Coletiva - SP ultrapassa 43 milhões de doses da vacina do Butantan entregues ao Brasil 20210605

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Coletiva - SP ultrapassa 43 milhões de doses da vacina do Butantan entregues ao Brasil 20210605

Local: Capital – Data: Maio 06/05/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bom dia, obrigado pela presença de todos. Nós estamos aqui mais uma vez no Instituto Butantan, fazendo a entrega, com este caminhão que está aqui atrás, de mais 1 milhão de doses da vacina do Butantan, a vacina de São Paulo, a vacina do Brasil, para o Ministério da Saúde. Com mais 1 milhão de doses, que estamos entregando hoje, chegamos a 43.112.000 doses da vacina de São Paulo, da vacina do Butantan, da vacina do Brasil, para a vacinação dos brasileiros em todo o país. Quero reafirmar que, até setembro, nós estaremos fazendo a entrega de 100 milhões de doses da vacina do Butantan, cumprindo dentro do prazo, que é até 30 de setembro, a totalidade das vacinas prometidas para o Programa Nacional de Imunização. Porém, quero registrar aqui a nossa preocupação com as sucessivas manifestações que o Governo Federal vem fazendo, contrariamente ao Governo da China e à China, que é o nosso maior fornecedor, principal e, neste momento, o único fornecedor de insumos para a vacina do Butantan, como é também fornecedor de insumos para a vacina da AstraZeneca. É lamentável que, depois do ministro da Economia Paulo Guedes falar mal da China, falar mal da vacina, criticando o Governo chinês, agora, ontem, o presidente Jair Bolsonaro, seguindo na mesma linha. É inacreditável que, diante de uma circunstância onde precisamos salvar vidas, proteger vidas e termos mais vacinas, tenhamos alguém criticando a China, que é o grande fornecedor de insumos para a vacina. Isso criou já um profundo mal-estar na chancelaria e na diplomacia chinesa, e eu quero registrar, como governador do Estado de São Paulo, o meu protesto com essas sucessivas manifestações, agressivas e absolutamente desnecessárias ao Governo da China, à produção das vacinas e a colocações que em nada contribuem para a evolução e a normalidade da entrega de IFAs, os insumos para a produção da vacina do Butantan. E tenho certeza que isso também tem influência na entrega dos insumos para a vacina da AstraZeneca para a Fiocruz. Portanto, registro aqui o nosso protesto, com medidas desnecessárias, descabidas, diante de uma situação tão trágica quanto essa do país, que precisa de mais vacinas e precisa manter boas relações, não apenas com a China, com todos os países com os quais o Brasil mantém relações diplomáticas.

Nós vamos agora já às perguntas, e eu indico aqui quais são os veículos de comunicação que já fizeram as suas inscrições. Começando pela TV Record, CNN, Rádio Jovem Pan, a TV Globo e a GloboNews. Aqui ao meu lado, Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do Estado de São Paulo, e a Dra. Regiane de Paula, que é coordenadora do Programa Estadual de Imunização, que também poderão responder perguntas formuladas por vocês. Mais uma vez, obrigado pela presença de todos. Começando com Daniela Salerno, da TV Record. Dani, bom dia, obrigado pela presença. Sua pergunta, por favor.

DANIELA SALERNO, REPÓRTER: Bom dia a todos. Minha pergunta é em relação ao quantitativo de vacinas. Hoje são mais de 1 milhão que estão sendo entregues. Semana que vem, gostaria de confirmar se já tem um valor fechado. E também da expectativa dos senhores a respeito da normalização da remessa de D2 para Estados e municípios. A gente sabe que não depende de vocês, não depende do Butantan, mas são dezenas de cidades, entre capitais e cidades do interior, que ainda reclamam sobre a falta de D2. Com esse quantitativo, já seria suficiente de normalizar? Vocês acreditam, pelo menos, nesse sentido? Obrigada.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Com relação aos volumes, Daniela, na próxima semana entregamos mais 3 milhões, 2 milhões na segunda-feira e 1 milhão na quarta-feira. E vamos totalizar, na próxima, daqui 15 dias, mais 2 milhões de doses. Nesse momento, as negociações para embarque da matéria prima estão em curso, lá na China, para de 6 a 8 milhões. E agora nós estamos com uma preocupação, porque existe uma sinalização de redução desse volume. Então, isso nos preocupa muito, porque nós dependemos da chegada dessa matéria prima o quanto antes aqui, para regularizarmos a entrega ao Ministério. E todas essas idas e vindas do Governo Federal, obviamente que têm aí um impacto no ritmo de liberação. Quer dizer, as liberações estão acontecendo, mas num volume menor do que poderiam acontecer. Tanto o Butantan como a Sinovac têm capacidade de processar maior volume de vacinas. Então, essa é a grande questão.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Eu vou pedir à Dra. Regiane para complementar a segunda parte da pergunta feita pela Daniela, em relação à D2 e o não cumprimento da orientação que foi dada corretamente, pelo Governo do Estado de São Paulo, pelo menos aqui no Estado, para que todos pudessem fazer a reserva para a segunda dose. Mas quem cuida e é responsável por isso é a Dra. Regiane de Paula. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PLANO ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Obrigada, governador. Bom dia, bom dia a todos. Daniela, o Estado de São Paulo, de forma muito clara, deixou a todos os municípios que não usasse D2 como D1. Então, essa foi uma questão que o Programa Estadual de Imunização deixou claro, mesmo quando o Ministério fez a pauta dizendo que deveria usar D2 como D1. Nós não concordávamos já com isso e pedimos que os municípios não fizessem. Alguns fizeram e agora a gente vai tentar, com o quantitativo de doses que estão chegando, olhar para a nossa grade e tentar ajudá-los, no sentido de que não falte vacina, para que a gente possa complementar. Em relação a outros Estados, eu não posso responder, quem pode responder é o Ministério da Saúde, mas a gente espera que o Ministério tenha agora, nesse momento, uma iniciativa de olhar para esses Estados. A gente sabe que tem capitais com falta de mais de 200 mil doses, e que possam realmente fazer com que as entregas do Butantan sejam direcionadas. Mas isso é uma questão que só o Ministério da Saúde pode fazer. Precisamos de mais vacinas e precisamos, sim, que eles tenham um posicionamento diferente do que eles estão tendo, porque com mais vacinas a gente consegue avançar na população, que a gente precisa, de públicos, e não deixar que falte D2. Então, é muito importante que o Ministério da Saúde, nesse momento, tenha um posicionamento claro, e o ministro também, na solicitação de mais vacinas. Mesmo chegando a vacina da Pfizer, é um quantitativo ainda muito pequeno e que ainda não nos dá uma condição de melhoria. E precisamos da D2 também. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Regiane. Daniela, obrigado. Vamos agora para Tainá Falcão, da CNN. Bom dia mais uma vez, Tainá.

TAINÁ FALCÃO, REPÓRTER: Bom dia. Eu vou direcionar para o Dr. Dimas, porque eu queria novamente voltar na declaração do presidente Jair Bolsonaro. O senhor já falou várias vezes aqui da preocupação que o Butantan tem com essas declarações do Governo Federal. Então, eu queria saber se o senhor acredita que essa declaração recente vai ter impacto nas negociações para a vinda de mais insumos, para a Coronavac, e uma data, até quando a gente tem doses disponibilizadas e envios previstos para o Ministério da Saúde. O risco que a gente tem de atrasos, né? A partir de quando?

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Bem, com relação às declarações, essas especulações contêm inúmeras inverdades. Primeiro, de que o vírus teve a sua produção, essa é a palavra que tem sido usada, que ele foi produzido na China e que faz parte de uma guerra biológica, e isso tudo um plano arquitetado, uma coisa mirabolante. Quer dizer, a Organização Mundial de Saúde fez uma auditoria, podemos dizer assim, em Wuhan, quer dizer, ela deixou muito claro quais as condições de surgimento desse vírus. Esse relatório foi disponibilizado para o mundo. Então, não existe, nesse ponto, nenhuma dúvida, não resta nenhuma dúvida. E outro ponto: a China fez o que o Brasil não fez, a China controlou o vírus, e por isso a epidemia lá foi uma das que foi melhor controlada em todo o mundo. Então, um exemplo, um grande exemplo de como se combate, como se controla de fato uma epidemia. Obviamente que é um regime diferente, lá é muito mais fácil a tomada de certos tipos de medida, principalmente com relação à restrição de circulação, e assim por diante. Mas é um grande exemplo, um grande exemplo de como se deve combater uma epidemia. O outro ponto é que todas as declarações nesse sentido têm repercussão. Nós já tivemos um grande problema no começo do ano, e estamos enfrentando de novo esse problema. Quer dizer, após a troca do chanceler, não houve ainda um alinhamento, isso é claro, embora a embaixada da China no Brasil venha dizendo que não há esse tipo de problema, mas a nossa sensação, de quem está na ponta, é que existe dificuldade. Existe dificuldade, uma burocracia que está sendo mais lenta do que o que seria o habitual, e com autorizações muito reduzidas de volumes. Então, isso, obviamente que têm impacto, essas declarações têm impacto. E nós ficamos à mercê dessa situação, porque não vamos ter, de fato, condições de entregar... Nós temos que entregar ainda, até o dia 14, o restante, que vai totalizar 5 milhões de doses, que foram do IFA de 3.000 litros, anteriormente, e após isso não temos mais matéria prima pra processar. Essa é a situação. Quer dizer, vai faltar, pode faltar? Pode faltar. E aí, nós temos que debitar isso principalmente ao nosso Governo Federal, que tem remado contra. Essa é a grande conclusão.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas, obrigado, Tainá. Agora, Beatriz Manfredini, da Rádio Jovem Pan. Desculpa, perdão, Bia.

BEATRIZ MANFREDINI, REPÓRTER: Bom dia a todos. Vou seguir os colegas. Dr. Dimas, o senhor acabou de dizer que tem impacto na redução de insumos que vêm pra cá, um volume menor. Ontem o Butantan disse que tinha expectativa de chegar mais IFA até o dia 15 de maio. A gente ainda tem essa expectativa ou já podemos descartá-la? E governador, da última vez que aconteceu um problema parecido, o senhor interviu, conversou com o chanceler. O senhor pretende fazer isso novamente? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Vamos começar com o Dimas Covas, e aí na sequência eu complemento, Beatriz.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: A data prevista de liberação era até o dia 10. Agora, a data já foi pro dia 13. O volume inicial era de 6.000 litros. Agora, existe uma expectativa de 2.000 litros. Então, claramente, tem aí mudanças e que não são mudanças da produção da Sinovac, são mudanças determinadas pelas autorizações. Portanto, tem, no fundo, no fundo, é uma consequência, podemos dizer que é uma consequência dessa falta de alinhamento do Governo Federal.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Beatriz, essa é uma responsabilidade que cabe à chancelaria brasileira, ao Ministério das Relações Exteriores. Cabe ao ministro recém-indicado chanceler, o ministro França, dar uma resposta à opinião pública do Brasil. Ele é o chanceler, ele é que tem que falar com o embaixador da China, em Brasília, ele que tem que falar com o embaixador do Brasil, em Pequim, e tomar providências. Até agora, eu não ouvi, não li e não tive nenhuma informação de medidas adotadas pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o que é, mais uma vez, surpreendente. Diante de uma pandemia, consumindo 2.800 vidas por dia, o insumo da principal vacina que vai no braço dos brasileiros vem da China, o mal-estar provocado por sucessivas declarações desastrosas do ministro da Economia, Paulo Guedes, e agora do presidente da República, Jair Bolsonaro. E o Ministério da Relações Exteriores silencia? Que Ministério das Relações Exteriores é esse, que não faz relações positivas, construtivas, com países, seja pela economia, já que a China é o principal parceiro econômico do Brasil, e seja pelo fato de que a China é a principal provedora de insumos para as vacinas, não apenas a vacina do Butantan, mas também a vacina da AstraZeneca? Espero que o ministro das Relações Exteriores cumpra o seu papel e atue o mais breve possível, e com êxito, para que tenhamos a liberação desses insumos, em Pequim, para que o Instituto Butantan possa retomar a produção da vacina, aqui em São Paulo.

Obrigado, Beatriz, e agora vamos concluir com a Isabela Leite, da TV Globo, GloboNews...

ISABELA LEITE, REPÓRTER: Aqui, governador, nossa câmera está aqui.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Aqui também. Desculpe, Isabela. Ok.

ISABELA LEITE, REPÓRTER: Imagina. Bom dia, Dr. Dimas, governador, Dr. Jean e Dra. Regiane. Na verdade, eu só queria esclarecer uma fala do senhor, Dr. Dimas, em relação ao número que o senhor deu, do IFA, de 6 a 8 milhões. Isso é em relação às doses que podem ser produzidas com o novo IFA, é isso?

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Desculpa, 6 a 8 mil litros, ok?

ISABELA LEITE, REPÓRTER: Ah, tá certo. Tá bom, tá bom. Não, não, não, só estava esclarecendo um dado, mesmo. Agora, a nossa pergunta, mesmo, só pra... É porque era só um número, porque, como está gravado, pra gente esclarecer isso também, também não deixar o número errado. Eu tenho, na verdade, uma dúvida em relação a até que ponto a nova fábrica da Sinovac pode contribuir com o Butantan, com o aumento da produção, se vocês pensam até em importar doses já prontas. Se o IFA, se o desembaraço do IFA atrasar mais ainda. E governador, até peço perdão, porque é uma coisa muito íntima, mas todos nós sabemos que o senhor tem 63 anos e ainda não tomou a vacina da Covid-19. Gostaria de saber por que e se o senhor está esperando novas doses pra primeira dose da Coronavac, pra poder ser imunizado, porque a gente já está em 60 e 62 anos, e o senhor não tomou a vacina ainda.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Bem, eu vou responder. Primeiro, dando uma boa notícia. Alcançamos agora, a Dra. Regiane me passou aqui, 12.619.050 brasileiros aqui de São Paulo já tomaram a vacina do Butantan, 7.982.607 a primeira dose, e 4.636.443 na segunda dose. Isabela, eu vou responder diretamente ao Bocardi, porque o Bocardi tem uma preocupação... O presidente Bolsonaro tem com a minha calça justa, o Bocardi, com quando eu vou tomar a vacina. Então, Bocardi, pra que você fique mais relaxado, eu vou tomar a vacina amanhã. E por que eu vou tomar amanhã, Bocardi? Porque eu tenho que seguir 15 dias de diferença entre a data que tomei a vacina contra a gripe, e tomei com toda a minha família, e a data para a vacinação da Covid. Então amanhã eu convido você a me acompanhar, no momento em que eu tomarei a vacina. E quero esclarecer a você, Bocardi, e aos jornalistas que aqui estão: Eu tomo qualquer vacina, a vacina que tiver, eu tomarei. Pronto, respondido. Dimas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Isabela, a terceira fábrica da Sinovac está operacional, está produzindo, tem condições de produzir até meio bilhão de doses por ano. A Sinovac está fornecendo vacinas para 80 países, 30% do que ela produziu até agora veio para o Brasil. Nós trabalhamos em cima do IFA, da matéria prima, porque nós temos grande capacidade de processamento aqui, e isso acaba sendo muito mais rápido do que a entrega de vacinas prontas. Então, nós não temos problemas de previsão de quantitativos de matéria prima. De fato, a única coisa que interfere é o ritmo de liberação. E, sem dúvida nenhuma, a entrada de operação da terceira fábrica da Sinovac melhorou muito a disponibilidade de matéria prima. Esperamos agora que tenha aí, que tenham as autorizações para virem esses volumes pra cá.

ISABELA LEITE, REPÓRTER: [ininteligível] importar a vacina, então, caso essa [ininteligível]?

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTAN: Como eu mencionei, em relação à produção aqui, chegando o IFA, a gente é muito rápido para a produção. Então, não haveria necessidade de virem doses prontas. Além de que a vacina que está registrada aqui, para uso emergencial, é a vacina Butantan, não é a vacina pronta que vem da China.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE: Gostaria de fazer um desabafo, como médico, não como gestor. Eu sou médico infectologista, continuo na minha linha de frente atendendo Covid e vejo gente jovem, gente idosa, morrendo. E nós estamos implorando vacinas. Nós imploramos vacinas, desde agosto. Agosto, a pedido e sob liderança do governador, nós fomos, por várias vezes, ao Ministério da Saúde, levamos ofícios, enviamos ofícios através de correio eletrônico, pedindo não só a compra de vacinas do Butantan, mas aquisição de vacinas, para que, dessa forma, pudéssemos imunizar as pessoas de todo o nosso país. Garantir a vacinação é o direito da nossa população, é o direito que nós, como cidadãos, temos. Para se ter uma ideia, um país que é um país desenvolvido é avaliado pela vacinação que faz. Nós temos um Programa Nacional de Imunização maravilhoso, de exemplo para o mundo, com 20 vacinas que protegem a nossa população, jovens, idosos, adultos, crianças. E é isso que nos dá a diferença de todo o mundo. No nosso programa nacional de imunização, o que nós estamos vivendo hoje, implorando vacinas, faz com que nós tivéssemos hoje um símbolo de perda de um grande artista, de 42 anos, que, se tivesse tomado a vacina, não teria perdido a sua vida. Então, nós temos que parar de fazer política. Aqui não é política, aqui é saúde pública. E como médico, eu deixo a minha indignação, que não é política, é saúde pública. Nós temos que ter vacina, e rápido. Nós não podemos fazer mais fechamentos, a população não aguenta mais. E é isso que vai fazer com que nós retomemos a economia, possamos impedir as pessoas de ficarem doentes e de morrerem. Vacina agora, vacina já. É isso que nós precisamos. E a população, ela não pode ficar calada, culpando um instituto ou outro. Nós temos que cobrar do Governo Federal.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito bem, Jean, muito obrigado. Isabela, muito obrigado. Obrigado a todos. Amanhã, certamente, vou rever, senão todos, os que puderem estar, na vacinação que farei. E também amanhã temos coletiva de imprensa, às 12h45, no Palácio dos Bandeirantes, quando vamos anunciar a nova fase do Plano São Paulo, que começa na próxima segunda-feira. Então, bom dia a todos. Por favor, se protejam, estejam bem e até amanhã. Obrigado, pessoal.