Coletiva - SP volta para fase vermelha em todas as regiões com piora da pandemia 20210303

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Coletiva - SP volta para fase vermelha em todas as regiões com piora da pandemia 20210303

Local: Capital - Data: Março 03/03/2021

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JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Boa tarde. Muito obrigado, a todos pela presença, jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, técnicos, os que estão presencialmente, e os que estão virtualmente também aqui no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Hoje, 3 de março, essa é a coletiva de número 183, para tratarmos de saúde, e da vida. Participam da coletiva de hoje, Paulo Meneses, coordenador do centro de contingência de COVID-19; João Gabbardo, coordenador executivo do centro de contingencia; Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico; Rossieli Soares, secretário de Educação; Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde; Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional; Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã; José Medina, membro do comitê do centro de contingência do COVID-19; Carlos Carvalho, também médico epidemiologista integrante do centro de contingência do COVID-19; Helena Sato, também integrante do centro de contingência do COVID-19. Todos aqui mencionados já foram coordenadores gerais desse centro de contingência. E a doutora Regiane de Paula, coordenadora geral do Programa Estadual de Imunização. Ontem o Brasil registrou 1.726 mil mortes, o pior dia da pandemia em toda a história desde março de 2020, e agora vamos enfrentar as duas piores semanas da pandemia, desde o início do primeiro caso de COVID-19 no Brasil, essa é a triste realidade de um país que é comandado por um negacionista, de um país que não tem Ministério da Saúde, de um país que não tem coordenação para um programa de saúde pública na pior crise sanitária, na pior crise de saúde dos últimos 100 anos. Como governador de São Paulo, tenho e reafirmo aqui o compromisso na defesa da vida, na defesa da saúde, na defesa da ciência. Fico angustiado de ver vidas perdidas a cada dia, amigos que se vão, parentes que são internados, pessoas que morrem diariamente em São Paulo, e em todo o Brasil. Sinto por filhos que vão crescer sem seus pais, avós que não poderão mais abraçar seus netos, amigos que se foram, vidas que não voltam mais. Há 41 dias o Brasil tem mais de mil mortes por dia, mil mortes por dia! Como se cinco aviões caíssem todos os dias matando todos os seus ocupantes! Nós não podemos imaginar que isso faz parte da normalidade, isso não é normal, isso não é usual, isso não é banal, isso não é gripezinha, não é resfriadozinho, isso é uma tragédia, e uma tragédia que pode ser ainda pior, se não tomarmos medidas. Nós não podemos banalizar a morte, a morte é uma dor profunda que toca todas as pessoas que tem sentimento. Essa segunda onda da COVID-19 atinge todo o Brasil, e em São Paulo nós perdemos aqui quase 500 pessoas por dia, só ontem foram 468 pessoas mortas, um recorde desde o início da pandemia. As últimas 24 horas, a central de regulação de vagas, da Secretaria de Saúde do estado de São Paulo, recebeu 901 pedidos para internação em leitos de UTI e enfermaria. Na prática, isso quer dizer que São Paulo encaminhou para a internação um paciente a cada dois minutos. Volto a repetir, um paciente de COVID-19 a cada dois minutos, internado em hospitais públicos ou privados em São Paulo. Esse é o termômetro da linha de frente, é o termômetro dessa tragédia que nós estamos vivendo, e parte dessa tragédia se deve à falta de coordenação, à falta de liderança, à falta de hombridade, de seriedade, de responsabilidade. Uma tragédia para o Brasil diante de uma pandemia, ter um Presidente da República que é negacionista, que despreza a vida, que ofende a existência! Triste Brasil, que tem que suportar alguém com esse comportamento. Estamos hoje em São Paulo e no Brasil, à beira de um colapso, repito, estamos em São Paulo e no Brasil à beira de um colapso na saúde, isso exige medidas urgentes, coletivas, e exige também a sensibilidade daqueles que preferiram praticar o negacionismo, fazer aglomerações, promover festividades, não usar máscaras, ridicularizar aqueles que usam máscaras e que se protegem. Não é só o problema de um governo negacionista, é um problema também de parte da população, que nega a existência e que se expõe desnecessariamente, ao risco e perderem as suas vidas e estimulares que outras pessoas possam perder suas vidas também. Não é razoável que parte da população não queira usar máscaras, que queira defender aglomerações, beber, se divertir, festejar, quando o momento é de oração, de consternação, de tristeza. Essa é a realidade do Brasil, é a realidade da tristeza, não é a realidade da alegria nesse momento, não há alegria na morte, ninguém celebra a morte! Por esses motivos, esses tristes motivos, nós estamos atendendo à recomendação do centro de contingência e reclassificando todo o estado de São Paulo para a fase vermelha, a partir da 0h do próximo sábado. Eu reconheço e valorizo a atitude de prefeitas e prefeitos, alguns até estão aqui presentes hoje, obrigado por compreenderem a importância de defenderem a vida dos seus cidadãos, das pessoas das suas cidades, das suas regiões. São Paulo não vai desistir, São Paulo não vai desistir da vida, e eu tenho certeza que todos os demais governadores farão o mesmo. Se um Presidente da República menospreza a vida, ao afirmar que todos um dia vão encontrar a morte, como se fosse banal morrer, como se as pessoas nascessem simplesmente para morrer. Não! Nós nascemos para vier e celebrar a existência, mas com responsabilidade, e com a obrigação de defender a vida. São Paulo vai combater o populismo, São Paulo vai combater oportunismo, São Paulo vai combater a indiferença. E eu quero registrar aqui aos meus amigos que estão em casa, e os que estão aqui, eu não estou preocupado com popularidade, eu não pauto a minha vida em popularidade, em necessidade eleitorais, e embora respeitando, também não pauto a minha vida pela política, eu pauto a minha vida pela existência e pelo respeito às pessoas, é isso que me fez vir para a vida pública, não foi vantagem eleitoral, eu nem sequer recebo salário para ser governador, não vivo às beneficies do poder, não moro no Palácio dos Bandeirantes, não usufruo das vantagens do poder, e não preciso do poder. Portanto, não me façam juízo sobre popularidade, a mim importa a credibilidade, a credibilidade de alguém que enquanto governador do estado de São Paulo, lutou pela vida, lutou pela existência, combateu o negacionismo com coragem de falar isso, com todas as letras, e não tenho medo de ameaças, como tenho recebido ao longo desses últimos 15 meses. Com não terei medo de enfrentar tantas quantas forem as ameaças para defender a vida dos brasileiros em São Paulo. Infelizmente o Brasil é o único país do mundo que nesse momento tem em seus governadores e prefeitos, a força da defesa da vida e da existência, e um Presidente da República que nega, que se afasta do seu dever moral, institucional, de defender o seu povo e o seu país. Não queremos mais vacina, queremos muitas vacinas, precisamos de vacinas, e não precisamos de Cloroquina. Trabalhamos por soluções, enquanto Jair Bolsonaro trabalha por problemas. Lutamos para defender a vida, Bolsonaro brinca com a vida. Chegamos a um momento doloroso, poderíamos ter vacinas no Brasil desde novembro, desde novembro poderíamos estar vacinando os brasileiros, com várias vacinas, com a vacina do Butantã e outras vacinas também, o retardamento ao processo de vacinação no Brasil se deveu fundamentalmente à negligência, inoperância e ao negacionismo. Um governo doente, também contaminando a economia, uma vergonha, o PIB brasileiro apresentado hoje é o pior da história, um fiasco completo. Vamos mal na saúde, vamos mal na economia, vamos mal no meio ambiente, vamos mal na educação, vamos mal na proteção social. Esse é o Brasil de Jair Bolsonaro, seus seguires, esse é o Brasil do mito, o mito da mentira, o mito das inverdades, o mito da displicência, o mito da incompetência. Quero finalizar aqui essa minha manifestação de indignação, e repito, faço como governador eleito do estado de São Paulo, disputei duas eleições, tenho legitimidade para falar o que falo, disputei eleições, sim! Mas eu não disputo eleições para extrair vantagens pessoais, nem para comprar imóveis, nem para fazer rachadinha, nem para proteger filhos, fui eleito na decência e no respeito da democracia, para proteger o que de há mais sagrado na Constituição e na vida. E enquanto for governador do estado de São Paulo, vou me posicionar desta maneira. Acusem do que quiserem, não estou interessado em populismo, e nem processo eleitoral, não é hora de falar de eleição, não é hora de tratar de eleição, é hora de proteger vidas, da nação, é isso que deve ser a prioridade, e é isso que muitos dos meus colegas governadores também estão fazendo nesse momento. Feito esse desabafo, quero dizer que na classificação do plano São Paulo, devido ao aumento do número de casos, internações e mortes por Coronavírus, todo o estado de São Paulo será classificado na fase vermelha do plano São Paulo, a partir do próximo sábado, 6 de março, até o dia 19 de março, sexta-feira. São 14 dias de fase vermelha. Não temos nenhuma alegria em dar essa informação, temos a tristeza de reconhecer a situação dificílima que estamos vivendo em São Paulo, e não é diferente do país, a fase vermelha permite o funcionamento apenas de setores essenciais, como saúde, educação, segurança pública e privada, construção civil, indústria, logística, abastecimento, transporte público, comunicação e serviços gerais. O detalhamento será feito pelos médicos do centro de contingência do COVID-19 daqui a pouco. As escolas da rede pública municipal, estadual e da rede privada vão continuar abertas, e vão atender os alunos exatamente como estava previsto, e sobre isso falará o secretário de Educação do estado de São Paulo, e ex-ministro da Educação, Rossieli Soares. O detalhamento dos horários e restrição de circulação serão apresentados na sequência pelos médicos Paulo Meneses e João Gabbardo, coordenadores do centro de contingência do COVID-19, e por Patrícia Ellen, Secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo. Quero, ao finalizar, dizer que São Paulo está abrindo 500 novos leitos para combater a pandemia no estado, 339 novos leitos de UTI Covid e outros 161 de enfermaria, em hospitais estaduais, municipais, Santas Casas e serviços filantrópicos da área pública de saúde. Os leitos serão ativados gradualmente, a partir do próximo dia 8 de março, para reforçar o sistema público de saúde em todo o estado. Lembrando: Vamos enfrentar, nas duas próximas semanas, as duas piores semanas da pandemia no Brasil desde março do ano passado. São Paulo aumentou em 152% o número total de leitos de UTI para enfrentar o Corona Vírus. Vocês verão mais dados com o Dr. Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do Estado de São Paulo. Neste momento de profunda tristeza, eu peço que os dois coordenadores do Centro de Contingência do Covid-19 possam fazer a sua apresentação neste momento, dessa nova reclassificação do Plano São Paulo. Dr. Paulo Menezes.

PAULO MENEZES, COORDENADOR DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Obrigado, governador. Boa tarde a todos. Eu quero começar dizendo que eu participo do Centro de Contingência, junto ao governo, desde o início da pandemia aqui em São Paulo. Pra mim, hoje é o dia mais difícil que eu já enfrentei, pelo diagnóstico da situação e pelas medidas que devem ser tomadas, para que nós consigamos continuar nesse enfrentamento. Eu li recentemente, de um cientista político, um texto muito bom, dizendo que a ciência no mundo, dessa vez, nessa pandemia, conseguiu encontrar como enfrentar de forma eficiente a pandemia. Hoje, nós sabemos, por exemplo, como o governador já colocou, que não há tratamento específico para as pessoas que contraem a Covid-19, mas nós também sabemos, e já temos à disposição, as vacinas que fazem com que as pessoas não desenvolvam Covid-19, e especialmente não desenvolvam casos graves. Nós sabemos que as medidas de distanciamento social são a forma mais eficiente que nós temos nesse momento de impedir a transmissão do vírus de uma pessoa pra outra, e é nesse sentido que o Centro de Contingência trabalha. No entanto, para que nós possamos enfrentar a pandemia, é preciso de coordenação política, e é isso que nós fazemos aqui e temos na liderança do governador. Infelizmente, não temos essa coordenação para o país como um todo, mas aqui no Estado de São Paulo nós enfrentamos e colaboramos com o governo, com muita responsabilidade, para que nós possamos superar a cada dia essa pandemia tão terrível, que está levando tantas vidas embora.

Então, as recomendações do Centro de Contingência são exatamente no sentido de conseguirmos reduzir a velocidade de transmissão do vírus. São medidas duras e que requerem a participação de toda a sociedade. Não basta só o Centro de Contingência recomendar medidas restritivas, mas é preciso que todos entendam que cada um contribui na redução da transmissão do vírus. Quero também aproveitar para reconhecer o trabalho dos prefeitos que estão apoiando, que já em alguns lugares tomaram medidas duras, difíceis. A gente sabe que tem um impacto brutal em todas as vidas, mas elas são necessárias. E também queria aqui ressaltar a importância de nós preservarmos, na medida do possível, o máximo possível, as crianças e os adolescentes, que foram os que mais sofreram com um período tão prolongado de interrupção de atividades, que são fundamentais para o seu desenvolvimento emocional, cognitivo, social. Dessa forma, aqui eu vou passar para o meu colega, para ele apresentar alguns dados, que baseiam as recomendações do Centro de Contingência. Muito obrigado.

JOÃO GABARDO, COORDENADOR EXECUTIVO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu queria iniciar falando que hoje nós temos aqui presentes nessa reunião, governador, oito membros do Centro de Contingência. Inclusive, Dr. Medina, Dra. Helena, Dr. Carlos, que coordenaram, juntamente com o Dr. Paulo, o Centro de Contingência, em momentos diferentes da pandemia. E é muito triste para todos nós voltarmos a uma situação que nós tínhamos lá no pior período da epidemia, onde nós seremos obrigados a impor fechamento de todos os serviços não essenciais no Estado de São Paulo. É com muito pesar que a gente faz isso. A gente entende toda a dificuldade que esses setores econômicos sofrem, sofreram e terão que enfrentar com essa nova restrição, mas a gente teve que fazer uma opção, e nós fizemos a opção pela vida. Porque hoje, com esta velocidade que nós temos na transmissão da doença, não existe outra alternativa que não seja o isolamento, a restrição do contato, evitar que as pessoas que estão contaminadas contaminem outras pessoas que não estão contaminadas.

Essa segunda onda, ela é diferente da primeira. Na primeira, nós tivemos... As regiões iam aparecendo com surtos, em fases mais intensas, mas eram transitórias. Passamos por todo o país, mas em momentos diferentes. Mesmo aqui em São Paulo, nós começamos na região metropolitana da Grande São Paulo, o interior estava preservado, depois nós passamos um período em que a região metropolitana reduziu a velocidade da transmissão e nós tivemos um aumento no interior. Hoje, o que nós percebemos com esse mapa é que o país inteiro está entrando numa situação de colapso. Vocês vejam a quantidade de estados que estão com vermelho mais escuro, que estão com mais de 80% dos leitos de UTI já ocupados. E aqui eu quero fazer uma observação, porque muita gente tem feito, tem dado declarações que a falta de UTI não é uma coisa deste momento, que em 2015 faltava leitos de UTI, que em 2000 e não sei quanto faltava leito de UTI. É verdade, eram situações temporárias, transitórias, episódicas, em que alguma região apresentava dificuldade para oferta de leitos de UTI. Mas quem está falando isso está esquecendo que hoje o país tem o dobro de leitos de UTI, o dobro, dobrou. Então, quando se diz: o que fizeram com o dinheiro que foi passado para os estados? O dinheiro que foi passado para os estados, estados e municípios dobraram a capacidade de atendimento em leitos de UTI. E mesmo tendo dobrado, os estados hoje apresentam 100, 50, 80 pessoas nas filas, nas listas de espera para internar, mesmo tendo dobrado. Então, não pode, é injusta essa comparação, que leitos de UTI, falta de leitos de UTI ocorria em outros momentos.

A segunda observação que eu queria fazer é que muita gente critica ou está criticando que São Paulo não tinha ainda tomado medidas mais duras. São Paulo está cumprindo com o plano. Nosso plano previa que, se o estado chegasse a 75% de ocupação de leitos, entraria na fase vermelha. Vocês podem ver, no próximo slide, que nós passamos aí, do dia 25 de fevereiro até o dia 1 de março, com uma ocupação de leitos que variou de 70% a 74%. E ontem, nós chegamos à média móvel de 75%. E hoje estamos aqui colocando o Estado de São Paulo na fase vermelha, obedecendo ao plano que nós preparamos, planejamos e que vinha sendo trabalhado com ótimos resultados. Por que ótimos resultados? São Paulo é onde existe a maior densidade demográfica. No entanto, São Paulo é 12º estado e 18º estado brasileiro em casos e óbitos. Quando o esperado é que, pela concentração demográfica, nós tivéssemos os piores resultados. Nós não temos, temos resultados comparados aos demais estados, até que estão na linha inferior. Próximo.

Isso aqui é o que nos preocupa mais, porque nós estamos hoje com 7.415 pessoas internadas, um acréscimo de quase 20% em relação ao que nós tivemos no pior momento da pandemia. A que se deve esse aumento? Porque esse aumento de número de pessoas internadas, ele é maior do que o aumento de novas internações que nós temos. Possivelmente, provavelmente porque nós estamos atendendo e internando pessoas de faixa etária mais baixa, e essas pessoas com faixa etária mais baixa, elas conseguem resistir mais, no enfrentamento do vírus. E por consequência, ficam mais tempo internados. Então, os leitos, eles não estão rodando na mesma velocidade que eles rodavam anteriormente. Isso está ocasionando um acúmulo de pacientes. Entram novos pacientes, mas não sai na mesma velocidade. Esse acúmulo de novos pacientes em leitos de UTI, que não é um fenômeno de São Paulo, é um fenômeno que está acontecendo no Brasil inteiro, é o que está levando ao colapso. E esse colapso só vai ter solução se nós cumprirmos com as recomendações que são dadas, que é o próximo slide, independente se o vírus original, se é a variante do vírus, as recomendações continuam sendo as mesmas. Nós temos que, neste momento, ficar em casa, sair de casa se for extremamente necessário, e só para as atividades que são essenciais. O uso da máscara é imperativo nesse momento, principalmente naqueles ambientes onde nós tivermos contato com as pessoas idosas, pessoas com comorbidades. Higienização das mãos, incentivar ao máximo o teletrabalho, sempre que possível evitar a presença física nos ambientes de trabalho, que são sempre um ambiente muito favorável à contaminação, e as aglomerações, que é talvez o item mais importante de todas as recomendações.

O que nós gostaríamos é que esse conjunto de recomendações estivessem alinhadas com uma política nacional, o que nós gostaríamos é que o Ministério da Saúde estivesse fazendo isso, dando essas recomendações a todos os estados, porque dessa forma nós teríamos um apoio, uma adesão maior da população. É difícil quando alguns gestores colocam essas recomendações, mas em contrapartida enfrentam um grupo organizado, que reage contra essas recomendações, reagem querendo não utilizar máscaras, reagem provocando aglomerações, reagem desmoralizando com as vacinas. Então, nós esperamos que haja, a partir de agora, tendo em vista essa disseminação que o país inteiro está enfrentando, que haja uma coordenação nacional, e principalmente uma comunicação nacional que possa efetivar, dar mais efetividade às ações que nós estamos propondo. Era isso, governador, muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, João Gabardo. Vamos agora a Patrícia Ellen, ainda no mesmo tema, reclassificação do Plano São Paulo. Patrícia.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Muito obrigada, governador. Queria agradecer. Não tem como não se emocionar com a sua fala, nós estamos todos muito cansados e com péssimos exemplos, e de supostos líderes do nosso país que, ao invés de cuidar da população e proteger as vidas, estão incentivando aglomerações e questionando o uso das máscaras, entre outras coisas. A sua coragem, a sua liderança nos inspira a termos coragem também de fazer a nossa parte, nesse momento tão difícil. Muito obrigada. E com isso eu faço o pedido também para a população. O senhor escolheu a vida, escolheu a ciência, e o negacionismo está matando a nossa população. A mentira está matando a população e cabe a cada um de nós, agora, fazer a nossa parte para levar a verdade e para dar o exemplo e fazer a nossa escolha, a nossa escolha pela vida. Hoje, essa classificação é dura, eu falo como secretária de Desenvolvimento Econômico, como uma filha de uma família de empreendedores que vão sofrer muito com essa medida, mas eu sou filha também de uma família de batalhadores. Minha vó veio num pau-de-arara de Sergipe, governador, com 16 filhos, sem nada e ela fez a vida dela aqui em São Paulo. Minha vó foi vacina há duas semanas, eu te agradeço por isso. E essa mesma família que agora vai passar dificuldades vai se reerguer, mas nós precisamos fazer a nossa parte custe o que custar. Você está fazendo a sua, cabe a nós fazer a nossa também. E como secretária falo aos setores, a todos que estão sendo prejudicados na parte econômica por não terem o auxílio que deveriam estar recebendo também do governo federal, que o momento é de união de todos os estados pela vida. Nós estamos fazendo a nossa parte com essa classificação, essa é 24ª classificação, todas as regiões no vermelho por duas semanas a partir das zero horas de sábado, 48 horas são para planejamento, para que todos consigam se organizar. Não haverá perdas de quem tinha planejado ter o faturamento do fim de semana, mas nós precisamos estar vivos para recompormos esse faturamento nas próximas semanas. Na próxima página um lembrete das regras de funcionamento das atividades na fase vermelha e como funciona, quais são os serviços essenciais. Lembrando que além da liberação dos serviços essenciais há uma medida complementar que é o toque de restrição em todo o estado a partir das 20 horas. Então, quem não precisa circular, precisa ficar em casa entre 20 horas e 5 da manhã. Os serviços essenciais que podem funcionar estão descritos aqui, mas eu vou deixar o site do Plano São Paulo com todos os detalhes. Saúde, alimentação, segurança, comunicação social, construção civil, indústria, serviços gerais. Em serviços gerais há diversas categoriais, hotéis, lavanderias, manutenção e zeladorias, serviços de limpeza, serviços bancários, serviços religiosos, toda a parte de bancas de jornais, temos a lista completa. Restaurante somente no modelo delivery e retirada e drive thru, serviços de logística são muito importantes e abastecimento, para manter todos os alimentos e todos os produtos chegando para a população e serviços de educação que o secretário Rossieli vai detalhar a seguir. Eu queria relembrar na próxima página que nós fizemos por meses uma construção conjunta com os setores dos protocolos sanitários que devem funcionar. Cabe a cada um de nós agora, também sermos os guardiões desses protocolos, porque para esses serviços essenciais funcionem, eles precisam respeitar os protocolos para que a população que circule nesses serviços esteja protegida. Esse é um exemplo dos serviços para supermercados, como que funciona, a obrigatoriedade de aferição de temperatura, fornecimento de álcool gel, uso de máscara, toda a lista de protocolos necessários. Na próxima página nós temos um outro exemplo, muita gente pedindo para ter a opção de fazer o seu culto, se o fizerem que o façam com responsabilidade, também respeitando todos os protocolos existentes, mas lembrando que Deus está conosco onde quer que nós estivermos. Na próxima página toda a parte de funcionamento de escolas e quais são os protocolos que funcionam. Eu não vou ler cada um deles porque nós temos isso detalhado no site. Na próxima página é o site do Plano São Paulo, então, o site oficial do governo, saopaulo.sp.gov.br/planosp. É uma medida dura, mas aqui em São Paulo nós escolhemos a vida, agradeço novamente a coragem, governador, e conte conosco para proteger a vida da população e mais importante, para reerguer a economia de São Paulo e do país, porque nós vamos estar vivos e saudáveis e ao lado do senhor muito unidos. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Patrícia, obrigado pelo seu depoimento sensível, não só como secretária, mas também como mulher, cidadã e mãe. Vamos agora ao secretário Rossieli Soares, secretário da Educação, até para um posicionamento correto por parte do secretário de Educação do estado de São Paulo em relação ao tema de funcionamento das escolas. Peço atenção aos que estão em casa nos acompanhando e aos jornalistas também. Rossieli.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO: Obrigado governador, boa tarde a todos. Educação é essencial. As escolas permanecem abertas, obviamente com cuidados extremos e focada especialmente nas pessoas que mais precisam. [Pode passar, por favor]. E as escolas vão estar, nesse período, especialmente nesses próximos 15 dias, assim como a gente tem restrições no estado que são importantes, né? A gente está falando aqui de controle de uma pandemia, mas sendo a escola a última coisa a fechar, como temos falado, especialmente depois do decreto de dezembro, isso é importante, aprendemos muito. E temos pessoas que precisam muito da escola, esse aprendizado está muito claro também. [Pode passar]. Em dezembro a gente teve um decreto do governador que torna a educação, sim essencial, porque mesmo na fase vermelha permanece aberta, com uma resolução complementar da Secretaria de Educação. Não temos obrigatoriedade nesse momento, isso é importante. E aqui, com clareza para as famílias, a escola está aberta para quem precisa, para as famílias que conseguem acompanhar a educação à distância, que têm condições do seu filho estar fazendo à distância, permaneça à distância, mesmo na escola pública ou na escola privada. Mas para aqueles que realmente precisam, que a gente vai falar um pouquinho mais sobre isso já, já, é fundamental que a escola esteja aberta. [Pode passar]. E esse exemplo tem vindo de vários lugares do mundo, por exemplo, a França não fechou, a Inglaterra focou muito nisso dentro das prioridades, quais são os alunos vulneráveis, seja do ponto de vista da aprendizagem, da falta de equipamentos, de conseguir acompanhar mesmo num momento mais difícil, lá também a escola esteve aberta para quem mais precisa. Não vou falar de todos os exemplos, mas temos muitos exemplos aqui a partir da aprendizagem. [Pode passar]. Uma coisa importante, né nós estamos falando aqui da continuidade do ensino híbrido, né, de mesmo quem... nós já estávamos trabalhando assim, tanto as escolas públicas como as redes privadas e é uma continuidade, nós vamos continuar com os membros das equipes escolares trabalhando tanto remoto quanto presencial quando necessário, de acordo com as necessidades das escolas, com aulas presenciais vão continuar sendo combinadas com as aulas transmitidas diariamente pelo centro de mídia da educação, aqui no caso das escolas estaduais e também para algumas municipais que utilizam, então, é importante que nós estamos falando de uma continuidade dentro de um processo, mas precisamos atender aos que mais precisam que é o foco nesse momento. [Pode passar]. E aqui, quando a gente fala de quem mais precisa, a gente está falando de que mesmo no estado de São Paulo nós temos crianças que têm dificuldade na alimentação. Servir alimentação escolar para quem precisa é fundamental. Ter o olhar para aqueles alunos que não têm o equipamento, que não têm como acompanhar a aula de casa. Para esses alunos, um horário marcado, um agendamento, a escola pode estar lá aberta para apoiar, como a gente fez no ano passado também e, obviamente, temos alunos que mesmo com isso não conseguem ter o acompanhamento, mesmo que tenham o equipamento em casa. Alunos que, por exemplo, começaram a desenvolver uma rotina que é importante como os alunos que tem Asperger, por exemplo, Síndrome de Down, esses alunos precisam de uma rotina. Continuar com o atendimento, se a família desejar, nós estaremos prontos para ajudar os alunos que mais precisam. Os alunos cujos os responsáveis também trabalham em serviços essências, não dá para a gente esquecer que, por exemplo, os trabalhadores da área da saúde também precisam de suporte. A próprio Prefeitura de São Paulo manteve equipamentos públicos abertos durante esse período para atender essas pessoas que também precisam. É preciso olhar, continuar olhando para isso. Alunos com depressão, alunos que precisam desse momento. A gente viu agora um processo de volta muito importante, crianças que não têm condição de ter autonomia no processo de aprendizagem à distância, ter um suporte de um professor ainda que forma obviamente híbrida, vai ser e é importante essa continuidade. [Pode passar]. E aqui, para isso, aqui falando da rede estadual especialmente, vamos manter os nossos serviços ativos como o transporte escolar, se um aluno precisar desse atendimento nós vamos buscá-lo lá, daqueles alunos que, por exemplo, são transportados da rede de escolas rurais, daqueles alunos que tem para [ininteligível] especial, temos o transporte específico para eles. Vamos continuar com o apoio à tecnologia, então, aquele aluno que não tem equipamento vai poder agendar e trabalhar junto com a escola. E para aqueles alunos que precisam ainda de maior suporte como cuidador e intérprete, eles não terão mais o serviço descontinuado e a escola vai continuar atendendo. [Pode passar]. E aqui a gente está falando, de novo, de quem precisa. Nós tivemos um número importante no mês de fevereiro, foram 2,5 milhões de alunos que tiveram atividades nas nossas escolas no mês de fevereiro, certo? Foram 165 mil funcionários que foram presenciais. A gente está falando também da educação e aqui eu estou falando da rede estadual, nós estamos falando da rede estadual também diminuir o fluxo, também ter um cuidado para focar naqueles que realmente precisam. Por isso ressalto às famílias, se tem condição de fazer nesses próximos 15 dias a educação mediada por tecnologia, tem como acompanhar e apoiar o seu filho, por favor faça. A escola está aberta para quem realmente precisa. E aqui a nossa estimativa, é uma estimativa, é de que nós, nesses próximos 15 dias nós devemos atender 500 mil alunos, 250 mil numa semana e 250 mil na outra semana, uma diminuição de frequência esperada de 80%, ou seja, somente para aqueles alunos que realmente buscarem e necessitarem. Inclusive com isso, obviamente também diminuindo o fluxo para os nossos funcionários, aqui falo para a rede estadual. Obviamente, naquelas situações onde eu tenho menos alunos e preciso de menos professores para o atendimento, nós vamos diminuir o fluxo, o professor vai trabalhar mais a distância sempre que possível. Também vamos olhar para a organização disso e cada escola vai fazer o desenho do seu plano considerando as suas questões locais. E a rede privada que tem ali a permissão de fazer o atendimento de até 35% como nós temos, também estamos falando. É importante, se o aluno puder ficar e fazer a aula de casa nesses 15 dias, que faça. Está, sim, autorizado por parte do estado para que tenha atividade presencial, mas que a gente tenha sim, esse senso, não fechar a escola para quem precisa é fundamental, mas também observar realmente para quem precisa nesse momento. [Pode passar]. Uma coisa importante que eu gostaria de salientar, governador, que é o ensino superior também. Para concluir, o ensino superior, desde o ano passado, nós temos autorizado que, mesmo na fase vermelha, cursos de medicina, cursos de enfermagem, fonoaudiologia, terapia ocupacional, cursos de ensino superior ou técnicos que requeiram trabalho presencial como internato, por exemplo, na área da medicina, permanecem autorizados a fazerem o seu atendimento para que a gente não interrompa a formação médica, a formação de enfermeiras que nós tanto precisamos enquanto sociedade. Essa autorização permanece com o decreto de 17 de dezembro e é importante deixar claro isso para as nossas universidades públicas e privadas, que eles têm autorização para continuar. Agradeço governador, encerramos aqui e dizer que a escola é essencial, cuidar dos que mais precisam é fundamental sobre todos os aspectos. Nós temos muitos impactos na educação, nós temos muitos impactos na vida de crianças e apoiá-los nesse momento é fundamental. Muito obrigado e uma boa tarde a todos.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado Rossieli. Bem, agora a última intervenção antes das perguntas é de Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Boa tarde governador, boa tarde a todos. Estamos na 9ª semana epidemiológica do ano de 2021, a pandemia mostrou a necessidade de se realizar, de se instituir medidas ainda mais robustas para o seu controle no nosso estado sempre guiados pela métrica do Plano São Paulo através dos índices da saúde. A pandemia mudou a sua velocidade, mudou o seu curso com um número crescente de pessoas sendo acometidas com faixas etárias ainda mais tenras. Estamos para se ter uma ideia, com uma taxa de ocupação em unidades de terapia intensiva em todo o estado em 75,3% e 76,7 na Grande São Paulo. São 7.415 pessoas, até o momento, internadas nessas unidades de terapia intensiva. Foram mil leitos a mais daquilo que nós vimos na segunda-feira da semana passada, dia 22/2, quando nós tínhamos 6.410 pacientes ali admitidos, isso mostra que estamos nos últimos dez dias com 100 pacientes internados na UTI a cada dia, e isso é algo que jamais vimos. Ainda ontem tivemos o maior número de mortes da história do plano São Paulo, da história da pandemia aqui no nosso estado, foram 461 pacientes que perderam as suas vidas em apenas um dia. Próximo, por favor. Aqui nós temos a crescente elevação do número de internações já nos últimos três dias, nós estamos ainda no meio da semana epidemiológica, já tínhamos um crescente aumento de 18% na semana anterior, e estamos elevando essas taxas, estamos incrementando o número de internações. Próximo, por favor. Estamos, além das medidas sanitárias que estão sendo tomadas, as políticas de restrição, também estamos abrindo mais leitos, serão agora em março mais de 500 novos leitos COVID-19, 339 leitos nas Unidades de Terapia Intensiva, e 161 leitos em enfermaria, que estarão sendo abertos já a partir da próxima segunda-feira. Próximo, por favor. Lembrando que ao longo da pandemia o governo do estado de São Paulo ampliou o número de leitos que nós tínhamos disponíveis, nós tínhamos 3.500 mil leitos disponíveis, ampliamos isso para 8.500 mil, em um aumento de 143% do total de leitos, e agora teremos com essa ampliação o acréscimo desses leitos, o que dará uma totalidade de 8.839 mil leitos de UTI/SUS em todo o estado de São Paulo. Isso representa um aumento de 152,5% no total de leitos disponíveis. Só assim poderemos continuar a dar assistência e suporte à vida. Mas nós precisamos muito do apoio de toda a população. Mais do que nunca, mais do que nunca precisamos do plano São Paulo. Muito obrigado, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Muito obrigado, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo, todos os que falaram, e os que estão aqui à frente estarão à disposição para responder perguntas dos jornalistas que aqui estão presencialmente, e os que estão virtualmente também. Lembrando que essa é a nossa centésima octogésima terceira coletiva de imprensa, em respeito aos jornalistas, em respeito à transparência, em respeito à opinião pública. E quero aproveitar aqui, eu não quero politizar as nossas coletivas, mas acabei de ler aqui no meu celular uma manifestação feita há pouco pelo Presidente Jair Bolsonaro, colocando a culpa na imprensa mais uma vez: "Os problemas da pandemia, as mortes, a dissidia, a incompetência é culpa da imprensa". Não é culpa da imprensa, Presidente Jair Bolsonaro, como não é culpa também dos governadores, Presidente Jair Bolsonaro, não é culpa dos seus opositores, Presidente Jair Bolsonaro, a culpa é sua por ser, além de incompetente, negacionista, o senhor é um párea no Brasil, e um párea no mundo. Portanto, tenha humildade de reconhecer as suas falhas, e os seus erros, muitos dos brasileiros que estão enterrados nesse momento estão enterrados porque o senhor não teve capacidade de fazer aquilo que deveria fazer, liderar o Brasil contra a pandemia, defender a vida e a saúde dos brasileiros. Não é culpa da imprensa não! Vamos agora às perguntas aqui começando por você, Maria Manso, da TV Cultura. Na sequência, Agência Reuters, SBT, Estadão, CBN, Jovem Pan, Rádio Bandeirantes e TV Globo.

MARIA MANSO, REPÓRTER: Boa tarde, a todos. Uma questão que as pessoas nos perguntam nas ruas desde o começo da pandemia, e que agora com esse agravamento elas voltam a se sentir preocupadas, é em relação às aglomerações em que elas se colocam obrigatoriamente dentro de trens e metrô no transporte público. É possível fazer alguma coisa a respeito disso? E se o secretário Jean Gorinchteyn puder comentar a manifestação contra ele, que ele sofreu ontem também, na porta da casa dele, por favor.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Maria Manso, duas perguntas, vou pedir sempre se possível, manterem uma pergunta, para a gente ganhar agilidade. E em respeito, inclusive, às transmissões que estão sendo feitas aqui ao vivo. Mas responderemos, mas peço aos demais, por favor, se puderem restringir à uma pergunta, fico grato, assim todos poderão fazer, e nós obedeceremos ao horário de transmissão também. Sobre trens e metrô eu vou pedir que o Marco Vinholi responda, e na sequência, o doutor Jean Gorinchteyn, conforme seu pedido. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Bom, boa tarde. Essa é uma problemática que o mundo todo enfrenta ao longo da pandemia. Nós estamos agora avançando com as restrições, e com isso, também diminuindo a circulação de pessoas. Nós seguimos com o metrô e os trens, com os protocolos, e dentro disso, trabalhando a sociedade, trabalhando com que a gente possa ter ao longo dos próximos dias uma circulação menor de pessoas. Os protocolos estão postos, nós estamos buscando a cada dia melhorar esse fluxo de pessoas, metrô e trem, todos imbuídos com esses protocolos.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Nós vivemos em um país democrático, em que as expressões estão claramente permitidas, e assim às respeitarei. Ontem, porém, esse grupo se aglomerou não respeitando as medidas estratégicas e sanitárias, que deveriam ter sido tomadas. Dessa maneira, é a única coisa que me incomodou foi essa forma de apresentação. Mas nós temos que entender que frente à pandemia crescente, com a mudança da forma de transmissão, o plano original para a educação, ele não poderia ser mantido, e foi exatamente que após longa reunião que tivemos com o secretário Rossieli, fizemos várias adaptações, essas adaptações que já foram apresentadas, e discutimos de forma muito significativa o acolhimento das pessoas que mais vulneráveis são e estão. Àquelas que precisam realmente da merenda, àquelas pessoas que infelizmente estão vulneráveis, e inclusive com riscos de até trabalho infantil, de comprometimento inclusive da sua segurança física. Então nós entendemos essa longa história, nessa longa conversa, que as adaptações poderiam e foram feitas. Então dessa forma nós estamos absolutamente seguros que a escola ela é necessária para todos, todos precisam da escola, mas nesse momento a escola estará aberta para aqueles que mais precisam. Quem puder ficar em casa, não circular, que deixem os seus filhos em casa. Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, secretário. Vamos agora à próxima pergunta, ela é virtual, é do correspondente da Agência Reuters, jornalista Eduardo Simões, boa tarde. Sua pergunta, por favor.

EDUARDO SIMÕES, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Boa tarde, a todos e à todas. Governador, eu queria retomar o questionamento que fiz na coletiva anterior, quando o doutor Dimas não pode participar, e pedir a ele uma atualização sobre o subsídio de pagamentos do Ministério da Saúde, em relação às vacinas que o Butantã já entregou. E sobre as negociações para as 30 milhões de doses que o Ministério da Saúde manifestou interesse em adquiri, se isso já foi acordado, e se já está sendo encaminhado? Muito obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Eduardo. Dimas Covas.

DIMAS COVAS, PRESIDENTE DO INSTITUTO BUTANTÃ: Bem, Eduardo, com relação à essas 30 milhões de doses adicionais, já houve a concordância que o Butantã vai fornecer, nesse momento estamos trabalhando na questão dos contratos, houve uma solicitação por parte do Butantã, que houvesse uma modificação na forma e nas exigências do contrato, isso está em andamento, da mesma forma que os 20 milhões de doses já também encomendados à Sinovac para o estado de São Paulo. Com relação aos desembolsos, nesse momento já foram pagos 8,7 milhões de doses, e esse fluxo de pagamento está acontecendo normalmente, sem nenhum problema até o presente momento.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dimas Covas. Eduardo, mais uma vez, obrigado, continue acompanhando aqui a nossa coletiva. Vamos agora voltando presencialmente, ao SBT, à VTV, ao Mateus Crox, obrigado por estar aqui participando conosco. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

MATEUS CROX, REPÓRTER: Boa tarde. A gente já viu nas outras reclassificações do estado, até nas mais duras, que não foram todos os prefeitos que acabaram acatando as determinações do estado. Até porque, um exemplo, a gente está agora na fase vermelha do plano São Paulo, e um prefeito não acatando, acontece na questão da Baixada Santista, muitos turistas vão curtir as praias, e também, às vezes, um bar que está aberto, pelo prefeito ter deixado. Eu queria saber o que vai ser feito para o município que não acatar as ordens do estado? E como ficam as praias com essa restrição?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Mateus. Vou pedir ao Marco Vinholi, que, por favor, responda à pergunta do jornalista Mateus Crox, do SBT.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Boa tarde, Mateus. Uma pergunta importante. Bom, nós tivemos ontem uma grande reunião, 618 prefeitos, de 645 do estado, o governador João Doria, e dentro dessa reunião foi apresentada uma carta da Associação Paulista de Municípios, corroborando com aquilo que falaram todos os prefeitos que se manifestaram na reunião, dizendo não somente do apoio às medidas estruturais de combate à pandemia adotadas pelo plano São Paulo, como que dá urgência dessas medidas adotadas hoje. Eu conversei, e aqui eu quero cumprimentar o Fred Guidoni, presidente da Associação Paulista, que está aqui na coletiva também. Mas eu conversei hoje pela manhã com o prefeito Rogério Santos, que ele é presidente do conselho dos prefeitos da Baixada Santista, todos eles haviam se reunido, vão ter mais uma reunião à tarde, entendendo o momento fundamental que nós passamos, a necessidade dessas medidas, e também nessa conversa fizemos a mesma recomendação que o centro de contingência tem feito ao longo desses últimos dias. As praias são para atividades individuais ao longo desse período, não são para aglomerações, não são para não utilizarmos máscaras. Portanto, é essa postura que nós pedimos para que os prefeitos da Baixada Santista, e do litoral Norte o façam. Nós esperamos não só uma adesão majoritária dos prefeitos do estado de São Paulo, como uma grande parceria para superar esse momento. Não é momento de divisão é momento de União, e hoje com essa medida nós pedimos para que os prefeitos sigam mobilizados para o enfrentamento do período mais duro de toda a pandemia.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Marco Vinholi. Mateus, muito obrigado pela pergunta. Agora temos uma pergunta virtual, online, da jornalista Renata Cafardo, Jornal O Estado de São Paulo, Renata, boa tarde, você já está online aqui em tela, bem-vinda à coletiva, sua pergunta, por favor.

RENATA CAFARDO, REPÓRTER: Boa tarde, governador. Obrigada. Eu queria, para que houvesse melhor compreensão de pais, e das escolas, que o secretário detalhasse um pouquinho quem que vai definir se a criança precisa ou não? É o pai que vai definir, o meu filho precisa? É a escola que vai definir, conhecendo crianças da redondeza? O senhor poderia, secretário, talvez indicar uma idade que o senhor acha que é indicada para continuar no presencial? Por exemplo, a educação infantil, crianças em alfabetização, crianças até dez anos. Para que as escolas, e até os pais possam entender um pouco melhor. Porque o senhor disse que: "Ah, quem tem condições de estar em casa, às vezes, nas escolas particulares muitos alunos têm sim condições, tem internet em casa, mas essa aprendizagem não é efetiva, né? O aluno não tem autonomia para fazer. Então eu queria que a gente esclarecesse um pouquinho mais o que é os que mais precisam, né? A gente sabe que são os vulneráveis, algumas crianças com deficiências, mas fica, às vezes, um meio aí que o pai pode ficar na dúvida, será que o filho precisa, ou não precisa, né?

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Renata, obrigado, a sua resposta será dada por Rossieli Soares, secretário de Educação.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO: Obrigado, Renata, pela pergunta, uma pergunta importante, acho que a primeira parte da resposta começa pelo momento que não é obrigatório, então a primeira parte de empoderamento é da família, a família já antes mesmo dessa medida de hoje, ela já não estava sendo aplicada a obrigatoriedade. Então a família pode, obviamente, já fazer parte desta definição. A escola tem sim, seja escola pública, seja escola privada, ela tem um mapeamento daquele aluno que quase se evadiu, quase abandonou no ano anterior, porque não que ele não tivesse equipamento, porque não se adaptou, conheci alunos, aliás, recebi testemunhos desses alunos que muitas vezes, disseram: "Eu não consigo". Então para mim ter alguma atividade presencial, me conecta com aquilo que eu preciso fazer, esse é um aluno do ponto de vista, que eu teria alguma atividade com ele. Mas se eu puder falar, e sempre digo, sobre prioridade, é para alunos, por exemplo, como aqueles que estão no processo de alfabetização, ou com quatro e cinco anos, na educação infantil. Sempre que eu puder priorizar esses alunos, porque eles não têm uma autonomia, obviamente, para conseguir fazer educação à distância. Um aluno que está, que fez o 2º ano no ano passado e que está no 3º aninho do ensino fundamental agora, para o pai... Vou exemplificar isso: o aluno que fez o 2º ano no ano passado não consolidou a aprendizagem do 1º aninho. Então, ele perdeu muito do seu 2º ano e entra no 3º ano precisando recuperar conteúdos de alfabetização do 1º ano. A perda já não é mais de alguns meses, de alguns dias, a gente está falando de perda de anos, o risco da perda de uma geração. Então, estas crianças devem, sim, ser prioridade, sempre que a escola puder, independente de rede pública ou privada. Nós estamos falando de olhar para aqueles que precisam realmente, e a família precisa estar envolvida nessa decisão, assim como a escola, e a escola fazer toda a sua programação. A escola pode preparar atividades para esses 15 dias, que a criança trabalhe à distância, mas que possa ter, por exemplo, um check point com essas crianças, de alguns dias, nesses próximos dias, para saber como ela está indo. Mas é importante que, esta hora, a comunidade se una, seja na escola privada ou na escola pública, a comunidade precisa se unir para apoiar, especialmente, esses que mais precisam, que são das crianças mais novas ou daqueles que não se adaptam ao uso, ou que precisam de uma rotina para que a sua progressão continue. E acho que esse é um tema que a sociedade precisa estar envolvida, você, família, você, pai, você, mãe que nos escute: Não delegue totalmente essa função, você precisa estar ali na discussão junto com a escola, se o seu filho é dos que mais precisam ou se você consegue, nesses próximos 15 dias, estar mais à distância.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli. Renata Cafardo, obrigado, continue, se possível, acompanhando a nossa coletiva. Obrigado por ter participado. Vamos agora, presencialmente, à Rádio CBN, com a jornalista Vitória Abel. Vitória, boa tarde, bem-vinda, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Eu tenho uma dúvida do pessoal de esporte, com relação aos jogos e campeonatos, agora na fase vermelha. Esses campeonatos serão interrompidos? Esses jogos vão poder acontecer? Parece que vai ter jogo no sábado, às 7h da noite. Até porque, além do próprio jogo, em local fechado, existe a parte da torcida, que vai atrás do ônibus, enfim. Governador, se o senhor permite só mais uma pergunta rápida sobre a vacina? Ontem o senhor disse na reunião que vai comprar mais 40 milhões de vacinas, eu só queria entender como está essa relação com o Ministério da Saúde, porque o governador Welington Dias disse que vocês iam, os governadores, poderiam esperar a compra pelo Ministério da Saúde, e que as vacinas compradas pelos estados seriam direcionadas ao plano nacional de imunização. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vitória. Vamos ao tema do futebol. Quem vai responder é José Medina, o Dr. Medina, que integra o Centro de Contingência, já foi seu coordenador e tem a responsabilidade específica nos temas esportivos, dentro do Centro de Contingência do Covid-19. Medina.

JOSÉ MEDINA, MEMBRO DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA DO COVID-19: Então, boa tarde a todos. Até esse momento, vai seguir o mesmo modelo que vem sendo seguido na Europa, onde teve vários países que instituíram lockdown e mantiveram atividade de futebol, atividade esportiva, sem plateia. Então, até o momento, a decisão que nós temos é manter as atividades da mesma forma, como vem sendo seguido em Portugal, na Inglaterra e em outros países da Europa ou dos Estados Unidos, onde esse tipo de atividade, que é bastante controlada, foi mantida, até porque a população precisa de algum tipo de diversão, algum tipo de entretenimento durante esse período muito duro.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Medina. Antes de responder à sua segunda pergunta, Vitória, eu vou aproveitar aqui para fazer uma menção importante àqueles que pensam em continuar promovendo festas. Acabei de ver aqui um site, encaminhei inclusive ao General Campos, que está aqui, ele já recebeu no celular dele, de um promotor de festas promovendo uma festa na próxima sexta-feira aqui na capital de São Paulo. Não vai promover, já encaminhei ao secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, a polícia vai agir e vai impedir, com ou sem Vigilância Sanitária. Há um decreto do governo do Estado de São Paulo que permite agora à Polícia Militar cessar imediatamente qualquer tipo de festa, atividade, aglomeração, em ambiente privado ou em ambiente aberto, independentemente de Vigilância Sanitária. Então, aqueles que pensam que vão ludibriar o governo do Estado de São Paulo e as prefeituras municipais, não vão. Todos estão orientados a cessar e impedir a promoção de eventos dessa natureza, é um absurdo que pessoas ainda ganhem dinheiro para promover a morte. É o retrato do absurdo, é o retrato do falecimento completo do bom senso e do equilíbrio, e pessoas que pagam para estar presentes numa festa, onde serão potencialmente contaminados. Então, você, e depois eu vou dizer oportunamente aqui o nome desta empresa, dessa instituição e o local, já sabe que não vai promover, porque a Polícia Militar estará lá antes de você abrir a sua festinha de sábado ou de sexta-feira.

Desculpa, Vitória. Em relação às vacinas, sim, nós, integradamente com o Fórum de Governadores, manifestamos formalmente ontem, o Dr. Jean Gorinchteyn foi me representar nessa reunião com os governadores em Brasília, para aquisição de 20 milhões de doses da vacina Sputnik, em consórcio com todos os demais governadores. Nós estaremos juntos nesta iniciativa, como estamos juntos em várias outras iniciativas. E confirmo também que já solicitamos ao Butantan 20 milhões de doses adicionais da vacina do Butantan, para complementação da vacinação aqui em São Paulo. Este é o procedimento, e volto a reafirmar, aproveitando a sua pergunta, Vitória, pra reafirmar aqui: até dezembro, até o final de dezembro, todos os brasileiros residentes em São Paulo, que precisarem ser vacinados, serão vacinados.

Obrigado, então, a você, Vitória. Vamos agora à Carolina [ininteligível], da Rádio Jovem Pan. Carolina, obrigado mais uma vez por estar aqui presente na coletiva. Microfone higienizado. Sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Obrigada, governador. Eu queria um esclarecimento. No início da coletiva, o senhor disse 901 chamados, pedidos por leitos de UTI. Todas essas pessoas conseguiram rapidamente? Em até quanto tempo? E dentro dessa mesma temática, ontem conversando com o Dr. Jaques Sztajnbok, que é o chefe das UTIs do Emílio Ribas, ele fez uma observação de que essa questão de que as pessoas estão ficando mais tempo no leito da UTI, é porque essa rede está pressionada e eles estão tendo que escolher os casos mais graves, chegando mais grave demanda de um maior tempo da terapia intensiva. Se vocês puderem comentar isso, obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: É bastante oportuna sua pergunta, Carolina. Vou pedir ao Dr. Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde, e também médico infectologista do Instituto Emílio Ribas, para que possa responder à sua pergunta. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: A estratégia que tem sido tomada, junto à central regulatória do CROSS... Nós lembramos que são 901 casos, isso inclui pacientes Covid e não Covid. No nosso meio, nós não temos só uma doença chamada Covid-19, nós temos muitas outras: traumas, infartos, derrames, e tudo isso também precisa acolhimento, seja nas unidades de terapia intensiva, ou outras doenças que precisam as enfermarias. Dessa maneira, a central regulatória, ela tem essa celeridade para garantir que, na maioria dos casos, aqueles pacientes sejam transferidos, removidos para a mesma região, ou eventualmente possam ser acolhidos em outras regiões, para que não haja desassistência no nosso meio. E é assim que será feito. O que nós temos observado, na fala daquilo que tem sido visto na unidade de terapia intensiva, especificamente do Hospital Emílio Ribas, é que nós temos encontrado pacientes de formas mais graves, muitos dos quais mais jovens, inclusive o Dr. Jaques Sztajnbok fez essa colocação ontem, por via telefônica, comigo, reforçando aquilo que eu já havia dito, há alguns dias atrás. Dessa maneira, o que nós temos visto? Especialmente jovens, que não apresentam sintomas tão exuberantes, são eles que mais se expõem, e quando vão se apresentar com sintomas de tosse, desconforto respiratório, já têm um grande acometimento pulmonar, e aí sim requerem uma assistência mais prolongada também.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Carolina, obrigado pela pergunta. Vamos agora à penúltima das intervenções, é da jornalista Maira [ininteligível], da Rádio Bandeirantes, Rádio BandNews e também da TV Bandeirantes. Maira, boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. Na última coletiva, foi mencionado que hoje vocês trarão informações sobre hospitais de campanha, sobre uma possível abertura aí de alguns hospitais. Teve aí uma adição de leitos, mas queria saber especificamente se São Paulo terá, mais uma vez aí, novos hospitais de campanha. E só uma dúvida que me passaram: Poupatempo também vai abrir? Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado. Sobre hospital de campanha, Jean Gorinchteyn responde, sobre Poupatempo, Patrícia Ellen.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Esses aumentos do número de leitos, e alguns com um percentual até mais significativo, ocorrem dentro das unidades hospitalares. Nós já estamos fazendo ampliação, vocês serão avisados quais serão os novos hospitais realmente de campanha, com centenas de novos leitos, além desses. Eu quero reforçar que esses são leitos novos, não é que nós remobilizamos. Eram Covid, foram para a assistência não Covid e agora voltam para... Não, são novos leitos. E nós abriremos muito mais leitos, inclusive nós estamos e estaremos anunciando pra vocês nos próximos dias um hospital, que será realizado aqui em São Paulo, uma unidade hospitalar inteira, que havia sido comercializada. É um prédio ocioso, que ali nós teremos mais 130 leitos, inclusive 30 leitos de unidade de terapia intensiva. Nós daremos todos esses referenciais. Aqui, nós não queremos que os nossos pacientes tenham desassistência. Aqui, nós queremos preservar a vida.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Antes de passar pra você, Patrícia, vou pedir ao Marco Vinholi, Maira, que possa também reproduzir a você a posição no interior do Estado de São Paulo. E aí vamos com a Patrícia Ellen. Vinholi.

MARCO VINHOLI, SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Nós seguimos, ao longo desse último período, de situação contundente no interior do estado, abrindo também hospitais de campanha em vários municípios. Nós abrimos, na última sexta-feira, no município de Jaú, em parceria com a prefeitura municipal e com o Hospital Amaral Carvalho. E também em Araraquara, em parceria com a prefeitura municipal. Quero lembrar aqui também a abertura do Hospital de Heliópolis, são lá 756 novos leitos, fundamentais também para o combate ao Covid aqui na capital.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Vinholi. Patrícia Ellen.

PATRÍCIA ELLEN, SECRETÁRIA ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: Obrigada, governador. O Poupatempo vai continuar funcionando, mas somente com atendimento digital. Foi feito um trabalho grande durante a pandemia, para garantir que todos os serviços estivessem disponíveis. Além disso, o trabalho do Detran vai ser feito com atendimento digital, e também com o sistema de drive-in e agendamento para entrega de documentos. Lembrando que essa pergunta vale para todos os serviços públicos, todos os secretários estão trabalhando nesse momento para darem a sua contribuição. Os serviços que puderem operar remotamente, por duas semanas, assim o farão, mas cada secretaria agora está trabalhando em suas resoluções também. Muito obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Patrícia. Maira, obrigado mais uma vez. A última pergunta de hoje é da TV Globo, GloboNews, com a jornalista Daniela Gemniani. Daniela, sempre bem-vinda. Boa tarde, sua pergunta, por favor.

REPÓRTER: Boa tarde, governador, boa tarde a todos. A minha pergunta é sobre capacidade de criação de leitos. Com esses 500 novos leitos, 339 de UTI, a gente se aproxima um pouco do que foi no ano passado. Eu queria saber qual é o limite, o teto de capacidade de criação de leitos de UTI, de estrutura, enfim, equipe médica... Qual é o nosso limite? E vou aproveitar também só para pedir para o secretário Rossieli repercutir um pouquinho, porque nas primeiras semanas houve registro de casos nas escolas estaduais, queria saber se houve algum registro de surto em alguma escola, enfim, se vocês esperam que, com essa redução de capacidade, o quanto também deve reduzir o número de casos nessas escolas. Obrigada.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Daniela. Começamos então com Jean Gorinchteyn, sobre o tema dos leitos de UTI. Jean.

JEAN GORINCHTEYN, SECRETÁRIO ESTADUAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO: Nós temos a responsabilidade de dar assistência à vida. Não existe limitação de número de leitos. Onde nós tivermos um espaço, dentro de um hospital, nós vamos abrir. Inclusive, essa é uma das discussões que tivemos com o governador João Doria: Abram leitos, não importa aonde, seja nos anfiteatros, nos ambulatórios, nós não podemos deixar as pessoas desassistidas. Esse é o papel do governo e assim será feito.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Jean. Agora, Rossieli, sobre casos em escolas.

ROSSIELI SOARES, SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO: Obrigado, governador. Daniela, obrigado pela pergunta. Bom, acho que, primeiro, é importante destacar um dos fatores de números, quando a gente compara no período dos últimos 60 dias, a incidência no estado de 1.318 casos para cada 100 mil habitantes. Para a população escolar, que tem frequentado a escola, é de 57 casos para 100 mil, entre funcionários e estudantes que frequentaram as escolas nos últimos 60 dias. É 23 vezes menor, no mesmo período, que a incidência, portanto, da média do estado. E os casos que nós temos tido, a maioria absoluta, 80% dos casos, são casos únicos, mais de 80%, são casos únicos, ou seja, é um caso de contaminação. Portanto, não é a escola o fator, se contamina em outros locais. E daqueles casos de escolas que sempre, por orientação da Vigilância Sanitária local... Isso é sempre importante, tem inclusive um documento próprio que regula quando é considerado um caso que precise ser fechado, se é um, se é dois, se é três, sempre feito com a Vigilância Sanitária, nós tivemos mais cinco casos na semana 2, lembrando, de 5.000 escolas estaduais, cinco na semana retrasada. E estamos, obviamente, ainda calculando a última semana. Estaremos publicando esses dados e estamos fazendo uma revisão com a comissão médica que vai fazer a publicação de todos esses dados. Obviamente que agora é mais estado de alerta, e focado somente nos alunos que nós precisamos dar uma atenção ainda maior, para que não aumente a desigualdade, e que esse atendimento ajude também na vida desses jovens e nessa geração. Obrigado.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Rossieli, obrigado, Daniela. Vou pedir, apenas para finalizar, à Dra. Regiane, para que possa dar a vocês o número do vacinômetro. Estourou o alarme de algum carro aqui do lado, mas do vacinômetro neste momento, com a Dra. Regiane de Paula, que é a coordenadora do programa estadual de imunização. Assim, vocês terão os dados atualizados da vacinação em São Paulo. Dra. Regiane.

REGIANE DE PAULA, COORDENADORA DO PROGRAMA ESTADUAL DE IMUNIZAÇÃO: Obrigada, governador. Boa tarde a todos. Na atualização realizada agora, 13h55, doses aplicadas: 2.745.445 doses aplicadas, sendo que de 1ª dose, 2.109.732 doses, e de 2ª dose, 635.713. Lembrando, governador, que hoje nós começamos a vacinar 77, 78 e 79 anos, e a importância do vacinaja.sp.gov.br, para que a gente possa diminuir as filas, principalmente para essa população mais idosa. E que o território tem feito várias estratégias, os municípios, para que isso possa acontecer. Então, nesse momento, o Vacina Já é muito importante para a diminuição de filas. Obrigada, governador.

JOÃO DORIA JÚNIOR, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Obrigado, Dra. Regiane. E aos que têm avós ou pais nesta faixa, acima de 77 anos, utilizem por favor o credenciamento, que leva menos de 60 segundos, no seu celular, no seu tablet ou no seu computador, conforme mencionou a Dra. Regiane. Isto diminui sensivelmente o tempo em fila e agiliza a vacinação aqui em São Paulo. São Paulo, com esse número, 2.746.000, é o estado... Pode deixar o slide, por favor. É o estado que mais vacina no Brasil numericamente, e percentualmente está entre os quatro estados com a proporcionalidade maior de vacinação no Brasil. Vocês estão vendo ali, nesse slide, o voo que vai trazer mais insumos para a vacina do Butantan. Nós estaremos, Dimas Covas, Jean Gorinchteyn e eu, amanhã pela manhã, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, logo cedo, para receber mais este volume de insumos para a vacina do Butantan. Hoje, volto a repetir, de cada dez pessoas vacinadas no Brasil, oito são vacinadas com a vacina do Butantan.

Queria agradecer a presença, em especial, do Carlos Carvalho, médico pneumologista, e integrante do nosso Centro de Contingência do Covid-19, e que já coordenou esse Centro. Helena Sato, integrante também o Centro de Contingência do Covid-19, também foi nossa coordenadora. Obrigado ao Medina, integrante também desse comitê, e a todos que aqui participaram dessa coletiva.

Aos que estão em casa, ainda nos assistindo, obrigado pela confiança, obrigado pelo tempo. Por favor, use máscara. Não acredite nos que digam que máscara infecta, a máscara protege, é a sua proteção e a proteção da sua família. Muito obrigado a todos, boa tarde e até a próxima sexta-feira.