Coletiva - SP antecipa em um mês entrega de 100 milhões de doses da vacina do Butantan ao Brasil 20210707

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Coletiva - SP antecipa em um mês entrega de 100 milhões de doses da vacina do Butantan ao Brasil 20210707

Local: Capital – Data: Julho 07/07/2021

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, boa tarde a todos, obrigado pela presença nesta fria quarta-feira de inverno, dia 7 de julho. Aqui direto do Palácio dos Bandeirantes em São Paulo, hoje excelentes notícias. Mais do que boas notícias, excelentes notícias, notícias que serão apresentadas aqui e também complementadas com informações técnicas de Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Rossieli Soares, secretário da Educação, Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, Regiane de Paula, coordenadora geral do PEI, Programa Estadual de Imunização, Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, e João Gabardo, coordenador executivo do Centro de Contingência do Covid-19. Então, vamos lá. Conforme antecipei, excelentes informações hoje para vocês, que estão aqui, meus colegas jornalistas, e também os que estão nas suas casas, nos acompanhando neste momento, através da TV Cultura, da CNN Brasil, através da Globo News, Record News, SBT News e Band News, e agradecemos a todos que transmitem e acompanham diretamente aqui do Palácio dos Bandeirantes .A primeira informação: O Instituto Butantan antecipa em 30 dias a entrega de 100 milhões de doses da vacina do Butantan, para o Ministério da Saúde. O Instituto Butantan vai entregar as 47 milhões de doses complementares do contrato com o Ministério da Saúde até 31 de agosto. Lembrando que o contrato estabelecia até 30 de setembro, estamos antecipando em 30 dias, para permitir que o Ministério da Saúde acelere a vacinação de brasileiros de todo o país. Até o momento, até hoje, o Butantan já entregou 53,3 milhões de doses da vacina do Butantan ao Programa Nacional de Imunização. Na semana que vem, serão entregues mais 10 milhões de doses. Também no dia 14 de julho, o Butantan recebe 12 mil litros de insumos, o IFA, suficientes para produzir mais 20 milhões de doses da vacina do Butantan. E até o dia 31 de agosto, vamos cumprir integralmente o compromisso, que deveria ser até 30 de setembro, vamos entregar até 30 de agosto. Senso de urgência para salvar vidas no Brasil. Segunda excelente notícia: O governo do Estado de São Paulo compra 4 milhões de doses extras da vacina Coronavac para a campanha de imunização do estado. Volto a repetir: O governo do Estado de São Paulo compra adicionalmente 4 milhões de doses extras, portanto, para agilizar a campanha de vacinação no Estado de São Paulo. O Estado de São Paulo, responsável por praticamente 50% de toda a vacinação no Brasil, agora começa a ampliar a vacinação dos paulistas e dos brasileiros e estrangeiros que vivem em São Paulo. Eu havia prometido e estamos cumprindo, que compraríamos 30 milhões adicionais de doses, tão logo pudéssemos cumprir com os 100 milhões de doses comprometidos com o país. E já estamos fazendo isso a partir de agora. O governo de São Paulo adquiriu diretamente do laboratório Sinovac, com sede em Pequim, 4 milhões de doses da vacina Coronavac. Deste total, 2,7 milhões de doses chegam hoje a São Paulo, e até o dia 26 de julho chegarão mais 1,3 milhão de doses da vacina Coronavac. Como todos sabem, na semana passada, o vice-presidente mundial da Sinovac, o Sr. Menk, passou a semana aqui em São Paulo, a nosso convite. E, ao lado do Dimas Covas e do Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, e Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, negociamos diretamente com o laboratório Sinovac esta aquisição e a agilização para entrega dessas doses de vacinas para o Estado de São Paulo, assim como a aceleração, conforme já mencionei, na entrega de doses, insumos e doses da vacina para o Programa Nacional de Imunização. E no caso de São Paulo, mais uma excelente notícia: com isso, vamos antecipar o calendário de vacinação no Estado de São Paulo, sem interferir no contrato do Instituto Butantan com o Brasil uma vez que as vacinas compradas diretamente pelo Estado de São Paulo já vêm prontas para aplicação. E repito, não interfere em absolutamente nada no compromisso que vamos cumprir, e antecipando em 30 dias, da entrega de vacinas do Butantan para o Programa Nacional de Imunização. Assim, vamos ter mais boas notícias para os paulistas, os brasileiros que residem em São Paulo e os estrangeiros que residem aqui também, com mais de 18 anos, que terão a vacina no braço com antecedência ainda maior. Sobre este assunto falarão, respectivamente, a Dra. Regiane de Paula, coordenadora do Programa Estadual de Imunização, e o secretário da Saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn. Mas não é só. Temos mais boas notícias. O governo do Estado de São Paulo, embora mantenha a fase de transição, que é a fase atual do Plano São Paulo, mas vamos ampliar o horário de funcionamento das atividades econômicas em todo o Estado de São Paulo, exceto onde prefeitos ou prefeitas entenderem que devam ter posições mais restritivas, mas em todo o Estado de São Paulo, a partir desta sexta-feira, 9 de julho, as atividades econômicas poderão funcionar até as 23h, das 21h para as 23h. Isso inclui bares, restaurantes, padarias, shoppings, comércio e serviços. Com a queda dos indicadores da pandemia, vamos estender, portanto, o horário de funcionamento das atividades econômicas por mais duas horas: das 21h para as 23h, uma excelente notícia. E vamos também aumentar a ocupação, a permissão de ocupação, de 40% para 60%, mantidas todas as demais cautelas e protocolos sanitários. A medida passa a valer já a partir desta sexta-feira, 9 de julho, uma data muito importante para os paulistas, e com validade até 31 de agosto. Com o avanço da vacinação e a queda nos índices da pandemia, caminhamos passo a passo, de maneira gradual e segura, para a volta plena do funcionamento da economia em São Paulo. Mais uma vez, a secretária de Desenvolvimento Econômico do estado, Patrícia Ellen, e os médicos do Centro de Contingência, Paulo Menezes e João Gabardo, darão mais detalhes a esse respeito. E amigas e amigos, hoje só boas notícias. Mais boas notícias aqui. O governo do Estado de São Paulo anuncia a volta às aulas presenciais no ensino técnico e superior, a partir do dia 2 de agosto. Os alunos do ensino técnico e superior do Estado de São Paulo poderão retornar às aulas presenciais a partir do dia 2 de agosto. O retorno prevê taxa de ocupação de 60% nas faculdades de tecnologia e universidades públicas e privadas. Obviamente, com obediência a todos os protocolos de saúde, os protocolos preventivos, incluindo uso de máscaras e álcool em gel. O secretário de Educação do Estado de São Paulo, Rossieli Soares, dará mais detalhes sobre esta boa notícia. E tem mais. São Paulo vai realizar 30 eventos modelo, com pessoas vacinadas e testagem obrigatória, a partir de 17 de julho. Mais uma vez, com a melhoria dos indicadores da pandemia, vamos dar um novo passo na retomada econômica no Estado de São Paulo. E vamos iniciar o acompanhamento de 30 eventos, nas áreas de cultura, negócios, lazer, esportes e turismo. Os eventos serão realizados com testagem obrigatória e pessoas vacinadas, e manter rígidos protocolos sanitários, para segurança, controle e monitoramento dos participantes. O objetivo do governo do Estado de São Paulo é, obviamente, começar a impulsionar uma retomada segura e gradual do setor de eventos, negócios, cultura, lazer, esportes e turismo no Estado de São Paulo, setores que foram profundamente abalados pela pandemia da Covid-19 em São Paulo. Mais uma vez, a secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Patrícia Ellen, dará mais detalhes da retomada do setor de eventos, aqui no Estado de São Paulo, e temos a presença aqui também entre nós do Sérgio Sá Leitão, secretário de Cultura do Estado de São Paulo, e ex-ministro da Cultura do Brasil, assim como de Vinicius Lummertz, secretário de Turismo e ex-ministro de Turismo do estado, e Aíldo Ferreira, secretário de Esportes do governo do Estado de São Paulo, que estão aqui presentes e poderão também atender aos jornalistas, se necessário. Aproveito para agradecer a presença do meu amigo deputado federal Alexandre Frota, que acabo de ver que está aqui conosco, participando, acompanhando também essa coletiva. Obrigado, Frota, por estar aqui ao nosso lado. E finalizando, a atualização dos números, bons números. A pandemia está baixando, mas isso não significa que devemos baixar a guarda. Continuar usando máscaras, álcool em gel, nos protegendo, de forma cuidadosa, mas estamos avançando e Jean Gorinchteyn dará mais detalhes a esse respeito. Pois bem, hoje um dia histórico, 7 de julho repleto de boas notícias. E nós vamos começar com Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, no tema que eu observei, a excepcional notícia, que vamos antecipar em 30 dias a entrega de 100 milhões de doses da vacina do Butantan para o Programa Nacional de Imunização. Dimas Covas, com você.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Boa tarde, governador. Nós temos feito aí, desde meados do mês passado, um enorme esforço para recuperar os cronogramas que haviam sido apresentados ao Ministério da Saúde. Quer dizer, no começo de abril, nós tínhamos a previsão de terminar o contrato de 100 milhões já em agosto. Houve todos aqueles atrasos na remessa de matéria prima, e naquele momento nós tivemos que refazer a previsão para manter o contrato original, que seria até 30 de setembro. Agora em junho, nós tivemos as boas notícias de regularização do fornecimento de matéria prima, e isso nos permite novamente prever a conclusão do contrato com o Ministério da Saúde, de fornecimento de 100 milhões de doses, até o final de agosto. E eu apresento os detalhes: Nós, o Butantan já entregou 53,3 milhões de doses ao Ministério. A partir do dia 14, entregaremos mais 10 milhões. Então vamos totalizar aí 63,3 milhões, portanto faltarão 47 milhões. Vamos receber agora, no dia 13, mais 12 mil litros de matéria prima, que serão aí suficientes para produção de 20 milhões de doses, e ainda antes do final de julho vamos receber mais um carregamento de 12 mil litros, portanto mais 20 milhões de doses. Com esse quantitativo, vamos até ultrapassar os 100 milhões de doses previstos, vamos ter aí já uma sobra de vacinas, que poderão ser encaminhadas ao Estado de São Paulo e a outros estados que, porventura, tenham interesse, da mesma forma que nós também prevemos o atendimento aqui dos nossos vizinhos, dos países vizinhos, como um compromisso assumido junto à Sinovac e junto a alguns países já em termos até de discussão de contrato. Além das 100 milhões, governador, nós temos contratados 60 milhões adicionais: 30 milhões do Estado de São Paulo e 30 milhões para fornecimento a esses países. Esperamos receber o quantitativo de matéria-prima, em agosto e setembro. Portanto, vamos avançar na produção de vacinas, e vamos ajudar o Brasil, os nossos vizinhos a combater essa epidemia, os países vizinhos a combaterem essa epidemia. Então essas são as notícias, governador, obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Excepcionais notícias, muito obrigado, Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan. E agora aqui ao meu lado, a doutora Região metropolitana, que é a coordenadora geral do PEI - Programa Estadual de Imunização, e também coordena em São Paulo o Programa Nacional de Imunizações, com outras boas, aliás, boas não, excepcionais notícias sobre a vacinação, sobre aceleração da vacinação em São Paulo. Aproveito para já mandar o meu recadinho aqui, para o meu amigo Eduardo Paes: "Bora acelerar, Eduardo, aqui estamos acelerando". Com você.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, governador. Boa tarde, a todos e todas. Eu primeiro gostaria de registrar a minha felicidade, governador, pelo dia de hoje, mais um marco histórico, não só do PEI - Programa Estadual de Imunização, mas de todo o governo do estado de São Paulo. Mais vacinas, vacinas para a população do estado de São Paulo. Estamos trabalhando intensamente em um novo calendário vacinal, em breve teremos novas notícias, governador. E essas vacinas que estão chegando no dia de hoje, passarão ainda por um controle de qualidade, por isso que nesse momento não temos um calendário para apresentar, mas em breve, governador, teremos esse novo calendário com novas datas para apresentar a todos no estado de São Paulo. A vacinação continua intensa na população, recebemos doses, essas doses e as grades elas têm ido aos estados, aos municípios, em 645 municípios rapidamente, através do nosso centro de distribuição e logística. E no dia de hoje, nesse momento, nós temos de doses aplicadas, sendo o estado que em números absolutos realmente mais vacina em todo o Brasil, 27.419.383 milhões de doses, sendo de primeira dose, 20.624.735 milhões, e de segunda dose, completando o esquema vacinal, 6.379.523 milhões. Lembrando que de dose única, nós já recebemos todas as doses da vacina da Janssen, de dose única, até o momento, 415.116 mil pessoas receberam a sua dose única, completando assim seu esquema vacinal. Nesse momento, 14,68% da população do estado de São Paulo completou o seu esquema vacinal. Seguimos trabalhando muito fortemente para que todo o estado de São Paulo seja rapidamente vacinado, e possa completar o seu esquema vacinal. Lembrando que o número de faltosos ainda é considerável no estado. Então precisamos que todos aqueles que não tomaram a segunda dose tomem a sua segunda dose, procurem a unidade básica mais próxima e tomem a segunda dose, completando assim seu esquema vacinal, e estando, de fato, imunizados contar a COVID-19. Muito obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, você, Região metropolitana. Ótimas notícias de hoje, estou tão feliz. E agora Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo, também sobre esse mesmo tema, que vai nos permitir antecipar a imunização aí em São Paulo, e acelerar aqui a vacina no braço dos paulistas e dos brasileiros que vivem em nosso estado. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Governador, boa tarde. Boa tarde, a todos. A vacina é a diferença entre a vida e a morte, é a diferença entre a dor e a esperança, é a possibilidade de reiniciar, voltar ao novo normal, não é aquele normal que tínhamos, mas isso é um grande gesto. Todos os dados que temos da saúde mostram quanto foi impactante a vacinação, os estudos que foram feitos em Serrana, vacinando toda a população, já consagrava uma necessidade de vacinar, ao menos 75% da população para termos o eficaz controle da pandemia. E é isso que o governo do estado de São Paulo tem o compromisso com a vida, desde o primeiro momento em que instituiu o plano São Paulo, que aumentou os leitos das Unidades de Terapia Intensiva, também fez a distribuição de oxigênios, aparelho de respiradores, e agora vacinas. Foi o primeiro estado brasileiro a vacinar, é isso que nós precisamos, vacina, vacina e vacina. Dentro desse compromisso, 30 milhões de doses adicionais já foram prometidas nesse primeiro momento são 4 milhões de doses, com a primeira carga já sendo recebida nas próximas horas com 2,700 milhões de doses de vacinas, que permitirão com que nós possamos alavancar, acelerar o nosso processo de vacinação dentro do estado de São Paulo, para que dessa forma não só aquele compromisso do dia 15 de setembro, mas bem antes, consigamos fazer a proteção de mais brasileiros que residem no nosso estado. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo. Agora vamos explicar a boa notícia também, para a economia de São Paulo, com a ampliação da faixa horária de 21h para às 23h de funcionamento de bares, restaurantes, padarias, comércios, shoppings em São Paulo, a partir desta sexta-feira, 9 de julho, uma data muito emblemática, repito, para todos que vivem aqui em São Paulo. E o aumento também da ocupação permitida, de 40% para 60%, mas sempre com a rigorosa obediência dos demais protocolos da saúde no estado de São Paulo. Começamos então com a Patrícia Ellen, depois com Paulo Meneses, e João Gabbardo.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Muito obrigada, governador. Sem dúvida, um dia de boas notícias, e muita esperança. Esse é um quadro, inclusive, que nos confirma essa esperança com dados, evidências e total transparência, mostra que a taxa de desaceleração de pacientes internados em UTI e enfermaria é a maior desaceleração que nós tivemos desde o início do ano. E na próxima página confirmando aqui a redução de pacientes internados. E com isso nós podemos dar esse próximo passo de retomada segura e responsável no nosso estado, São Paulo sendo referência não somente na vacinação, mas também na retomada econômica. Nossos números econômicos comprovam que é possível sim fazer uma boa gestão responsável, gerindo pelas vidas, e também pelos empregos, mostrando que não há dicotomia entre a saúde e economia. Com isso, na próxima página, boa notícia para os nossos empreendedores, nós temos aqui um grande salto nessa fase de transição, com o novo regramento a partir de agora, essa sexta-feira, dia 9 de julho, até o dia 31 de julho, onde nós estamos dando um passo adicional, o funcionamento das atividades ganha duas horas adicionais, até às 23h. Lembrando aqui que tem a regra também do último pedido até às 22h, para que a saída seja realizada até às 23h, então shopping, comércio, restaurantes, nossos empreendedores da área de eventos, que estão aqui conosco também, já vamos falar disso na sequência. Mas nós temos aqui essa possibilidade de dar esse próximo passo, com o funcionamento até às 23h. Lembrando que o encerramento das atividades é às 23h, mas o limite do acesso e do último pedido, até às 22. E a taxa de ocupação aumenta de 40% para 60%, reforçando a manutenção do pedido da recomendação de escalonamento do horário de entrada e saída de atividades, comércios e serviços também industriais, por causa da questão do transporte coletivo. Nós já temos um percentual grande da população vacinada, graças a todo o esforço que foi descrito aqui, que vai ser ainda mais acelerado, mas precisamos manter esse cuidado. Doutor Paulo vai trazer detalhes pelo aspecto da saúde. Eu só reforço esse pedido aos nossos empreendedores, um novo gesto de confiança, que sigamos fazendo a nossa parte, dando exemplo, usando máscaras e seguindo todos os protocolos de higiene e de segurança. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Patrícia. Por favor, mantenham o slide como está. Apenas para uma correção naquilo que falei, ao citar e lembrar, e anunciar essa boa medida da fase de transição, com ampliação da faixa horária das 21h para as 23h, de 40% para 60%. Eu mencionei que a validade era de 9 de julho até 31 de agosto, na verdade, 9 de julho até 31 de julho, exatamente como no slide. Então peço desculpas, apenas para corrigir, mas o que está apresentado aqui nesse slide é absolutamente correto. Então vamos agora, Paulo Meneses, coordenador do nosso centro de contingência, para falar a esse respeito, e também para alguns alertas importantes. Com você, Paulo.

PAULO MENESES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, governador. Boa tarde, a todos. Realmente as notícias são muito boas, nós estamos acompanhando uma redução progressiva nos indicadores, especialmente como a secretária Patrícia mostrou na redução da velocidade e do número de pacientes internados, nós entendemos que o efeito da vacinação progressiva, o principal, e talvez mais importante nesse momento, é o de evitar os casos graves e salvar vidas, evitar óbitos, e isso está, de fato, se refletindo no indicador de integração com as reduções marcantes de velocidade de internação, que nós acabamos de ver, de até 3% por dia, no número de pacientes internados em enfermaria, e quase 2% nos pacientes internados em UTI. Também estamos vendo já, felizmente, uma redução no número de casos novos diários, é uma redução que a gente já esperava que não seguisse a mesma velocidade da redução de casos mais graves, em função até de que as faixas etárias que mais contribuem para os casos novos, estarem iniciando a sua vacinação agora. Tivemos a conclusão da vacinação das pessoas até 50 anos, que contribuem com um número bastante significativo de casos, são 15% de todos os casos em pessoas de 50 a 59 anos. Essas pessoas, a partir de agora, felizmente, começam a desenvolver a sua proteção, a redução do risco de se infectar, e desenvolver sintomas do Coronavírus. Agora também já estamos completando a primeira dose da faixa etária dos 40 aos 49 anos, responsável por 20% de todos os casos. De forma que nas próximas semanas eu espero que nós continuemos a ver essa redução também de casos, e assim é possível essa medida de avançar em alguma flexibilização das atividades que já estavam sendo desenvolvidas conforme mostrado aqui no slide. Agora eu acho que é preciso reforçar a necessidade de nós mantermos todos os cuidados sempre. A notícia de que nós temos a variante delta, por exemplo, a variante delta presente aqui no estado de São Paulo, identificada no município de São Paulo, é motivo de mantermos todas as normas de segurança, porque nós não sabemos ainda qual vai ser o comportamento dessa variante. Nós sabemos que, por exemplo, na Europa, em Israel, essa variante ela tem provocado um aumento do número de casos, inclusive com uma pequena redução da efetividade das vacinas utilizadas nesses países. Mas eu diria que aqui nós ainda precisamos de mais tempo e informação, até porque, essa variante delta aqui concorre com uma outra variante que nós já enfrentamos desde o início do ano, que é a variante gama. Então talvez não seja observado aqui o mesmo efeito, a mesma evolução que tem sido observada nesses outros países. De forma que é muito bom ver esse avanço, inclusive que deve ser anunciado de cronograma de vacinação, para que nós possamos continuar nesse caminho de progresso a cada semana, e uma retomada da nossa vida da melhor forma possível. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Paulo Meneses. E obrigado também ao seu trabalho na coordenação do centro de contingencia. Obrigado também aos outros 21 integrantes, médicos, como o João Gabbardo, que está ao seu lado, pelo apoio, pela prestação de serviços, aliás, gratuitos, todos não são remunerados, todos contribuem com o seu conhecimento e a sua orientação para essa graduação cuidadosa, zelosa da abertura em São Paulo. E com a palavra, João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Esses números apresentados nos deixam bastante satisfeitos, porque as previsões feitas já desde metade do mês de maio, elas estão se confirmando, o secretário Jean vai mostrar logo adiante os números da semana epidemiológica que encerrou no sábado a vigésima sexta semana, mostrando queda nesses indicadores, tanto de novos casos, como de internação e óbitos, e eu posso antecipar a vocês que nessa semana 27, que começou no sábado, hoje completa o quarto dia da semana 27, nós confirmamos essa mesma tendência, tendência de queda nos indicadores que o plano São Paulo monitora. Essa queda ela não ocorreu no estado de São Paulo em uma forma uniforme, ela começou um pouco antes na grande São Paulo, e Baixada Santista, e ela começa a reduzir com uma velocidade maior, no interior do estado, nas últimas semanas. Isso fez com que os dados do estado de São Paulo sejam um pouco diferentes, hoje nós estamos com uma ocupação dos leitos de UTI no estado de São Paulo, na ordem de 69%, abaixo de 70%, a grande São Paulo hoje tem uma ocupação de 64%, mesmo com a redução de alguns leitos, principalmente nos hospitais privados, que em função da redução das internações por COVID-19, já foram utilizados para outras especialidades médicas, mesmo assim a ocupação na grande São Paulo está em 64. E a ocupação na Baixada Santista hoje é de 44%, menos, bem menos da metade dos leitos disponíveis para o atendimento de pacientes COVID-19. Mas infelizmente como a redução no interior demorou um pouco mais, nós ainda temos algumas regiões no interior com uma ocupação acima de 80%. Então o centro de contingencia quer dar muita ênfase nessa questão de que nesses locais, nessas regiões, nesses municípios, em que a ocupação ainda é superior a 80%, seja analisada, discutida localmente a possibilidade da manutenção de algumas medidas restritivas, para a segurança nessa medida de flexibilização, porque nós esperamos que com isso para as próximas semanas isso já seja com indicadores melhores para essas regiões do interior. Então é fundamental que os prefeitos, que as regionais de saúde que ainda apresentem essa ocupação mais alta, analisem localmente a possibilidade da manutenção de horário de funcionamento e medidas de distanciamento, para nós continuarmos avançando de forma gradual e segura à normalidade. E isso que está acontecendo, obviamente é consequência da vacinação, e a vacinação que iniciou com as populações mais idosas, exatamente aquela população que tem uma menor capacidade de criar resistência, de criar anticorpos, agora avança para populações mais jovens, que tem um resultado muito melhor. São pessoas que imunizadas elas apresentam uma possibilidade imunológica muito mais efetiva do que as populações de pessoas idosas. Então o resultado deve acelerar bastante nas próximas semanas. Era isso, governador, muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito bem, muito obrigado, João Gabbardo. Obrigado pela sua experiência, e toda a dedicação que você oferece ao centro de contingência de COVID-19 aqui em São Paulo. Agora mais boas notícias na área da educação, a educação técnica, educação superior, com o Rossieli Soares, secretário da Educação do estado de São Paulo. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO: Boa tarde, governador. Parabéns pelas grandes notícias para o estado de São Paulo e para o Brasil, e não é diferente aqui na educação, na última coletiva falamos sobre a educação básica, falamos também um pouco sobre ensino superior, mas a publicação do decreto hoje materializa todas as alterações, passar muito rapidamente. Primeiro, prioridade que já foi desde o início, desde o ano passado podendo ter 100% de funcionamento presencial nos cursos da área de saúde, e foram acrescidos, permitidos, além dos cursos que já tínhamos, três cursos, saúde coletiva, saúde pública e medicina veterinária, que nunca parou e que é importantíssima para formação médica dos nossos PETs, é fundamental, isso então estão na categoria dos permitidos 100%. Uma mudança importante, especialmente porque estamos na fase de transição, para que as universidades possam se planejar, é exatamente porque nós não estamos funcionando com as cores, estamos na fase de transição, é equiparar o ensino superior nesse momento à área de serviços. Então eles vão poder seguir as mesmas horas, o mesmo horário de funcionamento e o mesmo percentual, por exemplo, nesse caso anunciado hoje aqui, de 60%. Mantendo o distanciamento físico, mantendo todas as regras, e os protocolos setoriais da educação, então as faculdades, as escolas tecnólogas de nível superior podem manter. Até por destaque aqui, importante que a minha colega Patrícia Ellen pediu para destacar, ensino técnico de nível básico, segue as mesmas regras da educação básica, então nível técnico de ensino médio, por exemplo, no caso do Paula Souza, as Etecs elas seguem, não tem limitação do pessoal e sim do distanciamento físico, como anunciamos aqui, as de nível superior, como as Fatecs, vão seguir a mesma regra que está aqui, do ensino superior, só para exemplificar. E por fim, aulas práticas, nós temos aqui um hiato muito grande de formação de todos os profissionais, tínhamos liberado todas as áreas da saúde, mas a necessidade de formação da prática em todas as áreas, é fundamental para formação dos nossos jovens, nós estamos aí praticamente com três semestres comprometidos com aulas laboratoriais, aulas práticas, e agora nesse momento nós vamos poder ter aulas práticas sem restrição percentual, com a restrição, obviamente, da ocupação do espaço físico, também para as aulas práticas para os demais cursos. É muito importante, obviamente, que se cumpram todos os protocolos estabelecidos para o setor da educação, o governador é um grande passo, o decreto vale a partir de hoje, mas com aplicação para agosto, obviamente, porque é o tempo de planejamento das próprias instituições. Muito obrigado, e bom.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Muito obrigado, nosso Rossieli Soares, secretário da Educação do estado de São Paulo, sempre trazendo também boas notícias aqui para o mundo do ensino aqui no nosso estado de São Paulo. Agora vamos com Patrícia Ellen, no programa de testagem, são eventos modelo, que São Paulo vai realizar com pessoas vacinadas e com testagem obrigatória, e que serão extremamente importantes para balizar todo o setor de cultura, lazer, esportes, turismo e também feiras e congressos e convenções em São Paulo. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Obrigada, governador. Queria só reforçar o agradecimento ao secretário Rossieli, é muito importante esse passo no ensino superior e no ensino técnico. Nossos jovens estão sofrendo muito com a pandemia, precisam de um olhar cuidadoso, para que eles possam retomar às aulas, e também terem oportunidade de trabalho, governador. Eu agradeço e vai ser muito importante esse trabalho agora com a professora Laura Laganá, com os nossos reitores das universidades, para que tenhamos um protocolo seguro de retomada também. Os eventos, queria começar agradecendo a presença aqui do Beto Lago da NEP. O Paulo Passos, da ABRACE. O Tonico, da Campus Pare. Daniel Galante, da UBRAF. Ricardo Dias, da BRAFESTA. O nosso deputado Alexandre Frota, que tem trabalhado conosco, secretário Aildo, Sérgio Sá Leitão e Vinícius, nesse processo. Nós estamos iniciando agora um trabalho de eventos modelo. E por que eles são eventos modelo? Nós estamos seguindo rigidamente os protocolos do plano São Paulo, mas eles estão virando a vitrine, a referência, porque infelizmente temos tido também muitos descumprimentos que não está seguindo as regras da forma adequada. Então esse é um grupo que está seguindo a regra, e que nós vamos trabalhar juntos para mostrar como se faz, e que é possível fazer um trabalho de eventos seguro, com o custo adequado, e de uma forma que nós possamos ter essa retomada, segundo o regramento do plano São Paulo. Então nós temos aqui protocolos de segurança, que incluem a vacinação, que inclui a testagem, uso de máscara obrigatória, capacidade reduzida, e todos os protocolos de higiene, segurança, incluindo o uso de álcool em gel. Também haverá um monitoramento pós-evento, nesses eventos modelo, para que possamos acompanhar o impacto com relação a contágio, na população que participa, e a abrangência também, diversificada de setores, durante todo o segundo semestre de 2021, para que novamente seja um modelo para todos os tipos de evento. Na próxima página, exatamente por isso nós estamos trabalhando com 30 eventos modelo, em quatro categorias, eventos da economia criativa, eventos esportivos, eventos de negócio e eventos sociais. Os eventos de economia criativa, essa é a lista inicial de eventos voluntários. Por que são voluntários? Os custos de protocolos de testagem, de protocolos com relação à vacinação, todo o trabalho que nós temos que fazer de monitoramento, são dos responsáveis dos eventos e das associações que participam, os protocolos, a saúde entra com todo o trabalho da vigilância, as nossas secretarias parceiras setoriais apoiam toda a estruturação, mas o custo é do responsável, e eles se voluntariaram aqui para serem o exemplo, essa referência para essa nova etapa de retomada. Na próxima página nós temos aqui na retomada na parte de negócios, primeiro evento que nós teremos agora em julho, secretário Vinícius Lummertz está trabalhando ativamente, será em Santos, a Exporetomada, de uma forma muito simbólica, para que possamos novamente mostrar como esses protocolos estão sendo aplicados. Na próxima página os eventos de exporte. Nós temos aqui o Grande Prêmio São Paulo, GP São Paulo de Fórmula 1, foi uma grande conquista do nosso governador, uma luta que nós acompanhamos aqui nos últimos meses, acontecerá em novembro, e agora em agosto nós teremos uma corrida simbólica, uma volta de 10 mil metros, 10 km, com o nosso secretário Aildo liderando, para mostrar também esse novo formato. Na próxima página nós temos aqui os eventos sociais, e a vida noturna, nós sabemos que todo mundo está querendo retomar, nós vamos mostrar como isso pode ser feito novamente com controle, responsabilidade para que sirva de exemplo nesse momento que nós estamos sim precisando de esperança, mas sem abrir mão da responsabilidade de proteção à vida. Então agradeço a todos os empresários que estão aqui, foi muito inspirador, em todos os momentos eles disseram, vamos seguir regras, vamos mostrar que é possível proteger vidas, e queremos ser o exemplo para que tenhamos menos descumprimentos, e muito mais menos forças tarefas de controle, e mais forças tarefas da esperança para mostrar os bons exemplos que estão sendo aplicados. Muito obrigada, novamente pela liderança, governador, e por essa oportunidade de mostrarmos que é possível termos essa retomada segura.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, a você, Patrícia, pela forma, pelo conteúdo, pela dignidade com que conduz a sua secretaria, o apoio que dá a todos os secretários ao governador, e ao vice-governador Rodrigo Garcia também. Muito obrigado. Agora vamos para a semana epidemiológica, mais boas notícias, índices, Jean Gorinchteyn, em queda, mas em queda porque as pessoas estão se vacinando, porque as pessoas estão tendo cuidado. E, por favor, mantenham o cuidado, continuem a usar máscaras, álcool em gel, se protejam, e, por favor, se vacinem. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Esse é o momento de esperança, mas de muita responsabilidade, nós estamos tendo os impactos nos nossos índices da saúde, exatamente pela vacinação bastante ampliada, mas principalmente pelo trabalho que a população tem feito em respeitar as regras e ritos sanitários. A grande São Paulo se encontra hoje com 64,5% da ocupação. Lembrando que no dia 1 de abril, nós tínhamos 93% de taxa de ocupação, tanto na grande São Paulo, quanto em todo o estado de São Paulo. E internados hoje na UTI temos 8.759 mil pacientes, naquela oportunidade tínhamos 9.120 mil pessoas internadas. O interessante, que pela terceira semana consecutiva estamos reduzindo não só as taxas de internação nas UTIs, portanto, pacientes graves, mas também as enfermarias, pacientes que são internados com condições clínicas muito mais leves, e dessa forma, garantindo que diariamente esses números apresentam-se, vem se apresentando realmente em queda. Esses índices não eram assim presentes desde março, assim como os próximos, em que nós temos a diminuição de casos de internação e óbitos, também desde março nós não observávamos a queda dos três índices, são 20,6% de queda no número de casos, 11,4% no número de internações, e 10,6% do número de óbitos. Então são esses dados, são essas obrigações que temos trazido a vocês, que nos permitem a tranquilidade de ampliar tanto horários e estender a capacidade de ocupação tanto em comércios, quanto em serviço. Obrigado, governador. JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado. Hoje, boas, boas notícias, fico muito feliz, fico sensibilizado, vacinar, salvar, proteger, avançar, cuidar da nossa economia, cuidar das pessoas... Parece um sonho, mas é um sonho que está chegando, que está se materializando. Estou muito feliz hoje. Vamos então às perguntas, com os jornalistas que aqui estão, alguns dos jornalistas que aqui estão e outros virtualmente. Começando com a TV Cultura, com a jornalista Maria Manso. Maria, boa tarde. Está feliz, Maria?

REPÓRTER: Muito, todos nós. Primeiro, só dois esclarecimentos. O toque de recolher acabou? Porque a gente não falou dele na atualização do Plano São Paulo, e disso costuma depender também o rodízio de veículos aqui em São Paulo. E os...

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos por partes? Mantém-se o toque de recolher, só que das 23h até as 5h da manhã, das 23h até as 5h da manhã. Importante a sua pergunta, para poder esclarecer. Pode seguir agora a segunda pergunta.

REPÓRTER: Perfeito, obrigada. Os 4 milhões de doses, compradas por São Paulo aí, já os 2,7 milhões que chegam hoje, como é que fica a parte legal disso? Quer dizer, o estado de São Paulo comprou direto da China. Essas doses nem vão para o depósito do Ministério da Saúde? Precisam de uma autorização da Anvisa? Vão direto para os nossos estoques? Como funciona isso?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Há autorização da Anvisa, sim, e nós já obtivemos autorização da Anvisa. Aliás, me permita também dizer aqui um agradecimento muito especial à Anvisa, aos seus diretores e ao seu presidente, Barras Torres, pela forma, pela lisura, pela agilidade com que conduziu todo esse processo, atendendo os trâmites necessários, atendendo os processos, mas fazendo isso com agilidade. A compra foi feita, Maria Manso, pelo governo do estado de São Paulo, e paga pelo governo do Estado de São Paulo. Isto não entra no PNI, no Programa Nacional de Imunização, entra neste caso no Programa Estadual de Imunização. São 4 milhões de vacinas para paulistas, brasileiros que vivem em São Paulo. Lembrando, obviamente, que nós antecipamos em 30 dias a entrega de 100 milhões de doses da vacina do Butantan, do que estava previsto para 30 de setembro, agora 30 de agosto. Para vacinar todos os brasileiros. Obrigado, Maria.

REPÓRTER: Muito obrigada. Agora, a minha dúvida, desculpa.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Terceira pergunta da Maria Manso.

REPÓRTER: Não, as outras eram esclarecimentos, essa é a pergunta. Na contramão do otimismo aqui da coletiva, muitos epidemiologistas e também dirigentes de outros estados estão muito preocupados com a variante delta, que é mais contagiosa. Em outros estados, eles já reduziram o intervalo de aplicação das vacinas AstraZeneca e Pfizer, de dois meses para três meses, porque elas, a variante delta, ela consegue romper quem tem só a primeira dose. São Paulo também pensa em fazer essa redução? Por favor.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos ter duas pessoas para responder esse esclarecimento que você pediu. Aliás, a Maria Manso inovou, normalmente é sempre uma pergunta por pessoa, meus colegas jornalistas. Então ela fala: Não, tenho uma pergunta e 18 esclarecimentos. Mas tudo bem, nós vamos fazer esclarecimento, começando com o Dimas Covas, e depois com o Jean Gorinchteyn. O da ciência, que cuida de vacinas, e o da ciência, que cuida da infectologia. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Maria, de fato essa variante delta é uma preocupação, não do Brasil, do mundo. Ela nesse momento, ela é a variante que penetrou o maior número de países e surpreendeu países como Israel, o Reino Unido, onde ela está já presente em percentuais elevados. Então, a tendência, dado que ela é mais rápida na sua disseminação, é que ela seja a variante que predomine no mundo. Então, de fato, é uma variante muito preocupante. E aí tem a questão das vacinas. Quer dizer, as vacinas que têm duas doses, elas só completam a imunidade após a segunda dose. No caso da vacina do Butantan, esse intervalo é de 28 dias, então você completa a imunização mais rapidamente, quando comparado com as vacinas que têm intervalo de três meses. Quer dizer, essas vacinas que têm intervalo de três meses, obviamente que você só vai completar a imunidade, passados quase quatro meses da primeira dose. Então, sem dúvida, a possibilidade de antecipação da segunda dose, para estas vacinas, deve ser considerada, sim, porque a imunidade... Embora as vacinas possam não responder bem à variante delta de uma forma geral, o fato de você ter a imunidade completa ajuda, e ajuda substancialmente. Por isso que muitos estão já considerando a alteração do calendário de imunização, prevendo a antecipação da segunda dose, e na minha opinião isso é uma medida que tem sim que ser considerada, e é correta. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Todas as quintas-feiras, nós temos uma reunião do Plano Estadual de Imunização, sob a liderança do governador João Doria, em que nós discutimos vários temas. Um dos temas que está proposto para essa discussão de amanhã é exatamente esse. Nós temos uma variante que já é autóctone, ou seja, ela já está circulando no nosso meio, em pessoas que não tiveram histórico de viagens ou que tiveram contato com alguém que esteve, por exemplo, na Índia, e dessa forma nós temos que ter uma atenção especial. Essa temática será levada. Mas é importante nós lembrarmos que nós também precisamos ter mais doses de vacinas, principalmente das outras vacinas, da Pfizer, também da própria AstraZeneca, para que esse intervalo entre uma dose e outra possa ser sim estabelecido. Se nós não tivermos esse alento dado pela chancela e liberação do próprio Ministério da Saúde, que é o qual coordena o Plano Nacional de Imunização, por mais que essa decisão aconteça, ela operacionalmente terá entraves.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Jean Gorinchteyn, obrigado, Dimas Covas. Maria Manso, obrigado. Parabéns pela inovação. Vamos agora com o Wall Street Journal, Samantha Person. Samantha, bem-vinda mais uma vez, você já está em tela. Boa tarde, sua pergunta, por favor. REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu gostaria de seguir com essa questão da variante delta, por favor. Como foi dito, existe um argumento de que a prevalência da variante gama, P1, poderia limitar o crescimento da delta por aqui. Porém, eu queria entender um pouquinho melhor a ciência disso, porque se a variante gama realmente fosse mais potente, digamos, que a delta, e capaz de concorrer com a delta, a variante gama também não teria explodido no mundo inteiro, como a delta já está fazendo? Podem explicar um pouquinho mais, por favor?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Está bem, Samantha. De certa forma, parte da sua pergunta foi respondida na pergunta anterior da Maria Manso, mas vale a pena complementar. Eu vou exatamente recorrer ao Dimas Covas para este complemento e, se necessário, ao Jean Gorinchteyn. Com você, Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Exatamente, Samantha, agora é a pergunta do momento. Quer dizer, a variante gama ou P1, ela já é, por si, mais rápida na sua disseminação, tanto é que predominou no Brasil e se espalhou rapidamente para outros países, com uma velocidade aí em torno de duas a três vezes de período de infecção mais rápido do que a variante original do ano passado. Agora, nesse momento, temos a delta. Então a pergunta, aqui no Brasil, é qual será a variante que vai dominar nos próximos meses. E obviamente, a que for mais infecciosa em termos de transmissão, ela tende a se tornar a dominante. Daí a importância fundamental, nesse momento, de fazermos o acompanhamento das variantes. Quer dizer, o Butantan tem um programa de acompanhamento, ele nesse momento está genotipando, quer dizer, fazendo a identificação das variantes, em mais ou menos 7% das amostras que são positivas, e isso é feito por um cálculo epidemiológico, abrangendo as 17 regiões de saúde do estado. Então, esse acompanhamento é fundamental para mostrar qual será a evolução da variante delta aqui no nosso meio. Se ela, obviamente, começar a predominar, o próximo passo é saber como vai responder a questão das vacinas. Quer dizer, a vacina do Butantan, a Coronavac, já foi testada em laboratório lá na China, contra essa variante, e os resultados foram muito animadores, quer dizer, ela apresenta, a vacina apresenta uma resposta adequada contra a variante em laboratório. Vamos ver como isso se comporta em termos populacionais. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Dimas, obrigado, Samantha. Continue acompanhando aqui a nossa coletiva. Vamos agora presencialmente com a Rádio Jovem Pan, a jornalista Nanny Cox. Bem-vinda, Nanny.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu tenho duas perguntas em uma, são todas sobre a variante delta.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Você está inovando também, né? O pessoal está supercriativo. Duas em uma... Tem uma perguntinha e 10 esclarecimentos, mas vamos lá.

REPÓRTER: É isso. Eu queria saber então se a gente já pode dizer, o Dr. Jean disse sobre transmissão autóctone. A gente já pode dizer então que aqui em São Paulo temos transmissão comunitária da delta? E aí, dentro disso, queria saber se tem um resultado da variante, dos testes do paciente que testou positivo essa semana pra delta e qual é a posição do estado, essa é realmente a pergunta: Qual é a posição do estado e do Centro sobre os municípios aqui dentro de São Paulo, que estão colocando pessoas no fim da fila, que se recusam a tomar vacina por causa da marca. Enfim, se vocês apoiam, já que fala-se muito que precisa de uma vacinação o quanto maior para poder defender todo mundo, enfim, para poder deixar todo mundo seguro. É isso, obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Nanny. Vamos começar com a primeira, com Jean Gorinchteyn, que é médico infectologista, e como todos sabem também secretário de Saúde do estado de São Paulo. E na sequência, ou Paulo Menezes, ou João Gabardo, o que se sentir mais à vontade para responder a segunda pergunta da Nanny Cox. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Quando nós identificamos um paciente que positivou para Covid sem nenhum histórico de viagem ou contato com alguém que veio de alguma área em que aquela cepa seja mais prevalente, claramente ele recebe a denominação de autóctone, comunitário, ou seja, o indivíduo adquiriu na sua cidade, no seu local de residência. E dessa maneira, nós encaramos dessa forma de atenção, e é isso que o governo do estado de São Paulo, a Secretaria de Estado da Saúde tem feito, que são rastreios aleatórios de várias amostras. Essa foi uma dessas amostras de forma aleatória, que tanto o Instituto Butantan faz nesse rastreio genômico, quanto o Instituto Adolfo Lutz. E dessa maneira, nós conseguiremos cada vez mais identificar, não só essa variante, como outras, e saberemos qual será, sim, o comportamento dela na nossa população. Será que ela será mais prevalente do que, por exemplo, a gama? Então nós não sabemos. O próximo passo é, através desse rastreio, de forma bem eficaz e clara, consigamos trazer essas respostas.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Gabardo, sobre o tema de sommelier de vacinas, a pergunta é da Dani, em relação a este tema, de algumas prefeituras que estão colocando no fim da fila aqueles que querem selecionar vacinas. Paulo Menezes? Então Paulo Menezes, por favor.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Em relação a essa questão, nós temos sido muito claros de que o importante é sempre aumentar a imunidade populacional, com todas as vacinas disponíveis. O Centro de Contingência tem reforçado essa mensagem, acho que a mídia tem feito um papel extremamente importante também, de passar essa mensagem para a população. E alguns gestores encontraram uma forma de reforçar essa mensagem, através dessa questão da fila, para quem chega lá e quer escolher a vacina. Nesse sentido, eu acho que, embora o Centro de Contingência não tenha se posicionado em relação à essa estratégia específica, ela é mais uma estratégia que busca aumentar a imunidade populacional. Quanto mais pessoas nós tivermos vacinados, menor a chance de o vírus conseguir sair de alguém que está doente para alguém que está sadio, que pode se infectar e desenvolver doença. Então esse é o ponto central aqui.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado, Paulo Menezes. Quer fazer algum comentário? Pois não. João Gabardo.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Eu estou acompanhando a grande preocupação com a variante delta, e principalmente o que vem acontecendo no Reino Unido. Então, eu queria fazer uma observação, que eu acho que é bastante significativa: Em função da variante delta, o Reino Unido hoje tem uma taxa de novos casos que está em 37 novos pacientes por dia para cada 100 mil habitantes, 37. Ela está superior à taxa do Brasil e à taxa de São Paulo. No Brasil, nós temos 23 e em São Paulo nós temos 28. Então vejam que o Reino Unido, já tem uma taxa de novos casos superior à de São Paulo. No entanto, a taxa de óbitos, que em São Paulo é de 1,14 óbitos por 100 mil habitantes por dia, no Reino Unido, ela é 0,03, ou seja, é 38 vezes menor que a taxa de São Paulo, em relação a óbito. Eu quero dizer com isso, que essa preocupação com a elevação de novos casos existe, é real, mas não existe uma correlação com o aumento de casos graves e com óbitos. O gráfico do Reino Unido é uma linha muito próxima do zero em relação aos óbitos. Então, há o crescimento de novos casos, mas não tem representatividade nos casos graves. Por quê? Por conta da vacinação. Então, nós esperamos que, nesse momento, o mais adequado é acelerar a vacinação, manter as medidas de distanciamento, acelerar vacinação. E em relação a diminuir o tempo de espaçamento entre D1 e D2 de vacina da AstraZeneca, eu gostaria de ponderar que talvez seja muito mais interessante nós termos mais gente vacinada com a primeira dose do que antecipar a segunda dose para alguém, porque não existe mágica. Se a gente antecipar de 90 para 60 dias, para algumas pessoas que já tomaram a primeira dose, isto vai significar atrasar a primeira dose de uma determinada parte da população. Então tem que ser ponderado também esse risco. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, João Gabardo, obrigado, Nanny Cox. Agora, vamos para a rádio e TV Bandeirantes e TV BandNews e Rádio BandNews, com a Maira Di Giaimo. Maira, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Só para reforçar a pergunta da minha colega, da Maria Manso, não há risco nenhum do Ministério da Saúde legalmente requisitar essas doses que foram compradas por São Paulo? Eu queria só confirmar. Em relação...

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Podemos ir por partes? REPÓRTER: Podemos, podemos.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Como sempre me recomenda Jean Gorinchteyn aqui. Nenhum risco. Tenho autorização do Supremo Tribunal Federal. Risco zero. Próxima.

REPÓRTER: Perfeito. Bom, eu queria perguntar, já que a gente vai ter mais doses aqui no estado, eu sei que as contas estão sendo feitas, mas a gente já pode ter certeza então que vai ter uma antecipação no calendário? Enfim, de repente, talvez algum tempo que a gente vai ter. E a última coisa, rapidinho, só para a gente deixar claro. O Ministério da Saúde quer incluir alguns grupos prioritários. Eu sei que a gente já está com o ritmo mais acelerado de vacinação. Bancários e os profissionais do Correio. Se São Paulo pretende incluir esses grupos e também lactantes, está tendo uma grande demanda para as lactantes sem comorbidades poderem também se vacinar. Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maira. Maira já introduziu uma outra novidade aqui. Rapidinho, ela ainda deu uma balançadinha assim, rapidinho. Essa turma é muito criativa aqui. Bem, a primeira pergunta foi já respondida. A segunda, provavelmente teremos uma nova coletiva, que vamos convidar vocês para tratar especificamente desse tema da vacinação, não só da aceleração da vacinação, como também dos setores que poderão ser atendidos complementarmente. Mas eu quero esclarecer a você, Maira, que o esforço do governo de São Paulo é vacinar todos que precisam ser vacinados, inicialmente todos com mais de 18 anos e, na sequência também, crianças e jovens, com menos de 17 anos. Então, se você tiver um pouquinho de paciência, ao lado dos meus outros colegas, muito em breve, quando eu falo muito em breve é muito em breve mesmo, nós faremos uma nova coletiva aqui, onde estamos, com o anúncio dos efeitos deste aumento de doses de vacina no Programa Estadual de Imunização, e também para o atendimento de outros grupos prioritários, incluindo as lactantes. Vamos agora a Leonardo Martins. Leo, do Portal UOL, obrigado por você estar aqui conosco, boa tarde. Sua pergunta, por favor. Você precisa tomar cuidado, porque outro dia ela deu uma 'sprayada' no repórter.

REPÓRTER: Na cara, né?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vamos lá.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu direciono a pergunta ao Dr. Paulo, ao Dimas, mas eu acho que seria muito bom também outros, a Dra. Regiane, os outros médicos comentarem desse aspecto. Ontem, estava falando com o Dr. Dimas sobre a prefeitura de São Paulo estar falando sobre Réveillon, sobre Carnaval, hoje a gente falando de mais reaberturas em eventos. Do ponto de vista, como médicos, os senhores acham que esses temas pautados hoje na imprensa não podem passar um sinal para a sociedade de liberou geral, de que as coisas melhoraram, e as pessoas pararem de se cuidar? Ainda mais num momento em que a segunda dose, menos de 7 milhões de pessoas completaram a imunização. Não pode passar um sinal trocado para as pessoas não se cuidarem mais? É isso, obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Leo, antes de passar, eu vou começar com o Jean Gorinchteyn, e depois passo ou ao Paulo Menezes ou o João Gabardo, um dos dois. Mas começando com o Jean. Quero só fazer aqui uma ressalva em nome, embora não tenha procuração, do prefeito da capital de São Paulo, Ricardo Nunes. O prefeito não afirmou que faria Réveillon e não afirmou que faria Carnaval. Ele mencionou que estava estudando a possibilidade de realizar, mas não foi taxativo. Ele está sendo muito cuidadoso, muito zeloso, assim como o secretário da Saúde do município de São Paulo, Edson Aparecido. Então, uma coisa é você analisar, outra coisa é você comunicar. Apenas para salvaguardar a posição da prefeitura de São Paulo, e repito, com o zelo e o cuidado que tem tido o prefeito Ricardo Nunes. Em relação aos demais temas, vamos ao Jean Gorinchteyn, e depois ou o Paulo Menezes ou o Gabardo complementam. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Todos os eventos que estão sendo estabelecidos pelo governo do Estado de São Paulo são eventos que nós chamamos eventos modelo, eventos que criam ambientes de segurança, criando condições de acessibilidade apenas àqueles que sejam liberados de forma segura, portanto a exigência de vacinação completa, recebendo duas doses de vacinas, intervaladas no seu período definido, assim como a testagem, seja através do teste de antígeno, aquele teste rápido nas últimas 24 horas, ou teste que nós fazemos, aquele RT-PCR, que é o teste do cotonete, nas últimas 72 horas. Além de tudo, toda a estrutura também garantindo uma condição de segurança, distanciamento entre as pessoas, a distribuição farta de álcool gel, bem como a obrigatoriedade de uso de máscaras. Então é apenas dessa maneira que poderemos voltar a ter estes eventos de uma forma absolutamente responsável e segura, evitando que um evento que seja para trazer alegria e esperança acabe trazendo algum problema.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Exato. Leo, antes de passar... Fala o Paulo Menezes ou o Gabardo, para complementar? Apenas para, antes do Dr. Paulo Menezes, apenas para dizer: Leo, nós temos que também colocar esperança e paz no coração das pessoas. Quando nós temos boas notícias, nós temos que celebrar as boas notícias também. Eu sei que você não é contrário a isso, mas nós somos muito a favor, quando temos boas notícias, vamos dar as boas notícias e, evidentemente, pedir cautela, como nós estamos fazendo. Mas nós não vamos deixar de considerar que as boas notícias vão nos colocar no trilho da proteção individual, da saúde e da retomada da economia. Por isso que estamos fazendo uma vacinação de forma tão intensa, tão precisa, tão cuidadosa, e também mantendo os devidos cuidados. O melhor sinal é: cuide-se, mas estamos melhorando. Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Leonardo, eu não... De forma alguma nós estamos passando a mensagem de que é momento de começar a liberar geral. Pelo contrário, nós temos constantemente reforçado a importância de darmos passos seguros, conforme os indicadores e o avanço da vacinação permitem. Nós estamos vendo um progresso nos indicadores que era esperado, em função do avanço da vacinação e da manutenção de medidas que reduzem a possibilidade de transmissão, como o distanciamento e o uso de máscaras. Nós temos uma perspectiva para os próximos dois meses de ter praticamente toda a população adulta do estado de São Paulo com pelo menos uma dose, isso nós não temos ainda em nenhum lugar do mundo, praticamente, mesmo nos países que têm uma vacinação bastante avançada. Até porque aqui nós conseguimos, com a tradição do Programa Nacional de Imunização, com a estrutura do SUS, uma cultura social muito mais positiva em relação à vacinação do que a gente observa em muitos países desenvolvidos. Então, hoje a gente está tendo respostas de acima de 90% nas faixas etárias que já podem ter acesso à vacinação. Dessa forma, acho que nós estamos caminhando com muita segurança e muita responsabilidade. E é lógico que, se houver qualquer indicação de que é necessário rever esse caminho, isso vai ser feito, mas eu hoje estou bastante confiante, como o governador, de que nós estamos, felizmente, no caminho cada dia mais positivo, em função de todas essas medidas. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Paulo Menezes, obrigado também, Jean Gorinchteyn, obrigado, Leonardo Martins, do Portal UOL. Vamos agora, finalizando a coletiva de hoje, com a TV Globo, GloboNews, com a Daniela Gemniani. Daniela, muito obrigado pela paciência, mas eu vi o quanto você trabalhou e quantos flashes diretos e ao vivo você produziu aqui. Então, muito obrigado. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Tinha bastante assunto hoje, né, governador? Boa tarde para o senhor, boa tarde a todos. Eu queria esclarecer duas dúvidas da parte de educação, primeiro do ensino infantil, as creches como que ficam. Acho que isso, pelo menos para mim, não ficou muito claro. E também se tem alguma intenção de vacinar esses professores que fazem parte do quadro do ensino técnico, do ensino superior, ou se não vai ter alteração no calendário de vacinação por conta disso. E minha última pergunta, insistindo um pouco no que a Maira falou, no que a Maria Manso falou, sobre essa entrega direto pra São Paulo. Pelo que eu entendi, foi um contrato entre Sinovac e governo estadual, mas o Ministério da Saúde, o contrato com o Ministério da Saúde, até peguei o trecho aqui para não errar, diz que: a contratante terá o direito de exclusividade na aquisição de doses até a entrega das 54 milhões de doses, que deve acontecer até o fim do mês de agosto. Então, legalmente, mais uma vez, como ficou essa questão? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Vamos às duas respostas. A primeira, Rossieli, secretário da Educação, e na sequência eu mesmo responderei a você.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO: Bom, obrigado pela pergunta, Daniela. Vamos lá. Vou começar pela educação infantil, porque ela foi tratada na coletiva que a gente fez da educação básica. A educação infantil entra dentro do ciclo da educação básica, que tem protocolos setoriais específicos. Obviamente, quando você fala da educação infantil, o distanciamento não existe, distanciamento de 1 metro, por exemplo, de quem cuida de um bebê. Mas também é a etapa que menos tem transmissão no mundo inteiro. Então, ela segue o protocolo, com a possibilidade de atendimento dos estudantes, dentro da educação infantil, como foi publicado hoje, mais os protocolos setoriais, que são constantemente revisados. Portanto, inclusive nós sugerimos fortemente aos municípios que abram, sim, a educação infantil. É fundamental para o desenvolvimento da criança, é fundamental para a proteção dessas crianças e é fundamental inclusive para apoiar especialmente as mães que precisam trabalhar, que precisam cada vez mais voltar. Quanto mais a gente abre os setores econômicos, mais ainda nós temos que dar esse suporte também às mulheres, às nossas mães. Em relação à vacinação dos profissionais da educação, primeiro destacar: o estado de São Paulo foi o primeiro que começou a vacinação, nós já estamos praticamente com 100% dos profissionais da educação básica já vacinados, o que inclui a educação técnica, de nível médio, por exemplo, das Etecs, por exemplo. Em relação ao ensino superior, grande parte dos profissionais do ensino superior já foram vacinados por conta da idade. O perfil é das idades já vacinadas, nós estamos trabalhando e observando esses números, e estamos em contato, em diálogo direto, assim como estamos olhando para outras situações de vacinação. O governador já falou a discussão sobre vacinação de crianças com comorbidades, como é que vai ser isso no futuro. Tudo isso está sendo discutido toda semana nas reuniões do PEI, mas hoje o retorno não é atrelado à vacinação. Esses protocolos não são atrelados aqui à vacinação, como também não foram lá na educação básica, em nenhum momento. Mas estamos observando, especialmente descendo por idade, o que está sendo muito rápido, você consegue contemplar todos os grupos. Entendemos que esse deve ser o caminho nesse momento.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli Soares. Daniela, agora em relação à sua segunda pergunta. Primeiro, também não está no contrato que nós tínhamos a obrigação de antecipar em 30 dias. Você leu o contrato, ou pelo menos leu a informação. O contrato você não deve ter lido, porque ele não tem acesso, não por nós, não tem acesso, o Ministério da Saúde não colocou o contrato, porque ele tem cláusulas restritivas a colocar um contrato nessa natureza publicamente. Mas a informação correta, aliás, que você colocou. Mas não há, no contrato, e nem na institucionalidade desse contrato, que nós temos a obrigação de antecipar, e nós antecipamos, em 30 dias, a entrega de mais 37 milhões de doses da vacina. São mais 37 milhões de brasileiros que, em menos de 30 dias do que originalmente contratado, vão receber a vacina no braço. E nós estamos amparados por uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que nos permite, aliás, permite a nós, ao Rio de Janeiro, ao consórcio do Nordeste, que iria comprar inclusive a Sputnik, assim como a qualquer outro estado ou conjunto de estados, a comprar diretamente vacinas e aplicar na sua população. E é exatamente isso que nós estamos fazendo a partir de agora, antecipando a entrega de doses da vacina em 30 dias, da vacina do Butantan, para que mais 37 milhões de brasileiros possam receber essas vacinas, 30 dias antes, repito, e vamos intensificar a vacinação em São Paulo com 4 milhões de doses da vacina, que o governo do estado de São Paulo comprou, pagou, antecipou e vai vacinar. Muito bem, com isso nós... Obrigado, Dani. Com isso nós concluímos a nossa coletiva de hoje, com muitas notícias positivas. Quero registrar aqui, como jornalista, como governador de São Paulo, como ser humano, como pai, como fico feliz com a possibilidade de dar tantas boas notícias para os brasileiros de São Paulo, para o meu país, para as pessoas que eu gosto. Espero que a gente tenha sempre, nas próximas vezes, oportunidade de dar tantas boas notícias assim, como foi no dia de hoje. Muito obrigado, se protejam, estejam bem, até breve. Lembrem que vamos fazer uma nova coletiva de imprensa, muito em breve vocês receberão o convite, antes do próximo domingo. Obrigado, bom dia, fiquem bem.