Coletiva - Início das Obras de Recuperação e Melhorias da SP 066 - 20121905

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva do Início das Obras de Recuperação e Melhorias da SP 066

Local: Guararema - Data: 19/05/2012

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Nós estamos começando uma obra muito importante, uma obra de 44,7 milhões de reais, 36 km de extensão, que é a SP-66. Ela, no trecho de Mogi das Cruzes, nos primeiros cinco quilômetros, ela será duplicada, ela terá barreira New Jersey e nós teremos pistas separadas e duas pistas que, perto das maiores cidades, têm mais problemas de acidente. Em todo o trajeto recapeamento, acostamentos asfaltados e trechos de terceira faixa e obras de arte, trevos, passarelas, enfim, para dar segurança às pessoas e evitar acidentes. Mogi, Guararema, Jacareí, essa obra começa hoje, uma obra importantíssima para a região. A segunda obra, nós estamos publicando no Diário Oficial hoje a obra que é a ligação de Guararema com a Dutra, inclusive prevendo já um pedido do prefeito Márcio Alvino, que é o trevo de Cerejeiras, então uma outra obra importante, essa nós estamos licitando depois de contratada, em prazo de sete meses ela estará concluída, uma obra menor e mais rápida. Esperamos, agora em julho, voltar aqui a Guararema. Guararema está na bacia do rio Paraíba do Sul, do rio Paraíba. O rio aqui está limpo, é piscoso, tem peixes e nós vamos melhorar ainda mais, chegando a 100% do esgoto coletado e tratado. Guararema é uma cidade turística, onde o artesanato é muito bonito, o clima é muito agradável, o turismo é muito forte, a cidade quase dobra de população nos finais de semana e queremos ter o rio Paraíba, que passa dentro da cidade, totalmente limpo, recuperado, saneado, estimulando o turismo aqui na região. Temos aqui as obras também de escolas, autorizamos o programa Creche-Escola e mais três escolas em construção aqui na cidade.


JORNALISTA: Governador, tem uma diferença de preço. O senhor falou oito milhões de investimentos nessa obra da 172, Guararema-Jacareí, mas ali tá escrito 23 milhões. Dá para a gente ver qual é o valor?


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Perdão, está errado. É oito milhões mesmo.


JORNALISTA: Oito milhões mesmo, né? Tudo bem então, só para a gente...


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: 8,37 milhões. E a outra obra, 44,7 milhões.


JORNALISTA: A licitação está sendo aberta hoje dessa obra?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Licitação publicada no Diário Oficial de hoje.


JORNALISTA: Falando em rodovia, governador, a rodovia Mogi-Bertioga acaba de fazer 30 anos, né? Tem alguma previsão, quais são os planos do Governo do Estado para melhorias dessa rodovia, para a duplicação da rodovia, que é um pleito antigo aí?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Tem dois pleitos de Mogi que nós incluímos. Já vou falar, estou só pegando, só um minutinho. Tem dois pleitos de Mogi que estão incluídos. Um é Mogi-Dutra, já foi publicada a licitação para fazer o projeto executivo. Pronto o projeto executivo, nós já vamos licitar a obra. Será a Mogi... Ela está duplicada até Ayrton Senna, embora a gente fale Mogi-Dutra, mas ela está duplicada até Ayrton Senna. Ela vai ser duplicada até a Dutra, inclusive com grandes obras de arte de entroncamento. Essa é a duplicação, vai ser feita e nós vamos iniciar rapidamente.


JORNALISTA: Quando? Tem alguma previsão a abertura da licitação?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: O doutor Saulo pode lhe passar, ficou pronto o projeto executivo, ela já será licitada. A outra, nós ainda vamos elaborar um projeto executivo, que é Mogi-Bertioga. Aí, ela vai ser modernizada, vai ser ampliada, recuperada no trecho que passa dentro da cidade. Ela não será totalmente duplicada como Mogi-Dutra, mas ela será ampliada nos seus gargalos e será melhorada. Modernizado.


JORNALISTA: Tem uma previsão pra ela?


JORNALISTA: [ininteligível] trecho de Itaquaquecetuba também com Arujá tem alguma previsão? Existe a possibilidade de duplicação, porque o gargalo ali é muito grande, principalmente a tarde?


ORADOR NÃO IDENTIFICADO: SP-56.


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: É. SP-56. Nós lançaremos em junho o edital para o projeto executivo. É prioridade para nós, as SPs aqui da região; não só recuperar, mas ampliar capacidade. Onde for o caso duplicação, outros casos terceiras faixas, acostamento, obras de arte; segurança, né. Evitar acidentes; esse é o objetivo dessa rodovia que é a SP-66.


JORNALISTA: Governador, a gente pode esperar uma nova visita do senhor nos próximos dias em Suzano para anunciar a construção do novo hospital do município.


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Pode. Nós deveremos ir a Suzano, nós temos uma Rodovia que está sendo feito o alteamento da rodovia; temos o Poupatempo que já foi publicado o edital. Nós teremos o Poupatempo lá em Suzano e nós temos um hospital em Suzano, que é um hospital de retaguarda do Hospital das Clínicas em São Paulo; é um prédio antigo, ele vai ser reformado e nós vamos ter um pavilhão novo que é pra servir a região não apenas como retaguarda do Hospital das Clínicas, mas para poder atender também a região.


JORNALISTA: E quando vai ser essa visita governador?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Nós vamos marcar.


JORNALISTA: Mas quando que vai ser construído o hospital, porque essa é a urgência da população. Os hospitais estão superlotados...


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Nós temos na região sete hospitais, aqui no Alto Tietê. Nós temos dois hospitais em Mogi das Cruzes; que é o Hospital Arnaldo Pezzuti, que está sendo reformado e será também ampliado, Luzia Pinho Nela vai ter um grande investimento; pronto-socorro, ambulatório, quimioterapia, capela – capela que eu digo é para quimioterapia – casamata, radioterapia... Um investimento grande. Dois em Mogi e estamos ajudando a Prefeitura para o Hospital Municipal de Brás Cubas. Depois Suzano, nós temos um hospital de retaguarda do Hospital das Clínicas e vamos ter não só a recuperação dele, mas também hospital para atender cidade e região. Então quatro hospitais, três hospitais. Depois nós temos Itaquaquecetuba, hospital estadual: quatro. Nós temos Ferraz de Vasconcellos: cinco e nós temos dois em Guarulhos; Hospital Padre Bento e Hospital Geral. São sete hospitais, o oitavo será o de Suzano e acho que nós vamos equacionar os problemas dos médicos, porque já mandei o projeto de lei para a Assembleia Legislativa. Hoje todo mundo têm falta de médico, então o nosso plantão de doze horas nós pagamos R$ 660; o plantão de doze horas. A lei que nós mandamos para a Assembleia, ela vai de R$ 800, 950 e 1.160,00 reais. Onde for mais difícil do que na Região Metropolitana, o plantão é maior. Então nós chegaremos até R$ 1.160,00 por um plantão de doze horas. Eu acho que nós não vamos ter dificuldade de conseguir médico, até porque esse é um valor compatível até com a iniciativa privada ou até superior a muitos hospitais privados. Nós já contratamos por emergência dez médicos para o Hospital de Ferraz de Vasconcellos e vamos ter um número muito maior de médicos. Estamos estudando também um convênio com a Universidade Mogi, que aí a gente tem também os professores, tem uma retaguarda maior e um grande investimento no Luzia Pinho Nela.


JORNALISTA: o tratamento oncológico sendo realizado lá, a Secretaria de Estado desconveniou e descredenciou o SUS, o Hospital do Câncer de Mogi das Cruzes, a atendimento passou para Luzia, e o Ministério da Saúde não foi comunicado desse descredenciamento. Os pacientes reclamam bastante da estrutura hoje oferecida para o tratamento de oncologia. Qual a avaliação que o senhor faz disso e quando o Luzia pode atender com uma estrutura suficiente?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Olha, primeiro uma explicação. O Governo não faz as coisas, o Governo é obrigado a fazer determinadas coisas. Foi apurado, aliás, não é o único caso do Hospital de Mogi, não é o único há outros casos, foi apurado fraude. E quando há fraude, o Governo é obrigado, sob pena de prevaricação de não tomar medida, não é? Não porque ele quer, ele é obrigado a fazer. E a responsabilidade é do Estado, que é quem faz o contrato. Então, os pacientes, todos, o Governo tem o dever de atende-los e está fazendo de duas formas: no Luzia Pinho Melo, a parte clínica, a parte de ambulatório, especialista que vieram para cá, não só clínicos, mas também oncologistas, endocrinologistas, quem administr a o Luzia Pinho Melo é a UNIFESP, é a Escola Paulista de Medicina, uma das mais renomadas instituições, a quimioterapia já está funcionando e vai ser ampliada, com a chamada capela, e a radioterapia nós vamos construir a casamata, vamos tê-la também na cidade. Então todo o tratamento oncológico, clínico, cirúrgico, quimioterápico e radioterápico, na cidade. E ainda o melhor hospital do Brasil que o ICESP, o Instituto do Câncer, como retaguarda de todo esse trabalho.


JORNALISTA: Governador, os pacientes de emergência estão sendo atendidos nos corredores, em macas improvisadas.


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: O pronto socorro do Hospital Luzia de Pinho Melo, ele vai ter uma ampliação importante que o Governo já está fazendo, e vai ter outros investimentos.


JORNALISTA: O senhor não tem uma data para começar a construção do hospital?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: A hora que tiver nós vamos passar detalhadamente. Devo ir a Suzano, eu devo ir a Suzano, rapidamente. Não vamos ter também o Poupa Tempo.


JORNALISTA: E começa quando, governador?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Deixa eu dar uma olhadinha aqui. O Poupa Tempo, ele estará operando até o final do ano. Outubro, novembro. Nós já inauguramos o Poupa Tempo de Mogi, já está funcionando, e agora no final do ano o Poupa Tempo de Suzano. Inauguramos também o AME de Mogi das Cruzes. O AME ajuda duplamente. Ele ajuda a melhorar a resolutividade dos postos de saúde, porque tem muito posto de saúde que é “ao”: “ao” especialista, “ao” laboratório, “ao” hospital. Baixíssima resolutividade. Baixíssima resolutividade. Então ele melhora a resolutividade do atendimento primário de saúde, e ajuda a não ter tanto paciente em hospital. Hospital é para caso cirúrgico, alguém que vai ser operado, ou internação , caso grave. Caso contrário, a rede básica de saúde, e os ambulatórios e especialidades devem resolver. E aqui queria destacar o seguinte: uma estrada boa, é uma vacina. A terceira causa de morte no Brasil e em São Paulo, não é doença. É acidente. A primeira causa de morte, mortalidade, doença e morte, é coração e grandes vasos. A segunda causa é câncer. A terceira causa é causa externa, não é doença. Então, dentre as causas externas, a mais importante era homicídio, era arma de fogo, era tiro. Como reduziu de 13 mil, 12 mil, 10 mil, 8 mil, 6 mil, hoje são 4 mil homicídios por ano. Baixou de 13 mil para 4 mil, hoje a maior causa externa de morte, não é mais homicídio, é desastre rodoviário. Atropelamento, motocicleta, carro, acidente de estrada. Então uma duplicação, contorno, entrada da cidade com rotatória, tudo isso vai salvar muitas vidas, evitar muitos acidentes.

JORNALISTA: Crise de UTI neonatal, como é que o senhor avalia?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Nós vamos falar...


JORNALISTA: Obrigado, viu?