Coletiva - SP antecipa de 12 para 8 semanas aplicação da segunda dose da vacina da Pfizer 20212209

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Coletiva - SP antecipa de 12 para 8 semanas aplicação da segunda dose da vacina da Pfizer 20212209

Local: Capital – Data: Setembro 22/09/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Bem. Bom dia, boa tarde. Exatamente, 12h. Muito obrigado, pela presença dos meus colegas jornalistas, muito obrigado também aos cinegrafistas que estão aqui no Instituto Butantan. Muito obrigado, ao Dimas Covas, que é o nosso anfitrião desta coletiva de imprensa. Dimas, obrigado por nos receber aqui no Instituto Butantan. Muito honrado em receber aqui governadores de quatro estados do país, que estão aqui nessa coletiva. Governador Camilo Santana, governador do estado do Ceará. Governador, Renato Casagrande, governador do estado do Espírito Santo. Governador Wellington Dias, governador do estado do Piauí. Governador Helder Barbalho, governador do estado do Pará. Aos governadores, muitíssimo obrigado por estarem aqui ao nosso lado nessa manhã, nessa coletiva de imprensa, ao lado de representantes do Instituto Butantan. E também do governo do estado de São Paulo, da área de saúde. O governo do estado de São Paulo inicia hoje a entrega de 2,5 milhões de doses da vacina do Butantan, para cinco estados do país. Quero aqui justificar a ausência do governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, com quem estarei nessa sexta-feira, em jantar na sede do governo do estado de Mato Grosso, ele justificou a sua ausência, pediu desculpas, mas estará recebendo também vacinas do Butantan. São, portanto, cinco estados, quatro dos quais, aqui representados pelos seus titulares governadores de estado. Portanto, é com honra e satisfação que em nome do governo de São Paulo, e também em nome do Instituto Butantan, nós estamos recebendo aqui os governadores do Ceará, Camilo Santana. Do Espírito Santo, Renato Casagrande. O Pará, Helder Barbalho. E do Piauí, Wellington Dias. O governador do Mato Grosso, conforme já mencionei, não pode comparecer, justificou, e receberá também as doses das vacinas adquiridas pelo seu estado, o estado do Mato Grosso. A razão que traz governadores de diferentes regiões do país à São Paulo é a mais nobre, é celebrar a aquisição da vacina da Coronavac, produzida pelo Butantan, para salvar vidas, e proteger a saúde das suas populações. Conforme em acordos previamente assinados, serão liberados aos estados um total de 2,5 milhões de doses da vacina do Butantan, para que mais brasileiros nos estados do Nordeste, Sudeste, Norte e Centro-Oeste do Brasil, possam ser mais rapidamente imunizados. Segura e eficiente, uma em cada quatro doses de vacinas aplicadas no mundo, foi a vacina Coronavac, produzida pelo Laboratório Sinovac, em Pequim/China. O que faz a Coronavac a vacina mais aplicada em todo o mundo, utilizada em 32 países, é o imunizante que mais salvou vidas ao redor do mundo. Aqui no Brasil o Instituto Butantan, como todos sabem, entregou 100 milhões de doses para o PNI - Programa Nacional de Imunizações, ao Ministério da Saúde, cumprindo e até antecipando o prazo de entrega da vacina, para o braço dos brasileiros. Todos os estados do país utilizaram a vacina do Butantan, indistintamente, para salvaguardar a vida dos seus cidadãos. E agora estamos fazendo aqui o início da entrega de novas vacinas, para que os governos destes estados que aqui estão representados possam acelerar os seus programas de imunização. E eu quero aqui registrar a grandeza e o gesto desses governadores, na proteção da sua população, na obediência à ciência, na defesa da saúde e da vida. Nós vamos agora ouvir os governadores, as suas manifestações, e eu queria começar com o Renato Casagrande, governador do estado do Espírito Santo, na sequência, Camilo Santana, Wellington Dias, e Helder Barbalho. Governador Renato Casagrande, governador do estado do Espírito Santo.

RENATO CASAGRANDE, GOVERNADOR DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO: Muito obrigado, governador João Doria. Obrigado, ao Butantan, nosso doutor Dimas, por nos receber aqui também bem. E quero cumprimentar toda a equipe do Butantan, governadores Camilo, Wellington e Helder, toda a imprensa aqui presente. Primeiro, governador João Doria, meu registro de agradecimento ao Butantan, pela parceria que a gente tem feito, desde o início o Butantan foi muito solícito quando a gente apresentou, início mesmo, lá em abril do ano passado, apresentou o desejo de adquirir vacinas, e o Butantan sempre disse que assim que tivesse terminado o contrato com o Ministério da Saúde, cumprido o contrato, nós teríamos essa oportunidade. Fato sempre muito assinado e comprometido pelo governador João Doria. E eu quero também fazer meu agradecimento a você, pela forma como atuou, fazendo a defesa do plano de imunização no Brasil, e apoiando sempre o trabalho que o Butantan sempre fez com muita competência, você cumpriu um papel importante, nesse período está cumprindo um papel importante com este fato que a gente está aqui realizando neste momento. Nós tivemos oportunidade no Espírito Santo, de a gente adquirir 500 mil doses, já assinamos o contrato, já recebemos no sábado 200 mil doses, dessas 500 mil. Receberemos durante essa semana as outras 300 mil doses, e essa compra, essa aquisição direta complementará o Programa Nacional de Imunizações, as vacinas que estamos recebendo do Ministério da Saúde, e isso permitirá que a gente tenha as vacinas, para que a gente aplique a primeira e a segunda dose em toda a população acima de 18 anos, e permitirá que a gente possa aplicar a primeira dose nos adolescentes de 12 a 17 anos. Então esse é um fato muito importante, porque nós distribuiremos rapidamente as vacinas nos municípios, e conseguiremos avançar então na imunização, pelo menos, de uma dose, em toda a população Capixaba acima dos 12 anos, isso é uma garantia a mais de que vidas serão salvas, e um trabalho importante que vai ser complementado por essa compra que nós estamos fazendo. Acho que essa ação conjunta de todo brasileiro entono da vacina é importante, o Brasil tem uma cultura de vacina, então é bom que a gente possa fazer aqui a defesa do Sistema Único de Saúde, que tem cumprido um papel extraordinário. Nosso secretário Nésio, que está aqui presente, secretário de Saúde, tem conduzido para nós esse trabalho do estado do Espírito Santo. E junto também com conselhos dos secretários estaduais de saúde, que acho que tem cumprido também um papel importantíssimo junto ao Fórum de Governadores. Então um momento importante, momento que nos enche de alegria, porque tudo que a gente quer nesse momento é virar essa página, e, de fato, salvar todos os brasileiros, e não é um papel só nosso dos estados, é uma oportunidade que a gente tem para a gente, de fato, proteger a vida dos brasileiros. Obrigado, governador João Doria.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, governador Renato Casagrande, governador do estado do Espírito Santo. Vamos ouvir agora o governador do estado do Ceará, Camilo Santana.

CAMILO SANTANA, GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ: Boa tarde, governador João Doria, queria cumprimentá-lo. Cumprimentar meus colegas governadores, Casagrande, governador Wellington, e governador Helder. Cumprimentar o Dimas, e em seu nome, Dimas, a todos que fazem o Instituto Butantan esse patrimônio do Brasil, esse patrimônio do povo brasileiro. E já de antemão parabenizar o Instituto Butantan pela sua produção durante esse período de pandemia, a primeira vacina utilizada no nosso país foi a Coronavac. Á maior quantidade de vacinas aplicadas no nosso país, e isso tem sido muito importante para salvar vidas, e proteger a população brasileira, em caso especial a população do estado do Ceará. Portanto, meu caro Dimas, meu caro governador João Doria, minha primeira palavra é uma palavra de agradecimento, a esse grande Instituto, e todos que fazem o Instituto Butantan aqui presente. Queria informar que também toda a presteza do Instituto Butantan, ainda desde o ano passado, né, Dimas? Quando tivemos aqui no intuito de firmar uma parceria na compra direta do governo do Ceará com a vacina Coronavac, e que hoje estamos aqui consolidando esse processo, iremos receber agora 300 mil doses que irão fortalecer o programa de imunização do estado do Ceará. Hoje alcançamos, Doria, praticamente mais de 90% da capital, quase 90% da primeira dose na população adulta no estado do Ceará. Já estamos vacinando os adolescentes, e esse reforço da vacina da Coronavac irá ampliar a imunização da população cearense. Quero aqui cumprimentar e agradecer a todos os governadores aqui presentes, e todos os governadores do Brasil, os prefeitos, profissionais de saúde, todos os cientistas brasileiros, e todos aqueles que tem seguido a orientação da ciência nesse processo de enfrentamento à pandemia. Eu sempre tenho dito no meu estado, Doria, que não descansarei enquanto não vacinarmos toda a população do estado do Ceará, e nós, governador, não descansaremos enquanto não vacinarmos toda a população dos nossos estados. É por esse motivo que estamos aqui hoje, agradecendo ao Butantan, agradecendo ao governo de São Paulo. Vamos superar esse momento difícil, de quase um ano e meio que o Brasil teve que enfrentar, mas que somente através da vacina, é que nós vamos poder voltar à nossa normalidade, e esse é o grande objetivo do Instituto Butantan. Então parabéns ao Instituto Butantan, parabéns aos governadores aqui presentes, e vamos continuar o trabalho para imunizar toda a população brasileira. Obrigado, Doria.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, governador Camilo Santana, governador do estado do Ceará. Vamos ouvir agora o governador do estado do Piauí, Wellington Dias.

WELLINGTON DIAS, GOVERNADOR DO ESTADO DO PIAUÍ: Eu quero saudar aqui também meu querido governador João Doria, aqui não só pelo Piauí, mas também como quem coordena no Fórum dos Governadores esse tema das vacinas. O seu empenho, o empenho da sua equipe, de modo destacado, do Butantan, para ajudar nessa missão do Brasil, e salvar vidas. É uma honra muito grande partilhar aqui desse momento com meus colegas, governador Helder Barbalho, governador Casagrande, governador Camilo. Saudando aqui o doutor Dimas Covas, dizer que é um prazer muito grande partilhar aqui desse momento. Somos governadores de diferentes regiões do estado, regiões dos estados do Brasil, e também de diferentes partidos. O que nos une? Um pacto pela vida, um pacto para salvar vidas. Governadores, prefeitos, ciência, cientistas, profissionais de saúde, municípios, tiveram um papel importantíssimo. Enfim, todos, empresários, e países também que tiveram sensibilidade com o Brasil, a nos ajudar nesse momento. Seguir a ciência é o que nos une, ao seguir a ciência, neste pacto pela vida, também nós temos um compromisso com o Programa Nacional de Imunizações. Eu pessoalmente, com outros governadores, cobramos ao final do compromisso do Butantan, com a entrega das 100 milhões de doses, para que como sempre o Brasil fez, seguisse o Ministério da Saúde comprando vacinas. Como aceitar como natural o Butantan brasileiro, e vacinas, o Brasil precisando de vacinas, e a gente não ter uma manifestação para comprar vacinas? Quando tivemos um momento em que víamos que não seria dado esse passo, nós, os governadores, e com certeza o governador João Doria, doutor Dimas Covas, que outros estados também darão este passo, de e um lado o Programa Nacional de Imunizações, em uma defasagem com vários estados, é o caso do meu, do Pará, de outros estados. Nós ainda temos muita gente que precisa tomar a primeira dose, outros que precisam tomar a segunda dose, pessoas que precisam também voltar a tomar a terceira dose para manter elevado o nível de imunização. E fizemos várias tentativas de suprir essa falha do governo central, nos estados e municípios podendo comprar. Foi assim com a Pfizer, foi assim com a Sputnik, foi assim com o próprio Butantan, com a Coronavac. E ali as barreiras sempre nos impedindo, então hoje é um dia histórico. "Água mole, pedra dura, tanto bate até que fura". E aqui hoje nós estamos dando um passo muito importante, para que nós possamos salvar vidas. Ou seja, estamos concretizando, o estado do Piauí quer receber o primeiro lote com 200 mil doses. Mas vamos seguir cobrando com o Programa Nacional de Imunizações a manutenção de contrato com o Butantan, e com outras alternativas. Por quê? Porque é a vacina que nos tira de todas as crises, da crise social, da crise econômica, e a principal delas, da crise da pandemia da COVID-19. Então nós estamos aqui hoje com o propósito de dar um passo importante para que no meu estado, esses estados que estão aqui, e eu tenho certeza que em outros estados, nós possamos avançar completando a imunização. Eu agradeço a Deus, e saiba que o Butantan segue agora de modo mais acelerado ainda salvando vidas, no Piauí e no Brasil. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, governador Wellington Dias, pelas suas palavras. Vamos agora ouvir o governador do estado do Pará, Helder Barbalho.

HELDER BARBALHO, GOVERNADOR DO ESTADO DO PARÁ: Boa tarde, a todos e à todas que nos acompanham neste momento. Cumprimentar o governador João Doria, governador anfitrião. Cumprimentar o doutor Dimas, em seu nome estender os meus cumprimentos a todos que fazem o Instituto Butantan. Cumprimentar os demais colegas governadores, governador Wellington, governador Casagrande, governador Camilo. Festejar o dia de hoje como mais um passo da união de esforços em favor da vida, em favor da proteção e da imunização dos brasileiros, particularmente devo citar a imunização dos paraenses. Desde o primeiro momento temos avançado inicialmente na busca de proteger as pessoas infectadas, garantindo com que o sistema de saúde fosse capaz de assistir nossa população. Graças à ciência, à pesquisa, a um conjunto de cidadãos e cidadãs que se doam à essa causa, o mundo descobriu a vacina, e essa sendo a única alternativa para que possamos nos proteger, e consequentemente virar a página deste momento dramático da vida mundial. Sabemos que o Brasil deve ser liderado no campo da saúde, pelo Ministério da Saúde, através do Programa Nacional de Imunizações, e nós governadores dialogamos ao longo de todo esse período para somar esforços que permitisse a chegada na ponta em cada cidadão deste país, os benefícios de saúde. Mas ao mesmo tempo tomamos a decisão política administrativa, de que em face à grandiosidade desta pandemia, não devemos nós ficarmos apenas a aguardar, seja pelo Governo Federal, seja pela iniciativa privada, todos nós temos e devemos, por obrigação, que nos mobilizar para encontrar soluções que agilize e potencialize a cobertura de saúde, e consequentemente de vacina para os brasileiros. E ressalto isso porque hoje nós estamos em um dia histórico, em que o governo do Pará somado a demais governos do Brasil, fazem a aquisição direta de vacina para ampliar e acelerar a imunização de nossa população. Mas é importante ressaltar de que desde o início nós nos articulamos, trabalhamos, seja dialogando com o Ministério da Saúde, seja inclusive dialogando com outras instituições de ciência, para que pudéssemos dar a nossa contribuição. Ao longo deste período não foi possível que viabilizássemos alternativas de aquisição direta, e hoje pela primeira vez é oportunizado que estados do Brasil, portanto, governos subnacionais possam fazer diretamente a aquisição, nos somando ao Programa Nacional de Imunizações. E essa é a palavra, soma, estaremos continuando desejosos a que o ministério e o Programa Nacional de Imunizações avancem com chegadas de mais vacinas, ao tempo em que disponibilizamos recursos próprios dos estados para viabilizar o complemento, e consequentemente a aceleração desta vacinação. Cito para concluir, o estado do Pará, o estado do Pará até o momento ainda tem cerca de 2,4 milhões de adultos que precisam ser vacinados, que ainda não foram, e isso requer uma grande mobilização da sociedade com repescagem, com chamamentos, com convencimento de que esse é o único caminho. E pensando na aceleração deste público-alvo, que o governo do estado hoje adquiri 1 milhão de doses da vacina Coronavac, do Butantan, que passam a ser entregues a partir da próxima segunda-feira, e com isso nos permitirão, somando com as vacinas que continuarão a chegar do PNI, nós possamos imunizar o maior número de paraenses, e proteger a nossa população salvando vidas. Festejo a ciência, festejo a pesquisa, festejo o Butantan, e a parceria com o governo de São Paulo, que nos permite hoje dar um passo significativo, somando a parceria com o Ministério da Saúde, para que juntos possamos defender a vida dos paraenses e dos brasileiros. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, governador Helder Barbalho, governador do estado do Pará. Queria registrar aqui que estão presentes os secretários de Saúde dos estados do Espírito Santo, do Ceará, do Piauí, do Pará e do Mato Grosso, além do secretário de Saúde do estado de São Paulo, que está aqui à frente, Jean Gorinchteyn. Também o Paulo Meneses, coordenador do nosso comitê científico. João Gabbardo, coordenador executivo do comitê científico. Regiane de Paula, coordenadora geral do PEI - Programa Estadual de Imunização. E repito, nosso anfitrião, que está aqui à frente, Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Meus cumprimentos também ao Paulo Capelotto, diretor aqui do Instituto Butantan, a Cíntia Lucci, igualmente diretora do Instituto Butantan, e técnicos cientistas que aqui estão presentes. E Antônio Imbassahy, nosso secretário de governo. Muito obrigado, Imbassahy. General Campos, secretário de Segurança Pública, também, muito obrigado pela sua presença. Reinaldo Sato, também, diretor do Instituto Butantan, muito grato pela presença nessa coletiva. Antes de avançarmos nas perguntas, nós, eu queria agradecer também a transmissão ao vivo que estamos tendo aqui da TV Cultura, da Record News, também com Portal Estadão, do Portal UOL, todos transmitindo ao vivo, além de flashs que estão sendo transmitidos pela TV Bandeirantes, pela Globo News, e também pela Jovem Pan, rádio e TV. Nós antes de iniciarmos as perguntas, temos uma boa notícia, é uma notícia da saúde aqui do estado de São Paulo, vamos aproveitar a oportunidade, e a doutora Regiane de Paula, que é a nossa coordenadora do PEI - Programa Estadual de Imunização, e também representa aqui o Programa Nacional de Imunizações, em São Paulo. O governo de São Paulo tomou a decisão de antecipar de 12 para oito semanas, a aplicação da segunda dose da vacina da Pfizer, estando também na mesma linha dos governadores que aqui estão, aliás, eu queria exaltar aqui a posição dos quatro governadores que me antecederam, todos aqui comprometidos com a ciência, com a saúde e com a vida. E não é de agora, desde o início da pandemia os governadores que aqui estão foram governadores que defenderam a vida, a ciência, inclusive se expondo publicamente na tomada de medidas para proteger a vida dos seus cidadãos nos seus estados, e fizeram isso de forma corajosa, em defesa da ciência e da vida. Vou passar então a palavra à doutora Regiane de Paula, para que possa dar essa informação a vocês, na sequência uma rápida intervenção do nosso doutor Jean Gorinchteyn, vou pedir ao Jean para ser breve, a aí vamos para as perguntas dos jornalistas, temos inclusive vários veículos de comunicação de outros estados que estão hoje aqui representados nesta coletiva. Regiane, por favor.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Boa tarde, a todos os governadores. A todos e todas presentes. Então o governo de São Paulo antecipa de 12 semanas para oito semanas a aplicação da segunda dose da vacina da Pfizer, essa medida vale a partir de sexta-feira, dia 24. E quem já recebeu a primeira dose desse imunizante poderá concluir o seu esquema vacinal quatro semanas antes do prazo inicialmente indicado na sua carteira de vacinação. Cerca de 2 milhões de doses estão sendo encaminhadas no dia de hoje, para os 645 municípios, para que a gente possa então fazer essa antecipação e a conclusão do esquema vacinal. Eram essas as informações. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, doutora, Regiane. Vamos então ao doutor Jean Gorinchteyn, nosso secretário da Saúde. Vou tomar a liberdade aqui de ao homenagear você, homenagear também os secretários de Saúde que gentilmente nos visitam hoje nessa oportunidade. Vocês são colegas, inclusive, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Boa tarde, governador. Boa tarde, governadores. Parabéns por essa iniciativa, essa iniciativa tem como importância a proteção da vida, nós sempre lutamos, especificamente sob à liderança do governador João Doria, da importância da vacinação. E eu quero agradecer muito os meus colegas secretários da saúde, em nome tanto do Florentino, do Nésio, do Marco Antônio e do Rômulo, que sempre estiveram à luta, junto do CONASS, para que nós pudéssemos garantir o direito da nossa população, da população brasileira em receber vacinação. E São Paulo, governador, não é diferente, hoje nós temos mais de 60,622 milhões de doses da vacina distribuídas no estado de São Paulo, e temos com muito orgulho, a sinalização que temos 98% de toda a nossa população adulta com a primeira dose da vacina, 70% da nossa população adulta com as duas doses da vacina, e nós temos 52% da nossa população, total, de todas as faixas etárias, totalmente imunizada. E é isso que faz com que nós tenhamos a melhora nos índices da saúde. Temos hoje 2.400 mil pessoas internadas, a ocupação dos leitos nas nossas Unidades de Terapia Intensiva no estado compõe 31%. Nós temos aproximadamente 11 mil pacientes a menos, internados na UTIs, naquilo que nós tínhamos no pico da segunda onda no início de abril. E lembrando, governador, que hoje somando os números de enfermaria e UTI, que nós temos hoje, nós temos menos de 5 mil pacientes internados, isso são números muito próximos aqueles que nós tivemos no início de maio de 2020. Indubitavelmente isso é o impacto da vacina, isso é a proteção da vacina, a obrigatoriedade do uso de máscara que faz com que nós possamos garantir um novo tempo, com segurança, para que as pessoas possam retomar as suas vidas, e diminuir tanta dor e sofrimento. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo. Eu recebi aqui uma solicitação de dois veículos de comunicação, representando os meus colegas cinegrafistas, para que pudéssemos fazer uma fotografia dos governadores, dos cinco governadores que aqui estão, com a embalagem da vacina, esse ladinho verde aqui, para a câmera, isso. E aí vamos todos segurar na mesma posição aqui, para atender o apelo que vocês fizeram para essa fotografia, e para as imagens também. Obrigado, então. Agora sim, vamos às perguntas, nós temos oito veículos aqui, inscritos, inclusive dos estados do Pará, do Piauí, do Ceará, do Espírito Santo, e do Mato Grosso. Nós vamos começar com a TV Cultura, com a jornalista Maria Manso, que aqui está. Maria, agora boa tarde, bem-vinda. Sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. A minha dúvida é em relação aos lotes da Coronavac que foram interditados pela ANVISA. Hoje a agência determinou que esses lotes sejam recolhidos, para que eles definitivamente não sejam usados, porque a agência diz que os documentos enviados pela Sinovac, na China, não garantem a qualidade do envase feito lá na China. Como é que o Butantan vê essa decisão? E qual a orientação para as pessoas que receberam essas doses de Coronavac antes da interdição?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem. Eu vou dividir a resposta com o Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, mas quero voltar a dizer o que já tínhamos anunciado, o governo do estado de São Paulo orientou o Instituto Butantan a recolher todas as doses, todas as doses já foram recolhidas, elas estão nesse momento interditadas pela ANVISA, conversei com o presidente da ANVISA, Almirante Barras Torres, a interdição não significa a proibição de uso, e nem a destruição das vacinas, apenas aguardando que a fiscalização nessa nova unidade, nessa nova fábrica que foi construída pela Sinovac em Pequim, possa ser fiscalizada pela ANVISA. A decisão do governo de São Paulo foi devolver a totalidade dessas doses para a Sinovac, assim excluímos qualquer dúvida, e essa decisão já havia sido comunicada na semana passada à ANVISA. Quero inclusive agradecer a posição do presidente da ANVISA, de forma serena, equilibrada e tranquila, onde ele reafirmou inclusive a importância da vacina, a segurança da vacina, a eficácia da vacina Coronavac, a vacina do Butantan, para todos os brasileiros. E nós não só agradecemos, como reconhecemos o cuidado e o zelo que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária vem tendo na proteção das vacinas, que são aqui aplicadas nos braços dos brasileiros. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Boa tarde, governador. Eu gostaria de aproveitar a pergunta da Maria, e anunciar aqui a presença do professor Zeng, é o diretor de pesquisa clínica da Sinovac, e está aqui com mais quatro companheiros, e permanecerão aqui até o final do ano. Quer dizer, eles são os principais responsáveis pelos estudos da vacina Coronavac, no mundo. Eles estão aqui exatamente para apresentar o que de mais avançado existe em termos de estudos, os resultados hoje, que são resultados globais, é a vacina mais utilizada no mundo. Nesse momento já mais de 1,800 bilhão de vacinas produzidas pela Sinovac, e é a que mais contribuiu com vacinas para o mundo, juntamente com a irmã chinesa Sinofarma, foram as duas companhias que mais exportaram vacinas para o mundo, isso é um fato importante. Isso mostra que a China está dando uma grande contribuição para o enfrentamento da pandemia. E uma vacina de qualidade inconteste, de eficácia inconteste, e a mais segura de todas as vacinas que estão em uso, a mais segura de todas as vacinas que estão em uso, para a população acima dos três anos de idade. Veja, os dados que nós temos hoje, de acompanhamento que é o acompanhamento de quem recebe a vacina, já são dados de mais de 1,1 bilhão de pessoas ao mundo que receberam essas doses, e tiveram já a oportunidade de serem acompanhados. 60 milhões de crianças, 60 milhões de crianças vacinadas na China, e já com início de vacinação para crianças no Chile, na África do Sul, na Indonésia, e brevemente aqui na Colômbia, aqui nossos vizinhos. Então veja, a qualidade dessa vacina não se discute, a qualidade dos testes que foram aplicados nesses lotes que foram interditados não se discute, o que se discute é o procedimento, quer dizer, o procedimento que esses lotes foram produzidos lá na Sinovac, a Sinovac possui um imenso parque fabril, e ela foi produzida em uma unidade que não havia sido inspecionada pela ANVISA, que quando visitou a Sinovac ela nem existia, essa unidade não existia. Apesar disso foram apresentados todos os documentos, todos os registros lá da autoridade chinesa, e isso não foi pacificamente aceito pela ANVISA. Então houve essa interdição, e na sequência nós pedimos a retirada do produto. Voluntariamente o governador determinou que fosse feito isso. Então, na realidade, não existe pedido de uso dessa vacina no momento, quer dizer, as vacinas estão sendo recolhidas exatamente porque não tem pedido de uso nesse momento. E nós vamos aguardar, obviamente, para dar o destino adequado à essas vacinas, juntamente com a Sinovac, não estando descartada a possibilidade de doação dessas vacinas para países aqui da própria América Latina. É uma vacina que não tem problema de qualidade isso já está mais do que atestado, para quem recebeu aqui no estado de São Paulo, entorno de 3 milhões, um pouco mais de 3 milhões de pessoas receberam já com acompanhamento, sem nenhum problema, porque não tem problema. Tá certo? Então absoluta tranquilidade, do ponto de vista das pessoas que foram vacinadas com esses lotes. E vamos proceder como já estávamos procedendo esse recolhimento, as vacinas ficarão sob à guarda do Butantan. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Obrigado, Maria Manso. Vamos agora, temos uma pergunta online da Agência Reuters, do Eduardo Simões, que é o seu correspondente aqui no Brasil. Eduardo, já temos você em tela. Boa tarde, bem-vindo mais uma vez. Sua pergunta, por favor.

EDUARDO SIMÕES, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, aos demais governadores, a todos e à todas. Eu gostaria de saber, levando em conta que muito provavelmente vai ser necessária a continuação da vacinação contra a COVID-19 no ano que vem, quais são as perspectivas da Butanvac para essa vacinação do ano que vem, ela está em fase de testes? Se o Doutor Dimas puder explicar como é que está esse processo, as perspectivas para ela ser usada no ano que vem. Em relação à Coronavac, se já há uma previsão de quando vai ser feito o pedido de uso definitivo, junto à ANVISA, já que a própria ANVISA já alertou que o uso emergencial ele vale para esse período em que há emergência de saúde pública causada pela pandemia. Encerrada essa emergência de saúde pública, a autorização para uso emergencial seria revogada, e seria necessário o uso definitivo. Então eu queria saber como é que está esse processo. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduardo, pelas perguntas. E vou dirigi-las, evidentemente, ao Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. Dimas. Butanvac, depois o registro definitivo, Coronavac.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Eduardo, com relação à Butanvac, essa semana foi uma semana de notícias importantes, porque foi publicado o estudo de fase um, com a vacina correspondente, a Coronavac, lá na Indonésia. Então nós já temos dados de segurança dessa vacina, já há indicação de qual dose é a dose mais efetiva, e os resultados de imunogenicidade. Então isso associado com o estudo que nós estamos fazendo aqui no Brasil, também de fase um, que brevemente será concluído, nós já criamos aí o primeiro elemento do ponto de vista regulatório, para prosseguir com a fase dois, e aí uma vacinação ampliada. Esperamos que isso aconteça muito rapidamente, porque aí poderão participar todas as pessoas que foram vacinadas anteriormente, com qualquer vacina, ou que eventualmente tiveram COVID-19 e foram vacinados. Então isso amplia muito o público que poderá participar do estudo. Então nós estamos muito otimistas em relação à essa vacina, é uma vacina que apresentou resultados de imunogenicidade superior às doses que foram utilizadas, superior à essas vacinas que estão sendo usadas atualmente. Isso é uma grande esperança, uma grande esperança para que a gente possa ter para o ano que vem uma vacina barata, porque a tecnologia ela é mais barata, produzida aqui no Butantan, nós temos uma grande fábrica para produção dessa vacina. Nesse momento nós já temos mais de 10 milhões, correspondente a mais de 10 milhões de doses produzidas, aguardando essa evolução dos estudos clínicos. Então é uma grande esperança para o Brasil e para o mundo, que essa é uma vacina para ser uma vacina mundial, isso inclusive já foi declarado pela Organização Mundial de Saúde, que coloca grande esperança nessa vacina para o ano que vem. Com relação ao registro, o registro é uma decorrência, quer dizer, nós estamos apresentando progressivamente os dados dos estudos que estão sendo realizados à ANVISA, e à medida que esses dados se consolidarem aqui no Brasil, será solicitado o registro definitivo. Lembrando que o registro definitivo já existe lá na China, quer dizer, a vacina já é registrada, como eu mencionei, é a vacina mais utilizada no mundo nesse momento. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dimas. O governador do estado do Pará, vai fazer uma entrevista aqui ao lado para a Globo News, portanto, ele vai se ausentar por dois ou três minutos. Mas ainda nesse tema, Eduardo, você que está nos acompanhando, Eduardo Simões, que é o correspondente da Agência Reuters, há uma intervenção do governador do estado do Espírito Santo, Renato Casagrande, sobre a Butanvac. Governador.

RENATO CASAGRANDE, GOVERNADOR DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO: Só uma informação, governador João Doria, Eduardo, que fez a pergunta. Eu tive a oportunidade de visitar o Butantan, visitei inclusive, Dimas, o local de produção da Butanvac, e o Espírito Santo fez a reserva já de 4 milhões de doses da Butanvac, já fizemos aqui o nosso pedido para que assim que tiver a produção, a aprovação pela ANVISA, do uso emergencial, caso seja necessário, nós vamos adquirir também. Até porque, o preço vai ser menor do que da Coronavac, vamos adquirir essa vacina para a gente poder também dar sequência, até porque, nós vamos continuar, nós vamos precisar continuar vacinando os brasileiros. Então é bom que a gente tenha o Butantan com essa produção. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, governador Casagrande. Mais uma vez, obrigado, Eduardo Simões. Agora vamos às perguntas que vem todas online, de estados cujos governadores estão aqui, com exceção do governador do estado do Mato Grosso, mas que está recebendo as vacinas que solicitou, e vamos começar exatamente pelo Mato Grosso, com o Gleide Moreira, do jornal A Gazeta, de Cuiabá. A Gleide já está aqui online. Boa tarde, a você. Obrigado, por você estar participando aqui online. Sua pergunta, por favor.

GLEIDE MOREIRA, REPÓRTER: Boa tarde. Gostaríamos de saber a quantidade de doses que serão entregues para Mato Grosso? E sob qual custo? Também gostaria de saber, sendo estabelecida essa programação anual de vacinação contra a COVID-19, qual a capacidade mensal ou anual do Instituto, em abastecer o estado como doses dos imunizantes, sob sua fabricação?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Gleide, muito obrigado. Vou pedir também ao Dimas Covas que possa proceder às perguntas. Primeiro, sobre a quantidade e o custo, quantidade para o estado do Mato Grosso, e o valor correspondente, e também a capacidade de produção do Butantan, seja na nova fábrica da Butanvac, e na nova fábrica também da Coronavac, aqui ao lado da onde estamos realizando essa entrevista coletiva nesse momento, nós estamos aqui na sede do Instituto Butantan, em São Paulo. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN Bem, Gleide, o estado do Mato Grosso fez um contrato inicial, um acordo inicial para 500 mil doses, nós estamos definindo com a Secretaria de Saúde do estado o cronograma de envio dessas doses. O preço praticado é o mesmo preço que consta do contrato com o Ministério da Saúde, que ele foi calculado na época em US$ 10,30, isso teve variação aí com relação ao câmbio, mas ele tem um preço exatamente igual e idêntico ao praticado pelo Ministério da Saúde, em relação à essa vacina. A capacidade de produção da Coronavac é uma capacidade que nós estamos prevendo para a nova fábrica de 100 milhões de doses de vacinas por ano. E da Butanvac nós podemos chegar ao dobro disso. Então temos plena capacidade para atender às necessidades do Brasil, e também de boa parte aí dos países do mundo, principalmente dos países mais necessitados. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Gleide, muito obrigado pela sua participação. Se puder, continue assistindo aqui à nossa coletiva, você questão está em Cuiabá, no Mato Grosso. Vamos agora para Belém do Pará, com Dilson Pimentel, do jornal O Liberal, que faz agora a sua pergunta. Dilson, boa tarde. Muito obrigado, por estar aqui participando. Você já está em tela para a sua pergunta.

DILSON PIMENTEL, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, demais governadores. Boa tarde, a todos e à todas. Governador, com a possibilidade de compras diretas, e aumento da oferta de vacinas, quais devem ser a partir de agora as posturas de governadores e de prefeitos para a condução desse processo até a saída da pandemia? O Pará e a capital Belém tem sido bons exemplos nesse sentido? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Dilson. O governador do estado do Pará, nesse momento está concedendo uma entrevista exatamente nesse ambiente, aqui ao lado, para a Globo News, eu gostaria que ele mesmo pudesse responder. Então eu vou dividir a resposta, tomar a liberdade de dividir com o Wellington Dias, que é o governador do estado do Piauí, por delegação de todos os governadores, é o coordenador no âmbito do Fórum de Governadores, do Programa Nacional de Imunizações. Aliás, conduta que tem sido irrepreensível, eu quero aqui dar o meu testemunho pessoal, e certamente é o testemunho dos demais governadores também. Mas quero fazer aqui um registro como uma pessoa que esteve, aliás, no Pará há oito dias, nove dias, e eu testemunhei ali o esforço, a dedicação do governador Helder Barbalho, do seu secretário de Saúde que está aqui presente, e de toda a sua equipe, no programa de imunização no estado do Pará. Portanto, nas informações que eu pude obter, e nos testemunhos que eu pude ouvir, o Pará tem um compromisso sim com a ciência, com a saúde, e a proteção à vida. E agora o Wellington Dias, que é o nosso coordenador, repito, em nome do Fórum de Governadores, de todo o Programa Nacional de Imunizações. Wellington.

WELLINGTON DIAS, GOVERNADOR DO ESTADO DO PIAUÍ: Saudando aqui todos os profissionais da imprensa, através do Dilson, nós temos um objetivo claro, a imunização em relação à COVID-19, ao Coronavírus. Nesse sentido, o que a ciência recomenda é alcançarmos acima de 80% de vacinados, com a imunização completa, vacina de uma dose, uma dose, vacina de duas doses, duas doses. E já em alguns casos, em algumas situações a recomendação da terceira dose para completar. Então no caso o Brasil avançou, é fato, mas ainda estamos bastante atrasados. Nós estamos aqui no esforço, é isso que estamos fazendo hoje aqui para acelerar vacinação. O que diz o nosso Programa Nacional de Imunizações? Variadas vacinas para termos mais vacinas, para acelerar a vacinação e imunização. Então nesse sentido não vamos arredar um milímetro, vamos seguir nesta direção de ampliar a vacinação. O que vamos seguir cobrando? É que o Ministério da Saúde, que a ANVISA, que todos possamos trabalhar com a emergência que é necessária quando se trata da vida. Ou seja, o reconhecimento da vacina Butanvac, o registro definitivo da Coronavac, o registro definitivo também da AstraZeneca, que é produzida na Fiocruz, ou seja. Todos esses passos são essenciais para que o Brasil possa acelerar a vacinação. E sim, vamos prosseguir, a cada ano, como ocorre com outros vírus, com outras doenças, com um processo de vacinação. E quero aqui fazer um agradecimento ao governo da China, que coloca como o fornecedor amplamente majoritário no Brasil de vacina, seja com IFA, da Coronavac, seja com IFA da própria AstraZeneca. E também, é claro, os Estados Unidos, outros países, que também são fornecedores para o Brasil. Salva vidas não é só um jogo de palavras, salva vidas é mesmo um compromisso do Fórum dos Governadores do Brasil, integrado com os municípios, com o setor privado, com toda a sociedade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem. Muito obrigado, governador Wellington Dias. Dilson, muito obrigado. Continue acompanhando aqui a nossa coletiva, o governador do estado do Pará, Helder Barbalho, já estará, aliás, acaba de retornar aqui. Helder, nós tivemos aqui a pergunta do Dilson Pimentel, do jornal O Liberal, do seu estado, nós fizemos e procedemos a resposta, e pedi ao Wellington, que em nome dos governadores pudesse responder. Ele está aqui dizendo que está mais do que bem representado, aliás, foi exatamente o que eu disse ao introduzir o Wellington Dias, aqui ao nosso lado. Obrigado, Helder. Bom, vamos agora para o Piauí, vamos aí para a sua terra, Wellington, com o Portal O Dia, com Tarso Cruz. Você já está aqui em tela, podemos vê-lo e ouvi-lo. Muito obrigado, pela presença. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

TARSO CRUZ, REPÓRTER: Boa tarde, governador João Doria. Boa tarde, governadores. Eu gostaria de saber direcionado também ao governador Wellington Dias, qual é o cronograma de entregas dessas vacinas para o estado do Piauí, quantas vacinas serão adquiridas? E nesse contexto de críticas à eficácia da Coronavac, ontem mesmo o Presidente chamou de experimento social a vacinação. Eu gostaria de saber o que se projeta para atingir e vacinar as pessoas que ainda resistem em serem vacinadas no Piauí e no restante do Brasil? Boa tarde, a todos.

WELLINGTON DIAS, GOVERNADOR DO ESTADO DO PIAUÍ: Olha, eu quero, me permita aqui, governador João Doria, dizer para o Tarso Cruz, do Portal O dia, agradecer inclusive pela pergunta. No nosso estado temos tido uma adesão formidável em relação à vacinação, nosso problema mesmo é a necessidade de mais vacina. Então nós já alcançamos 3,3 milhões de habitantes, nós temos aproximadamente 2,1 milhões de pessoas já vacinadas com primeira dose. Aproximadamente 1,1 milhão de vacinados com primeira e segunda dose, ou com dose única. Com esse contrato aqui com o Butantan, doutor Dimas, por isso que eu quero agradecer, com a previsão de 500 mil doses, nós vamos receber nesse primeiro lote 200 mil doses. O objetivo é acelerar vacinação para quem não tomou ainda nenhuma dose, completar segunda dose, inclusive devemos estar seguindo aqui São Paulo, vamos apresentar para o nosso comitê científico para que a gente possa também seguir São Paulo nesse acelerar entre primeira e segunda dose, para ampliar a imunização. Resultado, eu sigo aqui a Organização Mundial de Saúde, todas as vacinas usadas no mundo estão salvando vidas, o meu estado tem uma média de um óbito por dia, e isso não tem outra explicação, é vacina no braço do povo do Piauí, assim como no Brasil. E ainda temos um nível elevado de óbito no Brasil, por essa razão é que queremos que o poder central possa se irmanar com estados, municípios, com o setor privado, para a gente acelerar a vacinação.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, governador Wellington Dias. Obrigado, Tarso Cruz, do Portal O Dia, continue conosco aqui na coletiva. Vamos já caminhando para o final da coletiva, temos mais três perguntas. Agora vamos para o Ceará, em Fortaleza, com Milena Gadelha, do jornal Diário do Nordeste. Milena, você já está em tela. Bem-vinda. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

MILENA GADELHA, REPÓRTER: Boa tarde, a todos e à todas. A minha pergunta é direcionada tanto ao governador João Doria, como ao governador Camilo Santana. O governo do estado do Ceará fez um contrato inicial de compra de um total de 3 milhões de doses da Coronavac, primeiramente a previsão era de que esse lote fosse dividido em duas partes, com o primeiro trazendo 1,5 milhão de doses em agosto, ao Ceará, e mais 1,5 milhão de doses 30 dias após a entrega desse primeiro. Agora com essa entrega inicial dessas 300 mil, o total a ser entregue ainda é de 3 milhões ao Ceará? E se sim, esse total deve ser dividido em mais ou menos quantos lotes? E quando vai ser entregue esse primeiro lote de 300 mil?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Milena. Vou passar, evidentemente, a resposta ao governador do estado do Ceará, Camilo Santana, que se precisar de ajuda do Dimas Covas, está aí ao seu lado. Camilo.

CAMILO SANTANA, GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ: Primeiro, mais uma vez, boa tarde, Milena. Boa tarde, à toda imprensa. Por decisão do comitê científico do Ceará, que inclusive esteve recentemente aqui no Butantan com o Dimas, nós vamos receber agora de imediato, 300 mil doses, e o restante será por demanda feita pelo governo do estado, pela Secretaria de Saúde ao Butantan. Quando o estado fez a expectativa da compra dessas vacinas, era inclusive para que a gente pudesse fazer a terceira dose nos idosos, e também já aplicar a dose nos adolescentes. E por questão, estamos aguardando por uma questão de prudência, o próprio comitê científico, autorização da ANVISA, para que a gente possa fazer essa solicitação das 3 milhões de doses. E queremos já também, Dimas, já conforme o Espírito Santo também já desejou isso, também já entrar na fila da Butanvac futuramente para a vacina também para o Ceará. Até porque, nós sabemos que ainda não há uma definição muito clara em relação, se nós vamos ter que permanecer a vacinação todos os anos, em relação aqui ao mundo, e não é diferente aqui no nosso país. Então, Milena, nesse primeiro momento o Dimas pode complementar, nós vamos receber 300 mil doses para complementar os adultos, inclusive, que estão faltando no Ceará, para que a gente possa imunizar o mais rápido possível, 100%, pelo menos, a primeira dose de toda a população adulta do Ceará. E o restante ficará por demandas por solicitação da Secretaria de Saúde do estado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem. Muito obrigado, governador Camilo Santana. Muito obrigado, também, a você, Milena Gadelha, continue acompanhando aqui a nossa coletiva. Vamos agora para a penúltima pergunta, que é do jornal A Gazeta, do Espírito Santo, lá de Vitória, Rafael Silva, vamos colocar o Rafael aqui em tela, já em tela aqui conosco. Rafael, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

RAFAEL SILVA, REPÓRTER: Boa tarde, João Doria. Boa tarde, governadores. Eu queria saber em relação ao Espírito Santo, se vão ser adquiridas novas doses da Coronavac, além dessas 500 mil que já foram adquiridas? E para qual público que ela será destinada, será para a terceira dose? Se será para os mais jovens, adolescentes e crianças? E aproveitar também, em relação à essas 4 milhões de doses que o governador Casagrande anunciou, já que a previsão está para o ano que vem, eu queria saber qual público que essas doses da Butanvac elas devam ser utilizadas, para a terceira dose também, algum público, alguma faixa etária específica? Essas são as minhas perguntas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Rafael. Governador Casagrande.

RENATO CASAGRANDE, GOVERNADOR DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO: Obrigado, governador João Doria. Obrigado, Rafael, pela pergunta. Nós, primeiro vamos falar das 500 mil doses que nós adquirimos, 200 mil doses já foram entregues no sábado, e 300 mil doses serão entregues agora nos próximos dias, acredito que ainda nessa semana. Estamos solicitando que seja assim, porque já fizemos o reforço no final de semana passado. Estamos fazendo um esforço a partir de hoje, muito grande, junto aos municípios, que eu quero agradecer aqui a parceria dos prefeitos e secretários municipais, equipe das Secretarias de Saúde de cada município, para a gente poder aplicar as doses que nós já distribuímos, doses que vieram do Ministério da Saúde, e doses que vieram dessa compra aqui junto ao Butantan. Então assim, essas 500 mil doses elas estão sendo aplicadas na população acima de 18 anos. Então é para isso essa compra, com esse objetivo. Por que isso? Porque isso nos permite usar as vacinas da Pfizer, que vem do Ministério da Saúde, para que a gente aplique nos adolescentes de 12 a 17 anos. E também as vacinas da Pfizer e da AstraZeneca, para aplicarmos na população acima de 60 anos. Então a Coronavac nos permite usar as demais vacinas para outras faixas etárias dos adolescentes, e reforçar a terceira dose, a dose de reforço acima de 60. Mas também quero aqui aproveitar, governador João Doria, e dizer que o Espírito Santo se colocou à disposição do Butantan, para a gente ser parceiro em um estudo para uso da Coronavac em crianças, de três a 11 anos. Até porque, a Coronavac ainda não está liberada pela ANVISA, mas já é utilizada para adolescentes e para crianças em outros países. Então nós nos colocamos à disposição para que a gente possa avançar nesse caminho. Rafael, a Butanvac nós estamos aqui fazendo uma reserva pela aproximação que a gente construiu com o governo de São Paulo, e com o Instituto Butantan, porque se for preciso, espero que não seja preciso, mas se for preciso que a gente reforce o Programa Nacional de Imunizações, nós faremos no ano que vem, porque nós vamos continuar vacinando, certamente no ano que vem. Até porque, as experiências que todo cientista tem com o vírus, é que a gente precisa continuar por um determinado tempo, ou por um tempo indeterminado a imunização. Então não sabemos ainda onde aplicaremos, e nem sabemos se vamos precisar adquirir. Mas se a gente precisar fazer aquisição, nós saberemos na época certa qual será o destino dessas 4 milhões da Butanvac que nós estamos aqui abrindo a conversa, já abrimos a conversa com o Butantan. Obrigado, governador. Obrigado, Rafael.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, governador Casagrande. Rafael, muito obrigado, continue aqui acompanhando, nós estamos já concluindo a nossa coletiva. E vamos concluir com a Isabela Leite, da TV Globo, Globo News. Isabela, obrigado pela paciência. Boa tarde. Sua pergunta, por favor.

ISABELA, REPÓRTER: Boa tarde, a todos, governador. Eu queria deixar mais claro a questão da Coronavac, em relação à quantidade de doses que já foram recolhidas, porque a gente tem uma informação de uma nota que foi divulgada hoje mais cedo, que seria 1,8 milhão de doses, que já tinham sido substituídas. Mas quantas já foram recolhidas, de fato, e entregues pela Sinovac? O senhor disse que não há proibição de uso e nem destruição, então entendo que elas ficarão armazenadas com a Sinovac. Então eu queria entender isso. E o que a gente tem sido mais demandado é em relação à orientação para quem tomou esses lotes, sabemos que essas pessoas estão sendo acompanhadas, mas a dúvida que se tem é: "Vou ter que tomar uma outra dose ou não?". Eu gostaria que o senhor ou o doutor Dimas até esclarecesse isso, porque são 4 milhões de doses que foram aplicadas desses lotes. E se o senhor me permite, governador, eu queria tirar uma dúvida com o Doutor Jean, a respeito de dados de casos em uma mudança do e-SUS. A nossa produção passou para a gente que, por exemplo, em São Paulo há dados muito incompatíveis dos números registrados e das novas internações. Então a nossa dúvida é se essas questões técnicas já estão resolvidas, ou existe um programa de notificação? Porque a gente tem informações até no estado do Ceará, que houve uma recontagem. Então precisamos saber, aproveitando que há outros governadores aqui presentes, se essa é uma situação pontual do Ceará, de São Paulo, ou se é algo mais generalizado? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Isabela. Vamos começar exatamente com o Jean Gorinchteyn, eu já ia pedir a ele para intervir na sua primeira pergunta, doutor Jean Gorinchteyn é médico infectologista, do Instituto Emílio Ribas, secretário de Saúde do estado de São Paulo. Mas é um dos mais renomados, e uma das melhores referências em infectologia no país. Então eu vou pedir a ele que responda as duas questões, e depois vamos ouvir, evidentemente, Dimas Covas, até porque, você nominalmente solicitou que ele também respondesse. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Importante nós lembrarmos que essas doses que foram aplicadas, nós tivemos um quantitativo próximo a 3,8 milhões de doses aplicadas, nós tínhamos, portanto, um pouquinho a mais de 200 mil doses, que estavam distribuídas nos 645 municípios, e nós recebemos mais 1,5 milhão de doses também desse próprio lote. A partir do momento em que a ANVISA fez essa referência de forma absolutamente imediata, todos os municípios receberam ofício que nenhuma dessas doses daquele lote deveria ser aplicado, e dever ser mantida quarentenada em condições de refrigeração que não alterasse a sua conformação físico e química. E dessa maneira todos os municípios assim o fizeram. Em paralelo nós iniciamos um programa de farmacovigilância, esse programa se utiliza além dos dados que são feitos pelos próprios municípios, o próprio dado do Vacivida, em que existe o reporte de eventual efeito adverso, que algum paciente possa ter apresentado. Felizmente nós não tivemos nenhum paciente que recebeu qualquer uma dessas doses compostas nesse lote com alguma alteração. Lembrando que antes dessas vacinas terem sido aplicadas, elas receberam uma inspeção do Instituto Nacional de Controle de Qualidade ligado a Fiocruz, que é um órgão federal. Portanto, foi a primeira avaliação. E o próprio Instituto Butantan também por uma questão de hábito também o fez, e confirmou a sua característica de qualidade. Portanto, nós estamos muito tranquilos para essas pessoas, que são sim acompanhadas, são sim monitoradas. Nós já tínhamos essa previsibilidade de nós recebermos essas vacinas até a sexta-feira, a partir desse ofício da ANVISA, nós passamos a exigir que essas doses retornem para aqui o Instituto Butantan até o dia 24, para que nós tenhamos essa segurança de manutenção dessas doses. Em relação ao que vai acontecer, é óbvio que nós vamos precisar saber quais são as determinações da ANVISA, qual vai ser a determinação desses frascos remanescentes. Você fez uma segunda pergunta que eu não me recordo, desculpa.

ISABELA, REPÓRTER: Em relação ao e-SUS, das notificações.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: O e-SUS, perfeitíssimo, obrigado. Com relação ao e-SUS, nós, há, pelo menos, uns dez dias, estávamos frente à essa modificação dessa mudança técnica do sistema, nós não conseguimos aportar. E não era só uma questão de São Paulo, mas de todos os outros estados. Por isso nós tivemos quedas acentuadas de 70%, 80% no número de casos. E o que fizemos? Já aportamos esses casos, a ponto de que na semana passada, na semana epidemiológica da semana passada em relação à anterior, nós tivemos um aumento de 352% dos casos, exatamente por essa obrigatoriedade de aportamos esses dados. Lembrando que o número de internações é um dado que não se utiliza dessa plataforma, nós temos ainda uma queda também comparativa dessas duas últimas semanas epidemiológicas, em 4,4%. Portanto, São Paulo tem a obrigação de trazer esses dados bastante robustos, e revelar a todos.

ISABELA, REPÓRTER: Mas o problema está resolvido?

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Está resolvido. Eu agradeço.

ISABELA, REPÓRTER: Perfeito, obrigada, secretário.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. E agora Dimas Covas, para finalizar. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Isabela, primeiro eu acho que nós temos que pontuar que todas essas medidas que foram tomadas pela ANVISA, elas foram iniciadas pelo Butantan, quer dizer, o Butantan iniciou esse processo imbuído do seu senso de responsabilidade, da sua história de 120 anos, então isso é um primeiro ponto. Quer dizer, o Butantan iniciou esse processo, e nós estamos nos desdobramentos do que foi decidido pelo Butantan. O Butantan junto com o governador, decidiu pelo recolhimento dos lotes, sabendo que não existe nenhum problema de qualidade ou de eficácia dessa vacina. Esses lotes eles foram comparados analiticamente com as demais vacinas, ele foi certificado pelo laboratório chinês de qualidade, que é aprovado pela ANVISA, ele foi certificado pelo laboratório de qualidade do Butantan, que é aprovado pela ANVISA, ele foi certificado pelo Instituto Nacional de Qualidade, que é o INCQS, órgão ligado à Fiocruz, mas que assessora e dá esses laudos para o Ministério da Saúde. Então não se discute a qualidade e a eficácia da vacina, se discute é a possibilidade ou não de uso, tendo em vista que uma parte, o envase dessa vacina foi feito em uma unidade que a ANVISA não visitou. À despeito disso nós oferecemos à ANVISA todos os elementos, inclusive o certificado da Vigilância Sanitária chinesa, dizendo que a aquela unidade está aprovada, e a sua vacina tem sido utilizada amplamente na China e em outros países. Então não se discute em relação à qualidade da vacina, simplesmente é esse procedimento que precisa ser regularizado, e será regularizado. O Butantan recolhe as vacinas, as vacinas ficam sob à posse do Butantan, que vai discutir com a Sinovac o que fazer com essas vacinas, então essas vacinas serão reexportadas para a China, se elas serão alocadas para outros países, e isso nós vamos decidir na sequência. Obrigado.

ISABELA, REPÓRTER: Se o senhor me permite, só em relação à questão, se as pessoas vão ter que tomar outra dose ou não, que eu vi que até o senhor balançou a cabeça quando eu perguntei, por favor.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Exatamente. Quando eu falo qualidade e eficácia, significa que não há necessidade de ser feita nenhuma revacinação nessas pessoas. E o acompanhamento de farmacovigilância é um acompanhamento que é feito com todas as vacinas, quer dizer, não é porque ele está sendo especial para essas vacinas, as vacinas são acompanhadas, os relatórios de farmacovigilância do Butantan estão disponíveis, já foram encaminhados à ANVISA, a Secretaria de Saúde está fazendo o mesmo procedimento. Então não há nenhum risco nas vacinas para as pessoas que receberam.

ISABELA, REPÓRTER: Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Isabela Leite, da TV Globo, Globo News. Obrigado, Dimas Covas, Jean Gorinchteyn. Antes de terminar, mais uma vez, recebi aqui a mensagem pelo meu celular, que os cinegrafistas e fotógrafos pediram que nós pudéssemos aqui, os governadores descerem um degrau, com a vacina, com a caixinha da vacina, para fazermos a fotografia final. E com isso também agradecendo mais uma vez a presença de todos os colegas jornalistas que aqui vieram, os que estão virtualmente também nos acompanhando. Obrigado às emissoras que estão ainda ao vivo, a Record News, a TV Cultura, o portal UOL, o portal do Estadão, o portal também do G1, que estão nessa transmissão aqui direto do Instituto Butantan, em São Paulo. Obrigado, também pelos flashs que foram transmitidos aqui pela CNN Brasil, pela Globo News, e pela Band News também. Eu vou convidar os governadores então, nós darmos aqui, acho que o degrau não é tão grande assim, dá para a gente descer e fazer a foto. E depois os governadores seguirão para almoço no Palácio dos Bandeirantes, e também os secretários da Saúde, todos são nossos convidados.