Coletiva - SP capacitará motofretistas e facilitará compra de motos e regularização de documentos 20202109

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Coletiva - SP capacitará motofretistas e facilitará compra de motos e regularização de documentos 20202109

Local: Capital - Data: Setembro 21/09/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde. Muito obrigado pela presença de todos, jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos que estão aqui presentes, os que estão em casa também, como jornalistas, cumprindo o seu trabalho de informar, muito obrigado. Na coletiva de hoje, registro aqui a presença da Patrícia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico, ciência e tecnologia. Jean Gorinchteyn, secretário estadual de saúde. Marco Vinholi, secretário de desenvolvimento regional. Também do nosso coordenador do centro de contingência do Covid-19, Dr. José Medina. João Gabbardo, coorde nador-executivo do centro de contingência. E também do presidente do Detran, Neto Mascellani. Quero agradecer e registrar também a presença aqui entre nós do José Henrique Germann, assessor especial de saúde do nosso Governo do Estado, e também da Elizabete França, secretária municipal de mobilidade e transporte da capital de São Paulo. Do Gilberto Almeida dos Santos, presidente do SindiMoto. Fernando Aparecido de Souza, presidente do Sindicato das Empresas de Distribuição de Entregas Rápidas do Estado de São Paulo. Do Felipe Daúde, diretor da Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia. E o Vitor Manhani, diretor da Associação Brasileira Online Offline, presidente do conselho do comércio eletrônico da Fecomércio aqui do Estado de São Paulo. A todos, muito obrigado por estarem aqui participando conosco e, a ntes das comunicações, das informações, um registro. No registro de hoje, um agradecimento muito especial aos Bombeiros, um registro público que faço, na qualidade de governador do Estado de São Paulo, ao Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo ligado à Polícia Militar, nós temos o Corpo de Bombeiros mais equipado, mais preparado e treinado de todo Brasil, isso é um histórico nos últimos 30 anos e, ao longo desses dois anos, nós ampliamos o treinamento, a formação, inclusive no exterior, no período pré pandemia, e aquisição de equipamentos de combate ao incêndio, tanto na indústria nacional, quanto em mercados internacionais. Registro também cumprimentos à Polícia Ambiental, à Polícia Rodoviária Militar, Defesa Civil e aos voluntários treinados pelo Corpo de Bombeiros durante todas estas semanas no enfrentamento e no combate às chamas, aos incêndios que se espalharam aqui no interior do Estado de São Paulo. Estes incêndios ameaçaram a cobertura vegetal, as florestas e também a fauna aqui de São Paulo, mas registro que ao longo desse período nós conseguimos controlar 1.408 focos de incêndio em São Paulo, em 15 dias, 1.408 focos de incêndios controlados, estas ações empregaram 1.600 bombeiros, 400 viaturas da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros, 13 helicópteros, oito drones e quatro aviões de combate às chamas. Toda esta mobilização prossegue em todo Estado de São Paulo, mesmo com as chuvas que começaram neste final de semana, que felizmente prosseguem até quinta-feira desta semana, de acordo com a meteorologia. Hoje é dia da árvore, e é mais do que oportuno lembrarmos q ue o combate às queimadas é uma ação sazonal, regular e obrigatória dos governos que preservam e defendem o meio ambiente. E o Governo do Estado de São Paulo é um governo que respeita o meio ambiente e as medidas de proteção à fauna e à flora do nosso estado. Vinculado ao governador do Estado de São Paulo, nós temos um conselho, que é o conselho do meio ambiente, presidido por um dos cientistas de maior relevância no país, professor Dr. José Goldenberg, integrado por 22 membros, que representam também as organizações ambientais mais importantes em atuação aqui no Brasil, e a cada dois meses esse conselho se reúne com o governador. Nos últimos meses virtualmente, em virtude da pandemia. O Governo do Estado estabeleceu como prioridade o programa emergencial de combate aos focos de incêndio, mas també m as medidas estruturais. São Paulo, como sabem, tem uma lei moderna, que protege o meio ambiente, que protege a fauna e a flora, pune invasores e pune destruidores da natureza. Nós estamos empenhados em aumentar a cobertura vegetal do estado, já aumentamos a cobertura ao nível de 23%, e como todos sabem lançamos o programa Agro Legal na semana passada, para restaurar 800 mil hectares de proteção permanente e ampliar essa proteção vegetal de 23 para 26%, este é um compromisso do Governo do Estado de São Paulo com o meio ambiente. Ressalto também que a agricultura em São Paulo é moderna e altamente tecnológica, e hoje a agricultura tem práticas contemporâneas, que ajudam a proteger o meio ambiente e, no caso das queimadas, tem contribuído para reduzir a incidência e também aumentar o combate às queimadas no Estado de São Paulo . Registro aqui, portanto, um agradecimento especial às cooperativas, associações, entidades do agro e aos pequenos, ao micro, pequenos, médios e grandes empresários, que se dedicam ao agro em São Paulo. Feita essa introdução, a informação de hoje está ligada a um dos setores que cresceu durante a pandemia, aumentou a sua empregabilidade, aumentou a renda, mas, infelizmente também, aumentou o número de acidentes e de vítimas, os motofretistas, o governo lança hoje o programa Motofretista Seguro, com uma oferta de crédito adicional pelo Banco do Povo, capacitação profissional, regularização de documentos e atendimento ainda mais ágil, através do Detran para os profissionais que usam a motocicleta como fonte de renda, como fonte de oportunidade. O serviço de delivery no Estado de São Paulo sofreu, ao longo desse s meses, um crescimento extraordinário, e uma fortíssima adesão de novos usuários de motocicleta, na qualidade de motofretista, para prestar serviços de entrega, não apenas de alimentos, mas de todos os tipos de produto, ajudando a população a ultrapassar este período tão crítico, tão duro da pandemia, nós temos um agradecimento também a fazer a esses milhares de motofretistas que atuam não apenas na capital de São Paulo, mas em todo o Estado de São Paulo. Hoje, o Governo do Estado, por meio do Detran, lança essa iniciativa pioneira, com uma rede proteção para os motofretistas, o programa Motofretista Seguro, que vocês vão conhecer daqui a pouco, oferece cursos gratuitos de reciclagem profissional, financiados com o dinheiro das multas aplicadas pelo Detran. O programa vai ofertar também crédito a juros baixos para a compra de novas motocicletas, como também da recuperação de motocicletas usadas e compra de equipamentos de segurança para o motofretista. Tudo isso através do Banco do Povo do Governo do Estado de São Paulo. O Detran vai também promover um amplo programa de regularização para atender profissionais que ainda não têm a sua carteira de habilitação adequada para esta finalidade de motofretista, é uma profissão, e ela exige uma carteira específica, e o Detran agora facilita esta obtenção dessa habilitação, inclusive com todas as informações online, sete dias por semana. De janeiro a agosto deste ano, em comparação com o mesmo período de 2019, houve uma queda de acidentes de trânsito e óbitos de maneira geral, mas, infelizmente, houve um aumento de acidentes e mortes de motofretistas, obvi amente houve um aumento considerável de profissionais que atuam com as motocicletas em programas de delivery em todo Estado de São Paulo, mas o nosso objetivo é, com o apoio das entidades que eu mencionei aqui logo no início da coletiva, e dos próprios motofretistas, reduzir o número de acidentes e, obviamente, o número de óbitos também. Desejamos e estimamos que essa categoria cresça e continue a crescer, mesmo após o término da pandemia, com a vacina, ao longo do início do próximo ano. Essa é uma categoria que cresceu e ganhou ainda mais a respeitabilidade da população, inclusive dos motoristas, nós precisamos acreditar e incentivar ainda mais. Objetivo deste programa é, repito, melhorar a formação, as condições de trabalho e a redução do número de acidentes e óbitos, e oferecer o microc rédito para esses trabalhadores que operam com motocicletas, e também temos a certeza de que as empresas que operam, as empresas de aplicativo saberão respeitar adequadamente, não apenas a legislação, mas o trabalho e a vida dos seus profissionais. Dito isso, começamos exatamente por esse tema, com o presidente do Detran, Neto Mascellani. Neto, por favor.

NETO MASCELLANI, PRESIDENTE DO DETRAN DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde aos secretários aqui presentes, uma boa tarde a todos. Eu gostaria de primeiro dizer que é uma grande honra estar aqui, esse programa surge da sensibilidade que este governo tem com esses trabalhadores, que fazem entrega, que foram fundamentais pra que a gente pudesse manter o isolamento social, eu entendo que médicos e enfermeiros tiveram um papel muito relevante, sem dúvida alguma, mas os motofretistas também deram a sua contribuição. Então, portanto, o Governo de São Paulo, através do Detran, busca agora articular essas políticas públicas e propor uma grande ação pra colaborar pra legalização, pra formação melhor desses motofretistas, né, porque hoje encontram-se aí, sem dúvida alguma, muitos deles com grande vulnerabilidade social, po r uma vulnerabilidade econômica também, né, e também no dia a dia, pra exercer a sua profissão, uma vulnerabilidade em relação a segurança no trânsito. Então, portanto, essas são as razões pra que a gente monte e estruture um programa como esse. Os dados que nós temos, esses dados são aí provindos do Info Siga e também do programa Respeito À Vida, nos mostram que 35% das vítimas fatais em São Paulo são motociclistas e motofretistas, que é um número muito impressionante, né, principalmente quando a gente avalia que só 25% dos veículos registrados em São Paulo são motocicletas, ou seja, um quarto dos veículos são motocicletas, mas o número de acidentes envolvendo motocicletas é quatro vezes superior ao número de acidentes que nós temos, envolvendo os c arros, então, portanto, nos gera um sinal de alerta e uma necessidade de propor coisas concretas pra que a gente pudesse atender melhor e estivesse ao lado dessa categoria. Um outro dado também que chama atenção é que daqueles atendimentos feitos na rede de reabilitação [ininteligível], 57% dos atendimentos são vítimas do trânsito com sequelas causadas por acidentes por motocicleta. Aqui um outro dado também bastante relevante, quando a gente compara o mesmo período de 20 com 2019, principalmente no período da pandemia, a gente vê que dobrou o número de acidentes por dia, então, portanto, tá aqui, mais uma vez, comprovada a vulnerabilidade, né, e a necessidade de termos ações propostas pra esse grupo. O programa vai atuar em várias frentes, né, tanto quanto a regularização da CNH, como já bem coloc ou o governador João Doria, mas também o Detran irá oferecer cursos de capacitação e de aperfeiçoamento pra que esses motofretistas possam, cada vez mais, ter condições de trabalho e também estarem regularizados, né? Além disso, aproveitando a parceria aqui com o Banco do Povo, quero agradecer especificamente a secretária Patrícia Ellen, né, linhas de crédito específica, tanto pra regularização, quanto pra aquisição de EPI's e também, inclusive, pra melhoria das nossas motocicletas, tanto reforma daquelas que já existem e também aquisição de novas motocicletas. Eu também quero agradecer aqui aos nossos parceiros, a gente inicia hoje também, governador, um grupo de trabalho onde vai se debater as condições, a legislação vigente, a legislação per tinente, né, então, eu quero agradecer o Sindi Motos, quero agradecer o Sedesp, agradecer o Banco do Povo, em nome da Patrícia e também da Jandaraci, a Mobitec, em nome do Felipe Daúde, a Associação Brasileira Online Offline com o Vitor Manhani, a prefeitura de São Paulo, que também é parceira nisso, o prefeito Bruno Covas e também a secretária Bete França e também o Sindi Autoescola, que terá um papel relevante nesse processo de formação desses condutores. Muito obrigado, uma boa tarde.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Neto. Ainda nesse tema, vou pedir a Patrícia Ellen, secretária do desenvolvimento econômico, pra fazer o uso da palavra, e transmitir também aqui um abraço, um agradecimento ao Nelson de Souza, presidente do Banco Desenvolve São Paulo. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, governador. Queria estender esse agradecimento ao Nelson de Souza, da Desenvolve São Paulo, também, ao Wilson Poit, ao Tirso Meirelles, do Sebrae, que tem sido grandes parceiros para viabilizar esse trabalho de microcrédito. O microcrédito é uma das alavancas mais importantes para a autonomia dos nossos microempreendedores, não somente no estado de São Paulo, ou no Brasil, mas em todo o mundo. Com essa pandemia nós honramos nosso compromisso com o empreendedorismo paulista e aumentamos o aporte de crédito para apoiar os nossos empreendedores. Foram mais de R$ 720 milhões aportados em microcrédito e crédito, ao micro e pequeno empreendedor, através do banco do povo e da Desenvolve São Paulo. E com essa linha de hoje nós damos um passo a mais para aju dar quem mais precisa, mas nesse caso quem mais precisa é quem também está mais nos ajudando, que são os motofretistas. Nós vimos nessa pandemia que todos tiveram desafio de sair de casa, o quão importante tem sido contar com a entrega ou o delivery, enquanto muitas pessoas estão fazendo o esforço de ficarem isoladas em casa, os nossos motofretistas estão se arriscando todos os dias. Eu tenho familiares que são motoboys, primos e tios, e vejo o esforço que eles fazem todos os dias 24 horas por dia. Então nós agradecemos a todos vocês, e com isso nós colocamos o crédito para apoiá-los aqui. A primeira linha é para empreendedores informais, com opções de crédito de até R$ 3 mil e taxa de juros de 1% ao mês no primeiro crédito. O prazo para pagamento é de um ano, 12 meses, com carência de até 60 dias, para esse capital de giro, aquele dinheirinho que a gente precisa ali pagar, investir um pouco mais no conserto da moto, melhorar o negócio. Já para o investimento fixo, para comprar algum equipamento a mais, o prazo para pagamento é de até 24 meses, e com uma carência de 90 dias. Para o microempreendedor, o motofretista que já é formal, tem uma MEI, a segunda linha voltada a ele com as taxas de juros menores, 0,35% a 0,7% ao mês. E o limite de crédito é maior, até R$ 8.100. Por isso que fica aqui a segunda mensagem, além do agradecimento esse estímulo para que vocês possam se formalizar e terem acesso a um crédito com menor juros e uma linha maior também. Com isso agradeço a todos, e novamente parabenizo, porque os motofretistas tem nos ajudado a manter a nossa economia girando, em toda a pandemia, e também revolucionar o trabalho de comér cio eletrônico no estado de São Paulo. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. E agora virando a página para a saúde, os dados de hoje com o secretário da Saúde, sobre a pandemia, Jean Gorinchteyn. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Estamos na trigésima nona semana epidemiológica, estamos com a menor taxa de ocupação nas Unidades de Terapia Intensiva desde o início do plano São Paulo, 47,7% no estado, 47% na grande São Paulo. Estamos na nona semana consecutiva de queda do número de internações no estado, com queda de 3% no estado como um todo, tendo uma queda ainda mais pronunciada de 5% na própria capital. Ambos índices similares aqueles observados no mês de maio. Já ultrapassamos 800 mil pacientes recuperados, mais de 100 mil pacientes, foram 103 mil pacientes que tiveram alta hospitalar, mas ainda não podemos esquecer, estamos em quarentena. A vigilância, quanto às regras sanitárias, deve ser mantida, não podemos afrouxar com relaçã o ao uso de máscaras, devemos evitar as aglomerações e respeitar o distanciamento pessoal. Estamos e estaremos atento aos índices da saúde, monitorando todos os dias os números, e continuaremos dessa maneira a controlar a pandemia no nosso estado. Por favor, o primeiro diapositivo. São Paulo já registra hoje 937.332 mil casos, com 33.984 óbitos. Próximo, por favor. As taxas de projeção do número de casos para a segunda quinzena do mês de setembro estão dentro das metas estabelecidas, foram 937 mil, como nós dissemos abaixo aí, próximo do limite inferior de projeção. Próximo. E em relação aos óbitos, também da mesma forma, atingindo todas as prerrogativas e projeções estabelecidas. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Doutor José Medina, doutor João Gabbardo ficarão à disposição para respostas aos jornalistas. Vou pedir uma breve intervenção do Marco Vinholi, está desse lado aqui, um pouco o comportamento no litoral, e também no interior do estado, do controle sanitário, da obediência às orientações ao governo do estado, e também da redução de internações nas Unidades de Terapia Intensiva. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Nessa nona semana consecutiva de queda nas internações no estado de São Paulo, nós atingimos o melhor índice de ocupação de UTI, 47,7% dos leitos de UTI ocupados, o menor índice da série histórica. Isso se dá muito por conta da baixa ocupação dos leitos na capital e na região metropolitana. Todas as regiões aqui da capital metropolitana, as seis, seguem abaixo de 50%, assim como outras nove regiões do estado, que também estão abaixo de 50%. As que ainda tem um patamar um pouco acima disso, são regiões do interior do estado, e são as últimas que vieram para a fase amarela, São José do Rio Preto, Franca e assim por diante. É fundamental dizer também que os casos n o interior do estado, a gente segue essa lógica de melhora ao longo do último período, mas os casos no interior do estado somam a capital e a grande São Paulo em conjunto. A capital e a grande São Paulo dá 48,2%, enquanto que o interior dá 51% dos casos no estado, patamar atingido agora. É fundamental que a gente siga melhorando esses índices de internações com respeito às regras do plano São Paulo, que a gente não tenha aglomerações, para que a gente possa seguir com a utilização de máscaras, que a Baixada Santista, que o interior possam seguir com essa melhora que foi dada de forma mais contundente na capital e na grande São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Agora já para as perguntas, pela ordem, as presenciais serão da TV Globo, Globo News, TV Record, CNN, SBT, TV Cultura, Rádio Capital, Rádio Jovem Pan, e também uma pergunta online da Rádio [Ininteligível], de Buenos Aires, com a jornalista Cristina Veiga. Começamos com você, William Cury. Boa tarde, prazer em tê-lo aqui novamente. Sua pergunta, por favor.

WILLIAM CURY, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Eu tenho duas perguntas hoje, a primeira é sobre os números apresentados pelo secretário doutor Jean Gorinchteyn, que são bons em relação às internações, nona semana de queda de internações, e a menor taxa de ocupação de leitos de UTI. Mas hoje nós vemos também a curva de casos voltar para a estabilidade, e a tendência de mortes passa a ser mais uma vez de alta, com a média móvel tendo uma variação positiva de 27% em relação a 14 dias. Eu queria entender, em uma análise, o que significam essas mudanças de tendência, tanto para os casos que voltam à estabilidade, e para as mortes que tiveram esse aumento da média móvel, ainda que com uma queda de internações, o que pode estar acontecendo? E se isso de alguma forma preoc upa as autoridades aqui no estado de São Paulo? Minha segunda pergunta é em relação aos testes da vacina, hoje em entrevista à Globo News o doutor Dimas Covas disse que a vacina ela teve mais de 97% de produção efetiva e neutralizante de anticorpos dos voluntários. Eu queria saber também o que significa isso. Porque ficou uma dúvida de entendimento. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Will. A primeira pergunta será respondida pelo Jean Gorinchteyn com o João Gabbardo, a segunda pelo Jean Gorinchteyn, e se necessário, com intervenção do Medina. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: William, todas as vezes que nós temos a ocorrência de um final de semana, é natural que possam ocorrer o que nós chamamos subnotificações, algumas notificações elas não são realizadas de uma forma imediata, acabam sendo represadas, e acabam tendo as estatísticas colocadas mais adiante, como nós observamos em outras semanas epidemiológicas. Então o que nós observamos, realmente um aumento do número de óbitos, e principalmente em algumas das regiões, bem como o número de casos. Quando nós falamos em números de internação, esse dado mostra e confere algo que vem acontecendo nesse momento. Então ele expressa e reflete algo que tem acontecido de uma forma atual. É claro que esses índices fazem com que nós esteja mos atentos, deixei muito claro isso, e nós deixaremos, porque ao longo da semana nós entenderemos se isso foi fruto apenas desse retesamento, ou se eventualmente nós estaremos elevando, incrementando essas estatísticas, caso isso aconteça, medidas deverão ser tomadas regionalmente.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos que acompanham essa entrevista coletiva. Esse dado, William, do aumento de óbitos que nós tivemos na semana, infelizmente interrompeu uma sequência de queda, ele inobstante à observação feita pelo secretário Jean, ele deve ser olhado com muita atenção. Nós não podemos fazer uma relação direta ainda de causa e efeito, se esses óbitos tem alguma relação com o aumento que nós tivemos no feriado, de aglomerações que possam ter ocorrido. Inclusive tem que deixar claro que esse aumento nos indicadores, mesmo que os eventos tenham acontecido no litoral, eles não ficam restritos ao litoral, porque as pessoas se deslocam de outros locais para o litoral, e podem no regresso, no retorno aumentar também a possibi lidade de transmissão em outros locais. E nós não podemos deixar de aprender sempre com o que está acontecendo nos outros locais, e se nós olharmos para os países da Europa nesse momento, que tiveram um período de sazonalidade do inverno muito pequeno em relação à primeira fase da doença, agora vão enfrentar, como nós enfrentamos, um inverno integralmente dentro de um período que pode ocorrer aumento de casos. E aí nos chama a atenção algumas situações, como por exemplo, o Reino Unido, que está dobrando o número de internações a cada semana. Isso é preocupante, dobrar as internações por semana é muito preocupante. Assim como é preocupante na França, que tem detectado mais de 10 mil casos diários de COVID-19, maior do que vinha sendo detectado no pior período da pandemia. Nos preocupa a decisão de Israel, que deve determinar para as próximas três semanas, que coincide com período de feriados em Israel, estabelecimento de um novo lockdown. Nos preocupa a Argentina, que até pouco tempo nós considerávamos como um dos países que tinha tido um melhor desempenho no número de óbitos, número de casos, e que agora se mantém em um platô muito elevado de casos, muito elevado de internação, muito elevado de óbitos. Então essa queda que ocorreu no nosso indicador na última semana, nós não devemos tratar isso de forma negativa, pelo contrário, não pode ser alguma coisa que nos desestimule, pelo contrário, elas têm que nos estimular a manter as orientações, as recomendações dadas para toda a nossa população. A população tem que en tender que nós ainda estamos em uma pandemia, e que se essas recomendações não forem seguidas, nós corremos risco sim de aumento de casos, de aumento de internação, e isso pode significar retrocesso. O que nós não queremos, ninguém quer retrocesso, o plano São Paulo tem sido sempre positivamente de forma segura, tem caminhado positivamente sem necessidade de voltar atrás nas suas recomendações. E é isso que nós esperamos que o plano São Paulo continue. Para isso é muito importante, é fundamental o apoio da população, o apoio da sociedade na manutenção das recomendações que são dadas pelo centro de contingência, pela Secretaria de Saúde do estado de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Will, sobre a segunda pergunta relativa aos testes da vacina, responde Jean Gorinchteyn.

JEAN CARLO GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DE ESTADO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Wil, quando é feita a segunda fase da vacina, ela avaliou a segurança, os efeitos colaterais e a produção de anticorpos que eram específicos aos vírus no sentido de destruí-los. Na primeira dose ela produziu 94,1% de proteção. Quando 15 dias depois houve um incremento no número desses anticorpos pra 97%, mostrando quanto ela realmente estimulou aquele sistema imunológico daqueles voluntários a produzirem anticorpos que destruiriam o vírus, caso aquele paciente viesse a entrar em contato, ou seja, dando a imunidade. Na fase três, existe uma continuidade dessas avaliações com um diferencial. Nós avaliaremos a eficácia, nós queremos saber se esses anticorpos da vida real onde circula o vírus se eles são capazes de impedir realmente doença , e aí é que vai mostrar o quanto uma vacina não só mostrou segurança na fase dois, mas eficácia na proteção contra a doença. Por isso que o Brasil foi escolhido como um local para tantas vacinas usarem como campo de fase três pela circulação do vírus ainda no nosso meio.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Obrigado, Wil. Vamos agora a TV Record com o jornalista Emerson Ramos. Emerson, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

EMERSON RAMOS, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Minha pergunta é pro secretário Jean, questão da saúde. A gente está caminhando agora pra uma retomada mais à frente nas atividades nas escolas. Isso vai acontecer ainda sem que exista disponibilidade da vacina contra o Coronavírus. Agora tem uma outra questão, a gente tem tido também uma redução durante a pandemia na cobertura vacinal pra outras doenças. Tá acontecendo de uma forma, se eu não estiver enganado, generalizado, nós temos todas as vacinas estão alcançando uma cobertura menor na população entre as crianças. Quanto isso preocupa pra esse retorno às escolas? Quer dizer, além de não termos ainda a vacina contra o Coronavírus, temos também uma cobertura menor pra outras doenças. E o que é que pode ser feito pra se ampliar essa cobertura vacinal?

JEAN CARLO GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DE ESTADO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Emerson, excelente essa pergunta. Essa pergunta mostra que nós não temos um vírus circulante só no nosso meio. Nós temos outros, e se nós precisamos retomar pra que essas crianças voltem às escolas, nós precisamos também trazer segurança nesse quesito, uma vez que nós pedíamos pras pessoas: "Fique em casa, só saiam se necessário". E a adesão infelizmente, as campanhas vacinais, ou as políticas vacinais acabaram sendo postergadas, mas esse é o momento de nós ativamente convocarmos as pessoas. A partir do dia 5 agora do próximo mês, cinco de outubro, nós começaremos uma campanha pra pólio e nessa campanha serão, inclusive, convocadas as crianças pra que tomem a vacina, portanto, seus pais e res ponsáveis tragam suas crianças pra que todo o calendário vacinal seja normalizado, atualizado, pra que dessa forma nós estejamos garantindo que essas pessoas voltem pras escolas quando assim o fizerem de uma forma absolutamente segura. Então, a partir de agora do dia 5, iniciaremos a campanha da pólio em conjunto com a campanha vacinal para atualização de todas as vacinas disponíveis no Programa Nacional de Imunização.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Emerson, obrigado pela pergunta. Vamos agora à pergunta on-line da jornalista Cristina Veiga. Cristina, você já está em tela. A Cristina é da Rádio Cidade de Buenos Aires, capital Argentina. Cristina.

CRISTINA VEIGA, REPÓRTER: Boa tarde, governador. É um prazer estar aqui. Governador, o Governo Federal anunciou o investimento da ordem de R$ 1,8 milhão na vacina de Oxford contra a Covid. Apesar disso, o presidente tem dito, recomendado que as pessoas não se vacinem contra a Covid. O senhor acha que ele faz isso para que o senhor não obtenha ganhos políticos com a vacina que já está pronta, que o senhor está desenvolvendo no Instituto Butantan, ou é porque ele não tem noção do que é governar um país?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Cristina, obrigado pela pergunta. Sinceramente, não me preocupa o que pensa o presidente Jair Bolsonaro a meu respeito. Me preocupa é a população, são os brasileiros, inicialmente os brasileiros de São Paulo que é meu dever, minha função, minha obrigação proteger, e também penso nos brasileiros fora de São Paulo. Aos brasileiros de São Paulo, sim, garanto, teremos a vacina, a Coronavac para atender a totalidade da população de São Paulo, já ao final deste ano e ao longo dos dois primeiros meses de 2021. E vamos imunizá-los, evidentemente temos que finalizar essa terceira etapa de testagem através do Instituto Butantan com 9 mil voluntários entre médicos e paramédicos, esperando que tudo continue correndo bem como está correndo at&eacu te; o presente momento. E temos a aprovação final da Anvisa, Agência de Vigilância Sanitária do Brasil. Pessoalmente torço também pra que a vacina de Oxford com o laboratório AstraZeneca e a Fiocruz tenha sucesso, tenha êxito nessa sua terceira e última etapa, possa ser também ser aprovada pela Anvisa, assim como mais uma ou duas outras vacinas entre essas oito vacinas qualificadas como promissoras pela Organização Mundial de Saúde para que possam ser disponibilizadas a população brasileira. Entendo que a imunização de todos os brasileiros é fundamental, a meu ver não existem brasileiros de primeira classe que tomam a vacina antes dos brasileiros de segunda classe que tomam a vacina depois. E no meu entendimento também, Cristina, a vacina deve ser obrigatória, não há nenhuma razão que faça com que o Governo Federal tome a decisão de não tornar a vacina obrigatória, ela só não deverá ser obrigatória aqueles que por um laudo médico, por um atestado médico indique que ele não deve tomar a vacina. Caso contrário, deve ser obrigatório sim a vacina. Imunizando todos os brasileiros, nós ficaremos livres da Covid-19. Se não fizermos a imunização de todos os brasileiros, continuaremos a sofrer as consequências de infecção e de óbitos como lamentavelmente estamos há oito meses aqui no Brasil. E finalizo, Cristina, dizendo que em São Paulo nós cumprimos o nosso dever e a nossa obrigação. Aqui a pandemia não é tratada como um resfriadozinho nem como uma gripezinha. É tratado com a seriedade daquilo que ela implica na vida das pessoas. Por isso, o que determina todas as ações do governo de São Paulo é a ciência e a medicina. Não é pressão política, nem eleitoral, nem econômica, nem pessoal, nem de amigos, nem familiares, é a ciência e a saúde. Cristina, eu agradeço. Obrigado por ter participado. Continue nos acompanhando nesta e nas próximas entrevistas. Vamos agora a CNN, na sequência SBT e TV Cultura. Pela CNN, Tainá Falcão. Tainá, boa tarde. Bem-vinda. Sua pergunta, por favor.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Boa tarde. Governador, secretário Jean Gorinchteyn, eu direciono a pergunta pra vocês. São Paulo já trabalha com a possibilidade de lançar um plano estadual de imunização contra a Covid-19? E em quanto tempo, e se São Paulo conseguiria imunizar toda a sua população, em quanto tempo isso seria possível, se a resposta for positiva.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Instigante essa sua pergunta, Tainá. Temos sim um plano alternativo, mas preferimos acreditar num plano nacional e num plano que envolva o Ministério da Saúde e é nisso que nós temos trabalhado com o ministro Eduardo Pazuello. Não faz sentido acreditar que o Ministério da Saúde com seriedade, imagine que não vá ter um tratamento igual pra todos os brasileiros conforme já mencionei na resposta anterior a Cristina Veiga da Rádio Cidade de Buenos Aires. Todos os brasileiros merecem a vacina, sejam os de São Paulo, sejam os do Nordeste, do Norte, do Sul, do Centro-Oeste, do Distrito Federal, da região Sudeste, todos. Brasileiros e não brasileiros que residem aqui no Brasil. Esta é a nossa visão. Tenho certeza, repito, de que o Ministério da Saúde não caminhar&aacute ;, não trilhará por um caminho ideológico, partidário e eleitoral, seria um gesto muito condenável, prefiro nem me referir a ele por acreditar que ele não venha a ser praticado. Mas o que eu posso garantir, Tainá, é que os brasileiros, os que residem em São Paulo não vão ficar sem a vacina. Jean.

JEAN CARLO GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DE ESTADO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Tainá, a relação que existe entre o Instituto Butantan e o Ministério da Saúde é de longa data. Uma grande parte das vacinas que fazem e são contempladas no Programa Nacional de Imunização são oriundas da fabricação do Butantan, e nesse momento não seria diferente que o ministério tivesse a pretensão de estar na colaboração, estar em concomitância e concordância a necessidade de vacinas. Nós não precisamos uma vacina, nós precisamos de vacinas pra que dessa forma possamos cada vez mais imunizar todo o brasileiro, independente da onde esteja, e nós precisamos também do Programa Nacional de Imunização pra poder através do Sistema Único de Saúde promover a distribuição ab solutamente gratuita dessa vacina. Então eu não tenho dúvida que vai ser seguido esse rito, porque dessa forma nós garantiremos que o Brasil volte a ser um país normal.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Tainá, obrigado pela pergunta. Agora é o SBT, José Luiz Filho. José Luiz, boa tarde. Prazer tê-lo aqui. Sua pergunta, por favor.

JOSÉ LUIZ FILHO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde a todos. Falando ainda de vacina, no fim de semana o senhor voltou a citar 5 milhões em outubro, 46 milhões em dezembro. Os testes ainda com os 9 mil voluntários estão sendo feito, quando esses testes forem concluídos, ainda não há um prazo pra conclusão, mas a expectativa é de que a Anvisa libere em quanto tempo? O senhor acha que pode haver uma postergação da Anvisa liberar por ser uma vacina tratada pelo Instituto Butantan de São Paulo com a China e não a Oxford com a vacina que vem sendo tratada junto... pelo Ministério da Saúde junto a Universidade de Oxford na Inglaterra, e pelo Governo Federal?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: José Luiz, sinceramente, até aqui tenho razões pra acreditar que não. Que o tratamento do Ministério da Saúde será igual em relação às duas vacinas, a vacina de Oxford com o laboratório AstraZeneca e a vacina Coronavac do Instituto Butantan com a Sinovac. Não vejo razão pra distinguir uma e outra, nem origem de vacina, nem país, nem regime político deste ou daquele país. Vacina é vacina, medicamente é medicamento, não importa qual origem desde que ele seja aprovado, regulamentado e ajude a melhorar a condição de saúde, no caso da vacina, salvar vidas, isso é o que importa. Não da onde vem, quem fabrica, desde que ele seja, repito, autorizado e dentro dos protocolos, no caso, internacionais. A Coronavac está nos protocolos inter nacionais, tem acompanhamento científico de qualidade e já foi classificado pela Organização Mundial de Saúde como uma das mais promissoras vacinas no momento. Das oito vacinas em estágio final, uma delas é a Coronavac. E posso também lançar aqui a pergunta não apenas a você como aos que nos acompanham agora ao vivo. Se você tiver a possibilidade de tomar a vacina, em menos de cinco segundos uma aplicação, vacina que vai salvar a sua vida, você se importar se ela é chinesa, portuguesa ou inglesa, você deixará de tomar a vacina se ela é chinesa? Duvido. Duvido que alguém diga: "Prefiro morrer a tomar uma vacina". Só se for uma pessoa com a propensão suicida e não o bom senso e o equilíbrio de preservar sua vida, a vida de sua família, dos seus filhos, dos seus amigos e das pessoas mais próxi mas. Em relação à Anvisa, também até aqui um comportamento técnica muito correto, não temos nenhuma reclamação, nenhuma queixa a registrar em relação à Anvisa, numa postura científica, técnica, republicana e correta. E tenho certeza de que assim continuará. Vamos agora a Maria Manso da TV Cultura, depois Rádio Capital, e concluindo Rádio Jovem Pan. Maria, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

MARI MANSO, REPÓRTER: Boa tarde. Completamos hoje 14 dias desde o feriado de 7 de setembro e da aglomeração nas praias [ininteligível] semana de sol. Na época, alguns especialistas disseram que a gente estava, inclusive, fazendo um estudo informal a céu aberto sobre o contágio. Catorze dias passados, a gente já consegue saber o que aconteceu? Aumentou o número de doentes por causa daquela aglomeração, e se não aumentou, isso pode ser um indicativo de que a gente está chegando perto de uma imunidade coletiva?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, vou pedir que a sua pergunta seja respondida pelo Joâo Gabbardo, com comentários do Dr. José Medina. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Bem, na minha manifestação anterior eu já fiz referência a essa questão do feriado e da coincidêndia de nós termos, nesse período, interrompido a série, sequência de redução no número de óbitos. É relevante considerar que, mesmo tendo uma piora nesse indicador, o número de internações continuou caindo, o que é um bom sinal. Claro que preocupa. Não há possibilidade da gente fazer uma relação direta, nesse momento, entre o período em que houve essa aglomeração com esta piora, que ocorreu nesta semana. Nós precisamos analisar isto por mais tempo. Tem essa questão do feriado da terça-feira, que foi salientado pelo secretário Jean. Então, nessa próxima semana, nós va mos ficar muito atentos no monitoramento dos dados, para verificar se realmente existe alguma relação de causa e efeito. Agora, a preocupação existe e todos nós estamos muito atentos. Como eu falei anteriormente, não é um dado que a gente considera somente a situação do Brasil, nós temos que estar olhando os outros locais, que já passaram, que estão numa fase mais avançada da epidemia, que já tiveram uma redução do número de casos, e agora enfrentam uma nova elevação. Então, tudo isso tem que ser considerado. O Centro de Contingência está muito atento a essa nova realidade.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, governador, obrigado, Maria Manso, pela pergunta. Ficou, chamou bastante a atenção a aglomeração nas praias, porque é a aglomeração maior e aquela que teve mais visibilidade, mas o feriado foi em todo o estado, o tempo foi bom em todo o estado, teve aglomeração em todas as cidades, independente do tamanho e independente de alguma atividade que ali gerasse uma aglomeração menor ou maior, o que gerou, que chamou mais atenção foi a praia, mas em todo o estado aconteceu aglomerações semelhantes. Nós estamos acompanhando, conforme o Dr. Gabardo mencionou, o que pode acontecer em todas as regiões, independente da praia. A praia foi só uma fração do que aconteceu no feriado prolongado e do que pode acontecer em todo feriado prolongado, depois de seis meses, quase seis meses de isolamento ou de cuidado com o distanciamento. O que nós recomendamos, para não acontecer o que vem acontecendo em alguns países da Europa, é que todas as pessoas continuem seguindo as recomendações, principalmente o uso da máscara, que foi bastante flexibilizado na Europa. Nós temos que continuar utilizando a máscara, continuar gerenciando os riscos, quando nós estamos em alguma aglomeração, qual é o risco de adquirir ou de ter um contágio naquela situação. Então, isso não vale só para a praia. Eu sei que a praia foi o que chamou mais atenção, mas teve festas, teve agrupamentos familiares no estado todo. Nós estamos monitorando o estado todo, não só aquele vinculado à praia.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina, obrigado, Maria. Como governador, queria aproveitar para acrescentar aos que estão nos assistindo, nos acompanhando e aos que nos assistirão mais tarde, lerão ou acompanharão, através das mídias digitais, por favor, respeite a vida, respeite a sua vida, a vida dos seus familiares, a vida dos seus amigos, a vida das demais pessoas: não é hora de fazer aglomeração em local algum, pra nada, nem pra esporte, nem pra lazer, nem para desfrutar aquilo que você tem o direito de fazer, mas enquanto estivermos numa pandemia, não se deve fazer aglomeração, deve-se utilizar a máscara, obedecer o distanciamento social, usar álcool em gel nas suas mãos, para proteger a sua vida. Volto a lembrar: nós temos milhares de pessoas que já perderam a sua vida, foram enterradas, foram sep ultadas, e pessoas que estão sendo infectadas diariamente, seja no Estado de São Paulo, no Brasil ou nos outros 215 países, que sofrem com a pandemia. Resguarde e se proteja, tenha consciência de que o vírus não escolhe vítima, ele não escolhe nem idade, nem sexo, nem condição física. Ele atinge a todos. Teremos o momento de celebrar, depois da vacina. Vamos agora à penúltima pergunta, que é a da Carla Mota, da Rádio Capital. Carla, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos. Governador, eu gostaria de falar do programa que está sendo anunciado nessa tarde, porque ficou muito claro que esse programa vai ajudar, vai capacitar, estimular a pessoa a trabalhar como [ininteligível]. Porém, serão mais pessoas nas ruas, nas vias de São Paulo, aí circulando, nesse momento de pandemia, onde aumentou esse tipo de trabalho, e justamente num momento onde os acidentes aumentam, como vocês mesmos mostraram aqui. Na prática, o que fazer para diminuir esse tipo de acidente? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vou dividir a resposta, junto com o Marco Vinholi, nosso secretário de Desenvolvimento Regional. A questão não é só a questão da capital paulista, é uma questão de todo o Estado de São Paulo. Como vamos diminuir? Fazendo o que nós estamos fazendo: orientando, treinando, preparando aqueles que atuam com motocicletas, e mesmo os que atuam com bicicletas. Não é o tema de hoje, mas mesmo aqueles que estão fazendo entregas com bicicletas precisam ter atenção redobrada no uso deste equipamento, assim como os motofretistas, que atuam com motocicletas. E os motoristas, tem que haver um grau de respeito maior e melhor por esses milhares, sobretudo jovens, que fazem entregas em todo o Estado de São Paulo, diariamente. Muitos, inclusive, para entregar medicamentos para outras doenças, que não exclusi vamente a Covid-19, ajudando a salvar vidas. Nós temos que ajudar a salvar essas pessoas, para que possam continuar trabalhando, com saúde, com vida e prestando um serviço tão importante, como prestam para a sociedade brasileira, e especificamente aqui em São Paulo. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE SÃO PAULO: Carla, boa tarde. Primeiro para dizer que o programa é para quem já atua como motofretista, então nós não teremos, com a implementação do programa, acréscimo de motofretistas nas ruas de São Paulo ou da capital. Mas é importante registrar do grande trabalho que a gente faz ao longo desse último período com os municípios, no que nós chamamos de Programa Respeito à Vida. O Governo do Estado de São Paulo investe R$ 200 milhões em recursos de multas, junto às cidades, através de um programa que chama InfoSiga, que identifica aqueles locais com maiores índices de acidentes, e com isso implementa medidas de conscientização, de educação em trânsito, de melhora nesses locais com acidentes, e vem melhorando ao longo dos a nos essas práticas. Para que a gente possa manter, nos municípios do Estado de São Paulo, a melhora desses índices, nós aqui sempre registramos a necessidade do respeito às regras do Plano São Paulo, ao isolamento, a utilização de máscaras, e não aglomeração. Mas é fundamental que eles possam também fazer a adesão ao nosso programa de rastreamento de contatos. Nós já estamos agora com quase 200 municípios atuando em parceria com a nossa equipe da Secretaria da Saúde, com o nosso sistema, que trabalha esse rastreamento de contatos. O que a gente pede é para que, cada vez mais, os municípios possam atuar em conjunto com a gente, para ir melhorando esses índices de São Paulo.

REPÓRTER: Obrigado, Vinholi. Dr. Medina quer fazer um comentário complementar, Carla.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, Carla, pela pergunta. Eu queria definir os motoqueiros, essa pessoa... O pessoal que está trabalhando no delivery, como heróis. Agora, nós estamos com a maior parte das atividades comerciais funcionando. Nós passamos um período muito grande no amarelo, no laranja e no vermelho, onde era muito difícil o acesso aos bens de consumo, do consumo do nosso cotidiano. E esses trabalhadores é que garantiram que não tenha faltado nada, nenhum desabastecimento para o nosso cotidiano. Eu até antecipo, acho, considero, que a palavra do ano, no final do ano, quando for escolhida qual vai ser a palavra do ano, eu tenho a impressão que a palavra do ano vai ser delivery, e a responsabilidade por essa palavra é dos motoqueiros ou das pessoas que trabalharam fazendo delivery. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. Carla, obrigado pela pergunta. Vamos agora à última intervenção de hoje, é da Beatriz Manfredini, da Rádio Jovem Pan. Beatriz, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde a todos, boa tarde, governador. Minha pergunta vai para o senhor. O senhor disse agora há pouco que acredita que a vacina deveria ser obrigatória, né? A menos que tenha laudo médico comprovando que a pessoa não pode tomar. Eu queria saber se existe uma preocupação quanto a isso para o Estado de São Paulo. A gente sabe que uma parcela ainda da população é um pouco resistente à vacina, por ser chinesa e tem uma história aí por trás disso, eu queria saber da sua preocupação com o controle de São Paulo não aderir, caso ache que [...], e o que fazer se isso acontecer para não continuar piorando os números. Obrigada.

JOÃO DÓRIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Beatriz, eu vou dividir a resposta com os três médicos que estão aqui ao meu lado respectivamente o Jean Gorenstein, o José Medina e o João Gabbardo. Eles são profissionais que se dedicam a sua vida a ciência, a medicina e a vida, mas digo com muita convicção como cristão que sou que não faz o menor sentido a pessoa ter qualquer tipo de discriminação, primeiro para não tomar uma vacina que salva, ou seja, que garante a sua vida, a vida dos seus familiares. Segundo, discriminar uma vacina pelo fato de ser chinesa ou portuguesa, ou inglesa, ou italiana, ou americana. Isso não faz o menor sentido, isso é uma narrativa equivocada, falsa, mentirosa, espúria, sobretudo num momento em que temos uma pandemia desta ordem, desta natureza. Apenas para ilustrar, Beatriz, mais da metade de todos os respiradores que hoje estão nos hospitais aqui de São Paulo, dos 7,2 mil que hoje temos, tínhamos menos de três mil, 7,8 mil, tínhamos 3,5 mil, a maioria desses respiradores foram produzidos na Turquia. Seria o mesmo que dizer: não, não vamos usar respiradores da Turquia porque são feitos na Turquia e não nos Estados Unidos ou na Alemanha. Isso não faz sentido nenhum no mundo globalizado onde a qualidade de produtos, serviços, medicamentos e vacinas não depende da sua origem, depende da sua especificação e da qualidade daquilo que ele tem aprovado. Tanto como cristão, como brasileiro, como governador, nós aqui vamos seguindo, sim, avançando na vacina para os brasileiros de São Paulo, garantindo mais uma vez que todos os brasileiros de São Paulo terão direito a imunização e receberão a vacina com um nív el de qualidade que ela já tem testada até o presente momento com 98% de eficiência. E dentro daquilo que estiver no parâmetro da lei, ao meu alcance, a vacina em São Paulo será obrigatória. Jean.

JEAN CARLO GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DE ESTADO DA SAÚDE DE SÃO PAULO: É importante a gente lembrar que qualquer medicamento ou vacina ele só é liberado pelo órgão regulatório máximo, Agência Nacional de Vigilância (Anvisa), se seguir todos os ritos técnicos, éticos e de segurança. Portanto, isso é feito com acompanhamento muito minucioso, inclusive quando esse estudo é interrompido para uma análise dos resultados. Portanto, a chancela da Anvisa só vai acontecer se todas essas questões de eficácia e segurança estiverem sendo estabelecidos. Independente da sua origem. A outra questão que nós sabemos que um país que tem o seu componente de desenvolvimento, ele tem que ter a saúde como uma das grandes e mais significativas preocupações. E quando nós falamos em redução de mortalidade de forma geral, inclusive na infantil, a vacina é um dos termômetros que são usados para isso. À medida que eu tenho a vacina que hoje no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde, evita a morte de três milhões de pessoas anualmente. Então quantas centenas de pessoas ou milhares de pessoas, ou milhões de pessoas, terão a oportunidade de terem as suas vidas preservadas pela vacina. Então nós pedimos para que as pessoas tenham essa consciência porque é só dessa forma que nós poderemos garantir e proteger vidas, com a vacina.

JOÃO DÓRIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado pela pergunta, obrigado, governador. Uma boa parte dos insumos que nós utilizamos para produção de medicamentos, para envasamento de medicamentos no Brasil, vem da China, vem da Índia ou vem de outros países. Também nós utilizamos muitos produtos que são fabricados na Índia, veículos e uma série de outros produtos que nós utilizamos aqui e que têm qualidade semelhante ao que é produzido em outros países do mundo. Talvez se essa pandemia começasse no Brasil, o Brasil tivesse iniciado a produção da vacina antes da China. Como ela começou na China, a China iniciou a produção e ela está transferindo essa tecnologia para outros países e para o Brasil também. Eu não vejo nenhuma preocupação em questão d e qualidade do que é produzido na China ou o que é produzido em outros países. Todos os materiais que nós consumimos da China são materiais de alta qualidade.

JOÃO DÓRIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Essa questão da obrigatoriedade da vacina, quero lembrar que em fevereiro desse ano nós apresentamos, quando estávamos no Ministério da Saúde, o projeto de lei que dá possibilidade para que a autoridade sanitária torne compulsória várias etapas do atendimento, diagnóstico e do isolamento em relação aos pacientes com Covid. Isso foi feito antes que nós tivéssemos o primeiro caso confirmado de Covid no Brasil. Até onde eu sei, essa lei foi sancionada e ela continua em vigor. E por que se fez esse projeto de lei? Porque nós queríamos impedir que pessoas, que por alguma razão inexplicável, se negasse, por exemplo, a fazer teste. Alguém que estivesse com sintomas ou que tivesse tido contato com paciente confirmado, mas que não quisesse fazer test e. A lei deixa à autoridade sanitária a prerrogativa de compulsoriamente exigir que essa pessoa faça o teste. Assim como estabelece a possibilidade da internação e do atendimento e do atendimento às pessoas que estivessem com caso confirmado, o que infelizmente nós tivemos no início da pandemia pessoas que estavam com a confirmação do Covid, mas que se negavam a fazer o isolamento ou internar. E terceiro, pensávamos também na questão da vacina, por quê? A vacina não é um benefício individual àquela pessoa que faz a vacina, ela é muito mais do que isso. Porque quando ela se nega a tomar a vacina, ela passa e ela permanece como um agente capaz de transmitir a doença, de transmitir o vírus para outras pessoas. Então não é um direito individual dela não querer fazer a vacina. Se nós pensarmos coletiva mente, se nós pensarmos no benefício para as pessoas, para a sociedade, para a população, esse ato de tornar compulsório a vacina tem todo sentido. E ela pode ser discutida em todos os seus âmbitos.

JOÃO DÓRIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem. Obrigado a todos, a você Jean, a você Medina, a você Gabbardo. Beatriz Manfredini, muito obrigado também. Com isso nós encerramos a nossa coletiva de hoje, voltaremos na próxima quarta-feira no mesmo horário. Como sempre, peço que você que nos acompanha pela TV Cultura e assiste em alguma parte do estado de São Paulo, da sua casa, do seu ambiente de trabalho ou do seu celular, por favor, não saia de casa sem usar máscara. Faça o distanciamento social de 1,5 metro para outra ou outras pessoas, use álcool gel com constância, se puder lave também as suas mãos com frequência. Muito cuidado sempre com a sua saúde e a saúde da sua família e dos seus amigos. Uma boa tarde a todos. Obrigado.