Coletiva - SP restringe atendimento presencial para coibir disseminação do coronavírus 20201603

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Coletiva - SP restringe atendimento presencial para coibir disseminação do coronavírus

Local: Capital - Data: Março 16/03/2020

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Pessoal, boa tarde, a todos. Obrigado pela presença. Nós hoje ao lado do secretário de Saúde do estado de São Paulo, José Henrique Germann, e do nosso coordenador do grupo de contingência do COVID-19, infectologista, está aqui ao nosso lado, David Uip, para alguns anúncios a partir de agora, do governo do estado de São Paulo. Vou tomar a liberdade aqui de ler para sermos mais precisos nas informações que estarão sendo divulgadas e praticadas a partir de agora pelo governo do estado de São Paulo, face ao crescimento do Coronavírus. Ontem já à noite nós nos reunimos, fizemos uma reunião de três horas de duração, algumas medidas já foram anunciadas ontem, mas vale anunciá-las novamente, porque elas serão praticadas a partir de amanhã, dia 17. Primeiro, funcionários públicos com mais de 60 anos, funcionários públicos do governo do estado de São Paulo com mais de 60 anos deverão trabalhar em casa a partir de amanhã, exceto os funcionários da área da saúde pública, e de serviços essenciais na área de segurança pública, e também da Fundação Casa, administração penitenciária e Sabesp. Portanto, profissionais, funcionários públicos do governo do estado de São Paulo, de secretarias, autarquias e empresas, com mais de 60 anos, a partir de amanhã, terça-feira, 17 de março, deverão trabalhar em casa, realizando seus trabalhos de acordo com a orientação da sua chefia imediata. Estão excluídos desta condição profissionais da saúde, todos eles, profissionais da segurança pública, todos eles, e áreas essenciais, como Fundação Casa, administração penitenciária, e também da Sabesp, a empresa de saneamento do governo do estado de São Paulo. Museus, bibliotecas, centros culturais estaduais, outros centros de difusão de cultura, lazer e esporte, estarão fechados por 30 dias, e nós também recomentamos a partir do dia 17, amanhã, por 30 dias. Portanto, de 17 de março a 17 de abril, a nossa decisão é o fechamento de museus, galerias, bibliotecas, centros culturais, centros poliesportivos do governo do estado de São Paulo. E é a mesma recomendação que fazemos para o setor privado, cinemas, teatros, galerias, centros de exposições, centros de convivência cultural, museus administrados pelo setor privado devem ser fechados a partir de amanhã, dia 17, por 30 dias. O prazo poderá ser dilatado, se houver necessidade nós anunciaremos isso com a devida antecedência. Também estamos fechando a partir de amanhã os 153 Centros de Convivência do Idoso em todo o estado de São Paulo, juntamente com as prefeituras municipais, aonde a administração desses 153 centros é realizada, e por 60 dias, neste caso, repito, são 60 dias, dado que este é o segmento mais vulnerável da população, o público idoso com mais de 60 anos. Também hoje através de decreto que será publicado no Diário Oficial de amanhã, o governo do estado de São Paulo além do centro de contingência do COVID-19, que está funcionando desde 23 de fevereiro, cria também um comitê administrativo extraordinário, esse comitê será presidido pelo secretário de governo, e vice-governador Rodrigo Garcia, com a participação de todos os secretários, 19 secretários e secretárias do estado de São Paulo, representantes também dirigentes de autarquias e das empresas, para a rápida tomada de decisões, sempre que necessário. O grupo estará representado virtualmente, se necessário em encontros presenciais, e as decisões serão emanadas, emitidas e comunicadas à imprensa e à opinião pública diariamente. Este comitê tem o poder de decisão para tomar medidas emergenciais sobre o funcionamento da máquina pública estadual, durante o período da pandemia do Coronavírus, e as medidas estarão sempre fundamentadas nas decisões do centro de contingência, nenhuma medida do governo do estado será tomada sem avaliação prévia e específica de especialistas em infectologia e epidemias, o governo do estado de São Paulo toma decisões fundamentadas e não decisões precipitadas. Nas medidas administrativas, que serão colocadas no Diário Oficial, colocadas no Diário Oficial de amanhã estão, a regulação do fluxo de entrada da população nas repartições públicas estaduais, para evitar aglomerações nestes locais, isso inclui os 72 postos do Poupatempo, os 58 restaurantes do Bom Prato, todos os postos do DETRAN, e os 17 postos do Centro de Integração da Cidadania. Todos eles teremos regulação com extensão de horários de funcionamento e atendimento, de acordo com a característica de cada unidade de prestação de serviços. Decretação imediata de férias e licença-prêmio para todos os funcionários que tem o direito neste momento, exceto, repito, os servidores de áreas essenciais conforme já anunciado, saúde, segurança pública, serviços na administração penitenciária, e Fundação Casa, preservando, evidentemente, o bom funcionamento dos serviços públicos do estado de São Paulo. Essa decisão poderá ser revista, se necessária, e será devidamente anunciada publicamente. Corte imediato de viagens nacionais e internacionais, de servidores públicos a trabalho, abrindo exceções somente em casos emergenciais e casos especiais, que deverão ter a aprovação do vice-governador do estado, ou do governador do estado de São Paulo. Suspensão imediata por até 30 dias de eventos públicos estaduais, com aglomeração de pessoas em qualquer número. Volto a repetir, a suspensão imediata por até 30 dias de eventos públicos estaduais, com aglomeração sensível de pessoas. Evidentemente que reuniões administrativas, reuniões operativas poderão ocorrer, resguardados os cuidados médicos e sanitários devidos para circunstâncias como essa. Mas aglomerações como inaugurações de eventos, desta natureza, serão adiadas, sendo que a orientação do governo do estado de São Paulo é para que os funcionamentos desses novos serviços, na área de saúde, na área de atendimento à população, aconteçam independentemente de cerimônias de inauguração. Também maximização no emprego dos meios virtuais, para dispensar o atendimento presencial na prestação de serviços à população. Nós estamos acelerando os processos do governo digital, já víamos fazendo isso desde o ano passado, hoje o governo do estado de São Paulo já alcançou a margem superior a 70% da sua digitalização, nós vamos acelerar o processo para muito em breve anunciar um governo integralmente digital, e com isso melhorando a condição de atendimento à distância da população através dos seus computadores e dos seus celulares, não deixando evidentemente à margem àquelas pessoas principalmente de baixa renda ou desempregados que não tenham equipamentos celulares ou computadores, essas pessoas não deixarão de ser atendidas pelos serviços básicos do governo do estado de São Paulo. Também reafirmar o que já tínhamos anunciado na última sexta-feira, o fechamento gradual das escolas estaduais, aqui está presente o secretário Rossieli Soares, secretário de Educação, e o Haroldo Correia, secretário executivo de Educação, se precisarem de respostas mais específicas às perguntas sobre o tema da educação. A rede estadual de ensino ela será fechada, de hoje até a próxima segunda-feira. Essa gradualização é necessária para permitir a orientação correta de alunos, pais de alunos, professores e gestores das escolas públicas estaduais. Lembrando que uma semana é um tempo razoável em caráter emergencial para que isso aconteça, e pais possam saber e receber orientação correta aonde e com quem deixarem os seus filhos. Também colégios particulares e universidades estaduais, todos têm autonomia para suas decisões, mas a recomendação aqui não é uma determinação obrigatória, mas uma recomendação de bom-senso para que universidades públicas, universidades privadas, escolas e colégios particulares também suspendam as suas atividades até a próxima segunda-feira, e saibam como comunicar isso a alunos, pais de alunos, professores e funcionários. Outra medida que eu renovo aqui a informação, ela não é nova, mas ela é importante ser mencionada, a suspensão por 60 dias a partir de hoje, de férias e pedidos de licença na rede pública estadual de saúde, exceto casos excepcionais, há pessoas que, por tratamento de saúde, tem direito a licença, obviamente, nessa circunstância, isso será obedecido, todos os demais profissionais da saúde devem estar mobilizados para o atendimento à população, nós não descartamos, se houver necessidade, de convocar também médicos e profissionais que já não estejam no curso das suas atividades, mas poderão ser convidados a colaborar, se esta necessidade for expressa pela central de contingenciamento, de contingência do Covid-19, sob o comando do Dr. David Uip, aqui ao meu lado. Registro que também está presente aqui, já a partir de agora o nosso vice-governador, Rodrigo Garcia, também presentes aqui ao lado os secretários de cultura, da Casa Militar e também da Defesa Civil, da Prodesp e igualmente da educação, cultura, comunicação, demais secretários que aqui estão também para a orientação e as respostas às perguntas que os jornalistas poderão ter. Hoje, dada a circunstância, mudamos o local das nossas coletivas, estamos fazendo aqui, um local mais arejado, mais apropriado para a realização da coletiva, e pela natureza também do evento, dos temas, vamos considerar dez perguntas ao invés das cinco perguntas, como normalmente fazemos as nossas coletivas, e eu vou tomar a liberdade de dirigir algumas das perguntas aqueles que aqui estão presentes, seja o Dr. Germann ao meu lado, Dr. David Uip, sejam os secretários que aqui estão presentes. Primeiro veículo de comunicação a perguntar é a TV Bandeirantes, jornalista Kelly Dias. Kelly, boa tarde, sua pergunta, por favor.

KELLY DIAS, REPÓRTER: Boa tarde. Bom, a Organização Mundial da Saúde, hoje, disse que os testes são muito importantes pra que a gente consiga conter o avanço do vírus, inclusive em diversos países, eu quero saber como é que o Brasil tomou isso, essa notícia, já que, na última coletiva de imprensa, foi falado que, a partir de agora, os testes serão realizados em casos bastante graves.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Kelly, eu não sou presidente do Brasil, eu sou governador do Estado de São Paulo, mas eu vou pedir ao Dr. Germann e o Dr. David Uip que possam, compartilhadamente oferecer a resposta a sua pergunta. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Veja bem, nós estamos seguindo as próprias orientações da... Nós estamos seguindo as próprias orientações da Organização Mundial de Saúde, ela alterou a forma de trabalho com relação aos testes que devem ser realizados para diagnóstico, nós vamos avaliar e daremos, então, um seguimento de acordo com aquilo que nós vamos fazer aqui em obediência ao que a Organização Mundial de Saúde colocou. Nós não estávamos esperando por esta determinação.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Dr. David Uip.

DR. DAVID UIP: Por uma coincidência, eu ouvi a declaração da OMG e estou surpreso, entre o mundo ideal e o mundo real, o mundo ideal é fazer o teste no maior número de pessoas, o mundo real talvez não seja esse, então, agora, conversei com o Dr. Paulo que está aqui, nesse momento, se nós precisássemos fazer exames, na cidade de São Paulo, nós teremos um número muito grande de testes, então, uma coisa é disponibilizar testes, a outra é realizar e fazer os testes, existe uma decisão do Ministro da Saúde, de ontem, que os testes devem ser feitos pra indivíduos internados, e pras clínicas sentinelas, isso é a decisão de ontem do Ministro, que serve pro Brasil inteiro. Isso serve pro Estado de São Paulo e pro Estado do Rio de Janeiro, então vamos ver como o Ministro da Saúde reage a essa situação, e fundamentalmente entendendo o que é o mundo ideal e o mundo real.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David. Kelly, muito obrigado pela pergunta. Mas vamos considerando o fato de termos dez jornalistas, peço a gentileza de que cada jornalista se atenha a uma pergunta. Próximo veículo é a TV Globo, jornalista Wallace Lara. Wallace, boa tarde, sua pergunta, por favor.

WALLACE LARA, REPÓRTER: Governador, a OMS acabou de divulgar que há casos de mortes em crianças, provocado pelo corona vírus, a notícia acabou de sair, eu gostaria de saber o que isso muda na estratégia de vocês, se isso tem alguma... Se vocês já estão se preparando pra essa situação.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Wallace, é uma informação nova, mas eu tenho que compartilhar com o coordenador desse centro de contingência, que é um infectologista, que foi escolhido exatamente pela sua condição e conhecimento, não só da temática infectológica, mas também de epidemias, já aqui tendo sido secretário de saúde do governo do Estado de São Paulo, enfrentou outras epidemias e contribuiu com o seu conhecimento e a sua capacidade, serenidade e conhecimento para o fim dessas epidemias. Então, eu vou pedir a resposta à sua pergunta, jornalista Wallace Lara, da TV Globo, pelo Dr. David Uip.

DR. DAVID UIP: Primeiro nós temos que ter muita calma na interpretação dessa notícia, eu também ouvi a notícia, então, o relato é que existem casos de morte em crianças, qualquer pandemia, qualquer epidemia, você afeta toda a sociedade, mas nesta situação, você trabalha com incidência e prevalência, neste momento isso reflete tudo que foi publicado e, agora, mostra que os grupos vulneráveis estão acima de 60 anos e, especialmente, de indivíduos com mais [ininteligível] outras doenças, faltou explicar quem são essas crianças e onde, está afirmativa da OMG, eu estava num estúdio de televisão, até chegar aqui, eu recebi centenas de WhatsApp de mães preocupadas. Então, nós temos que ter muita cautela, muita calma na interpretação de dados, os trabalhos científicos, até esse momento, mostram claramente um grupo vulnerável, e esse grupo vulnerável, eu insisto em falar em incidência e prevalência, não inclui o grupo de crianças. Então, vamos aguardar os fatos mais concretos, os fatos mais sustentados pela Organização Mundial de Saúde, e fatos novos, porque nós não temos o conhecimento, por publicações científicas, dessa realidade, a ponto de uma coletiva dizer a respeito de morte de crianças, entendendo que, em qualquer epidemia, você tem a possibilidade, qualquer um pode ter uma doença, precisamos saber se essas crianças [ininteligível] precisamos saber mais. Agora, o que nós temos aqui, agora, claramente, é dizer que o grupo de vulneráveis não inclui a criança até esse momento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dr. David. Obrigado, Wallace. Próximo veículo é a Canção Nova, jornalista Sidnei Fernandes. Sidnei, boa tarde, sua pergunta, por favor.

SIDNEI FERNANDES, REPÓRTER: Boa tarde. Eu gostaria de saber como que os senhores veem o desenvolvimento de uma vacina por pesquisadores do [ininteligível], esse passo importante de pesquisadores brasileiros. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Sidnei. Eu vou pedir ao Dr. Germann que contribua na resposta, podendo ter comentários do Dr. David Uip. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: O desenvolvimento de uma vacina, atualmente, para esta epidemia, tem uma expectativa de 18 meses ou mais, então, por isso, que os esforços se concentram no sentido de se estabelecer um medicamento para tratamento inicial e não a questão da vacina, mas eles também existem, então, o nosso Instituto Butantan, opa, desculpa, o Instituto Butantan participa de um trail internacional, no sentido de desenvolvimento de uma vacina, mas isso demora 18 meses, como eu já falei, atualmente, o que se faz é a busca de um medicamento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário. Ok. A resposta feita. Obrigado, Sidnei. Próximo veículo é a Rádio Bandeirantes, jornalista Caio Russo. Caio, boa tarde, sua pergunta, por favor.

CAIO RUSSO, REPÓRTER: Tudo bom, governador? Boa tarde pro senhor. Estamos ao vivo transmitindo a coletiva na Rádio Bandeirantes, neste fim de semana eu saí, fui pras ruas perguntar pra pais e alunos como que vai ser, com quem vai deixar as crianças essa semana, né, muitos responderam que vão deixar, sim, com os avós, queria saber, porque a recomendação não é deixar, queria saber se o governo já está estudando outra solução pra essas pessoas que não tem com quem deixar os filhos nesse período de cancelamento das aulas.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Caio, eu vou pedir ao Dr. David Uip que responda e vou convidar o professor Haroldo, que aqui está, secretário executivo, ou o Rossieli, não vi o Rossieli aqui, o Haroldo, que aqui está, pode nos ajudar, que é o secretário executivo de educação. Dr. David Uip, então, eu peço a sua resposta compartilhadamente com o Dr. Haroldo e atendendo, a pedido dos jornalistas, responder pras câmeras que estão aqui.

DR. DAVID UIP: A decisão de suspensão das aulas baseou-se em vários critérios, isso foi um acordo acertado entre a saúde, educação do estado e município, objetivando, obviamente, proteger as crianças, mas fundamentalmente as pessoas de mais idade, que eu insisto que, até esse momento, é a população vulnerável. Então, a recomendação das secretarias e do Ministério da Saúde é que essas crianças, elas fiquem com pessoas que não sejam avós, justamente para protegê-las. Tudo é simples? Não, tudo é difícil. Governador, hoje, numa entrevista de manhã, eu demonstrei a solidariedade do Governo do Estado de São Paulo com essas dificuldades. Nós sabemos que tudo é muito difícil, nenhuma decisão dessas é tomada abruptamente, no impulso, e sem conhecer o que isto leva de dificuldade para pais, avós. Nós entendemos, mas a recomendação é que os avós sejam poupados. E aí, uma declaração pessoal, eu, como avô. O sofrimento maior é do avô, de não poder ficar com o neto.

BRUNO CAETANO, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: A decisão de São Paulo de, ao longo dessa semana, fazer essa... Toda essa conversação com as famílias, é exatamente considerando essa dificuldade de algumas famílias. Nós temos os dados provisórios ainda, está sendo checado, mas na parte da manhã nós tivemos entre 20% e 40% de frequência nas escolas, ou seja, as famílias estão entendendo a gravidade da situação e já retiveram seus filhos desde o dia de hoje. E, ao longo da semana, a expectativa é que cada um vá arrumando uma solução pra ter os seus filhos em casa. Agora, na parte da tarde, as crianças, são crianças menores, então está havendo uma frequência um pouco maior, da ordem de 40% na maioria das escolas. A dificuldade de ter em casa as crianças de menor tamanho é um pouco maior, então, ao longo da semana, isso tudo vai ser tratado. Nossas diretoras, diretores, dirigentes regionais estão em contato com os pais e reportando pra Secretaria os vários tipos de dificuldades, pra ver como é que a gente pode arrumar uma solução. Mas eu registro, com alegria, a percepção positiva que os pais estão tendo e dando a resposta. E ao longo dessa semana, nós acreditamos que a gente chegue na sexta-feira com uma boa solução pra esse problema, que é realmente significativo.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário. Pode voltar ao seu assento. Obrigado, Caio. Próxima pergunta é da jornalista Luiza Moraes, da TV Cultura. Luiza, boa tarde, sua pergunta, por favor.

LUIZA MORAES, JORNALISTA: Boa tarde, governador. Eu queria saber como é que o senhor viu ontem a participação do presidente Jair Bolsonaro nos atos em Brasília, no momento em que há um esforço, por parte de todas as autoridades nesse país, para que as pessoas não circulem e para que se evitem aglomerações. Eu queria ouvir a sua opinião.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Luiza, foi uma participação inadequada e um mau exemplo do presidente da República, um mau exemplo como cidadão, um mau exemplo como chefe de estado, um mau exemplo como chefe da nação. Ele deveria ser o primeiro a dar o bom exemplo e não o mau exemplo, como fez. É lamentável, eu lamento como brasileiro, lamento também como governador de São Paulo, que o presidente do meu país não tenha sensibilidade, em uma hora tão difícil da vida, da saúde de milhões de brasileiros, tenha dado o pior exemplo. Eu espero que ele tenha humildade, bom senso e orientação para, a partir de agora, liderar corretamente o processo de atendimento à saúde pública no seu país, e dar bons exemplos ao invés de dar maus exemplos. Próximo é o jornal O Estado de São Paulo, jornalista Bruno Ribeiro. Bruno, boa tarde, sua pergunta, por favor.

BRUNO RIBEIRO, JORNALISTA: Boa tarde, boa tarde, governador, boa tarde a todos. Governador, já há alguma medida em estudo, em análise, alguma coisa sendo feita com relação ao transporte público, metrô e CPTM, assim como a prefeitura já anunciou? Uma outra pergunta é: o Governo do Estado já chegou a suspender, cancelar ou rever cirurgias eletivas, exames na rede estadual? Já percebeu um aumento de demanda dos prontos-socorros dos municípios, pressionando o sistema estadual? Como é que está o atendimento na prática?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bruno, vamos responder as duas, mas peço a gentileza que os seus colegas que sucedem você, por favor, se atenha a uma pergunta. Estou imaginando que todas elas serão cobertas aqui pela qualidade dos jornalistas que aqui estão. Transporte público, as medidas adotadas pelo Governo do Estado de São Paulo, que foram anunciadas aqui, nós teremos a partir de amanhã, dia 17, uma redução sensível na utilização do sistema de logística na capital de São Paulo, na região metropolitana, especialmente no metrô, nos trens e nos ônibus. E dada essa redução que haverá, nós vamos analisar se ela é suficiente ou não para manter seguros os terminais de embarque e desembarque e a utilização do transporte coletivo. Se necessário, reavaliaremos esta posição. Por enquanto, entendemos que a redução bastante sensível na utilização do transporte público, pelas medidas que foram adotadas e anunciadas agora, que se praticam a partir de amanhã, serão suficientes para manter o transporte público em funcionamento. Mas quero deixar claro que esta medida poderá ser revista, se necessário for. Em relação às cirurgias eletivas, eu peço ao José Henrique Germann, secretário de saúde, que possa responder.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO: Seguinte: nós já suspendemos as cirurgias eletivas, para que possamos ter uma folga nos serviços de saúde, no sentido de os profissionais, enfim, toda a estrutura de serviço de saúde colaborar na questão especificamente do Corona Vírus. Outra questão que está envolvida nisso também, que evita aglomeração, e que infelizmente, junto com esta, nós também vamos ter que, por um tempo, parar, é a questão das Mulheres de Peito, que onde as carretas vão a uma determinada cidade, criam filas para fazer o exame, enfim, aglomeração em torno deste recurso. Então, por um tempo, nós vamos ter que, infelizmente, deixar de fazer alguns serviços que, normalmente, a secretaria faz.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário, Bruno, obrigado pelas perguntas. Vamos agora à Rádio Jovem Pan, jornalista Leonardo Martins. Leonardo, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

LEONARDO MARTINS, JORNALISTA: Boa tarde, governador, boa tarde a todos os secretários. Governador, minha pergunta é no âmbito da segurança pública. Eu gostaria de saber como o governo encara a crise do Corona Vírus, enfim, nas forças policiais. Eu conversei com alguns oficiais nos últimos dias, embora não tenha nada oficial, eles se dizem preparados caso tenha que ter alguma medida de contingência de pessoas que não saiam, que não respeitem o isolamento. Eu queria saber como a segurança pública encara a crise do Corona Vírus, qual a preocupação disso, e também no sistema prisional, né? A interrupção de visitas, algumas medidas que deveriam ser tomadas, enfim, eu queria que o senhor comentasse esses dois aspectos. Obrigado.

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Leonardo, obrigado pela pergunta. Sim, está sob controle, tanto a segurança pública, no âmbito da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica e Corpo de Bombeiros, e também no sistema prisional. No sistema prisional, a orientação dada ao secretário Coronel Nivaldo Restivo é examinar com o sistema prisional se haverá ou não necessidade de restrição de visitas. Esta análise está sendo feita e poderá ser anunciada. Neste momento, não há restrições, quero deixar claro, mas essa análise está sendo feita pela equipe do Coronel Nivaldo. Se houver risco, não hesitaremos em tomar essa medida, mas no momento não estamos anunciando. Segurança pública, mobilização total. Cancelamos férias, licenças e toda a estrutura da Polícia Militar, Polícia Civil, a inteligência da Polícia, assim como o Corpo de Bombeiros e Defesa Civil estão mobilizados, preparados e bem orientados, através dos seus comandos, a atender as necessidades da população e, ao comando, se necessário for, para medidas mais rigorosas que vierem a ser necessárias e aplicáveis às ruas e às atividades em todo o Estado de São Paulo. Próximo veículo é a TV GloboNews, jornalista Willian Cury. Willian, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

WILLIAN CURY, JORNALISTA: Boa tarde. Bom, o Brasil foi um dos últimos países a começar a ser atingido pelo Corona Vírus, pelo menos em relação à Ásia, Europa e Estados Unidos. E a gente tem observado o aumento das medidas restritivas. E muita gente está preocupada, principalmente como isso também afeta a economia, além dessa questão das escolas, onde as crianças vão ficar, mas como isso afeta a economia. Tem uma hora que as medidas vão ter que afrouxar, e a vida voltar ao normal. Eu queria saber que momento vai ser esse, em quanto tempo o Governo espera que esse momento chegará?

JOÃO DORIA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Will, eu vou dividir a resposta com o Dr. David Uip, como coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, porque nós tomamos algumas medidas de ordem econômica, anunciamos na última sexta-feira, para a manutenção da empregabilidade e as condições econômicas mínimas de funcionamento no Estado de São Paulo. Estamos monitorando isso com muito cuidado e deveremos anunciar outras medidas ao longo da semana, para proteger a atividade econômica e, com isso, proteger empregos e proteger a renda. Mas faremos isso sempre de acordo com as orientações do Dr. David Uip, em nome deste comitê, denominado Centro de Contingência. A ele passo a palavra neste momento. Dr. David Uip.

DAVID UIP, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Nós entendemos que essa epidemia, esta onda, ela vai durar de quatro a cinco meses, o que não quer dizer que as medidas restritivas necessariamente durarão tal tempo. A decisão, ela vai ser feita pelo consenso deste grupo de pesquisadores e cientistas, extremamente experientes, junto com o secretário de Estado e o governador. Então, hoje não tem data. As pessoas perguntam: puxa, mas vai ficar sem escola um mês, dois meses, três meses, quatro meses, o quanto for necessário para nós contermos a epidemia.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Quero ainda antes de passar à próxima pergunta, responder que a prioridade do governo do estado de São Paulo é salvar vidas, volto a repetir, a prioridade do governo do estado de São Paulo é salvar vidas. Mantida essa prioridade, na sequência o desenvolvimento, a proteção ao emprego, as condições de vida, as condições de mobilidade de forma saudável e dentro dos protocolos que a saúde pública determina, mas a prioridade absoluta é salvar vidas. Adotadas as medidas que forem necessárias para salvar vidas, lembrando que o Coronavírus não significa o fim de uma existência, é uma passagem que pode levar quatro ou cinco meses, ou até menos, é o que nós desejamos, mas temos um período pós-Coronavírus, nós estamos preparados também para a orientação econômica neste período que virá depois dessa crise que se abate sobre o Brasil, e lamentavelmente sobre dezenas de países do mundo. Will, muito obrigado pela sua pergunta. O próximo veículo de comunicação é a CNN Brasil, jornalista Roberta. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

ROBERTA, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Como é que vocês avaliam a resposta da população? Quer dizer, se a gente compara com outros países, como é que vocês avaliam que está sendo o comportamento da população do estado de São Paulo? E também como isso pode influenciar nos resultados que a gente vai ter nas próximas semanas?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Interessante a sua pergunta, Roberta. Eu vou dividir com o doutor David Uip, e com o secretário de Saúde. A nossa visão ela é positiva, a população tem mostrado solidariedade e capacidade de reagir solidariamente. Aliás, aproveito a oportunidade para pedir à população de São Paulo que tenha reação solidária, ajude a quem precisar, e especialmente às pessoas com mais de 60 anos. Esta faixa etária tá população é a que precisa de mais cuidados, essa faixa etária que deve permanecer em casa, não sair, exceto em caso de necessidade absoluta, e estar resguardado. Mas vamos ouvir também a opinião de dois médicos, o secretário da Saúde, Doutor Germann, e na sequência o doutor David Uip, infectologista. Germann.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Evidentemente que nesses primeiros dias a demanda ao serviço de saúde aumentou, e não o serviço de saúde, mas também drogarias, por exemplo, busca de medicamentos sintomáticos que servem para qualquer gripe. Isso é uma reação da população bastante conhecida, e desta forma nós teremos a oportunidade então de medir como que a população reage a partir do momento de que ela está dentro dos parâmetros normais sendo atendida, e respondendo à esta questão da permanência em casa, por exemplo, cuidando dos seus entes mais idosos, que são o nosso foco de atendimento. Então dentro disso, as medidas que nós vamos utilizar para saber se nós estamos tendo respostas para os serviços que estão sendo oferecidos são essas, de afluxo da população, e a resposta da população aos serviços que estão sendo oferecidos. Nos últimos meses os serviços de saúde têm sofrido gradativamente um certo aumento na sua avaliação pelo serviço de saúde. Nós vamos continuar olhando para ver se esse Coronavírus, se essa COVID-19, esta doença nova vai influenciar nas questões relacionadas à percepção da população ao serviço de saúde.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário. E antes de passar ao doutor David Uip, Roberta, aproveito a oportunidade para pedir às pessoas que não entrem em pânico, não há razão para pânico, em São Paulo não há nenhuma razão para pânico, há para a informação, bom-senso, razão e tomada de decisões. Aproveitem o bom trabalho que os veículos e comunicação tem feito aqui em São Paulo, e ao meu ver, no âmbito nacional também, dando informações corretas e precisas, fundamentadas em especialistas, sem alarme, sem posições que demandam pânico. Então é importante que a população brasileira em São Paulo, e a população brasileira em geral mantenha a sua calma, não entre em pânico, busque informações corretas de fontes corretas, utilizem os veículos de comunicação que estão procedendo de maneira precisa a cobertura desta crise de saúde, para aí então tomarem as suas decisões. Não consultem fontes duvidosas, duvidem de notícias alarmantes, tenham muito cuidado na obtenção de informações, e na disseminação dessas informações, no âmbito da sua família, do seu trabalho, e dos seus amigos. Doutor David Uip.

REPÓRTER: [Ininteligível].

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Um minutinho, tudo exige disciplina, até uma coletiva de imprensa. Vamos ouvir o doutor David Uip.

DAVID UIP, INFECTOLOGISTA E COORDENADOR RESPONSÁVEL PELO CENTRO DE CONTINGÊNCIA: É o momento de um cuidar do outro, é o momento de solidariedade. Então eu vejo o povo de São Paulo extremamente solidário. Eu quero fazer, governador, uma referência especial ao profissional da área de saúde, eu tenho certeza que vão estender isso aos policiais e aos outros servidores que não vão ficar isentados do seu dia a dia à despeito e tendo mais de 60 anos. São pessoas que nós, eu e o secretário conhecemos há muitos anos, são pessoas que enfrentam os desafios. Então eu estou absolutamente convencido que nós, a população de médicos, profissionais da área de saúde, policial, corajosamente, competentemente vai ser solidário e vai enfrentar esse desafio. Fizemos isso antes com muito sucesso, então eu estou otimista, com posicionamentos dos profissionais. E um fato novo eu tenho recebido seguramente o governador e o secretário solidariedade de empresas, de pessoas se disponibilizando a participar desse embate, voluntariamente, abrindo mão dos seus afazeres no dia a dia querendo contribuir. Isso é muito bom, isso cria um laço de solidariedade entre as pessoas, e cria um sentimento de enfrentamento ao vírus.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Complementando, quero dizer que neste momento eu deixei uma reunião que está sendo realizada aqui no Palácio dos Bandeirantes com setores de distribuição, de alimentos, produtos de higiene e limpeza, e também do setor de farmácia, sob à coordenação da Patrícia Ellen, nossa secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, e também do presidente da InvestSP, Wilson Melo, uma reunião convocada pelo governo de São Paulo para dialogar com os principais supermercadistas de São Paulo, as principais redes de farmácia também, para garantir que não haverá desabastecimento em São Paulo, e garantir também o procedimento adequado na distribuição de produtos e na manutenção de preços regulamentares, ou seja, não haver nenhuma elevação de preço de forma desnecessária e abusiva, embora o setor de distribuição não seja o que produz, mas apenas o que revende. A orientação dada a estes setores é de que dialoguem com a indústria para que não haja abuso em nenhum tipo e produto, seja o produto de higiene e limpeza, seja o produto de consumo alimentício. A reunião continua, eu deixarei esse encontro com vocês na sequência, após o término, para voltar à esta reunião. A última pergunta, espero que atenda também à jornalista que aqui desejava fazer a sua pergunta, é do jornalista Felipe Watanabe, da Folha de São Paulo. Boa tarde.

FELIPE WATANABE, REPÓRTER: Boa tarde, governador. A OMS tem pedido constantemente medidas mais rígidas para conseguir conter a evolução do quadro e da disseminação do vírus, e a gente vê com experiência internacional que essas medidas mais rígidas acabam chegando a isolamentos de áreas inteiras de determinados países. Com qual régua o governo de São Paulo está medindo, qual o momento é possível para um possível isolamento do estado inteiro, ou de regiões do estado? Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Felipe. Eu vou dividir a resposta com os dois médicos que aqui estão, doutor David Uip, e doutor José Henrique Germann. Mas posso lhe antecipar do ponto de vista de governo, que as nossas decisões são fundamentadas em fatos no Brasil, e fatos especificamente em São Paulo, as nossas decisões não se baseiam, não se fundamentam em decisões, posições certas ou duvidosas que possam estar sendo adotadas em outras regiões fora do Brasil, e mesmo dentro do Brasil? A cada característica de cada estado, de cada região deve ser observado, isso já é um aprendizado desses dias de Coronavírus. Então eu divido a resposta agora com o Doutor Germann, e na sequência com o doutor David Uip, Felipe.

JOSÉ HENRIQUE GERMANN, SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde, Felipe. Muito obrigado. Nós estamos diuturnamente observando o caminho do vírus, o comportamento do vírus, e como ele está se comportando frente às condições ambientais e de cenário do nosso país no Brasil. Então nesse sentido nós temos que entender que nós também temos um aprendizado constante em relação às nossas atitudes para com debelar esta doença e esta epidemia, ela vai ter um certo período de duração, nós vamos ter perdas, não se iludam de que não teremos perdas, teremos perdas. Mas nesse sentido é que nós estamos trabalhando para que a gente possa fazer isso no mínimo possível. A nossa intenção, se você pensar em uma curva de incidência, é fazer com que essa incidência diminua a seja ao longo do tempo para que os serviços de saúde não colapsem, não sofra uma interferência assim de ponto de não poder trabalhar à altura daquilo que são as necessidades desse momento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Doutor Germann. Doutor David Uip.

DAVID UIP, INFECTOLOGISTA E COORDENADOR RESPONSÁVEL PELO CENTRO DE CONTINGÊNCIA: O estado funciona com duas situações atuais, uma de prevenção, e a outra de preparo com o atendimento dos doentes graves. Então a sua pergunta, tentando responder, nesse momento o que está mais pressionado é o sistema de saúde suplementar, aonde tem um número maior de pacientes entendendo bem o que aconteceu no primeiro momento, os casos que chegaram aqui em São Paulo são indivíduos oriundos do Carnaval fora do Brasil. Então este é o momento. É claro que daqui a pouquinho nós vamos estar pressionados no servidor público. Por conta disso não há uma informação do dia a dia da saúde suplementar à despeito de gravidade, mas eu discuto muito a importância desse dado, por conta que seguramente nós teremos doentes graves, seguramente estamos tendo doentes graves. E não é a referência de um, dois ou três que muda a postura do estado em relação ao entendimento disso. O estado está tão preocupado com os doentes graves, que já o governador autorizou mais 1.400 leitos de UTI, nós temos 7.200, vamos ter rapidamente mais 1.400. Isso é dar conta da mitigação da epidemia, nós sabemos que nós vamos ter casos graves, e nós sabemos como enfrentar essa diversidade.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, doutor David Uip. Nós teremos uma nova coletiva de imprensa na próxima quarta-feira, e se houver a necessidade, depois de amanhã, e se houver a necessidade, amanhã teremos coletiva. Neste momento não há, todas as informações disponíveis foram apresentadas aqui a vocês, na próxima quarta-feira nos reuniremos aqui mesmo neste local para novas informações. Muito obrigado a todos pela presença, uma boa tarde.