Coletiva - Reunião com pesquisadores dos 14 centros que testam a vacina contra a dengue em todo o país 20161909

De Infogov São Paulo
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Coletiva - Reunião com pesquisadores dos 14 centros que testam a vacina contra a dengue em todo o país

Local: [[]] - Data:Setembro 19/09/2016

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia. Olha, é uma grande... Hoje, é um dia histórico. Primeiro, pela reunião, aqui estão reunidos no Instituto Butantan os quatro centros parceiros, centros de pesquisa, para a última fase, que é a fase de ensaios clínicos, a terceira fase, da nova vacina da dengue. A primeira do mundo que é a tetravalente, liofilizada, então você pode guardar em geladeira, e dose única, e com altíssimo nível de proteção. A dengue é uma arbovirose que atinge boa parte do mundo, todos os países tropicais e subtropicais. No Brasil, fez um grande número de enfermos e mortos. A vacina está na sua última etapa e começou agora o trabalho final com 17 mil voluntários. Nós estamos procurando acelerar ao máximo agora nesse período, antes do verão, pra poder ter no verão um resultado ainda melhor para, dando tudo ok, solicitar a aprovação da Anvisa. Nós estamos aqui na frente da fábrica, a fábrica... professor Jorge Kalil acha que em questão aí de dois, três meses, ela estará concluída, não equipada, mas concluída, o prédio físico da nova fábrica da vacina da dengue aqui no Instituto Butantan. Que é um instituto do final do século 19, 1899, começou aqui na época do café quando muitos trabalhadores que vinham, até imigrantes para carpir o café, eram picados de cobra. Então, começou como o instituto, com o Vital Brazil, para produzir o soro antiofídico e se transformou no maior instituto soroterápico da América Latina. E hoje enfrentando esse grande desafio, nós estamos muito otimistas, ano de estudo, última fase, a terceira fase que é a fase clínica da primeira vacina do mundo tetravalente com dose única e liofilizada. Então, contra os quatro tipos de vírus, né, o subtipo um, dois, três e quatro.

REPÓRTER: Em relação aos equipamentos depois que o projeto estiver concluído, quanto tempo vai estar tudo em dia pra iniciar efetivamente a fabricação?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Então, nós estamos procurando buscar recursos do BNDES e da Finep, então tendo esses recursos nós teremos aí a parte final. O mais importante agora é acelerar a vacinação, se a gente conseguir até o fim do ano ter a maior parte dos voluntários vacinados, aí a gente pode com o verão, quando aumenta a incidência de dengue, ter aí uma resposta que se chama de resposta imunológica. Dos 17 mil voluntários, 12 mil recebem a vacina e 5 mil placebo, ninguém sabe quem recebeu a vacina, quem recebeu o placebo. E você acompanha por cinco anos esses pacientes. Então, é um trabalho muito bem-feito, científico, com acompanhamento de organizações internacionais.

REPÓRTER: Governador, hoje o Estadão traz uma matéria sobre o déficit dos policiais civis. O senhor poderia comentar?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, nós tivemos em 2014, uma lei tão absurda que ela acabou sendo revogada, que estabeleceu uma expulsória só pra policial civil, só. Então, dizendo: “Olha, com 65 anos de idade não pode mais continuar no serviço público”. Então nós perdemos de um dia pro outro, delegados, investigadores, escrivães de polícia, agentes policiais, quase mil policiais nós perdemos. Tão absurda a lei que ela acabou sendo revogada no ano seguinte, mas aí o prejuízo já tinha ocorrido. Aprovada, eu acho que por unanimidade no Congresso, e sancionada pela presidente Dilma. Surtiu o efeito, perdemos aí praticamente mil policiais, quase isto, e depois acabou sendo revogada, mas nós tivemos uma perda grande de policiais. Quem tinha 65 anos de idade, quando promulgou a lei não podia assinar mais nada. Então, o delegado aqui do Morumbi, promulgada a lei não podia mais assinar. Nós nomeamos este ano, 686 novos policiais civis: delegados, investigadores, escrivães, agentes policiais. Temos mais 27 saindo da Acadepol, e estamos vendo a questão orçamentária pra nomear um número grande também de policiais civis. Então, mais alguns dias aí, nós vamos ter novidade.

REPÓRTER: Governador, queria que você comentasse a falta de fiscalização nos postos de gasolina pelos fiscais da Secretaria da Fazenda. O que é que o governo tem feito pra reverter isso?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, a liminar nós estamos procurando demonstrar ao Poder Judiciário o equívoco dessa liminar. Nós reduzimos de 30% pra 3% as inconformidades na questão do combustível, exatamente com a fiscalização. Infelizmente a ANP, Agência Nacional de Petróleo, tem pouquíssimos fiscais, então fiscalização quase nenhuma, o Estado é que vinha fazendo. E o que é que você verifica? Você tem fraude volumétrica, a pessoa põe 30 litros de gasolina e entra 28; tem fraude da qualidade do produto, álcool aguado, gasolina também fraudada; e tem fraude fiscal, tributária. Então, nós estamos procurando mostrar ao Poder Judiciário, o mais rápido possível cair essa liminar pra gente retomar. Independentemente disso, nós vamos até o final desse mês retomar com a Secretaria da Justiça e o Procon, então nós vamos retomar até o final deste mês, mas estamos de outro lado trabalhando pra cair essa liminar que não faz o menor sentido.

REPÓRTER: Os fiscais falam em falta de segurança, né, no manuseio com o combustível?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: É, não manuseiam o combustível, né? Isso é mais uma... O Brasil vive o corporativismo extremo, né? E o país das liminares. Então, o serviço público é interrompido a cada momento, mas estamos procurando mostrar que não tem nenhum sentido isso.

REPÓRTER: Governador, em relação ainda a questão da Polícia Civil, a informação como foi divulgada no jornal Estado de São Paulo é de que funcionários das prefeituras estariam sendo desviados para as delegacias de polícia pra fazer serviço de policiais. Essa questão vai durar mais quanto tempo? O senhor tem uma ideia quantos--

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Olha, eu acho difícil que numa crise desse tamanho, fiscal, prefeitura esteja cedendo funcionário pro Estado, muito pouco provável, né? Numa crise como essa, as prefeituras estão reduzindo o seu pessoal ao extremo, nós não estamos vivendo um período normal, é a maior crise dos últimos cem anos.

REPÓRTER: Mas essa informação não é verdadeira?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu acho que não. Eu não acredito que nenhuma prefeitura esteja tirando funcionários seus pra ceder pro Estado. É o contrário o que a gente verifica, todo dia a prefeitura, naquilo que tem parceria, procurando reduzir pela crise. O que é que eu vejo que é importante destacar? Primeiro, a perda que nós tivemos de mais de mil policiais. Depois, não se pode analisar o número estanque. Por exemplo: nós tínhamos 1.500 policiais no Detrans, civis. Eles não trabalhavam pra Polícia Civil, eles trabalhavam pro Detran. Delegados, investigadores, escrivães... Hoje não tem ninguém, então a polícia ganhou mais 1.500 policiais que não trabalhavam na atividade-fim, trabalhavam no Detran que hoje tem um corpo próprio, funcionários próprios. O Detran saiu da polícia e foi pro modelo Poupatempo. Depois, nós temos 4 mil carcereiros, mas não tem mais cadeia praticamente, nós tínhamos 30 mil presos na segurança pública, hoje tem 2.800. Então, você tem também o número de policiais que não estavam na atividade-fim e que hoje estão na atividade-fim.

REPÓRTER: O senhor considera suficiente?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nomeamos... Não. Nomeamos 626, este ano, e vamos nomear um número importante.

REPÓRTER: O senhor considera suficiente?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Não, não é suficiente. Por que é que não é? Qual o problema hoje dos Estados? É pagar salário. Então, está todo mundo procurando não aumentar muito a folha, até porque tem lei, né? Nós já estamos no limite prudencial. A arrecadação não para de cair. Essa a história de que a economia está melhorando eu não sei onde, porque no mês de julho nós perdemos R$ 600 milhões de arrecadação. Já perdemos R$ 600 milhões até sexta-feira, nós poderemos passar de R$ 1 bilhão a perda de arrecadação esse mês de setembro.

REPÓRTER: Governador, sobre... voltando sobre a dengue, como vai ser o calendário [ininteligível] principalmente em relação às prefeituras que a maioria vai ter troca de convênio?

GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Professor David Uip pode explicitar, mas nós já estamos retomando os mutirões aos sábados. Então já estamos retomando os mutirões, o governo paga além do trabalho de segunda a sexta-feira. Que a gente não pode, em razão da expectativa da vacina, esmorecer no combate ao mosquito, que é o Aedes aegypti. Então, o professor David Uip vai detalhar melhor. Mas quero aqui cumprimentar a sociedade, porque houve uma grande colaboração. Nós tivemos uma redução forte de dengue no estado de São Paulo. Categoria 19 de setembro de 2016 [[]]