Coletiva - SP cobra Ministério da Saúde após corte de 50% no envio de vacinas da Pfizer 20210408

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Coletiva - SP cobra Ministério da Saúde após corte de 50% no envio de vacinas da Pfizer 20210408

Local: Capital – Data: Agosto 04/08/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom, muito obrigado pela presença dos jornalistas que estão aqui no Palácio dos Bandeirantes, nessa tarde. Obrigado aos cinegrafistas, fotógrafos, equipe técnica. Aos jornalistas que estão virtualmente acompanhando essa coletiva, muito obrigado. Obrigado às emissoras que estão transmitindo também ao vivo aqui da sede do governo do estado de São Paulo. Obrigado a todos que estão aqui nessa bancada frontal, e terão a oportunidade de se manifestar ao longo da coletiva. Obrigado ao Alexandre Frota, nosso deputado Federal, que está aqui. Ao lado do General Campos, nosso secretário de Segurança Pública. Muito obrigado, a todos vocês que se encontram aqui acompanhando também a coletiva, em um ambiente seguro, arejado, todos com máscaras, e todos utilizando álcool em gel. Começamos hoje com uma notícia que vai exigir a atenção do Governo Federal, São Paulo recebeu somente 50% das vacinas do Ministério da Saúde, ontem, e deveria ter recebido a totalidade. O governo de São Paulo recebeu ontem 228 mil doses a menos do previsto, da vacina da Pfizer, aquilo que deveria ter sido entregue ao estado de São Paulo, não foi, um número representa 50% a menos do que o governo do estado de São Paulo tem o direito, regularmente, a receber dentro do Programa Nacional de Imunizações. São Paulo recebe em média 22% do quantitativo das vacinas destinadas ao Brasil, essa quantidade proporcional à sua população, sempre foi assim, esse é o Programa Nacional de Imunizações há mais de 25 anos que funciona assim, e durante todo esse período tem funcionado dessa maneira, e ontem isso foi interrompido. A última remessa de vacinas da Pfizer, a quantidade foi reduzida à metade, sem nenhuma justificativa. A decisão, que como o governador qualifica de uma decisão arbitrária do Ministério da Saúde, representa a quebra do pacto federativo, e o Governo Federal, mantida essa decisão, decidiu punir quem fez o certo, e que foi eficiente na vacinação. Com menos vacinas para São Paulo, vacinas da Pfizer, o Ministério da Saúde compromete o calendário de vacinação de crianças e adolescentes no estado de São Paulo, previsto para começar no dia 18 de agosto. Isso afronta o pacto federativo, afronta o critério de proporcionalidade, afronta o direito igualitário, e afronta o direito à vacina e à proteção de crianças e jovens em São Paulo. Nós vamos mostrar agora aqui na tela para vocês o ofício que encaminhamos nessa manhã, ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, questionando essa decisão, e solicitando a imediata entrega das outras 228 mil doses da vacina da Pfizer, para São Paulo. Aí está o ofício que foi dirigido ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, indagando e questionando o porquê São Paulo recebeu menos vacinas, e não foram menos poucas vacinas, foram menos 228 mil doses da vacina da Pfizer. Espero que o Ministério da Saúde cumpra seu papel como ministro, como cidadão, como médico, e autorize imediatamente a entrega das 228 mil doses faltantes da vacina da Pfizer para o governo do estado de São Paulo distribuir aos municípios do estado, e seguir regularmente a vacinação prevista para crianças e jovens nessa faixa de 17 a 12 anos. O Governo Federal já fez maldades demais com o Brasil, com os brasileiros, e agora quer direcionar uma dose adicional de maldade à São Paulo. Eu espero que isso não se sustente, e que o ministro da Saúde reveja imediatamente essa sua posição, ou a posição do seu ministério, e delibere a entrega imediata das 228 mil outras doses da vacina da Pfizer, que não foram entregues a São Paulo. Segunda informação de hoje, na volta às aulas São Paulo tem 96% dos profissionais da rede estadual de educação vacinados e 60% da adesão dos alunos que retornaram às aulas na última segunda-feira, dia 2 de agosto. Portanto, mais da metade dos alunos da rede estadual, já estão de volta às aulas, dentro dos protocolos de ensino da rede pública estadual. O nosso secretário Rossieli Soares dará mais detalhes a esse respeito. E lembrando que São Paulo foi o primeiro estado do Brasil a vacinar professores e profissionais da educação, e o primeiro estado a retomar às aulas de forma segura, para garantir às crianças e aos jovens o direito de voltarem às aulas, de estudarem, de se alimentarem e estarem protegidos e amparados enquanto seus pais estão trabalhando ou em busca de um emprego. Terceiro tema de hoje é uma boa notícia, São Paulo registra 346 cidades sem nenhum óbito por COVID-19 na última semana, essa é uma informação alentadora, que traz esperança e paz no nosso coração, isso representa mais praticamente 53% das cidades do estado de São Paulo, sem nenhum registro de vítima desde 28 de julho. É a primeira vez que isso acontece desde o início da pandemia no Brasil. Este balanço é superior ao registrado entre 14 e 21 de julho, vocês se lembram, nós tivemos 288 municípios sem novos óbitos, e agora estamos com esse número em 346 municípios, dos 645 do estado de São Paulo, sem nenhum registro de óbito. O Marco Vinholi, nosso secretário de Desenvolvimento Regional falará a esse respeito. Nesse primeiro e grave tema, não se sabe qual a razão, até porque, não há razão para se fazer isso, porque 228 mil doses da vacina da Pfizer não foram entregues a São Paulo ontem, na proporcionalidade com que vinham sendo entregues as vacinas para São Paulo. Quero informar ao ministro Marcelo Queiroga que nós não faremos retaliação com o seu ministério, hoje entregamos 2 milhões de doses da vacina do Butantan para o Ministério da Saúde, para a vacinação de 2 milhões de brasileiros. Continuaremos a entregar a vacina do Butantan dentro dos prazos previstos, aliás, antecipando prazos e cumprindo rigorosamente com o nosso compromisso de entregar a totalidade de 100 milhões de doses da vacina do Butantã até o dia 31 de agosto. Mas, ministro, cumpra também o seu dever de entregar as doses das vacinas, seja AstraZeneca, seja especialmente a vacina da Pfizer nesse momento, aos brasileiros que residem em São Paulo. Sobre esse tema eu vou pedir ao Eduardo Ribeiro, o Eduardo é secretário executivo da Secretaria de Saúde do estado de São Paulo, para falar a respeito. Na sequência, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo. Eduardo.

EDUARDO RIBEIRO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DA SECRETARIA DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia, governador. Bom dia, a todos. Governador, nos cabe então trazer e revelar a todos, essa importante informação que surpreendeu o governo do estado de São Paulo e a Secretaria de Saúde nessa madrugada. O estado de São Paulo recebe desde o início do programa de imunização mais de 20% do quantitativo encaminhado em cada um dos envios do Ministério da Saúde aos estados. Nessa madrugada, de forma intempestiva, não pactuada, não avisada, nós nos surpreendemos com o recebimento de metade do total esperado das vacinas da Pfizer para o estado de São Paulo, isso significa que, pelo menos, 228 mil pessoas poderão ter a sua imunização postergada por essa medida que reputo absolutamente inadequada por parte do Ministério da Saúde. Lembrando que essa ação pune não o governo do estado de São Paulo, mas sim a sua população, todos os brasileiros de São Paulo contam com o envio de vacinas por parte do Ministério da Saúde para serem plenamente imunizados. Então 228 mil pessoas podem ter a sua imunização postergada por conta dessa medida do ministério, a não ser que ele, conforme esperamos, adote imediatamente a reversão dessa decisão e abasteça ainda hoje o estado de São Paulo com, pelo menos, 228 mil doses da vacina da Pfizer, de forma que o PEI - Programa Estadual de Imunização, e, sobretudo, os brasileiros de São Paulo, não sejam prejudicados por essa medida. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduardo. Ainda sobre essa denúncia, Jean Gorinchteyn, médico infectologista e secretário da Saúde do estado de São Paulo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. O Programa Nacional de Imunizações, seguido de uma forma ética e planejada pelo governo do estado de São Paulo, sempre delimitando o faseamento, fazendo com que dessa forma todas as prerrogativas sejam absolutamente seguidas no sentido da proteção da vida. Com essa organização o estado de São Paulo não pode e não poderia ter sido surpreendido por uma medida tão descabida, que compromete a aquisição de 230 mil doses da vacina, que são o representativo da proteção à vida. São 230 mil pessoas que passam a deixar de serem imunizadas no momento tão importante da pandemia. Dessa forma o governo de estado não concorda com essa medida abusiva que foi tomada, pede, portanto, para que o ministério não apenas repense, reveja essa medida, como envie de forma imediata para que nós possamos dar continuidade ao nosso programa de imunização aqui no estado, fazendo com que a proteção à vida seja o maior marco, não tenhamos aqui nenhuma discussão ou prerrogativa política, aqui nós precisamos fazer ciência e proteção, e a vacinação, e as medidas provisórias aqui sim são respeitadas. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean Gorinchteyn. Ainda nesse tema vou pedir a manifestação do João Gabbardo. O João Gabbardo foi secretário executivo do Ministério da Saúde, na gestão Mandetta, um profissional de saúde que foi secretário de Saúde do seu estado, Rio Grande do Sul, a larga experiência na vida pública, na área de saúde. E é a primeira vez que todos nós, ele, eu, Jean Gorinchteyn, Eduardo, todos, é a primeira vez que identificamos um fato dessa natureza na história do SUS, um estado diante de um programa de imunização, e nesse caso, gravíssimo de pandemia, não recebe as doses proporcionais que lhe cabem para a vacinação da sua população. João Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. É muito preocupante isso que ocorreu, realmente, porque o planejamento da imunização ele obviamente que depende da manutenção dos critérios que estão sendo utilizados, e nós precisamos que o recebimento das vacinas seja mantido da forma como vem sendo realizado desde o início, para que a gente possa manter o nosso cronograma. O estado de São Paulo conseguiu fazer uma aceleração, aumentar a velocidade da imunização em função do esforço de todos os municípios do estado de São Paulo, e também porque o estado fez uma aquisição de vacinas diretamente da Sinovac, que possibilitou esse aumento das pessoas sendo vacinadas. Eu espero que isso tenha sido algum engano do Ministério da Saúde, que possa ser corrigido, e que possa ser aí o mais rápido possível enviado para o estado de São Paulo. O centro de contingência vê isso com muita preocupação, porque toda flexibilização está baseada no cronograma de imunização. Então nós temos flexibilizações previstas a partir do dia 17 de agosto, nós temos flexibilizações previstas a partir do final de outubro, no início de novembro, baseado exatamente em um processo de imunização com a primeira dose à toda população de São Paulo, e no segundo momento a flexibilização depois de termos a população vacinada com a segunda dose. Então é fundamental a manutenção dos critérios utilizados, para que a gente possa manter todo o nosso cronograma e todo o nosso planejamento. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, João Gabbardo. O João Gabbardo é o nosso coordenador executivo com centro de contingência do COVID-19. Eu vou pedir também uma palavra do nosso coordenador do centro de contingência, doutor Paulo Meneses, que está ao lado do Gabbardo, sobre esse tema que nos surpreendeu com a falta de vacinas que deveriam ser entregues a São Paulo, para iniciarmos a vacinação de adolescentes nessa faixa de 17 a 12 anos. Lembrando que nós não podemos comprar vacinas da Pfizer pelo contrato que a Pfizer assinou com o Governo Federal, porque se pudéssemos, a nossa decisão aqui imediatamente era comprar vacinas para atender a população de jovens de São Paulo, independentemente da maldade que o Governo Federal tensiona a fazer com São Paulo. Doutor Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Muito obrigado, governador. Boa tarde, a todos. Essa realmente é uma notícia extremamente preocupante, do ponto de vista da saúde, além de todas as questões já colocadas, eu quero reforçar a importância de nós continuarmos avançando não só completando a primeira dose de todas as pessoas com 18 anos ou mais nos próximos dias, como também da segunda dose de todas as vacinas que requerem segunda dose o mais rápido possível. E frente à uma situação que nós já temos aqui no país, de uma variante também muito transmissível que começa a nos trazer bastante preocupação, essa é mais uma razão para que tenhamos essas vacinas, esse quantitativo imediatamente, para que nós possamos continuar na proteção da nossa população, na proteção das vidas dos brasileiros de São Paulo. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Paulo Menezes. Antes de prosseguir eu queria agradecer à transmissão ao vivo nesse momento, da TV Cultura, a TV Band News e a Record News, que estão nos transmitindo ao vivo, assim como o Portal Terra, o Portal Estadão, o Portal UOL, o Diário de Mogi, e a Cidade ON, todos nos seus respectivos sites transmitindo ao vivo essa coletiva. Muito obrigado, a todos. Nós vamos agora ouvir o Rossieli Soares, secretário de Educação do estado de São Paulo, sobre a volta às aulas, e o que está representando a vacinação feita nos profissionais da educação da rede estadual de ensino, e também a volta serena, equilibrada e cuidadosa dos alunos de volta às suas respectivas escolas. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO: Obrigado, governador. Boa tarde, a todos. É um prazer estar aqui e falar dessa volta, dessa etapa que nós estamos passando. Lembrando que o estado tem feito investimentos importantes no Projeto Escola Mais Bonita, são R$ 744 milhões já empenhados em reformas e recuperações de escolas. Com o PDDE de São Paulo nós mandamos R$ 1,5 bilhão já para as nossas escolas, que também incluem melhorias de infraestrutura, como a reforma de todos os banheiros, por exemplo. O Conecta Educação, com equipamentos, tecnologia, aquisição de equipamentos, melhoria na velocidade de internet. O Bolsa do Povo, que tem sido um grande sucesso, governador, uma iniciativa muito importante aqui do estado de São Paulo, nós temos 20 mil vagas para pais e mães, e tivemos 73 mil inscritos, inscrição foi até dia 31 de julho agora, e 73 mil inscritos. Nós estamos começando a fazer a seleção agora, as escolas hoje começam inclusive as entrevistas, e a partir do dia 16 eles já devem estar atuando nas nossas escolas. Lembrando que a gente está priorizando as pessoas que mais precisam, das próprias comunidades escolares. Obviamente com muito protocolo sanitário, a vacinação dos profissionais da educação, que foi fundamental para que nós pudéssemos avançar ainda mais aqui no estado de São Paulo. A comunicação para que todos contribuam nesse processo de retorno, e obviamente o acolhimento, não é somente voltar e no primeiro dia já falar de determinados conteúdos, que são importantes, do desenvolvimento cognitivo, mas é sim falar de acolhimento, de tudo que as crianças passaram, na importância desse momento da volta. Falando um pouquinho então para mitigar justamente uma série de necessidades que nós temos, mitigar o impacto dessa pandemia nas famílias, em algumas famílias de estudantes que precisam tanto, a Secretaria de Educação de São Paulo, o governo do estado de São Paulo está contratando 20 mil pais, como disse, que vão trabalhar para garantir o cumprimento dos protocolos sanitários, o fortalecimento do engajamento da comunidade, o vínculo com esses alunos na busca ativa, com estratégias, e obviamente apoiando especialmente as famílias mais vulneráveis. Aqui nós temos algumas imagens de aulas presenciais desse segundo semestre, que fora um percentual importante. Nós fizemos uma pesquisa, inclusive, 80% dos pais manifestaram interesse no retorno, e 60% já passaram pelas nossas escolas nesses primeiros dias. Aqui nós temos, por exemplo, o Dom Agnelo Cardeal, onde nós tivemos a coletiva, na Saturnino Leon, inclusive com alunos, pessoas com deficiência já retornando. E aqui também na Agnelo Cardeal. Temos algumas imagens aqui, por exemplo, também mesmo com o retorno presencial, nossas salas de aula estão equipadas agora, com equipamentos que podem fazer tanto a transmissão da própria sala de aula para os alunos que não estão, como aqui na imagem central, isso é importante. Todas as nossas salas de aula terão o equipamento para poder fazer e receber a transmissão. Isso é um grande passo. Aqui a foto de um dos banheiros de uma escola. E obviamente também utilizando os outros espaços da escola, como ali na Senador Alexandre, para os alunos que ainda estão em processo de fazer atividades, alguma atividade atrasada, também estão utilizando os espaços da escola. Aqui são mais algumas imagens, é muito emocionante ver os alunos de volta nas salas de aula, ver os nossos professores, a educação de jovens e adultos, tudo isso retornando. E a alimentação, governador, destacar aqui na Dom Agnelo também, a imagem da alimentação que é tão importante para os nossos estudantes. Falando disso, para chegarmos aqui, o governador João Doria teve a coragem de fazer a vacinação dos nossos profissionais da educação desde o dia 10 de abril, 96% dos nossos profissionais da educação da rede estadual já estão vacinados com a primeira dose, desde o dia 10 de abril, cerca de 238 mil pessoas da nossa rede, por exemplo, 44% deles já imunizados com as duas doses, ou no caso com a dose única para aqueles que tomaram com a Janssen agora recentemente. Grande parte daqueles que foram imunizados com as duas doses são aqueles que tomaram a vacina da Coronavac lá no dia 10 de abril. Nós estamos usando o termo imunizados, obviamente, e não segundo dose, porque nós temos alguns que não tem a segunda dose, e já estarão imunizados com a primeira. Mas aqui só para entender, dentro das etapas que nós organizamos, no dia 10 de abril, do público esperado, 97% já foi imunizado com a primeira dose, e 83% com a segunda, e 97% de todas as redes aqui do lado direito, 97% também, aqui inclui rede municipais, redes privadas e tudo mais. Como podem ver, é um percentual bastante importante, aqui aqueles que foram vacinados entre 9 de junho, 11 de junho, que são as pessoas de 18 a 44 anos, 45 a 46 anos, obviamente terão a segunda dose completadas agora quando tivermos próximos do início de setembro, é aonde a gente vai estar chegando também com a segunda dose. Governador, só fazer um alerta, nós temos 38 mil profissionais, apenas 4%, mas é importante destacar que esses que não se vacinaram com nenhuma dose, que procurem, que façam, que tomem a vacina, porque é fundamental. E eles não estão dispensados pelo fato de não tomar a vacina, os profissionais mesmo com comorbidades, se tomou a decisão de não tomar a vacina, deverá voltar sim ao trabalho, exceto se ele fizer parte de algum grupo de risco que não pode ser vacinado por alguma prescrição médica, obviamente se houver essa exceção, que é muito rara. Mas é importante fazer esse destaque, governador, para que as pessoas procurem tomar da vacina. E um passo muito importante, destacar aqui algo que o governo do estado de São Paulo, com nosso governador João Doria, tomou uma decisão importante, inclusive já antecipando, era no dia 23 de agosto, já foi antecipado para o dia 18 de agosto, que a vacinação dos nossos jovens adolescentes com comorbidades, ou com algum tipo de vulnerabilidade maior, como as meninas adolescentes entre 12 e 17 anos grávidas, pessoas com deficiência, com essa idade, ou obviamente com as próprias comorbidades. Então no dia 18 de agosto, daqui a alguns dias, nós começamos a vacinação dos adolescentes no estado de São Paulo. E depois do dia 30 de agosto, portanto, esse público vai ser atendido até o dia 29, no dia 30 de agosto nós começamos a atender 15 e 17 anos, e 6 de setembro, de 12 a 14 anos, geral, serão 2,770 milhões de jovens e crianças aí nessa faixa etária vacinados. Esse é um passo muito importante que está sendo dado para que a gente possa avançar ainda mais na volta à normalidade das nossas escolas. Essa semana foi um dia de muita emoção no retorno às aulas, novamente, destacando que São Paulo desde o dia 8 de setembro tem buscado fazer um esforço de retorno, de trazer os jovens especialmente os que mais precisam, e a gente vai continuar avançando, porque a educação é prioridade no estado de São Paulo. Muito obrigado, e uma boa tarde, a todos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli Soares, nosso secretário da Educação. Agora vamos para a boa notícia, que eu mencionei aqui no lead, são 346 cidades sem óbitos por COVID-19 no estado de São Paulo, em uma semana, até 28 de julho. É o melhor resultado desde o início dessa segunda onda da pandemia. E os bons resultados serão comentados agora pelo Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional do estado de São Paulo. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Boa tarde, a todos. O governador João Doria citava a atualização dos números aqui do estado de São Paulo, em que recebemos uma ampla melhora do cenário em todas as regiões do nosso estado. Graças à imunização feita e liderada pelo governador João Doria, esses números já impactam de forma positiva todas as cidades de São Paulo com melhora nos seus indicadores, especialmente 346 cidades de São Paulo, representando 53% dos municípios, sendo elas municípios pequenos, médios e grandes, sem óbitos por COVID-19 ao longo dessa última semana epidemiológica. Essa queda também se dá nas internações, se nós tínhamos no dia 4/4 8 mil pessoas internadas, cerca de 8 mil, no 4/6 5.207 mil pessoas, e agora chegando no dia 4/8, com 2.428 mil pessoas. Portanto, uma redução de 2,1% por dia nas internações aqui no estado de São Paulo nesse momento, representando uma ampla melhora por conta da imunização e da resolução das internações. E a gente verifica também, o doutor Jean vai mostrar daqui a pouco, há uma redução no número de pessoas ocupando leitos de UTI no estado de São Paulo, nós estamos com a melhor taxa do ano, 48%, se a gente puxar para a taxa do dia, nós já atingimos 46%. Portanto, uma melhora muito significativa que se dá ainda de forma mais intensa nas regiões da grande São Paulo, que chega em 44% da ocupação de leitos de UTI. Na região da Baixada Santista, que chega nesse momento a 30%, e a melhor região do estado nesse momento, o Vale do Ribeira, com 28% na ocupação de leitos de UTI. Esses números podem gerar para a gente, evidentemente, que uma melhora muito significativa em todo o sistema de saúde, seguimos imunizando em conjunto como os municípios do estado de São Paulo, cientes da responsabilidade das cidades de terem regras sempre que necessário complementares, mas colhendo bons frutos, graças à imunização liderada pelo governador João Doria aqui no estado de São Paulo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Vinholi, muito obrigado. Nós vamos agora retornar com o Jean Gorinchteyn, com os dados da saúde, os dados atualizados, essa é a última intervenção antes do início das perguntas dos jornalistas. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Governador, os índices da saúde diariamente vêm em melhora, e isso se deve à progressiva imunização da nossa população, mesmo que nós estejamos atuantes no plano São Paulo, ampliando horários, serviços, taxas de ocupação, estamos caindo no número de internações, no número de mortes, como foi bem dito aqui, 53% dos municípios, 346 municípios, portanto, sequer apresentaram óbitos. Isso se deve à ampla progressão na vacinação, que é um compromisso do governador João Doria, e é um compromisso do estado de São Paulo para garantir a vida. Temos aqui no estado de São Paulo, governador, 47,57% de ocupação dos nossos leitos, índices esses que só eram vistos no ano passado, já em descenso amplo da pandemia, daquela primeira fase da pandemia. Na grande São Paulo, 43,47%, temos hoje internados 5.164 mil pacientes. E lembrando que a enfermaria, que era praticamente três vezes o número de pacientes internados em UTI, hoje tem números até menores. Portanto, estamos internando menos pacientes até de formas menos graves, e também pacientes de formas graves estão sendo menos acolhidos. Portanto, é a vacinação que impacta. Temos uma regressão do número de casos no comparativo da semana epidemiológica 30, em relação à vigésima nona, de 0,9%. O número de internações, uma queda expressiva de 14% e número de óbitos de 26,9%. Portanto, estamos com as nossas evoluções de melhora significativa. Vamos reforçar que as internações são dados de ontem, de 24 horas. Mostram o quanto nós estamos tendo controle na pandemia no nosso estado. Próximo, por favor. Se nós avaliarmos as internações, tivemos uma queda acentuada nessas sete semanas, foram sete semanas seguidas de quedas nessas internações, 16,4% a menos de pacientes internados, se nós compararmos o primeiro pico da primeira onda, no ano de 2020. A taxa de ocupação de leitos foi a menor taxa de ocupação que tivemos, desde o início do ano passado, 47,57%, na ocupação da UTI Covid. E número de óbitos, uma queda de 26,9% no número de mortes na última semana epidemiológica, em comparação com a semana anterior. E se nós formos olhar a queda que houve das mortes, comparada ao pico da segunda onda, isso chega a quase 70%. Portanto, estamos progredindo com responsabilidade, estamos vacinando mais, por isso que nós não podemos interromper de forma alguma o processo de proteção à vida, que é o compromisso do governo do estado de São Paulo. Obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Jean Gorinchteyn. Aí, concluímos assim as intervenções. Agora, temos várias perguntas aqui programadas, dos seguintes veículos de comunicação, que fizeram as suas inscrições, começando com a Rádio e TV Bandeirantes e BandNews, na sequência com a Bloomberg, logo após a Rede Família, o Portal Metrópoles, a TV Cultura e a TV Globo, GloboNews. Começamos então com a Maira Di Giaimo, da Rádio e TV Bandeirantes e BandNews também. Maira, boa tarde, bem-vinda, sua pergunta, por favor.

MAIRA DI GIAMO, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu queria perguntar sobre o passaporte da imunidade, que alguns países adotaram. Nova Iorque anunciou há pouco tempo, que é ali um comprovante da vacinação pra você entrar em restaurantes, cinemas, eventos. Então, eu queria saber se o governo do estado pretende fazer isso, a opinião do Centro de Contingência, o que já está certo que a gente vai ter em relação a essa exigência, e quando deve acontecer. E eu sei que é uma pergunta só, mas só pra deixar claro, que eu não entendi muito bem. O Ministério da Saúde não respondeu, foi isso? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maira. Eu vou pedir uma dupla resposta, começando com o Centro de Contingência, na primeira parte da sua pergunta, com o Dr. Paulo Menezes, e em relação ao Ministério da Saúde, a isso que nós acabamos de denunciar aqui, com o secretário Jean Gorinchteyn. Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Maira, em relação ao chamado passaporte, nós estamos discutindo como fazer e quando implantar, porque hoje a situação é de que, com os protocolos vigentes, nos estabelecimentos, nós conseguimos manter uma situação de bastante segurança sanitária e, de fato, isso tem sido acompanhado com esses números cada vez melhores, que foram aqui apresentados. Então, a questão do passaporte, ela se coloca para um momento posterior, nos próximos meses. Estamos amadurecendo como lidar com isso, inclusive como efetivar se for o caso. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. Paulo Menezes. Agora, Dr. Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, na complementação da pergunta da Maira Di Giaimo, da TV Bandeirantes.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Tão logo nós recebemos a informação desse quantitativo, menor em 50% do quantitativo de vacinas da Pfizer para a nossa população do estado de São Paulo, endereçamos um ofício ao Ministério da Saúde, em nome do ministro Marcelo Queiroga, no sentido de, em 24 horas, fazer o repositório dessas doses, para que nós possamos dar continuidade ao processo de vacinação aqui no estado. Isso compromete sobremaneira quase 230 mil pessoas. Nós não podemos aceitar tal medida que corrompe o sentido maior de proteção da vida, que é a vacinação, que é um pleito que sempre discutimos no Sistema Único de Saúde, e que sempre foi garantido na sua universalidade para a proteção do Sistema Único de Saúde, de forma tão democrática. Isto não é democrático.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Maira, obrigado pelas perguntas. Vamos agora ao André Romani, da Bloomberg. André, você já está em tela, boa tarde, sua pergunta, por favor.

ANDRÉ ROMANI, REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde, secretários. Tanto o Dr. Gabardo como o Dr. Jean disseram que essa entrega a menos de dose afeta o planejamento. Eu só queria entender, enfim, se as flexibilizações já anunciadas, elas ainda são mantidas, e se o calendário de vacinação, se existe alguma projeção do quanto ele pode ser adiado. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, André. Vou pedir à Dra. Regiane de Paula, que é a coordenadora do PEI, Programa Estadual de Imunização, para responder à sua pergunta. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Boa tarde, governador, boa tarde a todos e todas. Novamente eu vou reiterar aquilo que já foi dito por todos, o governador, Dr. Eduardo, Dr. Jean. Que, nesse momento, a gente não aguardava que isso acontecesse, não é algo que estava previsto e não poderia ter sido feito da forma com que foi feito. Então sim, se nós tivermos algum problema, e isso se repetir, o que a gente espera que não aconteça, e espera, sim, que nas 24 horas o quantitativo de doses seja enviado novamente ao estado de São Paulo, as 228 mil, 50% do quantitativo que é devido à cota do estado de São Paulo, de acordo com o IBGE 2020. Foi aquilo que sempre aconteceu em todos os informes técnicos, em todos os envios do Ministério da Saúde para o Programa Estadual de Imunização, Secretaria de Estado da Saúde. A gente espera que nada ocorra, mas isso pode, sim, comprometer, principalmente o calendário de adolescentes, uma vez que hoje eu só posso trabalhar com a vacina da Pfizer. Então, é muito importante que o Ministério retome a sua grade para o estado de São Paulo e o envio das doses, para que a gente possa fazer então o início dos adolescentes no estado de São Paulo. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Muito obrigado, André, pela sua participação. Se puder... Perdão?

ANDRÉ ROMANI, REPÓRTER: Não, só sobre as flexibilizações, se tem alguma coisa, se enfim, vão manter, se elas estão mantidas agora. Só pra esclarecer.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Isso foi mencionado, perdão, André, isso foi mencionado logo na abertura. Vamos manter o programa de flexibilização exatamente como ele está previsto. Mas, ao longo da coletiva, talvez tenhamos oportunidade de expor ainda mais detalhes sobre isso. Obrigado, André. Continue aqui ligado conosco. Vamos agora, da Rede Família e da TV Família, com a Juliana de Paula. Juliana, bem-vinda. Acho que é a primeira vez que você participa da coletiva aqui presencialmente, não?

JULIANA DE PAULA, REPÓRTER: Presencialmente, sim, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Então, eu sei que virtualmente você já participou de várias, mas presencialmente é a primeira vez. Bem-vinda, boa tarde, sua pergunta por favor.

JULIANA DE PAULA, REPÓRTER: Exato. Muito obrigada, boa tarde. Bom, em relação ainda à questão da flexibilização, governador, eu sei que já citou bastante, mas um ponto que chama a atenção, inclusive anunciado em vários portais no dia de hoje é em relação à variante delta, especialmente na capital paulista, alguns casos que foram confirmados. A minha pergunta é: o senhor anunciou inclusive há alguns dias a expectativa da retomada segura. Essa situação da variante altera em alguma coisa esse calendário, essa expectativa? O que o senhor poderia nos informar em relação a isso?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Juliana, eu começo a responder, depois vou pedir mais uma vez a intervenção do nosso Jean Gorinchteyn, de forma breve, e também vou pedir para o nosso Dimas Covas, que aqui está, um especialista em variantes, um especialista em vacinas também. A variante delta ou qualquer outra variante, a melhor forma de você conter é imunizar a população, é fazer a imunização completa, dar as duas doses de quem precisa tomar as duas doses e ampliar e agilizar a imunização, o que São Paulo está fazendo e espera continuar a fazer, apesar desta medida que nos surpreendeu ontem, e eu tenho certeza que o Ministério da Saúde fará a revisão disso imediatamente. É vacinar, vacinar e vacinar, seja em São Paulo, seja em qualquer outra parte do Brasil. É dessa forma, Juliana, que nós vamos conter qualquer evolução da variante delta ou alguma outra nova variante que possa surgir. Imunizar a população é proteger a população de qualquer variante, inclusive a delta. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Todos os dados da saúde estão mostrando que a vacinação e a obrigatoriedade do uso da máscara têm sido efetivas na proteção das pessoas, tanto no seu adoecimento, adoecimento mais grave, no risco de mortalidade. Portanto, é isso que nós esperamos da vacina e é isso que fazemos em relação à proteção e obrigatoriedade, por decreto do governador, para a utilização das máscaras. É exatamente essa conjunção desses dois itens, vacinação e máscara, que irá proteger e continuará protegendo a nossa população. Todos os países que tiveram recrudescência do número de casos pela variante tiraram a máscara, vacinaram mas tiraram a máscara. Aqui, nós não faremos isso, continuaremos mantendo o nosso calendário de flexibilização, sempre com respeito, sempre com responsabilidade.

JULIANA DE PAULA, REPÓRTER: Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Ainda no tema da variante, vou pedir a manifestação do Dr. Dimas Covas, presidente do Butantan.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Juliana, todas as variantes preocupam. O estado de São Paulo é, dentre os estados brasileiros, o que está mais preparado para fazer a identificação das variantes. Existe uma rede estadual de alerta para as variantes, e nós estamos trabalhando com a genotipagem, quer dizer, o teste genético das variantes, de pelo menos 5% a 6% de todas as amostras positivas que são identificadas na rede de testes do estado de São Paulo. Nesse momento, a variante delta, ela é um número ainda muito pequeno, em torno de 0,6% de todas as variantes. Obviamente que existe uma preocupação, porque ela é uma variante que tem uma velocidade de disseminação maior, e os dados do Rio de Janeiro, por exemplo, preocupam. Foi anunciado ainda essa semana de que, no município do Rio de Janeiro, 45% dos novos casos têm sido atribuídos à variante delta. Isso não acontece aqui no estado de São Paulo. E inclusive hoje nós tivemos a oportunidade, o governador hoje de manhã, no Butantan, nós entregamos um laboratório móvel de sequenciamento, um laboratório que tem a capacidade de produção de 300 exames de genotipagem por dia. E esse laboratório está se deslocando para a cidade de Aparecida, exatamente para estudar ali a incidência dessas variantes naquela região, porque primeiro uma região muito próxima ao Rio de Janeiro, e a cidade de Aparecida é uma cidade que recebe um fluxo grande de pessoas, vindas do Rio de Janeiro. Então, nós estamos fazendo exatamente o acompanhamento da evolução dessa variante, para que as medidas aí sejam tomadas, se for necessário. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Juliana, muito obrigado. Continue, nas próximas vezes, venha, será sempre muito bem recebida aqui. Vamos agora à Indara Freitas, do Portal Metrópoles. A Indara, eu quero testemunhar aqui, ela acorda acho que às 6h da manhã, porque hoje às 8h da manhã ela já estava a postos lá no Butantan. Se tem coletiva no almoço, ela está presente, se tem coletiva às 10h da noite, ela está presente. Ela é das minhas, dorme pouco e trabalha muito. Indara, boa tarde, sua pergunta, por favor.

INDARA FREITAS, REPÓRTER: Boa tarde a todos. Eu queria perguntar, se não chegarem as doses da Pfizer, se está, de alguma forma, comprometendo a vacinação da segunda dose das gestantes e puérperas, ou se essas doses já estavam garantidas. E uma segunda pergunta, se me permitem, é se há previsão para a volta às aulas ser obrigatória, a volta às aulas presencial. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok, Indara. Vamos então com a Regiane de Paula, na primeira pergunta, e na sequência com o Rossieli Soares.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Indara, quando nós anunciamos a vacinação das gestantes e também anunciamos aqui que haveria uma intercambialidade para aquelas gestantes que tomaram a vacina da AstraZeneca, e depois tomariam a vacina da Pfizer, todo o cuidado foi feito para que a gente tenha essas doses, e essas doses estão garantidas para estas gestantes. Então, os municípios já receberam inclusive a dose da Pfizer para concluir essa etapa de vacinação de segunda dose das gestantes em período oportuno. Então, não, não comprometerá. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO: Indara, obrigado pela pergunta. Indara, nós vamos acompanhar todos os dados, agora nesse retorno, até metade de agosto, até próximo do dia 20 de agosto. Aí, junto com o Centro de Contingência, com nossa comissão médica, vamos avaliar a possibilidade de darmos esse passo. Mas então, lá pelo dia 20 de agosto, a gente deve voltar. Estamos avaliando a possibilidade para, em algum momento, talvez em setembro, já conseguir dar esse passo, mas como a gente voltou nessa segunda-feira, a gente quer acompanhar como serão as duas próximas semanas, pelo menos, pra gente poder dar um próximo passo, que, obviamente, a gente deseja muito, queremos muito, mas vamos fazer isso com segurança.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok, obrigado, Rossieli. Indara, muito obrigado. Agora, eu vou convidar uma outra colega sua, que também acorda cedo, dorme tarde, estava hoje de manhã lá no frio matinal, no Instituto Butantan, na entrega das duas milhões de doses de vacina, e fica de manhã de tarde de noite, de madrugada. Maria Manso, da TV Cultura. Maria.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Olá. Olá a todos. Depois de última coletiva, na semana passada, quando foi anunciado que a partir do dia 17 de agosto vai ser permitido 100% de ocupação em comércio, bares, restaurantes, todo mundo entrou num clima de 'liberou geral'. Eu acho que a gente precisa esclarecer o que, de fato, vai ser liberado a partir do dia 17, principalmente em relação a grandes eventos, por favor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, obrigado pela pergunta. Importantíssima. Todas as perguntas são importantes, mas essa é importantíssima porque permite um esclarecimento. Eu começo a responder e passo para a Patrícia Ellen, que está aqui ao meu lado, que integra este programa dominado Plano São Paulo, e fará uma resposta coleta, mas eu quero deixar bem claro, não liberamos geral. Não há liberação geral a partir do dia 17 de agosto. Há uma liberação gradual, segura, com protocolos, não é liberação geral. É importante que a população tenha consciência disso. Nós ainda estamos enfrentando a pandemia, ainda estamos no processo de imunização, de forma acelerada, mas ainda não fizemos a imunização de 90% de população, é preciso ter cuidado. Mas, também, os índices de casos, ocupação de leitos e ocupação de leitos de UTI e também de óbitos, vêm caindo e vêm caindo felizmente, sensivelmente, o que nos permite flexibilizar, porém, de forma segura e cuidadosa. É sobre isso que a Patrícia vai falar neste momento. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Muito obrigada, governador. Eu vou aproveitar para pedir um apoio com dois slides, porque eu acho que essa pergunta é bem importante. Como o governador disse, é um momento de retomada, sim, mas retomada segura. É a esperança com responsabilidade. São Paulo tem sido uma referência para o Brasil e nesse tema, inclusive, para o mundo, porque nós temos visto que alguns lugares se precipitaram e tiveram que retroceder. Um exemplo foi, inclusive, um festival que aconteceu agora grande, em Chicago, o Lollapalooza, elas iniciaram o evento sem obrigatoriedade de uso de máscaras, perceberam que não iria funcionar assim e mudaram o protocolo no meio do evento. Então, imagine a confusão, no segundo de evento explicar para as pessoas que a partir daquele momento era obrigatório o uso de máscaras. Então, São Paulo está sempre danados passos para frente, com cuidado, com responsabilidade. Então, a partir do dia 17 de agosto nós temos um grande salto, dia 16 de agosto é o dia da esperança, onde nós vamos alcançar 100% da população adulta do nosso estado com acesso à primeira dose da vacina. Lembrando que hoje nós temos quase um terço da população do estado também com o esquema vacinação completo e isso é muito mais que muitos países que iniciaram a vacinação antes de nós. O governador João Doria lutou para ter vacina, e agora para acelerar essa vacinação, por isso que essa discussão sobre a Pfizer aqui é também tão importante. Nós precisamos avançar para seguir nessa retomada segura. Então, o que nós temos a partir de 17 de agosto? Toda a população com acesso à primeira dose, e com isso eventos sociais, corporativos, culturais e esportivos, eles passam a ser permitidos em um modelo onde não há restrição de ocupação, mas permanece, Maria, a restrição de distanciamento. Então, a cálculo de ocupação precisa ser realizado, porque não pode haver aglomeração e o pessoas precisam estar distanciadas. O uso obrigatório de máscaras permanece, o distanciamento de um metro, respeito aos protocolos e eu vou até falar o que não é permitido para ficar mais claro. Todos os eventos que geraram aglomerações não estão liberados, ou mesmo risco de aglomerações, estão: Shows com público em pé, torcidas, e pistas de dança não estão liberadas a partir do dia 17 de agosto, porque eles têm um risco elevado de aglomeração e nós não teremos um percentual adequado da população com esquema vacinal completo. Então, esse é o motivo. O demais está permitido. O demando salto no dia 17 de agosto, inclusive, é a retirada da restrição de horário, porque isso vai permitir que restaurantes funcionem, que eventos sociais sejam planejados, que as pessoas possam celebrar, que os donos desses tipos de estabelecimentos possam ter o planejamento de seus negócios, mas com segurança. Na próxima etapa, para esclarecer mais ainda, porque todos estão pedindo planejamento, que é o que o governador tem se comprometido. A partir do dia 1 de novembro, nós teremos o segundo marco muito importante, que é 100% dos adultos aqui do nosso estado terão acesso a esse esquema vacinal completo. E a meta é alcançar pelo menos 90% da população do estado com esse esquema vacinal completo. A meta anterior é a mesma porque infelizmente a gente nunca alcança 100%, e todos os modelos internacionais colocam como recomendação esses cortes que nós estamos utilizando. Então, a partir do dia 1 de novembro terá permitido eventos com controle de público, mas que possam ter pessoas em pé e pistas de dança, lembrando que o distanciamento e o uso de máscaras continuam obrigatórios. Até que se tenha uma informação diferente, nós seguimos trabalhando com os eventos?modelo, com acompanhamento científico, mas é muito importante, o governador foi inovador aqui no Brasil, no momento, inclusive, de teve críticas sobre o uso de máscaras, e vimos que foi a decisão mais acertada que nós tivemos, porque se precipitou no mundo agora está preciso antiguidade retroceder. Então, daremos grandes passos nessa retomada, mas de forma segura para toda a população. E obrigada pela pergunta, Maria, nós vamos compartilhar essas duas páginas também com todos os organizadores de eventos para que possam se planejar também e ter uma resposta clara para seus clientes, e isso também vai acompanhar o nosso decreto, que passou a regulamentar as atividades a partir do dia 17 de agosto. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Patrícia, obrigado. Obrigado também, Maria Manso. Eu acho tão importante que a sua resposta, que eu vou tomar a liberdade, pedir ao nosso pessoal da técnica que está aqui, agradecendo também pelo apoio, para colocar os dois slides que foram exibidos aqui, o primeiro e o segundo, teve um outro antes. Isso, para que os meus colegas cinegrafistas puderem sintonizar, para que em casa as pessoas possam fotografar com os seus celulares. Isso é muito importante, porque há muita dúvida, realmente, como colocou a jornalista Maria Manso, do liberou geral. Não liberou geral. Então, com as informações que constam aqui, é mais fácil a pessoa no seu celular, ela olha, lê e ela sabe, ela compartilha também, isso evita dúvidas, evita enganos, e, evidentemente, descumprimento das regras. E agora vamos ao segundo slide, pronto. Isso é a partir de 1 de novembro. Sempre aqui nós trabalhamos... sempre que possível, evidentemente, com previsibilidade. São empregos, são milhares de pessoas que dependo em desses negócios ligados a eventos, shows, os times de futebol, a Federação Paulista de Futebol, outras torcidas de outros esportes. Então, com isso nós temos uma informação clara que vale a partir do dia 1 de novembro. Pronto. Muito obrigado. Maria, mais uma vez grato. Vamos agora à última pergunta de hoje. É Daniella Gemignani, da TV Globo, Globo News. Daniela, muito obrigado mais uma vez. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

DANIELLA GEMIGNANI, REPÓRTER: Agora tarde, governador. Boa tarde a todos. A minha primeira pergunta é sobre a situação da pandemia no estado, porque nós temos números bem positivos, mas temos também o registro de 0,9% no aumento do número de casos. Eu entendo o Centro de Contingência em que medida isso é uma preocupação, principalmente com a variante Delta, enfim, de fato, a gente não tem um alerta de aumento de número de casos? E, consequentemente, no agravamento da pandemia? E também perguntar ao secretário Rossieli Soares sobre esse retorno às aulas presenciais. Porque se 60% dos alunos voltaram, 45% ao voltaram. Queria entender um pouco melhor de cenário também. E aí, só aproveitando uma última dúvida que me surgiu, por conta dos eventos com bastante a gente a partir de 1 de novembro, se tem alguma perspectiva no uso de máscara. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. No uso de máscaras eu posso responder. Nas outras duas, o Paulo Menezes e o Rossieli responderão. Sim, o uso de máscara continuará sendo obrigatório em São Paulo, mesmo a partir de 1 de novembro. Até termos segurança absoluta, quem nos orientará nesse sentido no momento de tirarmos a máscara será o Centro de Contingência do Covid?19. Por mais alegria que tenhamos, por mais esperança e com a retomada gradual da economia, como está acontecendo, da retomada da vida que está sendo retomada, pelo menos aqui em São Paulo, ainda precisaremos usar máscaras. Então, máscaras, sim, serão necessárias para proteger vidas. Haverá um momento em que nós vamos poder anunciar que não será mais necessário o uso de máscara, pelo menos no cotidiano, talvez até se mantenha em transportes coletivos, em algumas atividades como medida de proteção às pessoas. Vou dar aqui até um exemplo, Daniela, não quero estender a resposta, mas eu vi há pouco aqui no meu celular uma matéria publicada pela Reuters do Lollapalooza, em Chicago, 400... perdão, 200 mil pessoas foram em quatro dias do Lollapalooza. Os primeiros dois dias a prefeitura de Chicago não exigiu máscaras, no terceiro e no quarto dia exigiu, ou seja, perceberam que houve um erro em permitir que pessoas pudessem celebrar um festival de música que eu gosto, meus filhos gostam ainda mais, que nós temos aqui em São Paulo, em Interlagos, teremos, inclusive, no início no ano que vem. E a prefeitura de Chicago mudou o seu protocolo no meio do evento. Os dois dias finais do Lollapalooza a obrigatoriedade do uso de máscara. Aqui nós não vamos cometer esse tipo de falha. Vamos usar máscaras até que tenhamos segurança de que as pessoas estão protegidas em qualquer circunstância, principalmente, onde houver grandes aglomerações. Mas vamos agora a Paulo Menezes, pega primeira questão que foi formulada pela Daniella. Paulo.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Bom, Daniella, a questão da flutuação aqui nos números de casos, ela faz parte das flutuações que nós observamos ao logo da pandemia. Essas pequenas flutuações, elas são principalmente explicadas, particularmente em relação ao número de casos, ao sistema de notificação. Então, no ponto de vista de incidência de casos, nós continuamos avançando. Hoje nós temos uma incidência por 100 mil, que é metade daquela que nós tínhamos no pico, em maio, junho, nós observamos mais de 530 casos por 100 mil e hoje nós estamos com um valor que é metade disso. Quando a gente olha o início desta semana, nós já vemos, nos quatro primeiros dias semana, os sinais de que a queda continua. Então, embora na semana epidemiológica que se completou no sábado houve um aumento de menos de um 1 comparado com a semana interior, a perspectiva para essa semana é de que nós continuemos a ter uma redução no número de casos. Isso também deve continuar progredindo na medida em que nós avançamos recentemente a vacinação nas faixas etárias de 30 a 39 anos e agora de 18 a 29 anos, que são responsáveis por quase metade dos casos que a gente tinha ao longo da pandemia. Então, nós continuamos com a perspectiva de redução progressiva em agosto, uma diminuição bastante significativa esperada no número de casos. Quando a gente olha as internações que não sofrem tantas interferências no sistema de notificação, nós observamos que as internações continuam sendo reduzidas semana após semana, o que indica realmente esse avanço no controle transmissão do vírus, principalmente a partir da ampliação da vacinação e do uso dos protocolos para as atividades que são cada vez mais flexibilizadas. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Paulo, muito obrigado. Vamos, então, ao Rossieli Soares. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO: Bom, Daniela, primeiro para que a gente é um número espetacular, né? Nós fizemos uma pesquisa onde 80% degeneravam fazer a volta com os pais, foi uma pesquisa importante que nós executamos nos últimos 30 dias, mas obviamente toda a nossa experiência em todas às vezes que voltamos, a volta sempre foi crescente, né? Tem muitas famílias que aguardam para ver como é que é a primeira semana, para ver os primeiros dias e vão retornando. Então, começamos com um percentual bastante elevado. E, obviamente, cumprindo o distanciamento de um metro. Em algumas escolas que são muito grandes ainda não poderão estar todos os alunos em conjunto. Então, alguns alunos, em algumas escolas terão algum tipo de rodízio para que possa se respeitar, o que é fundamental, o distanciamento de um metro de distância. Então, obviamente, poderemos ter um percentual maior, obviamente, respeitando um metro de distância. Ainda não tivemos isso, mas até certamente o início da próxima semana, que esperamos chegar a um percentual ainda maior. Então, um começo muito promissor e com muita segurança dentro das nossas escolas. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Daniela, muito obrigado. Com isso nós concluímos a nossa coletiva de hoje. Muitíssimo obrigado pela presença de todos. Todos os jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos. A você que está aí na sua casa acompanhando a nossa coletiva. Aproveitando para mostrar aqui o Vacinômetro nesse exato momento. Nós temos aqui em tela 38 milhões 217 mil e 72 pessoas já vacinadas em São Paulo. É o maior número de pessoas vacinadas no Brasil, 80,67% das pessoas com mais de 18 anos em São Paulo tomaram pelo menos uma dose, 23,42% da população com esquema vacinal completo. É assim que nós procuramos agir aqui em São Paulo, respeitando a ciência e protegendo vidas. O novo tempo precisa de vacinas. Muito obrigado, pessoal.