Coletiva - Inauguração do AME, Anúncio de Obras para o Novo Hospital Regional de Jundiaí e Descerramento de Placa de Reforma e Adequação da Delegacia de Investigações Gerais - 20120405

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva da Inauguração do AME, Anúncio de Obras para o Novo Hospital Regional de Jundiaí e Descerramento de Placa de Reforma e Adequação da Delegacia de Investigações Gerais

Local: Jundiaí - Data: 04/05/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós temos duas boas notícias. O AME, que é o 44º AME, o Ambulatório Médico de Especialidades, e ele vai ser importante para o aglomerado urbano de Jundiaí, para sete cidades, duplamente. Ele vai dar mais resolutividade à rede primária, as UBSs, as Unidades Básicas de Saúde, na medida em que aqui nós temos e teremos as principais especialidades médicas. Os exames, diagnósticos, equipamentos, os mais modernos, pequenas cirurgias, então vai dar mais resolutividade ao atendimento primário. E ajuda os hospitais, porque muita gente procurou hospital para fazer exames, pequenas cirurgias, para ter mais resolutividade. Então, desafoga os hospitais e apoia as unidades do atendimento primário. A segunda é o hospital. Nós já assinamos o contrato, a obra começa em uma semana, são R$ 35 milhões, o Hospital Regional, inclusive com unidade de terapia intensiva de retaguarda cirúrgica. As obras já terão início, nós devemos investir R$ 35 milhões no hospital e R$ 17 milhões na parte de equipamentos e mobiliário. E também atenderá o aglomerado urbano de Jundiaí.


REPÓRTER: Quanto tempo de obra, governador?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: A gente imagina de 18 a 24 meses de obra. Depois a DIG, a Delegacia de Investigações Gerais, já foi feita a reforma e ampliação, estamos entregando também. E começa também, agora em maio, nós daqui estamos indo para Sumaré, R$ 142 milhões na Rodovia Anhanguera, marginais, mais faixas, viadutos, passarelas, aqui o trecho que atende mais Jundiaí, vai ser de Jundiaí a Louveira. As obras só de pistas, um ano de obra. As que envolverem viadutos e passarelas, dois anos de obra. Mas já terão início agora, no mês de maio, nós vamos lançar a obra lá em Sumaré. Mas, ela vai pegar de Jundiaí e vai até Americana.


REPÓRTER: E [ininteligível] universidades....?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, essa é uma luta muito justa de Jundiaí, pelo tamanho, pela importância da cidade e pelo aglomerado urbano. Nós trouxemos para cá a primeira faculdade pública, gratuita, que é FATEC, que está indo muito bem, como também as escolas técnicas e eu acho que... Estava comentando no caminho agora com o Miguel Haddad, acho que o melhor é a USP, a Universidade de São Paulo. Por que aqui é uma região que faz parte da macrometrópole, a Universidade de São Paulo atenderia aqui sete municípios. Agora, tanto a USP, quanto a UNICAMP, quanto a UNESP, elas têm autonomia, não é o governador que manda, é o conselho universitário. Mas o pleito é justo e nós vamos nos empenhar nesse trabalho, e o Estado poderia dar todo o terreno para o Campus aqui da cidade.


REPÓRTER: [ininteligível]


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não, essa não está nesse pacote. Nós estamos trabalhando para verificar o orçamento, o projeto, esse pacote de R$142 milhões, que está começando agora, são pistas, terceiras faixas, marginais, algumas obras de arte. Mas essa não, essa nós estamos estudando separado.


REPÓRTER: E o aeroporto, tem melhorias, o investimento [ininteligível]?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, o aeroporto de Jundiaí, já foi no nosso tempo de governador que nós demos um grande a ele, de pistas, e foi ampliado, ele é um sucesso, tanto é que ele ficou pequeno, né, impressionante a procura. E o modal de transporte que mais cresce é aerovia, cresce a 18% ao ano, impressionante, modal aeroviário. A Daesp, nós estamos estudando quais seriam os novos investimentos para Jundiaí...Professor, eu combinei com o prefeito, Armando, eu irei a Campo Limpo lá visitar o Hospital das Clínicas.


REPÓRTER: Semana que vem?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós vamos acertar com ele direitinho, mas eu irei lá. Até eu iria hoje, mas é que como ainda vou a Sumaré e Indanhatuba, eu tenho que voltar a São Paulo e não daria tempo. E vou levar comigo o Professor Geovane [ininteligível].


REPÓRTER: Governador, com a implantação do Hospital das Clínicas em Campo Limpo, agora mais....[ininteligível] relatório médico final do Hospital Regional. Você acredita que supra esta carência da população [ininteligível]?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Ajuda. Ajuda e ajuda muito. A gente deve procurar resolver o máximo possível os problemas na cidade. O Menotti Del Picchia, em um poema muito bonito chamado Juca Mulato, onde ele diz que a própria dor na terra natal dói menos. Então, está perto da família, perto das pessoas queridas. O segundo passo é a regionalização, é você ter um sistema hierarquizado. Então, é referência e contra-referência. O problema de saúde da família, a UBS do bairro que deve resolver 90% dos problemas. Aí aqueles casos mais complexos, o ambulatório de especialidades, aqui estarão os especialistas e a parte de exames, e se precisar operar ou internar, o hospital de referência. Aí quando sai do hospital, é a contra‑referência. Você sabe qual o AME que você tá referenciado e volta para sua Unidade Básica de Saúde. Se a gente não fizer um sistema regionalizado e hierarquizado, ele fica mais caro e ineficiente. Então, tem que estar sempre dentro desse contexto.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O Expresso Bandeirantes está caminhando. Nós estamos investindo forte na CPTM. Nós vamos investir R$ 380 milhões na parte de energização, subestações, rede área. Estão até algumas linhas parando no domingo para poder ganhar tempo nesses investimentos. Porque todo trem é elétrico. E o número de trens aumentou enormemente. Nós queremos reduzir o intervalo no pico de seis minutos para três minutos, nas linhas da CPTM. E todos os trens têm ar-condicionado. Então, nós vamos investir R$ 380 milhões na parte de elétrica. Já está tudo em obra, está tudo já andando. E novos trens, e formatando a PPP do Expresso Jundiaí. Aí é um trem separado, é outra linha, e ele vai direto Jundiaí/São Paulo.


REPÓRTER: Governador, todas essas obras, todos esses investimentos, eles contam com acessibilidade, com rampa de acesso?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Eu entendo que sim. Eu não tenho exatamente o caso aqui, mas todas as estações de trem, hospitais, toda, toda com acessibilidade.


REPÓRTER: As obras que não tiverem o senhor pretende fazer, como aqui no AME?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Aqui não tem? A obra aqui é da Prefeitura, mas a gente verifica. Pode verificar e pode fazer uma rampa, enfim.


REPÓRTER: Governador, alguma novidade prevista para questão de parque tecnológico? O programa de parque tecnológico e o parque tecnológico de Jundiaí?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós temos, hoje, 14 parques tecnológicos já credenciados. Precisa ter 200 mil metros quadrados de área e precisa ter o investidor privado. Aí pede ao Governo o credenciamento e nós credenciamos. Então, o Estado não tem parque tecnológico. Geralmente, eles são do setor privado junto com as prefeituras municipais. O que o Estado faz é credenciar, e, depois de credenciado, nós ajudamos no arcabouço: incubadora de pequena empresa, o atendimento comum às empresas, institutos de pesquisas, aí a gente vai apoiando.

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Governador, só uma informação. Todo o acesso do AME tem acessibilidade, mesmo aqui embaixo, é lateral. Então, todo ele tem.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Então, respondendo, tem.


REPÓRTER: Governador, a última. O senhor tem alguma ação especial, nas vésperas da Rio+20, em relação ao meio ambiente aqui no Estado? Vai lançar algum programa especial?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Temos, sim. São Paulo é um exemplo de energia renovável. Nós, da matriz energética do Estado, 55% já é energia renovável. Ou seja, o etanol, energia renovável, porque você planta cana, fixa o carbono no solo, ajuda a natureza, na medida em que fixa carbono através de plantar cana, e o etanol é menos poluente. O etanol está tendo problema no Brasil inteiro, menos em São Paulo. Por quê? Porque o ICMS da gasolina é 25% e o álcool também 25%. Em São Paulo, eu reduzi para 12%. Então, o carro “flex fuel”, todo mundo põe álcool, porque o álcool é mais barato. E é uma energia limpa, limpa, o etanol, uma energia verde. O que nós vamos levar para a Rio+20? A meta de chegar a 68% de energia renovável na matriz energética de São Paulo. Como? Aumentando a biomassa: produzir energia elétrica a partir do bagaço de cana, as usinas fazerem o ‘retrofit’ e aumentarem a produção de energia elétrica. Energia eólica, as grandes fábricas estão aqui em Sorocaba, estão na região. Então, a nossa meta é elevar, na matriz energética do Estado, de 55% para 68% as energias renováveis.


REPÓRTER: Governador, como é que está o projeto de privatização na questão dos aeroportos estaduais, inclusive o nosso aqui?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Nós estamos... Não tem nenhuma definição, vou dizer o porquê. Uma estrada, o Governo, ele é o poder concedente, se ele quiser, ele faz uma concessão. O aeroporto é federal, o poder concedente não é do Estado. Eu não posso pegar um aeroporto e fazer concessão. Só a ANAC pode fazer. Nós temos 31 aeroportos no DAESP. O DAESP é um concessionário. O poder concedente é federal. Então, nós estamos estudando primeiro qual o benefício que você poderia ter com a concessão. Trazer investimento? Expandir o aeroporto? Qual o benefício que isso traz para a população, e aí sim, nós levarmos à ANAC. Eu acho que vai dar certo. Por quê? Nós estamos renovando os contratos com a ANAC por 35 anos. Aí com 35 anos de concessão dos aeroportos, você atrai mais o setor privado para poder fazer investimento.