Coletiva - Plantio do Programa Nascentes 20163004

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Plantio do Programa Nascentes

Local: [[]] - Data:Abril 30/04/2016

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bom dia a todas e a todos. Olha, dizer da alegria de estar aqui na Fazendo Limoeiro, aqui em Itu, que é o símbolo da qualidade do gado Jersey no Brasil. Trabalho maravilhoso, começou com o Dr. Aldo Raia e com William Labaki, que é hoje um dos grandes promotores da raça Jersey. E com um dos melhores produtos, que é o Jersey de Itu. E aqui na Fazenda Limoeiro, só aqui, 17.700 mudas de árvores nativas de Mata Atlântica estão sendo plantadas. Agradecer ao William Labaki, que está cedendo as áreas aqui da sua fazenda, Fazenda Limoeiro. A empresa financiadora é a CCR ViaOeste. É uma compensação pelas obras do contorno de São Roque. E, aliás, deverá ser entregue nos próximos dias o contorno de São Roque, na Raposo Tavares, três meses antes do prazo, inclusive, e a concessionária então é quem está fazendo a compensação ambiental aqui, e quem faz o plantio e conservação por três anos ou até fechar a floresta nativa, é a Cooperativa Florestal, a empresa restauradora Florestal Marim. A nossa meta nesse programa Nascentes, nós já estamos hoje com 1 milhão de mudas plantadas. Um milhão de mudas plantadas, 630 hectares ao longo de rios, represas, corpos d´água e, principalmente, nascentes. Então, onde nós plantamos ali, a ideia é restaurar a antiga nascente. Quer dizer, voltar o olho d´água, com o cuidado ambiental e voltando a mata nativa ao lado, a grande probabilidade voltar o olho d´água e de se recuperar mais uma nascente. Então, atingimos 1 milhão de mudas plantadas. A meta nossa é 6,3 milhões de mudas no Estado de São Paulo, 630 hectares, a meta é 4.464 hectares. E também um fato importante: as penitenciarias da região é que estão os presos, nós temos viveiros em todas essas penitenciárias, e os presos estão produzindo as mudas. Há até uma competição, ver qual penitenciária produz mais mudas. E mudas nativas, como nós plantamos aqui, mudas de cedro, de jequitibá, aroeira, de ipê, enfim... pitanga, cedro rosa, jabuticaba, jatobá, todas mudas nativas, mudas próprias da região. Então diria que é um “ganha-ganha”. A fazenda, ela recupera seus corpos d´água, seus riachos, córregos, as nascentes. A concessionária cumpre a compensação ambiental, sua obrigação com a Secretaria do Meio Ambiente, a empresa ou cooperativa gera emprego fazendo plantio e manutenção até fechar a floresta nativa, os presos trabalham, produzindo as mudas dos viveiros. Cada três dias de trabalho, reduz um dia de pena, e ganha a sociedade, com mais árvores nativas, mais florestas nativas e proteção das nascentes. Sempre com o foco na água.

REPÓRTER: Governador, mudando um pouquinho de assunto, a gente queria saber qual é o prazo para a entrega do novo hospital regional em Sorocaba. Tem alguma novidade?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, nós temos em Sorocaba um hospital, que é o hospital estadual, que já foi reformado, modernizado, e as obras continuam. E vamos ter um segundo hospital, que fizemos uma PPP, Hospital Estadual de Sorocaba, lá na Raposo Tavares. Nós já estamos com 12% da obra executada. O primeiro pavimento já concluído, iniciando a execução da laje, aliás, os pilares do primeiro pavimento concluídos, iniciando execução da laje do primeiro pavimento. É um investimento de R$ 269 milhões. Um grande hospital, porque ele terá 250 leitos, sendo dez salas de cirurgia e 96 leitos de UTI. Isso é um fato raro, porque antigamente um hospital, quando tinha UTI, tinha 5% de leitos de UTI. Então, 200 leitos, 250 leitos, você teria 12 leitos de UTI. Nós vamos ter 96 leitos de UTI. Porque é um hospital de trauma, um hospital cirúrgico e a população idosa. O idoso é sempre um doente de risco, então a necessidade de mais leitos. Deixa eu verificar aqui... Aqui não está na fichinha, mas deve ser 2018, né? Nós temos dois hospitais simultaneamente sendo construídos por PPP: São José dos Campos e Sorocaba. Em 2018 os dois devem estar concluídos. Mais dois que não são PPP: o Hospital de Registro, esse está mais adiantado ainda, e Caraguatatuba, abrimos ontem os envelopes. Então, em 60 dias deve iniciar a construção do Hospital do litoral. Então, uma grande conquista. Em Sorocaba também inauguramos o AME. Já está funcionando, e teremos também a Rede Lucy Montoro, que é para pacientes de fisiatria, fisioterapia, pacientes com deficiência ou mobilidade reduzida.

REPÓRTER: Governador, a questão da SP-264, rodovia João Leme dos Santos. Ela vai ser entregue nesse primeiro semestre, ou já há uma previsão para o segundo semestre? A gente sabe que tem alguns trechos complicados lá para os motoristas, pedestres, que enfrentam dificuldades com a obra também.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: É, a SP-264 é uma rodovia quase urbana. Ela tem grande trecho na área urbana. São praticamente 18 quilômetros, investimento de R$ 111,9 milhões e deve ser entregue em julho. Agora, o que é importante destacar? Sempre que a gente duplica uma rodovia, ela vai sendo entregue. Ficou pronto três quilômetros, já abre para o tráfego, vai utilizando. Tem algumas que a gente nem inaugura, porque quando terminou já tá usando já há um ano. Então, à medida que vai ficando pronta já vai abrindo ao tráfego. Então, grande parte dela já está executada. A previsão de término é julho de 2016. E na semana que vem nós deveremos estar entregando o contorno de São Roque, que é outra obra também de grande significado para a região.

REPÓRTER: A questão do pedágio ficou realmente fora daquele plano de...

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO:Fora, exatamente. Não vai ter pedágio. Tá bom?

REPÓRTER: Aproveitando hoje também o dia D no combate à gripe, início aqui na nossa região, a questão da vacinação, principalmente contra a H1N1, que vem preocupando a população. A gente já pôde observar a grande procura em Unidades Básicas de Saúde aqui da região. Sabendo que o Governo do Estado é responsável aí pela redistribuição dessas vacinas, que recado o senhor tem para a população, que procura em grande quantidade e está preocupada com a questão do estoque?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO:Olha, a vacina, ela é importante, porque, primeiro, ela tem um nível de eficácia bom. Ela tem uma eficácia de mais de 80%. Nunca é 100%, mas é mais de 80%. E ela é uma vacina formada por cepas de três vírus contra gripe: o H1N1, o H2N3 e o vírus B. Então é uma vacina tríplice, a mesma vacina protege contra três tipos de vírus de gripe. E a outra, que mesmo que a pessoa contraia a gripe, ela será mais branda, porque a vacina produz anticorpos, o organismo produz anticorpos, que diminui a chamada viremia, a quantidade de vírus no sangue. Então, ela não é tão forte. Então é importante a vacina. Quem deve ser vacinado? A população mais vulnerável, mais exposta a risco. Então, crianças de seis meses até cinco anos, pessoas acima de 60 anos de idade. Veja que eu não falei “idoso”. Acima de 60 anos de idade deve ser vacinada, as gestantes, as puérperas, as mulheres que deram à luz, os profissionais de saúde, os doentes crônicos e os imunodeprimidos. Essa é a população foco. A única preocupação que nós temos, que nós recebemos do Ministério da Saúde, que vieram 4,5 milhões de doses. Então nós estamos lá em cima do Governo Federal para que não falte vacina, para que a gente receba toda a quantidade necessária.

REPÓRTER: Governador, eu tenho também mais uma dúvida. Na verdade, teve uma invasão na Escola Fernão Dias, nesta madrugada, lá em Pinheiros. Os alunos reclamam da falta de merenda. Tem alguma posição? Queria que o senhor comentasse, o Governo do Estado. Em Itu também teve uma manifestação à respeito disso numa escola, também, técnica.

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO:Olha, o que que... a Escola Fernão Dias não tem nenhuma falta de merenda. As escolas técnicas do Estado são escolas de nível médio e pós-médio. Alunos que já terminaram o Ensino Médio, e que vão fazer um curso técnico. Então, quando foram iniciadas as Etecs não tinha previsão de você dar merenda. Mas nós resolvemos fazê-la. Então, todas as escolas técnicas terão. São poucas hoje as que não tem. Eu acho que até a semana que vem todas terão. Agora, na realidade, o caso da Fernão Dias, é nítido que é um movimento político. Isso é óbvio, em razão aí do impeachment. Interessante que eles não invadem escolas do PT, né? É uma invasão seletiva. E de outro lado, prejudicam. Porque você pega a Paula Souza, invadiram lá o Centro Paula Souza, 50 pessoas, muitos até nem são alunos, são sindicalistas. Eles prejudicam 300 mil alunos. Porque nós temos duzentas e tantas Etecs, mais de 50 Fatecs, prejudicam... Como é que vai elaborar a folha de pagamento de professor, aliás, que vai receber o bônus agora em maio. Nós vamos pagar, já pagamos o bônus do professor da educação e agora vamos... Quase meio bilhão de bônus. R$ 420 milhões, mais R$ 64 milhões do aumento do piso, e o bônus da Paula Souza, dos professores e funcionários também que recebem. Todos. Vai ser pago agora no quinto dia útil de maio. Nós precisamos rodar a folha. Então... não é necessário isso, uma coisa totalmente descabida. E o Governo está totalmente aberto ao diálogo. Agora, isso é feito para a mídia, para ser ‘glamourizado’ na mídia. Sendo que é uma coisa contra o interesse público, prejudica as pessoas, né? As invasões que ocorreram, ano passado, teve depredação, roubo de equipamentos, então não é adequado. Nós já fizemos o boletim de ocorrência. Estamos fazendo apuração de todos os participantes, porque se for subtraído ou for depredado alguma escola, eles terão que indenizá-las.

REPÓRTER: A questão, só para terminar, governador, da política nacional, realmente há uma possibilidade de uma aproximação do PSDB com o possível governo do Michel Temer?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Olha, não só aproximação, como apoio, né? Nós vamos apoiar. O Brasil passa por uma crise econômica gravíssima. O quadro político exaurido, faliu a política brasileira, tá exaurida. Há um principio em medicina que diz “sublata causa tollitur effectus”. Suprima a causa, que o efeito cessa. Não tem como funcionar um sistema partidário com 35 partidos políticos, com 25 na Câmara dos Deputados, não tem como funcionar direito. Então, a reforma político-partidária importantíssima, ser feita rapidamente. E a economia, retomada do crescimento. Se o país não voltar a crescer, pode cortar, cortar, cortar, que não vai sair do lugar. É preciso ter políticas para o crescimento da economia. Exportação, aproveitar o câmbio, exportação. Infraestrutura e logística. Uma obra de Metrô nossa, a Linha 5, tem hoje 5.400 pessoas trabalhando. Construção civil gera muito emprego, então retomar a atividade econômica. Todo apoio às reformas, apoio parlamentar. Isso não significa que o PSDB vai exigir nada em troca, nenhum cargo, nenhum ministério. Tá bom?

REPÓRTER: Obrigada. Categoria 30 de abril de 2016 [[]]