Coletiva - SP registra queda de internações por COVID-19 pela quarta semana seguida 20202808

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Coletiva - SP registra queda de internações por COVID-19 pela quarta semana seguida 20202808

Local: Capital - Data: Agosto 28/08/2020

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JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pessoal, boa tarde, muito obrigado pela presença dos jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos, que estão aqui no Palácio dos Bandeirantes, na coletiva de imprensa. Essa é a 116ª coletiva de imprensa que fazemos aqui, desde o início da pandemia. Hoje, participam da coletiva de imprensa o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas, Jean Gorinchteyn, Secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Sérgio Sá Leitão, secretário de Cultura e Economia Criativa, Júlio Serson, secretário de Relações Internacionais, Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, José Medina, coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, e João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência do Covid-19. Também a coletiva está sendo acompanhada por alguns secretários de estado do Governo de São Paulo, que igualmente estarão à disposição para responder perguntas, se necessário.

No dia de hoje, sexta-feira, dia 28, temos na mensagem, a mensagem sobre a saúde. É uma boa mensagem, é uma boa informação. A mensagem mais importante é a mensagem da esperança, e a esperança amparada no fato de que superamos, ao nosso ver, o pioro momento da pandemia do Coronavírus em São Paulo. E esta é uma afirmação, não é uma suposição. Os números desta semana indicam uma nova redução na média de casos e de óbitos em São Paulo. Isso já havia ocorrido na semana passada e na semana retrasada também. Na média móvel de 14 dias, temos uma redu&cced il;ão de mais de 20% no registro de óbitos, e a perspectiva no atual cenário epidemiológico é de que estamos, de fato, iniciando a descida do platô. E é bem provável que o quadro mais crítico desta pandemia, nós tenhamos superado com convicção. Estamos falando, portanto, em vidas que estão sendo poupadas todos os dias em São Paulo. E esses indicadores são a maior prova da eficiência das medidas sanitárias e das medidas de higiene e obrigatoriedade de uso de máscaras que o Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura da capital de São Paulo determinaram em todo o estado, muito antes de outras cidades, mesmo do exterior. Aqui, a obrigatoriedade de uso de máscaras, que algumas capitais europeias adotaram apenas agora, nós já temos há mais de dois meses como obrigatoriedade, apenas para servir como exemplo. Trabalh amos, sim, com planejamento e com integração. Prefeitura de São Paulo e Governo do Estado integrados nas suas secretarias de Saúde, nas suas atuações e na proteção à vida dos brasileiros que vivem na capital com a maior população de toda a América Latina e no estado mais populoso do país. Planejamento, integração, diálogo, entendimento e respeito pela saúde e pela ciência. Foi assim concebido o Plano São Paulo, que se tornou uma referência em todo Brasil e já foi elogiado inclusive por órgãos internacionais de imprensa, pela forma de retomada consciente, cuidadosa, gradual e regionalizada.

Da mesma forma que combatemos o vírus, vamos agora aumentar o combate aos efeitos do vírus, especialmente na economia, no emprego e na proteção social. É um trabalho permanente em várias frentes, e seremos parceiros mais uma vez da Prefeitura da capital de São Paulo. Nessa semana, já anunciamos aqui o programa Meu Emprego Vaga Certa, com resultados já consagrados em geração de empregos para brasileiros de São Paulo, principalmente aqui na capital paulista. Mas a geração de renda, eu quero deixar claro, na condição de governador do Estado de São Paulo, só será forte se o Brasil tiver confiança no s seus agentes econômicos e capacidade de atrair investimentos. Aqui em São Paulo, estamos fazendo a nossa parte e o nosso trabalho, sob liderança de Henrique Meirelles, como secretário da Fazenda, e uma grande equipe de secretários, e o Conselho Econômico do Estado de São Paulo. Não foi por outra razão que, no ano de 2019, São Paulo cresceu quase três vezes o crescimento do país. O PIB de São Paulo foi 2.9% no ano passado, enquanto o PIB do país alcançou 0.9%. Estamos realizando a modernização do estado, exatamente para garantir as metas e a responsabilidade fiscal. Em São Paulo, não fazemos populismo com a pandemia, nem a utilização do vírus como transformação de processo eleitoral ou de natureza ideológica. E volto a afirmar: Se não avançarmos na reforma do estado, na reforma verdadeira, n ão a mentirinha, não a conversa fiada, mas de fato fazer, e ter coragem de fazer, nenhum programa social será sustentável no Brasil. E o populismo, e medidas equivocadas, podem levar o Brasil, o país, à bancarrota. São Paulo não vai esperar que isso aconteça. Por isso, adotamos aqui as medidas de modernização administrativa, que estão nesse momento em debate na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, em respeito ao debate, ao contraditório e, obviamente, ao aperfeiçoamento das propostas.

Nas informações de hoje, primeiro: Internações caem pela quarta semana consecutiva, e pela primeira vez, desde o início da pandemia, nenhuma região, repito, nenhuma região é rebaixada de fase no Plano São Paulo. É a primeira vez que isso acontece, e volto a reafirmar aqui: estamos iniciando a descida desse platô, concretamente. Nesta sexta-feira, 14ª semana do Plano São Paulo, em que normalmente realizamos atualizações de fases, nenhuma região foi rebaixada. O estado continua com 88% da sua população em regiões na fase amarela, um avanço conquistado na última reclassificação, n a semana passada. Todos os principais índices de capacidade do sistema de saúde e propagação da pandemia continuam melhorando no Estado de São Paulo, e esperamos que assim continue. As internações estão caindo pela quarta semana consecutiva, um fato inédito desde o início da pandemia no Estado de São Paulo, no dia 26 de fevereiro, quando a primeira pessoa infectada testou positivo no Hospital Albert Einstein, aqui na capital. Entre domingo e quinta-feira desta semana, em relação aos mesmos dias da semana passada, houve uma redução de 9% no número de internados em São Paulo. Com 54.3%, temos o menor índice de ocupação de UTIs, desde o início do Plano São Paulo. Com uma queda de 9% no número de óbitos, entre domingo e quinta-feira desta semana, em relação ao mesmo período da semana anterior, caminhamos para a terceira semana seguida de queda de mortes no Estado de São Paulo. São, sim, bons indicadores, indicadores que nos trazem otimismo. O pior está passando, mas isso não deve inibir precaução, zelo, cuidado e atenção no combate à pandemia. Nenhum relaxamento deve ser adotado pelos bons resultados conquistados até aqui.

Segunda informação: São Paulo exporta, pelo Instituto Butantan, pela primeira vez na sua história, 550 mil doses da vacina contra a gripe, para países asiáticos. É a primeira vez que isso acontece, nos 119 anos de história do Instituto Butantan. E o Instituto Butantan recebeu esta semana encomenda da OMS, Organização Mundial de Saúde, para destinar 300 mil doses da vacina contra a gripe - quero deixar bem claro que estamos tratando aqui, neste caso, da vacina contra a gripe, da qual o Instituto Butantan é o maior produtor mundial no Hemisfério Sul. A Organização Mundial de Saúde solicitou vacinas para a Mongólia, 30 0 mil doses da vacina, e 250 mil doses para as Filipinas. A solicitação da OMS consolida o Instituto Butantan como uma das instituições mais importantes e respeitadas na produção de vacinas, em todo o mundo.

Quero mencionar também que essa semana formalizamos, junto ao Ministério da Saúde, solicitação de recursos para a vacina contra a Covid-19, o Coronavírus. Reunião realizada em Brasília, no Ministério da Saúde, com o ministro Eduardo Pazuello, ao lado do secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, do presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, do secretário de Governo em Brasília, Antônio Imbassahy, e da deputada federal Mariana Carvalho. Foi bem-sucedida. Falei ontem com o ministro Pazuello e a disposição do ministro é seguir tecnicamente o respaldo ao Instituto Butantan. Saudei o m inistro, por não colocar nenhum viés de ordem política, ideológica ou de outra ordem, num momento tão grave da vida, da saúde dos brasileiros, onde as decisões devem ser técnicas, e não políticas. Estamos caminhando bem nessa relação com o Ministério da Saúde e não vejo espaço para ser diferente desta conduta que foi dita a mim pelo ministro Eduardo Pazuello. Também houve a visita à Anvisa, ao presidente da Anvisa, o Almirante Barra, igualmente uma visita bem-sucedida e tratada tecnicamente. Quero registrar que o apoio financeiro do Ministério da Saúde é fundamental para a produção do estudo clínico que estamos realizando, a ampliação do estudo clínico e a capacitação para multiplicar fortemente a capacidade de produção de vacinas do Instituto Butantan. Reafirmo a todos que aqui estão, e aos que estão nos assistindo em casa: Nós não estamos numa competição da vacina, nós estamos na competição da vida.

Terceira informação: O aperfeiçoamento dos indicadores do Plano São Paulo, que serão apresentados aqui pelo José Medina, o Dr. Medina, que é o coordenador do Centro de Contingência, dando detalhes sobre estas atualizações. Essas mudanças, feitas neste estágio do Plano São Paulo, foram feitas para evitar que regiões que reduziram sensivelmente os seus indicadores sofram mudanças abruptas de fase, sem que, de fato, a pandemia tenha se agravado nestes locais. E essa foi uma decisão do Centro de Contingência do Covid-19, que é determinador e balizador das ações, tanto do Governo do Estado quanto da Pr efeitura da capital de São Paulo.

Quarta e última informação da coletiva de hoje, ela está... Afeta a Cultura e Economia Criativa, setores que sofreram muito e continuam a sofrer, com os efeitos na economia da pandemia do Coronavírus. Mas hoje a informação também, ela é boa e positiva. É o programa da Mostra Internacional de Cinema Virtual, uma iniciativa inédita, que vai transmitir gratuitamente 33 filmes de 21 países, e repito, gratuitamente, à população. A programação será exibida diariamente, às 19h e às 22h, entre os dias 1 e 30 de setembro, pela plataforma de vídeo por demanda Cultura em Casa. Mais detalhes ser&atil de;o fornecidos a vocês pelo secretário de Cultura do Estado de São Paulo, Sérgio Sá Leitão.

Vamos começar então com o tema da Saúde e, na Saúde, com a palavra de Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde do Estado de São Paulo. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, governador, boa tarde, secretários, boa tarde a todos aqui presentes. Estamos indo para a 36ª semana epidemiológica. Ainda estamos em quarentena. Tivemos queda no número de internações, de óbitos, inclusive de casos, a despeito da maior testagem que fazemos no estado. Essa é a quarta semana consecutiva com esses índices de melhora. Para se ter uma ideia, no município de São Paulo, o número de óbitos atingiu níveis similares à 19ª sema na epidemiológica no estado, e próximo às... E quando se fala de estado, à 22ª semana epidemiológica. Quer dizer, dados muito significativos de queda, realmente expressiva. Isso reforça o controle da pandemia no nosso estado e mantém a flexibilização como um dos maiores objetivos a serem instituídos. Lembrando que teremos progressões nas próximas semanas, frente a esses bons índices. Como o governador comentou, o Centro de Contingência promoveu uma recalibragem do Plano São Paulo, com o objetivo de dar uma maior estabilidade na transição das fases amarelas para as fases verdes, sempre mantendo todos os níveis de segurança, principalmente para a população, no enfrentamento do Covid-19. É dessa forma que, aprimorando o plano de uma forma eficiente, responsável e adequada à realidade que vivemos frente &agrav e; pandemia. Em relação à semana epidemiológica anterior, o Estado de São Paulo apresentou uma redução, uma queda do número de casos em 5%, nas internações em 10% e nos óbitos em 11%. Já o município de São Paulo apresentou uma redução de número de casos em 2%, de internações em 11% e de óbitos em 6%. O que nos trouxe bastante felicidade foi o quanto o interior e o litoral, que sempre foram as nossas óticas de atenção, tiveram regressão do número de casos em 6%, internações também com as mesmas cifras de 6%, e de óbitos em 18%. Mantivemos também, como já foi dito, o número de internações mais baixas que nós pudemos ter no Plano São Paulo, foram menores de 55%. Lembrem-se que, na semana passada, nós tínhamos cifras próximas a 58%. Hoje, já temos no estado 54,3% de ocupação de unidades de terapia intensiva, e 51,9% na região metropolitana, portanto reforço, os melhores índices relacionados ao Plano São Paulo.

Estamos testando, testando muito. São 96 testes para cada 100 mil habitantes. Quem é possuidor dessas cifras são países como a Alemanha, que são referências mundiais em testagem, portanto São Paulo está testando e continuará promovendo a testagem. Só com a vacina, volto a dizer, apesar desses índices, são formas que nós teremos de poder voltar ao nosso normal. A Coronavac revelou segurança já na fase 2, com boa tolerabilidade e com uma redução de efeitos colaterais, principalmente com dor no local da aplicação, de forma bastante leve, e isso vem se evidenciando também nessa fase 3 de testagem, o que mostra que não só a vacina tem a segurança, como ela também mostrou uma eficácia, que já foi demonstrada na fase 2, em cerca de 97% de proteção já na administração da segunda dose da vacina. Aproveito esse momento, governador, para agradecer ao Ministério da Saúde, assim como à Agência Nacional de Vigilância Sanitária, pelo apoio à Coronavac, que é uma vacina do Instituto Butantan, para todos os brasileiros.

Eu quero só fazer um adendo, que, frente à migração do sistema interno da extração de dados, nós divulgaremos os números de hoje no decorrer da tarde. Mas eu gostaria de mostrar três diapositivos muito importantes, que são muito emblemáticos e refletem tudo aquilo que eu disse há pouco. A questão relacionada à média diária de novos casos, no Estado de São Paulo, mostrou um declínio significativo, especialmente quando nós observamos a 33ª semana, em relação à 35ª, mostrando uma queda progressiva. Próximo, por gentileza. Também em relação à s novas internações, o número que já mostra aquela curva de inflexão, portanto temos hoje a possibilidade de dizer: saímos do platô, não só no município de São Paulo, mas também em todo o estado. Próximo, por favor. E na curva de óbitos, também tendo essa expressão de descenso, trazendo então um alento. Mas trazer alento não significa que estejamos diminuindo a guarda, a preocupação e todas as normas de distanciamento e regras sanitárias. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Vamos agora ouvir o João Gabbardo, que é o nosso coordenador executivo do Centro de Contingência do Covid-19. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador, boa tarde a todos que acompanham essa coletiva. Eu vou falar, governador, sobre esse aperfeiçoamento dos indicadores do Plano São Paulo, que o senhor anunciou na sua fala inicial. O Plano São Paulo foi concebido com três indicadores, para monitoramento da transmissibilidade, a evolução da doença. Todos vocês sabem que são os indicadores de casos, de novos casos, indicadores de internação hospitalar e indicadores de óbitos. Esses indicadores foram conc ebidos para serem analisados de forma comparativa, sempre analisando o resultado da semana com o resultado da semana anterior. Quando se aproxima o momento de algumas regiões terem condições de passar para a fase verde, o Centro de Contingência, para dar mais segurança ao plano, implementou dois novos indicadores. Esses dois novos indicadores não são indicadores de comparação, não são de comparação com semanas anteriores, são indicadores fixos, que determinam que, para passar pra fase verde, a região precisa ter, no máximo, 40 internações por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, e precisa ter, no máximo, cinco óbitos por 100 mil habitantes, nos últimos 14 dias. Isso se justifica pela necessidade de que, para passar pra fase verde, a região tem que estar efetivamente com o controle da epidemia, e o controle da epide mia se estabelece com esses números, que são números bastante seguros. Agora, neste aperfeiçoamento, e para preservar a estabilidade das fases das regiões, sempre que este indicador, sempre que a região estiver contemplada, estiver atingindo esse indicador de cinco óbitos no máximo, 40 internações por 100 mil habitantes nas 24 horas, esse indicador vai preponderar sobre uma possível alteração no dado comparativo da semana.

Na prática, o que significa isso? Vamos imaginar uma região que esteja com a pandemia totalmente controlada, e tem na semana um óbito. Se na semana seguinte, ele tiver três óbitos, ele tem um acréscimo de 200%, e isso pode levar da fase amarela de volta pro laranja ou pro verde, quando a epidemia está absolutamente controlada. Então, quando acontecer isso, dele atingir esses níveis máximos de cinco óbitos e 40 internações, este indicador, ele vai ser preponderante em relação a uma alteração que possa ocorrer na comparação das semanas. Por óbvio que, se essa alteração na evolu&ccedil ;ão das semanas for suficiente para retirá-lo dessa situação, ou seja, se ele ultrapassar seis óbitos por 100 mil habitantes, ou ultrapassar 40 internações, ele vai seguir a regra geral do Plano São Paulo. Era isso, Sr. Governador.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Eu vou pedir ao Dr. José Medina que dê uma informação complementar, referente a academias, uma decisão que foi formalizada hoje pela manhã pelo Centro de Contingência do Covid-19, relativamente às academias de ginástica, aqui no Estado de São Paulo. É uma informação relevante e leva em conta o controle sanitário, mas leva em conta também as solicitações e recomendações, avaliadas pelo Centro de Contingência do Estado de S&atild e;o Paulo. Com a palavra, o Dr. Medina. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Então, é uma informação bem curta. Tem uma demanda das academias para que os vestiários sejam liberados, durante a sua atividade. E isso nós consideramos razoável, considerando a evolução da pandemia, e também o risco muito baixo de transmissão do Coronavírus através de superfícies. Então, dentro daquele limite de 40% de ocupação, os vestiários estão liberados para uso.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. Portanto, liberadas as academias, para que os seus frequentadores possam fazer uso dos seus vestiários, dentro, evidentemente, dos critérios sanitários que estão previstos no programa do Plano São Paulo e no zelo e cuidado que cada academia certamente adotará, e os seus usuários também.

Antes de passar à Patrícia Ellen, e Vinholi, e Dimas, vamos ouvir o prefeito da capital de São Paulo, Bruno Covas. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Queria aqui apresentar alguns dados relacionados à cidade de São Paulo. Próximo. Próximo. Primeira curva mostrando a quantidade de casos novos na cidade de São Paulo. Desde o dia 24 de junho, a cidade tem índices menores do que 1, quando comparados os últimos sete dias, em relação aos sete dias anteriores, o que significa que, desde esse período, a gente vem reduzindo a quantidade de novos casos na cidade, inclusive mesmo com uma ampliação de testagens feitas pela prefeitura, pelo estado e pela iniciativa privada. Próximo. Aqui, as duas curvas relacionadas às novas internações. A primeira delas, a curva amarela, que mostra a quantidade de casos nos últimos sete dias, relacionados aos sete dias anteriores. Desde o início de junho, a gente tem dados menores do que 1, o que já faria que a cidade, neste critério, entre na fase verde. Se, desde junho, nós temos índices menores do que 1, isso significa e é depois corroborado pela própria curva roxa, que mostra a quantidade de casos, de internações por 100 mil habitantes. É exatamente o momento em que, a partir do ponto maior da curva roxa, você começa a ter uma redução da quantidade de novas internações e desde o início de agosto a cidade já está abaixo das 40 internações por 100 mil habitantes, já dentro, portanto, da fase verde para esse indicador. Finalmente, em relação ao número de óbitos, a cidade, desde junho, a curva amarela vai tangenciando essa faixa, que é a faixa relacionada à fase verde. Às vezes, dentro da fase verde, às vezes um pouco fora, mas desde junho a gente tem uma redução na quantidade de óbitos na cidade de São Paulo, isso também demonstrado pela própria curva roxa, que mostra que, a partir de agosto, a partir de junho, perdão, quando nós tivermos um pico na cidade de São Paulo, a gente vem reduzindo a quantidade de óbitos por 100 mil habitantes, e agora, nos últimos dias de agosto, a gente começa a entrar na banda verde, que é a quantidade de menos de cinco óbitos por 100 mil habitantes, lembrando que aqui, a cidade, a gente trata com indicadores relacionados à data de ocorrência, que, pra Vigilância Sanit ária do município, traduz melhor a evolução da pandemia. Considerando todos os cinco indicadores que o Governo do Estado de São Paulo leva em consideração para analisar em que região, em que fase uma região ou município de São Paulo se encontra, a expectativa da Prefeitura de São Paulo é que a gente esteja com os cinco indicadores, podendo ser classificado na fase verde, entre o dia 20 de setembro e 10 de outubro. Então, hoje a gente trabalha com a projeção entre os últimos dias de setembro e os primeiros dias de outubro para que todos os indicadores estejam, todos, dentro da faixa verde, com a tranquilidade de podermos avançar na flexibilização, lembrando inclusive... Próxima. Que a cidade continua em quarentena, e a gente reforça aqui a solicitação para que as pessoas continuem a evitar aglomeraç&atil de;o, continuem a utilizar a máscara. É isso que tem ajudado a cidade a melhorar a cada dia os seus índices. Muito obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno Covas. Vamos agora à Patrícia Ellen e o Marco Vinholi, falando exatamente sobre o Plano São Paulo e as boas notícias que pudemos hoje reproduzir de que, nessa 14ª semana do Plano São Paulo, nós não tivemos nenhuma região rebaixada, e todos os índices positivos. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigada, governador. Então é um lembrete aqui que a nossa atualização vigente do Plano São Paulo é a que foi realizada no dia 21 de agosto, na última sexta-feira. Foi a 11ª atualização, e com todas as boas notícias que foram aqui apresentadas pelo governador João Doria, pelo secretário Jean, pelo prefeito Bruno Covas, nós estamos vendo essa melhoria importantíssima nos indicadores. Então, temos aqui melhoras em i nternações, óbitos e casos, que fazem com que não tenhamos classificação extraordinária no dia de hoje, lembrando que as classificações oficiais são a cada duas semanas, às sextas-feiras, e que somente fazemos classificações extraordinárias se há alguma região que precisa retroceder para a fase vermelha. Então, os indicadores estão bastante estáveis em geral, de todas as regiões, e não há nenhuma região indo para a fase vermelha. Nós vamos colocar os detalhes, os indicadores também no site, mas já foi mencionado aqui todas as melhorias. E na média móvel aí de sete dias, o Estado de São Paulo hoje está com uma redução total de casos de 5%, de internações de 10%, de óbitos de 4%.

Queria destacar alguns números como exemplos. Prefeito Bruno Covas falou do município, temos aqui uma das maiores quedas que já tivemos de internações no município, com uma queda aqui de 12%, sete dias com relação a sete dias anteriores, e lembrando pra estarmos sempre atentos à metodologia que está sendo utilizada. Cada prefeitura acompanha seus indicadores com muita granularidade, mas nós seguimos sempre as fontes oficiais aqui de Governo, com a fórmula também publicada em decreto. As atualizações mencionadas aqui, tanto pelo Dr. Medina como pelo Dr. Gabbardo, serão acatadas aqui pelo Governo do Estado de São Paul o e também publicadas em decreto, com a descrição da calibragem, como será feito também esse pequeno ajuste na fase verde. Essa mudança é pra fase verde, nada muda na gestão que estamos fazendo até agora. Esse ponto é muito importante. Estamos, sim, num momento de saída do platô, que temos que celebrar essa conquista, mas estamos também em quarentena e vamos seguir respeitando o nosso plano.

Temos aqui um olhar para a flexibilização, muito importante, mas temos que manter aqui todos os cuidados, com protocolos e usos de máscaras, pois o plano tem as medidas necessárias, se precisarmos retroceder em algum momento. A boa notícia é que essa flexibilização, com 88% da população na fase amarela, nos permitiu iniciar uma retomada econômica expressiva, que já se traduz também na melhoria dos nossos indicadores. Governador João Doria mencionou nessa segunda-feira a importante notícia de termos aqui o primeiro saldo líquido de empregos positivo, no mês de julho, com mais de 22 mil empregos criados no nosso estado, sendo o estado que mais criou empregos, e também tivemos recorde de abertura de empresas no mês de julho, tendo um número quase 20% superior ao mesmo mês, no ano passado. O mesmo se traduz também no faturamento das empresas e alguns setores, obviamente, com uma retomada mais expressiva que outros.

Um setor que ainda precisa dar um passo além, e por isso que é muito importante nós seguirmos essa trajetória de melhoria, é exatamente o setor de economia criativa, o setor de eventos culturais, também eventos sociais, eventos de negócios e toda a parte de turismo. E é por isso que temos um olhar atento e ainda mais cuidadoso pra esse setor. Então, o anúncio de hoje vem muito de encontro com esse apoio necessário à retomada de todos. Estamos, sim, como o governador sempre colocou, priorizando a ciência e as vidas, e também trabalhando arduamente para proteção e geração de oportunidades de emprego e renda pra toda a população. Muito obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Marco Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde a todos. Seguindo com as boas notícias, dentre os indicadores, os cinco do Plano São Paulo, dois são os que têm os maiores pesos, e eles são também correlatos. Um deles é a ocupação de leitos de UTI, e o outro, a taxa de internações. Então, por isso, nas boas notícias de hoje, queria fazer dois destaques. Primeiro que a gente chega à melhor taxa de ocupação até hoje, os 54.3% de ocupação de leitos de UT I nesse momento. A gente veio melhorando. Essa taxa em junho, no último dia 28 de junho, ou seja, há dois meses atrás, era de 66%, e agora chegamos a 54.3%, portanto uma queda significativa, 45.7% de leitos livres de UTI no Estado de São Paulo e 62.2% de leitos de enfermaria livres nesse momento. E a taxa correlata a isso é justamente as internações. A melhor notícia de hoje, a gente pode dizer que, tanto na capital, quanto na região metropolitana, quanto no interior, nós tivemos quedas significativas nesse índice. Esse índice traz muito do que acontece nesse momento da pandemia, e dentre as 22 regiões aqui do Estado de São Paulo, delimitadas pelo Plano São Paulo, 11 delas já têm uma taxa de internação abaixo das 40 internações por 100 mil habitantes, índice que o Plano São Paulo delimita sobre a intensidade da pandem ia naquele território. Então, são índices muito bons, a capital puxando esses índices, a região metropolitana também reagindo muito bem, e o interior dando resposta nesses índices.

Essa resposta já demonstra melhora nessas regiões que também estão na fase laranja, mas que tiveram avanço ao longo do último período. A região de Presidente Prudente, queda em casos, internações e óbitos, região de Marília da mesma forma, com uma queda muito contundente de 42% nos seus óbitos, a região de São João da Boa Vista, também melhorando seus indicadores, queda em casos, internações e óbitos também, e as regiões de São José do Rio Preto e Franca ainda com uma taxa de ocupação dos seus leitos de UTI um pouco alta, melhorando em todo esse p eríodo. Novos leitos são adicionados, agora entrando mais leitos em Igarapava, na região de Franca, também em Ituverava, assim como em São José do Rio Preto, no Hospital de Base e com outros leitos na região, mas ainda com internações com leve crescimento. Portanto, os índices vêm melhorando em todo o Estado de São Paulo, e também nas regiões que hoje seguem na fase laranja.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Agora, vamos falar da vacina e do Instituto Butantan, com o seu presidente Dimas Covas. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Boa tarde, governador. Essa semana é uma semana que certamente se inscreverá na história do Instituto Butantan e na história do Estado de São Paulo. Por dois aspectos: primeiro, pela grande evolução do processo de incorporação da vacina o Coronavírus; e segundo, pelo aspecto da internacionalização da produção da vacina da gripe do Butantan.

Na terça-feira dessa semana, primeiro fato importante: recebemos a visita da Comissão Externa de Acompanhamento do Covid-19, da Câmara Federal, chefiada pelo seu presidente, deputado Luizinho, e com os demais 16 membros, vice-presidente Carmen Zanotto, a nossa relatora Mariana Carvalho. E vieram conhecer as instalações do Butantan, que é principal parceiro do Ministério da Saúde no fornecimento de soros e vacinas, e também a fábrica onde será produzida a vacina para o Coronavírus. Então, foi uma visita importantíssima, que trouxe transparência a esse processo e mostrou como nós estamos evoluindo rapidamente nesse nosso acord o com a empresa Sinovac.

Na quarta-feira, fomos eu, o secretário Jean e o secretário Imbassahy ao Distrito Federal, a Brasília. Fomos recebidos inicialmente pelo ministro Pazuello, foi um encontro de alto nível, aonde os interesses nacionais em relação a essa vacina foram discutidos, onde nós apresentamos o cronograma previsto para chegada da vacina no Brasil e a necessidade de recursos para que isso acontecesse. Asseguramos ao ministro que, em dezembro, teremos 45 milhões de doses de vacinas disponíveis para o nosso SUS, que, portanto, o ministro pode já iniciar a sua preparação para desencadear uma campanha nacional de vacinação. Asseguramos também que poderíamos integralizar esse volume até 60 milhões, em março, e podemos chegar a 100 milhões em maio. Então, nós formalizamos essa possibilidade e apresentamos ao ministro as necessidades de investimento: R$ 85 milhões para fazer avançar mais rapidamente os estudos clínicos, R$ 60 milhões de apoio ao processo de restruturação da fábrica, e o fornecimento das doses, que isso é um ponto ainda não definido em termos de valores, mas nós adiantamos que necessitaríamos de valores aproximados a R$ 2 bilhões para integralizar as 100 milhões de doses. Na sequência, discutimos com a equipe técnica do Ministério. Os dois primeiros pleitos foram inicialmente acatados e agora se discute a formalização de como esse recurso poderá chegar ao Estado de São Paulo da forma mais rápida possível. E ficamos de avançar também no terceiro tema, que é a questão das doses de vacina.

No final da tarde, fomos à Anvisa, levamos à Anvisa resultado adicionais de estudos de segurança que foram produzidos na China. A China já se apresentou, nesse momento, 24 mil voluntários vacinados, com perfil de segurança dos melhores entre as vacinas, de uma forma geral, quer dizer, apenas 5% de efeitos colaterais, 3% de efeito mais grave, que foi dor no local da aplicação, e 0.18% de manifestações febris, um perfil de segurança muito próximo à nossa vacina da Influenza. Então, isso foi acrescido ao nosso dossiê e solicitado à Anvisa, e aí houve a concordância imediata, de um acompanhamento mais frequente des se processo, do estudo clínico de fase 3, para que, na hora que apresentássemos a documentação, não houvesse nenhum tipo de demora, no sentido de emissão do registro. Então a Anvisa, através do seu presidente, mostrou-se comprometida com esse processo e estamos trabalhando intensamente nisso.

E ontem, a última boa notícia, recebemos formalmente, ontem à noite, a encomenda da Organização Mundial de Saúde, para o fornecimento de 550 mil doses da vacina da gripe, pela primeira vez para o exterior. Isso coloca o Butantan no mercado internacional de vacinas, com seu principal produto, que é a vacina da gripe, e devemos fornecer, por esse contrato, 550 mil doses, 300 mil doses para a Mongólia, 250 mil doses para a Filipina. Isso consolida o Butantan como o maior produtor de vacinas do Brasil, o maior produtor de vacinas da gripe do Hemisfério Sul e futuramente, quem sabe, o maior produtor, um dos maiores produtores da vacina do Coronavac. Então, essas boas n otícias, governador, mostram o compromisso do Estado e o compromisso do Butantan com a saúde dos brasileiros.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. E agora a última intervenção, do Sérgio Sá Leitão, secretário de Cultura do Estado de São Paulo, e eu queria mencionar também que a realização dessa mostra internacional foi possível muito pelo apoio, pelo suporte que o Júlio Serson, como secretário de Relações Internacionais, viabilizou, através de consulados e embaixadas e institutos estrangeiros, em São Paulo e em Brasília. Sérgio.

SÉRGIO SÁ LEITÃO, SECRETÁRIO ESTADUAL DE CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, governador, boa tarde a todos e todas. Estamos aqui então para anunciar a realização da 1ª Mostra Internacional de Cinema Virtual de São Paulo. Sem dúvida, é um grande acontecimento para a nossa cultura. E eu aproveito aqui, governador, para reiterar as suas palavras, agradecer muito o empenho do secretário Júlio Serson e da sua equipe, demonstrando mais uma vez que, quando um governo trabalha junto, um governo trabalha melhor. E o seu gove rno, governador João Doria, é um exemplo disso, porque aqui todos nós trabalhamos em total sintonia, em total sinergia, unindo esforços para fazer mais e melhor. Essa mostra é resultado disso.

De 1 a 30 de setembro, podemos avançar aí a apresentação, nós teremos 33 filmes, de 21 países, obras de ficção, documentários e animações. São longas e curtas também. E esses filmes serão exibidos por meio da plataforma Cultura em Casa, sempre às 19h e às 22 horas. E depois, quase todos esses filmes ficarão disponíveis por um período limitado para exibição por demanda. Em alguns casos as sessões serão exibições únicas, em outros os filmes ficarão disponíveis para serem vistos depois. Governador, apenas a Mostra Internacional de Cinema de S& atilde;o Paulo, que normalmente acontece no mês de outubro, traz filmes de mais países. Então, realmente nós estamos produzindo algo que é um acontecimento em termos culturais e em termos diplomáticos também, de relação diplomática de São Paulo com esses países. Podemos avançar, aí eu tenho alista dos países, é importante vermos a diversidade, a pluralidade, quer dizer, temos filmes de Alemanha, de Angola, da Argentina, da Bélgica, de Cabo Verde, do Canadá, da Coréia, do Equador, da Espanha, da Geórgia, da Hungria, da Índia, da Itália, do Japão, de Luxemburgo, Moldávia, Nicarágua, Países Baixos, Paraguai, Rússia e Uruguai, quer dizer, quase todos os continentes representados nesta mostra que é um panorama do melhor do cinema internacional. Esses filmes são todos inédito s aqui no Brasil e serão exibidos com legendas em português. Eu gostaria de compartilhar com vocês aqui alguns dos destaques. Temos esse filme Bardsongs que é um filme dos Países Baixos. O Hindi Medium que é um dos filmes de maior bilheteria da história do cinema indiano, sucesso total, que inclusive gerou continuações. [Podemos avançar]. Temos também o Giant Little Ones, Pequenos gigantes, é um filme canadense, é um drama muito tocante. O Férias que é filme alemão. Finalmente, mais dois destaques, o La Isla Mínima que é um filme espanhol, também de altíssima qualidade e o Dafne que é o representante do cinema italiano que fez também uma bela carreira em festivais internacionais. Nós temos aqui alguns dados, governador, do êxito, do sucesso dessa iniciativa que foi a plataforma Cultura em Casa, que é a pri meira plataforma de streaming e vídeo por demanda, 100% cultural, do nosso país. Já tivemos aí quatro meses de funcionamento, mais um pouquinho, né? Esses dados aí são do dia 20 de agosto, o cerca de 1.000 conteúdos disponibilizados, tiveram um milhão e meio de visualizações por 575 mil usuários, totalizando 151 mil horas de visualização. E nós tivemos acessos de todas as regiões de São Paulo, todos os municípios, todos os estados do Brasil e quase 200 países, quer dizer, estamos levando a cultura de São Paulo para o mundo. E recentemente fizemos a 1ª Virada Cultural online de São Paulo, foi a Virada de Salto, de 16 horas do dia 22 às 5 horas da manhã do dia 23 de agosto, foram 165 artistas, 22 apresentações contínuas, 13 horas de programação e tivemos 100 mil visualizaç ões durante a exibição, superando às expectativas. É isso. Tenho certeza que essa mostra também será um grande sucesso e com isso, Júlio, estamos estreitando as nossas relações também diplomáticas e culturais com esses países. Governador, temos um vídeo rápido aqui para ser mostrado sobre essa realização. Muito obrigado.

[apresentação do vídeo]

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Sérgio, obrigado Júlio. Vamos agora às perguntas. Eu vou aqui indicar a ordem das perguntas que serão feitas pelos veículos de comunicação cujos jornalistas se encontram aqui: CNN, Rádio Capital, SBT, TV Cultura, Rede TV, Rede Record, TV Globo/Globonews. Começando então com a CNN com a jornalista Tainá Falcão. Tainá, boa tarde, a sua pergunta, por favor.

TAINÁ FALCÃO, JORNALISTA DA CNN: Boa tarde. A minha pergunta vai para o Dr. Dimas. Eu queria mais detalhes, doutor, sobre esse encontro no Ministério, para a gente entender, foi assegurado esse recurso pelo Ministro da Saúde ou foi uma sinalização? Em quanto tempo vocês voltam a falar sobre isso? Qual seria o prazo do governo do estado para receber esses recursos? E eu tenho uma pergunta para o prefeito também, se já há, prefeito, uma decisão em relação a Corrida São Silvestre?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Ok. Obrigado Tainá. Então, vamos a primeiro com o Dimas Covas e na sequência o Bruno.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: A sinalização foi clara, Tainá, a equipe técnica do Ministério nos recebeu, já apontou os caminhos para que esse recurso possa chegar aqui no estado de São Paulo o mais rapidamente possível. Então, o entendimento foi total, sintonia total, apoio do Ministro que solicitou que solicitou que a equipe técnica nos recebesse a tarde, fora da agenda, quer dizer, abriu espaço na agenda da Secretaria de Ciência e Tecnologia, então foi, de fato, um grande avanço em relação a compreensão do que é a vacina e qual a importância da vacina para o Brasil. Então, total apoio e acredito que vamos caminhar muito rapidamente nesse processo com esse apoio.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Dimas. Agora o Bruno Covas sobre a São Silvestre.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: A São Silvestre é um evento privado, não é um evento organizado pela prefeitura de São Paulo. Até agora a Fundação Casper Líbero que é a responsável pela organização do evento não anunciou qualquer mudança em relação ao evento. Nós já avisamos a Fundação Casper Líbero que no momento é impossível realizar um evento como a São Silvestre. Que se eles quiserem correr o risco de aguardar o dia 31 de dezembro para verificar lá em 31 de dezembro se é possível ou não fazer, é o risco que eles correm. Então, até agora nós não fomos avisados de nenhuma decisão de postergação ou de mudança na organização da São Silvestre para poder a prefeitura autorizar a sua realização na cidade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Bruno. Tainá Falcão, obrigado pelas perguntas. Vamos agora à Rádio Capital com a jornalista Carla Mota. Carla, boa tarde, sua pergunta, por favor.

CARLA MOTA, JORNALISTA DA RÁDIO CAPITAL: Boa tarde, boa tarde a todos. Eu gostaria de saber da saúde, foi até uma pergunta que me foi feita por várias enfermeiras, se tem um balanço dos profissionais da saúde infectados aí nessa pandemia, tanto no estado como também, se possível, na prefeitura. E aproveito também, governador, para perguntar para o senhor de que forma que o senhor vê o afastamento do governador do Rio de Janeiro justamente nesse momento de pandemia e com suspeita de irregularidades aí na área da saúde? Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Carla, vamos então à saúde com Jean Gorinchteyn e na sequência o Bruno ou o Edson Aparecido.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado pela pergunta, Carla. Nós temos, no estado de São Paulo, profissionais da saúde, sejam médicos, técnicos de enfermagem, enfermeiras, fisioterapeutas que estão incluídos na assistência direta, nós temos aproximadamente 140 mil funcionários. Desses, 24 mil, pouco mais de 24 mil teve afastamento em decorrência ao Covid-19. Nós já tivemos um retorno de 20.300 profissionais para a assistência, ou seja, já se recuperara e os demais ainda est&atilde ;o em afastamento em recuperação. Sessenta e um deles, infelizmente, acabaram falecendo.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Nós temos no município de São Paulo 1.976 profissionais atualmente afastados, sendo que 1.189 confirmados com Covid-19 e 739 afastados com síndrome gripal, que representa, em torno, menos de 3% de um total de 90 mil profissionais que nós temos na cidade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Bruno. Carla, em relação a sua pergunta sobre o governador do estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, eu não estou aqui para fazer juízo de valor nem juízo de mérito, mas eu defendo sempre que investigações e esclarecimentos de denúncias sejam feitos, porém, quero também registrar aqui, como governador o estado de São Paulo, que uma decisão dessa dimensão monocrática e não de um colegiado, é, no mínimo, estranha. Uma decisão co mo essa, a meu ver, dada a sua importância, a sua dimensão, deveria ser adotada por um colegiado e não por um único juiz. Repito, não faço aqui juízo de valor nem juízo de mérito, defendo que todas as investigações sejam feitas e concluídas, mas também enfatizo que uma decisão desta natureza, desta dimensão, tomada por um único juiz e não por um colegiado, não representa um fator de proteção democrática ao direito de defesa e a responsabilidade de uma decisão desta ordem. Vamos agora, obrigado Carla, vamos agora a terceira pergunta que é do SBT, jornalista Fábio Diamante. Na sequência TV Cultura. Fábio, boa tarde, a sua pergunta, por favor.

FÁBIO DIAMANTE, JORNALISTA DO SBT: Boa tarde governador, boa tarde a todos. Eu queria, aproveitando o tema da São Silvestre que a colega da CNN perguntou, mas eu queria direcionar à saúde, como é que o comitê entende a possibilidade da realização desse tipo de evento? Se esse tipo de evento esportivo, uma corrida de rua grande, se ele precisa da vacina ou se não? Se existirem algumas regras, se não tiver gente acompanhando na rua, se isso é possível? E eu queria fazer uma segunda pergunta para o secretário Vignoli, secretário, quais regiõe s têm taxa de ocupação de leitos de UTI acima de 70%? Rio Preto, se eu não me engano, me corrija, voltou a ficar com 75% de lotação dos leitos, eu queria saber se o senhor confirma e se tem alguma região que tem uma preocupação por parte do governo? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Fábio. Vamos primeiro ao Medina, ao Dr. José Medina que é o coordenador do centro de contingência do Covid-19 a propósito de eventos e especialmente da São Silvestre. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado Fábio. O prefeito Bruno Covas já mencionou de maneira bem clara, esse é um evento que tem uma aglomeração muito grande, um tempo de exposição grande e com pouca possibilidade de distanciamento, até o distanciamento no início da corrida ela, efetivamente, não acontece. Então, esse é um evento que no momento não é recomendado e possivelmente também até o final do ano vai ser difícil que esse evento se concretize como mencionou o prefeito Brun o Covas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DOE ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Medina. Agora Marco Vignoli.

MARCO VIGNOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: Nós temos três regiões acima de 70%, uma está cravada em 70% de ocupação de seus leitos que é Presidente Prudente, mas que apresentou uma melhora muito significativa ao longo do último período, com uma queda de 4% no número casos, de 5% nas internações e 19% no número de óbitos, portanto, esta está demonstrando essa tendência de melhora. Nas regiões de São José do Rio Preto e Franca, uma ocupação aci ma dos 75%, Rio Preto oscilando, ela veio a 74.5 na quarta-feira, agora 75.5, porque ainda tem 5% de crescimento nas internações. Então, é um crescimento que continua, portanto, é necessária a atenção nessa ocupação dos leitos de UTI e nas internações na região. Por outro lado, nós tivemos quedas de óbitos, então, podemos verificar também uma melhora nesse indicador. Quanto a região de Franca, 78.2 é a ocupação de leitos de UTI, né? Ela veio melhorando ao longo do último período, caiu um pouquinho mais essa semana também, esteve lá pertinho do 75, mas tem novos leitos para entrar ao longo dessa semana. Ela tem uma estabilidade nas suas internações, portanto, se ao longo da próxima semana entrarem esses novos leitos, a tendência é ir baixando essa ocupaç&at ilde;o. Mas são as duas regiões que têm as maiores ocupações hoje, de fato, Franca e São José do Rio Preto.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Vignoli, obrigado Fábio Diamante. Vamos agora à Maria Manso da TV Cultura, na sequência a Rede TV. Maria, boa tarde, sua pergunta, por favor.

MARIA MANSO, JORNALISTA DA TV CULTURA: Boa tarde a todos. Eu tenho algumas dúvidas sobre as vacinas. Dr. Dimas fez um primeiro balanço sobre os resultados junto aos voluntários, 5% tiveram efeitos colaterais, quais efeitos, por favor. Se vocês também já têm um primeiro balanço, se esses voluntários produziram anticorpos, qual porcentagem deles teve anticorpos. O senhor também fez um cronograma de produção de doses, mas quantas doses a gente precisaria aplicar na população brasileira pra gente conseguir uma imunidade coletiva? Ou se todos os 200 mi lhões de habitantes vão ter que receber duas doses, então a gente precisaria de 400 milhões de doses. E desculpa, uma última dúvida: em relação a essa compra das vacinas contra a gripe, por que, pela primeira vez na história, a OMS precisou fazer essa compra? Alguém parou de produzir? Ou eles estão querendo uma imunidade maior das pessoas contra a gripe também, por causa da Covid? E quanto a gente vai receber por essa compra? Obrigada.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Maria. As duas perguntas com Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Obrigado, Maria. Com relação aos efeitos colaterais, esses dados se referem aos voluntários chineses, 24 mil voluntários chineses. Esse dossiê chegou essa semana e já foi incorporado ao dossiê junto à Anvisa. Nesses 24 mil vacinados lá na China, a incidência de efeitos colaterais foi 5.2%, que é muito baixa para uma vacina. Dentro desses 5.2%, 3,2% foi dor no local da injeção, que é também o efeito mais comum em vacinas intramusculares. Na sequência, efeitos menores. Febre, manifesta&ccedi l;ão febril, 0.18%. Então isso mostrando, demonstrando em números a segurança, o perfil de segurança dessa vacina. Isso é bem diferente de outras vacinas, que têm efeitos colaterais da ordem de 15% a 20%. Então, isso é um ponto importante aí no processo de registro dessa vacina.

Com relação ao cronograma de doses, nós estamos já acordados com o nosso parceiro chinês, 45 milhões de doses para esse ano, sendo que, a partir de outubro, começamos a receber vacinas. Receberemos 15 milhões prontas da China, já em seringas, então receberemos 5 milhões em outubro, 5 milhões em novembro, 5 milhões em dezembro. Receberemos também em outubro 30 milhões de doses para serem formuladas aqui no Butantan, para serem transformadas em vacina aqui no Butantan. Então vai vir a matéria prima da vacina, nós vamos colocar essa vacina em frascos. Então, é um desenvolvimento, que é difere nte da vacina chinesa, mas é um desenvolvimento apropriado pro Programa Nacional de Imunização, frascos com 10 doses cada um. Então, essas vacinas, esses 45 milhões já estão no programa. Além disso, ano que vem, 15 milhões chegarão até fevereiro, totalizando 45 com 15, 60 milhões. Oferecemos, adicionalmente, ao Ministério, mais 40 milhões de doses, que poderão chegar até maio. Então, se for necessário, se o Ministério achar que é conveniente, poderemos fornecer até maio 100 milhões de doses. O valor disso ainda não está definido, como vocês sabem, isso é uma parceria nossa com a China e nós estamos nesse momento evoluindo nessa parceria. Quer dizer, custos, o que cada um dos associados contribui para o preço final dessa vacina. Então, é um processo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas, obrigado, Maria Manso. Vamos agora à Rede TV, na sequência a TV Record, e, finalizando, TV Globo, GloboNews. Joice, jornalista da Rede TV, boa tarde, prazer em revê-la. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Governador, também vou perguntar sobre a vacina. Gostaria de saber quem são os primeiros que receberão a vacina e se esse processo de internacionalização, que eu acho que o senhor acabou não respondendo à Maria Manso, o porquê é a primeira vez, aí pode aproveitar e responder agora, por gentileza. Se também vai ser uma estratégia para ajudar a passar mais credibilidade, mais segurança para a população brasileira, referente à Coronavac. Se vocês já estão pe nsando numa campanha de divulgação, para convencer as pessoas de que realmente é seguro. E o senhor falou alguma coisa que ela é similar à vacina da gripe?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Joice, obrigado. São duas perguntas. A primeira, sobre a vacina, vou pedir ao Jean Gorinchteyn e, na sequência, o Dimas, que também responde a segunda pergunta, relativa ainda à internacionalização e à imagem do Butantan e da vacina. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Joice, muito obrigado pela pergunta. Quando... Estamos em discussão exatamente com as câmaras técnicas, inclusive do Ministério, pra definir qual ou quais serão os grupos que receberão as doses da Coronavac. Se propõe que sejam grupos similares ao que vem acontecendo para as campanhas de gripe, ou seja, grupos prioritários, como idosos, pessoas que tenham problema de saúde, seja no coração, no pulmão, diabéticos, câncer, e ao mesmo tempo algumas condi&ccedi l;ões especiais, por exemplo, pacientes institucionalizados ou grupos privados de liberdade, especialmente em unidades prisionais. Mas tudo isso está sendo e estará principalmente sendo definido a partir do momento que nós tivermos já estabelecido as liberações da vacina, e imediatamente as câmaras técnicas já terão definida essa estratégia de imunização, de vacinação da população, através do Sistema Único de Saúde, para todo o país, de forma absolutamente gratuita.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, Maria, desculpa eu não ter respondido a sua pergunta, e aproveitando-a para responder à Joice. O mundo tem carência de vacina. Anualmente, ainda morrem milhares, milhões de pessoas, porque não foram vacinadas, principalmente nos países pobres do mundo. E nesse momento, o fato de a Organização Mundial ter solicitado ao Butantan, primeiro é pela própria necessidade da vacina, nesse momento em que se aproxima do inverno nos países que serão atendidos. Então, é importante, como aconteceu no Brasil, que haja vacinação da gripe, exatamente para melhorar o ambiente em que o Coronavírus também pode se proliferar. Segundo aspecto, isso demonstra que o Butantan está preparado, está sendo reconhecido pela Organização Mundial de Saúde como um fornecedor de vacinas para o mundo. Esse é o ponto importante, quer dizer, nós estamos de fato agora materializando, na intenção da Organização Mundial de Saúde, em distribuir as vacinas que são produzidas aqui no Butantan. Vamos começar com a gripe, sim, mas vamos também fazer um grande esforço para que o mesmo aconteça com as outras vacinas que o Butantan produz e, quiçá, com a vacina para o Coronavírus, um pouquinho mais lá na frente.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dimas, obrigado. Joice [ininteligível], da Rede TV, obrigado pelas perguntas. Vamos agora à penúltima, que é a TV Record, com o jornalista Maurílio [ininteligível]. Pronunciei corretamente seu sobrenome?

REPÓRTER: [ininteligível].

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: [ininteligível], tá bom.

REPÓRTER: Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maurílio [ininteligível].

REPÓRTER: Governador, minha pergunta é direcionada também pro Dimas Covas, porque a Reuters fez um anúncio de que a China, em julho, teve aprovação para usar essa vacina, que está sendo produzida em parceria com o Instituto Butantan, já para uma imunização de emergência, em pessoas de grupo de risco. Existe essa possibilidade, de isso acontecer aqui também? Uma vacinação emergencial, o uso dessa vacina aqui?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dimas, por favor.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Esse é um dos assuntos que foi, inclusive, levado lá à discussão com a Anvisa. Quer dizer, eu particularmente fiz uma sugestão para a Anvisa, para rever alguns dos seus protocolos em face de uma epidemia. Quer dizer, os protocolos que existem atualmente, na Anvisa do Brasil e em outros centros, são protocolos pros tempos normais. Nós estamos enfrentando uma epidemia e aqui nós temos que ter agilidade, quer dizer, se fosse possível abreviar prazos, pra levar essa vacina, sendo segura à população, certamente n&oacu te;s iríamos fazer um grande efeito em termos de redução de casos e de mortalidade. Então, nós levamos esse pleito à Anvisa, e eu tenho a impressão que a Anvisa está pensando em caminhos, em caminhos alternativos, em caminhos inovadores para que isso possa acontecer.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: obrigado, Dimas. Maurílio, obrigado pela pergunta. Vamos agora à última intervenção de hoje, Willian Kury, TV Globo, GloboNews. Will, boa tarde, sua pergunta, por favor.

WILLIAN KURY, JORNALISTA DA GLOBO: Boa tarde, gente, tudo bem? tenho duas perguntas, uma pro prefeito e outra pra área da Saúde do Governo. Vou começar para o prefeito. Queria saber sobre a volta às aulas em São Paulo. Ontem a prefeitura divulgou a segunda fase do inquérito sorológico com alunos, e divulgou que a próxima fase vai ser com alunos também da rede estadual e da particular. Me chamou a atenção um dado que ontem o Governo divulgou nesse inquérito, que não houve casos de infecção nas classes A e B entre os alunos. Aumentou a prev alência entre crianças e adolescentes, mas nenhum caso das classes A e B. E testando escolas particulares, vai aumentar a porção de classe A e B testada. Eu queria saber qual vai ser a linha de corte? Porque o senhor disse ontem que essa fase vai ser decisiva para ter ou não volta às aulas ainda esse ano aqui na cidade de São Paulo. Se a taxa de prevalência, vamos supor que, testando mais A e B, ela caia um pouco, eu queria saber qual é o limite da prefeitura para falar: Olha, não vai ter mais volta às aulas esse ano aqui na cidade de São Paulo.

A pergunta para a área da Saúde é sobre a saída do platô, que está sendo anunciada, hoje foi falado com mais detalhes, e alguns indicadores, como queda de mortes e casos pela terceira semana, e redução de internações pela quarta semana seguida. Eu queria entender como que isso é possível, tendo em vista que a flexibilização permite cada vez mais a saída das pessoas de casa, como que isso está acontecendo? Essas pessoas estão saindo mais, mas a transmissão está caindo? Tem algum recado subliminar nisso? Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Will. Vamos então à primeira pergunta, sobre as escolas, com Bruno Covas. Na sequência, eu vou pedir ao Jean, Medina e Gabbardo que respondam a você. Bruno.

BRUNO COVAS, PREFEITO DA CIDADE DE SÃO PAULO: Menos de 1% dos alunos da rede municipal são da classe A e B. Então, qualquer dado relacionado a esta faixa é um dado em que o intervalo de confiança é muito alto, porque a amostra é muito pequena. Então, é impossível comparar o que vai ser o resultado da próxima, do próximo inquérito, quando nós vamos ter alunos da rede privada também, com este último resultado. Então, como o intervalo de confiança é muito alto, então não é possível que este parâmetro específico da classe A e B seja utilizado como um critério decisivo, porque a dificuldade de comparar vai ser muito alta. E também não se trata de um critério ou estar acima ou abaixo de xis por cento. É a leitura completa do inquérito sorológico, com vários dados que ele oferece e inclusive com outros dados que possam surgir até o dia 15 de setembro. Então, não há nenhum parâmetro definido: Olha, a partir deste critério, com esta porcentagem, acima ou abaixo, toma-se decisão A ou a decisão B. O inquérito, ele é todo avaliado e a área da Saúde vai tomar uma decisão em relação ao tema.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Bruno. Jean?

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Willian, obrigado pela pergunta. Realmente, os dados, eles comprovam que tanto o município que foi o epicentro dessa pandemia no nosso país, assim como todo o estado, vem mostrando índices realmente de queda. Uma das coisas que vem chamando bastante a atenção é o fato de nós estarmos promovendo a flexibilização, também seguindo todos os índices e normatizações do Plano São Paulo, de uma forma bastante segura, seguindo esses índices, e a popula&cced il;ão, da sua forma, do seu jeito, quando possível, está ficando em casa. Pra se ter uma ideia, nas primeiras semanas, em que houve a fase 1 da quarentena, nós chegamos a 60%, 58% da circulação das pessoas, quer dizer, as pessoas passavam a respeitar o ficar em casa de forma geral. Pelas condições sociais, pelas condições econômicas, isso acabou não sendo possível na sua progressão. E aí, as pessoas começaram a sair, e nós já tolerávamos 50%, mesmo naquelas fases bastante restritivas, de serviços essenciais. Hoje, quando nós temos 88% dos municípios do estado já no faseamento amarelo, na fase 3, com prospecção inclusive de fases muito mais ou menos restritivas, no caso, nós temos ainda mantido níveis de distanciamento social por volta de 43%, 44%. Mais uma íntima utilizaç&atil de;o de máscaras, as pessoas, seja no transporte público, seja no seu dia a dia, com aproximadamente 96% de adesão a essas práticas. Então, com isso, nós estamos realmente entendendo que, apesar de nós termos números altos ainda, esses números vêm decrescentes, que a população mantém as regras sanitárias e o distanciamento da sua forma, mas de forma suficiente e eficaz, para que nós possamos estender horários, estender serviços e continuar flexibilizando.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Medina.

JOSÉ MEDINA, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, Willian, pela pergunta. Essa pergunta, ela sempre aparece, nós sempre temos que responder sobre a manutenção do platô. O platô, ele não é ruim, o ruim seria se ele tivesse tido um pico e saturado o programa de atendimento de saúde ou entrado em colapso o programa de saúde. Nós estamos no mesmo platô, tanto no Brasil como no Estado de São Paulo, já desde junho. O que significa que as medidas que foram tomadas aqui no Estado de São Paulo pelo Governo foram apropria das e o comportamento da população também foi apropriado, até que a distribuição do contágio tenha sido mais ou menos uniforme no estado todo, que é o que vem acontecendo agora. Nós não temos mais nenhuma região que está em vermelho, todas as regiões estão em amarelo ou laranja. Então, isso vai fazer com que o número... Que esse platô, ele vai efetivamente decrescendo. Pode ser até que ele decresça de maneira contínua ou que ele mude de degrau e permaneça por um outro período num outro platô, inferior a esse. Então, o que é ruim é o que está acontecendo na Europa ou o que já aconteceu em alguns estados, no primeiro pico e o que está acontecendo agora na Espanha, com o segundo pico. Então, esse platô, eu considero bastante apropriado. A população se ac ostumou de como lidar com ele, o sistema de saúde tem sido suficientemente grande para atender, o SUS tem conseguido atender toda essa população, e ele não está trazendo, assim, nenhum colapso no sistema. Então, ele é... Se ele baixar de maneira contínua ou se ele se estabelecer num platô mais baixo, até que todas as regiões se tornem verdes, isso efetivamente pode acontecer. Então, é uma mudança das fases, segundo o Plano São Paulo, que fez com que ele está baixando. A hora que todas as fases estiverem na verde, nós vamos ter um platô mais baixo, como aconteceu nos outros países, mas platô, possivelmente, nós vamos ter sempre, e o que nós temos que evitar, com os cuidados que estão sendo sempre recomendados, é que nós tenhamos outro pico, como vem acontecendo na Europa.< /p>

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. Gabbardo.

JOÃO GABBARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Willian, o que, além do que o secretário Jean e o Dr. Medina falaram, pra demonstrar por que a gente está aumentando a flexibilização e, ao mesmo tempo, não vê o crescimento, pelo contrário, vê uma redução do número de internações, óbitos, utilização de leitos de UTI, tem que ser considerado que: Primeiro, a população que têm saído às ruas é a população mais sadia, mais jovem, aquela q ue tem menos riscos e que tem menor possibilidade de ter sintomatologia grave, a ponto de precisar internação hospitalar; Segundo, nós estamos numa outra fase da epidemia, nós passamos de uma fase da epidemia que dez pessoas portadoras do vírus, contaminadas, transmitiam para 30 pessoas. Hoje, nós estamos numa fase em que 10 pessoas transmitem para menos de 10 pessoas, dá menos do que 1. Isso aponta para uma redução na possibilidade de aumento da transmissão da doença; E por último, todos os países tiveram uma involução da epidemia a partir do momento em que a taxa de contaminados chegava próximo de 20%. Então, à medida... Nós não estamos ainda com 20% de pessoas que já tiveram e que tenham anticorpos, mas à medida em que nós vamos nos aproximando deste patamar, a tendência é de redução na transmissibilidade da doença.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Gabbardo. Obrigado, Will. Queria agradecer a todos pela presença, os jornalistas, técnicos, cinegrafistas, fotógrafos, os que assistiram aqui presencialmente, os que assistiram de suas casas, pela TV Cultura. Desejar a todos um bom final de semana. Por favor, use máscara sempre que sair da sua casa, obedeça ao distanciamento social de 1,5 metro para uma ou mais pessoas, lave as mãos frequentemente com água e sabão, se não puder, pelo menos com álcool em gel. Proteja-se, proteja sua família, bom f inal de semana, fiquem com Deus. Segunda-feira estaremos aqui de volta, obrigado.