Coletiva - Inauguração do Centro Cirúrgico, da Ala de Internação e da UTI do Hospital do Câncer de Barretos - Unidade Jales - 20122906

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva da Inauguração do Centro Cirúrgico, da ALa de Internação e da UTI do Hospital do Câncer de Barretos - Unidade Jales

Local: Jales - Data: 29/06/2012

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, hoje passa a funcionar praticamente o hospital. Nós tínhamos em Jales até agora a parte ambulatorial, não tinha internação. Então agora a partir de julho passamos a ter 30 leitos de internação, apartamentos todos eles de dois leitos com televisão, com todos os equipamentos, com privacidade um trabalho muito bonito e de muita qualidade. Mais 10 leitos de UTI de terapia intensiva, mais recuperação após anestésica e quatro salas novas de cirurgia. Então o tratamento completo passa a ser feito aqui: pequenas cirurgias, laparoscopia, grandes cirurgias, diagnóstico, quimioterapia, radioterapia, tem acelerador linear e toda parte clínica, então é uma retaguarda importante para Jales e para a região, aqui vão poder vir pacientes de muitos lugares tudo de graça, tudo, tudo, totalmente de forma gratuita! E 100% financiado pelo Governo do Estado vai ser R$2 milhões por mês, então nós teremos ao longo de um ano 24 milhões, e através de convênio com o Hospital do Câncer de Barretos com o nosso querido Henrique Prata, então uma grande... Um grande ganho para a região. Já inauguramos o AME lá em Fernandópolis, aqui tem também o AME; inauguramos a Rede Lucy Montoro que é a referência na área de reabilitação para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, então um grande ganho, eu diria que para o Estado de São Paulo.


REPÓRTER: Governador, o senhor ouviu algum pedido para o Hospital do Câncer de Jales em Barretos, hoje, para a Fundação Pio XII?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha! Nós somos parceiros, né? A Fundação Pio XII, o Hospital do Câncer de Barretos, criou uma expertise é uma referência hoje no Brasil e faz um trabalho muito bonito, e como é que ele tem trabalhado? Ele trabalha junto à Sociedade Civil conseguindo recursos, leilão de gado, doações como a da Dona Eunice Diniz uma doação muito expressiva aqui para o hospital, ele vai buscando recurso com cantores, artistas, né, vai buscando recurso porque a tabela do SUS é muito baixa e o Governo do Estado complementa, então, assim a gente vai caminhando. E é um trabalho muito bonito e de grande, grande importância sobre saúde pública, porque com o aumento de expectativa de vida no mundo, o câncer é uma doença ligado diretamente a idade, quanto maior a idade da pessoa maior a incidência da doença, então ela cresce, a medida em que a população do mundo envelhece que você fica... Tem uma expectativa de vida mais alta, você tem maior incidência, agora a notícia boa é que é curável, né, você diagnosticando e tratando rapidamente, cura. Agora pra se ter... Agora pra se ter uma ideia da importância, nós, homens, com 80 anos de idade de cada dez homens, sete terão câncer de próstata, então isso é dado estatístico.


REPÓRTER: O senhor falou sobre creche para o município de Jales, só senhor perguntou se o prefeito tinha assinado o contrato sobre creche que estaria à disposição, tem isso para Jales?

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Tem! Nós abrimos um programa chamado Creche Escola. A prefeitura entra com o terreno e o Governo do Estado através da FDE, ele passa o recurso para fazer construção e o mobiliário, o equipamento e depois a prefeitura faz a operação, quer dizer a creche é municipal! Então a nossa meta é fazer um grande número, nós já assinamos 200 convênios, e lá em Fernandópolis vai ter, aqui em Jales também, é só ter o terreno, tendo o terreno, nós fazemos.


REPÓRTER: E a proposta pra o Hospital Regional é viável?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, Nós estamos fazendo um trabalho no estado inteiro de regionalização esse é o segredo. Você ter o máximo de resolutividade na cidade, o máximo de resolutividade, não poder ser aquela política de saúde de ao fulano, ao beltrano, ao, ao, ao, ao, mas não resolve o coitado do doente fica correndo daqui para lá; aumentar a resolutividade na própria cidade e na região. Então esse hospital aqui é uma regionalização, ele não é pra atender só Jales, ele é para atender toda a região, então ele é. O hospital que nós acabamos de inaugurar o serviço lá de Fernandópolis é regional, é a Rede Lucy Montoro: acidentados, pessoas com deficiência, então são estruturas regionais. Agora a tarefa mais importante é evitar que as Santas Casas fechem, é apoiar as Santas Casas se fizer mais um hospital em Jales pode fechar a Santa Casa, ontem, já! Não tem, não tem sentido, tem que apoiar a Santa Casa esse é o bom caminho, tá bom?


REPÓRTER: Governador sobre os acontecimentos que tem acontecido, especialmente na capital, o senhor deu uma declaração essa semana que fortaleceu a força pública. Como que o comando do Estado de São Paulo, o senhor na condição de governador e seu secretariado conversam com as forças... Com o comando das forças públicas no sentido de combater esses fatos que vem se repetindo?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, nós temos dados aqui da região que mostram a queda dos índices de criminalidade especialmente no caso de crime contra a vida, que é homicídio. Então o Estado de São Paulo tinha 13.000 homicídios por ano. Baixou para 12.000, 11.000, 10.000, 9.000, 8.000, 7.000, 6.000, 5.000, hoje é 4.000 homicídios. É uma redução de 70%. E um grande enfrentamento com a questão do tráfico de droga. Então o que é que está acontecendo? Procurando fazer um resumo. Você vai pra cima do traficante, vai para cima das chamadas “biqueiras”. O pessoal fica desesperado. O que é que um criminoso ganha queimando um ônibus? Ganha nada! Porque é que ele faz isso? Pra tentar tirar o foco, tirar o foco da polícia, da ação firme repressiva sobre o tráfico de droga. Nós vivemos uma questão muito grave em relação a entorpecentes. O Estado de São Paulo produz milho, cana, laranja leite, frango, borracha, madeira, não produzimos cocaína. Tudo isso vem de fora, então você enxuga gelo. Enquanto não tiver uma polícia de fronteira para combater tráfico de droga e tráfico de armas, essa é uma guerra que não tem fim. Você vai ter que vencer batalha todo o dia. E porque dessa reação? Porque o governo foi pra cima do tráfico de droga, inclusive nas pontas, nas chamadas “biqueiras”. Nós não vamos retroceder um milímetro, continua direto esse trabalho. É pra tentar reduzir ao máximo o tráfico de droga, porque é uma epidemia hoje a questão da dependência química. E, de outro lado, enfrentou a polícia vai levar a pior. A polícia está preparada, motivada, todo mundo na rua trabalhando.


REPÓRTER: Tem mais um reajuste de pedágio, né, aqui em todo o Estado. O que o senhor tem a dizer aos motoristas que reclamam bastante dessa cobrança? O senhor já estuda uma nova maneira da cobrança de pedágio. Como é que tá essa situação do pedágio hoje no estado do São Paulo?


REPÓRTER: E Euclides da Cunha terá pedágio?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Não. Primeiro aqui não tem pedágio. Aqui o pedágio é zero. Porque não existe pedágio e nem vai existir pedágio. Onde tem pedágio ele é corrigido pelo índice da inflação, ele recompõe a inflação. Aliás, neste caso, o IGP-M deu menos do que o IPCA. Então nós optamos pelo IGP-M que é menor do que o IPCA. Normalmente o IPCA e menor. Então nós optamos pelo índice menor, que é o IGP-M. E estamos fazendo um estudo mais amplo para verificar respeitando contrato, como é que a gente pode ter uma equação. Inclusive com a instalação do chamado pedágio Ponto a Ponto, que é o pedágio eletrônico. Aliás, já houve uma redução importante, porque era R$ 65,00 para você comprar o tag, era mais R$ 65,00 para renovar, era R$ 55,00 para transferir e R$ 13,00 de mensalidade. Hoje o tag é de graça para adquirir, é de graça para transferir, é de graça para renovar e baixou para R$ 8,00 a mensalidade. E onde nós estamos fazendo o Ponto a Ponto tudo de graça o pedágio eletrônico. E com o pedágio eletrônico, um trecho mais curto que você percorrer você vai pagar menos, né, porque ele é pelo trecho percorrido. Mas aqui no caso não tem pedágio, toda essa obra está sendo financiada com recurso público. E queria destacar o seguinte: rodovia, a duplicação da Euclides da Cunha é a maior obra hoje do estado. Hidrovia, 1,5 bilhão na hidrovia Tietê-Paraná. Nós queremos triplicar o movimento pela hidrovia. O novo porto aqui em Rubinéia. Ia ser o porto no Mato Grosso, trouxemos para cá, o novo porto. Uma estrada nova inclusive ligando até a Rod. SP-320. E investimento nos aeroportos aqui da região. Então, eu diria que a infraestrutura da região ela fica bem mais preparada para o desenvolvimento. Na área da educação as Etecs, Fatecs como aqui em Jales, estão sendo ampliados os cursos em todo o Estado. O Via Rápida, emprego que são cursos mais rápidos e saúde, né? AMEs, Rede Lucy Montoro, Hospital Tratamento do Câncer, rodovias mais seguras, enfim. Boas notícias aqui para a região. A última.


REPÓRTER: Governador, os próximos trechos da Euclides da Cunha devem ser entregues quando?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: O próximo trecho que devemos entregar deve ser em setembro. A rigor vai ficando pronto, temos segurança, vai liberando. Mas nós deveremos entregar em setembro. O prazo final da obra é setembro de 2013. Nós já começamos a entregar em junho de 2012. Vamos entregar um primeiro trecho em setembro, o segundo trecho em outubro. Até o final todo o eixo da segunda pista estará totalmente pronto. E ficarão faltando algumas obras de artes que são muito grandes, né, viadutos, trevos, acessos de entradas da cidade, mas aí no começo do ano que vem deve tá pronto.


REPÓRTER: Quais são as expectativas do Governo do Estado com esta obra aqui para região?


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Olha, a expectativa muito positiva. Primeiro no conforto do usuário, na segurança do usuário, na diminuição de acidentes. Claro que não adianta só estrada, precisa ter o motorista com cautela. Não pode beber, né? Se beber não dirija, quer dizer, precisa ter cuidado. Mas a rodovia, aquelas passagens em nível muito perigosas vão ser substituídas por obras de arte. E um outro dado: desenvolvimento. Vocês vão ver o impacto que vai ter no sentido de novas empresas e de emprego na região. Isso é na veia, quer dizer, você tem um desenvolvimento muito forte.


REPÓRTER: Governador, a região eternamente vai ser grata ao senhor pela concretização desse sonho. Esse é o sonho que nós não temos como esquecer nunca essa grande obra.


GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN: Então tá bom. Um grande abraço.