Coletiva - Inauguração das obras de ampliação do sistema de produção de água do Sistema Guarapiranga 20140212

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Inauguração das obras de ampliação do sistema de produção de água do Sistema Guarapiranga

Local: Capital - Data:Dezembro 02/12/2014

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Boas notícias. A primeira, nós estamos entregando hoje uma ampliação da estação de tratamento de água daqui de Boa Vista. Passa de 14 metros cúbicos por segundo para 15 metros cúbicos por segundo, mais mil litros por segundo a mais. Isso representa 300 mil habitantes. Então 300 mil habitantes que estão no Cantareira passam para o Guarapiranga. Então nós vamos aliviar mais 1 metro cúbico por segundo do Cantareira. Nós tirávamos 33 metros cúbicos por segundo do Cantareira, reduzimos para 18, e deveremos chegar agora a 17. Então estamos substituindo o Cantareira pelo Guarapiranga. E o Guarapiranga também está recebendo pelo canal de Itaquaquecetuba, está recebendo também água da Billings. Então primeira inauguração mais 1 metro cúbico por segundo, com a ampliação da ETA da Boa Vista, que passa de 14 para 15 metros cúbicos por segundo, pelo sistema de membranas ultra filtrantes. Que é um sistema moderníssimo de tratamento de água. A segunda é aqui na ETA, o aumento da reservação. Ela dobra, passa de 40 milhões para 80 milhões de litros de capacidade de armazenamento. Dobrou armazenamento. Então às vezes você tem dias de grande demanda, de muito calor, que podia ter problema de abastecimento, isso fica quase que resolvido, na medida em que passamos de 40 para 80 milhões de litros, com dois grandes reservatórios metálicos de 20 milhões cada um. Então 40 para 80. A terceira entrega é a nova adutora, ligando o Jardim São Luís, com reservatório do Jardim São Luís com o Capão Redondo. A água para o Capão Redondo ia pela rede distribuidora e chegava na ponta, lá no Capão Redondo, com pouca pressão, e perdia água ao longo dessa distância, de mais de 4 quilômetros. Então foi inaugurada uma nova adutora, hermeticamente lacrada, uma adutora direto para o Capão Redondo. E lá foi feito um novo reservatório de 15 milhões de litros de capacidade de reservação, no Capão Redondo. Com isso a gente economiza... Vou dar o número exato. A gente economiza 260 litros por segundo de perda. Porque ao invés de ir pela rede vai para uma adutora direto para o Capão Redondo. Então uma economia de 260 litros por segundo, e um reservatório novo de 15 milhões de litros de água no Capão Redondo. E no Jardim Ângela, que tinha um reservatório de 10, nós dobramos, passamos a ter um reservatório de 20 milhões de litros no Jardim Ângela. Então a primeira obra, mais 1 metro cúbico por segundo aqui na ETA Boa Vista, Guarapiranga assume 300 mil habitantes, e alivia o Cantareira, que reduz mais 1 metro. A segunda, o aumento da reservação aqui na Boa Vista, de 40 para 80 milhões de litros. A terceira, a nova adutora do Jardim São Luís até o Capão Redondo, 4,2 quilômetros de adutora nova, trazendo uma economia de 260 litros por segundo, com redução de perdas, novo reservatório no Jardim São Luís de 15 milhões de litros, e dobra reservação do Jardim Ângela, tudo na Zona Sul de São Paulo, de 10 milhões para 20 milhões de litros. Então cinco obras entregues, R$ 152,1 milhões investidos, e todas elas entregues aqui dentro do prazo.

REPÓRTER: Algum avanço na transposição da Bacia do Paraíba do Sul para o reservatório de Atibainha, governador?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, todo avanço. Porque nós celebramos um entendimento no Supremo Tribunal Federal... O Supremo Tribunal Federal é a corte da federação. Então como Rio Paraíba é um rio que envolve São Paulo, aonde nasce, na união o Paraitinga com o Paraibuna, Rio de Janeiro e Minas Gerais, ele passa ali na divisa, na região da Zona da Mata, então foi celebrado um entendimento que nós teremos até janeiro para fechar todas as regras desse entendimento, garantindo o abastecimento mínimo para São Paulo, para o Rio de Janeiro e com a participação também de Minas Gerais.

REPÓRTER: Aquele volume morto da Paraibuna, 162 milhões de litros, ele é importante para esse acordo, governador?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Ele é importante, porque no caso da Represa de Paraibuna, você tem uma reserva técnica que é quase outra represa. Vou dar um dado que pouca gente sabe. A Represa de Paraibuna, ela tem três milhões de metros cúbicos de reservação.

REPÓRTER: Abaixo do nível operacional, secretário?

MAURO ARCE, SECRETÁRIO DE RECURSOS HÍDRICOS: Abaixo do zero.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, não. Ela tem três milhões acima. E ela tem, abaixo do zero, 2,5, correto? Então ela tem quase que uma outra represa abaixo do zero. Ela está chegando no zero, o Paraibuna. O Paraibuna, na realidade, e Jaguari são represas de abastecimento do Rio de Janeiro. Porque o Vale do Paraíba, só tira o Vale inteirinho, acho que tira 4,5. Todas as cidades do Vale do Paraíba tiram 4,5 metros cúbicos por segundo. Mas o que é importante? Celebrado esse entendimento, nos já podemos licitar as obras. Então nós estamos só aguardando a inclusão no PAC, para ter o regime de licitação direta, para já abrir a licitação para o canal.

REPÓRTER: O prazo segue 28 de fevereiro para licitação?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, não. O prazo de 28 de fevereiro é para assinar o entendimento total. O prazo para licitação entrou no PAC nós já podemos licitar.

REPÓRTER: Tem uma estimativa?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, o mais rápido possível.

REPÓRTER: Hoje foi divulgada a informação de que a secretaria da Educação cortou verba para algumas escolas em relação à compra de materiais de higiene, materiais de escritório e para reformas. Algumas escolas também estão reclamando que está faltando papel higiênico já nas escolas e não tem verba para aguentar as escolas no ano letivo de 2015. Por que foi cortada essa verba e o governo do Estado vai repor algum dinheiro para a compra de papel higiênico?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Só um segundinho. Olha, isso aí é um grande equívoco. As aulas já acabaram praticamente, nós temos...

REPÓRTER: Tem mais 15 dias, né, governador?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Nós já estamos praticamente em dezembro. Nenhuma escola tem desabastecimento. Nenhuma, nenhuma.

REPÓRTER: De papel higiênico.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, de nada, de nada. Se tiver é só comprar. Então você tem... As escolas tem recurso, você tem... Olha aqui, você tem três tipos de recurso, a verba para pequenas reformas e materiais, através das diretorias de ensino, do programa de dinheiro direto na escola. Então não tem nenhum desabastecimento. Nada. Teve duas escolas que reclamaram. Duas. Não tem nada, absolutamente nada. E aquela que tiver a diretoria de ensino imediatamente repassa o recurso. Não há nenhum, nenhum problema. Aliás, para o ano que vem, nós vamos passar de R$ 669 milhões destinados a reformas, para R$ 995 milhões, quase R$ 1 bilhão. Nós vamos aumentar praticamente 50% os recursos para essas pequenas reformas, ações nas escolas.

REPÓRTER: Para essas duas escolas que reclamaram, o governo do Estado vai tomar alguma atitude?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, já está tomado. É só acionar a diretoria de ensino, que imediatamente é liberado o recurso.

REPÓRTER: Governador, tem um plano de contingenciamento que foi cobrado da SABESP ao longo da CPI, e esse plano ainda não foi apresentado. Há um prazo, uma estimativa de quando esse plano vai ser apresentado e alguma iniciativa de qual vai ser o conteúdo dele?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, nós estamos trabalhando permanentemente, o DAEE, a secretaria e a SABESP, com a ANA. Total entendimento, total entendimento. Aliás, esta entrega aqui hoje já faz parte disso. Olha, é impressionante, nós saímos de 33 metros cúbicos por segundo para 18. E agora com mais esse 1 metro aqui, para 17. Quer dizer, o Cantareira que respondia por metade da região metropolitana, hoje é quase, menos de 30%.

REPÓRTER: Produz um pouquinho mais do que o Guarapiranga produz, né, agora, o Cantareira?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: É, o Cantareira, daqui a pouquinho o Guarapiranga é capaz de passar o Cantareira.

REPÓRTER: Mas governador, esse 1 metro cúbico por segundo, o senhor já havia iniciado no final de outubro.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, mas era para entregar no finzinho de novembro.

REPÓRTER: A SABESP já estava contabilizando esse 1 metro cúbico?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Isso. Então, mas está entregue agora. Quer dizer, isso aí estava programado. Nós estamos entregando. Olha, 3 de dezembro. Então está tudo entregue. Vão ter outras obras. Essa está entregue direitinho.

ORADORA NÃO IDENTIFICADA: O plano de contingenciamento da Sabesp...

REPÓRTER: Governador, em relação à Santa Casa, ontem, novamente a superintendência ainda está com dificuldades, pediu novamente o auxílio da prefeitura, do governo. Disse que o 13º está comprometido até, porque eles precisam de medicamentos... O governo de São Paulo pretende novamente repassar algum auxílio, monetário com relação à Santa Casa novamente?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha... Primeiro a Santa Casa de São Paulo ela não é do governo, ela é uma entidade privada e não lucrativa, uns dos grandes hospitais do Brasil. É um ótimo hospital, tem até faculdade de medicina das mais conceituadas, e atende o SUS, é um hospital importantíssimo para o SUS. Como todo mundo que atende o SUS tem dificuldade, a tabela não cobre metade do custo. Nós repassamos nesses quatro anos, mais de 600 milhões de reais só para a Santa Casa de São Paulo, fora as demais Santas Casas. Acabamos de ajudar, agora dois meses atrás, mais três milhões para o pronto socorro, e vamos ajudar agora também no final do ano. Agora, o que quê é importante? Boa gestão. Então foi feita uma auditoria, recomendou uma série de medidas, boa gestão e o governo Federal tem que resolver o problema do financiamento da saúde, porque a parte do estado cresceu muito, a parte dos municípios cresceu muito e o federal diminuiu. Então, todas as Santas Casas passam por dificuldade, quem mais atende o SUS mais dificuldade tem. Nós vamos ajudar, como já ajudamos, como estamos ajudando, agora é preciso “Sublata causa, tollitur effectus”, para os mais jovens que não estudaram latim "suprima a causa que o efeito cessa"...

REPÓRTER: E o plano de contingência, governador?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: ... Ao problema de financiamento.

REPÓRTER: E o plano de contingência?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Plano de contingencia... Mauro Arce pode detalhar melhor aí.

REPÓRTER: E quando o senhor falou de saúde, alguns governadores do PT estão defendendo a volta da CPMF. O senhor acha que é uma boa alternativa para conseguir financiar a saúde do país?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, tem que resolver... Ontem, não é nem hoje, ontem, a questão do financiamento da saúde, eu acabe de dar um dado aqui maravilhoso. A expectativa de vida em São Paulo mais de 77 anos de idade, as mulheres ultrapassaram 80 anos de idade. Agora, como tudo na vida tem o outro lado, então é preciso investir mais em saúde e a medicina ficou mais cara. Então há uma questão de financiamento que precisa ser resolvida urgentemente. Se você verificasse as pesquisas, você ia ver que lá encima do Oiapoque, lá no Amapá, ou Monte Caburaí, lá em Roraima, até o Chuí no Rio Grande do Sul, qual é a primeira necessidade da população? Saúde. Essa é a primeira, vamos parar... Precisa resolver ontem. Não sei se a CPMF, aí cabe ao governo Federal ou remanejar recursos, governar e escolher, você remaneja recursos para poder atender à saúde - ou busca uma nova fonte de financiamento, cabe ao governo Federal discutir isso.

REPÓRTER: Governador, a medida tomada, inclusive na Califórnia por causa da crise hídrica, foi multar quem desperdiçar água, quem usa muita água. Como é que está à situação dessa medida aqui em São Paulo, é possível decretar multa sem...?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Nós fomos fazendo tudo que tem que ser feito em etapas, aliás, o único governo. Primeiro: o bônus, depois da eleição agora expandimos o bônus; que aquele que economizava menos de 20% não ganhava nada, então demos mais um estímulo. E a Arsesp está sim estudando a questão de você ter um plus para quem estiver acima da média, mas não é ainda uma decisão tomada.

REPÓRTER: Mas o governo pensa em implantar essa taxa.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Está estudando.

REPÓRTER: É que tem uma dificuldade na legislação para isso também, né?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Isso tudo está sendo verificado pela Procuradoria-Geral do Estado.

REPÓRTER: O senhor é favorável a isso politicamente?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Eu sou contra o “gastão”.

REPÓRTER: Mas você é a favor então de apenar o “gastão” com o dinheiro com o bolso.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Está sendo analisado aí juridicamente.

REPÓRTER: Mas a própria Arsesp não possibilita esse tipo de cobrança. Quando se dá uma multa no consumidor que desperdiça água, você precisa decretar racionamento na cidade.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: É, tem uma questão jurídica que está sendo verificado, está bom?

REPÓRTER: Governador, sobre essa questão da...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: A última aí.

REPÓRTER: O orçamento da secretaria da Educação foi reduzida esse ano?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, olha, importante esclarecer isso. Você tem só duas áreas no Brasil que constitucionalmente tem piso, você não pode gastar menos. Se você gastar menos, você tem as contas rejeitadas, né. Muito prefeito não pode ser candidato porque ele não atingiu o mínimo na educação e na saúde. A saúde para os estados é 12%, Brasil inteirinho 12%, e prefeituras 15%. E para a educação 25%, Brasil inteirinho, ninguém pode investir menos do que 25%, a não ser governo Federal, que é 18 e ainda aprova o DRU. O que é a DRU? É gastar menos, desvinculação de receitas da União, o Estado não tem isso. Tem um estado no Brasil e tinha uma prefeitura no Brasil que era 30% em educação. A prefeitura de São Paulo voltou para os 25, ficamos só o governo do Estado. Então, nós investimos 30% em educação, fora a Fapesp que é mais 1%, que é para pesquisa e desenvolvimento. E acaba indo para as universidades, grande parte disso. Então, nenhuma redução, 30%. O que você tem, o Brasil inteiro tem é uma queda de arrecadação em razão com a crise econômica, o chamado PIB zero. E nós vamos fechar o ano sem nenhum problema de natureza fiscal. Mas você tem uma queda de arrecadação. Mas o recurso para a educação, 30%.

REPÓRTER: O senhor fala do percentual, mas em reais, não houve uma diminuição de 400 milhões no orçamento para esse ano?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Não, você não tem nenhuma redução, é que os 30% se a arrecadação cresce muito, ele é mais, ela é menor, ele é menor.

REPÓRTER: A arrecadação caiu é isso?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Claro que caiu. Óbvio, porque você tem de todos, de todos, para tudo.

REPÓRTER: Então o valor total dos 30% foi menor esse ano.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Ah, sim, não é menor, ele é maior do que o ano passado, mas ela é menor do que o que se projeta. Como é que você faz o orçamento? Como é que nós fizemos? Nós fizemos com inflação de 4,5 e com PIB de 2,5. Então crescimento de 7%. Então se imaginou 2014, 4,5% de inflação, 2,5% de crescimento. A inflação foi mais alta e o crescimento foi menor. Mas não temos, graças a Deus, nenhum problema de caixa. Está rigorosamente tudo em dia, e mantendo os 30% de gratificação.

REPÓRTER: Quanto que é a diferença entre o projetado e o que vai ser alcançado ao final do ano?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Eu posso lhe passar. Eu posso lhe passar. Está bom?

REPÓRTER: Governador, o senhor está bem de saúde?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Estou bem.

REPÓRTER: O senhor teve internado a semana passada.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Eu já me dei alta, já.

REPÓRTER: O senhor se deu alta?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Essa é a vantagem de ser médico, né? Capital