Coletiva - Seminário "Controle da Corrupção" - 20120409

De Infogov São Paulo
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Transcrição da coletiva no Seminário "Controle da Corrupção

Local: Capital - Data: 04/09/2012

REPÓRTER: Governador falar um pouquinho da importância da sociedade civil organizada, debater corrupção?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Olha! Muito importante está iniciativa do Movimento do Ministério Público Democrático, um exemplo, né, de que não deve haver tolerância, que deve haver permanentemente uma crítica no sentido de defender dinheiro público! A corrupção, ela tira do mais pobre, ela rouba daquele que mais precisa, eleva a carga tributária, dificulta o desenvolvimento do país, gera menos emprego, perde competitividade, e infelizmente é a impunidade que estimula o chamado crime do colarinho branco! Então, eu quero saudar aqui, a iniciativa do Movimento do Ministério Público Democrático a oportunidade do tema do Combate Permanente da Corrupção que não é fácil, porque não é um assalto com revolver, com metralhadora, mas é sofisticado nos contratos, nos pagamentos, nos editais, envolvem área jurídica, técnicas, contábeis e é importante agir nas duas pontas: na ponta de quem recebe dinheiro de malfeito e de quem também paga, né, dá o dinheiro de malfeito. A impunidade estimula a atividade criminosa, evidente que se houver uma ação firme de punição, não vai acabar, mas vai reduzir enormemente!


REPÓRTER: Governador, por que este grande número de legendas, que o senhor citou, contribuí aí para o desenvolvimento desse tipo de prática?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Eu entendo que, você ter o pluripartidarismo, o Brasil já chegou já agora a 30 partidos políticos pode ter até o ano que vem 31, 32, 33, estimulado por dinheiro público, porque é dinheiro do Fundo Partidário é Horário de Rádio e Televisão, não tem nenhum lugar do mundo que resista ter trinta e tantos partidos, você não tem trinta ideologias, então é evidente que isso prejudica a governabilidade, prejudica a criação... O fortalecimento de partidos políticos, estimula legendas de aluguel, submundo da política, então é preciso analisar também as causas, né, da piora do quadro político brasileiro. Então, nós defendemos a reforma política com a proibição de coligação proporcional, só esse item, só isso, já reduziria de 30 para 06, 07 partidos.


REPÓRTER: Mas em que medida, isso é danoso para a governabilidade, como o senhor colocou?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Muito danoso, porque à medida que você tem 30 partidos, você não tem partidos! Você tem legendas, e aí imagina o governo federal tem 23 partidos na Câmara Federal, como é que você governa? Você dificulta governabilidade, estimula a atividade ilícita, então é evidente que não é bom, no mundo inteiro você tem 03, 04 partidos, né, no máximo cinco partidos, não tem nenhuma democracia com 30 legendas.


REPÓRTER: Mas parece também, que não a nenhuma vontade de retroceder esse número!


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Então, é por isso que eu tenho chamado à atenção, e quando a gente fala em reforma política parece uma coisa muito difícil! Não é, é aprovar um item, só isso, proibida a coligação proporcional! Quem quiser eleger deputado, quem eleger vereador tem que ter coeficiente eleitoral, você já reduz só com isso de 30 pra seis ou sete.

REPÓRTER: Governador, o senhor falou que [ininteligível] falou que exemplos mudam a sociedade, o senhor que o julgamento do Mensalão é um exemplo, vai aumentar o combate à corrupção depois do julgamento?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Eu não tenho dúvida, por que, o que acontece? Quem tem muito dinheiro, tem muitos instrumentos jurídicos e justiça tardia, não faz justiça! Você vai verificar o chamado crime do colarinho branco, não é difícil... Não é fácil de você também comprovar. Então, eu não tenho dúvida, eu acho que a impunidade é que acaba estimulando atividade do malfeito, então a punição, ela tem um sentido pedagógico, né, para melhorar a vida pública. Eu vou, por causa do meu horário.


REPÓRTER: Governador, ontem no debate o governador Serra acabou falando mal do seu governo, ao falar da Secretaria da Educação. O senhor ficou desconfortável, como foi?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Não, ele não falou mal, muito pelo contrário deu vários exemplos de boas parcerias que, aliás, já fizemos e vamos fazer se Deus quiser! Acho que o debate é importante, claro que um debate no primeiro turno com 08 candidatos, ele é mais amarrado, ele é mais difícil, mas é sempre bom, sempre positivo! Porque ele é mais espontâneo, ajuda o eleitor, esclarece, permite o contraditório. Eu acho que, nós estamos muito confiantes, eu acho que o Serra vai para o segundo turno e faz uma boa campanha, tem tudo pra ser um bom prefeito.


REPÓRTER: Mas primeiro turno, então governador, vencer no primeiro turno o senhor já...


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Acho difícil que alguém ganhe no primeiro turno, nunca para prefeito de São Paulo deixou de ter segundo turno, quantos candidatos a prefeitos têm?


REPÓRTER: São 12.


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Então, como é que vai ter... Vai acabar no primeiro turno com 12 candidatos.


REPÓRTER: Mas são dois ou três que se destacam, na verdade!


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Então, mas a rigor você tem que vencer a soma de todos pra não ter segundo turno, o candidato pra não ter segundo turno precisa ter 50% mais um dos votos

validos, ele precisa somar a soma de 11 é difícil! Então, você tem uma eleição em duas etapas, a primeira é ir pra o segundo turno, a segunda é no segundo turno conseguir a maioria absoluta, isso está correto, isso foi colocado na Constituição Brasileira dá mais legitimidade a quem for eleito.


REPÓRTER: Mas 43% de rejeição fica difícil de chegar ... Levar no segundo turno?


GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR: Não é, isso... Isso não é fixo, isso é momento político, a eleição pra isso tem campanha, pra você explicar! Eu acho que o pronunciamento do Serra, ontem, foi muito importante, muito necessário para não deixar dúvidas em relação ao seu mandato de quatro anos fazendo um bom trabalho em São Paulo.