Coletiva - SP amplia vacinação incluindo idosos de 69 anos no calendário de março 20211903

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Coletiva - SP amplia vacinação incluindo idosos de 69 anos no calendário de março 20211903

Local: Capital – Data: Março 19/03/2021

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RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, muito bom dia a todas, bom dia a todos. Sejam bem-vindos a mais uma coletiva de imprensa do governo de São Paulo. Quero agradecer à nossa equipe aqui presente e também os membros do Centro de Contingência, agradecer a presença de toda a imprensa e, em nome do nosso governador João Doria, trazer aqui as notícias desta sexta-feira, em relação à pandemia e também em relação às atitudes do governo do estado de São Paulo para combatê-la. A primeira notícia que eu trago aqui é que o governo de São Paulo antecipa a vacinação no estado e inclui idosos de 69 anos no nosso calendário. Então, o governo de São Paulo decidiu antecipar a vacinação de idosos entre 69 anos e 71 anos para o dia 27 de março. Inicialmente, a previsão era de vacinar somente idosos acima de 70 anos, portanto, antecipamos um ano, para 69, só a partir do dia 29. Então, nós antecipamos a data, que passa a ser agora dia 27 de março, e também conseguimos incluir os idosos de 69 anos. Com essa medida, nós vamos ampliar a vacinação em São Paulo para quase 1 milhão de pessoas. Quem vai depois detalhar esse nosso anúncio é a Dra. Regiane. Também o segundo anúncio sobre vacinação: começa hoje a vacinação dos idosos entre 72 e 74 anos. Inicialmente prevista para começar na segunda-feira, no dia 22, o governo de São Paulo antecipa, portanto, o início da vacinação dos idoso, de 72 a 74 anos, para hoje, dia 19 de março. Também os detalhes desse anúncio serão feitos na sequência pela Dra. Regiane, que é a coordenadora do nosso programa estadual de imunização. A terceira notícia de hoje é que o estado de São Paulo entrega mais 2 milhões de doses da vacina Coronavac para o Brasil. Hoje, entregamos, portanto, esses 2 milhões de doses, para imunização de todos os brasileiros, e com essa remessa o Instituto Butantan e o governo de São Paulo chega a 24,6 milhões de doses da vacina do Butantan, entregues ao Ministério da Saúde, o que representa 90% da vacinação feita no Brasil até o momento. Nós temos repetido aqui a necessidade de mais vacinas, e com essa entrega de hoje, o Butantan completa 24,6 milhões de doses. Mais uma vez: de cada dez vacinas aplicadas no Brasil, nove são do Instituto Butantan. E para detalhar essa e outras notícias sobre a nossa Coronavac, mais adiante, o Dr. Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, falará sobre essa entrega. A 4ª notícia de hoje é que o governo de São Paulo suspende a operação descida do sistema Anchieta e Imigrantes, nesta fase emergencial. O governo decidiu que não só será implementada nos finais de semana a operação descida, como também as faixas das rodovias que ficam disponíveis ao tráfego de veículo, no sentido à Baixada Santista e às cidades do litoral, serão reduzidas. O objetivo é desestimular o aumento do fluxo de veículos rumo às praias nesta fase emergencial. A medida já passa a valer a partir de hoje e tem a extensão até o dia 30 de março, com a possibilidade de sua prorrogação. A gente quer reafirmar, com esse cancelamento da operação descida, que quarentena não é férias. Nós faremos de tudo, com o apoio dos prefeitos, para desestimular qualquer deslocamento de pessoas para o litoral de São Paulo ou para outras cidades turísticas. Quarentena não é férias. E estará aqui detalhando esse projeto do governo de São Paulo, essa decisão, nosso secretário João Octaviano, de Logística e Transportes, também o nosso secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, e um convidado especial de hoje, que é o nosso prefeito de Santos, o Rogério Santos, que foi quem articulou os prefeitos da Baixada, ao lado do Vinholi, para que nós pudéssemos adotar, tomar essa decisão. É a primeira vez que nós estamos suspendendo, prefeito Rogério, por sua sugestão e de outros prefeitos, a operação descida. Foi uma articulação feita pelo governo de São Paulo com as concessionárias, para que a gente possa, de maneira muito clara, desestimular qualquer deslocamento de veículo que não necessário à Baixada Santista. Outro anúncio de hoje é também que nós identificamos uma queda concreta no sistema de transporte metropolitano, na ordem de 62% com a fase emergencial. O número de pessoas que utilizam o transporte público do metrô, da CPTM e da EMTU, na região metropolitana de São Paulo, caiu 62%. Esse movimento diário, que, antes da quarentena, era de mais de 10 milhões de pessoas, agora é de menos de 4 milhões de pessoas. E é importante ressaltar que o governo de São Paulo mantém 100% da frota de trens operando e funcionando, mesmo com essa queda abrupta de passageiros, tentando buscar, com essa decisão, o distanciamento social. Isso custa aos cofres públicos, o governo de São Paulo, em nome da população, paga por essa diferença entre o que é arrecadado e o que é gasto no sistema, mas é um custo necessário para que a gente possa estimular o distanciamento social. O sistema carregava, transportava por dia 10 milhões de pessoas, hoje está transportando 4 milhões de pessoas, e a orientação do governo é para que a gente mantenha o sistema 100% operando. Depois, passaremos os dados detalhados sobre isso. E último anúncio de hoje, que é a atualização da pandemia, com o nosso secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn. Esses são os anúncios iniciais da nossa coletiva, eu quero passar a palavra à Dra. Regiane, para que ela possa detalhar à imprensa aqui presente, a quem está nos acompanhando, os nossos próximos passos da vacinação em São Paulo.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Obrigada, governador, boa tarde a todos e todas. Então, nesse momento nós anunciamos que vamos antecipar pro dia 27 de março a população de 69, 70 e 71 anos. Nós tínhamos previsto que seria no dia 29 de março, trabalharíamos com o público-alvo de 70 e 71 anos, e conseguimos incluir mais uma faixa etária. Com isso, 910 mil idosos serão vacinados. Então, isso nos traz esperança. A todo momento que nós temos vacinas sendo entregues, o movimento do plano estadual de imunização é que novos grupos possam entrar e novas faixas etárias sejam contempladas. Nós também já havíamos anunciado que nós passaríamos para o dia de hoje 72 a 74 anos. Então, quando nós olhamos para o nosso cronograma, nós vemos que, nesse momento, incluindo a faixa de 69 a 71, até o dia 27 de março, 5.168.000 serão vacinadas no estado de São Paulo. Eu queria só ressaltar a importância do Vacina Já: www.vacinaja.sp.gov.br. É muito importante que as pessoas, principalmente nessas faixas etárias, elas façam o seu pré-cadastro, e também gostaria de mostrar aos senhores que, neste momento, nós temos quase 4,5 milhões de doses aplicadas no estado de São Paulo. Para ser mais exata, 4.421.122 doses aplicadas, sendo que, de primeira dose, 3.233.617 doses, e de segunda dose, 1.187.505 doses. Somos, sem dúvida nenhuma, o estado em números absolutos com o maior volume de doses aplicadas em todo o Brasil. Muito obrigado, governador, e estou à disposição.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dra. Regiane, que demonstra aí o esforço do governo de São Paulo na antecipação do calendário da vacinação aqui no estado. E pra falar sobre vacinas, a vacina do Butantan, eu peço os detalhes da entrega de hoje e dos próximos passos ao presidente do Instituto Butantan, Dr. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Obrigado, vice-governador. Na manhã de hoje, nós entregamos mais 2 milhões de doses, foi a maior entrega semanal feita ao Ministério da Saúde. Nessa semana, nós entregamos 7,3 milhões de doses, a maior entrega semanal. Falta entregar ainda, e nós já temos essas vacinas prontas, até o final de março, 11,5 milhões de doses, doses já produzidas, que, nesse momento, aguardam a liberação do controle de qualidade. De forma que, em março, totalizaremos a entrega de 22,7 milhões de doses de vacinas. Quer dizer, a vacina do Butantan é a vacina que sustenta o programa nacional de imunização. Estamos em ritmo acelerado, o governador Doria hoje visitou a fábrica, hoje de manhã, e vamos cumprir os nossos compromissos com o Ministério da Saúde e, na medida do possível, estamos adiantando esse compromisso. Em março, prevíamos inicialmente a entrega de 18 milhões, vamos entregar 22,7 milhões de doses. Então, são essas as informações, obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Dimas Covas. É uma satisfação para os paulistas e acho que um orgulho para todos nós o esforço do governo Doria na compra de vacinas. Essa é a única solução para a pandemia que nós estamos vivendo. Então, mais uma vez, em nome da população de São Paulo, em meu nome, em nome do governador Doria, agradecer ao Instituto Butantan por esse esforço. O Instituto Butantan é um patrimônio do povo de São Paulo, da população, do governo de São Paulo, e em nenhum momento faltou, não só o apoio, mas o incentivo do governador João Doria, para que o Butantan pudesse chegar nesse momento e, literalmente, está salvando o Brasil em relação às vacinas. Dimas, muito obrigado. E pra falar agora sobre a operação descida, que está cancelada a partir de hoje, o nosso secretário de Transportes, o João Octaviano.

JOÃO OCTAVIANO MACHADO NETO, SECRETÁRIO ESTADUAL DE TRANSPORTES: Bom dia, vice-governador, bom dia, colegas, bom dia a todos da imprensa presentes. Rapidamente aqui então, pela primeira vez vai ser feita a suspensão da operação descida, fruto aí de uma demanda dos prefeitos, liderados pelo prefeito de Santos e sob a coordenação aqui do vice-governador Rodrigo Garcia, em função da Artesp, da própria Secretaria de Logística. Nós chegamos a um formato, foi publicado hoje no Diário Oficial numa resolução, com a suspensão da operação descida nos próximos dias, de maneira que há uma intenção clara do estado em desestimular qualquer viagem que não seja necessária. Próximo slide, por favor. Mudou... Então, era rapidamente só para mostrar o sistema. Ele vai operar no cinco por cinco, de maneira que você tem três faixas da Imigrantes e duas da Anchieta para cada um dos sentidos. Então, fica suspensa a operação descida, por consequência a operação subida também não existirá, de maneira que isso faz com que haja um forte desestímulo para que as pessoas deixem de ir para as praias. E os painéis de mensagem variável das rodovias, todos eles terão então a informação sobre os cuidados sanitários e também a informação de que está cancelada essa operação, governador. Muito obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, João Octaviano. E para falar sobre a atualização da pandemia, o nosso secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Boa tarde, vice-governador, boa tarde a todos. Estamos na 11ª semana epidemiológica do ano de 2021, estamos na fase mais restrita do faseamento do Plano São Paulo, numa fase emergencial. A pandemia impôs a necessidade de implementarmos algumas ações, exatamente em decorrência da velocidade do número de casos. Hoje, nós temos 17 mil casos/dia, que estão sendo aportados nas nossas estatísticas. Anunciamos o aumento do número de leitos, desde o início agora do mês de março. Nós estamos com 1.300 leitos anunciados, que estarão, e vários deles já estão implantados, para acolher e dar assistência à nossa população. Ampliamos o número de hospitais de campanha que nós tínhamos, lembrando que na primeira onda nós tínhamos sete hospitais, fechamos três, ficamos com quatro, e agora já ampliamos com mais 12 hospitais de campanha. Portanto, totalizando só esse mês 16 hospitais de campanha em todo o estado. Além do quê, estamos implementando maior distribuição de respiradores emergenciais, que são feitos pela Engenharia da Politécnica de São Paulo, da USP. Até então, 162 respiradores foram distribuídos para vários municípios. A programação é que, ainda essa semana, possivelmente até domingo, nós já tenhamos 200 desses respiradores distribuídos para as várias cidades que assim o necessitarem. Da mesma forma, estamos vacinando, e além de vacinar estamos antecipando e ampliando nosso calendário de vacinação e conseguindo, com isso, proteger aquela população que é mais vulnerável e aquela de maior risco de desenvolver forma grave e fatal, que são os idosos, os quais ainda continuam representando 77% daqueles que, infelizmente, morrem em decorrência do Covid. Além do que, a disponibilização das vacinas, hoje, como foi dito pelo presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, dois milhões de doses foram ofertados ao Ministério da Saúde, e só aqui no Estado de São Paulo, quatro milhões, próximo a quatro milhões e meio de pessoas receberam, portanto, as vacinas do Butantan, garantindo aí que não estarão desenvolvendo formas graves e fatais de doença. Ao mesmo tempo, estamos hoje no quinto dia dessas restrições dessa fase emergencial, é uma fase que já demonstrou a nossa expectativa de diminuir a circulação de quatro milhões de pessoas, especialmente na região metropolitana, teve um impacto significativo no transporte público, com a sua diminuição de 62% da circulação de pessoas, é importante lembrar que na fase laranja nós diminuímos 48% e aqui 62%, portanto, esse é o objetivo, é diminuir a circulação de pessoas, diminuindo, assim, com elas, a circulação do próprio vírus. Estamos aumentando, desde a semana passada, nós criamos juntamente com toda equipe, a criação que foi feita pelo governador João Doria, através de um acordo com o município de São Paulo, prefeitura de São Paulo, a Guarda Civil Metropolitana, o Procon, a Polícia Militar do Estado, a Polícia Civil, e também a própria Secretaria de Estado da Saúde, fazendo, então, com que as blitz fossem intensificadas. Só nesse período, nós tivemos 56.118 dispersões feitas pela Polícia Militar e 417 festas clandestinas foram dissipadas. Dessa maneira, estamos fazendo todas as estratégias, pra que nós possamos, sim, estar no comando e no controle da pandemia, mas nós precisamos muito que a população também acolha os nossos pedidos de ficar em casa, de saírem com responsabilidade, então, se precisarem, que saiam com as máscaras, evitem as aglomerações, se estiverem indo pra locais, como o próprio supermercado, estejam indo sós, sem levar acompanhante, ou a família, pra que, dessa forma, nós estejamos vencendo uma fase tão crítica da pandemia no nosso estado. Muito obrigado. Gostaria agora de passar alguns dados que são extremamente importantes, volta, por favor, nós estamos, hoje, com a taxa de ocupação nas unidades de terapia intensiva do estado, 90,6%, na grande São Paulo 91% de ocupação, e tivemos, infelizmente, 66.798 pessoas que perderam as suas vidas em decorrência a própria Covid, o índice de isolamento, conforme prometido a apresentação diária, mostra que na quarta-feira nós tivemos 43%, na quinta ainda 44%, então, nós precisamos que a população se envolva e atenda esses pedidos de ficar em casa. Próximo. Nós tivemos um aumento do número de casos, mais de 13%, lembrando, na semana anterior esses aumentos já mostravam um incremento significativo de 24% e, mesmo assim, nós continuamos aumentando o número de casos, próximo. Número de óbitos, foram mais expressivos, inclusive, em relação a própria semana passada, batendo as estatísticas que nós já vínhamos mostrando, próximo, e das internações, nas internações, elas são, revelam um dado muito importante, que é esse momento, e mostra exatamente a circulação da pandemia no nosso meio, portanto, as internações é que mostram o quanto nós temos que orientar ainda mais pra que as pessoas atendam as nossas solicitações do ficar em casa.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Antes de passar às perguntas, eu quero lembrar que o governador João Doria participa agora, a partir das próximas semanas, nas quartas-feiras das nossas coletivas, né, sendo que às segundas e sextas eu estarei aqui em nome dele, coordenando a nossa equipe de governo, que é uma equipe que tem delegação do governador pra tomar as suas decisões, que é uma equipe extremamente entrosada, hoje realizamos mais uma reunião de secretariado, como todas as sextas-feiras das oito às 11 da manhã, o governador João Doria coordena a nossa reunião de secretariado, e uma equipe que, com esse entrosamento, com esse esforço coletivo, tem procurado defender e salvar as vidas aqui no nosso Estado de São Paulo e, em casos excepcionais, sempre o governador estará aqui presente conosco, que não na quarta-feira, de maneira ordinária, pra também trazer as notícias da pandemia sobre o Estado de São Paulo, e sobre, agora, as perguntas, eu quero convidar aqui a primeira jornalista que fará a pergunta no dia de hoje, que é a nossa Daniela Salermo da Rede Record. Por favor, Daniela, a sua pergunta.

DANIELA SALERMO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Gostaria de fazer duas perguntas, primeiro a respeito da operação descida, pro secretário, a gente sabe, pelo anúncio da prefeitura, que os feriados continuam depois do dia 30 de março, então, a gente vai ter, pelo menos aqui na capital, 31, quarta-feira, feriado, quinta-feira, primeiro de abril, sexta-feira, dois de abril, Sexta-Feira Santa, além do fim de semana. Então, eu gostaria de entender por que que essa ação não foi estendida até domingo, uma vez que pode gerar também esse fluxo de pessoas. Pro Dr. Jean, eu gostaria, doutor, hoje mais cedo o senhor falou que o pico de mortes pode chegar, na verdade o número de mortes pode chegar a 800 por dia, eu gostaria de entender que estudo é esse, é do Instituto Butantan, é da Secretaria? Isso seria o ápice do que vocês esperam? Pra quando isso deve acontecer? Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela, eu vou pedir, então, ao João Octaviano que responda sobre a operação descida, e quero também um comentário do nosso secretário Vinholi, que tá em articulado com os prefeitos, e também o comentário do nosso Rogério Santos, prefeito de Santos, e depois passamos pra saúde.

JOÃO OCTAVIANO MACHADO NETO, SECRETÁRIO ESTADUAL DE TRANSPORTES: Nós vamos prorrogar pelo prazo todo, saiu a resolução, porque ela já estava no Diário Oficial, quando veio a decisão da prefeitura, então, nós vamos corrigir a resolução agora, e ela vai ser prorrogada por todo esse período.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Quero destacar, Daniela, que é a primeira vez que nós buscamos um entendimento, né, aparentemente é óbvio e simples você cancelar uma operação, mas pelos contratos, não, ela tá prevista contratualmente, isso poderia gerar um desequilíbrio contratual, então, foi uma negociação jurídica da Artesp e da CLT com a concessionária, né, porque qualquer resultado advindo desta decisão, é o estado que estará assumindo, né, então, acho que é importante, sobre esse tema, o Vinholi e o nosso Rogério Santos também fazerem suas observações.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Bom, boa tarde, primeiro, é fundamental dizer que é momento de união nas ações, né, essa ação articulada, hoje estão aqui diversos prefeitos, prefeito Rogério Santos, que além de ser prefeito de Santos, é o presidente do Condesb, o conselho dos prefeitos da Baixada Santista, também aqui acompanhando o prefeito Le Braga de São José do Barreiro, prefeito César [ininteligível] lá de Pirajuí, prefeita Simone de Itapetininga, e essa articulação entre os prefeitos é fundamental pra que as medidas sejam efetivas, então, ontem nós tivemos uma reunião com o conselho de prefeitos da Baixada Santista, sobre as necessidades durante esse período, eles fizeram várias ações ao longo desses últimos dias, a orla foi fechada já no final de semana, mesmo antes da implementação da fase emergencial, portanto de maneira responsável, trabalhando pela vida e pela desaceleração do vírus lá na Baixada. Agora, nós seguimos com a operação descida suspensa, era um pleito colocado por eles, pra que a gente possa desencorajar o fluxo de pessoas pra Baixada Santista, e aqui eu registro esse alerta, pra que a gente possa entender que feriado não é para turismo, nesse momento, não é pra que a gente vá pra Baixada Santista, pro litoral norte, não é pra que a gente faça de um momento tão duro, como nós estamos, algo como se fosse de turismo. Infelizmente, não é isso, nós pedimos pras pessoas que possam ficar em casa durante esse período, e essa ação articulada entre todos nós, vai ser fundamental pra superar esse período tão duro da pandemia.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Por favor, Rogério.

ROGÉRIO SANTOS, PREFEITO DA CIDADE DE SANTOS: Boa tarde a todos. Eu falo em nome de todos os prefeitos da Baixada Santista, agradecemos o atendimento do Governo do Estado, a sensibilidade do governador, e esse pedido de suspensão da operação descida é um apelo, porque, primeiro, os números e os dados, há 14 dias atrás, duas semanas, a Baixada Santista apresentava o melhor indicador do estado, em termos de ocupação de UTI, apenas 44%, hoje estamos com 80%, os hospitais particulares estão pedindo vaga para o SUS, segundo, o motivo desse pedido, o decreto do município de São Paulo, isso impacta diretamente os municípios da Baixada Santista, visto o turismo e que, na Baixada Santista, a característica de uma segunda residência. É importante que, por exemplo, no Natal, apenas uma região do estado estava no vermelho, as outras 16 no amarelo, hoje todos estamos no vermelho, ainda dizem: Mas a Baixada está no amarelo, não, 80% de leitos não, estamos no vermelho, é momento de pedir, não saiam de casa, não venham pra Baixada Santista, é um apelo que eu faço em nome de todos os prefeitos, e agradeço a compreensão de todos. Muito obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rogério, e acho que é importante o testemunho do prefeito da maior cidade da Baixada Santista, que sempre viveu e cultivou o turismo, fazendo esse alerta claro que, nesse momento, não é hora de turismo, é hora de nos cuidarmos, ficarmos em casa e o apelo que ele faz, pra que as pessoas não entendam todas essas medidas como férias e sim como medidas sanitárias necessárias pra diminuir a pandemia. Por favor, Dr. Jean, sobre a expectativa do número de óbitos feito pela Daniela.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Se todas as medidas não estivessem sendo tomadas, as restrições ainda mais intensificadas, as fiscalizações, os aumentos de número de leitos, distribuições de respiradores pro estado e a conscientização da população, seguramente teremos mais casos, mas é por isso que nós estamos fazendo com que a população entenda também o seu papel, é o governo, são as prefeituras, que também fazem a sua vigilância, e definem estratégias locais, regionalizadas e a população, estamos todos juntos, o objetivo é o mesmo, e nós queremos preservar a vida, esse será sempre o papel do Governo do Estado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Vamos pra segunda pergunta, essa online, do André Romano, da Bloomer, por favor, André, sua pergunta.

ANDRÉ ROMANO, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Então, ontem, no anúncio da antecipação de feriados pelo prefeito Bruno Covas, ele disse que conversou com o Governo de São Paulo, ele tinha dito que tinha conversado antes com o Governo de São Paulo, e que o governo também avaliava antecipar o feriado de nove de julho. Então, eu quero saber se isso vai, realmente, ocorrer, enfim, se sim, o motivo, e queria uma avaliação geral do Governo e do centro de contingência da antecipação de feriados no ano passado, enfim, qual foi o impacto. Obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, a primeira parte eu respondo, André, a segunda eu passo pro Dr. Paulo falar um pouco sobre o centro de contingência. Quanto a eventual antecipação do feriado de nove de julho, o Governo de São Paulo não descarta utilizar de todos os instrumentos necessários para combater o vírus e combater a pandemia, né, nós estamos aguardando o dia de amanhã, amanhã nós fecharemos a primeira semana epidemiológica com a fase emergencial em vigor, né, em pleno vigor, avaliar os resultados, olhar os números e avaliar, principalmente, se nós alcançamos os nossos objetivos, né, o centro de contingência tem feito sugestões ao governador João Doria, o governador João Doria já disse que não excitará em tomar nenhuma medida, que o centro e o colegiado dos secretários entendam como necessária, agora, é fundamental a gente avaliar os resultados dessa primeira semana, Dr. Jean trouxe aqui os resultados no transporte coletivo, nós tivemos, da fase laranja para a fase emergencial, um milhão e meio de pessoas a menos nos trens metropolitanos, isso é um número significativo, né, as medidas que foram adotadas, elas são medidas extremamente restritivas, o que nós estamos olhando é se elas foram acompanhadas do respectivo isolamento social, existe uma métrica aqui no Governo de São Paulo, os nossos modelos matemáticos, causa e efeito, qual a decisão tomada, qual o efeito esperado e é disso que nós vamos dialogar e trabalhar durante todo o final de semana, pra avaliar eventuais medidas, mas o Governo de São Paulo não descarta antecipação de feriados e outros instrumentos, isso tá dentro do nosso radar. E o Dr. Paulo Menezes, pra completar, em relação a eventuais análises do Centro de Contingência.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, vice-governador. Boa tarde, André. Hoje, nós temos, no estado de São Paulo, na fase emergencial, tecnicamente, nós já poderíamos chamar de lockdown. O que nós já temos de restrições é muito semelhante ao que nós temos em vários países, ou que tivemos em vários países, que chamaram essas medidas de lockdown. E agora, o que nós estamos também fazendo é intensificando medidas de implementação das restrições, como aqui foi colocado, por exemplo, em termos de suspensão da operação descida, que é para diminuir o fluxo de pessoas, e estamos vendo, tanto na Grande São Paulo, quanto no interior, prefeituras trabalhando no sentido de orientar e fazer com que as pessoas entendam a necessidade delas ficarem em casa e só saírem se muito necessário. E é isso que o Centro de Contingência continua recomendando, e nós esperamos que, com isso, nos próximos dias, continuemos observando a redução de circulação de pessoas, de forma a colaborar na transmissão do vírus. É preciso aqui fazer um apelo, de que o governo do estado está trabalhando, todas as prefeituras precisam colaborar nesse sentido e a população, a sociedade, precisa fazer a sua parte, porque uma boa parte da mobilidade, ela é muito pessoal, de pessoas que se encontram, de um domicílio com outro domicílio, famílias. E isso, apesar de parecer inocente, é uma das fontes importantes de transmissão do vírus. Então, essa é a recomendação nesse momento do Centro de Contingência.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Paulo. Vamos agora à terceira pergunta. A Maira [ininteligível], que é da Rádio e TV Bandeirantes. Pois não, Maira.

MAIRA, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Minha pergunta também tem a ver com a questão da prefeitura. Ontem, na coletiva, o secretário Jean Gorinchteyn estava presente, o que mostrou ali que talvez haveria um alinhamento entre a prefeitura e o governo de São Paulo. Mas hoje, na declaração do governador, pareceu que não. Então eu queria entender realmente se houve um alinhamento ou não, e só complementando a pergunta do colega, para o Centro de Contingência comentar também a outra medida da prefeitura, que foi a mudança do rodízio, que acabou impactando muito pessoas de serviços essenciais, de madrugada não tem essa opção de transporte público, e até caminhoneiros. Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maira, pela pergunta. Sobre esse alinhamento, é fundamental a população entender que nós estamos vivendo uma guerra, e nem sempre a comunicação, na guerra, ela é perfeita. Existe um alinhamento total do estado, da prefeitura de São Paulo, das prefeituras do interior. Durante várias coletivas, o governador João Doria veio aqui e aplaudiu as decisões que estão respaldadas pela lei, que prefeitos do interior tomaram, como por exemplo São José do Rio Preto, como Ribeirão Preto, iniciando por Araraquara. Então, existe um alinhamento total. Nesses momentos de decisão, sempre existem também opiniões divergentes. Será que o feriado é a melhor opção? Será que um eventual lockdown é outra opção? Será que vamos aguardar mais a análise desses números? Então, nós temos que ter tranquilidade e serenidade nesses momentos difíceis que a humanidade vive. E a serenidade, seja do governador, do prefeito Bruno Covas, da nossa equipe, da equipe da prefeitura, ela é fundamental. Então, existe essa sintonia, o estado está respaldando todas as medidas adotadas pela capital e por outras cidades do interior. Nós temos ofícios de consórcios regionais, por exemplo, do ABC, já foi veiculado isso, pedindo, e sugerindo, e apoiando medidas ainda mais restritivas. E muitas vezes, se pergunta, que o próprio prefeito de um município poderia adotá-las, mas eles estão pedindo apoio do ente federado superior, que é o governo de São Paulo, para suas decisões. Então, existe essa sintonia. O nosso secretário Jean estava presente e é natural, no dia de hoje, nós temos ainda que estar atentos para o final da semana epidemiológica, para eventuais novas decisões do governo de São Paulo. Não sei se o Jean quer fazer algum complemento.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Todas as atitudes que são tomadas pelas municipalidades, uma vez que cada prefeito tem autonomia de exercer as suas restrições, e esse era um gesto, um aceno em dizer: estamos apoiando as ações do município de São Paulo, assim como de outros municípios, que fazem muito bem. Um exemplo presente aqui na nossa coletiva é o prefeito de Santos, Rogério Santos, que antecipou as medidas emergenciais, que tinham sido definidas para início na segunda-feira, ele já no sábado iniciou, inclusive com fechamento das praias, de uma forma absolutamente exemplar. E toda a manifestação dos prefeitos merece o nosso apoio e merece o nosso aplauso, porque é só assim que nós vamos conseguir controlar a pandemia no nosso estado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Jean. E sobre o questionamento ao Centro de Contingência, eu vou pedir para o Dr. Gabbardo... Você lembra a dúvida da...

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA: Sim, a questão do rodízio, que foi transferido para a noite. Olha, acho que as medidas que São Paulo tomou são baseadas na equipe da Vigilância Epidemiológica, a Vigilância Sanitária da prefeitura, e todas as medidas recebem sempre o apoio do Centro de Contingência. Nós temos que separar gestores, sejam eles no nível municipal, estadual, federal, de quem é que está ao lado da vida e quem é que está ao lado da morte. São Paulo se posicionou sempre ao lado da vida, com medidas de proteção, com medidas que buscam o distanciamento social, que buscam a redução da possibilidade de transmissão de doença, de novos casos, de novas internações. Então, nós apoiamos, o Centro de Contingência apoia todas as medidas que foram colocadas, implementadas pela capital de São Paulo.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabardo. Vamos à sequência das perguntas. Quem vai perguntar agora é a Daniela Gemniani, da TV Globo, GloboNews. Por favor, Daniela, a sua pergunta.

DANIELA GEMNIANI, REPÓRTER: Boa tarde a todos. A minha pergunta ainda é sobre a possibilidade do lockdown. Com a quantidade de cidades pressionando, tomando medidas por conta própria, enviando cartas, enfim, o que falta? Por que não decretar o lockdown? O que impede? Vocês reavaliam isso? É isso, obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela. Eu vou fazer um comentário e depois pedir para o Dr. Medina complementar, em nome do Centro de Contingência. Eu acho que tem que ficar muito claro que as medidas já adotadas pelo governo de São Paulo, e por várias prefeituras, já são equivalentes a um lockdown. Quando a gente escuta a imprensa internacional dizer: lockdown no Reino Unido, lockdown na Alemanha, esses países, por exemplo, apesar de estarem em lockdown, não encerraram as suas atividades industriais, não encerraram parte da sua construção civil. Então, as nossas medidas, elas já são equivalentes a um lockdown. O que nós esperamos é que elas surtam o efeito de um lockdown. E é por isso que estamos aguardando o encerramento da semana epidemiológica amanhã, para fazer a avaliação dos efeitos das nossas medidas. E é importante fazer esse esclarecimento, nós esperamos que as nossas medidas tenham o efeito esperado, como foi no ano passado, na primeira onda da pandemia. Temos clareza de que medidas restritivas novas podem ser adotadas, esperar o comportamento da pandemia, mas temos que esclarecer que já temos medidas equivalentes a um lockdown. As pessoas estão ficando em casa. Nós dependemos muito do que a gente chama, Daniela, da quarentena comportamental. Não é apenas um decreto, você evitar a abertura de um comércio, de um serviço, que resolve a questão da circulação do vírus. O comportamento das pessoas tem que ser diferente, elas têm que se preservar, têm que manter o distanciamento social. Muitas vezes, acha que um encontro pequeno de família não é um fator de transmissão, é, sim. Então, é importante que o comportamento das pessoas nesse momento seja de cuidado, de zelo pela sua saúde e a saúde dos seus semelhantes. Eu queria o complemento aqui do Dr. Medina.

JOSÉ MEDINA, INTEGRANTE DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, vice-governador, obrigado pela pergunta. Eu já respondi na última coletiva sobre as dúvidas que nós temos em relação à implementação de uma fase tão restritiva como o lockdown. Se nós analisarmos onde ele funcionou bem no mundo, funcionou bem na Austrália e na Nova Zelândia. Eles não têm fronteiras, são dois... A Austrália e a Nova Zelândia, dois países com população pequena, sem fronteira com outro país, que é fácil controlar o fluxo de pessoas. Funcionou também na China, onde o regime não é mesmo regime republicano, federativo que nós temos aqui no Brasil ou que existe nos Estados Unidos. Então, nem no Brasil, nem nos Estados Unidos, nós consideramos que seja possível estabelecer um lockdown no país todo, e mesmo no estado. O estado de São Paulo tem mais de mil entradas terrestres dos outros estados, é muito difícil estabelecer isso, do ponto de vista, assim, logístico. Além disso, ele pode trazer uma quebra na linha de produção, tanto de material de consumo, próprio, individual, como no material, na produção de material de uso permanente em hospitais ou em outras atividades, que dependem dos serviços essenciais. Então, nós não achamos que isso deva ser aplicado da mesma forma como foi aplicado em outros países. Na Itália, já é a terceira vez que ele é aplicado, então ele deu certo no começo, depois teve que aplicar de novo, e teve que aplicar de novo agora. E eles estão utilizando uma forma mais granular. Talvez aqui no estado de São Paulo, se ele tiver que ser aplicado, ele deve ser aplicado de forma granular, como aplicou Araraquara, como aplicou Ribeirão Preto. Com algumas consequências, até algumas vezes instabilidade social e algum tipo de revolta. O lockdown é difícil de ser aplicado na nossa cultura aqui, no jeito que nós acostumamos a lidar, como nos Estados Unidos também, no jeito que é o nosso comportamento. Essas medidas que estão sendo tomadas, de maneira gradativa, com restrição gradativa, são mais apropriadas para o nosso estado do que um lockdown, como ele é definido nos outros países.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Medina. E para ilustrar, Daniela, um pouco a questão do transporte público, que eu falei no início da apresentação, aí nós temos uma tabela que ilustra como funcionava a rede pública metropolitana, aqui em São Paulo. Antes da pandemia, que é a primeira linha, nós tínhamos 10.523.000 pessoas que usavam o sistema aqui na região metropolitana de São Paulo. Aí, nós colocamos aí um dia da fase amarela, já reduziu 48%, foi pra 5.448.000. Depois, o efeito da fase laranja, lembrando que nós alteramos muito a fase laranja, naquele momento, permitindo restaurantes, bares e serviços, então efeito praticamente nenhum entre a fase amarela e a fase laranja. Mas já quando fizemos a fase vermelha, na semana passada, nós reduzimos quase 1 milhão de pessoas no sistema, e um endurecimento ainda maior, que é a última linha, na última coluna ali, a questão da fase emergencial, com 3.987.000. Então, se a gente comparar a fase laranja, há três semanas atrás, com hoje, a fase emergencial, 1,5 milhão ou 1,4 milhão de pessoas a menos no sistema de transporte. Então, esse esforço continua e nós estaremos aqui atentos, avaliando os números aqui da primeira semana epidemiológica, com a fase emergencial em andamento. Vamos à sequência aqui das nossas perguntas. Agora, a Maria Manso, da TV Cultura. Por favor, a sua pergunta, Maria.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde. Minha pergunta é para o prefeito Rogério Santos. O senhor deu uma entrevista dizendo que os municípios da Baixada especificamente, pela preocupação, principalmente depois da decretação desse feriadão na capital, pensam em fazer um lockdown regional, ali entre vocês, a exemplo do que foi feito em Araraquara. Como funcionaria esse lockdown na Baixada Santista, levando em conta que vocês também têm o Porto de Santos lá, que é o maior porto do país? Por favor.

ROGÉRIO SANTOS, PREFEITO DA CIDADE DE SANTOS: Obrigado pela pergunta. Ontem, fizemos reuniões, todos nós, prefeitos. A decisão é, na verdade, de mais restrições. Fizemos uma longa rodada de propostas, mesmo sendo uma região única, existem diferenças entre as cidades. Então, cada cidade acaba tendo uma necessidade. E hoje a decisão será tomada, de medidas mais restritivas. Não sabemos ainda, porque vamos decidir em conjunto, porque tem que ser em conjunto, tem que ser em conjunto. Não adianta se fizermos medidas isoladas em cidades. Então, vamos tomar as medidas em conjunto. Todos os prefeitos estão realmente sensibilizados, o nosso pensamento em comum é o seguinte: Por mais pressão que a gente tenha, nós estamos andando pela rua, uma só chora porque perdeu dinheiro, outra pessoa chora porque está com falta de ar. Nós vamos socorrer primeiro quem está com falta de ar, ouvindo, continuando ouvindo quem perdeu dinheiro. A vida é prioridade. E a decisão das medidas mais restritivas será feita em colegiado, com todos os prefeitos, os nove prefeitos, e antes até do anúncio comunicaremos ao governo do estado, porque precisamos de apoio, assim como o governo do estado tem feito, e fez no dia de hoje.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rogério. Vamos aqui à próxima pergunta, que é da Vitória Abel, da Rádio CBN, por favor, Vitória, a sua pergunta.

VITÓRIA ABEL, REPÓRTER: Boa tarde, vice-governador. Boa tarde, a todos. Algumas dúvidas, primeiro sobre a Operação Descida, secretário, vai ocorrer então todos os dias do mega feriado, certo? Só para não restar dúvida. A questão das barreiras, que era um pedido do prefeito Rogério, e também dos prefeitos da Baixada Santista, por que não ocorrer essas barreias educativas nas estradas? Não é possível fazer isso? Não é factível? As praias vão fechar, prefeito? Uma outra dúvida também durante esse mega feriado. Ainda sobre o feriado, governador, pode ser aderido pelo estado como um todo, os feriados que já foram antecipados pela cidade de São Paulo? É possível ter um acordo, por exemplo, com prefeitos da grande São Paulo, para que antecipem os feriados, e seja em conjunto essa semana de mega feriado? E um outro assunto também, sobre os pedidos de medidas mais restritivas do prefeito da grande São Paulo. Claro, a gente já entendeu que um lockdown uniforme em todo o estado não vai ser viável, e não é uma defesa feita pelo governador João Doria. Mas é possível fazer isso regionalmente, como foi questionado pela Maria, da Baixada Santista. A gente consegue fazer isso na grande São Paulo? Está sendo negociado isso com os prefeitos da grande São Paulo, para fazer em conjunto com a capital paulista, por exemplo? Só uma pergunta, vice-governador, se me permite?

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Eu você pedir para a equipe aqui, Vitória, comprar uma Maracugina para a Vitória, eu até agora anotei vários temas, tem colegas suas para perguntar ainda, mas enfim, feriados, lockdown regional e barreira sanitária. Qual é o quarto tema?

VITÓRIA ABEL, REPÓRTER: Isso. É porque acabou de sair essa notícia de que o Governo Federal realmente assinou o contrato hoje com a Janssen para a compra de vacinas, queria saber se isso facilita negociação direta com o governo estadual. Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou pedir desculpas para a Nani, que era a vez dela de perguntar, e eu pulei aqui, da Jovem Pan, e a Vitória já acabou com os temas aqui da coletiva, viu, Nani? Mas brincadeira à parte, eu vou falar rapidamente sobre os feriados, toda a estratégia, todos os instrumentos possíveis o governo de São Paulo e as prefeituras usarão para o combate à pandemia do Coronavírus, o secretário Vinholi, inclusive, tem reunião virtual todos os dias, com as mais variadas regiões do estado, tem inclusive nos finais de semana, já reunião programada para o domingo. E essas estratégias serão sim discutidas, com o conjunto das cidades, respeitando cada realidade regional, São Paulo é grande, são 645 cidades, mas com esse respeito articulando com as prefeituras medidas eventualmente adicionais. Sobre a Operação Descida, ela vai estar mantida, eu vou aqui responder em nome do João, para acelerar, ela estará mantida enquanto for necessário ser mantida, a suspensão da Operação Descida. E o governador João Doria hoje já pela manhã conversou com o secretário João Octaviano, para articular com o General Campos, com a Polícia Rodoviária, essas blitzes educativas, eu chamaria, para desestimular qualquer pessoa a ir para a baixada, ou para outra cidade turística, que não quem mora lá, através de um serviço essencial. E isso é uma articulação das prefeituras, da Polícia Rodoviária, do secretário João Octaviano, que já tem encontros sobre isso. Sobre a questão da vacina, eu pediria aqui ao nosso presidente do Butantan, Dimas Covas, para responder sobre isso. Lembrando mais uma vez, a satisfação que temos do nosso Butantan aqui em São Paulo.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: A aquisição de vacinas nesse momento ela é necessária, quer dizer, o compromisso do Butantan de entregar as 100 milhões de doses de vacinas isso está garantido até agosto, mas nós precisamos de integralizar um volume maior de vacinas. Se formos vacinar apenas a população com mais de 60 anos, nós vamos necessitar entorno de 70 milhões de doses, e precisamos disso rapidamente. Então qualquer vacina que esteja disponível aprovada pela nossa ANVISA, e disponível para a aquisição, deve ser incorporada o mais rapidamente ao nosso Programa Nacional de Imunizações. Quer dizer, não faz muito sentido nós termos uma única vacina diante de tanta carência, de tanta necessidade nesse momento. Obrigado.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor Dimas. E aqui fui alertado que faltou uma resposta objetiva, que é sobre as praias fechadas, eu acho que isso é uma resposta importante, que o prefeito de Santos pode responder.

ROGÉRIO SANTOS, PREFEITO DA CIDADE DE SANTOS: O fechamento das praias é um recado claro, pessoas de outra região de outras regiões, não venham para a Baixada Santista, não é para evitar que os moradores da Baixada Santista façam caminhadas, acaba também sendo. Mas o recado é claro, é o nosso principal atrativo. Desde a semana passada muitos municípios já anteciparam o governo do estado e já fecharam suas praias, alguns tiveram dificuldade por questão de logística, de cavaletes, faixas de segurança. Em Santos conseguimos fechar, e foi exemplar, e quero agradecer também a participação da população, que respeitou tal medida. Inclusive a partir de amanhã Santos fecha também o calçadão.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Recado bem claro do nosso prefeito de Santos. Agora sim, a Nani Cox, da nossa Rádio CBN. Por favor, Nani, a sua pergunta.

NANI COX, REPÓRTER: Boa tarde. Boa tarde, a todos. Ontem a gente teve então a confirmação da primeira morte de um paciente à espera de leitos aqui em São Paulo. Queria saber se tem algum dado disso para o estado? E a gente tem recebido muitos relatos de outras mortes também de pacientes à espera de leito. Queria saber se tem uma expectativa dentro disso, de subnotificação desses casos de pacientes esperando. Obrigada.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pedir para o nosso secretário de Saúde fazer a resposta.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Todas as mortes que acontecem elas são monitoradas pela Secretaria de estado da Saúde, até para se avaliar se àquelas pessoas foram adequadamente assistidas nas suas unidades enquanto aguardavam transferência para unidades mais complexas. Em nenhuma dessas identificações de mortes houve nenhuma negligência técnica, ou de desassistência. E é isso que o governo do estado de São Paulo quer, garantir com que essas pessoas possam ser adequadamente assistidas.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Vamos então à última pergunta da coletiva de hoje, que é da Flávia Travassos, do SBT.

FLÁVIA TRAVASSOS, REPÓRTER: Boa tarde, vice-governador. Boa tarde, a todos. Eu queria fazer pergunta para o doutor Dimas Covas sobre o soro anticovid, que seria aí uma forte ajuda para quem está se recuperando do Novo Coronavírus. O que falta, doutor Dimas, para que esse soro seja aprovado pela ANVISA? Se a ANVISA já se posicionou quanto a isso? Se existe alguma previsão de quando esse soro poderá ser usado pela população? Obrigado.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Flávia, nós estamos aguardando, da mesma forma que você, de forma ansiosa, a manifestação da ANVISA. Há mais de dez dias nós integralizamos todos os documentos que foram exigidos, e estamos aguardando. Haverá hoje, às 15h da tarde, uma nova reunião, agora por parte de convocação da própria ANVISA, e espero que seja para anunciar a autorização para o início do estudo clínico. O estudo clínico está pronto, o soro está disponível, e só aguardamos esse aval da ANVISA para poder iniciar. Espero que as notícias hoje sejam positivas.

RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Lembrando que o Instituto Butantan é o maior produtor de soro do mundo, tem expertise, tem tradição, e traz esse tratamento como uma estava e uma esperança à população que está acometida do Coronavírus. Toda a iniciativa deve ser levada em conta, nós soubemos que o governo brasileiro encaminhou comitivas ao outro lado do mundo, para conhecer soro novo, para conhecer spray novo, e a solução está aqui em São Paulo, está aqui no Butantan, e esperamos de maneira muito rápida que a ANVISA faça essa análise técnica sobre esse pedido, e ele seja disponibilizado para a população que nesse momento está em uma cama de hospital precisando dessa esperança, que provavelmente o soro do Butantan também vai trazer ao lado das vacinas do Butantan. Dito isso, eu quero agradecer a presença de todos, desejar um bom final de semana, um apelo em nome do nosso governador João Doria, fiquem em casa, para que a gente possa vencer essa batalha contra o Coronavírus.