Coletiva - Mais cinco centros de pesquisa iniciam testes da CoronaVac em voluntários 20200508

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Coletiva - Mais cinco centros de pesquisa iniciam testes da CoronaVac em voluntários 20200508

Local: Capital - Data: Agosto 05/08/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde. Obrigado aos jornalistas que estão participando desta coletiva de imprensa, aqui no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, hoje, quarta-feira, dia 5 de agosto. Obrigado também aos cinegrafistas, fotógrafos, técnicos, aos que estão presentes e aos que estão virtualmente aco mpanhando e atuando nesta coletiva de imprensa. Aqui ao meu lado, Bruno Covas, prefeito da capital de São Paulo, Jean Gorinchteyn, secretário de estado da Saúde, José Medina, novo coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, nosso Comitê de Saúde, Geraldo Reple, membro do Comitê do Centro de Contingência Covid-19, João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência do Covid-19, e também os secretários de estado de Turismo, Vinicius Lummertz, Patrícia Ellen, Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, e Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional. Antes das informações, eu queria, em meu nome pessoal e da minha família, e em nome dos brasileiros de São Paulo, manifestar minha solidariedade à população de Beirute , no Líbano, que infelizmente foi vitimada pela explosão de ontem. E a nossa solidariedade também às famílias dos que perderam as suas vidas e daqueles que estão hospitalizados. E em especial também à comunidade libanesa aqui no Estado de São Paulo e principalmente aqui na capital de São Paulo. É a maior comunidade libanesa fora do Líbano. Bruno Covas e eu temos grandes amigos de origem libanesa, amigos inclusive que estavam no Líbano por ocasião dessa explosão ontem, portanto a minha solidariedade pessoal, acho que falo também em nome do Bruno Covas, a todos que, desta comunidade, estão entristecidos e solidários. Segunda mensagem é homenagem aos médicos e à população consciente do Estado de São Paulo. Nestes últimos cinco mese s, eu pessoalmente tive oportunidade de conviver como nunca com profissionais da medicina aqui no Estado de São Paulo, sejam os que compõem o Comitê de Saúde, sejam os que atuam nesta área de saúde, pelo Governo do Estado de São Paulo e pela Prefeitura de São Paulo, e isto aumentou e muito o respeito que tenho por estes profissionais. São, de fato, heróis, diante de uma pandemia e uma situação tão triste, tão difícil e tão dura, que vitimou milhares de brasileiros, aqui em São Paulo. A união da ciência, do Governo do Estado, das prefeituras e da população, e sobretudo dos profissionais da medicina, ajudou a salvar milhares de vidas em São Paulo. Todos tiveram o seu papel e continuam tendo, para a proteção à vida e à saúde. E em São Paulo, seguimos e continuaremos seguindo o que determ inam os especialistas do Centro de Contingência da Covid-19. Eles orientam as ações que já pouparam mais de 200 mil vidas aqui em São Paulo. Nós estaríamos hoje com mais de 222 mil mortes, se não tivéssemos tido o cuidado, o zelo ao compor este Comitê de Saúde, o Centro de Contingência Covid-19, e respeitar a sua orientação ao longo destes cinco meses. E também saudar a cura de mais de 380 mil brasileiros em São Paulo, que foram curados pelo sistema público de saúde, na capital de São Paulo, nos demais 644 municípios do estado e também na rede privada de saúde do Estado de São Paulo. E volto a mencionar também milhares de brasileiros de outros estados que aqui vieram, foram atendidos e foram salvos pelo sistema público de saúde do Estado de São Paulo e o sistema privado, e continuam a ser. Nós, sim, estamos indicando, e vocês verão isso hoje mais uma vez, uma queda no número de internações, de ocupações de UTIs, e também de óbitos. E o outro ponto positivo é a retomada gradual da atividade econômica no Estado de São Paulo. Isso não nos faz celebrar, mas nos faz registrar e ter a convicção de que estamos no caminho, na direção certa, mas sempre com muito cuidado, com muita atenção e com enorme responsabilidade. Precisamos levar a curva pra baixo, e pra isso precisamos também da população, daqueles que estão em casa nesse momento nos assistindo, para a sua própria proteção, a proteção das suas famílias e dos seus amigos e vizinhos. Por tudo isso, mais uma vez, muito obrigado aos profis sionais da medicina, aos paramédicos e aos servidores, que mesmo não sendo profissionais da medicina, ajudam esses profissionais a salvarem vidas. E a população consciente, que é expressiva maioria no Estado de São Paulo, que tem respeitado as regras da quarentena do Plano São Paulo. Feitas essas mensagens, as informações de hoje pra vocês: Mais cinco centros de pesquisa iniciam testes da vacina CoronaVac, a vacina contra a Covid-19. Até sábado, 8 de agosto, mais cinco centros de pesquisa começam a aplicar a vacina em profissionais de saúde, recrutados para o estudo. Todos eles voluntários e exclusivamente profissionais de saúde, médicos e paramédicos. Nesta fase, o Hospital das Clínicas da Unicamp, em Campinas, a universidade de Brasília, no Distrito Federal, o H ospital das Clínicas da Universidade Federal do Estado do Paraná, o Hospital São Lucas, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, aqui em Rio Preto, no interior do Estado de São Paulo. Chegamos assim a dez centros com pesquisa em andamento, com profissionais da saúde. Ao todo, são 12 centros selecionados para a realização da terceira e última fase de testes da vacina CoronaVac, em 9.000 voluntários. O cronograma indica que os dois últimos centros restantes, o Hospital Israelita Albert Einstein, aqui vizinho do Palácio dos Bandeirantes, no bairro do Morumbi, em São Paulo, e o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro, até o final da semana que vem já estarão com os testes nos profissionais de saúde que se apresentaram como voluntários para a vacina. Segunda informação: Abertura de restaurantes será permitida em São Paulo, no Estado de São Paulo, até as 22h, em regiões que estejam na fase amarela do Plano São Paulo há pelo menos duas semanas. Volto a repetir: abertura de restaurantes será permitida até as 22h, até as 10h da noite, em regiões que estejam na fase amarela do Plano São Paulo há pelo menos duas semanas, portanto 14 dias na fase amarela. Depois de rigorosa análise, o Centro de Contingência do Covid-19 constatou que não houve impacto negativo nos indicadores epidemiológicos com a retomada gradual do consumo em restaurantes, localizados em regiões que estão na fase amarela do Plano São Paulo. A partir desta constatação, o Governo do Estado vai publicar decreto amanhã, que autoriza abertura de restaurantes, padarias e estabelecimentos de alimentação, até as 22h. Esse horário de funcionamento só será autorizado para estabelecimentos, é bom frisar, situados em regiões que estejam há pelo menos duas semanas na fase amarela do Plano São Paulo. E todo e qualquer município e região que entrar na fase amarela, após duas semanas, poderá ter o mesmo comportamento em relação aos estabelecimentos de alimentação. Vale ressaltar que continuam sendo seis horas de funcionamento por dia, a utilização desses estabelecimentos de alimentação. E fica a critério de cada estabelecimento determinar se fará seis horas corridas, ou três e três horas, ou a forma que julgar conveniente, desde que no limite de seis horas e desde que no limite de 40% de oc upação do seu espaço, sentado. Não será permitido, em hipótese alguma, serviço em pé. As pessoas não poderão ficar em pé em nenhum estabelecimento de consumo de alimento no Estado de São Paulo. Deverão estar sentadas, dentro da obediência do critério de distanciamento e no critério também do limite máximo de 40% da capacidade do estabelecimento. Neste contexto, há a recomendação para ambientes arejados ou ao ar livre, dentro dos critérios que cada prefeitura estabelece na ocupação destas áreas protegidas e determinadas ao ar livre. No Estado de São Paulo funcionam aproximadamente 200 mil restaurantes, padarias, bares, estabelecimentos de consumo de alimentos e empregando 800 mil pessoas. Essa nova medida, volto a repetir, começa a valer a partir de amanhã, para serviços de ali mentação com as pessoas sentadas. E vale recomendar, ao encerrar esta informação, que em hipótese nenhuma serão servidas pessoas em pé, e a recomendação é para que as pessoas façam a sua reserva prévia, para seu almoço ou o seu jantar, com isso ordenando e organizando o procedimento no atendimento destes estabelecimentos de alimentação, em todo o Estado de São Paulo. Havendo a colaboração do setor, como tem havido até agora, tudo correrá bem e nós manteremos sob controle e passo a passo, de forma segura e gradual, neste programa de abertura, sem colocar em risco os padrões sanitários e os padrões determinados pelo Centro de Contingência do Covid-19. Sobre este tema, e pela ordem, teremos intervenções, serão t odas elas breves, antes de ouvirmos o prefeito da capital de São Paulo. Neste momento, vamos ouvir Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde do Estado de São Paulo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Bom dia, governador, bom dia a todos os secretários, prefeito Bruno Covas e a todos aqui presentes. Realmente, o Plano São Paulo, essa progressão do horário de abertura do plano de retomada do serviço de alimentação é algo que nos deixa bastante felizes, principalmente porque respeita o faseamento do Plano São Paulo, fazendo com que esses estabelecimentos realmente reabram, à medida em que 14 dias se mantiverem na zona amarela. Lembrando ainda que todas as orientaç& otilde;es desses estabelecimentos são baseadas no Centro de Contingência do Covid-19. E além da capacidade reduzida em 40%, a redução do número de horas de atendimento e ambientes arejados e sanitários, todas as medidas sanitárias deverão ser seguidas por esses estabelecimentos, como distanciamento de mesas, distribuição de álcool gel, garantindo a segurança, tanto dos trabalhadores como dos usuários desses estabelecimentos. A outra boa notícia, já revelada pelo governador, é a ampliação do número de centros que participarão da testagem da CoronaVac. Além daqueles que já iniciaram, semana passada, o Hospital Emílio Ribas, o Hospital das Clínicas de São Paulo, o Hospital das Clínicas de Ribeirão, a Universidad e Federal de Minas Gerais, a Universidade Municipal de São Caetano, nós teremos esses outros centros, que já foram referidos, e na próxima semana o Hospital Albert Einstein, bem como o Centro Evandro Chagas, completando inicialmente os 12 centros que participarão dessas pesquisas. Lembrando que já realizamos, até o momento, 1.780.000 testes, até julho. Lembro que os novos balanços serão divulgados na sexta-feira, mas com muita certeza já atingimos a cifra de 2 milhões de testes em São Paulo. O Estado de São Paulo é o estado que mais testa no país, correspondendo a 25% de todas as testagens. Mais de 500% de aumento de testagem de maio a julho, duas vezes o número daqueles testes que foram realizados na primeira quinzena do mês de julho, mostrando essa elevação em 20 vezes mais testagens, desde o início da testagem em março de 2020, mostrando sim que hoje passamos de 900 testes/dia, para aproximadamente 21 mil testes, chegando em alguns momentos, até a se elevar essas cifras. Estamos fazendo vários modelos de testagens, quilombolas, algumas comunidades carentes, alguns sistemas de drive-thru, fazendo então com que nós possamos estabelecer e utilizar alguns modelos que tem sido muito bem empregados dessa forma, não só detectando pacientes novos com sintomas leves, mas isolando aqueles no seu entorno, sejam os contactantes próximos, familiares, ambientes de trabalho. E há alguns exemplos que eu gostaria de considerar, e parabenizar, que são esses exemplos que nós levaremos para todos os 645 municípios do estado de São Paulo, que foram algumas medidas estabelecidas tanto pelo município de São Paulo, e no ABC paulista, e parabenizando aqui doutor Geraldo Reple, que é um dos responsáveis esp ecialmente pela vigilância em São Bernardo do Campo. São Bernardo do Campo teve com essas medidas de detecção precoce de casos, isolamento dos contactantes, uma diminuição de 11% nas internações, 50% no número de óbitos. O município de São Paulo parabenizando, doutor Edson Aparecido com a nobreza com que conduziu a epidemia nesse momento, especialmente no local que foi o epicentro da epidemia no país. Teve uma diminuição nessa última semana epidemiológica, em 5% das internações, e uma redução de 4% de óbitos agora essa semana epidemiológica, com resultados até mais elevados em relação às semanas anteriores, mostrando também o impacto dessas medidas que nós chamamos primitivas, profiláticas. Lembro que houve uma queda da ocupação dos leitos de Unidad e de Terapia Intensiva no estado, 60% de queda, na média do estado, a grande São Paulo, 58,7%. Nós tivemos o primeiro 9.676 casos novos, desde ontem, acumulando uma queda de 3,8% nas internações, 13% no número de óbitos. Nós temos que ficar bastante atentos, que estamos, especialmente nos observando e fazendo observar o número de óbitos que hoje foi expressivo. Lembrando que a média móvel dos sete dias se manifesta em uma tendência de queda. Mas de toda forma a média móvel deve ser levada nos últimos sete dias. Tivemos no final de semana e segunda-feira os menores índices do mês, justificando então o que nós encontramos hoje na quarta-feira. É claro, como disse, estamos atentos, porque esse é um índice importante para que a gente possa avaliar o impacto na classificação das regiões do plano S&atild e;o Paulo. Próximo, por favor. Como disse, nós tivemos 9.776 casos relacionados e confirmados. Próximo. Mantendo, independente de toda forma, dentro da projeção da primeira quinzena epidemiológica, nós estamos com os números dentro das medidas estabelecidas, tanto em termos de número de casos, quanto também em número de óbitos. Volto a dizer, estamos atentos para que medidas possam ser estabelecidas de uma forma muito mais precoce. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Jean. Vamos agora do Medina, José Osmar Medina, que é o coordenador do centro de contingência, mas especificamente sobre o tema da liberação feita a partir de amanhã, e que será publicado no Diário Oficial, com relação à alimentação. Ele que é o novo coordenador do centro de contingência do COVID-19, ele já era membro, agora dentro do sistema de rodízio passa a ser o seu coordenador por essa próxima quinzena. Medina.

JOSÉ OSMAR MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA: Boa tarde. Muito obrigado, governador. Então mais uma vez reforçando essa decisão que foi aprovada pelo comitê de contingência do COVID-19, que é a extensão do horário de atendimento de restaurantes, do limite de 17h para as 22h, depois de duas semanas, na fase amarela, e na data da reclassificação ele se mantém na fase amarela. Então para que essa extensão possa ser feita, os restaurantes precisam estar em uma região que esteja na fase amarela por pelo meno s, 14 dias. E no momento da reclassificação para as duas semanas seguintes, ele se mantenha na fase amarela. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. Geraldo Reple, também integrante do comitê de contingência do COVID-19, e que no comitê, ele como médico, representa também os municípios do estado de São Paulo. Geraldo.

GERALDO REPLE, INTEGRANTE DO COMITÊ DE CONTINGÊNCIA: Boa tarde, a todos. Primeiro lugar, governador, eu quero aproveitar, hoje é o Dia Nacional da Saúde, e eu quero cumprimentar a todos os profissionais de saúde indistintamente, toda a cadeia da saúde, não só o pessoal diretamente envolvido, mas toda aquela cadeia que envolve limpeza, segurança, manutenção, e hoje é um dia muito importante de comemorar. O pessoal tão sofrido, que trabalhou tanto, e está trabalhando tanto nessa pandemia, desde os primeiros casos. Quanto a restau rantes, abertura, é um anseio de todos, o comitê analisou, como o doutor Medina falou há pouco, os números permitem que a gente faça essa flexibilização. E agora é importante que todos tenham muito em mente, que tem que ter os 15 dias, e isso se mantenha. Com essas medidas, como o doutor Jean colocou, de tal forma, que a gente não tenha que regredir. E eu acho que isso é muito ruim se acaso acontecer, se os casos lá na frente aumentarem, óbitos aumentarem em uma proporção muito alta, isso vai ter que voltar para trás. E isso é muito importante que o plano São Paulo prevê. Ele dá essa flexibilização, mas ao mesmo tempo quem não cumprir ou tiver alguma coisa, volta para trás. Então eu faço votos aqui, quero cumprimentar a todos os secretários municipais de saúde do estado de São Paulo, os 645 municípios que estão carregando essa batalha a ferro e fogo. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Geraldo. Vamos agora ao João Gabbardo, coordenador executivo do comitê de saúde. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu queria lembrar um conceito que foi apresentado no plano São Paulo, já lá no início, que significa a fase três, que é a fase amarela, que é a fase de flexibilização. Essa é uma fase em que a gente considera que a epidemia está sob controle, e que a gente pode liberar gradativamente determinadas atividades. São Paulo, a capital de São Paulo, e as regiões que estão em amarelo tem essa carac terística, a epidemia está sob controle. Os nossos indicadores servem para isso, para que nós possamos detectar quais são os locais em que a epidemia está controlada, e nessas fases não existe nenhuma alteração substancial na recomendação do centro de contingência. Nós continuamos com a orientação de que os restaurantes tenham que continuar funcionando com a capacidade máxima de 40%, e que possam funcionar durante seis horas diárias. O que estamos ampliando é o horário de funcionamento, ele poderá optar em funcionar até mais tarde. As recomendações gerais continuam as mesmas, todos os protocolos continuam os mesmos, as pessoas devem ter distanciamento, devem utilizar álcool em gel, devem fazer higienização das mãos. E uma recomendação, o centro de contingência não acha q ue seja razoável e prudente que nessa fase as pessoas, os idosos, e as pessoas com doenças crônicas façam o uso dessa flexibilização, não há recomendação para que um idoso ou para que uma pessoa com doenças crônicas vá participar, vá jantar, vá nesses restaurantes, mesmo com essa flexibilização. Isso é uma medida importante de prudência. O risco de uma pessoa idosa participar de uma situação como essa expõe à uma maior possibilidade de aquisição de transmissão do vírus. Então não é porque ela vai oferecer algum risco para as pessoas que tiverem lá. Mas ela se submeterá a um risco maior se ela participar de pequenas aglomerações, pequenos eventos, onde haja uma possibilidade de contato maior com outras pessoas. Então eu acho muito prudent e essa recomendação do centro de contingência. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. E agora vamos ouvir o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde, a todos. Primeiro lugar, somar aqui às palavras do governador João Doria, em relação à comunidade libanesa, o estado de São Paulo abriga uma das maiores comunidades libanesas do mundo. Eu não sou descendente de libanês, mas meu filho Tomaz é descendente libanês por conta do seu avô materno. Então não posso deixar de prestar aqui também a minha solidariedade, em nome da minha família, o governo do Líbano decreto três dias de luto oficial, come&cce dil;ando a partir de hoje. Então a cidade de São Paulo, em respeito, em solidariedade, vai durante esses três dias de luto oficial, iluminar das cores do Líbano, as cores branco, verde e vermelho, quatro prédios públicos, o Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura de São Paulo, o Viaduto do Chá, a Ponte Otávio Frias, a Ponte Estaiada aqui na Marginal, e a Biblioteca Mário de Andrade. Dessa forma, a cidade de São Paulo presta as suas condolências e solidariedade à comunidade libanesa. A cidade de São Paulo tem características especiais, merece sempre um tratamento diferenciado, aqui a nossa vigilância sanitária tem orientado a prefeitura em todas as ações que a gente vem estabelecendo desde o início da pandemia. E não tem sido diferente nesse momento de flexibilização. A vigilância sanitária nunca viu a qui no município qualquer tipo de problema em abertura de bares e restaurantes até às 22h, tanto que o protocolo assinado com a prefeitura com o setor, não vai precisar ser refeito porque já previa o atendimento até às 22h. A gente fica feliz, que agora o centro de contingência vê da mesma forma para todo o estado de São Paulo. Aqui também, nunca foi proibido o uso de ar livre, o uso de mesas ao ar livre, em varandas, em quintais. Todos os estabelecimentos, como bares e restaurantes, também podem funcionar ao ar livre. A proibição colocada pela vigilância sanitária aqui do município, é em relação às mesas nas calçadas, e é exatamente por isso que a gente vai lançar o projeto piloto, assino hoje o decreto que será publicado no Diário Oficial de amanhã, autorizando o início das obras do projeto piloto. E por que essa recomendação da vigilância sanitária? Primeiro por uma questão cultural, o paulistano é, sem sombra de dúvida, um povo que gosta de confraternizar, que gosta de estar junto, é difícil o controle do distanciamento social quando nós autorizamos o uso das calçadas. Segundo, porque as calçadas da cidade de São Paulo são calçadas mais estreitas em sua média, do que em outras grandes capitais europeias ou americanas. E, portanto, ao cumprirem também a sua função de mobilidade na cidade de São Paulo, nós temos, muitas vezes, um conflito entre o uso das mesas e os pedestres que por ali passam. Dessa forma, esse projeto piloto vai permitir à Prefeitura de São Paulo definir e testar regras para a ocupação das calçadas, visando esse compartilhamento entre o uso das cadeiras e o s pedestres. Vai permitir também o atendimento às normas de higiene, de limpeza e de distanciamento social. E é claro, ampliar a capacidade de atendimento dos bares e restaurantes. Nesse projeto piloto nós vamos autorizar o uso do passeio público, das áreas destinadas a estacionamento de carros, para que esses estabelecimentos possam através de parklets, ou outros instrumentos. Construírem espaços para deslocamento desses locais, para colocar as mesas, definindo exatamente quem são os estabelecimentos responsáveis por aqueles espaços e dessa forma, um acompanhamento mais próximo da área da vigilância sanitária. É a partir deste projeto piloto que nós vamos testar esta possibilidade. Da mesma forma que a gente vê em Paris, em Milão, em Nova Iorque, pra poder replica r aqui na cidade de São Paulo. Próximo. O projeto vai se lidar ali no Centro da cidade de São Paulo, na Rua João Paulo Mantovan Freire, na Rua Bento Freitas entre a Marquês de Itu e a Epitácio Pessoa, na Rua Major Sertorio e na Rua General Jardim entre as Ruas Araújo e Rego Freitas. São um total de 32 estabelecimentos que nós temos nestas quatro ruas que estarão autorizados a construírem esse espaço. Não há nenhum recurso público envolvido, o investimento é 100% privado, o único recurso público envolvido é que nós estamos nesse momento isentando da cobrança de TPU, até porque a qualquer momento não dando certo nós vamos desautorizar o uso desses espaços. Então até quem tenha regras claras e que a gente dê a garantia de que com o pagamento do TPU ele vai poder usar aquilo pelos pr&oacu te;ximos 12 meses, nós não vamos cobrar nesse momento. Então eles estão sabendo desse risco que eles correm de fazer investimento e, eventualmente, daqui alguns dias a vigilância sanitária entender que não deu certo e é preciso retroceder. Da mesma forma que se der certo nós vamos poder ampliar esse tipo e esse exemplo pra toda a cidade de São Paulo. Muito obrigado. Boa tarde a todos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno Covas. Ainda no tema dos restaurantes, setor que emprega milhares de brasileiros aqui em São Paulo, e também tem uma relevância no turismo nacional e internacional. Fala agora o secretário de turismo do estado de São Paulo, Vinícius Lummertz.

VINICIUS LUMMERTZ, SECRETÁRIO DE TURISMO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, governador. Hoje é um dia importante pra retomada do turismo no estado de São Paulo que vem caminhando, pouco a pouco. Nós ano passado tivemos um crescimento de 5,3%, geramos 50 mil empregos, tivemos um crescimento recorde e um posicionamento de mercado com mais de 700 voos pro estado. E esse ano foi, justamente, o ano no qual não só São Paulo, o Brasil e o mundo sofreram. O turismo teve o seu maior baque histórico. Mas com esse... com o dia de hoje o setor, e aqui eu falo com quem dial ogou, como quem dialogou com todo o setor para a formulação dos protocolos, governador, pela sua boa implementação nessa primeira fase houve cooperação, houve do ponto de vista institucional, a Brasel, Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares, Associação Nacional dos Restaurantes, de todo a área institucional e da área privada dos restaurantes, uma conduta exemplar no que diz respeito à gestão do relacionamento a partir da preocupação dos funcionários e dos proprietários o que habilita, habilitou também o momento atual, evidentemente diante das melhoras nas condições de saúde para que o prazo de mais até... de operação das 17h às 22h se produzisse como alternativa. Como disse o governador aqui e os epidemiologistas e os médicos disseram aqui, dentro de um cuidado de operação de alimen tação nessa fase, para que nós possamos avançar com mais segurança. Com isso nós que, governador, perdemos empregos, vários deles serão recuperados esse ano por conta dessa decisão e da contínua distensão em direção a essa normalidade do turismo que nós esperamos que possa acontecer nos próximos meses a partir da decisão de hoje e dessa experiência da prefeitura municipal, do prefeito Bruno Covas que ajudará na transformação da cidade, tratando-se de uma crise como essa sempre aparece alguma oportunidade. Então se aprofunda a necessidade desse trabalho feito pela prefeitura municipal. Portanto, o setor todo hoje está agradecido, governador, e a mensagem que eles passam é de cooperação. Querem ajudar a gerenciar com responsabilidade pela sociedade civil a gerenciar a saída da crise e a evolu&ccedil ;ão dos serviços de restauração e do turismo do estado de São Paulo nessa fase como aqui esplanada, na fase amarela por duas semanas e assim por diante. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinícius. Vamos agora a Patrícia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico, ciência e tecnologia do estado de São Paulo. Patricia.

PATRICIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Então nós vamos atualizar aqui o que já foi dito pelo secretário Vinícius Lummertz, pelo secretário Jean, também complementado pelo Gabbardo, pelo Dr. Medina. Aqui nós temos quais eram as medidas vigentes, né, pra todo o setor aqui de consumo local que envolve restaurantes, padarias, bares e similares. A gente tinha aqui algumas regras bem importantes que, inclusive, serão mantidas, né, a ocupação máxima d e 40% da capacidade dos assentos na fase amarela, ambientes abertos ou arejados, com limitação das operações a esses ambientes, a obrigatoriedade dos assentos, né? As pessoas têm que estar sentadas consumindo nesses locais. O uso obrigatório das máscaras em todos os ambientes. E todos os protocolos gerais específicos recomendados pelo Estado e depois pactuados pelas prefeituras. O que muda, né, com o que foi dito até agora? O novo horário de funcionamento permite que esses serviços de alimentação possam funcionar até as 22h nas regiões na fase amarela há mais do que duas semanas consecutivas. Também esse modelo aqui de funcionamento de seis horas permanece. Um esclarecimento que as seis horas podem ser consecutivas ou não, mediante também a pactuação com as prefeituras. Os serviços, novamente gostaria de ressal tar, são apenas pras pessoas sentadas com a recomendação de realizar reserva antecipada pra evitar aglomerações nos locais e todas as medidas adicionais seguem vigentes. Então esse é um passo muito importante pra ajudar um setor muito sofrido, também pra dar melhores condições de trabalho pros trabalhadores que já estão retornando ao trabalho e precisam realizar a sua refeição fora de casa, isso não somente durante o dia, tem muita gente que trabalha durante a noite, né? Muita gente também que trabalha como garçom, como garçonete que precisam retornar ao seu trabalho. Eu pessoalmente estava lembrando aqui no evento de ontem, foi meu segundo emprego também, foi como garçonete. Então essas pessoas precisam ter a sua oportunidade. Mas eu queria reforçar a importância dos protocolos. Nós estamos em uma seman a com uma grande estabilidade no estado, com melhorias significativas em muitas regiões, mas pra que isso seja mantido nós não podemos agora baixar a guarda. Então é muito importante, dando um passo a mais na retomada que a gente dê um passo a mais também no cumprimento dos protocolos. Então fica esse o pedido pra todos, pra que a gente possa acolher quem está precisando volta a trabalhar e fazer a sua alimentação fora de casa de uma forma digna, a gente também precisa fazer a nossa parte respeitando os protocolos: usar máscara, distanciamento, tirar a máscara somente na hora da refeição, colocar a máscara de volta. É muito importante. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. E agora a última intervenção antes das perguntas dos jornalistas é do Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional com a visão das cidades do interior, do litoral e aqui da grande São Paulo. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Quero chamar atenção para os mesmos aspectos que a secretária Patricia Ellen trouxe aqui, secretário Jean, é uma semana até agora de melhora, melhora em todos os indicadores, né? Queria chamar atenção aqui, na sexta-feira nós tínhamos 66% de ocupação média dos leitos de UTI no estado, na segunda-feira nós já tínhamos 62% e agora 60,2%. Então essa queda vem acontecend o de maneira significativa e a letalidade também vem melhorando, 4,1% agora, na segunda-feira eu trouxe aqui 4,2% de letalidade. Essa melhora vem se dando ao longo desse processo, mas é fundamentalmente um momento de cautela ainda com os gestores públicos do estado de São Paulo e de união de esforços pra que a gente possa seguir com essa melhora de índices. Hoje nós distribuímos mais 101 novos respiradores pra todo o interior do estado, chegando em 13 regiões do estado de São Paulo: Araçatuba, Baixada Santista, Bauru, Franca, Piracicaba, Presidente Prudente, Marília, Ribeirão Preto, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto, Sorocaba, Taubaté e ainda aqui na grande São Paulo, totalizando 3.477 respiradores já distribuídos, um montante significativo que pôde levar a capacidade de São Paulo a níveis mui to contundentes ao longo desse processo pra poder atender toda a população do nosso estado. Ontem, eu e o secretário Jean estivemos em Ribeirão Preto inaugurando lá 13 novos leitos, entrando em funcionamento esses leitos, né, também em Franca com 35 leitos na região entrando em funcionamento. O secretário Jean verificou com as equipes médicas a qualidade desses novos leitos, e lá no Vale do Ribeira, oito novos leitos conforme combinado entrando em funcionamento na última segunda-feira. Nós seguimos melhorando essa capacidade hospitalar em todo o estado de São Paulo e fundamentalmente nas regiões que estavam na fase vermelha, que seguem na fase vermelha, mas que demonstraram um significativo avanço ao longo dos últimos dias. Piracicaba teve uma melhora significativa também ao longo dessa semana e precisa consolidar essa melhorar até a pró xima sexta-feira pra poder avançar de fase. Hoje nós estamos encaminhando pra todos os municípios do estado de São Paulo a ampliação do programa de rastreamento. Nós iniciamos com Araraquara, Bauru e São Bernardo do Campo um processo de rastreamento de contagens, e hoje o processo de adesão das cidades, das 645 cidades dos municípios de São Paulo seguem à disposição para que a gente possa aumentar o rastreamento de contatos aqui em todo o estado de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vinholi, muito obrigado. Vamos agora às perguntas. Pela ordem, TV Record, CNN, TV Cultura, SBT, Rede TV, o portal IG e TV Globo, Globo News. Pela TV Record, Emerson Ramos. Emerson, boa tarde. Bem-vindo. Sua pergunta, por favor.

EMERSON RAMOS, REPÓRTER: Boa tarde a todos. A minha pergunta é sobre o retorno às aulas presenciais, o secretário municipal aqui de São Paulo já disse considerar improvável que se tenha o retorno das aulas no dia 8 de setembro. Prefeitos de cidades da grande São Paulo já decidiram ou consideram a possibilidade de só terem aulas presenciais no ano que vem. A gente está chegando perto do final do prazo pra se ter as condições definidas que confirmassem o retorno no dia 8 de setembro, então... e a gente tem regiões no est ado ainda na fase laranja, na fase vermelha. Então queria saber como é que estão as discussões em relação a essa questão. Pode estar inviabilizado já o retorno às aulas no dia 8 de setembro? E eu gostaria de saber se o Governo do Estado considera a possiblidade de só retomar as aulas presencias no ano que vem.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Emerson, obrigado pela pergunta. Eu terei que ser breve na resposta, mas sincero. Nesta sexta-feira, dia 7, nós teremos na coletiva de imprensa o tema principal será a educação com a participação do secretário de estado de educação, Rossieli Soares. E aí sim, dentro do prazo, conforme você mesmo reconheceu é que nós daremos uma informação definitiva sobre a retomada das aulas. O estado de São Paulo informou que possivelmente a retomada das aulas seja feita no dia 8 de setembro, mas isto estaria sujeito a reconfirmação. Portanto, todos os dados, informações e fundamentos pra isso serão oferecidos na coletiva desta sexta-feira de forma completa, não apenas a imprensa de maneira geral e a opinião pública como também as prefeituras dos municípios aqui do estado de São Paulo. Então na sexta-feira nós teremos essa informação completa. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Só queria acrescentar, começa agora às 14h o inquérito sorológico encomendado pela prefeitura de São Paulo com as crianças e adolescentes aqui da cidade. Pra que a gente possa ter mais um dado pra orientar a vigilância sanitária do município a estabelecer a data de retorno às aulas aqui na cidade de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: E ainda, antes de passar para a Tainá, da CNN, importante, eu queria ressaltar também, Emerson. Nenhuma medida do Governo do estado de São Paulo será tomada em relação à educação sem levar em conta a proteção dos alunos, dos professores, dos servidores e dos prestadores de serviço. Portanto, nenhuma precipitação será colocada à frente da saúde e da proteção, repito, de alunos, professores, servidores e prestadores de serviço na educação pública do estado de São Paulo. E espero revê-lo aqui na sexta-feira. Tainá Falcão, da CNN. Obrigado pela sua presença. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Bom, a minha primeira pergunta é para o prefeito. Eu estava acompanhando aqui as explicações sobre esse projeto piloto, sobre as calçadas, é um pleito da categoria, né, os donos de bares e restaurantes falam que esse seria um próximo passo mesmo lutar por isso. Queria que o senhor entrasse um pouco mais em detalhes em relação a quanto tempo que vocês vão ficar avaliando e quais são, o que é decisivo nessa avaliação, para tornar esse projeto então permanente estender pr a outros lugares. Pro secretário de Turismo, eu queria saber se já há uma avaliação de impacto dessa medida anunciada hoje, agora, com a extensão de horário dos bares e restaurantes, impacto financeiro, claro.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Tainá. Bruno

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: A expectativa da prefeitura é em até quatro semanas isso estar definido. Pode ser que, de repente, em prazo anterior a gente já consiga estabelecer, tanto pelo sim quanto pelo não, mas a expectativa inicial é de, em até quatro semanas, nós concluirmos essa avaliação. Quatro semanas a partir do funcionamento. Hoje, com o decreto publicado no Diário Oficial a partir de amanhã, eles estariam autorizados a prepararem as calçadas, a prepararem os [ininteligível], e aí o prazo de início vai depender agora do tempo que eles vão levar para deixar isso funcionando. A partir do momento que começar a funcionar, o prazo máximo estabelecido pela prefeitura é de, em até quatro semanas, a gente definir se isso pode ser replicado ou não para toda a cidade. E os critérios são os critérios definidos pela Vigilância Sanitária: garantir que não há aglomeração e que haja respeito aos protocolos, que serão também publicados junto com o decreto. Então, junto com o decreto tem um protocolo específico de como é que deve funcionar os restaurantes e bares que utilizarão as mesas nas calçadas. Se o protocolo for cumprido, pra prefeitura é o que basta para que a gente possa replicar isso para outros cantos da cidade.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Vinicius Lummertz.

VINICIUS LUMMERTZ, SECRETÁRIO ESTADUAL DE TURISMO DE SÃO PAULO: O setor vai dobrar o seu faturamento do período, porque a 40%, ele fatura em torno de 18% a 20% do global. Ele vai agora para mais de 40%. Eu acho que perde 50%, porque a parte noturna fatura mais, então nós vamos a 50%. E com isso, nós começamos a recuperação de empregos. E nós perdemos empregos, mas muitos por suspensão, não são empregos literalmente perdidos. O turismo tem condições de uma volta rápida, porque o ativo fixo, ele está l&aacu te;, e o nível de cooperação é muito alto. Os funcionários estão interessados, os restaurantes estão interessados, o setor está interessado, então há uma cogestão muito evidente, que nos dá uma tranquilidade de que os preceitos de higiene, que já são respeitados, de forma geral, por este ramo, que é o ramo de alimentação, estão sendo respeitados de forma geral e nos darão o sentimento de que nós poderemos progredir nessa distensão até o final do ano. Então, esse é um momento muito importante, mas tem muito a ver com cooperação com o setor, uma grande cooperação com o setor de restaurantes e bares de São Paulo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinicius Lummertz, obrigado, Bruno Covas, obrigado, Tainá Falcão. Vamos agora à próxima pergunta, que é da TV Cultura. É você, Maria Manso. Na sequência, Fábio Diamante, do SBT, e a Carolina Riguengo, da Rede TV. Maria, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde. Eu tenho duas questões hoje. O Governo Federal anunciou que vai pedir um reforço de verba, de cerca de R$ 2 bilhões, para a compra da vacina da Oxford. Eu queria saber se o Governo de São Paulo também pediu dinheiro para ajudar na produção e nos testes da CoronaVac e como é que o senhor vê essa suposta preferência do Governo Federal pela vacina testada pela Oxford. E a partir da observação do Dr. Gabbardo sobre a não indicação do Comitê para que pessoas com mais de 60 anos usem essa flex ibilidade maior dos restaurantes, até as 22h, eu queria saber qual é a recomendação do Centro para o Dia dos Pais, que está se aproximando, domingo. As pessoas devem visitar os pais, podem ou ainda não é a hora? Por favor.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maria. A primeira pergunta, vou responder, e na sequência o Gabardo. Não, São Paulo não pediu nenhum recurso para o Governo Federal, para a produção da vacina, o desenvolvimento da vacina. Estamos usando recursos do Governo do Estado de São Paulo, e fizemos um pleito bem-sucedido até aqui, para o apoio do setor privado. Já arrecadamos R$ 96 milhões, com o objetivo de dobrar a produção da vacina no Instituto Butantan, na Fundação Instituto Butantan, de 120 m ilhões para 240 milhões de vacinas. A meta é chegar a R$ 130 milhões, que é o necessário para os equipamentos e a operacionalização para dobrar a capacidade e produção da vacina, mas não utilizamos nenhum recurso de ordem federal, não solicitamos e não temos necessidade de fazer esta solicitação. E também não creio que haja uma competição entre as vacinas, e nem é recomendável que isto aconteça. Da parte de São Paulo, não há. Nós torcemos pela vida, pela proteção das pessoas. Quanto mais vacinas aprovadas pudermos disponibilizar no país para imunizar mais brasileiros, e mais rapidamente, melhor. São Paulo não tem a visão egoísta e nem participa de corrida pela vacina. São Paulo tem a visão de que participa da corrida pela vida, para a judar as pessoas e salvar as pessoas. João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Maria, o Estado de São Paulo continua em isolamento, o Estado de São Paulo continua em quarentena. As recomendações em relação aos idosos e às pessoas portadoras de doenças crônicas permanecem as mesmas. Quando nós falamos aqui na possibilidade de reabrir cinemas, de reabrir teatros, com localizações reduzidas, com espaçamento entre as pessoas, essa recomendação já estava presente: não existe recomendação para que os idosos e pessoas portadoras de doenças crônicas façam uso dessas prerrogativas. É uma questão de segurança. Então, não é proibido, não vai ter decreto determinando isso, mas é uma questão de consciência, consciência das famílias, de que expor os seus idosos, os seus pais, os seus avós, a um aumento de contato com outras pessoas, aumenta a possibilidade de aquisição da doença, é uma questão simples. Então, cada família deve avaliar esse risco, deve avaliar o risco de submeter o seu familiar a uma possibilidade de aquisição desse vírus. E nós ficamos tanto tempo fazendo esse sacrifício, agora que estamos próximos, estamos com a questão da epidemia quase controlada, já, em alguns locais, estamos com a visibilidade de uma vacina num futuro próximo, eu acho que não vale a pena mudar essas recomendações, mudar essas orientações que foram feitas, e que estavam sendo cumpridas pelas famílias. Isso vale para qualquer uma das atividades que estão sendo flexibilizadas, vale também para qualquer comemoração, como são aniversários, dia dos pais, dia dos avós. Essa recomendação permanece. Estamos em isolamento e as pessoas que puderem manter o distanciamento devem manter o distanciamento.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Maria, apenas para complementar, vale uma menção aqui ao setor de restaurantes, o setor de alimentação em São Paulo, onde incluo padarias, cafés, além de restaurantes pequenos, médios e grandes. Eles têm um bom comportamento aqui no Estado de São Paulo, de maneira geral, majoritariamente obedecem às normas sanitárias, atendem bem, são cuidadosos e, aliás, reconhecidamente São Paulo tem um grande centro de gastronomia, exatamente por isso, p ela qualidade do que serve, pelo ambiente onde serve, pelos profissionais que trabalham e pelos cuidados com a saúde. Nós confiamos no setor de alimentação em São Paulo. Vamos agora, agradecendo às suas perguntas, Maria, vamos agora ao Fábio Diamante, do SBT. Na sequência, Rede TV, com a Carolina Riguengo. Fábio Diamante, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Governador, eu queria fazer uma pergunta, voltando à questão dos bares, esse novo horário. A gente sabe que, na prática, principalmente as regiões, na capital, que concentram muitos bares, Pinheiros, Vila Madalena, as aglomerações nos bares acontecem do lado de fora, na porta. Muitas vezes, os bares fecham e as pessoas continuam na porta. Eu queria perguntar para o senhor quais são as ferramentas que o Governo dispõe para impedir que essas aglomerações aconteçam, já que isso não seria responsabilidade do proprietário do estabelecimento. Se o senhor me permite fazer um paralelo, a gente tem visto a Polícia Militar agir na periferia para dispersar aglomerações, bailes funks e etc. Eu queria saber se, no caso, a Polícia Militar vai agir da mesma forma que age numa região de periferia, nos Jardins, Vila Madalena, Pinheiros, se a atuação será a mesma. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Fábio, agradeço pela pergunta. Um esclarecimento: a Polícia Militar não faz esse tipo de ação, nem na periferia, nem fora da periferia. Quem faz esta ação é a fiscalização sanitária, do município, especificamente o município de São Paulo. Sempre que necessário, com o apoio da fiscalização sanitária do Governo do Estado de São Paulo, mas essa é uma função municipal, não é uma funç&ati lde;o policial. Cabe, sim, às prefeituras municipais realizarem essa vigilância. E também não há vigilância seletiva. O Bruno Covas vai responder na sequência. Não se faz a vigilância mais ostensiva na periferia e mais relaxada em relação a outras áreas nobres da cidade. Isso nunca foi feito aqui, não foi feito na minha gestão e não é feito na gestão do Bruno Covas. Mas o Bruno pode falar, inclusive sobre o tema de pessoas em pé nas calçadas. Mas eu lembro também, antes de passar a palavra ao Bruno, que não será servida bebida alcoólica a pessoas em pé e em calçadas, isso não haverá, como procedimento autorizado, seja pela prefeitura, seja pelo Governo do Estado. E mais uma vez, eu reforço a nossa confiança naqueles que são gestores de bares, restaurantes, similares, padar ias, que ajam com responsabilidade. Tudo que estamos abrindo agora, podemos fechar amanhã. Isso já foi mencionado aqui nesta coletiva. Portanto, se não houver um comportamento cuidadoso e respeitoso, seja por parte dos donos de restaurantes, bares, padarias e similares, e pelas pessoas, poderemos voltar e retroagir. Não desejamos fazer isso, mas é preciso que as pessoas sejam, repito, donos de estabelecimentos ou frequentadores de estabelecimentos, que ajam com responsabilidade. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Exatamente por isso a preocupação da prefeitura em liberar as mesas e cadeiras nas calçadas, pela dificuldade de responsabilizar o dono do estabelecimento pelo que acontece na área de fora. É exatamente essa a preocupação da Vigilância Sanitária. O que a gente tem visto até agora, nas fiscalizações, é que pelo menos estabelecimentos não estão servindo na área externa. Claro que você tem uma ou outra exceção. A gente fez 480 fiscalizaç ões, só neste final de semana, e multamos ou [ininteligível] 20 estabelecimentos. Então, a preocupação é exatamente para que isso não aconteça, e por isso o projeto piloto para que a gente não tenha esse tipo de problema, já que é muito difícil controlar as pessoas que ficam na frente de estabelecimentos. Então, a preocupação nossa é para que a gente possa ter esse tipo de experiência, que ajuda o empreendedor, que ajuda os bares e restaurantes, mas sem ter esse tipo de aglomeração, também na parte de fora. E a prefeitura continua com os seus 2.000 fiscais, fiscalizando, em todas as subprefeituras, nas 32. Já respondi crítica que só tem fiscalização nos Jardins e não tem na periferia. Agora respondo que só tem na periferia e não tem nos Jardins.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Obrigado, Fábio Diamante, do SBT. Vamos agora a você, Carolina Riguengo, da Rede TV. Boa tarde, e sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Olá, boa tarde a todos. A minha primeira pergunta é sobre, já que vai haver esse horário até as 22h, esse é um setor que ainda tem muita gente patinando. Vocês pretendem ter algum tipo de ampliação de linhas de crédito, para que esses empregadores possam voltar a empregar aqueles que foram demitidos? A minha segunda pergunta é que existe... É pra saúde. Existe um estudo que coloca uma perspectiva, uma chance de que a pandemia dure de 12 a 18 meses, porque afinal de contas, quando a vacina for disponibilizada a todos, não será possível colocar pra todo mundo ao mesmo tempo. Queria saber o que vocês pensam a respeito dessa possibilidade. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Carolina. A primeira pergunta eu respondo, junto com a Patrícia Ellen, e a segunda o Jean e o Gabardo. Sim, temos programas de apoio, isso será anunciado inclusive aqui, numa coletiva, na próxima coletiva. É sexta-feira, Patrícia? Ou na segunda? Na segunda-feira da próxima semana, todos os programas de financiamento do Governo do Estado de São Paulo, pelo Banco do Povo e pelo banco Desenvolve SP, inclusive em detalhes. Mas sim, temos um programa de apoio, de financiamento ao microempreendedor, sobretudo aquele microempreendedor do setor de alimentação, mas também de outros segmentos da economia. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: E nós já anunciamos também, e já realizamos aportes. Nós nos comprometemos com R$ 650 milhões, através da Desenvolve SP e do Banco do Povo. Através do Banco do Povo e microcrédito, até esse momento nós já aportamos e concedemos mais de R$ 175 milhões. A gente vai trazer uma atualização disso. E um direcionamento que foi feito através das linhas emergenciais Covid foi exatamente priorizar os setores que fora m mais impactados pela pandemia. E o setor de restaurantes, setor de comércio, segmento de beleza e eventos foram os quatro setores priorizados nesse momento, com as novas linhas. Na segunda-feira, como o governador já mencionou, nós vamos trazer uma atualização detalhada disso, e também estamos trabalhando agora para termos aqui aportes adicionais que serão devidamente anunciados. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Carolina, obrigado pelas perguntas. Vamos agora para Eduarda, desculpe, não, estou aqui encurtando, obrigado pela primeira pergunta, temos a segunda, Jean, vamos à resposta, no tema da saúde, e o Gabbardo também, que eu já havia anunciado previamente.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Carolina, é muito importante a gente lembrar que o coronavírus, assim, eu costumo sempre fazer uma analogia, 2009 nós tivemos uma pandemia também de um vírus respiratório, que era o H1N1, e ele veio pra ficar, coronavírus, mutante, o Covid-19, ele também veio, o Sars-Cov-2, ele veio pra ficar, a única forma que nós temos de ter uma proteção, realmente importante, através da vacina, porque a gente pode ampliar essa proteção, sem que as pe ssoas definitivamente precisem ficar doentes pra fazê-lo. A gente percebeu que existe uma coisa chamada imunidade de rebanho, pras outras doenças eu preciso 70% de proteção, de imunidade na população, para o Covid, alguns trabalhos que já vem mostrando, talvez a gente precise menos, 40%, mas a partir do momento que nós imunizarmos as pessoas, nós teremos a capacidade de fazer essa proteção, que é diminuir o impacto da circulação do vírus na população, quer dizer, quanto mais eu diminuo a circulação do vírus, menor é a chance das pessoas adoecerem, por isso grupos específicos, uma vez que nós sabemos que 20% apenas das pessoas adoecem de forma mais grave, 6% a 8% internam de forma realmente necessitando amparo e unidade de terapia intensiva, aí são os grupos que serão, numa fase inicial, privilegia das, porém os pátios, as plantas das fábricas estão sendo ampliadas, o próprio Instituto Butantan já teve, através inclusive da iniciativa privada, aporte de recursos pra ampliar a planta de produção de vacinas, ou seja, nós teremos a possibilidade de vacinar o maior de número de brasileiros possíveis, importante, de forma gratuita, com a capilaridade do Sistema Único de Saúde, pra atingir aquelas localidades mais remotas do nosso país. Então, dessa forma, teremos a possibilidade de proteger um maior número de brasileiros.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Gabbardo. Então, já está... A informação já está completa, Carolina, obrigado pelas perguntas, agora sim, e vamos a Eduarda Esteves, do Portal IG, Eduarda, boa tarde, mais uma vez, bem-vinda. Sua pergunta, por favor.

EDUARDA ESTEVES, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. A gente viu que muitas famílias madrugaram hoje pra ter acesso a testagem gratuita da Covid-19, oferecida pelo Instituto Butantan, num shopping da zona sul. Sabendo dessa alta demanda pela testagem, o governo planeja aumentar o número de senhas distribuídas ou diversificar esses locais de testagem? Inclusive em outros formatos, pra pessoas também que não tenham carro. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado pela pergunta, bastante interessante, Eduarda, eu vou pedir ao Jean Gorinchteyn, o nosso secretário de saúde, e com comentários também do José Osmar Medina, o novo coordenador do centro de contingência Covid-19. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eduarda, muito obrigado sempre pela tua presença aqui nas nossas coletivas, é importante que a gente vacine cada vez mais, o maior número de pessoas deve, sim, vacinar, e com os vários formatos, como eu disse, seja nas comunidades, seja num esquema drive thru, mas nós temos que lembrar que quando você fala em esquema de drive thru, você está permitindo e privilegiando alguns que tem carro, outros não, é o que hoje nós estamos fazendo na região do Vale do Ribei ra, em Registro, fomos semana passada, identificamos um aumento de número de casos, ocupação de leito de UTI, imediatamente instituímos novos leitos, mas campanhas hoje são realizadas, entendendo a condição daquela região, a condição social, não dá pra fazer drive thru numa região carente como essa. Então, nós temos os profissionais da saúde, que vão ao encontro evitando aglomerações, porque é isso que nós temos preconizado. Então, nós temos que preservar, inclusive nessas medidas que são tomadas, a segurança, a garantia dessas pessoas, é óbvio que no drive thru, como você mesmo comentou, as pessoas estavam dentro dos carros, mas de toda forma não é isso que nós queremos, nós queremos incentivar que as pessoas sejam testadas de uma forma segura, pra trazer tanto pra elas, quanto pra nós, a informação de quem são aqueles que estão doentes e definir estratégias mais precoces.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean, vamos agora, na complementação, o José Osmar Medina, nosso novo coordenador do centro de contingência Covid-19. Medina.

JOSÉ OSMAR MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19 DE SÃO PAULO: Boa tarde, Eduarda, tem que entender bem, assim, qual que é a finalidade desse teste que está sendo realizado, que era o RT PCR, então, ele é destinado a pessoas que tem algum tipo de sintoma, que seja sucessivo de que está desenvolvendo a doença, ou que teve algum contato, esse teste, ele não é destinado pra esquema epidemiológico, esse teste é destinado a pessoas que tem algum sintoma e que precisam confirmar o diagnóstico pra que elas sejam i soladas, ou então aquelas pessoas que tiveram contato com alguma pessoa que teve a doença, pra ver se ela tem a doença também. Se testar todos nós aqui, que estamos nessa sala, todo mundo vai dar negativo. Então, esse teste, ele é indicado pra quem tem algum sintoma, ou pra quem é contactante de alguma outra pessoa que tem sintoma. Não precisa fazer fila de pessoas que não tem sintoma nenhum, ou que não teve contato com outra pessoa portadora da doença pra fazer esse teste de PCR.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. Obrigado, quer falar? Gabardo. Ah, Geraldo Reple, por favor.

GERALDO REPLE, MEMBRO DO COMITÊ DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA COVID-19: Aproveitando, eu acho que a sua pergunta foi muito oportuna, se o prefeito permitir, o município de São Paulo faz cinco mil testes de PCR por dia, além desse teste do drive thru, e aqui tá o secretário Edson Aparecido, o município, acho que no país não tem um município, aliás, não tem nenhum que testa tanto quanto São Paulo tá testando, então, são ações complementares o drive thru. Então, isso é muito importante, que fique muito claro isso, vou pegar carona aqui, Edson, você me permite, além disto, cada caso positivo no município, eles vão no local e testam toda a família. Então, o número é bastante avantajado, então, o drive thru é uma experiência complementar ao que já vem sendo feito no município de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Geraldo Reple. E, complementando, Eduarda, São Paulo é o estado que mais testa no Brasil, de longe, e continuará assim, nós estamos ampliando fortemente a testagem, hoje já praticamente com 21 mil testes dia, e crescendo, e ampliando a testagem, portanto, os municípios, a capital de São Paulo desenvolve um trabalho excepcional sob a liderança do Bruno Covas e do Edson Aparecido, e o Estado de São Paulo é o estado que mais teste faz, isso já tem praticamente dois meses que temos essa posição de destaque, porque foi uma opção clara e sob orientação do nosso centro de contingência do Covid-19, e também do nosso conselho econômico. Com isso, nós encerramos a coletiva de hoje, dia cinco de agosto, quarta-feira, voltaremos aqui na próxima sexta-feira, no mesmo horário, peço aos que estão ainda nos assistindo, neste momento, por favor, mesmo com o dia dos pais no final de semana, e a proximidade do dia dos pais, usem o online pra comprar o presente pro seu pai, ou pro seu avô, evite sair de casa, ou evite fazer aquilo que você pode fazer online, pelo seu computador, pelo seu celular. Use máscara sempre que for sair, em qualquer condição, distanciamento social de um metro e meio em relação a uma ou outras pessoas e álcool gel e lavar as mãos com constância. Se protegendo, voc&ecir c; protege a você, a sua saúde, a saúde da sua família, dos seus amigos e dos mais próximos. Muito obrigado a todos, boa tarde, se protejam, fiquem com Deus. Obrigado.