Coletiva - SP chega a 12 hospitais de campanha com inauguração de unidade no Centro da capital 20211304

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Coletiva - SP chega a 12 hospitais de campanha com inauguração de unidade no Centro da capital 20211304

Local: Capital – Data: Abril 13/04/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Então, pessoal, primeiro boa tarde. Obrigado pela presença de todos, jornalistas, cientistas, fotógrafos, o pessoal aqui do hospital, vou ter a oportunidade de cumprimentá-los na sequência. Nós resolvemos inverter, começar com a coletiva de imprensa, exatamente para liberar o espaço, evitar aglomeração, e respeitar também o hospital que começou a operar hoje. Queria agradecer aqui a presença do Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, que está aqui do meu lado, e vai falar. O Cleber Mata, nosso secretário de Comunicação. Eduardo Ribeiro, que é o secretário executivo de Saúde. A Adriana Estefan, é presidente da Fundação ABC, que está administrando o hospital. O Luiz Mário Gomes, que é o vice-presidente da Fundação ABC, que também administra esse hospital, como uma organização social, evidentemente. A Sandra Galo, que é diretora do hospital de Campanha Santa Cecília, esse hospital onde nós estamos. Queria agradecer o corpo clínico, os profissionais, os paramédicos, enfermeiros e enfermeiras que aqui já começam a trabalhar no dia de hoje. E preciso fazer um agradecimento especial também a um amigo que não está presente, ele está protegido em casa, que é o doutor Paulo Barbante, que é o prioritário desse hospital, e a nosso pedido cedeu gratuitamente as instalações do hospital para a implementação desse oitavo hospital de campanha do governo do estado de São Paulo. Então o Paulo Barbante, que deve estar nos acompanhando, nos ouvindo, nos assistindo. Paulo, muito obrigado pelo seu gesto, pela sua atitude, pela generosidade de ceder gratuitamente todo o hospital, toda a estrutura do hospital para transformá-lo em um hospital de campanha. Esse é o oitavo hospital de campanha, nessa fase dois da segunda onda da COVID-19, com isso nós totalizamos 12 hospitais de campanha, operantes aqui no estado de São Paulo. Essa unidade vai ser ativada gradualmente, com todos os hospitais, nenhum hospital abre com o seu funcionamento pleno, e a razão é a gestão hospitalar, e o seu funcionamento correto, e a prestação de serviço de forma adequada. Então nesse momento nós estamos ativando 20 leitos de enfermaria, dez de UTI, são 30 leitos. E vamos... Perdão, fazendo aqui, são 30 leitos nesse momento, e serão 60 leitos até o final neste mês de abril. Nesse momento, repito, são 30 leitos, 20 de enfermaria, dez de UTI, e até o final deste mês, até o dia 30, portanto, nas duas próximas semanas, teremos a ativação para 60 leitos, sendo 40 de enfermaria e 20 de UTI. Nós temos cerca de 900 profissionais que vão atuar aqui nesse Hospital Santa Cecília, e fica localizado no centro da cidade de São Paulo, entre eles, 150 médicos, além de enfermeiros, técnicos e funcionários administrativos. Desse grupo de 900, 150 são médicos. O investimento do governo do estado de São Paulo é de R$ 12 milhões por mês, para o custeio operacional deste hospital, o hospital de campanha Santa Cecília. Esse é um prédio que já funcionou como hospital, portanto, ele traz facilidades de funcionamento, de controle e de operacionalidade, e a nossa opção ao completarmos com esse hospital 12 hospitais de campanha em todo o estado de São Paulo. Nós abdicamos da implantação das tendas, que foi uma opção que fizemos da primeira onda da COVID-19, e optamos por utilizar estrutura físicas hospitalares, pois elas oferecem melhores condições de trabalho, melhores condições de operacionalidade, e obviamente melhores condições para os pacientes que são atendidos nos hospitais de campanha. E consequentemente a sua operação favorece a recuperação dos pacientes que são internados ou em leito primário ou em leito de UTI. Eu vou pedir ao doutor Jean Gorinchteyn, que é o secretário de Saúde do estado de São Paulo, aqui ao meu lado, possa dar mais informações a vocês sobre esse hospital, antes de abrirmos às perguntas. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Boa tarde, a todos. A importância de se ter um hospital como esse no momento da pandemia é extremamente importante. O governo do estado de São Paulo, sob à liderança do governador João Doria, do dia 28 de fevereiro até dia 30 de março, promoveu abertura de 4.695 mil leitos, portanto, 50% de leitos a mais do que os leitos que nós já tínhamos antes dessa segunda onda da pandemia. Com isso, continuamos fazendo as aberturas de novos leitos, para que dessa forma possamos atender com dignidade a nossa população. A preocupação do estado de São Paulo não é apenas em abertura de leitos, mas na qualidade da assistência, tanto relacionada à preocupação com a oferta de oxigênio, que toda a logística, todo o enfrentamento de eventuais riscos em determinados locais, acabou sendo superado por estratégias muito mais preventivas, evitando que o pior pudesse vir a acontecer. E assim tem sido feitas com medicamentos, com equipamentos, dessa forma promovendo assistência. Quero reiterar o agradecimento ao senhor Paulo Barbante por essa medida tão importante de poder fornecer de forma absolutamente gratuita, apenas para custeio do estado de São Paulo, essa unidade, uma unidade hospitalar, que tem todos os predicados de qualidade, que é exatamente isso que o governo espera. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Nós vamos agora às perguntas, nós vamos considerar aqui de forma breve, o objetivo não é evidentemente limitar perguntas, mas limitar o tempo, dado o fato de que nós estamos promovendo aqui, ainda que em nome da boa informação uma aglomeração, e na porta de um hospital que já está em funcionamento. Então teremos três perguntas, começando pela Maira Djaimo, da Rádio e TV Bandeirantes, Rádio Band News, e da televisão Bandeirantes, e TV Band News também. Maira, boa tarde. Obrigado pela sua presença, sua pergunta, por favor.

MAIRA DJAIMO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Bom, o hospital de campanha de Campinas suspendeu as internações por falta de kit intubação, os kits que tem lá só vão atender às pessoas que já estão internadas. Então eu queria saber porque, quando que eles vão receber novos kits? E se há risco disso acontecer, por exemplo, aqui ou em outros hospitais de campanha? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Obrigado, Maira. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Muito importante a questão das medicações relacionadas ao kit intubação. O kit intubação ele tem uma composição de medicamentos que vão desde sedativos que fazem o paciente dormir, mais relaxantes musculares, no sentido de promover uma adequada intubação, a colocação do caninho, do tubinho para que esse paciente respire. Nós sempre tivemos uma preocupação no estado de se antecipar às compras desses produtos, e nós sempre antecipamos as atas de compra, fizemos compras emergenciais, e o estado, todas as unidades diretas nunca enfrentaram problemas. Porém, frente à uma captação do Ministério da Saúde, desses produtos diretamente do seu fabricante...

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Só fazer, desculpa, uma observação, não é captação, é sequestro, isso chama-se sequestro, para ficar bem claro o que fez o Ministério da Saúde. Desculpa, Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: De forma alguma. E dessa maneira nós deixamos de receber a totalidade dessas medicações que nós deveríamos ter em nosso dispor. E mais, nós tivemos, por uma questão até de humanidade e decência, de suprir todos os municípios, porque eles, piores do que nós, não conseguiam, sequer, receber a mínima quantidade desses produtos. Dessa maneira, nós do estado estamos suprindo os municípios. O quantitativo ele é baixo, a cada vez nós estamos fazendo novas compras, compras emergenciais, estamos encerrando agora uma compra internacional diretamente da Secretaria de Saúde, e enquanto nós estamos aguardando há várias semanas que o ministério junto à OPAS efetue uma compra de medicamentos em larga escala. Essa compra ela não vem acontecendo há pelo menos, três semanas, no meio do auge da pandemia. Isso não pode acontecer. Nós estamos fazendo a nossa parte, o governo Federal também deverá fazê-lo dessa maneira, porque é uma questão de salvar vidas, é uma questão humanitária.

REPÓRTER: Secretário, o senhor poderia só esclarecer o quanto que essa compra que está sendo feita? Porque isso é uma questão importante, 300 Santas Casas já disseram que o estado está sem o kit intubação. O que está sendo comprado? Esclarece um pouco mais, por favor.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: É importante lembrar que as compras que nós estamos fazendo elas permitem desafogar os estoques para 30, 40 dias, não mais do que isso. Mas nós temos que lembrar que nós temos uma plataforma chamada Med COVID-19, que nós inserimos há dois meses os municípios, as unidades de pronto-atendimento e as UBSs, para que nós possamos também monitorar esses serviços. Então ninguém está ficando sem medicação, nós logicamente estamos suprindo de uma forma por arranjo, todos os municípios, para que nós possamos permitir que todos sejam acolhidos. O hospital tem três kits de intubação ele empresta para alguém que não tem nenhum. E assim é feito esse rodízio. Nós não tivemos desabastecimento com desassistência, mas nós precisamos o volume de medicamentos muito maior.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Ainda nesse tema, antes de passar à próxima pergunta, eu quero deixar muito claro, que o governo do estado de São Paulo aqui protesta, e protesta veementemente com o confisco determinado pelo Ministério da Saúde, ainda na gestão do seu ministro anterior, o seu terceiro ministro, porque ali é contagem de ministro, de meses em meses vão trocando de ministro, que confiscou todos os medicamentos de intubação produzidos no Brasil, nenhum flagrante no Brasil pode vender ao setor público ou setor privado os produtos, os medicamentos para a intubação de pacientes. O que é um absurdo em uma circunstância como essa, dado ao fato de que até então eram os governos estaduais, e eram também os hospitais privados que faziam essas compras. Dado o fato de que o governo confiscou, sequestrou esses medicamentos, proibindo essas empresas de venderem, exceto para o próprio Ministério da Saúde. A pergunta é, por que o Ministério da Saúde não disponibiliza esses medicamentos para os governos estaduais? E por que não o faz rapidamente, para que os governos estaduais possam transferi-los para utilização do setor público, seja hospitais municipais, sejam hospitais estaduais? É algo gravíssimo que está acontecendo. E eu indago aqui do novo ministro da Saúde, doutor Marcelo Queiroga, até aqui me parece uma pessoa de bem, embora não tenha domínio sobre o seu ministério, mas ministro, onde estão os insumos? Onde estão os insumos que foram confiscados pelo seu ministério, pelo Ministério da Saúde na gestão do seu antecessor, e que não são disponibilizados para os estados? São Paulo determinou a compra emergencial, inclusive no exterior desses medicamentos para intubação, para garantir um período de 30 a 40 dias desses materiais para os hospitais municipais, hospitais filantrópicos, e os hospitais estaduais. Vamos agora à Flávia Travassos, do SBT. Flávia, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

FLÁVIA TRAVASSOS, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Governador, no final do mês passado havia sido anunciado que seriam 180 leitos aqui nesse hospital, eu queria saber o que aconteceu, por que são apenas 30 agora e 60 até o final do mês? Se isso tem alguma coisa a ver, por exemplo, com uma possibilidade de déficit mesmo de recursos humanos? E, governador, tentar repercutir com o senhor o que está sendo falado muito hoje nós sites de notícia, sobre a história do frasco de vacina do Butantã, alguns estados já manifestaram aí uma queixa dizendo que esse frasco vem com menos doses do que havia sido anunciado na bula. Parece que o Butantã inclusive está querendo mudar a bula. Como é que o senhor vê essa situação agora nesse mês de pandemia? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Flávia, os dois temas serão respondidos pelo Jean Gorinchteyn, por se tratar de temas de saúde, mas eu comento depois também. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: O que nós temos é que essa unidade hospitalar ela foi adequada para o recebimento dos pacientes em fases, até porque, nós estamos nos adaptando principalmente em insumos quando se diz oxigênio, tambores cilindros. E dessa maneira, aliado à questão de recursos humanos, vão sendo aliados e associados de forma gradual. Nessa primeira fase serão 60 leitos até o final do mês. Se nós tivemos uma demanda ainda muito maior, a possibilidade estrutural de abrirmos mais leitos com mais celeridade. Mas essa semana teremos 20 leitos enfermaria, dez leitos de Unidades de Terapia Intensiva. Com relação às doses que estão sendo discutidas, o próprio fabricante, o Butantã, em discussão e liberação com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, determinou que um frasco, tecnicamente, seria possível para dez doses, se adequadamente retirados. Então dessa forma tanto um órgão regulador como a ANVISA, como o Instituto Butantã com a sua importância e significado, trazem no sentido de dar garantia à essa informação. Maiores informações, doutor Dimas Covas poderá também complementar.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Flávia, o Instituto Butantã distribuiu um QR Code para que todos os hospitais, todas as unidades de atendimento, sejam municipais, sejam estaduais, possam com esse QR Code orientar adequadamente os enfermeiros, técnicos de enfermagem a extrair completamente o produto, ou seja, a dose da vacina de forma integral. Isso tem que ser feito com calma e com cuidado, ao fazer com pressa você perde parte do conteúdo, é preciso ter cuidado e atenção. O Butantã distribuiu novas informações, para todos os usuários, sejam os de São Paulo e de outros estados, para que extraiam corretamente o insumo para a sua utilização na plenitude. E está acompanhando, evidentemente, esse processo muito de perto. Assim como a própria ANVISA faz esse acompanhamento. Aliás, é função da ANVISA, e eles têm cumprido isso em comum acordo com o Instituto Butantã. E em relação aqui a esse hospital, ele vai chegar aos 180 leitos conforme previsto, conforme programado, o doutor Jean Gorinchteyn acaba de dizer isso. Agora, estamos fazendo como todo hospital, sobretudo, um hospital dessa dimensão, fazendo em etapas, para poder garantir que todo paciente que vier aqui, seja primário, seja com a recomendação para a intubação, tenha o atendimento primário correto, e tenha o atendimento também de UTI de forma correta. Não há dificuldade nenhuma em relação a recursos humanos, o hospital tem previsão e a organização social tem a nossa autorização para contratação, e já contratou os profissionais para isso. Agora vamos com você, Walace Lara, TV Globo, Globo News.

WALACE LARA, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, secretário. Boa tarde, a todos. Primeiro eu queria agradecer ao companheiro Wil, da Globo News, que me cedeu a oportunidade de fazer a pergunta. Governador, nós estamos tendo uma certa dificuldade para entender a questão da letalidade nas UTIs dos hospitais do estado de São Paulo, isso porque os dados informados por Paulo Meneses, na coletiva do dia 9/4, de que a letalidade no estado é de menos de 30% e pelo menos, 70% dos pacientes tiveram altas, a gente ficou sem entender. Por quê? Porque nós estamos comparando, nós estamos olhando as informações dispostas no SIVEP-Gripe, e lá o dado é um pouco diferente, ele fala em 52% de óbitos e 48% de altas. E aí a gente queria entender, por que a inspeção de leitos de UTI não conseguiu segurar a taxa de letalidade no mesmo patamar de 2020? E por que o governo estadual não divulga publicamente os dados sobre altas e óbitos registrados no censo COVID-19? Essa dúvida é grande, porque é complexa mesmo.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: Bom, todos os dados eles são colocados no censo COVID-19, os óbitos, os casos, para que dessa forma nós possamos inclusive fazer todas as prerrogativas, as métricas que são usadas para o plano São Paulo. Nós temos que entender que quando nós falamos de taxa de letalidade, e hoje nós falamos de taxa de letalidade especialmente em uma população muito mais jovem do que aquela que nós víamos no passado, nós víamos principalmente na primeira onda, pessoas mais idosas. Isso não é o que tem sido visto agora. É uma doença que vem se mostrando mais agressiva, especialmente em jovens, e à medida que esses jovens retardam também a sua procura nas unidades de saúde, até porque, se sentem mais tranquilos por serem jovens, vem em uma condição muito mais grave, e aí sim a letalidade atinge a cifra dos 50%, 52%. Então dessa maneira o estado de São Paulo ele propõe e vem desde todos os momentos, especialmente nessa segunda fase, criando condições de assistir de forma bastante precoce esses pacientes, seja nas unidades de pronto atendimento dos municípios, e também preparando a condição para que com mais leitos nas Unidades de Terapia Intensiva, possamos acolhe-lo e diminuir essas cifras tão elevadas, infelizmente, ainda em todo o país, e São Paulo não é diferente.

WALACE LARA, REPÓRTER: Mas não dá para deixar mais transparente, secretário?

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO DA SAÚDE: A transparência, todos os dados eles são inseridos no censo, e aí eu tenho a clara e nítida informação para que esses números também baseiem tanto o centro de estudo, quanto a Secretaria estadual de Saúde nas estratégias que vão tomar em relação ao plano São Paulo, por exemplo, ou as necessidades de ampliação de números de serviços e leitos de Unidades de Terapia Intensiva.

REPÓRTER: Governador [Ininteligível].

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Vamos lá, não estava previsto, mas vamos lá. Mas só queria complementar, Walace, para você. Se há algo que esse governo preza é transparência, em tudo, especialmente em relação à COVID-19, essa é a coletiva de número 202, são 202 coletivas de imprensa que nós realizamos, não há governo mais transparente no país nesse tema, vacinômetro, informações colocadas online, tempo integral, dia, tarde, noite e madrugada para fornecer informações à imprensa, aos jornalistas, e à opinião pública também. O que não impede, evidentemente, questionamentos, faz parte, aliás, do trabalho dos bons jornalistas questionarem e indagarem, mas quero...

REPÓRTER: [Ininteligível]

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Claro, tudo que é bom pode ser ainda melhor. Portanto, nós compreendemos de maneira positiva a indagação. Mas eu quero aqui fazer a defesa da transparência, se há um governo que adotou como princípio transparência absoluta é o governo de São Paulo, seja nas coletivas, seja nas informações, na clareza da informação aos jornalistas, e à opinião pública, seja também através das mídias digitais, onde diariamente, para não dizer minuto a minuto, e, muitas vezes, são atualizadas as informações. Vacinação, por exemplo, é minuto a minuto, a informação é colocada disponível no vacinômetro. E aí vem a pergunta, e o Governo Federal? Quantas coletivas fez o Governo Federal? Quantas coletivas, quantas informações de transparência fez o Ministério da Saúde? Quantos encontros promoveu o atual quarto ministro da Saúde com os jornalistas? Quantos encontros o Presidente da República se referiu e falou sobre a COVID-19 com a imprensa? A que eu saiba, depois de um ano e três esses de COVID-19, nenhum, zero. E não fazem coletivas, não dispõem de informações, não dão acesso às informações, ao contrário, quando há algum questionamento por parte de jornalistas há sempre uma postura agressiva, para não dizer, muitas vezes, até ofensiva aos jornalistas. O que é muito triste, quando devíamos ter uma liderança feita pelo Governo Federal, uma ordenação do processo da saúde pública, e uma coordenação nacional, nós temos uma descoordenação nacional, um desprezo pela transparência, e ainda hostilidades em relação à imprensa. Vamos então ao Fábio Menegati, da TV Record. Fábio. E aí concluímos. Eu quero dizer aqui que não é por falta de vontade de dar entrevista, é para nós liberarmos o espaço para o funcionamento do hospital, mas, Fábio, por favor.

FÁBIO MENEGATI, REPÓRTER: Sobre aglomerações, governador, nós temos mostrado nessa semana no Jornal da Record, em outros programas, o excesso, a superlotação, sobretudo, em trens e em metrôs. Temos imagens, e eu posso mostrá-las ao senhor, ou encaminhá-las também à sua assessoria. O que o senhor vai fazer, governador, para que isso seja reduzido? Para que as pessoas não enfrentem essa aglomeração no seu dia a dia? São diversos os casos. O que o governo do estado de São Paulo vai fazer para resolver isso aí?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DE SÃO PAULO: Fábio, o problema de transporte público não é um problema de São Paulo, é um problema do Brasil, é um problema da cidade de São Paulo, da cidade do Rio de Janeiro, de Brasília, de Curitiba, de Belo Horizonte, de Porto Alegre, de Recife, de Fortaleza, do Brasil inteiro, não é um tema de São Paulo. E não é um tema só do Brasil, é um tema mundial, os problemas de ocupação de trens, metrôs e ônibus também se repete, em Londres, em Paris, em Barcelona, em Frankfurt, em New York, e outras grandes cidades do mundo. É uma questão que você tem transporte de massa, você não pode imaginar transporte de massa sem a presença de pessoas, e a proximidade entre elas. O que o governo do estado de São Paulo fez, desde março do ano passado, é tornar obrigatório o uso de máscara, obrigatório a utilização de álcool em gel. Os cuidados sanitários em preservação dos ambientes de ônibus, de trens e das unidades de metrô. E continuar a fazê-lo. E estimular também os horários alternativos, comércio, indústria e setor de serviços, como nós já fizemos em todo o estado de São Paulo. E como fez também a prefeitura da capital de São Paulo, com o prefeito Bruno Covas. Isso é o que está ao alcance de ser feito. Você não imagina que nós possamos proibir as pessoas de terem acesso ao transporte público, você não imagina proibir uma pessoa que depende desse transporte para sair ou chegar da sua casa se ela atua dentro de um comércio essencial, por exemplo, que nesse momento na fase vermelha é possível ser operado e estar em funcionamento aqui em São Paulo. Portanto, não é uma questão local, nem uma questão regional, uma questão nacional, que afeta todas as capitais brasileiras em qualquer parte do Brasil. Vamos ter que ter compreensão e pedir as pessoas que usem máscaras, usem álcool em gel, lavem as suas mãos, usem os horários alternativos de embarque para seguir ao trabalho e retornarem às suas casas de acordo com o escalonamento que já foi proposto pelo governo, e que vem sendo obedecido pela maioria das cidades, das 645 cidades aqui do estado de São Paulo. Queria agradecer mais uma vez a presença de todos, nós vamos fazer uma rápida visita ao hospital, infelizmente isso não poderá ser acompanhado por vocês, para evitar aglomerações dentro da unidade hospitalar. Tenho certeza que todos compreenderão, e amanhã estaremos juntos às 12h45min, na coletiva no Palácio dos Bandeirantes, Fábio, e lá poderemos voltar, eu sei que você deve ter mais cinco, seis, sete, oito, nove, de perguntas, e terá a oportunidade de fazer manhã na coletiva. Muito obrigado, boa tarde a todos.