trabalhado, no sentido de desenvolvimento de vacinas, porque quem vai eliminar o vírus é o nosso sistema imunológico estimulado pelo uso de vacinas. Esperamos que em um futuro próximo surjam medicamentos antivirais que vão atacar o vírus, mas nesse momento não temos. Para situações de gravidade nós temos algumas opções, quando o paciente começa a deteriorar ele vai precisar de oxigênio, se ele precisar de mais oxigênio, a maneira como eu vou dar oxigênio para ele é através de uma máscara, através de um aparelho de ventilação mecânica. Então eu tenho outros passos à frente, que a medicina pode propiciar ao paciente, mas o ideal é prevenirmos, e a prevenção, se eu digo nesse momento que a medicina não consegue fazer uma prevenção adequada, porque não temos a vacina, quem vai fazer essa prevenção é a população, a população tem que assumir a responsabilidade, a sua responsabilidade nessa pandemia. Ao invés de a população ficar procurando medicamento A, B ou C, que alguém falou, que saiu na internet, que o vizinho tomou, que a tia ministrou, a população tem que entender que do ponto de vista científico nenhum desses medicamentos testados ou vitaminas testadas, preveniu adequadamente a virose. O que previne a virose é a conscientização da população e a própria população ser o fiscal que vai cobrar do vizinho, do amigo, de quem estiver na rua, o uso da máscara. Não precisamos esperar que um fiscal da prefeitura do governo de estado nos aborde, um policial nos aborde para chamar atenção disso, nós mesmos, porque o uso da máscara previne a transmissão da doença, não só de mim para o outro, mas do outro para mim. Então que o outro use a máscara é tão para ele do que para mim. Então esse é um ponto que eu queria salientar aqui, e que eu acredito que se a população se engajar nesse item de cobrar a utilização da máscara, e de manter um distanciamento adequado, mais rapidamente nós vamos vencer essa epidemia. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Carlos Carvalho. Agradecendo mais uma vez pela cooperação como coordenador do nosso comitê de saúde, ele que continuará integrando como membro efetivo o nosso comitê de saúde, o comitê do centro de contingência do COVID-19. Vamos ouvir agora o doutor Paulo Meneses, que na quarta-feira, dia 1 de julho, assume essa responsabilidade como coordenador do comitê, e a ele dirijo a palavra neste momento.

PAULO MENEZES, MEMBRO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA: Muito obrigado, senhor governador. Eu quero em primeiro lugar agradecer a confiança, através da indicação do meu nome para assumir essa responsabilidade em nome de substituir o doutor Carlos Carvalho, e todos que nos antecederam na tarefa de coordenar esse grupo do centro de contingência. Eu quero dizer que tem sido um prazer e um privilégio participar desde o início do trabalho desse centro de contingência, que eu tenho certeza de que trouxe uma contribuição decisiva, para que aqui no estado de São Paulo nós estejamos sucedendo de forma positiva no combate, no enfrentamento e no controle da epidemia da COVID-19. É um grupo espetacular, constituído por colegas de várias especialidades, cada um trazendo sua contribuição. Eu já mencionei aqui por diversas vezes que o conhecimento nessa questão da COVID-19 ele é contínuo, saímos do nada no início do ano para ter um conhecimento progressivo, fundamental para dirigir as ações. Queria dizer, governador, que realmente o senhor tem sido fantástico de poder ouvir o comitê e ser firme, e convicto de que é com a ciência e com a medicina que nós vamos ser bem-sucedidos nessa tarefa. E espero estar à altura dos que me antecederam agora, contribuindo também com essa função de coordenar esse grupo Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Paulo Meneses. E antes de passar ao doutor João Gabbardo, transmitir um abraço ao doutor David Uip, que está nos assistindo aqui nesse momento, aliás, quase todos os membros do comitê de saúde assustem as coletivas de imprensa dos seus consultórios, das suas áreas de trabalho, ou da universidade. E ao doutor David Uip o nosso sincero agradecimento, ele foi o precursor na montagem desse comitê, que começou com dez médicos, hoje tem 19 integrantes, com a participação do doutor David Uip. Vou passar ao doutor João Gabbardo, que é o coordenador executivo do centro de contingência do comitê de saúde, e aproveitar e pedir ao João Gabbardo, para comentar a importância do uso de máscara para a ação preventiva do Coronavírus, da COVID-19. João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Essa é uma medida que Brasil e o mundo demorou muito para ter iniciado, acho que a Organização Mundial de Saúde demorou em recomendar a utilização das máscaras, todos nós sabíamos da dificuldade no início desse processo, que era a indisponibilidade das máscaras. Então foi dada uma prioridade para as equipes de saúde. E isso uma vez contornado, do ponto de vista da produção das máscaras, é uma medida que sem dúvida nenhuma, protege, ela evita a transmissibilidade, ela reduz enormemente a possibilidade da transmissão. Então essa campanha que está sendo feita pelo governo do estado deve ser entendida por todos não como uma obrigação que cada um deve ter, mas como um fator de proteção, proteção para os seus familiares, proteção para os seus pais, proteção para os seus avós, proteção para os seus amigos no trabalho. Enfim, o indivíduo que estiver utilizando a máscara, ele não só estará se protegendo, mas ele estará evitando em um percentual muito considerável, a possibilidade da transmissão da doença. E aí eu insisto para um ponto que é bastante importante, muitas vezes, as pessoas saem com a máscara, mas não a colocam adequadamente, a máscara para ter o resultado esperado, ela tem que proteger a boca e o nariz. Essa máscara não pode ficar sendo usada pendurada no pescoço, na testa, ou simplesmente protegendo a boca. Então é importante que as pessoas a utilizem adequadamente. E um segundo ponto que eu queria reforçar, foi já apresentado pelo governador, nosso monitoramento que é feito diariamente dos casos, dos óbitos, e a gente tem nessa semana, na semana 26, nós temos uma redução de 144 óbitos em relação à semana 25, que foi a semana anterior. E isso traz como resultado o menor aumento percentual de toda a série histórica. Essa semana nós tivemos 14% de aumento, se vocês observarem aquela última coluna do crescimento ela vem caindo gradativamente, de uma forma sustentada. E nós temos nessa última semana um percentual de 14% de aumento. A tendência, e é o que nós esperamos, é que com a redução, principalmente dos casos das internações, dos óbitos na região metropolitana, possa ser superior a um possível provável aumento que nós tenhamos em algumas regiões do estado, mas o número geral do estado, que é o que nós estamos apresentando, aponta já para essa redução. Era isso, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, doutor João Gabbardo, coordenador executivo do centro de contingência, o comitê de saúde do estado de São Paulo. E agora eu passo a palavra à Maria Cristina Megid, que é a diretora do Centro de Vigilância Sanitária, Vigilância Sanitária do estado, que, juntamente com a Vigilância Sanitária dos municípios, fará ou continuará a fazer, de forma rigorosa, o acompanhamento na utilização de máscaras pela população e a obrigatoriedade deste uso, seja nas áreas públicas, seja nas áreas privadas.

MARIA CRISTINA MEGID, DIRETORA DO CENTRO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA: Obrigada, governador. Boa tarde a todos. A Vigilância Sanitária, ela tem como sua missão... Acho que não só como missão, a obrigação de cuidar e fiscalizar medidas que visem a proteção da saúde da população. Acho que neste momento fundamental, onde vigilâncias tanto do estado quanto dos municípios, estejam cada vez mais integradas para fazer essa fiscalização, buscando regularizar ao máximo essa forma de prevenção e promoção, por quê? Por conta de uma minoria, eu acho que até em relação a respeito à grande maioria que está cumprindo as regras sociais, né? Desde 5 de maio, do decreto, nós estamos fazendo fiscalizações educativas. Fizemos cerca de 18 mil fiscalizações no Estado de São Paulo, orientando os estabelecimentos e as pessoas. A partir do dia 1 agora, as ações educativas continuam, porque este é o nosso mote, a educação da população e o entendimento dela, com relação à importância do uso de máscaras, não só pra ela como para o entorno, para os seus familiares, para os seus amigos. Então, nós vamos intensificar, junto com os municípios, o Sistema Estadual de Vigilância Sanitária vai estar totalmente dedicado à essa fiscalização. Além disso, outra... Não só da máscara. Vamos aproveitar também a oportunidade para orientar sobre o distanciamento, porque são as regras, neste momento, fundamentais para prevenção e com um pouco de controle da pandemia. Então, a partir do dia 1, todas as Vigilâncias Sanitárias do estado e municipais estarão em processos, em blitz educativas, em fiscalizações regulares, para acompanhar o uso que esperamos atingir o máximo nesses próximos dias. Então eu queria só reforçar. E o apoio de todos vocês também para que, quando observar que exista algum estabelecimento ou algum lugar que não esteja cumprindo, nós temos um canal de denúncia, que é o 0800 7713541. Gostaríamos que quem observasse o descumprimento de qualquer legislação de proteção à saúde neste momento, fizesse a denúncia. Que a população também fosse um grande fiscal, aliado ao estado. Eu acho que estamos aqui à disposição para qualquer dúvida ou esclarecimento, mas contando com o apoio de todos vocês nesse combate. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Cristina, pedir apenas para você repetir o telefone completo, para que... Porque é uma prestação de serviço. Se você puder repetir, por favor.

MARIA CRISTINA MEGID, DIRETORA DO CENTRO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA: É o 0800 7713541.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Muito obrigado, Maria Cristina Megid, diretora do Centro de Vigilância do Estado de São Paulo. Agora sim, vamos ouvir o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Informar em primeiro lugar que hoje pela manhã saíram os dois últimos pacientes do Hospital Municipal de Campanha do Pacaembu. Estive lá para acompanhar. Agora, com o fechamento, começa a parte de sanitização, e assim que essa parte estiver resolvida, começam as transferências dos equipamentos, que serão encaminhados aos três hospitais municipais que ficam na Zona Leste de São Paulo: o Hospital Municipal de São Miguel, o Hospital Municipal de Itaquera e o Hospital Municipal da Cidade Tiradentes, que são equipamentos que somam um total de doação de R$ 7,1 milhões, feitos pelo Albert Einstein. Nesse sábado, nós assinamos três protocolos, o primeiro dele com o setor de clubes. É importante lembrar que as áreas sociais dos clubes, que são áreas privadas, nunca foram proibidas, seja pelo estado, seja pelo município, de fecharem. Ainda assim, os clubes também fecharam esses espaços e resolveram procurar a Prefeitura de São Paulo para assinar um protocolo de boas práticas para reabertura desses espaços. Assinamos agora no sábado, cada clube vai adotar a sua data de reabertura, lembrando que, para o clube, vale a mesma lógica para um shopping center. Ele pode agora reabrir as áreas sociais, as áreas de caminhada, mas para poder abrir restaurante precisa aguardar autorização da prefeitura, para poder reabrir restaurante na cidade como um todo. Para poder reabrir espaço de prática esportiva, precisa aguardar a reabertura de espaço para prática esportiva, como na cidade. Então, parabenizar os clubes por essa iniciativa, que fecharam os seus espaços, de forma preventiva, sem nenhuma determinação por parte do poder público, e ainda assim agora, para reabrir, assinaram um protocolo de boas práticas com a Prefeitura de São Paulo. O estado e o município já haviam autorizado a volta aos treinos dos clubes de futebol na série A1, a partir do dia 1 de julho, e a prefeitura também agora no sábado autorizou a volta ao treino dos 43 atletas paralímpicos de alto rendimento, que estão treinando no Centro Paralímpico ali do Ipiranga, e que vão competir em Tóqui 2020, que agora é Tóquio 2021. Então agora também no dia 1 de julho, na mesma data em que voltam os clubes da série A1 do Paulista, esses 43 atletas paralímpicos estão autorizados a voltarem ao treino. E assinamos também um protocolo com o setor de tecnologia. Parte desse setor sempre esteve autorizado a funcionar, como a questão dos call centers. Nunca houve nenhuma proibição, nem mesmo na fase mais crítica da quarentena, e a outra parte já poderia ter voltado a funcionar, quando nós assinamos o protocolo com os escritórios. Ainda assim, o setor entendeu que, pelas suas características, seria importante um protocolo específico com a Prefeitura de São Paulo, com outras regras, além daquelas estabelecidas para o setor de escritórios, e assinamos também com este setor neste sábado. Em relação às máscaras, a prefeitura também vai participar com a sua Vigilância Sanitária municipal, lembrando que a prefeitura semanalmente faz pesquisas com a população, em relação a sintomas do Corona Vírus, e um dos itens da pesquisa é a utilização de máscara. Já foram feitas oito pesquisas. Na primeira delas, 95% da população disse que usa máscaras na cidade. Na segunda, 97%, na terceira, 96%, na quarta, 97%, na quinta, 99%, na sexta, 98%, na sétima, 98%, e nessa oitava e última, cujo período de campo da pesquisa foram os dias 25 e 26 de junho, 99% da população disse que usa máscaras na cidade. Muito obrigado, bom dia a todos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, prefeito Bruno Covas. Vamos agora aos números da saúde de hoje, com o secretário da Saúde José Henrique Germann. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Muito obrigado, governador, boa tarde a todos. Antes, porém, eu queria reafirmar aqui e agradecer ao Dr. Carlos Carvalho na condução do Centro de Contingência neste período, impecável, firme e sereno, sempre, por todo esse tempo. Muito obrigado, Dr. Carlos, e reafirmar também o nosso apoio ao Dr. Paulo Menezes, que é o coordenador do Centro de Doenças da Secretaria. E reafirmando nosso apoio nesse sentido. No Brasil ontem, 1.344.143 casos, com 57.622 óbitos. No Estado de São Paulo, nós tivemos aqui, para os dados de hoje, 275.145 casos, com 14.398 óbitos, valendo comentar que, de hoje para o dia 25, que foi o último, dia sexta-feira, que nós apresentamos os dados, o crescimento do número de óbitos foi de 4,2%, para esses três dias. Tivemos internados nas nossas unidades 5.336 pacientes em regime de UTI, e enfermaria, 7.697 pacientes, sejam... Totalizando 14 mil pacientes, 13 mil pacientes, e internados confirmados ou suspeitos. Isso trouxe uma taxa de ocupação em UTI, para os leitos de UTI, no estado, de 65%, na Grande São Paulo, 66,6%. Tivemos até o momento 43.855 altas hospitalares, pacientes curados, reencaminhados pras suas residências. Próximo, por favor. Aqui nós temos os 275.145 casos, dentro, ainda em junho, dentro do espectro de cenário que nós fomos... Foi calculado, e dentro do range entre os mínimo e o máximo esperados para o número de casos que... Vamos fechar amanhã, seguramente, acho que dentro do mesmo espectro. Seguinte. Para o número de óbitos, ainda mais, 14.398, está na linha inferior deste cone de cenário de projeção, e devemos manter a linha inferior para o mês de junho. E depois, estabelecer o cenário e as projeções para o mês de julho, na primeira quinzena do próximo mês. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário da Saúde, José Henrique Germann. Agora, a penúltima intervenção, do secretário de Desenvolvimento Regional Marco Vinholi, que fala e destaca o tema dos respiradores, que foram encaminhados pelo Governo do Estado de São Paulo às Santas Casas de todo o estado. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Na medida que o estado verifica a interiorização da epidemia, aqui no Estado de São Paulo, o governador anunciou na última sexta-feira, dia 26, o aumento das restrições em diversas regiões do interior do estado, e num paralelo a isso o aumento da capacidade hospitalar em todo o interior do Estado de São Paulo. É importante ressaltar: nenhuma região do estado veio pra fase vermelha por ter uma ocupação acima de 80%, portanto esse aumento da capacidade hospitalar foi impactante também em todo o interior do estado. A ocupação de leitos foi inferior a 80% em todas as regiões. Hoje, nós atingimos o número mais baixo de letalidade no Estado de São Paulo, na série histórica, 5,3%. Significando também o sucesso da estratégia da saúde e também de atendimento hospitalar. Isso se dá na medida em que São Paulo avança em uma grande parceria com as nossas entidades filantrópicas, hospitais filantrópicos e Santas Casas aqui do Estado de São Paulo. Através da Federação Fehosp, do presidente Edson Rogatti, nós chegamos hoje com a distribuição de 26 novos respiradores, a 400 respiradores em todo o Estado de São Paulo. Pode passar esse slide, por favor. Isso para as Santas Casas e também hospitais filantrópicos. Vocês podem observar que esses respiradores atingem as cidades menores do Estado de São Paulo, abaixo de 100 mil habitantes tantas vezes. Atinge também São Paulo, atinge as cidades-sede de região, mas através do modelo de apoio às Santas Casas, a gente consegue chegar numa capilaridade muito maior aqui do Governo do Estado de São Paulo. Pode passar, por favor. Essa lista vai ficar disponível dentro do nosso site, mas aqui estão relacionados os 400 respiradores atingidos hoje aqui no estado de São Paulo, que conseguem chegar nos municípios abaixo de 100 mil habitantes, e tantas vezes menores de 50 mil habitantes também. Pode passar, por favor. Pode passar também. Então hoje, através desses 400 respiradores nós atingimos 59 instituições filantrópicas beneficentes aqui no estado de São Paulo, que apoiam os municípios no cuidado com o Coronavírus, no combate ao Coronavírus, e nos dão essa capilaridade tão importante no interior do estado. O avanço dessa capilaridade uma vez que nós já temos a meta de respiradores atingida aqui no estado de São Paulo, já temos 3.129 respiradores entregues, e com isso conseguimos fazer esse aumento da capacidade hospitalar em todo o território. São Paulo não deixa ninguém para trás, São Paulo não deixou e não deixará ninguém sem atendimento, o nosso interior do estado sendo abastecido e aumentando essa capacidade hospitalar.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário Marco Vinholi. Vamos agora a última intervenção antes das perguntas, que é da secretária Patrícia Ellen, que também tem boas notícias sobre o índice de isolamento. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Só reforçar a importância do esforço coletivo, e mostrar que a sociedade também está percebendo esse processo, qual é o papel de cada um, isso reflete na adesão das máscaras e também no isolamento social. Na adesão aqui no estão, como já foi dito, na capital temos 99% de adesão, e no estado, 97%. Acho que nós podemos mostrar para o mundo que nós conseguimos chegar a 100%, porque sabemos cada um de nós, qual é o nosso papel nessa jornada. E o uso da máscara é muito importante para contenção da pandemia, em especial nas regiões que estão iniciando algum tipo de retomada de atividades. O isolamento social continua se mantendo, então nós tivemos no sábado no estado de São Paulo a 48% na cidade, 49%, notando que foi um ponto percentual acima do sábado anterior. E no domingo, no estado, 52%, na capital, 53%, mantendo os níveis também do domingo anterior. Então eu queria finalizar a minha fala, acho que o Vinholi já falou dos números, se a gente olhar os últimos sete dias do estado de São Paulo com relação a sete dias anteriores, com os dados mais atualizados de ontem, nós percebemos que continuamos nessa tendência de estabilidade em internações, na verdade, o número foi 1% menor do que os sete dias anteriores, e os óbitos do estado foram no total, quase 8% menores do que com relação a sete dias anteriores, os novos óbitos. Então temos aqui indicadores positivos que precisam ser mantidos, o crescimento no interior continua mais em um ritmo menos acelerado do que na semana anterior. Então estamos com grandes expectativas da manutenção desse esforço coletivo, para que consigamos ter um resultado bom nessa sexta-feira para iniciar essa retomada da capital, principalmente, nas regiões que poderão começar dia 6 de julho, mantendo essa estabilidade nessa semana também. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia Ellen. 13h32min. Pela ordem, nós vamos agora às perguntas, iniciando com Felipe Pereira, do UOL, na sequência, Daniela Salerno, da TV Record. Felipe, sua pergunta. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

FELIPE PEREIRA, REPÓRTER: Bom dia, a todos. Eu queria saber duas coisas, primeiro do prefeito Bruno Covas, o senhor fechou o hospital de campanha hoje aí no Pacaembu, mas o estado, segundo [Ininteligível], é o segundo estado com mais casos no mundo. Eu queria saber o que lhe dá tanta confiança de poder fechar um equipamento que atendida a tantas pessoas? Pelo governo do estado eu queria saber como é que vai ser a fiscalização, porque já teve o decreto em relação às máscaras de 5 de maio, eu queria saber os municípios tinham que regular, pelo o que eu me lembro, como é que vai ser a fiscalização agora para que seja cumprida a medida. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Felipe. Vamos começar então com a sua primeira pergunta, que será respondida pelo prefeito Bruno Covas.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Desde o início de junho a gente tem tido taxas decrescentes de ocupação dos leitos de enfermagem na cidade de São Paulo, são mais de 1.900 leitos entre os 887 do Anhembi, os 200 do Pacaembu, e os demais espalhados pelos hospitais municipais da cidade de São Paulo. E há mais de dez dias a gente tem uma taxa abaixo dos 50%. Além do mais, nós estamos desativando esses 200 leitos, mas ainda vamos inaugurar mais 180 leitos, 60 no Hospital Sorocabano, com a retomada do primeiro andar do Hospital Sorocabana, e 120 lá na Brigadeiro Luiz Antônio, em um equipamento que hoje é ocupado pela parte administrativa da Secretaria Municipal de Saúde, e que agora será ocupada pelos leitos disponibilizados à população. Então, lembrando que esses 180 leitos são permanentes, diferentes de qualquer estrutura de hospital de campanha, vai ser uma estrutura provisória. Aqui na cidade de São Paulo a gente tem tido uma diminuição ao longo das últimas quatro semanas, de pedidos de internação, seja em leitos de UTI, seja em leitos de enfermagem. Então a gente está com a tranquilidade de que não havia mais necessidade do hospital municipal de campanha do Pacaembu, que cumpriu o seu papel, atendeu mais de 1.500 pessoas, salvou a vida de 99,8% das pessoas que lá passaram, e teve um índice de aprovação entre os seus usuários, uma pesquisa qualitativa que era feita, de 96%.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno Covas. Agora sobre a fiscalização, Felipe, responde a Maria Cristina Megid, diretora da vigilância sanitária do estado de São Paulo.

MARIA CRISTINA MEGID, DIRETORA DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Olha, desde 4 de maio a vigilância sanitária está na rua, fazendo a sua fiscalização. Até então foi uma fiscalização educativa, orientando a todos para que na obrigatoriedade do uso de máscara, tanto circulando quanto nos estabelecimentos. Nós temos 28 grupos regionais estaduais de vigilância sanitária no estado, além disso, 645 municípios também têm equipes de vigilância sanitária. O que nós estamos fazendo é essa articulação estado e município, para que a gente faça realmente essa força tarefa no estado como um todo, para a fiscalização. Estaremos olhando todos os estabelecimentos abertos, que vai desde pode ser um escritório, ou até um shopping center, todos os estabelecimentos que tem permissão para estarem abertos. E não cumprindo essa determinação do decreto, a gente entra em uma fase mais incisiva, da obrigatoriedade seguida de uma autuação. Esse estabelecimento vai ter o direito de se defender, e a gente analisa o encaminhamento podendo ter as multas, como o governador colocou, de R$ 5 mil, por pessoa, dentro de cada estabelecimento. Com isso a gente quer reforçar a necessidade do uso da máscara. Por quê? Por conta de uma minoria a gente penaliza uma população toda, a gente quer respeitar essa grande maioria que está cumprindo essas regras sociais.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maria Cristina. Felipe Pereira, muito obrigado pelas perguntas. Vamos agora à Daniela Salerno, da TV Record, na sequência, Fábio Diamante, e Beatriz Manfredini, Diamante do SBT, Beatriz da Rádio Jovem Pan. Daniela, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

BEATRIZ MANFREDINI, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. São duas perguntas, por favor, a primeira é sobre uma questão que não foi mencionada aqui na coletiva. A gente sabe que há semanas a gente vem falando da possibilidade de reabertura de parques, e que várias reuniões estão acontecendo com esse tema, aí com o próprio comitê. Então eu queria saber o que falta para chegar em um consenso, e se isso vai ficar a critério das prefeituras? A segunda pergunta sobre o tema de hoje é em relação à multa por conta do não cumprimento de máscaras. Conversando com vários empresários desde que veio o primeiro decreto que não previa multa, muitos, a grande maioria falava que não era eficaz eles fiscalizarem, uma vez que até pelo próprio plano São Paulo eles têm menos funcionários dentro de lojas, por exemplo, e que acumulam função. Então o senhor começou hoje a entrevista falando que antes de mais nada é uma questão de consciência pessoal. Por que essa diferença de valor de uma pessoa que não cumpre no espaço público de R$ 500, para uma pessoa que não cumpre dentro de um espaço privado, de R$ 5 mil, uma diferença muito grande? E por que essa multa recai justamente sobre o empresário que já vem sendo tão penalizado durante a pandemia? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Daniela, obrigado pelas perguntas. Em relação aos parques, o doutor Carlos Carvalho, que é o coordenador do comitê de saúde, pode responder, esse é um assunto que tem sido debatido no comitê de saúde. Doutor Carlos.

CARLOS CARVALHO, COORDENADOR DO COMITÊ DE SAÚDE: Com relação aos parques, estamos discutindo no comitê basicamente os parques temáticos. Uma vez que os parques públicos eles são na maior parte das vezes, de responsabilidade das prefeituras, e dos diferentes municípios. E aí assim, aí a legislação a prefeitura deve equacionar em que situação isso vai ocorrer. O problema dos parques é o controle do distanciamento que deveria ser igual o que ocorrer em um shopping center, deveria ser igual ao que vai ocorrer nas escolas, e assim por diante. Então um parque público vai depender muito mais da conscientização das pessoas, porque são áreas enormes, e áreas que eventualmente possam favorecer aglomeração. Mas aí vai caber a cada prefeitura fazer a sua legislação, o seu controle. E com relação aos parques temáticos, vamos ter uma reunião amanhã, e deve sair a definição, vamos apresentar para o governador na quarta-feira.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Doutor Carlos Carvalho, em relação à segunda pergunta, Daniela, vou compartilhar com a Maria Cristina a resposta, mas antecipo dizendo que a responsabilidade e o objetivo do governo não é punir, mas orientar e alertar. Quanto mais as pessoas usarem máscara permanentemente quando tiverem que sair, isso vai protegê-las, proteger suas famílias, seus amigos e seus vizinhos. Os estabelecimentos comerciais tem por determinação, isso já é obrigado, já é um decreto que devem apenas receber clientes portando máscaras, isso vale inclusive para o comércio essencial, supermercados, farmácias e todos os demais comércios, inclusive shopping centers, nenhuma pessoa pode ser autorizada pelo shopping center a ingressar sem estar usando máscara, e no caso de shopping tem um protocolo complementar, que ainda mede a temperatura, e obriga a pessoa a limpar as mãos usando o álcool em gel. Portanto, essa é a orientação do governo do estado, e a determinação para que todos os estabelecimentos exijam dos seus clientes o uso de máscara. E se não tiver, o estabelecimento é que deve fornecer a máscara para o cliente para que ele possa frequentar, caso contrário, se a vigilância sanitária ali estiver presente, vai multar. E sobre a vigilância sanitária fala a Maria Cristina Megid, que é a nossa diretora responsável por essa área.

MARIA CRISTINA MEGID, DIRETORA DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Todo o estabelecimento ele tem por regra oferecer um ambiente saudável para os seus consumidores. Ele está vendendo a partir do momento que alguém entra no seu estabelecimento, é para alguma coisa. Então ele tem que oferecer um ambiente que não lhe ofereça risco, que não ofereça risco aos seus clientes. Por isso a obrigatoriedade de ele cuidar para que ninguém entre no seu estabelecimento e comprometa a saúde do outro. É esse o grande objetivo da aplicação de multa para esses estabelecimentos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: E até eu queria complementar ainda, Daniela, até em relação aos funcionários, nenhum lojista, seja acionista, seja o diretor, seja o gerente, vai desejar que ingressem pessoas sem máscara no seu estabelecimento, colocando em risco os funcionários que atuam naquele estabelecimento. E também por responsabilidade social, responsabilidade solidária, nenhum gerente diretor ou proprietário de estabelecimento desejará ser responsabilizado pela difusão do Coronavírus, ao contrário ele certamente vai desejar ser responsável pela preservação daquilo que representa o que há de mais importante, a vida, e a saúde dos seus clientes e dos seus funcionários. Vamos agora ao Fábio Diamante, enquanto o Fábio vem ao microfone, na sequência Beatriz Manfrefini da Jovem Pan, depois o Xandu Alves, do Jornal O Vale. Fábio Diamante, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

FÁBIO DIAMANTE, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Governador, eu queria voltar na questão das máscaras, especialmente na fiscalização em relação às pessoas físicas. Se a fiscalização vai ser feita também pela vigilância sanitária, a Polícia Militar pode dar esse apoio? Porque o cidadão ali que não está usando máscara certamente ele está a fim de arrumar confusão, né? Dificilmente ele vai dizer para o fiscal da vigilância sanitária, com todo respeito, qual é o CPF dele, para ele ser multado. Então eu queria saber como é que isso vai funcionar na prática na rua, para as pessoas entenderem. E uma segunda pergunta, é em relação, voltando aos parques, prefeito, o senhor tem já algum pensamento na abertura dos parques? Algumas pessoas, quando o senhor noticiou a reabertura dos clubes sociais, disseram que isso era uma decisão que privilegiaria só uma faixa da população, que tem dinheiro para ser sócia de um clube, e vai poder ter um lugar ali pra caminhar, pra passear e tal. E o parque continuaria fechado. O senhor tem alguma previsão para a abertura dos parques municipais? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Fábio. Vamos às respostas. A primeira, eu mesmo respondo, e na segunda, o prefeito Bruno Covas. Aliás, respondo junto com a Maria Cristina Megid. Em relação às máscaras, a responsabilidade é da Vigilância Sanitária do estado e dos municípios. Se houver necessidade, a Vigilância Sanitária poderá recorrer à Polícia Militar do Estado de São Paulo, mas a Vigilância, a responsabilidade prioritária pertence aos técnicos da Vigilância Sanitária, mas ela poderá recorrer tanto à Guarda Municipal, à Guarda Civil Municipal, como à Polícia Militar, se houver alguém recalcitrante ou alguma pessoa, vamos dizer, com o ato rebelde, de não querer utilizar máscara. Espero que isso não aconteça, acho que é uma questão de amor à vida. Dificilmente há que se imaginar que alguém queira a morte, quer dizer, alguém que não usa máscara é alguém que despreza a vida. Eu prefiro acreditar que todas as pessoas em vida prezem a sua existência. Maria Cristina, apenas para completar.

MARIA CRISTINA MEGID, DIRETORA DO CENTRO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA: É, nós não vamos estar livres de ter resistências às pessoas apresentarem seus documentos, né? Mas eu acho que, pra isso, realmente, a gente pode contar com o apoio da segurança pública, que vai estar nos apoiando. Sempre aconteceu isso, nas outras fiscalizações, como vocês bem sabem. E qualquer pessoa que transgrida um ato que vá prejudicar o outro, ele é imputável de uma infração sanitária. Então, mesmo a pessoa física, pela Lei nº 6437, uma lei federal, ela é imputável de uma infração sanitária. Então a gente, em casos de resistência, a gente solicita o apoio da Polícia Militar.

REPÓRTER: Obrigado, Maria Cristina. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Bom, antes de mais nada, refutar essa alegação de que escolhemos primeiro as áreas de quem tem dinheiro pra pagar. Volto a dizer, já disse, mas talvez você não tenha escutado, a prefeitura nunca obrigou os clubes a fecharem as suas áreas comuns. Área comum de clube é como uma área de condomínio, ela não é comércio, ela não é serviço, ela nunca foi obrigada a fechar. Os clubes, por sua livre iniciativa e vontade, resolveram entender inclusive o momento da pandemia e evitar aglomeração, fechar esses espaços. E os clubes, por sua livre iniciativa, resolveram procurar a prefeitura e assinar um protocolo com a prefeitura, dizendo: Eu me comprometo a reabrir, nestes termos. Sem precisar fazer isso. Então, nós estamos falando de um ganho pra cidade de São Paulo, por conta desses espaços, que nunca foram obrigados a fechar, mas que agora, eles vão reabrir nos termos assinados com a prefeitura, aprovados pela Vigilância Sanitária. Então, não houve escolha da prefeitura entre primeiro o clube e depois parque. Nós estamos ainda verificando qual a melhor data com a Vigilância Sanitária, para poder reabrir os parques. Já estamos começando a organizar alguns deles, marcando espaços no chão para que as pessoas possam ter distanciamento entre quando forem descansar, nos clubes. São mais de cem clubes, são mais de cem parques, que nós temos na cidade de São Paulo, então já estamos preparando eles, mas ainda não fechamos nenhuma data de reabertura dos parques na cidade.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno Covas. E Fábio, apenas para complementar, toda a arrecadação da multa será destinada, repito, para a aquisição do Alimento Solidário, e/ou da cesta de produtos de higiene e limpeza. Uma multa de R$ 500 é o suficiente para quatro cestas de alimentos solidário e uma cesta de produtos de higiene e limpeza para comunidades, para aquelas pessoas em situação de pobreza e extrema pobreza. Uma cesta alimenta uma família de quatro pessoas, por 30 dias. Quatro cestas, alimentam 16 pessoas por 30 dias. E uma cesta de produtos de higiene e limpeza atende também uma família de quatro pessoas. Vamos agora à Beatriz Manfredini, da Jovem Pan. Na sequência, Xandu Alves, do Vale, e Pedro Duran, da CNN. Beatriz Manfredini, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde a todos. Ainda na questão das máscaras, a Maria Cristina falou que vai continuar tendo uma orientação educativa. Eu queria entender um pouquinho melhor em que momento será feito uma orientação, a partir de que a gente flagrou alguém sem máscara, num estabelecimento, ou pessoa física, e em que momento isso vira multa. E uma outra questão, se eu puder colocar, é que... Claro que a gente está para reabrir bares e restaurantes, se tudo der certo, na semana que vem, e esses locais são locais mais difíceis da gente ver as pessoas usando máscara, porque você vai comer, beber, enfim. Tem já alguma orientação de como vai ser feito esse uso de máscaras ou não dentro desses estabelecimentos, que as pessoas estão comendo e bebendo? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Beatriz. Maria Cristina pode responder às duas questões.

MARIA CRISTINA MEGID, DIRETORA DO CENTRO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA: Olha, com relação à orientação e à multa, a penalidade, o que a gente está fazendo? A gente já visitou inúmeros estabelecimentos. Lógico, você volta e ele continua não cumprindo essa legislação, com certeza ele vai ser penalizado. Com relação a restaurantes, bares, serviços de hospitalidade, eu acho que nós temos que ter o maior bom senso. Lógico, você entra de máscara, você faz seu pedido de máscara, você conversa com o seu par ali, mas na hora de comer, com certeza, ele vai ter que tirar. Então, o momento da retirada, de estar sem máscara, é muito claro. É o momento que ou ele está comendo, ou ele está bebendo alguma coisa, então é neste momento, ele pode ficar sem. Mas nas outras situações, o ambiente todo vai ter que estar de máscara, se não estiver fazendo uso de refeição ou bebida. Nessas situações.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maria Cristina. Obrigado, Beatriz. Há um sentimento, Beatriz... Cadê você? Aqui. Há um sentimento que gradualmente vai se tornar parte integrante da nossa vida, como o cigarro. As pessoas que, eventualmente, fumam num ambiente fechado, elas já recebem a reprovação de todos que estão em torno dela. E até a advertência verbalizada pelas pessoas, independentemente do estabelecimento. A questão da máscara vai no mesmo caminho, vai na mesma direção. Vamos agora ao Xandu Alves, depois do Xandu, o Pedro Duran, da CNN, Maria Manso, da TV Cultura. Xandu, você já está em tela, boa tarde, prazer em reencontrar você, mesmo que virtualmente, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador. Me permita a mudar um pouco de assunto e lhe fazer duas perguntas. Uma é sobre as escolas particulares e universidades privadas, que elas estão reivindicando o retorno às aulas presenciais já a partir de agora, ou antes da data prevista pelo Governo. Elas poderão retomar essas aulas presenciais antes da data prevista pelo Governo? É uma pergunta. A segunda, governador, é a pesquisa do Data Folha que mostra que a maioria das pessoas consideram uma ameaça à democracia as manifestações pedindo o fechamento do Congresso, do Supremo e as fake news. Como é que o senhor avalia esse resultado dessa pesquisa, e se o senhor acha que o presidente Bolsonaro e as atitudes dele representam um risco à nossa democracia. É isso, obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Xandu vem embalado hoje, não é, Xandu? Vamos começar primeiro com educação, com... Eu vou pedir à Patrícia Ellen pra fazer a reposta, e a segunda eu mesmo respondo.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔNICO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Bom, sobre a educação, na educação básica, tenho acompanhado o secretário Rossieli, que está liderando esse processo, mas nós não temos indícios que há diferenças na capacidade de contenção da pandemia em escolas privadas, com relação a escolas públicas. A gente tem visto que a educação, e as crianças em especial, são a última fronteira, no que diz respeito à contaminação. É assim aqui e em vários lugares do mundo inteiro. E a criança é criança em qualquer lugar. Se ela estudar numa pública ou numa privada, ela vai se comportar da mesma forma. Os desafios de distanciamento são os mesmos e as medidas de higiene também. O que há uma discussão é com relação à questão das mulheres, que precisam voltar ao trabalho, e essa é uma preocupação constante nossa, que está sendo debatida, mas não há pleito em discussão hoje no Centro de Contingência com relação a separação entre público e privado. Isso se agrava na questão das universidades também, porque, da mesma forma, as universidades, elas, em geral, têm aulas em salas com um número considerável de alunos também, e por isso que o calendário é o mesmo para o público e para o privado. O que nós poderíamos tratar de forma diferente já foi feito, que é o caso inclusive da educação complementar, que tem um regime de trabalho diferente, e aí, sim, com uma exposição ao risco menor, e por isso que esse trabalho da educação complementar está incluído e contemplado no cronograma normal do Plano São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Xandu, em relação ao tema se o presidente da República ameaça ou não a democracia, todas as vezes que o presidente da República, circunstancialmente, se manifestar, induzir ou aceitar qualquer manifestação de ordem antidemocrática, eu, como governador de São Paulo, reagirei. Já fiz isso outras vezes e farei tantas quanto necessário. Xandu, obrigado então pelas duas perguntas. Vamos agora, eu vou deixar o Pedro Duran por último, ele pediu para ficar mais ao final. Eu estou vendo ele ali fora fazendo exatamente uma transmissão nesse momento para a CNN. Vou pedir então à Maria Manso, da TV Cultura, depois a Carla Mota, da Rádio Capital, e aí, na sequência, o Pedro Duran. Maria Manso, boa tarde. Está frio hoje. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde. Para o Pedro ter mais tempo então, vou aproveitar e fazer três perguntas. Em alguns lugares, em várias cidades, quando se abriram bares e restaurantes, onde as pessoas vão para socializar, e onde se espera que a permanência então das pessoas lá pode ser maior, aumentaram os números de contágio. Espera-se que isso possa acontecer também aqui no estado e na cidade de São Paulo? Do secretário Germann, eu queria saber qual é a situação dos medicamentos, que são necessários para os pacientes, se o Ministério da Saúde já deu alguma resposta ou não. E qual é a quantidade de fiscais que a Vigilância Sanitária vai colocar à disposição para esse serviço de fiscalização no estado e na cidade de São Paulo, por favor.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maria. Vamos começar da última. A Vigilância Sanitária, Maria Cristina responde, mas lembrando que a Vigilância não é apenas do estado, é também dos 645 municípios, que possuem estrutura de Vigilância Sanitária. Maria Cristina, começamos então por você, depois o Henrique Germann, e depois, sobre restaurantes, bares, cafés, o Dr. Carlos Carvalho e o Dr. Paulo Menezes farão a resposta. Então, começamos com você, Maria Cristina.

MARIA CRISTINA MEGID, DIRETORA DO CENTRO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA: Então, o número de técnicos de Vigilância Estadual, nessa ação, eles estão todos envolvidos, é em torno de 450, que a gente tem no estado. Mas lembrando que a gente tem quase 5.000 técnicos nos municípios do Estado de São Paulo. Então, é um... Você vai fazer, nós estamos fazendo uma parceria. É uma fiscalização conjunta estado e municípios. Então acreditamos que... E as secretarias municipais estão bastante envolvidas nesse processo. Com certeza, disponibilizarão seus funcionários, para que a gente faça realmente essa grande blitz no estado, fiscalizando o uso das máscaras. Porque os 645 municípios do estado têm Vigilância Sanitária.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maria Cristina. José Henrique Germann, sobre a pergunta dos medicamentos, da Maria Manso.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Pois não. Acho que ela está se referindo aos medicamentos para uso e intubação orotraqueal. O Ministério da Saúde fez uma ata de centralização da compra, uma ata de preços, centralizando, fazendo uma compra centralizada, e nós também, por parte da Secretaria, realizamos esta compra, e também algumas substituições de medicamentos que têm a mesma finalidade, e que estavam, não estavam sendo utilizados. Então, nesse sentido, os nossos hospitais estão abastecidos. Estamos com um estoque razoável e que para um mês é suficiente para atender os nossos hospitais, sejam da administração direta ou pela administração de OSs, embora isso, em geral, é feita esta compra pelos próprios hospitais. Mas nesse sentido, com auxílio do Governo Federal, do Ministério da Saúde ter aberto esta ata de compras, a gente aproveitou e utilizamos esse mecanismo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Germann. Vou pedir ao Dr. Paulo Menezes para responder a primeira pergunta da Maria Manso, da TV Cultura, sobre bares e restaurantes, da a circunstância, isso poderia ou não aumentar a incidência da doença.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, Maria. Eu entendo que há uma grande expectativa da população em poder ter condições de sair um pouco do isolamento social, que tem sido colocado como fundamental. Mas eu acho que o Dr. Carlos colocou aqui muito bem que parte do sucesso do enfrentamento da epidemia vem da consciência e participação da população naquilo que tem que ser feito, particularmente no que diz respeito ao distanciamento social e ao uso de máscaras. Então, nós entendemos que essa retomada vai ser distinta do que aquilo que a gente fazia antes. As pessoas iam para o bar e ficavam lá, encontrando grandes grupos de pessoas, os próprios protocolos não vão permitir esse tipo de situação. Vão permitir uma retomada de atividades que estavam suspensas, mas progressivamente. Então, distanciamento, distanciamento de mesas, não ter pessoas em pé nos bares, isso, junto com a compreensão da população de que nós podemos retomar algumas coisas de forma muito cuidadosa, eu creio que vai levar a uma retomada bem-sucedida.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Paulo Menezes. Dr. João Gabardo, Maria Manso, gostaria também de fazer um comentário. Gabardo.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO COMITÊ DE SAÚDE: Só porque isso já estava previsto no plano, na fase 3, na fase amarela, que os bares, restaurantes, poderiam abrir, mas com limitações. Eles poderão abrir com 40% só da sua capacidade, nós devemos ter distanciamento entre as mesas, tem o horário de funcionamento, então tem uma série de recomendações, que estão atreladas a esta iniciativa, que já estava prevista no plano, que seguramente deve diminuir bastante esse risco que você colocou, que é extremamente importante. Esse, nos preocupa muito que a abertura dos bares e restaurantes possa ocorrer aglomerações de pessoas, e isso é tudo que nós não queremos. Então, há necessidade de que a população tenha consciência de que a abertura dos bares e restaurantes é para poder almoçar, é para poder tomar o café, fazer o lanche, muitas vezes por pessoas que estão, que já voltaram à sua atividade de trabalho e que precisam desses locais. Não é para ir, à noite, ficar tomando cerveja ou tomando vinho. Essa recomendação, o Centro de Contingência deixou muito claro em todos os momentos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, João Gabardo. Deixou claro e também vale lembrar: depois das 17h, não há mais serviço, nesta fase, em restaurantes, bares ou qualquer outro tipo de serviço presencial. Bem, vamos à penúltima pergunta de hoje, da Rádio Capital, jornalista Carla Mota. Carla, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, boa tarde a todos. Eu gostaria de falar um pouquinho sobre as missas, que estão voltando, e também alguns cultos que já vêm sendo realizados, porque ao passar em frente a algumas igrejas, a gente percebe, por exemplo, que nem todas, não existe uma preocupação com a realização desses cultos, dessas missas. Eu gostaria de saber se essa fiscalização anunciada por vocês hoje vai valer também para esses templos religiosos, e gostaria de saber também sobre uma possível greve dos metroviários, aí prevista para quarta-feira. Se realmente ela se concretizar, como que o governo e a prefeitura vão agir nesse momento tão delicado? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carla Mota, no segundo tema eu prefiro que você depois possa procurar o Alexandre Baldy, nosso secretário de Transportes Metropolitanos, ele poderá responder a você diretamente, e aos ouvintes da Rádio Capital. Em relação a missas e cultos, o gerenciamento fiscalizatório cabe às prefeituras, em qualquer região do estado, e aí eu peço a gentileza do Bruno Covas, que possa responder a você.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Nós focamos aqui em fiscalização em estabelecimentos comerciais. A meta da Prefeitura de São Paulo são esses espaços que a Vigilância Sanitária e os fiscais das subprefeituras fiscalizam aqui dentro e também em relação à utilização de máscaras.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Obrigado, Bruno. Carla, muito obrigado. Se precisar de assistência, nosso pessoal ajuda você a fazer conexão com o Alexandre Baldy, ainda hoje, obviamente. Vamos à última pergunta, é a do jornalista Pedro Duran, da CNN. Pedro Duran... O Pedro, Bruno Covas, veio combinando a gravata com o microfone da CNN. Observe só o detalhe. Pedro Duran, brincadeiras à parte, boa tarde, bem-vindo, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Tudo bem, governador? Boa tarde para o senhor, boa tarde para todos os colegas e os presentes aqui. Na verdade, eu, antes de perguntar, queria ver se a nossa chefe da Vigilância poderia ficar depois para esclarecer outras dúvidas sobre a prática da fiscalização com os jornalistas, que acho que tem detalhes ainda que não ficaram claros. Mas a minha pergunta, governador, é sobre aquele projeto que foi aprovado pela Assembleia Legislativa de São Paulo, que tinha um pacote de medidas de ajuda aos municípios, e também às pessoas vítimas do Corona Vírus, não só que perderam parentes e a vida, mas também aqueles que tiveram problemas nos seus negócios. Aquela lei que foi aprovada pela Alesp previa também uma multa para quem espalhasse fake news sobre Corona Vírus. Ela foi debatida, mas acabou passando junto com o projeto. Minha pergunta é: O senhor vai sancionar esse projeto? Se sim, quando? E se sancionar, esse artigo vai permanecer no projeto? O senhor vai sancionar a multa para fake news? É essa a minha pergunta, e parabéns à secretária Patrícia Ellen, que fez aniversário ontem.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, Pedro... Além de elegante, na forma de vestir, elegante também na lembrança, pelo aniversário da Patrícia Ellen. Pedro Duran, obrigado. Maria Cristina poderá ficar aqui, sem problema nenhum, e responder às perguntas complementares de vocês, pelo tempo que for necessário. Agradeço à Maria Cristina por isso. Em relação ao projeto de lei, ele está nesse momento na Casa Civil, sendo avaliado. Tem sempre... Quando um projeto de lei é aprovado na Assembleia Legislativa, ele vem para a Casa Civil, para uma revisão feita de ordem técnica, por parte da Consultoria Jurídica da Casa Civil, e depois vai à sanção parcial ou não pelo governador. Ou seja, ele vai à sanção, sanção integral ou parcial, ou vai para a negativa por parte, a rejeição por parte do governo. Nós vamos avaliar, portanto, esse projeto. Mas quero antecipar que a minha posição pessoal, resguardada a lei, é punir todos aqueles que promovem, fazem e estimulam fake news. Fake news é uma agressão, é uma violação às pessoas em qualquer nível, seja nível de jornalistas, políticos, homens públicos, empresários, empresárias ou cidadãos. Portanto, se assim vier, e de forma correta, do ponto de vista legal, terá o apoio do governador, sim. Eu tenho me manifestado várias vezes, inclusive em debates, contrariamente a qualquer tipo de leniência com aqueles que são promotores, produtores, redatores ou estimuladores de fake news. Obrigado então. Hoje nós estamos concluindo, são 2h06, a nossa coletiva. Amanhã, temos a coletiva da saúde, no mesmo horário, às 12h45. Aos que estão ainda em casa nos assistindo e acompanhando, permaneçam onde estão, nas suas casas, e se saírem, lembrem, usem máscaras. Já é obrigatório, e a partir de quarta-feira, dia 1 de julho, tem multa para quem não obedecer a orientação de proteger a sua própria vida. Muito obrigado, uma boa tarde a todos.