Coletiva - SP começa a vacinar idosos com 75 e 76 anos no dia 15 de março 20210803

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Coletiva - SP começa a vacinar idosos com 75 e 76 anos no dia 15 de março 20210803

Local: Capital – Data: Março 08/03/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pessoal, boa tarde. Muito obrigado pela presença de todos aqui. Vamos dar início à nossa coletiva de imprensa. Essa é a coletiva de número 185, desde o início da pandemia no Brasil. Hoje nós temos aqui um time de mulheres, eu queria aproveitar para cumprimentar todas as mulheres que estão nos assistindo à distância, sejam jornalistas ou não, pelo seu dia, e a importância e o respeito que nós temos pelas mulheres, pelo governo do Estado de São Paulo e eu, pessoalmente. Por isso hoje temos aqui um time predominantemente feminino, nesta linha de frente, para a coletiva aqui nesta data. Estão participando Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Célia Parnes, secretária de Desenvolvimento Social, Célia Leão, secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Bia Doria, minha esposa e presidente do Conselho do Fundo Social, Jamila Ferrari, delegada coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher, Regiane de Paula, coordenadora geral do programa estadual de imunização, Bia Porto, procuradora geral do Estado de São Paulo, Cíntia Lucci, diretora de projetos estratégicos do Instituto Butantan, Regina Esteves, presidente da Comunitas, uma instituição do terceiro setor, Cristina Megid, chefe do Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo, Eloisa Bonfá, diretora clínica do Hospital das Clínicas, Rosângela Soares, enfermeira do Hospital Emílio Ribas, e contando também com a presença do Dr. Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do Estado de São Paulo.

Antes das informações de hoje, quero registrar que aqui em São Paulo vou continuar enfrentando a conduta criminosa de negacionistas, extremistas, propagadores de fake news, agressores, usurpadores e mentirosos. Contra essa turma da morte, contra essa turma do ódio, contra aqueles que preferem ser seguidores de um mito que não protege vidas, e que estimula a morte, eu estarei na trincheira pela vida, e estarei ao lado de todos aqueles que, como eu, defendem a vida, e não têm medo de fazer essa defesa. Eu não tenho medo de agressões, não tenho medo de ameaças, não tenho medo de fake news, não tenho medo daqueles que, neste último final de semana, tentaram impor a mim e à minha família o medo, para que pudéssemos recuar nas atitudes que temos tomado aqui em São Paulo, em defesa da vida. O Brasil precisa de paz, precisa de diálogo, precisa de compaixão, precisa de coragem para combater estes criminosos negacionistas, que preferem ver a morte do que defender a vida. Não vou desistir de lutar pela ciência, pela saúde e pela vida, ainda que isso implique, como está implicando, em sofrimento à minha esposa, aqui ao meu lado, aos meus filhos, aos meus demais familiares e a mim, como governador. Não fosse o esforço de São Paulo, o Brasil hoje praticamente não teria vacinas. De cada dez vacinas que são aplicadas, para salvar vidas no Brasil, nove são do Butantan, e são do Butantan porque nós aqui fizemos o esforço para que a vacina estivesse aqui, contrariando todas as forças negacionistas que trabalharam para que não tivéssemos a vacina do Butantan, em São Paulo e no Brasil. Sem o esforço do governo de São Paulo, hoje nós teríamos 1% das vacinas disponíveis no Brasil, para vacinar os profissionais da linha de frente, os quilombolas, os indígenas e os idosos. E neste esforço, nós vamos prosseguir, com o Butantan, providenciando mais vacinas, e em São Paulo, protegendo vidas, fazendo aquilo que é a nossa obrigação de fazer, ainda que isso contrarie interesses ideológicos, econômicos, pessoais e políticos. E aqui fazer um agradecimento muito especial ao Butantan, mais uma vez, porque desde a semana passada, sob nossa orientação, e foi possível viabilizar isso pelo esforço do Butantan, sob o comando de Dimas Covas e dos profissionais que lá estão, que estão trabalhando agora 24 horas por dia, sete dias por semana, de dia, de tarde, de noite, de madrugada, produzindo vacinas, vacinas para proteger a vida e proteger a vida de todos os brasileiros.

Nas informações de hoje: vacinação. O Estado de São Paulo começa a vacinação de idosos de 75 e 76 anos, a partir da próxima segunda-feira, dia 15 de março. Eu sei que essa é uma grande notícia para as pessoas que têm essa faixa etária, de 75 e 76 anos, e é uma grande notícia também para os seus filhos, os seus irmãos, os seus netos, as pessoas que têm compaixão e têm amor à vida. Mas essas pessoas, com 75 e 76 anos, que representam apenas aqui no Estado de São Paulo 420 mil pessoas, começarão a ser vacinados a partir do dia 15 de março. E aproveito para pedir a essas pessoas, seus netos, seus filhos, seus amigos, que por favor evitem a concentração na manhã do dia 15 de março, para que não tenhamos filas e o desconforto na vacinação, nos drive-thrus, seja na capital de São Paulo, ou em outras localidades. A vacinação seguirá normalmente, das 8h às 5h da tarde. Eu sei que a ansiedade é grande, e que a razão, o motivo e a vontade de viver é ainda maior, mas, para evitar desconforto, utilizem o horário da tarde, utilizem os dias 16 e 17, para que possam fazer essa vacinação sem desconforto, para as pessoas de 75 e 76 anos de idade. E façam o cadastro prévio, no Vacine Já, da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo. Leva menos de 60 segundos. Isso vai ajudar você a encontrar o local mais próximo da sua casa, pra sua vacinação, e o horário onde você não terá que enfrentar filas e será vacinado de forma rápida e eficiente.

Novos números da vacina do Butantan para o Brasil. Conforme anunciei, graças a esse esforço do Instituto Butantan, trabalhando 24 horas por dia, hoje, exatamente hoje, dia 8 de março, nós estamos entregando mais 1,7 milhão de doses da vacina do Butantan para o Brasil, para que o Ministério da Saúde distribua a todos os estados brasileiros e possa prosseguir a vacinação dos brasileiros de outros estados, assim como dos brasileiros que vivem aqui em São Paulo. É um novo loto, repito, de 1,7 milhão de doses da vacina do Butantan. Com esta entrega de hoje, já temos encaminhado ao Ministério da Saúde, e para o braço dos brasileiros, e para salvar vidas, 16,1 milhões de doses da vacina do Butantan. Repito, são 16,1 milhões de doses da vacina do Butantan já entregues. Sobre este tema, das novas doses e do calendário de vacinação, falará a coordenadora do programa estadual de vacinação, Regiane de Paula.

Terceira informação, boa, importante informação, sobre hospitais de campanha: O governo do Estado de São Paulo vai implantar 11 novos hospitais de campanha, com a criação de 200 novos leitos hospitalares, tanto para o atendimento primário como para o atendimento em UTI. Serão 140 novos leitos de UTI e 140 novos leitos de enfermaria. A implantação será feita até 31 de março. São 11 novos hospitais de campanha, localizados aqui na capital e também no interior, e litoral do Estado de São Paulo. Esses 240 novos leitos, 140 de UTI, 140 de enfermaria, estarão localizados em Santo André, Andradina, Santos, Barretos, Botucatu, Campinas, Ourinhos, Tupã, Itapetininga, Fernandópolis e na capital de São Paulo. Os detalhes serão apresentados a vocês na sequência, inclusive com os mapas que serão projetados aqui pelo secretário da Saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn.

Dia Internacional da Mulher, novos programas. O Governo do Estado de São Paulo inaugura hoje uma nova Delegacia da Mulher, e lança três novos programas de geração de renda e empreendedorismo, voltados para as mulheres. Inauguramos hoje esta nova Delegacia da Mulher, a DDM, que será a delegacia de número 137, 137 Delegacias da Mulher no Estado de São Paulo. Mais de 40% de todas as Delegacias da Mulher de todo o Brasil estão localizadas aqui no Estado de São Paulo, e só nesses últimos dois anos já inauguramos mais de 10 novas Delegacias da Mulher, delegacias presenciais, além de 10 delegacias 24 horas por dia e a DDM online, a Delegacia da Mulher online, que funciona 24 horas por dia, sete dias da semana. A Dra. Jamila Ferrari, delegada da Polícia Civil e coordenadora geral deste programa dará mais detalhes a vocês, na sequência. Também o programa Empreenda Mulher, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, será apresentação feita pela Patrícia Ellen, secretária desta pasta, com o programa denominado Empreenda Mulher. Lançamos hoje também o Prospera Mulher, um programa da Secretaria de Desenvolvimento Social, sob liderança da secretária Célia Parnes. E mais, o programa Todas em Rede, desenvolvido pela Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, no Estado de São Paulo, sob o comando da secretária Célia Leão. As secretárias e a delegada Jamila farão breves, mas importantes apresentações destes novos programas, dedicados às mulheres aqui no Estado de São Paulo.

Também no Dia Internacional da Mulher, o governo do estado homenageia mulheres que se destacaram no combate ao Corona Vírus, no Dia Internacional da Mulher. Hoje, fazemos aqui uma justa homenagem a 11 mulheres que se destacaram no combate ao Corona Vírus, no Estado de São Paulo, mas eu quero registrar que essas 11 mulheres que estão sendo homenageadas, e eu vou citar o nome delas na sequência, elas representam milhões de mulheres, mães, avós, cidadãs e brasileiras, que, ao longo desses 14 meses, têm defendido a vida, a saúde, a existência, a verdade e a transparência. A cada uma dessas mulheres, a cada uma dessas mães, filhas, netas, cidadãs brasileiras, não importa a cor, a idade e onde vivam, a nossa homenagem. E as que estamos destacando aqui, nesta tarde, são: as cientistas Ester Sabino e Jaqueline Góes, que lideraram... Se puderem exibir na tela, por favor. As cientistas Ester Sabino e Jaqueline Góes, que eu acredito que estejam nos assistindo agora, pelas imagens da TV Cultura ou da TV BandNews, que estão transmitindo ao vivo, aqui do Palácio dos Bandeirantes. Essas duas brilhantes cientistas lideraram o mapeamento do genoma do novo Corona Vírus, e a elas nossa sincera homenagem. A médica Eloisa Bonfá, diretora do Hospital das Clínicas, que coordena o maior complexo hospitalar da América Latina, no combate à Covid-19. Eloisa Bonfá está aqui presente e a ela dirijo também a minha sincera homenagem. A enfermeira Rosângela Soares, que atua na linha de frente do Hospital Emílio Ribas. A Rosângela está aqui conosco, participando, e a ela a nossa homenagem, assim como a Mônica Calazans, que está nos assistindo agora do hospital onde ela está trabalhando, ela que foi a primeira brasileira, mulher, negra e enfermeira, que, no dia 17 de janeiro, recebeu a primeira dose da vacina do Butantan. A auxiliar de enfermagem Suzel (F) Neves, que trabalha na linha de frente do Hospital da Vila Nova Penteado, Zona Norte, na periferia da cidade de São Paulo. Em nome dessas duas profissionais de saúde, a nossa sincera homenagem à todas as emfermeiras, auxiliares de enfermagem, e profissionais que trabalham na saúde e que como mulheres, mães e cidadãs ajudam a salvar vidas. Também nas homenageadas de hoje, repito, são 11, a procuradora geral do estado, Lia Porto, que liderando um time predominantemente feminino de procuradoras aqui no governo do estado de São Paulo, entre outras vitórias, uma ação sua no STF garantiu o financiamento de leitos de UTI em São Paulo. E a partir dessa iniciativa outros estados brasileiros fizeram o mesmo, e também tiveram sucesso para garantir leitos de saúde pagos pelo Ministério da Saúde, o que é a sua obrigação, mas isso se deve fundamentalmente à uma ação iniciada, coordenada e liderada por essa grande procuradora Lia Porto, aqui presente presencialmente. Regiane de Paula, coordenadora do Programa Estadual de Vacinação do estado de São Paulo, profissional que ao lado de tantas outras mulheres, tem trabalhado em média de 16 horas por dia, para garantir a vacina no Brasil dos brasileiros de São Paulo. Regina Steves, presidente da Comunitas, organização de sem fins lucrativos, que gerenciou a captação de R$ 185 milhões para a construção da nova fábrica de vacinas do Butantã, fábrica essa que está sendo construída dentro do prazo e a todo o vapor, para garantir uma vacina 100% brasileira, já a partir de dezembro deste ano. Regina, muito obrigado a você, a Regina está aqui presente. E a todos, especialmente todas, que como você, lutam pela vida. Helena Sato, pediatra, e integrante do centro de contingência do combate à COVID-19 no estado de São Paulo. Helena, muito obrigado pela sua participação no centro de contingência do COVID-19, e do qual você já foi inclusive coordenadora e está presenta aqui conosco, a Helena está aqui, muito obrigado, Helena, pelo esforço ao longo desses 14 meses de dedicação. Quero também registrar o agradecimento e a homenagem à Cíntia Luci, diretora de projetos estratégicos do Instituto Butantã. Cíntia, agradecendo a você, agradeço à todas as profissionais, e também aos profissionais do Instituto Butantã, que sob liderança do Dimas Covas, estão ajudando a salvar milhões de vidas no Brasil. Se não fosse o Instituto Butantã, hoje o Brasil estaria chorando milhares de mortes, muito mais mortes. Então muito obrigado a você e ao Butantã. A Cistina Megid, diretora de vigilância sanitária do estado de São Paulo. Cristina, muito obrigado também, a você, obrigado pelo seu apoio, pela sua dedicação, e você e o seu time, que muitas vezes, são ofendidos e até agredidos quando vão fazer a vigilância, mas dão um exemplo de proteção à vida, e proteção às pessoas, mesmo quando são injustiçadas e assacadas, como já aconteceu aqui em São Paulo. Hélia Araújo, jornalista e coordenadora de imprensa da Secretaria de Comunicação do estado de São Paulo. Hélia é você que está aqui, não na linha de frente, homenageando você, nós homenageamos também a todos, à todas as jornalistas de São Paulo e do Brasil, pelo apoio, pela defesa da vida, e pelo posicionamento correto, de informar corretamente a população brasileira, e combater as fake news. Muito obrigado. Eu queria tomar a liberdade de pedir à todas essas mulheres que citei, e a você, Mônica, que está aqui também, e à todas que não estando aqui no púlpito, mas estão aqui presentes, representam as mulheres, as mulheres que defendem a vida no Brasil. Com essa salva de palmas eu dedico e expresso a minha homenagem como governador de São Paulo, e certamente, de milhões de brasileiros que em São Paulo gostariam de estar aplaudindo vocês nesse momento. Às jornalistas e aos jornalistas que estão aqui, são 185 coletivas de imprensa dando transparência, respeitando o direito das pessoas de terem a informação correta, de terem a informação rápida, precisa, o direito aos jornalistas de elucidarem dúvidas, questionarem livre e abertamente as decisões e as medidas do governo do estado de São Paulo. Quero fazer um agradecimento muito especial, que me perdoem os homens que aqui estão, e que participam também dessas coletivas, mas hoje eu dedico essa coletiva à vocês, às mulheres jornalistas que com força, com dedicação, com hombridade ajudam com o seu talento, com o seu trabalho, a defender não só a boa informação, ajudam a defender a vida. Certamente vocês têm o orgulho dos seus pais, das suas mães, dos seus pais, dos seus filhos, por aquilo que estão fazendo ao longo de tantos meses, e eu sei quantas e quantas vezes vocês também foram ofendidas, foram assacadas, foram intimidadas por bolsonaristas, extremistas, psicopatas, que tentaram ameaçar e intimidar vocês pelas boas informações, e corretas, que publicam, veiculam, falam e colocam nos seus veículos de comunicação. Eu vou tomar a liberdade de homenagear vocês, homenageando uma jornalista, mas essa homenagem é para todos vocês, que é a Maria Manso, que aqui está, Maria Manso, hoje é a coletiva de número 185, dessas 185 você participou de 173 entrevistas coletivas. Então eu queria prestar uma homenagem a você, mas homenageando à todas, as que puderam estar aqui, e as que não puderam estar também, e as que estão online nos acompanhando. Mas você, é esse sentimento do valor da profissão que você escolheu, a profissão de jornalista, e a profissão de jornalista, a verdadeira e autentica, é àquela que fala a verdade. E você, assim como as demais, estão aqui para praticar a verdade. Então eu dedico a você essa homenagem. E eu pedi para separar umas flores, que eu imagino que esteja aqui em algum lugar, que eu queria oferecer a você nesse momento. Nós entregaremos ao final da coletiva, flores também para todas as demais jornalistas que aqui estão. Mas eu quis fazer essa homenagem a você, Maria, por esse esforço, por essa dedicação, que é o sentimento das mulheres que estão aqui, e repito, daquelas que já estiveram e não puderam estar hoje aqui ao osso lado. Bem, dentro dos temas que nós colocamos, nós vamos começar com a doutora Regiane de Paula, coordenadora geral do Programa Estadual de Vacinação. Ela vai falar sobre a vacinação de idosos, uma informação muito importante para os que estão nos assistindo, para os que vão assistir, para os que vão ler, para os que vão ouvir, os que vão acessar, pois são pessoas que a partir da primeira dose, sobretudo, quando tomarem a segunda dose da vacina do Butantã, estarão salvas. Com você, Regiane.

REGIANE, COORDENADORA GERAL DO PROGRAMA DE VACINAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador. Muito obrigada. Boa tarde, a todos. Antes de eu começar o cronograma de vacinação, governador, eu hoje quero registrar publicamente o meu orgulho por coordenar o Plano Estadual de Vacinação contra a COVID-19 no estado de São Paulo, e agradecer especialmente ao senhor por ter confiado em mim e na nossa equipe. Fomos o primeiro estado do Brasil a começar a campanha de vacinação, e estamos totalmente dedicados à essa missão. O nosso time é um time de mulheres também, todos à frente da vigilância epidemiológica, vigilância sanitária, no Instituto Adolf Lutz, e também no centro de distribuição e logística, aonde as vacinas chegam a 645 municípios. À essas mulheres, em nome delas, eu agradeço também a cada herói e heroína da saúde, que tem nos ajudado a salvar vidas nessa pandemia. E salvar vidas significa vacinação. Então temos trabalhado fortemente sob à sua regência, para que nós possamos cada vez mais, e com o Instituto Butantã, colocar mais vacinas, mais doses, e ampliar o nosso público-alvo. Então nós já temos feito várias etapas dessa vacinação, mas hoje a gente anuncia com grande orgulho a faixa etária de 75 e 76 anos, que se inicia no dia 15 de março para 420 mil pessoas. Totalizando no estado de São Paulo 3,528 milhões de pessoas que serão vacinadas dentro desse período. Já vacinamos os trabalhadores de saúde, indígenas e quilombolas, 90 anos e mais, 85, 89, 80, 84, 77 a 79. Repito, dia 15 de março, 75 e 76 anos. Mais uma vez lembrando a todos a importância do pré-cadastro no vacinaja.sp.gov.br. E que todos tenham calma, temos vacina, o Instituto Butantã, como o governador falou, recebemos e estamos recebendo as doses do Instituto Butantã. É essa a vacina que hoje nós temos, a única, para poder fazer a vacinação no estado de São Paulo, e em todo o Brasil. Então mais uma etapa que nós iniciamos no dia 15 de março, e com muita alegria e satisfação a gente pode hoje falar sobre isso. Obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Regiane, muito obrigado, e mais uma vez renovo a minha homenagem a você, e a todo o seu time, que é predominantemente feminino sim, nós temos reunião do Programa Estadual de Vacinação todas as sextas-feiras, e ali percebo a força da mulher e a determinação das mulheres em levar adiante o programa de vacinação. Lembrando que São Paulo é o segundo estado que mais vacina no Brasil, proporcionalmente, e numericamente é o estado que mais vacinou até o presente momento. Vamos agora ao tema dos hospitais de campanha, também os dados da saúde, atualizados, com o Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Hoje, 8 de março de 2021, Dia Internacional da Mulher, apesar de último dia para se comemorar, nós não temos motivo para fazê-lo. Hoje nós temos 26.449 mil mulheres que morreram em decorrência da COVID-19, são mães, avós, filhas, que hoje fazem falta, e todos nós sabemos o quanto uma mulher faz falta dentro de uma família. Muito triste. Não temos o que comemorar. Hoje São Paulo contabiliza 2.117.962 milhões de casos, 61.584 mil mortes. As taxas de ocupação no nosso estado chegam a 80%. Nós temos que lembrar que no dia 22 de fevereiro, o estado tinha 66% na sua taxa de ocupação. E a grande São Paulo está com 81,2%, quando no dia 22, há duas semanas, tínhamos 68,8%. Temos internados nos leitos de Unidades de Terapia Intensiva 8.427 mil pacientes, e tínhamos ali na nona semana epidemiológica, em julho do ano passado, 6.250 mil. Nós temos 34,8% a mais pacientes do que tínhamos no ápice da primeira onda. Próximo, por favor. Temos hoje, em relação ao número de casos, entre a nona e a oitava semana, uma elevação de 7% no número de casos, e tivemos 7% a mais de casos em relação à sétima semana epidemiológica comparativamente. Próximo, por favor. O número de óbitos entre a oitava e nona semana teve um aumento bastante pronunciado de 17,8%, e se comparado à sétima semana epidemiológica, tivemos 28% a mais de óbitos do que na semana anterior. Próximo, por gentileza. A comparação de internações entre a nona e a oitava semana, 19% de novas internações, e se comparado novamente com a sétima semana epidemiológica, chegamos a ter 40% a mais de internação. Próximo, por gentileza. Na semana passada tivemos o prazer de anunciar mais 500 leitos em todo o estado de São Paulo, que serão implantados até dia 31 de março, sendo desses, 339 leitos em UTI. Só que o nosso compromisso é com a vida e dessa forma, de uma forma bastante célere e por orientação e liderança do governador João Doria, estamos ampliando o número dos hospitais de atendimento, dessa forma, de uma forma bastante célere, frente a condição clínica, grave, em que a pandemia se manifesta. Serão 11 novos hospitais de campanha espalhados por todo o estado de São Paulo, serão 280 leitos, dos quais 140 leitos de unidades de terapia intensiva. Serão leitos... [Retorne, por favor]. Serão leitos que serão instalados nos AMEs de Santo André, Andradina, Santos, Barretos, Botucatu, Campinas, Ourinhos, Tupã, Itapetininga, nas unidades Luci Montoro em Fernandópolis e também no Hospital São José, o hospital aqui da Zona Norte da capital. [Próximo]. Como disse, 280 novos leitos, 140 leitos de unidade de terapia intensiva para garantir a assistência a toda a nossa população. [Próximo]. Lembram que já estamos e continuamos funcionando, quatro hospitais campanha sob a gestão do estado, hospitais esses, tanto o Heliópolis, o AME de Franca, Bauru e Bebedouro, mas continuamos trabalhando para mais leitos. E nessa semana serão anunciados um outro número de leitos bastante robusto para que possamos continuar a assistir a toda a nossa população. Obrigado governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Jean Gorinchsteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo. Agora vamos a uma série, as intervenções não serão longas, mas começando com a Jamila Ferrari, delegada coordenadora das delegacias da defesa da mulher para falar sobre a inauguração de mais uma delegacia da mulher, do SOS Mulher e das delegacias da mulher online, a DDM online. A primeira DDM online do Brasil, o SOS, o sistema protetivo digital das mulheres que também foi o primeiro do Brasil, premiado inclusive em agosto de 2019 num congresso em Tóquio e a nova delegacia da mulher que está sendo inaugurada hoje. Jamila.

JAMILA FERRARI, DELEGADA COORDENADORA DAS DELEGACIAS DA DEFESA DA MULHER: Boa tarde governador, obrigada, boa tarde a todas e todos. Sr. Governador, a proteção da mulher é prioridade no governo de São Paulo. Hoje, como o senhor bem adiantou, nós vamos inaugurar a 137ª DDM no estado de São Paulo na cidade de Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. Nós, aqui em São Paulo, temos 10 DDMs abertas 24 horas sendo sete aqui na cidade de São Paulo e três no interior e Baixada Santista. Temos, por conta da pandemia, desde abril do ano passado, criamos a DDM online, ou seja, qualquer mulher que esteja em isolamento social, através de um aplicativo eletrônico, pode registrar a sua ocorrência, solicitar medida protetiva e ser socorrida quando necessária. Hoje nós temos mais 22.500 registros. E por fim, governador, nós temos o aplicativo SOS Mulher que agora em março faz dois anos, com local onde essas mulheres podem, através de um botão do pânico, solicitar a viatura da Polícia Militar que estiver mais próxima para o seu socorro. Governador, eu acho importante a gente ressaltar sempre, juntas e juntos sempre seremos mais forte. Obrigada Sr. Governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Jamila, muito obrigado, obrigado pela sua dedicação, comando de todas as delegadas, escrivãs e todas as investigadoras que atuam na DDM e também aos colaboradores masculinos, mas principalmente a linha de frente que é composta integralmente por mulheres sob a sua liderança. Parabéns Jamila. Agora vamos a Patrícia Ellen sobre o programa também que está sendo lançado hoje, o Empreenda Mulher. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN DA SILVA, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada governador. A pandemia impactou a todos, mas as mulheres desproporcionalmente. As mulheres estão como arrimo de família, cuidando dos filhos, com a tripla jornada, vivendo na prática de uma forma muito intensificada durante a pandemia. E ainda assim são as mulheres que estão mais dedicadas à proteção através do uso da máscara, incentivo ao distanciamento social, a proteção da vida. Essas mulheres também tiverem que empreender, o empreendedorismo feminino cresceu 40% durante a pandemia, segundo a Rede Mulher Empreendedora. Muitas empreendedoras por necessidade, cabe a nós apoiar essas mulheres para que elas sejam empreendedoras por oportunidade, cabe a nós apoiá-las para que seus negócios prosperem e é isso que nós estamos fazendo nesse momento com o Empreenda Mulher. Estamos disponibilizando R$ 50 milhões em microcrédito através do Banco do Povo, exclusivamente para mulheres. Todo o recurso do Banco do Povo que está disponível hoje pode ser acessado por mulheres, mas esse valor é dedicado exclusivamente a mulheres para que possamos atraí-las ao modelo de crédito. Tipicamente o percentual de crédito, microcrédito, ainda é mais relevante para os homens, mas as mulheres quando acessam o crédito também são mais adimplentes. Então, temos um trabalho para incentivá-las, além do valor em microcrédito, estamos também disponibilizando mais de 67 mil vagas de cursos de qualificação gratuitas para o empreendedorismo, para tecnologia e também outras profissões que as mulheres tipicamente não procuram, mas que tem alta empregabilidade. Estamos chamando essa terceira frente onde ela quiser. No empreendedorismo estamos atuando em parceria com o Sebrae, com a Aliança Empreendedora, com a Fundação o Instituto Terras, o Itesp, e com as três frentes estamos dedicando o total de 42 mil vagas em cursos de empreendedorismo, todas disponíveis através do site no Empreenda Mulher. Em tecnologia estamos dedicando 10 mil vagas no SPTEC Mulher. E no programa onde ela quiser, 15.700 mil vagas em cursos e também programas de empregabilidade, com o exemplo da parceria que fizemos com a Comgás que está contratando gasistas e tipicamente as mulheres não se inscrevem para esta profissão. Então, nós estamos dedicando um curso somente para mulheres para que elas possam ser treinadas como gasistas e já saiam empregadas. Todas as outras vagas seguem a mesma linha, são cursos com alta empregabilidade que mulheres tipicamente não procuram, mas aqui no estado de São Paulo nós investimos nas mulheres e nós sabemos que as mulheres têm um papel fundamental não somente na proteção da vida, mas também na retomada econômica. Para finalizar, em parceria com a Academia de Ciência do Estado de São Paulo aqui representada pela professora Vanderlan Bolzani, estamos lançando também o prêmio Esther Sabino para mulheres cientistas do estado de São Paulo. A primeira premiação será concedida para a professora Esther Sabino, para a professora Jaqueline Vieira, no próximo dia 15 de março às 10h30 da manhã. Muito obrigada a todos os cientistas homens e mulheres do estado de São Paulo por investirem e acreditarem na ciência e agradeço também, governador, que a ciência que está salvando milhões de vidas não somente no estado de São Paulo, mas em todo o Brasil graças ao investimento de São Paulo e graças ao seu compromisso com a ciência no nosso estado. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado Patrícia. Vamos agora com Célia Parnes, secretário do Desenvolvimento Social, também lançando hoje o Programa Prospera Mulher. Célia.

CÉLIA PARNES, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL DE SÃO PAULO: Boa tarde governador, boa tarde a todos. O Programa Prospera Mulher é um programa de mobilidade social, um tema tão importante especialmente no momento em que estamos vivendo com tantas famílias em alta vulnerabilidade. Ele irá contemplar 12.500 famílias lideradas por mulheres, mulheres líderes de famílias monoparentais com crianças na primeira infância. Contemplando então, as necessidades primárias, básicas dessa família, com recursos mensais, recursos também para a sua poupança e a sua inserção no mundo da bancarização, no mundo do mercado financeiro e também recursos para equipamentos e o início do seu negócio, da sua fonte de geração permanente de renda. O governador João Doria tem focado muito em famílias de alta vulnerabilidade, sempre pensando em mobilidade social, em impulsão dessas famílias para um momento melhor. R$ 63 milhões estão sendo investidos nesse Programa Prospera Mulher, sempre lembrando que empreender dá autonomia, a bancarização também dá dignidade e inclusão para essas famílias, a poupança dá segurança de futuro e os recursos para os gastos básicos como luz, água, compras, tudo isso, mantem toda a família equilibrada para as questões de subsistência. Um programa bastante completo, bastante embasado academicamente, muito estudado e muito diferenciado em termos de impulsão e mobilidade social. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado Célia Parnes. E agora a última intervenção do conjunto de novos programas dedicados à mulher que lançamos no dia internacional da mulher aqui em São Paulo, vai falar a nossa secretária Célia Leão, sobre o Programa Todas em Rede. Célia.

CÉLIA LEÃO, SECRETÁRIA ESTADUAL DOS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA DO SÃO PAULO: Obrigada governador, boa tarde a todos e todas. Dizer que o Programa Todas em Rede, ele visa não só qualificar a mulher, mas também, nesses cursos, principalmente no caso de prevenção a violência, nós temos também um curso para os profissionais da segurança e para pessoas que trabalham na defesa da mulher, este é um dos cursos. Na verdade, governador, esses cursos, é mais uma parte do seu governo sendo lançado e de forma particular hoje, os nossos cursos vão ter, neste momento com o Sebrae São Paulo, Sebrae Todas com Elas, o Sebrae que pensa na mulher e nós vamos fazer o trabalho e renda e autonomia financeira, autoestima e liderança, prevenção à violência, temos um cadastro que nos diferencia dos outros cursos que todas as secretarias fazem, é que os nossos cursos são acessíveis e são para mulheres com deficiência. Na verdade, nós vamos estar esse ano de 2021, neste ano, qualificando 1.200 mulheres com deficiência, de todos os tipos de deficiência, intelectual, auditiva, física e visual. Na verdade, essa plataforma é 100% acessível e o conteúdo voltado ao empoderamento feminino, autonomia das mulheres com deficiência do estado de São Paulo. Nós queremos muito agradecer ao senhor, porque, na verdade, governador, o seu governo é inclusivo, o seu governo é portas-abertas, recebendo a todos, pensando nos quilombolas, pensando naqueles que são da raça negra, pensando nas mulheres e nesse segmento mulheres, dentro da nossa secretaria que o senhor mantem com afinco, com destreza e com trabalho, também pensando nas mulheres com deficiência que hoje no estado de São Paulo somamos mais de 1.930.000 mulheres no nosso estado. Muito obrigada pelo apoio que o senhor tem dado a esse segmento que lhe agradece muito.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Célia, obrigado sinceramente. Parabéns pelo seu trabalho à frente dessa secretaria tão sensível e um trabalho tão bem coordenado por você e pela sua equipe. Bem, antes de passar as perguntas dos jornalistas, nós já vamos mencionar aqui a relação. Teremos a TV Cultura, começando com você Maria Manso, online a televisão Al Jazira com o Hassan Massoud, na sequência, a Rádio CBN com você, Vitória Bel, o jornal O Globo com o Ivan Vargas que está aqui presente, a Rádio Jovem Pan com a Carolina Abelin também presente aqui, a Rádio Bandeirantes e Rádio BandNews e TV Bandeirantes com a Maira Di Giaimo presencialmente, o Guilherme Balsa da TV Globo e GloboNews conclui as perguntas de hoje. Mas antes de passar para você, Maria Manso, eu queria registrar aqui a minha alegria, eu estou sendo sincero ao fazer isso, com a notícia que acabo de receber que a Dona Olinda Bolsonaro, 94 anos, acaba de receber a segunda dose da vacina do Butantan, a Coronavac, em Eldorado, aqui na região Sul, no litoral Sul do estado de São Paulo, no Vale do Ribeira, Dona Olinda Bolsonaro, a senhora está salva com a vacina do Butantan, as duas doses da vacina do Butantan que salvam a senhora, a senhora deu um exemplo de amor à vida. Parabéns. Maria Manso.

MARIA MANSO, JORNALISTA DA TV CULTURA: Boa tarde a todos. Eu queria agradecer em nome das minhas colegas que veem aqui acompanhando as entrevistas coletivas e em nome da minha mãe que só tem me visto também nas coletivas porque ela está isolada, se protegendo, porque como diz um dos memes da internet, só não está preocupado quem ainda não entendeu o que está acontecendo. E nesse final de semana, governador, o senhor sofreu uma série de ataques, por mensagens no seu celular, o senhor sofreu ameaças de morte, na porta da sua casa o senhor teve manifestações contra as medidas restritivas. O senhor acha que essas pessoas, que estão lhe ameaçando e que estão se colocando contra o que está sendo feito, elas ainda não entenderam o que está acontecendo ou é um ataque orquestrado contra o senhor?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria, os dois. São pessoas que negam uma realidade, por isso são negacionistas. Negam que temos uma pandemia, negam que a pandemia leva vidas, negam que a pandemia deveria ser combatida com medidas restritivas, uso de máscara, distanciamento social, isolamento em alguns casos, medidas sanitárias... E a obediência àquilo que a legislação ou a ordenação de um estado, ou de um município, determinam para salvar vidas. São pessoas negacionistas, que não querem compreender, que não usam máscaras, como a maioria dos que estavam em frente à minha casa, neste domingo, não usavam máscaras. Gritavam, xingavam e faziam agressões verbais, sem máscaras. Ou seja, são pessoas que, infelizmente, advogam a morte e não trabalham pela vida. E algumas, não todas, orquestradamente, e o início disso, e o ponto de partida disso é o gabinete do ódio, em Brasília, que emana medidas e orientações a um exército digital, para combater jornalistas, intelectuais, cientistas, médicos, governadores, prefeitos e todos quantos forem brasileiros com capacidade de influenciar, exatamente, pela vida. Todos que se posicionam contrariamente ao messias, ao mito, Jair Bolsonaro, são objeto dessas milícias digitais. Então, eu lamento muito que o Brasil, conflagrado, diante de um momento onde deveríamos estar unidos, pra defender vidas, cada vez mais a conflagração se acentua, cada vez mais o nível de agressão aumenta. Inacreditável. As mensagens que eu recebi esse final de semana são impublicáveis, do ponto de vista dos xingamentos, e as ameaças de morte também, essas sim já foram para a polícia e estão sendo investigadas. Assim como fake news, mentiras expressas e deliberadamente mentirosas, com o objetivo de constranger as pessoas, intimidar aqueles que defendem a vida e que não perfilam ao lado de um negacionista, que, infelizmente, é o presidente do Brasil. Eu lamento muito, como brasileiro. Certamente tenho esse sentimento, como milhões de outras pessoas. Nós gostaríamos de viver num país unido, num país onde o presidente da República lutasse pela vida, não pela morte.

Vamos agora a uma pergunta online, do jornalista Hassan Massud, ele é o correspondente da televisão Al Jazira. Hassan, muito obrigado por estar aqui conosco mais uma vez, agora virtualmente. Boa tarde, sua pergunta, por favor. Apertar o botãozinho do seu áudio, por favor, Hassan. Estamos sem o seu áudio, precisa apertar o botãozinho do seu computador, da sua tela, que nós vamos poder ouvir você. Ainda sem áudio. Nós enxergamos você aqui na tela, mas não estamos lhe ouvindo. Nós vamos fazer o seguinte, a nossa equipe vai entrar em contato com você, para te orientar, para ligar o áudio, checar, às vezes pode ser um problema também aqui. E voltamos a você depois da pergunta que será feita agora presencialmente. Então, eu vou pedir uma pergunta aqui e, na sequência, vamos ao Hassan Massud, que é o correspondente da Al Jazira. Vou pedir à nossa equipe técnica para ajudar, para que essa conexão possa ser feita de forma completa. E agora vamos com você, Vitória Abel, da Rádio CBN. Vitória.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Governador, queria saber do senhor e do Dr. Jean. Hoje, o Ministério da Economia sinalizou a compra de novas doses da vacina da Pfizer, depois de uma reunião do presidente com a empresa. O governo de São Paulo tentava negociar com a Pfizer, assim como outros laboratórios. Mas esses laboratórios estavam, de certa forma, priorizando negociação com o Ministério da Saúde. Queria saber se essa compra do Ministério da Saúde agora pode facilitar e destravar negociações do governo de São Paulo, se o governo de São Paulo pretende continuar comprando vacinas aqui para o estado, mesmo depois dessa compra do Ministério da Saúde. Se sim, quais farmacêuticas, e a partir de quando, por favor? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vitória. Eu começo a responder e, na sequência, o Dr. Jean Gorinchteyn, exatamente como você pediu. Evidentemente, melhor termos opções de compra de vacina do que não termos, mas não deixa de ser triste e surpreendente que seis meses depois de negar a compra de vacinas, finalmente, o Governo Federal compre vacinas da Pfizer. É triste, lamentável, eu diria até surreal. Poderiam ter comprado em outubro, quando a Pfizer fez a oferta de vacinas para o Governo Federal. Passou outubro, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro e março, milhares de brasileiros morrendo, faltando vacinas no Brasil, e somente agora fazem a opção pela compra das mesmas vacinas da Pfizer, que foram oferecidas em outubro. Esse é o retrato de um governo negacionista, displicente, que não tem compaixão, não tem planejamento e não tem nenhum, nenhum interesse em priorizar a vida, à frente de interesses ideológicos, políticos e eleitorais. Jean Gorinchteyn.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Nós sempre lutamos pelas vacinas, quanto mais vacinas, mais rápido estaremos imunizando os brasileiros. E não será diferente para a população de São Paulo. Nós também queremos dar celeridade ao processo de vacinação. Estamos colaborando com o programa nacional de imunização, com a oferta das vacinas do Butantan, que hoje, de cada dez vacinas aplicadas, nove são do Butantan. Mas precisamos mais, nós precisamos avançar na população de risco, especialmente os idosos, profissionais da área da saúde, profissionais da educação, profissional do transporte, da segurança pública, portadores de doenças crônicas. Portanto, precisamos ainda muito. O governo do Estado de São Paulo faz tratativas com várias empresas, só que nós temos um termo de confidencialidade. Isso não nos permite revelar quais são as empresas que está havendo essa tratativa, mas essa tratativa está ocorrendo, porque o objetivo é vacinar mais e mais, e fazer com que todos os brasileiros de São Paulo estejam imunizados até dezembro de 2021.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Mas eu vou completar, Vitória, apenas para que você tenha a informação precisa, dentro daquilo que nós podemos revelar. O Instituto Butantan tem o controle do governo do Estado de São Paulo. Nós tínhamos pedido originalmente mais 20 milhões de doses de vacina do Butantan, após completar o total de 100 milhões de doses contratadas pelo Ministério da Saúde, da vacina do Butantan, e essas vacinas todas serão entregues, aliás, antes do prazo. O prazo estabelecido originalmente era 30 de setembro. Graças a esse esforço de trabalho, 24 horas em três turnos, no Butantan, hoje já temos a convicção, a certeza de que entregaremos 100 milhões de doses até 30 de agosto, um mês antes do previsto. E além disto, ao completar 100 milhões de doses de vacinas para os brasileiros, São Paulo comprará 30 milhões de doses da vacina do Butantan, para completar a vacinação dos brasileiros de São Paulo, e também, repito, embora de forma confidencial, estamos negociando com outros laboratórios, compra adicional de vacinas. Uma das formas é, juntamente com os governadores de estado, com a vacina Sputnik. Essa, nós podemos revelar, porque todos os governadores foram representados na visita feita nesta última semana ao laboratório em Brasília. O Dr. Jean Gorinchteyn foi nos representando, a notícia é pública e, no consórcio com os governadores, nós colocamos 20 milhões de doses de solicitação para São Paulo. Os outros governos também fizeram solicitações e a coordenação disto está sendo feita pelo governador do estado do Piauí. Welington Dias, com a nossa delegação. As outras negociações, estas sim são individualizadas, e essas nós não podemos revelar publicamente, até porque, se o fizéssemos, o Governo Federal, como sempre, criaria hostilidades e dificuldades para que essas outras empresas pudessem oferecer vacinas para São Paulo. Diga, Vitória.

REPÓRTER: ... a quantidade total.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Do que eu já revelei, pode. São 30 milhões da vacina do Butantan, mais 20 milhões, a solicitação feita para a Sputnik. Não sei se a Sputnik, se a Neoquimica terá capacidade de nos atender integralmente na solicitação desses 20 milhões, porque a nossa compra da Sputnik será feita junto com os governadores dos demais estados. Comprando juntos, compramos melhor, com preço mais adequado e temos uma capacidade também de influir, para que a vacina chegue mais rapidamente aos estados, incluindo São Paulo. Obrigado, Vitória. Agora sim, podemos ter o Hassan? Tudo bem? Então vamos agora com o Hassan Massud, da Al Jazira. Agora sim, com imagem, espero que com som também. Hassan.

REPÓRTER: Muito obrigado, Sr. Governador. Espero que o som está bom agora.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Perfeito, obrigado.

REPÓRTER: Muito obrigado. Nós já fizemos reportagens, filmamos dentro de hospitais nesses dias e já mostramos para o mundo o que está acontecendo de verdade aqui em São Paulo, e também, ao mesmo tempo, já ouvimos perguntas dos cidadãos de São Paulo, que estão questionando a viabilidade da fase vermelha, como uma solução do problema de saúde e crise aqui em São Paulo. Então, queremos explicar e saber, dependendo... A sua experiência anterior, Sr. Governador, sobre essas novas medidas. Essas novas medidas, mais restritas, em São Paulo, vão ajudar a melhorar o estado de saúde em São Paulo? Dependendo da última fase vermelha que foi aplicada anteriormente.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Hassan, vou dividir com o nosso secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn, mas antecipo que sim, ajudam e contribuem. Isso é claro, a ciência já demonstrou, não só no Brasil, como principalmente fora do Brasil, na Europa, nos Estados Unidos, no Canadá, no Oriente Médio, na China, no Japão, apenas para citar continentes onde as ações restritivas produziram queda acentuada de infecção e mortes. Primeiro, de infecção, depois, de ocupação de leitos, tanto primários quanto leitos de UTI, e na sequência, também reduziram muito os óbitos nestas regiões, onde as medidas de restrição foram adotadas. A ciência indicou isso, e indicou corretamente, e é nessa linha que nós vamos continuar progredindo aqui em São Paulo e tendo boas expectativas com a redução sensível do fluxo de pessoas e uma vigilância rigorosíssima para evitar eventos e aglomerações. Aproveito para mencionar aqui a você, Hassan, e aos demais jornalistas que aqui estão, somente neste final de semana, de sexta até ontem, mais de 200 eventos de médio e grande porte foram coibidos pela Polícia Militar, pela Polícia Civil, por guardas metropolitanos das cidades que possuem guardas metropolitanas, e pela Vigilância Sanitária do estado e dos municípios. Mais de 200 eventos, em diferentes tamanhos, foram coibidos e foram dispersados por força da determinação legal do Governo de São Paulo. E em cada um deles, eu tenho certeza, ajudamos a salvar vidas, inclusive daqueles que estavam se dirigindo ou já começando a ter a intenção de participar desses eventos. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: O Plano São Paulo, ele foi uma métrica, uma forma que se utilizou para fazer com que houvesse uma coordenação do deslocamento das pessoas e da segurança na assistência, tanto relacionada à oferta de número de leitos como também à redução do impacto de mortalidade. E isso se mostrou muito bem eficaz, ao longo de todo o ano de 2020. O que nós tivemos, a partir de dezembro, associado às aglomerações, relacionadas a festividades, também ao fato de as pessoas não respeitarem as normas e regras sanitárias, nós tivemos um outro fator, que é o surgimento de uma cepa nova, que tem uma característica de transmissão entre as pessoas, aquilo que nós chamamos de infectividade, muito maior. Por isso a velocidade do número de casos, do número de pessoas que adoecem e infelizmente de forma grave. A única maneira que nós conseguimos fazer com que a circulação do vírus nesse momento, de uma forma rápida, tenha seu impacto, é diminuindo a circulação de pessoas, porque com elas circularemos menos o vírus na nossa população. Alguém vai falar: "Mas nós temos as vacinas". As vacinas ainda estão sendo aplicadas em grupos ainda pequenos, o ideal é que nós tivéssemos, por isso, muito mais vacinas para proteger muito mais pessoas. Enquanto não às temos, o ideal é que as pessoas mantenham todos os cuidados, e essas restrições são a garantia que nós da saúde possamos continuar dando assistência adequada a todos, para que a vida seja preservada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Jean. Hassan, muito obrigado mais uma vez. Continue nos acompanhando. Vamos agora presencialmente para o Ivan Vargas do Jornal O Globo. Ivan, mais uma vez, obrigado pela sua presença aqui, sua pergunta, por favor.

IVAN VARGAS, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Governador, eu queria falar sobre aglomerações. A gente tem o decreto estadual que estabelece o uso obrigatório de máscaras, e uma resolução que estipula multas para pessoas físicas e jurídicas que não cumprem o decreto a multa para pessoas físicas, de R$ 524,59, para estabelecimentos a multa chega a R$ 5.025. Eu queria saber, dado o contexto de negacionistas fazendo aglomeração, reiteradamente, na Paulista, depois na imediação ali da sua residência. Quem aplica as punições? E por que elas não têm sido, aparentemente, aplicadas nesses atos? Ou mesmo de comemorações, como eventualmente o que aconteceu nas ruas ontem a final da Copa do Brasil? Essa é uma pergunta, e peço licença para fazer mais uma. Relacionada ao tema da coletiva, para a secretária Parnes, para saber exatamente no programa que os senhores estão criando, de transferência de renda, quanto que cada família receberia? Acho que são 12.500 mil, e queria saber quanto que cada uma receberia, [Ininteligível], mínimo e máximo. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Ivan. Nós vamos começando com a Célia Parnes, depois com o General Campos, que está aqui presente, embora não na linha de frente, para poder dar informações sobre a sua primeira pergunta. Célia.

CÉLIA PARNES, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL DE SÃO PAULO: Pois não. O programa está baseado, como eu falei, em três recursos, vamos dizer, diferenciadamente, o primeiro é para necessidades básicas, e ele se baseia um pouco nos outros programas de transferência de renda, elencando o valor de R$ 180 para essas famílias. O segundo valor se baseia na poupança, de novo, pensando em todos os estudos acadêmicos de mobilidade social, para causar essa mobilidade social na família, no valor até R$ 2 mil. Claro que respeitado o tamanho da família, e todas as questões de número de filhos e vulnerabilidade. E o terceiro valor é um valor que chega até R$ 1.200 mil para compra dos equipamentos para o programa de geração de renda, o seu empreendedorismo, o seu projeto de sustentabilidade financeira.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Célia. Antes de ouvir o General Campos, eu queria pedir, General, que a Cristina Megid, chefe da vigilância sanitária, possa nos dar informações. Lembrando também que as multas são aplicadas, Ivan, pelas prefeituras municipais, a sua mesma pergunta você pode, e ao meu ver, deve dirigir também aos prefeitos, de todas as 645 cidades do estado de São Paulo, considerando São Paulo. Porque o problema é o no Brasil inteiro, não é um problema de São Paulo, esse é um problema do país, eu vejo as imagens em outros estados, fico consternado e triste, de ver que brasileiros procuram a morte ao invés de procurarem a vida. Pelo menos, muitos dos que vejo, estão em busca da morte e não em busca da vida, sabem que poderão se infectar, sabem que poderão ir para um hospital, e sabem que correm o risco de morrer, ainda assim participam de aglomerações. Doutora Megid.

CRISTINA MEGID, CHEFE DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Olha, nós temos desde julho do ano passado, a vigilância sanitária do estado, somente do estado, ela aplicou cerca de 3.988 mil multas. O que isso significa? Vai desde o R$ 550, que é só transeunte, até R$ 290 mil. E alguns estabelecimentos eles têm várias infrações, então soma mais do que o R$ 290 mil. Entretanto, esses estabelecimentos eles têm direito a recurso, recurso em primeira instância, segunda instância, terceira instância. Então o processo fica um pouco longo e demorado, tem alguns que tem vários escritórios superimportantes entrando nessa luta, nessa briga, né? Mas a gente tem aplicado, já aplicou cerca de 4 mil multas aqui no estado de São Paulo. E esse recurso já vai diretamente quando arrecadado, para o fundo do Alimento Solidário. Mas nesse momento nós temos que correr atrás desses recursos, dessas empresas. Mas esse é um processo administrativo. Mas a gente tem trabalhado intensamente, e a gente não queria era ter esse resultado, a gente queria não ter tido nenhuma autuação, o que significaria que a população e as empresas estão respeitando o plano São Paulo. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutora Megid. Agora sim, General Campos. General, se quiser, pode vir mais para cá um pouquinho, fica mais fácil para as câmeras. O General Campos vai abordar, Ivan, todo o programa que a Polícia Civil e a Polícia Militar estão realizando, sempre que possível em conjunto com prefeituras municipais, inclusive com as guardas metropolitanas, para coibir eventos. Repito, na totalidade entre eventos de médio e grande porte em todo o estado de São Paulo, foram cerca de 200 eventos coibidos, e finalizados, cessados por ação da Polícia Civil e da Polícia Militar. Eu queria, General, aproveitar para destacar e cumprimentar o trabalho do DOP, da Polícia Civil, que teve um papel muito importante, sem deixar de registrar também o comando da Polícia Militar do estado de São Paulo, com o Coronel Alencar, a ação destemida sob sua orientação, para todo o estado de São Paulo, de sexta até ontem, domingo. General.

GENERAL CAMPOS, SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA: Muito bom, governador, grato. Grato ao Ivan, pela pergunta, que você está me dando chance de mostrar alguns dados. Você já viu perfeitamente que as multas estão sendo aplicadas sim, pela vigilância sanitária, e estão sendo aplicadas pelo Procon, e estão sendo aplicadas pelas prefeituras municipais. Os dados que me chamam atenção, senhor governador, é que a Polícia Militar empregou nos dez dias, do toque de restrição, 46.731 mil policiais. Isso nas 12 áreas que nós temos no estado de São Paulo, são áreas que coincidentes entre a Polícia Militar e a Polícia Civil, o comando de policiamento da capital, o comando do policiamento da grande São Paulo, e as dez áreas do interior. E nesses dez dias, Ivan, o 190 foi chamado 517.188 mil vezes, desses talões atendidos, aquele que a viatura sai, foram 243.565 mil, viaturas cumprindo a sua missão. Um dado que marca muito, senhor governador, quantidade de dispersões nesses dez dias, dispersões desde aquele grupo pequeno que estava na rua, até os pancadões, foram 28.570 mil. É o sistema de segurança pública, as polícias, a Polícia Militar, a Polícia Civil, cumprindo o seu papel, 330 pessoas foram presas. E um último dado que me marcou bastante, foram 1.203 mil blitz feitas pela Polícia Civil. Nós estamos cumprindo o nosso papel, tenho certeza, como disse a doutora Megid, é contribuindo para que as pessoas entendam a gravidade do momento, e a importância da dispersão e da preservação das vidas, delas, dos amigos e dos parentes delas. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, General Campos, secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo. Assim, Ivan, informações completas para a resposta à sua pergunta. Vamos agora, eu recebi o pedido aqui para fazer uma pequena inversão, e vou pedir desculpas à Carolina e à Maira, para que possamos chamar o Guilherme Balsa, da TV Globo, Globo News. Guilherme, boa tarde. Bem-vindo mais uma vez, sua pergunta, por favor.

GUILHERME BALSA, REPÓRTER: Governador, boa tarde, para você. Boa tarde, a todos. A gente percebe um esforço das autoridades aqui para coibir as aglomerações, balada clandestina, festa no final de semana. Mas todos os dias em um outro tipo de aglomeração bem diferente, que é no transporte público, hoje a gente mostrou imagens da estação Brás, da CPTM, a plataforma até que estava vazia, mas quando o trem abre é aquela multidão de trabalhadores que sai, todo mundo aglomerado. Então eu queria perguntar, governador, o que o estado pode fazer para esses trabalhadores que todo dia estão se expondo nos transportes públicos sem ter outra opção? O que pode ser feito? Mais trens em circulação? Adotar alguma medida de logística ali, para que os trens não fiquem tão lotados? Porque para essas pessoas parece que não tem alternativa. E essas imagens acaba depondo contra a própria ideia de uma restrição na circulação. E uma outra pergunta ainda nessa linha, eu queria te perguntar se esse conjunto de medidas que estão em vigor hoje, foi o que foi politicamente possível de fazer nesse momento? A gente sabe que as decisões, ainda que respaldadas em números, na ciência, em questões técnicas, tem um componente político, as decisões de um gestor público. E a gente sabe também que alguns especialistas do centro de contingencia, ou de fora do centro, defenderam o fechamento de escolas, e também a proibição de cultos, de celebrações religiosas nesse momento. A minha pergunta é, o que está em vigor hoje é o que foi politicamente possível? É isso.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Começo pela segunda pergunta. O que está em vigor hoje é o que foi decidido pelo centro de contingência do COVID-19, Guilherme, a democracia se aplica também a um centro de contingência, a opinião de dois ou três não se sobrepõe à opinião de 18 ou 17, é assim que eu aprendi na democracia, e eu sei que é o que você aprendeu também. Portanto, se temos um ou dois, ou três, com opiniões diferentes, nós respeitamos, mas respeitamos principalmente a opinião de 17 ou 18. E tudo no centro de contingencia, o nosso coordenador está aqui presente, Paulo Meneses, se quiser depois pode entrevistá-lo ao conversar com ele, é feito democraticamente. E eu não nego o direito de médicos terem opiniões distintas, mas eu obedeço ao que o centro de contingência do COVID-19 determina. Não há fator político, não há fator econômico, não fator pessoal, não há amizade, não há nenhum tipo de pressão, nenhum tipo de pressão que me faça mudar no atendimento ao que o centro de contingência define. Mas o centro de contingência vota, e é a maioria que decide, e nós sempre vamos seguir o que deseja a maioria. É assim na democracia. Em relação ao outro tema, metrô, CPTM, quero lembrar que também os ônibus não representam a responsabilidade direta do governo do estado de São Paulo, representam responsabilidades dos municípios da grande São Paulo. Eu mesmo, em relação a todos os municípios onde o sistema de ônibus funciona. E essa circunstância não se aplica apenas a trilhos, também a pneus. Portanto, não é um tema simples de ser resolvido, e nem um tema que em uma canetada se encontre solução. As primeiras medidas que foram adotadas, e já faz tempo, torna obrigatório o acesso a qualquer estação do metrô, da CPTM, com máscara, sem máscara você não ingressa na estação, e se uma pessoa tirar a máscara, o segurança está autorizado a orientá-lo para colocar a máscara, e se ele resistir ele é convidado a sair da estação. Também o uso de álcool em gel é recomendado. E o nosso secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, está estudando juntamente com a Prefeitura da capital de São Paulo, e com as cidades que compõem a região metropolitana, sob à coordenação do secretário Marco Vinholi, se há algo adicionalmente que possa ser feito. O que nós não podemos é coibir o acesso ao transporte público, são pessoas simples que utilizam, pessoas que não tem, como você ou eu, a capacidade de usar um automóvel, um aplicativo ou um taxi, e precisam usar o ônibus, o metrô e o trem. Repito, se fosse uma solução simples isso teria sido resolvido em New York, em Londres, em Madri, em Barcelona, onde também o tema do transporte foi complexo, e não houve uma solução definitiva que pudesse ser orientada como padrão e como referência para outras grandes metrópoles, ou outros grandes núcleos de super aglomeração urbana. Mas a propósito disso, na quarta-feira, peço que o nosso secretário de Transportes Metropolitanos participe da reunião, e você terá a oportunidade também de dialogar com ele, se for o caso, sobre esse mesmo tema. Obrigado, então, Guilherme. Vamos agora para a Rádio Jovem Pan, com Carolina Abelin.

CAROLINA ABELIN, REPÓRTER: Boa tarde, governador, e a todos. Governador, a minha pergunta vem um pouco ao encontro da do Guilherme, eu queria entender um pouco mais, no sentido de percepção de vocês. Entendo o esforço da força tarefa, do toque de restrição às festas clandestinas, mas falando do dia a dia mesmo. Entramos na fase vermelha sábado, eu hoje peguei o metrô no horário de sempre, com o mesmo tanto de passageiros, não me pareceu que houvesse menos. A Paulista também, com o mesmo tanto de movimentação de veículos, tão pouco me pareceu que houvesse menos pessoas na rua. Claro que a nossa comparação, São Paulo, outras regiões foram e voltaram no plano de flexibilização. Mas a capital é com aquele primeiro momento lá, eu não consigo ver semelhança entre esses dois momentos. Se essas duas semanas não surtir o efeito que vocês imaginam, como o doutor Gabbardo, em outros momentos falou de uma fase mais restritiva, e isso ainda estaria em análise? Eu queria entender essa percepção de vocês.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Carolina, a resposta é sim, aliás, você já teve essa resposta. O João Gabbardo está aqui, é o nosso coordenador executivo do centro de contingência, assim como o governador geral está aqui também. Mas eu posso responder como governador. A resposta é sim. Nós temos duas semanas, ainda não completas, para analisar o resultado daquilo que estamos fazendo agora na fase vermelha do plano São Paulo. Essa avaliação é feita diariamente, independentemente do período de 14 dias, se necessário for, antes do término desses 14 dias, nós anunciaremos novas medidas. Mas nós não vamos precipitar medidas e nem nos submeter à pressão para adotar medidas, nós vamos avaliar as medidas e fazer isso diariamente, com o centro de contingência, e dialogando com os médicos, eles dialogam, eles decidem e nos comunicam. Agora, a medicina e a ciência orientam também que a precipitação não é a melhor decisão, a melhor decisão é a avaliação, avaliar cuidadosamente e tomar a decisão, e a decisão que o centro de contingência tomar será àquela que nós vamos adotar. Obrigado, Carolina. Vamos agora à Maira Djaimo, é três em um, Rádio Bandeirantes, Rádios Band News e TV Bandeirantes. Maira.

MAIRA DJAIMO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos. Eu queria falar sobre taxa de isolamento, porque no começo da pandemia a gente falava bastante sobre isso, agora a gente teve o primeiro final de semana de fase vermelha, eu queria saber se houve uma diferença nesses índices no final de semana? Por que a gente não mais eles assim diariamente, em todas as coletivas? E se por acaso essa tecnologia não consegue ajudar a gente ver aonde estão pessoas aglomeradas, pontos de aglomeração? Obrigada.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Obrigado, Maira. Responderá Patrícia Ellen. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN DA SILVA, SECRETÁRIA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigada, Maira. Acho que essa pergunta também ajuda a responder as duas perguntas anteriores. Eu queria lembrar que o plano São Paulo ele traz um modelo de gestão e convivência com a pandemia enquanto não temos resultado completo das vacinas, por isso que o governador está aqui sempre repetindo que precisamos de mais vacinas, é a nossa única saída sustentável da pandemia. Mas nós estamos aqui reduzindo circulação com as medidas restritivas adicionais, ao mesmo tempo que mantemos as atividades econômicas girando com segurança. E atendendo à necessidade de mais leitos. Hoje os anúncios foram todos nessa direção. A taxa de isolamento do final de semana mostra que as medidas restritivas já começaram a dar resultado, no sábado nós tivemos no estado de São Paulo uma taxa de isolamento de 46%, no domingo, de 51%. Na capital, 44% no sábado, 50% no domingo. Essas taxas já foram entorno de 4% acima do que nós estávamos registrando nos últimos finais de semana. Precisamos de mais, nós já dissemos que tínhamos uma primeira meta de começar a voltar ali perto dos 50%, mas nós precisamos, sem dúvida, reduzir mais a circulação, e por isso, reforçamos diariamente a importância da colaboração da população, das empresas, para que essa redução aconteça. Também estamos monitorando indicadores de aglomeração, estamos trabalhando para que eles estejam mais atualizados. Fizemos uma parceria com empresas de dados, de tecnologia, e estamos olhando por setor, é por tipo de estabelecimento, prédios comerciais, bares e restaurantes. E aglomerações a polícia aqui tem um trabalho muito bem equipado para entender e localizar formações de multidões também. Então combinando essas duas tarefas nós estamos acompanhando de uma forma diferenciada também a formação de aglomerações por setor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maira. Mas antes de concluir a nossa coletiva, vou pedir ao nosso pessoal para localizar tecnicamente o vacinômetro, que está no ar, o vacinômetro é atualizado a cada 15 minutos, para termos aqui a atualização do horário, deixa eu ver se localizo aqui, às 14h, agora são 14h5min, às 14h São Paulo já vacinou 3.309.125 milhões de pessoas. Repito, 3.309.125 milhões de pessoas, sendo na primeira dose da vacina, 2.457.865 milhões de brasileiros de São Paulo, e já na segunda dose, completando a vacinação, 851.260 mil pessoas. Desses 3.309.125 milhões, 3 milhões de doses da vacina do Butantã. O vacinômetro segue o acompanhamento, você pode acessar pelo vacinaja.sp.gov.br, a informação é transparente, e a cada 15 minutos ele é atualizado. São Paulo, repito, segue sendo o estado com maior número absoluto de pessoas vacinadas, e o segundo estado proporcionalmente com o maior número de vacinas. Mas quero também, aproveitando a pergunta da Maira, Patrícia Ellen, recomendar que a partir de quarta-feira possamos apresentar aqui as taxas de isolamento diariamente. Não vejo razão para que essa informação não seja disponibilizada independentemente de ser questionada. Então, Maira, eu queria te agradecer também pela pergunta, porque aumenta o nosso critério de transparência, antes mesmo de haver a pergunta, nós já disponibilizarmos a informação, e assim será a partir da próxima quarta-feira. Quero no encerramento desta coletiva transmitir mais uma vez aos que estão nos assistindo agora pela TV Cultura, e pela TV Band News, às mulheres em especial, as felicitações pelo Dia Internacional da Mulher, à todas as mulheres que estão aqui nessa linha de frente no governo do estado de São Paulo, o meu carinho, o meu respeito, e também as que embora não fazendo parte do governo, nos ajudam a salvar vidas, como é o caso da Regina Steves que aqui está, ela é só setor privado. As jornalistas que ao longo de tantos meses participam e contribuem com inteligência, com transparência para salvar vidas, a vocês também a nossa homenagem, e as que embora não estão aqui presencialmente, fazem isso também, salvam vidas. Viva às mulheres, viva ao Brasil, viva à vida. Muito obrigado, boa tarde. E até quarta-feira.