Coletiva - São Paulo vai testar novo soro do Butantan no tratamento de pacientes com coronavírus 20210503

De Infogov São Paulo
Ir para navegação Ir para pesquisar

Coletiva - São Paulo vai testar novo soro do Butantan no tratamento de pacientes com coronavírus 20210503

Local: Capital - Data: Março 05/03/2021

Soundcloud

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, boa tarde a todos. Vamos dar início à nossa coletiva de imprensa, aqui na sede do Governo do Estado de São Paulo. Hoje, sexta-feira, 5 de março. Participam da coletiva de hoje Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, Célia Parnes, secretária de Desenvolvimento Social, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, e também Regiane de Paula, coordenadora do programa estadual de imunização, Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, João Gabardo, coordenador executivo do Centro de Contingência do Covid-19. A todos, muito obrigado por estarem aqui participando, assim como aos jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos, que estão aqui presencialmente, e os que estão virtualmente também nos acompanhando pelas imagens da TV Cultura e demais emissoras, que também gentilmente transmitem esta coletiva.

Fico muito triste em ter que anunciar que a saúde pública no Brasil está na eminência de sofrer um completo colapso. Nosso país virou uma ameaça sanitária, não apenas aos brasileiros, mas ao mundo. O Brasil hoje é o epicentro da pandemia, com 17% dos casos de Covid no planeta. Os dados são da Organização Mundial de Saúde. Uma situação trágica, dramática, na eminência do maior colapso de saúde pública do mundo. O que faz o presidente da República do Brasil? No pior momento da pandemia, o maior número de mortes, o maior número de infecções, o maior risco e falta de vacinas. O presidente viaja, promove aglomerações, anda de jet-ski, assa leitõezinhos em casa, [ininteligível] chega de 'mimimi', parem de frescura, vão chorar até quando? Quer vacina? Vai pedir pra sua mãe. Triste, muito triste o país que tem um presidente da República que, diante de uma pandemia desta ordem, mais de 260 mil brasileiros mortos, se comporta desta maneira. Que presidente é este que nós elegemos para o Brasil? Que tristeza, que vergonha, uma vergonha mundial, comprometendo o país e, mais do que tudo, comprometendo vidas. Jair Bolsonaro parece ter alergia ao mundo real, aliás, eu pergunto: Em que mundo vive Jair Bolsonaro? Qual é o seu mundo? Não é o nosso. O mundo daqueles que combatem o vírus e tentam preservar a vida. O mundo do Bolsonaro não é este. Bolsonaro prefere encher os hospitais e lotar os cemitérios. Antes, o custo Bolsonaro prejudicava a saúde e a vida, o que já seria gravíssimo. Hoje, o custo Bolsonaro adoece a economia, aumenta o desemprego, amplia a falta de credibilidade do Brasil em todos os mercados internacionais. O Brasil, neste momento, não tem o menor controle sobre a pandemia. Se tiverem dúvidas, leiam os relatórios de ontem da Organização Mundial de Saúde. Se ainda tiverem dúvida, acessem pelos seus celulares, utilizem o Google e vejam o que dizem os principais jornais do mundo, as principais agências noticiosas do mundo, as principais emissoras de televisão do mundo sobre Jair Messias Bolsonaro, um negacionista que prefere fazer brincadeiras e reptos ao invés de ter seriedade na sua conduta, e compaixão, e solidariedade, pelos mortos do seu país, e por aqueles que estão doentes, à espera de socorro. Uma vergonha. Como é uma vergonha também o comportamento do Ministério da Saúde. Que Ministério é este, que não consegue planejar, orientar, confirmar e sequer fazer logística de vacinas? Do pouco que tem, ainda faz errado. Promete vacinas e não entrega vacinas. Se o Brasil tem hoje vacinas, deve ao Instituto Butantan. Se o Ministério da Saúde hoje distribui vacinas pelo Brasil, deve ao Instituto Butantan de São Paulo. O Ministério não reconhece isso, mas essa é uma realidade que todos sabem. Mais uma vez: de cada dez vacinas, aplicadas no braço dos brasileiros, nove são do Butantan. E o Ministério da Saúde, a cada dia fala em milhões de doses de vacina. Como governador do Estado de São Paulo, eu pergunto: onde estão as vacinas? Aliás, essa pergunta eu faço aqui desde janeiro. Onde estão as vacinas? A cada dia, uma promessa, a cada dia, uma expectativa, e os brasileiros praticamente só estão recebendo as vacinas do Butantan. Vidas que se vão, vidas que se perdem, país entristecido, machucado, ferido. E o presidente da república lançando reptos: Vai pedir vacina pra sua mãe. Pergunte à sua mãe, presidente Jair Bolsonaro, qual foi a vacina que ela recebeu no seu braço. Pergunte se ela concorda com essa sua observação, com esse seu repto, com essa sua falta de educação, aliás, corriqueira no seu comportamento. Pergunte à sua mãe, que vive aqui no Vale do Ribeira, em São Paulo, se ela concorda com esta sua maldade. Triste Brasil, triste Brasil esse, do mito Jair Bolsonaro.

Nas informações de hoje, uma boa notícia: Instituto Butantan, o Butantan, que provê hoje nove de cada dez vacinas no Brasil, está desenvolvendo um soro para tratar e curar pacientes com Covid-19. O Instituto Butantan já protocolou na Anvisa o pedido para autorização, para que pacientes com Covid possam ser tratados com o soro desenvolvido pelos cientistas do Instituto Butantan. A expectativa é que, na próxima semana, a Anvisa já possa autorizar o início destes testes. Aliás, diga-se, não há razão para protelar autorização para o início destes testes, já que todas as informações necessárias já foram providas pelo Instituto Butantan para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O soro desenvolvido pelo Butantan tem grande potencial para evitar o agravamento dos sintomas e curar os contaminados pela Covid. Os estudos estão sendo conduzidos pelo professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Esper Kallás, e pelo médico nefrologista José Medina, ambos integrantes do Centro de Contingência do Covid-19 do Estado de São Paulo. O Instituto Butantan tem hoje já prontos 3.000 frascos deste soro, prontos para serem utilizados imediatamente nesse estudo clínico. Sobre isto, falará daqui a pouco o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas.

Percebem a diferença de um governo que se preocupa com a vida, com a saúde, com a existência, que respeita a ciência? E de um governo que debocha das pessoas, que despreza a vida, que não investe em vacinas, que não acredita na ciência? Esta é a diferença de quem acredita na vida e de quem despreza a vida.

Assistência Social: Prorrogado até 30 de abril o funcionamento aos finais de semana, feriados e também para o serviço de jantar em todas as unidades do Bom Prato, em São Paulo. São Paulo tem 59 unidades do Bom Prato, as 59 unidades vão continuar a oferecer café da manhã, almoço e jantar, gratuitamente, toda semana, incluindo sábados, domingos e feriados, para as pessoas em situação de rua que estejam cadastradas no sistema Bom Prato. Para as demais pessoas, enquanto tivermos disponibilidade, o serviço continuará a ser oferecido, subsidiado pelo Governo de São Paulo, a R$ 0,50 o café da manhã e a R$ 1 o almoço e R$ 1 o jantar, nas unidades do Bom Prato. Sobre este tema, a secretária de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, aqui ao meu lado, Célia Parnes, dará mais detalhes na sequência.

Conscientização, São Paulo já fez várias campanhas de conscientização, com apelos, orientação para a população, na sua preservação da sua saúde e dos cuidados necessários, como a obrigatoriedade do uso de máscara, primeiro estado no país a tornar lei a obrigatoriedade do uso de máscara. Primeiro estado a fazer a quarentena, denominada Plano São Paulo, e as várias campanhas que fizemos aqui. Agora temos mais uma, e esta não foi criada pelo governo de São Paulo, foi criada pelo governo do Mato Grosso do Sul, do meu amigo, governador Reinaldo Azambuja. Eu vi este comercial neste final de semana, um comercial de 30 segundos. Fiquei sensibilizado, e telefonei para o governador do nosso estado irmão, Mato Grosso do Sul, e pedi a ele autorização para utilizar o mesmo comercial, que foi brilhantemente criado pela sua equipe, por uma agência de publicidade do Mato Grosso do Sul, para que pudéssemos ter aqui essa veiculação em São Paulo, exatamente para orientar os jovens, os nossos filhos, nossos sobrinhos, nossos netos, que infelizmente, hoje, infelizmente, representam uma parte substancial dessa desobediência à orientação da saúde, e não estão protegendo suas vidas, e estão comprometendo outras vidas também, dos seus pais, dos seus avós, seus parentes, dos seus amigos e as suas próprias vidas. Eu queria neste momento, mostrar a vocês este comercial de 30 segundos, que será veiculado de forma intensa em redes de televisão, todas as emissoras de televisão aqui de São Paulo, a partir deste domingo e também nas redes sociais. Queria mostrar a vocês este comercial, esta campanha de conscientização, que fala principalmente dos riscos da Covid-19 para os jovens, os jovens brasileiros de São Paulo.

[exibição de vídeo]

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Hoje, Letícia vai ser contaminada pelo Corona Vírus.

ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Nossa, amiga, muito bom!

ORADORA NÃO IDENTIFICADA: Oi, pai, chegou rápido!

ORADOR NÃO IDENTIFICADO: Ela não sabe, mas está passando o vírus para a pessoa que mais ama. Até a vacina chegar, proteja-se, não brinque com a sua vida. Governo de São Paulo, estado de respeito.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Proteja-se, não brinque com a vida, nem com a sua, nem da sua família, nem dos seus amigos. Na sequência, vamos apresentar também as novas etapas da vacinação em São Paulo, com a Dra. Regiane de Paula, coordenadora do programa estadual de imunização. Vocês terão as informações também do vacinômetro e das novas etapas de vacinação em São Paulo. Neste momento, estamos vacinando pessoas com 77 anos ou mais. E na próxima segunda-feira, já anunciaremos aqui nesta mesma coletiva de imprensa as novas etapas de vacinação, para as pessoas com menos de 77 anos, no Estado de São Paulo. Sobre este tema, falará a Dra. Regiane de Paula, na sequência. E ao final, e semana epidemiológica, com os dados atualizados pelo Dr. Jean Gorinchteyn, médico, infectologista e secretário da Saúde do Estado de São Paulo.

Vamos começar, pela ordem, com Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, falando sobre este esforço e este avanço da ciência brasileira no Instituto Butantan, o soro que o Butantan acaba de desenvolver. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Boa tarde, governador. Eu tenho uma apresentação, primeiro diapositivo. Nós estamos falando agora, governador, de tratamento, nesse momento em que estamos vivenciando o período mais grave dessa pandemia. Estamos falando de um soro heterólogo produzido em cavalos, um soro contra o Corona Vírus. Nós temos nesse momento já 3.000 frascos prontos para iniciar um estudo clínico. Nós sabemos que esse soro já demonstrou, em testes pré-clínicos que ele é seguro, e efetivo já em dois tipos de estudos animais. E você complementa com a expertise do Butantã na produção de outros soros, portanto, vem em uma sequência aí em que o Butantã nesse momento é responsável pelo fornecimento 100% dos soros do Brasil. Então estamos exatamente introduzindo mais um soro, agora especificamente um soro contra a Coronavírus. Próximo. Esse material foi todo desenvolvido no Butantã, o vírus ele foi isolado de um paciente brasileiro, foi na sequência cultivado, inativado, submetido aí a vários testes em camundongos, e finalmente levado a imunizar os animais. Próximo. O Butantã tem uma fazenda com 640 hectares, e lá nós mantemos uma tropa nesse momento com mais de 800 cavalos, separamos um número inicial de cavalos para esse desenvolvimento. Então esses animais foram submetidos a esse vírus, e na sequência produziram anticorpos, esse plasma desses animais foi coletado e aí processado nas nossas instalações, dando origem então ao produto. A última terça-feira submetemos à ANVISA um dossiê de desenvolvimento clínico para esse produto. Devemos receber ainda hoje, até o final do dia a observação da ANVISA em relação a esse pedido, e estamos então aguardando para poder começar um estudo clínico inicial com pacientes transplantados, de rim, lá no Hospital do Rim, com o doutor Medina, e pacientes com comorbidade lá com o doutor Esper, no HC. Os estudos animais feito com o que a gente chama de teste de desafio, mostraram que esse soro é extremamente efetivo. Lógico que isso aqui é uma figura um tanto quanto complicada, mas de um lado nós temos os animais infectados, e do outro lado os animais que foram tratados. Os animais que foram tratados tiveram seu pulmão protegido, ou seja, não desenvolveram a forma fatal aí da infecção pelo Coronavírus nesses animais. Mostrando que os resultados em estudos animais são extremamente promissões, e esperamos que a mesma efetividade seja demonstrada agora nesses estudos clínicos que poderão ser autorizados na próxima semana, para ter o seu início. Próximo. São essas as minhas observações, governador. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dimas Covas, pela sua apresentação. Mais uma vez, parabéns a você, no comando do Instituto Butantã, e aos cientistas que fazem parte dessa instituição de 120 anos, que é um orgulho para o Brasil. Vamos agora sobre o Bom Prato, com Célia Parnes, nossa secretaria de Desenvolvimento Social. Célia.

CÉLIA PARNES, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL: Obrigada, governador. Boa tarde, a todos. É um anúncio muito positivo, como sempre, sob o comando do governador João Doria, uma grande estratégia social pensando todo o plano de segurança alimentar do nosso estado, estenderemos, portanto, as refeições do Bom Prato, que foram incrementadas desde o início da pandemia. Então estenderemos até abril jantares em todas as 59 unidades, além de refeições aos finais de semana, as três refeições aos finais de semana, feriados. E também a gratuidade para pessoas em situação de rua não albergadas, cadastradas pelos municípios. Isso tudo faz parte de uma grande estratégia de segurança alimentar, que além dos restaurantes Bom Prato contempla também o grande programa Viva Leite, que também foi ampliado durante a pandemia, e o grande programa de cestas de alimento, o Alimento Solidário. Pode passar, por favor. Eu trouxe aqui alguns números importantes, todas essas mudanças nos restaurantes Bom Prato causaram um incremento de 60% na quantidade de refeições servidas, as equipes ficam permanentemente servindo as refeições, cafés da manhã, almoços e jantares, sem parar, os sete dias da semana. E isso já vem somando um número de 33 milhões de refeições ao longo desse período, desde que começamos esses incrementos. E mais de 660 mil refeições já foram servidas gratuitamente para pessoas em situação de rua. Hoje os 59 restaurantes Bom Prato fornecem 114 mil refeições por dia. Pode passar, por favor. É como se nós tivéssemos alimentando toda a população do Uruguai por uma semana, tamanho volume de produção dos nossos restaurantes, que agora oferecem embalagens descartáveis, com toda segurança, para que as pessoas retirem e façam o consumo em seus locais de abrigamento. Pode passar. Os horários também foram estendidos para evitarmos filas. Então esses são os horários, os cafés da manhã são servidos em todas as unidades das 7h às 9h. Os almoços de 10h às 15h. E os jantares de 17h30min às 19h, naturalmente, enquanto houverem refeições disponíveis. E os cartões de gratuidade para pessoas em situação de rua por todo o estado, até o momento são 53 mil pessoas em situação de rua cadastradas, que tem feito o uso dessa alimentação gratuita. É isso, governador. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Célia. Vamos agora à Regiane de Paula, a Regiane vai dar a atualização sobre o vacinômetro, e como está o ritmo de vacinação aqui no estado de São Paulo. Regiane.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Boa tarde, a todos. Temos feito muito, trabalhado incansavelmente sob à sua liderança, mas poderíamos fazer muito mais se mais vacinas tivéssemos. O estado de São Paulo hoje já vacinou, já aplicou em doses, mais de 3 milhões de doses, mas seria muito importante para todos nós se vacinas tivéssemos, e todos os estados brasileiros também pudessem vacinar. Então nós trazemos hoje os dados do vacinômetro. Ontem fomos o segundo lugar em termos de estados a mais vacinar. Mas gostaríamos que isso fosse no total do conjunto dos 26 estados e do Distrito Federal. Como o governador já disse, precisamos de mais vacinas, é fundamental que a gente tenha um movimento do Programa Nacional de Imunizações para que as vacinas cheguem, hoje, se nós chegamos a esse patamar, é porque mais de 90%, 85%, provavelmente nas vacinas que nos foram entregues, nos foram entregues pelo Instituto Butantã. Então precisamos de mais, governador. E vamos avançar, mas precisamos também que o Governo Federal tome uma iniciativa. Então nesse momento nós temos doses aplicadas, 3.079.945 milhões de doses aplicadas em todo o estado, sendo que de primeira dose, 2.318.838 milhões, e de segunda dose, 761.107 mil aplicadas. Eu volto a frisar, governador, precisamos de mais vacinas. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rejane. Destaco que São Paulo, em números absolutos, é o estado que mais vacina no Brasil, e proporcionalmente é o segundo estado que mais vacina no Brasil. Quero cumprimentar a doutora Regiane de Paula e toda a sua equipe do Programa Estadual de Imunização, assim como das prefeituras municipais, secretários e secretárias de Saúde, incluindo aqui da capital de São Paulo, pelo trabalho, pela competência e pelo comprometimento. Vamos agora à semana epidemiológica, com Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde de São Paulo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Estamos na nona semana epidemiológica do ano de 2021. Estamos em guerra, diferente das guerras que nós costumamos ver nos filmes, que as nossas gerações não viveram, com tiros, bombas, mortos espalhados pelas ruas, nós temos isso acontecendo nos hospitais. Essa realidade acaba sendo vista e ouvida por aqueles que estão na linha de frente, por aqueles que estão esperando o que fazer na sua escolha de quem vai viver ou morrer. Naqueles parentes que no lado de fora, sem poder visitar os seus parentes, choram aguardando notícias, e muitos têm a triste notícia da perda dos seus familiares. É exatamente essa guerra do inimigo invisível, que faz com que muitos neguem o que está acontecendo no nosso país, e negam dentro da nossa própria sociedade. Nos questionam sobre as medidas que estamos tomando de restrições maiores, nos questionam por que não posso levar meus filhos para um shopping, para uma escola? Estamos em guerra! Essa é a diferença. Nós temos que as pessoas tomem consciência, tenham responsabilidade! Nós estamos na maior crise pandêmica do nosso país, com grande número de mortos por dia. Isso é inadmissível! Nós temos que conter essa velocidade de expansão, infelizmente, da pandemia no nosso meio. Hoje o Brasil contabiliza 260.970 mil mortes, infelizmente são 1.699 mil mortes nas últimas 24 horas. Em São Paulo temos 2.093.924 milhões de pessoas acometidas pela COVID-19, e já temos 61.064 mil pessoas que perderam a sua vida, são pais, são mães, avós, filhos, que foram enterrados e tiveram as suas muitas das vezes, destruídas de forma precoce pelo COVID-19. Nós temos hoje, 77,4% na taxa de ocupação das UTIs do estado de São Paulo, na grande São Paulo nós temos 79,1%. Eu quero reforçar para vocês entenderem a velocidade da instalação dessa doença, na semana passada no dia 22, segunda-feira, há 11 dias atrás, nós tínhamos 68,8% de ocupação na grande São Paulo, portanto, estamos 10% a mais daquilo que vimos há dez dias. E em todo o estado nós tínhamos 66% com o aumento de 11,4%. E passamos de 6.410 mil pessoas internadas nas UTIs, para 7.892 mil pessoas. Infelizmente nós temos a elevação do número de ocupações nos leitos das Unidades de Terapia Intensiva, mas guardem essa informação, a cada dois minutos, três pacientes no estado de São Paulo são internados, seja em uma UTI, seja em uma enfermaria. E as ocupações de leitos de Unidades de Terapia Intensiva ocorrem em média 130 novas admissões por dia. Fazendo então com que nós tenhamos a necessidade de incrementar e implementar as medidas que estamos tomando a partir da 0h de hoje, mas nós precisamos do apoio de todos. Mas eu quero agradecer aqui especialmente às equipes da saúde, quero agradecer médicos, quero agradecer enfermeiros, quero agradecer os fisioterapeutas, técnicos de enfermagem, fonoaudiólogos que estão na linha de frente exaustos, exaustos. E eu digo isso, governador, porque sou médico, e antes do meu horário de expediente passo nas UTIs e vejo o quanto existe um esgotamento físico e psíquico dessas pessoas. Então nós precisamos muito de vocês, nós precisamos agradecer muito ao apoio de vocês, e entender que são vocês que vão mudar essa história. Esse número de óbitos não foi maior graças a vocês, graças ao aumento do número de leitos que foram estabelecidos pelo governo do estado de São Paulo, que praticamente triplicou o número de leitos. Nós aumentamos em 153% o número de leitos de Unidades de Terapia Intensiva, no início da pandemia eram 3.500 mil leitos, hoje temos 8.839 mil leitos de UTI, incluindo leitos que foram revertidos, e leitos novos que foram realmente abertos. A garra desses trabalhadores, governador, é o que nos dá o bálsamo, o que nos dignifica e nos traz realmente a esperança. Apesar de falar em números de leitos, governador, nós não recebemos ainda do Ministério da Saúde aqueles valores de custeio mensais para custear o valor desses de cada um dos leitos, no valor mensal de R$ 245 milhões. No ano passado esse não aporte financeiro foi de R$ 1,400 bilhão. Nós estamos em franca pandemia, nós precisamos desse recurso, e esse recurso ele já está consolidado nas leis que fazem com que os recursos sejam tanto da Federal, estadual e também municipal. Nós vamos continuar abrindo leitos e vagas dentro dos hospitais, abriremos em qualquer local desses hospitais, seja nos anfiteatros, sejam nos ambulatórios e sejam nos corredores. "Ah, paciente no corredor?". Vai ter paciente no corredor, o que nós não queremos é paciente desassistido. Nós vamos dar oxigênio, vamos ampliar a distribuição de oxigênio, como já temos feito. Ampliar a distribuição de respiradores, como nós já temos feito. E nós precisamos agora, governador, o apoio dos conselhos de classe, do Conselho Regional de Medicina, do Conselho Regional de Fisioterapia, do COREN - Conselho Regional de Enfermagem, para que nos ajude com voluntários. Nós precisamos ajuda, porque estamos em guerra. Eu vou mostrar agora os dados que continuam crescentes, nós temos o total de número de casos que vem aumentando, e ele só não aumentou mais, porque muitos tem feito os testes em farmácias, e isso não acaba sendo registrado e computado como número de casos novos. Ao mesmo tempo, vários são aqueles que falam: "Bom, eu tô me sentindo mal e eu vou ficar em casa". Não fazem o teste. E nós temos ainda aqueles dados que podem ser represados. Então isso não é uma verdade, temos muito, mas muito mais casos. Próximo. Número de óbitos, crescemos 13,2%, tivemos há dois dias, o maior número de óbitos em um dia, quase o dobro, quase 500 mortos em um só dia. Próximo. E as novas internações crescendo. Tivemos essa semana, que ainda não acabou, esses dados ainda são de ontem à noite, nós temos mais dados de internação que vão sendo aportados ao longo do dia, e a semana epidemiológica não teve o seu fim. Portanto, nós continuamos realmente aumentando o número de internações. E eu quero aproveitar aqui, e conclamar aqueles profissionais de saúde que atenderam naquela primeira fase, na primeira onda do COVID-19, para que voltem a nos ajudar, tragam as suas experiências, tragam a sua ajuda para a gente poder acolher e atender a nossa população. E nós precisamos também da população, que tenham responsabilidade. A maioria tem, mas essa minoria que fez com que essas estatísticas aumentassem. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Antes de fazermos aqui um comentário e iniciarmos as perguntas, queria agradecer mais uma vez à TV Cultura, pela transmissão ao vivo dessa coletiva, dessa e das demais, assim como a Band News TV, que está transmitindo ao vivo a nossa coletiva. Queria registrar e lembrar ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e aos seus secretários, que os senhores não estão acima da lei, portanto, obedeçam à determinação da ministro do STF, do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber, a desobediência à lei e à corte Suprema, eu espero que não tenha que explicar a vocês quais são as consequências disso, pois o Ministério da Saúde ainda não pagou pelos leitos de UTI que São Paulo, que a Bahia e que o Maranhão, e a partir de ontem, também o Ceará, por determinação da ministra Rosa Weber, o ministério da Saúde deve reembolsar os leitos que pagaram, e que deveriam ter sido pagos pelo Ministério da Saúde dos meses de janeiro e fevereiro, e agora a partir de março. Como sei que o Ministério da Saúde monitora de perto tudo que falamos aqui, vai o recado, obedeçam a lei, é melhor. Vamos agora começando pelo SBT, na sequência o The Wall Street Jornal, TV Cultura, Rádio Bandeirantes e Rádio Band News, Portal UOL, Portal IG, TV Globo e Globo News. Então começamos com você, Flávia Travassos, boa tarde. Bem-vinda. Sua pergunta, por favor.

FLÁVIA TRAVASSOS, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu gostaria de perguntar para o doutor Jean Gorinchteyn, a gente tem uma informação de que sete pacientes foram transferidos do Hospital Tide Setubal para uma maternidade. Porque não conseguiram atendimento mesmo, no Tide Setubal. Eles estão lá sendo atendidos, segundo as nossas informações, de forma improvisada, como o senhor acabou de falar, em corredores, enfim. Queria saber como é que o governo está se preparando para essa questão? O senhor falou da questão da guerra, como é que isso vai ser feito? Que situação é essa que esses pacientes vão ser atendidos, né? Que improviso é esse que o governo vai fazer para tentar dar conta de tanta gente? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Jean Gorinchteyn. Obrigado, Flávia.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE: Sua pergunta é excelente. O que nós vamos fazer? É uma operação de guerra, em uma operação de guerra você vai ter que identificar quem é o paciente que tem muita gravidade, e vai usar toda a sua expertise para acolhe-lo. Então é ele que vai para uma Unidade de Terapia Intensiva, é ele que vai. Outros pacientes que não precisem de intubação, que possam receber oxigenação por cateter, podem ir para outras unidades. E nós conversamos na semana passada, que nós poderíamos alocar esses pacientes em outros hospitais de forma absolutamente segura, para não contaminar outros pacientes, de forma restrita, exclusiva, guardando todos os ritos sanitários, para que eles tivessem um acolhimento e dignidade de assistência. Então nós estamos avaliando exatamente dessa maneira, colocando gravidade, quem vai para a UTI, quem não precisa de UTI, aonde podemos realocá-lo. Fomento de oxigenoterapia. Algumas unidades infelizmente já colapsaram. Então essas unidades também receberam suporte emergencial daqueles aparelhos respiradores da Poli USP, que podem ser usados no pronto-socorro, enquanto eles aguardam uma vaga de UTI. Nós não queremos que as pessoas morram sem assistência, é o mínimo que podemos dar, é a dignidade. Como médico preso a humanidade e a vida, e esse é o preceito desse governo e é isso que vamos fazer, por isso que eu digo, nem que a gente coloque em qualquer local cilindro de oxigênio, distribua as pessoas até mesmo nos corredores, mas nós vamos garantir assistência. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Jean, e aproveitando a sua pergunta, Flávia, quero dizer que na próxima segunda-feira nós vamos anunciar um novo hospital de campanha aqui em São Paulo. A situação cada vez mais grave, hoje pela manhã eu mencionei e pedi que fossem liberados recursos para implantação o mais rápido possível de um novo hospital de campanha aqui na capital de São Paulo. Não dependerá da prefeitura, mas eu sei que a Prefeitura de São Paulo também está preocupada com o prefeito Bruno Covas, e o secretário Edson Aparecido, também nesse sentido. Mas o governo do estado de São Paulo vai anunciar na próxima segunda-feira um hospital de campanha. Eu entendo a preocupação, eu diria até o sentimento de um médico infectologista como o doutor Jean, mas nós não queremos atender pacientes em corredores, queremos atender pacientes em quartos, e de forma digna. E é o que nós vamos fazer aqui em São Paulo. Bem, vamos agora com a Samanta Person, do The Wall Street Jornal. Samanta, obrigado por estar mais uma vez aqui conosco, uma boa tarde para você. Sua pergunta, por favor.

SAMANTA PERSON, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Alguns médicos pelo Brasil têm notado o aumento no número de pacientes jovens internados, muitas vezes, pacientes sem comorbidades. Isso está acontecendo em São Paulo, também? E se sim, quais são os motivos? Por favor, obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Samanta. Vou pedir ao nosso coordenador do centro de contingência do COVID-19, doutor Paulo Meneses, que responda à sua pergunta, e se houver o desejo, algum outros dos médicos que aqui estão. Paulo.

PAULO MENESES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Boa tarde, Samanta. De fato, nós estamos tendo um aumento importante de novas infecções, principalmente entre os adultos jovens, de forma que alguns deles, embora a chance de desenvolver um caso grave seja menor do que a dos idosos, alguns vão desenvolver, e isso se reflete na observação de um aumento de pacientes mais jovens internados em UTIs. No entanto, também nós observamos um reflexo disso entre os idosos, porque além de eles se infectarem, eles voltam para as suas casas e convivem com suas famílias, infectam pessoas mais velhas, e essas também acabam desenvolvendo quadros graves e precisando desse tipo de assistência.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Paulo Meneses. Samanta, muito obrigado. Vamos agora dar sequência, Samanta, se você puder continuar nos acompanhando aqui. Vamos agora com Maria Manso, da TV Cultura, na sequência a Maira Djaimo, da Rádio Bandeirantes e Rádio Band News, e TV Bandeirantes também, e TV Band News. A Maira vai falar daqui a pouquinho, por quatro veículos do Grupo Bandeirantes. Nesse momento, pela TV Cultura, fala Maria Manso. Boa tarde, Maria.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde. Pelas projeções, e pelo ritmo da curva de internações, e de óbitos, a gente vai atingir a lotação dos hospitais de São Paulo antes do retorno dessas medidas da fase vermelha. Eu conversei ontem com o doutor Jax, chefe da UTI do Emílio Ribas, e ele disse que lá ele já tinha uma fila de 200 pacientes para entrarem nas UTIs. Eu queria saber como é que nesse momento está sendo administrada já essa situação, se existe, por exemplo, uma fila única para esses pacientes que estão esperando UTI e intubação? Porque segundo ele, esse período de espera já agrava a situação desses pacientes, o que pode inclusive estar aumentando o número de óbitos já por COVID-19. Por favor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, eu vou pedir ao doutor Jean Gorinchteyn para responder. Mas é importante pontuar aqui que nós estamos vivendo toda essa situação dramática por uma circunstância básica, o Governo Federal não providenciou vacinas, nós poderíamos estar vacinando os brasileiros desde novembro do ano passado salvando vidas, já poderíamos ter completado à essa altura todos os brasileiros com mais de 60 anos. Se tivéssemos comprado vacinas, várias vacinas. E não foi isso que o Governo Federal fez. O Ministério da Saúde do governo Bolsonaro virou as costas para os brasileiros, e não providenciou o que seria mais básico, que são vacinas. Maria, a Argentina tem quatro vacinas, o Chile tem cinco vacinas, a Colômbia tem cinco vacinas, o Brasil tem duas vacinas, sendo que uma do Butantã, representa 90% de toda a imunização. Quem errou? O Brasil do Bolsonaro ou a Argentina, ou o Chile, ou a Colômbia? Apenas para falar de países vizinhos aqui da América do Sul. Essa tristeza do colapso em todo o país, da saúde, se deve fundamentalmente à falta de uma coordenação nacional de saúde, esse comportamento vergonhoso, negacionista do Governo Federal. E a inoperância, incapacidade do Ministério da Saúde, que prefere comprar Cloroquina ao invés de comprar vacina. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE: O que nós temos é uma central reguladora, ontem nós tínhamos 991 casos que foram regulados, desses, uma média de 33% a 35% são destinados às transferências para Unidades de Terapia Intensiva. E como disse, são priorizados os casos mais graves, até para que eles não piorem ainda mais o seu estado. Para isso o que nós fizemos? Nós já temos em 21 municípios a tele UTI, que é feita pelo Instituto do Coração, e dar suporte, orientação às equipes, tanto médicas, de enfermeiros e também de fisioterapeutas, no suporte daqueles pacientes graves. Ou seja, é um tutorial que acontece de imediato, e isso também tem mudado o risco desses pacientes, mesmo em regiões remotas, não terem uma atenção e assistência qualificada. Então nós estamos pensando em tudo, em tutorial à distância em loco, imediato, quer dizer, que está sendo feito pela telemedicina, mais as condições de cada uma das unidades para dar aporte a essas pessoas não estão sendo transferidas para os locais mais adequados.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Maria, muito obrigado. Vamos agora à Maira Di Giaimo. Eu já vi anunciado o conjunto de veículos do grupo Band que você está representando aqui. Maira, boa tarde, sua pergunta, por favor.

MAIRA DI GIAMO, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. A gente está ao vivo no BandNews TV agora. Eu queria complementar a pergunta da Samanta, só esclarecendo se crianças e adolescentes também estão sendo mais internados, se tem algum dado sobre isso. E hoje, o secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, deu entrevista na Rádio Bandeirantes e mencionou uma possibilidade de um escalonamento de horários dos setores, para evitar as aglomerações nos horários de pico no transporte coletivo. Eu queria saber o que o Centro de Contingência acha disso, é uma técnica que já foi usada em outros países, como a França. E se existe a possibilidade de implementar. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maira. São duas perguntas em uma. Começamos com Jean Gorinchteyn e, na sequência, com Paulo Menezes ou João Gabardo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: O que nós temos visto não é o aumento em adolescentes e crianças aqui. Nós temos referências de alguns secretários da Saúde, que nos encontramos no Conass, que é o Conselho Nacional de Secretários de Saúde, e alguns fazem, especialmente o Marcelus, do Amazonas, que ele tem tido essa experiência. Nós, aqui em São Paulo, ainda não, mas estamos atentos, e estamos atentos, vigilantes e atuantes para que possamos dar assistência e acolhimento a todos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. João Gabardo. Obrigado, Jean.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DA COVID-19: Boa tarde a todos. Quero complementar a resposta anterior à pergunta da Maria Manso, em que ela faz uma previsão do esgotamento de leitos, nos próximos dias, e pedindo as medidas que estão sendo tomadas. Quero lembrar que essas previsões de esgotamento de leitos, elas acontecem, mantidas as proporções de aumento de casos que nós estamos tendo no momento. Então, se faz uma projeção de novos casos, a partir do crescimento da pandemia, número de novos casos, novas internações, e se faz uma projeção para quando seria a finalização desse processo de disponibilidade de leitos. A partir de hoje à meia-noite, com as medidas que estão sendo tomadas, a gente espera, e esse é o motivo das medidas que foram tomadas, que essa velocidade de crescimento caia. Então, nós não vamos continuar, a partir de hoje, com 2,8% de novas internações, como tem acontecido neste período. Essa expectativa de redução das novas internações é que podem nos manter com a disponibilidade de leitos para os próximos dias. Segundo aspecto importante: A partir de hoje, cai dramaticamente o número de novos acidentes, que ocorrem em São Paulo. Esses acidentes, um número muito grande de pessoas termina então também ocupando as equipes no atendimento dos hospitais, nas emergências, os leitos de UTI, os anestesistas, e assim por diante. Então, com redução também na mobilidade e com a redução do número de acidentes, deixa de competir pelas mesmas equipes médicas, as mesmas equipes de enfermagem e pelos leitos de UTI. E uma medida que tem que ser reforçada, já foi dada pelo Centro de Contingência, que é a suspensão das cirurgias eletivas. Neste momento, não é mais possível que a gente faça cirurgia, que possa ser postergada para mais adiante, ocupando leitos de UTI, sala de recuperação no pós-operatório, sem considerar ainda pacientes que terminam ou que podem complicar, e que precisam ficar por mais tempo em UTI. Quanto à recomendação de alternância dos horários, dos setores que funcionam, nós achamos que elas são positivas e reconhecemos como uma medida acertada. Só que essa área eu deixaria para a secretária Patrícia poder falar, com mais profundidade sobre essa questão.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Patrícia, quer complementar? Ele te pegou de surpresa aqui, porque você não estava nem preparada pra isso. Vamos deixar como está, acho que a pergunta está bem respondida.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Não, Patrícia, sobre a possibilidade de fazer alternância dos horários dos setores que ainda funcionam.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos... Gabardo, cada um no seu galho. Essa não é a atividade da Patrícia, e sim do secretário de Transportes Metropolitanos. Então, na segunda-feira, Maira, nós vamos convidar o Alexandre Baldy para estar aqui conosco, e ele poderá responder isso de maneira completa. Peço ao nosso pessoal de Comunicação que avise o Baldy, ele deve estar assistindo aqui a coletiva, para que ele esteja aqui e possa informar. E entendo que o tema tem que ser avaliado, sim, e o mais rapidamente possível, seja no âmbito estadual, seja no âmbito municipal, principalmente aqui na região metropolitana de São Paulo.

Vamos agora a Lucas Teixeira, do Portal UOL. Lucas, obrigado por estar aqui conosco. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

LUCAS TEIXEIRA, REPÓRTER: Boa tarde, obrigado. Boa tarde, governador, secretários. Pelo que a gente está entendendo, essas são as semanas do popular "vai ou racha", né? Do tudo ou nada. Eu queria enviesar a pergunta para dois lados: um aos médicos daqui. Diferente do ano passado, dessa vez essa fase vermelha, a gente tem jogo de futebol, tem escolas e tem as igrejas, desde segunda, como atividade essencial. Queria saber se vocês avaliam que isso pode atrapalhar nessa freada dos números, se isso pode, de alguma maneira, dar uma segurada, literalmente, na redução que se esperava. E ao governador a mesma pergunta, só que num tom mais político, de liderança. Quando você fala que essas duas semanas são as mais preocupantes e o cara que está em casa, ele vê a igreja cheia, ele vê a escola particular na frente, com aquela fila de carros todos buzinando, não pode passar para o cidadão uma sensação de: Olha, está parado mas não está tão parado assim? Ah, juntando: Hoje, a gente deu no UOL que academias e [ininteligível] de ginástica estão pleiteando tornar serviço essencial. Vocês chegaram a avaliar isso? Há essa possibilidade ou não? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou dividir a resposta com o Marco Vinholi, nosso secretário de Desenvolvimento Regional, e com quem mais aqui desejar. Primeiro, São Paulo não parou, neste momento estamos na fase vermelha. Nós não estamos em lockdown. Você me dá oportunidade de voltar a fazer esta observação. São Paulo não está em lockdown. Não se descarta, mas nós não estamos em lockdown, nós estamos em faixa vermelha do Plano São Paulo, e todos já conhecem o que a fase vermelha permite e o que não permite. Nesse momento, nós temos as indústrias funcionando aqui em São Paulo, Lucas, no Estado de São Paulo. Nós não temos nenhuma indústria fechada. E as indústrias também levam ônibus com funcionários, também recebem funcionários, que vão de bicicleta, de motocicleta, de automóvel, de vans e de ônibus. Vão e voltam. Os supermercados não estão fechados. Como é que você imagina que as pessoas chegam a um supermercado? Andando de ônibus, ou de automóvel, ou de van, ou de aplicativo. São centenas de funcionários num hipermercado. E assim sucessivamente. Pessoas que vão a uma farmácia, tem funcionários que os atendem ali. Eles usam o transporte coletivo, eles estão dentro de um ambiente fechado, mas estão protegidos e devem seguir um critério sanitário nos supermercados, na indústria, nos setores que estão operando, de acordo com a fase vermelha do Plano São Paulo. E isso em relação às escolas também, isso já foi dito repetidas vezes aqui. Nós não vamos tomar atitudes precipitadas, e nem à base de pressão, de ninguém, nem de imprensa, nem da economia, nem de amigos, nem de políticos e nem de religiosos. As decisões são fundamentadas em critérios do Plano São Paulo. Igrejas, e aqui eu não me refiro a templos, muita gente imagina: Ah, isso foi feito para atender evangélicos. Não, igrejas católicas, ortodoxas, anglicanas, de matrizes africanas e também as evangélicas, podem funcionar de acordo com o critério que foi estabelecido pelo Centro de Contingência do Covid-19. Há um limite máximo de 40% de ocupação, distância de 1,5 metro entre as pessoas, obrigatoriedade do uso de máscara, obrigatoriedade de tirar a temperatura antes de entrar na igreja ou no templo, obrigatoriedade de fornecer gratuitamente álcool em gel. Quem faz a missa ou quem faz a celebração, ou o nome que se aplica, dependendo da religião, tem que estar com máscara, evitar toques, tudo isso nós apresentamos aqui, são critérios sanitários, que também existem para as escolas, para professores e alunos. O que faremos é o acompanhamento diário do movimento da Covid-19 aqui em São Paulo. Se tivermos necessidade de fortalecer medidas e endurecer as medidas para preservar vidas, faremos, mas não será porque a imprensa quer, pelo que o religioso deseja ou pelo que o empresário, pequeno, médio ou grande, pensa que pode nos pressionar, e muito menos por caminhoneiros. É a ciência, a medicina, que vão nos orientar, e faremos isso rapidamente, mas sensatamente. Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Bom, boa tarde. Quero aqui lembrar que nós colocamos, desde o início da pandemia, como serviços essenciais aqueles de abastecimento. Então, segurança alimentar garantida e aqueles serviços de logística fundamentais, segurança, enfim, da saúde, para que a gente possa seguir superando essa fase. Nós recomendamos a todos que puderem fazer o teletrabalho nesse momento, como uma medida fundamental. Secretário Rossieli colocou aqui: a escola funciona para aqueles alunos vulneráveis, que precisam ir para a escola para se alimentar, aquelas crianças com problemas, que têm na escola o seu refúgio fundamental. Portanto, a escola trabalha pra isso, assim como foi feito em outros países, ao longo da pandemia. Nós aqui organizamos a fase vermelha, nesse momento, em conjunto com as prefeituras, em conjunto com a sociedade civil, para superar o momento mais agudo em que nós estamos. Portanto, o trabalho é para que a gente tenha uma menor circulação ao longo desse período. Com isso, transporte público também ter uma menor circulação, mas o secretário Baldy agora trabalha em parceria com as 23 prefeituras aqui da região metropolitana de São Paulo, que têm a CPTM implementadas, para trabalhar em conjunto um escalonamento possível e a gente ter a menor circulação nesse período. Mas é fundamental dizer: Nós estamos aqui pedindo a colaboração da sociedade. Aquele que puder, nesse período, fazer o teletrabalho, ficar em casa e poder superar com a gente em conjunto esse período mais contundente da pandemia, é fundamental.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Lucas, obrigado pelas perguntas. Vamos agora para o Portal Ig, com a Natália Fonseca. Natália, obrigado pela sua presença. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

NATÁLIA FONSECA, REPÓRTER: Boa tarde a todos, e boa tarde, governador. Eu queria uma [ininteligível] de dados hoje, ainda meio que complementando a pergunta do colega, se vocês puderem me informar a taxa de isolamento do estado, agora ainda, antes da fase vermelha, e também, já que o estado não parou, qual seria a taxa mínima para a gente conseguir um respiro na pressão do sistema de saúde mesmo. E se me permite, mais uma pergunta para a saúde, rapidinha, uma atualização sobre o registro definitivo da Coronavac. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Natália. A primeira pergunta será respondida pela Patrícia Ellen e a segunda por Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Nós temos registrado há algum tempo taxas de isolamento baixas, abaixo de 40%. Nós estamos aqui com o isolamento, hoje, o mais recente, foi de 40% no estado, 39% na capital. A nossa aspiração, com essas medidas que estão sendo tomadas, é de fato reduzir a circulação da população, aumentar essa taxa, e também estamos acompanhando a circulação por ambiente. Então, qual é o perfil de circulação em escritório, supermercados, espaços públicos, porque a ideia, como o secretário Vinholi colocou, no momento que estamos, é garantirmos, sim, o funcionamento mínimo da economia, como o governador mencionou, mas ao mesmo tempo evitar que quem não precisa sair saia nesse momento. É um momento que exige muita colaboração e muita solidariedade. E a expectativa dessas ações é exatamente que a gente possa retomar uma taxa mínima adequada de isolamento, para reduzir a velocidade de transmissão do vírus.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Natália, o processo de registro definitivo, ele está em curso, desde o ano passado, a alimentação, a documentação é contínua. Não tem uma data prevista para o término desse processo. Assim que todos os dados, inclusive os dados que vêm da China, estiverem disponíveis para esse registro, ele será solicitado formalmente.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas, obrigado, Patrícia. Natália, muito obrigado. Vamos agora à última pergunta, é a Daniela Gemmiani, da TV Globo, GloboNews. Dani, obrigado pela sua presença, boa tarde, sua pergunta, por favor.

DANIELA GEMMINIANI, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu gostaria de fazer um esclarecimento. O senhor, governador, falou de anunciar hospital de campanha na segunda-feira. Ao longo da semana, vocês disseram que seriam unidades de campanha dentro da estrutura hospitalar. Vai ser uma unidade, vai ser um hospital? Vocês voltaram atrás nessa decisão de um hospital? E também perguntar se tem alguma atualização de variante, se a gente tem novos números, tanto da variante brasileira quanto da variante britânica no estado. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: São duas em uma. Eu começo respondendo a primeira e a complementação da primeira e da segunda será do Jean Gorinchteyn, nosso secretário da Saúde. Nós não vamos abrir hospital de campanha como foi no passado recente. Sem criticar o que foi feito, porque foi feito, porque precisava ser feito. Nós estaremos dentro de uma unidade hospitalar, será um hospital. Eu sei que esse era exatamente o sentindo da sua pergunta, mas até para que as pessoas não imaginem que vamos montar tendas, seja onde for. Este procedimento, não vamos adotar. Já foi feito no passado, mas nós não vamos retomar este procedimento. Será um hospital dentro de uma unidade hospitalar, com abertura gradual de leitos de UTI, mas será um hospital, fisicamente um hospital. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: O que nós precisamos é ter celeridade nessa abertura de leitos, sejam de enfermaria, sejam de UTI. E nós sabemos que a abertura de hospitais de campanha requer um período bastante grande, dois a três meses. Nós não temos esse tempo. Nós temos hoje uma disputa de mão de obra, de médicos, de enfermeiros e fisioterapeutas, entre os não Covid, então pessoas que sofreram acidente automobilístico, atropelamentos, infartos e o Covid. Então, as duas concorrem com as equipes. Dessa maneira, nós precisamos já ter os hospitais prontos, com leitos, e mão de obra. Por isso, estamos usando ou hospitais que, eventualmente, estejam ociosos, ou que tenham uma outra vocação, por exemplo, como as próprias maternidades, que nesse momento estão ociosas, com grande espaço, em termos de número de leitos, cilindros de oxigênio, conexões de gases medicinais, no caso o oxigênio, e tem mão de obra: médico, enfermeiro, fisioterapeuta. Então, é isso que nós precisamos, dar celeridade à assistência. Então, fazer aquilo que nós fazíamos no passado, isso não vai acontecer.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. E Dani, apenas para complementar a sua pergunta, como todas as demais, julgo extremamente oportuna, porque quanto mais esclarecimento melhor, mais transparência, mais informação, menos dúvidas. Essa é a função de uma coletiva de imprensa. Por que nós não vamos fazer tendas? Porque nós precisamos de UTIs. Esse é o fundamento básico daquilo que nós precisamos nesse momento, é menos enfermaria e mais unidade de terapia intensiva. Então, essa é a razão pela qual a opção das tendas, com leitos primários, ela não está sendo considerada nesse momento. Nós precisamos de quartos com UTI, com os equipamentos de UTI: respiradores, monitores, e com equipes para o atendimento. Essa é a razão fundamental pela não opção das tendas, como já foi feito no início da pandemia.

Bem, eu queria agradecer a todos. Pois não?

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Faltou das perguntas das cepas, variantes, só. Desculpa--

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ah, eu achei que você já tinha respondido, perdão.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETARIO ESTADUAL DE SAÚDE: Desculpa. Olha, nós temos, aqui eu tenho esses dados atualizados, são 38 casos de cepas autóctones, a cepa P1, do Amazonas, uma na capital, 10 em Jaú e 12 em Araraquara, quatro em Lençois Paulista, três em Lins e uma em Pederneira. Nós temos ainda duas em São José dos Campos, três em Bauru, uma em Bocaina e uma em Dois Córregos. Há também seis confirmações da cepa britânica, cinco delas aqui na capital e uma em Guarulhos. Como já sabemos são cepas já autóctones, ou seja, elas estão circulando na nossa população e é exatamente por isso a velocidade de contaminação de uma pessoa pra outra. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Agora sim, completo. Desculpa, Jean, desculpa, Dani. Eu fiquei um pouquinho desatento aqui nessa última resposta. Estava lendo aqui uma mensagem. Agora completo, as duas perguntas devolvidas, com a resposta a você.

Eu quero mencionar que, na próxima segunda-feira, teremos uma nova coletiva de imprensa, como sempre, será a coletiva de número 185, com anúncios importantes e com a avaliação do primeiro final de semana já com todo o Estado de São Paulo na fase vermelha. E quero aproveitar aqui a BandNews e a TV Cultura, que estão em transmissão neste momento, para aqueles que estão nos assistindo, estão nos ouvindo, estão nos acompanhando, a partir de 0h de amanhã nós estamos na fase vermelha e também o toque de restrição vai valer das 8h da noite até as 5h da manhã. Se puder, fique em casa, utilize o trabalho remoto, dentro das circunstâncias e das possibilidades, e respeite a orientação da saúde. Quero observar também que a orientação renovada ontem para o Conselho de Segurança Pública do Estado de São Paulo foi para agir com rigor, proibindo qualquer tipo de manifestação, de festa, de evento e de aglomerações em todo o Estado de São Paulo. Polícia Militar, Polícia Civil, Procon. Orientamos também os prefeitos dos 645 municípios, para que possam mobilizar as suas guardas metropolitanas, onde elas existirem, e as suas Vigilâncias Sanitárias. Se o rigor já era grande antes, agora nesta etapa crítica da Covid-19, ela será ainda maior. Então, por favor, não tente fazer aquilo que você não vai conseguir, porque o Governo do Estado de São Paulo, com os mecanismos que tem e com a capacidade tecnológica que possui, de identificação, e também com a denúncia, nós até já informamos a forma de denunciar. E se você tiver dúvida em relação ao número, 190, 190. Esse é o telefone da Polícia Militar, que, ao atender, saberá fazer o encaminhamento imediatamente. Se tiver uma festa do lado da sua casa, ou que você tenha identificado, forneça o endereço e o bairro e a cidade onde ela está ocorrendo, e a Polícia Militar, por decreto do governador do Estado de São Paulo, não precisará aguardar Vigilância Sanitária, irá imediatamente, com instrução de cessar por completo qualquer festividade e processar legalmente pela Polícia Civil os promotores de festas de qualquer dimensão, no Estado de São Paulo. Por favor, obedeçam a vida, mais do que obedecer a lei, respeitem a vida, de vocês, dos seus pais, dos seus parentes e dos seus amigos. A todos, desejo um bom fim de semana, com proteção, com oração, com máscaras. Obrigado, até segunda-feira.